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T EORIA DA H ISTÓRIA I Karina Anhezini

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Apresentação em tema: "T EORIA DA H ISTÓRIA I Karina Anhezini"— Transcrição da apresentação:

1 T EORIA DA H ISTÓRIA I Karina Anhezini

2 H ISTORICISMO ( S ): A HISTÓRIA COMO DISCIPLINA – R ANKE E D ROYSEN MATA, Sérgio da. Leopold von Ranke ( ) In: MARTINS, Estevão de Rezende (org.). História Pensada : teoria e método na historiografia européia do século XIX. São Paulo: Contexto, 2010, p Obra – interessada em reunir textos dos protagonistas da virada científica da História. Sérgio da Mata – professor de Teoria e Historiografia da UFOP.

3 H ISTORICISMO ( S ): A HISTÓRIA COMO DISCIPLINA – R ANKE E D ROYSEN DROYSEN, Johann Gustav. Manual de teoria da história. Apresentação e notas Júlio Bentivoglio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009, p Autor da apresentação – Júlio Bentivoglio – Professor de Teoria da História da UFES. Autor também de: GERVINUS, Georg Gottfried. Fundamentos de Teoria da História. Apresentação e notas Júlio Bentivoglio. Petrópolis, RJ: Vozes, Texto de 1837.

4 A LGUMAS DEFINIÇÕES... Historicismo é a forma científica do conhecimento histórico surgido na primeira metade do século XIX. A) criou um campo autônomo para a ciência histórica; B) representou um rompimento com a metafísica.

5 E M SUMA : o historicismo procurou elaborar as categorias mestras da ciência histórica, com as quais se entende o passado humano como história, as regras metódicas, com as quais a investiga, e a pretensão pedagógica, com a qual deveriam ser concretizadas (MARTINS, Estevão de Rezende. Historicismo: o útil e o desagradável. In: ARAUJO, Valdei Lopes de, MOLLO, Helena Miranda, VARELLA, Flávia Florentino, MATA, Sérgio Ricardo da (orgs.). A dinâmica do historicismo : revisitando a historiografia moderna. Belo Horizonte, MG: Agvmentvm, 2008, p. 42).

6 H ISTÓRIA COMO CIÊNCIA Se desenvolve durante o século XIX nos cenários do historicismo, do positivismo e da escola metódica; Ponto comum dessas correntes do século XIX: deixam de considerar a história como uma crônica baseada nos testemunhos legados pelas gerações anteriores e entendem-na como uma investigação – o termo História recupera seu sentido grego; Grande avanço: fundamentação metódico- documental – fundamental para a disciplina acadêmica contemporânea.

7 M ITO HISTORIOGRÁFICO naturalização do dado – ceder à tradição e ao argumento de autoridade; historiografia positivista condição necessária para a revolução dos Annales ; Positivista seria a historiografia empiricista, política, voltada para a legitimação do Estado nacional, pautada no uso de documentos oficiais, grandes homens, alheia à reflexão teórica;

8 M ITO HISTORIOGRÁFICO Langlois e Seignobos – ocupam o lugar máximo dessa definição; Consequentemente, os historicistas alemães que os inspiraram também; Para Febvre – os derrotados de 1870 – Guerra Franco-Prussiana; importância da 1ª Guerra Mundial. Ranke – lugar de destaque nessa mitologia.

9 L EOPOLD VON R ANKE ( ) Família de pastores luteranos; Teologia – maior de todas as ciências; Barthold Georg Niebuhr – inspiração e recepção positiva de sua obra; Seduzido pelo idealismo alemão; 1817 – produz ensaio sobre Lutero, embrião para História da Alemanha na época da Reforma ; Tucídides – torna-se modelo insuperável de historiador; Inversão da fórmula de Walter Scott – a história como poderia ter sido;

10 M ATURIDADE Pesquisas em arquivos da Áustria e Itália – História dos papas; Religião, filosofia e política – tríade de seu pensamento histórico. Profunda religiosidade – verdades religiosas estão além da empiria; Se coloca a tarefa de decifrar o enigma do sagrado – aproximação da filosofia;

11 D IFICULDADES DE DEFINIR AS INFLUÊNCIAS FILOSÓFICAS Proximidade de Savigny – Escola Histórica do Direito; Divergências nas interpretações - Oposição/ influência - Hegel Desenvolve melhor o papel de estudioso, artista, intérprete e não o de protagonista. Participações políticas – inabilidade

12 1831 – O CONCEITO DA HISTÓRIA UNIVERSAL Manuscrito publicado em 1854; Transição entre Historie e Geschichte – resistência em pensar no coletivo singular; Dimensão artística do trabalho historiográfico; Progresso entendido como desenvolvimento / desprovido de teleologia; Contraposição à influência de Hegel, ao seu imperialismo face à ciência histórica; Crítica vigorosa em profundidade, mas amena no tom;

13 O BJETIVIDADE EM R ANKE O historiador deve ser disciplinado e exercer um autocontrole em nome da objetividade; Há um esforço de depuração das paixões; A muitos de seus contemporâneos sua objetividade parecia moralmente inaceitável; Para nós, impossível. * discussão – Ranke – é possível encontrar no texto as características destacadas?

14 2 ª PARTE : E SCOLA H ISTÓRICA A LEMÃ Johann Gustav Droysen ( ); Georg Gottfried Gervinus ( ); Leopold von Ranke ( ); Theodor Mommsen ( ); Heinrich von Treitschke ( ); Droysen estudou na Universidade de Berlim, onde frequentou cursos do Filólogo clássico August Böckh ( ) e do filósofo Hegel ( ); Obra de Droysen abriu novas perspectivas para a definição do método histórico e para a autonomia da história ao lado das demais ciências humanas;

15 I NEXISTÊNCIA DE UM PENSAMENTO HEGEMÔNICO H ISTORICISTA (R EALISTA E R ELATIVISTA ) Droysen e Ranke foram contemporâneos na Universidade de Berlim; Críticas de Droysen à objetividade de Ranke; Droysen foi um dos primeiros a recusar a redução da história a uma mera ciência de textos, a mera crítica de fontes, ou ainda como uma narração objetiva de fatos a partir de um conjunto de documentos (p. 11). Ao criticar a objetividade proposta por Ranke, Droysen impõe já em 1858 questões que ainda são atuais.

16 E SQUECIMENTO E DIVULGAÇÃO DE PARTE DE SUA PROPOSTA Droysen foi esquecido, mas muitos de seus procedimentos foram seguidos por Langlois e Seignobos. Os metódicos franceses seguiram Droysen quanto aos procedimentos relacionados às fontes: crítica segundo a época, o lugar, a origem, o conteúdo e a forma (p. 10).

17 1858- M ANUAL DE T EORIA DA H ISTÓRIA ( ANOTAÇÕES DAS AULAS DE M ETODOLOGIA DA H ISTÓRIA ) Realizou trabalhos a respeito da Antigüidade grega e da História moderna européia e prussiana; Preocupado em definir uma especificidade para o conhecimento histórico: termo Historik usado por Gervinus em 1837 na acepção Teoria da História e por Droysen em 1858; Se a Historie (na acepção grega) significava o relato de algo acontecido e Geschichte (desde 1750) passou a significar tanto o acontecimento como o relato - era necessária uma ciência específica; Objetivo do manual: delimitar e fundamentar a especificidade do conhecimento histórico;

18 ESQUECIMENTO DE D ROYSEN Muitos o viram como ideólogo da grande Alemanha; No último quartel do século XIX, a história se aproximou dos modelos das ciências naturais, dos modelos apriorísticos de análise como o materialismo histórico e o positivismo; A produção dos Annales ignorou as conquistas teóricas de Droysen; Antes de Marc Bloch, Droysen já afirmava que o presente é a verdadeira fonte de sentido da história e não o passado.

19 T EORIA DA H ISTÓRIA DE D ROYSEN A operação historiográfica deve começar com uma pergunta; Com o reconhecimento dos traços do passado no presente, nas lembranças, nos vestígios (antecipa o historicista italiano Benedetto Croce – Toda história é história contemporânea ); Compreensão da historicidade: pensar historicamente é pensar teleologicamente – a consciência histórica capta o passado no presente e vislumbra o futuro – traça uma tradição. O olhar do presente nunca é estático, sempre está em constante avaliação e reflexão;

20 C ONECTAR AS LEMBRANÇAS E A TRADIÇÃO – ENTENDIMENTO DA CONTINUIDADE HISTÓRICA o homem reconhece no presente uma eternidade que é divina, embora o presente mesmo não seja eterno, pois os vestígios do passado precisam ser reconhecidos para que ele possa tornar-se consciente da tradição que o antecede, a fim de não a repetir infinitamente (p. 24). elaborar os sentidos do passado – o conhecimento sensível nunca alcança plenamente a realidade e a partir de particularidades ele se aproxima da totalidade, mas não como uma soma ou uma ampliação estatística de casos (p. 25).

21 H ISTORICISMO EM C ONSTRUÇÃO DURANTE O SÉCULO XIX: ENTRE O REALISMO E O RELATIVISMO Os historicistas tenderão a enxergar a subjetividade não como um problema, mas sim como uma inestimável riqueza, ou mesmo como aquilo que precisamente permite à História constituir-se em um conhecimento de novo tipo, dotado de uma especificidade própria (BARROS, 2011, v. II, p. 68). Entre o Realismo e o Relativismo: distâncias entre Ranke/Droysen e Dilthey.

22 C ONTRA O U NIVERSALISMO : OS PARTICULARISMOS O universalismo positivista herdado do Iluminismo - o homem universal; Para os historicistas o indivíduo concreto, particular, histórico e sujeito à finitude. Assim, o historicismo já nasce relativista – o objeto historiográfico é relativo – variadas fontes porque variadas sociedades examinadas; Busca da especificidade de cada povo; Contribuição de teólogos e filólogos alemães que se debruçavam sob os problemas relacionados à interpretação de textos e à inevitável articulação desses textos a contextos específicos e a pontos de vista autorais.

23 D OIS NÍVEIS DE SUBJETIVIDADE : RELATIVIDADE DO OBJETO E DO SUJEITO Ranke e Niebuhr (início do século XIX)– historicismo realista – prontos a reconhecer a subjetividade do humano no que concerne às fontes e às sociedade a serem examinadas pelos historiadores- há uma relatividade do objeto; Droysen e Dilthey (segunda metade do século XIX) – historicismo relativista – além da subjetividade das fontes e das sociedades, a subjetividade do historiador e a impossibilidade de neutralidade por parte do sujeito do conhecimento- relatividade do sujeito.

24 C ONSCIÊNCIA R ADICAL DA H ISTORICIDADE DE TODAS AS COISAS O historicismo foi apurando a percepção de que o historiador não pode se destacar da sociedade como pressupunha o modelo das ciências naturais preconizado pelo Positivismo; O historiador fala de um lugar e a partir de um ponto de vista – não pode almejar nem a neutralidade, nem a objetividade absolutas e menos ainda falar de uma verdade em termos absolutos. Naquele Homem Universal, imutável dos Iluministas e positivistas – os historicistas passam a perceber a diferença, o movimento – A HISTORICIDADE.

25 R ESUMINDO O H ISTORICISMO EM C ONSTRUÇÃO 1) o reconhecimento da Relatividade do objeto histórico- inexistem leis de caráter geral que sejam válidas para todas as sociedades ou indivíduos – historicidade do objeto; 2) Especificidade Metodológica- a História, bem como as demais ciências humanas, deveria requerer uma postura metodológica específica, radicalmente distinta do padrão metodológico das Ciências Naturais; 3) o reconhecimento da subjetividade do historiador – impossibilidade da neutralidade;

26 T RADIÇÃO HISTORICISTA RELATIVISTA Droysen e Wilhelm Dilthey ( ); Hans-Georg Gadamer ( ); Paul Ricoeur ( ); Reinhart Koselleck ( ); Jörn Rüsen (1938); Droysen inaugura essa tradição afirmando que no mundo ético [isto é, no mundo histórico], nada existe que não tenha sido mediado. Essa mediação passa a ser um foco tão, ou mais importante na análise historiográfica, que a própria informação que possa ser extraída de um documento.


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