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Unidade 7 Mudança e transformação social Revolução é a transformação radical das estruturas sociais, políticas e econômicas de uma sociedade. Outros tipos.

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1 Unidade 7 Mudança e transformação social Revolução é a transformação radical das estruturas sociais, políticas e econômicas de uma sociedade. Outros tipos de mudança são as reformas sociais. Para o pensador italiano Umberto Melotti, os reformadores procuram alterar elementos não essenciais e garantir a permanência da situação vigente, enquanto os revolucionários almejam destruir o existente para reconstruir a sociedade em novas bases.

2 Revolução e transformação social Capítulo 22 O termo revolução relaciona-se a processos que alteraram substancialmente a vida da humanidade. Sobre a revolução A Revolução Industrial mudou a forma de produção de bens. Manufatura do algodão com o uso da máquina de fiar Spinning Mule em representação de 1825 (autor desconhecido). A Revolução Industrial começou no setor têxtil. Coleção particular/The Bridgeman Art Library/Keystone A Revolução Agrícola transformou radicalmente a forma de produção de alimentos das populações.

3 Revolução e transformação social Capítulo 22 Nas mudanças de rumo político, destacam-se as revoluções do século XVIII, chamadas burguesas por serem movimentos liderados pela burguesia ascendente, e as que eclodiram no século XX, consideradas populares, pois tiveram participação significativa do povo. Hoje, participamos da terceira grande revolução mundial, baseada na informática, na engenharia genética e na nanotecnologia.

4 Revolução e transformação social Capítulo 22 Revolução Inglesa ( ) Revoluções clássicas Derrubada do rei Carlos I em 1649, ano da proclamação da República inglesa, em charge da época. Embora a monarquia fosse restaurada em 1660, o Parlamento já havia consolidado sua força, dividindo o poder com a coroa. The Bridgeman Art Library/Keystone Houve a implantação de muitos direitos que hoje são universais. Contudo, o movimento ocorreu em um único país. Propunha limitar o poder do rei e de seus associados, impedindo o controle do comércio e da indústria e a criação de impostos sem autorização do Parlamento.

5 Revolução e transformação social Capítulo 22 Revolução Americana (1776) Cartaz de recrutamento para a luta pela independência das colônias inglesas na América do Norte. Século XVIII. Bettmann/Corbis/Latin Stock Foi considerada uma revolução porque teve grande repercussão, principalmente nos países da América Latina. Movimento de luta contra o domínio colonial inglês. Não havia a intenção de alterar profundamente as relações sociais, nem de transformar a propriedade, tampouco de abolir a escravidão.

6 Revolução e transformação social Capítulo 22 Decapitação de Luís XVI em Paris, 1793 (gravura alemã s.d., autor desconhecido). Châteaux de Versailles et de Trianon, Versailles, França Os revolucionários lutaram em nome dos seres humanos (não incluindo as mulheres), e não só dos franceses. Isso transformou o movimento em paradigma das revoluções posteriores. Revolução Francesa (1789) A luta não foi apenas contra o poder monárquico francês, mas contra todos os regimes que oprimiam a maioria da população. A estrutura da propriedade rural também foi alterada.

7 Revolução e transformação social Capítulo 22 Três grupos participaram do movimento: camponeses (maioria), trabalhadores urbanos e burguesia urbana e rural. Experiências revolucionárias no século XX Revolução Mexicana ( ) Em 1911, com a derrubada de Porfírio Díaz, que estava havia 20 anos no poder – e tinha apoio dos Estados Unidos, dos grandes industriais e dos latifundiários, nacionais e estrangeiros –, cada uma das três forças revolucionárias prosseguiu separadamente.

8 Revolução e transformação social Capítulo 22 No México, apenas 1% da população detinha 97% das terras, o que gerava uma situação de exploração e miséria muito grande. Os camponeses buscavam a redistribuição das terras. A burguesia dissidente exigia regras claras para as eleições e uma democracia do tipo liberal. Os trabalhadores urbanos reivindicavam o direito a liberdade de expressão e reunião, previstos constitucionalmente.

9 Revolução e transformação social Capítulo 22 Em 1914, camponeses e operários formaram um exército e depuseram Huerta. Venustiano Carranza, governador do estado de Coahuila, tornou-se presidente. O sucessor de Porfírio Díaz foi derrubado e assassinado em Victoriano Huerta assumiu o poder, apoiado pelos Estados Unidos, pela burguesia, pelo clero e pelo Exército Federal. Em dezembro de 1914, os camponeses se levantaram contra Carranza, que não trazia nenhuma proposta favorável ao grupo.

10 Revolução e transformação social Capítulo 22 Carranza derrotou a oposição e convocou uma Constituinte. A nova carta trouxe importantes avanços, principalmente para a classe operária. Os líderes revolucionários Emiliano Zapata (ao centro, de chapéu de abas largas) e Pancho Villa (a sua direita, com uniforme militar) marcham para a Cidade do México, em dezembro de Foram derrotados pelo governo. CSI Mas a reforma agrária não foi realizada e os proprietários de terras mantiveram-se no poder.

11 Revolução e transformação social Capítulo 22 Uma revolução comunista na Rússia (1917) A revolução começou com a derrubada do czar Nicolau II, em fevereiro, e prosseguiu em novembro, com a tomada do poder pelos bolcheviques, liderados por Lênin e Trotsky. O movimento teve como base operários e soldados, organizados em sovietes, conselhos populares que expressavam a proposta de uma sociedade democrática.

12 Revolução e transformação social Capítulo 22 Após a ascensão dos bolcheviques e com uma nova estrutura estatal, os sovietes perderam o poder. Repressão a trabalhadores e soldados, na então capital Petrogrado (atual São Petersburgo). De fevereiro a outubro de 1917, seguidos levantes populares impulsionaram o processo revolucionário na Rússia. Hulton-Deustch Collection/Getty Images No início, a república socialista cuidou para que todos os focos de oposição fossem eliminados. Em 1918, o Estado fez um acordo de não agressão com a Alemanha. O governo enfrentou a oposição de diversos setores, principalmente dos anarquistas, que queriam uma sociedade mais livre.

13 Revolução e transformação social Capítulo 22 Entre 1919 e 1921, houve uma guerra na Rússia. Países europeus que não aceitavam a revolução enviaram tropas para apoiar os brancos contra os vermelhos. A situação, que já era terrível por causa da Primeira Guerra Mundial, agravou-se no período de afirmação da revolução. Organizado e liderado por Trotsky, o Exército Vermelho derrotou os contrarrevolucionários e expulsou as tropas invasoras.

14 Revolução e transformação social Capítulo 22 Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), fundada em 1922, a propriedade privada foi extinta e procurou-se modificar a estrutura estatal e de serviços. Em 1924, com a morte de Lênin, Stálin assumiu o comando. Desde então, a revolução que nascera com o propósito de transformar o sistema anterior e garantir a liberdade a todos, resolveu parte de seus problemas econômicos à custa da submissão da sociedade a um Estado opressor e autoritário. A URSS deixou de existir em 1991.

15 Revolução e transformação social Capítulo 22 Revolução comunista na China Em um longo processo de luta, o Partido Comunista Chinês (PCC), fundado em 1921, mobilizou os camponeses (a maioria da população) para lutar contra os invasores japoneses e os exércitos de Chiang Kai-shek, anticomunista apoiado pelas potências vencedoras da Primeira Guerra Mundial. A luta durou até 1949, quando os comunistas, comandados por Mao Tse-tung, tomaram Pequim.

16 Revolução e transformação social Capítulo 22 Para organizar o Estado, Mao recebeu ajuda da URSS, mas essa aliança foi rompida no início da década de 1960, quando os chineses quiseram ter seu arsenal nuclear – o que os soviéticos não admitiam. A primeira explosão atômica chinesa ocorreu em Pequim, 1949: tropas de Mao Tse-tung desfilam em ação de propaganda revolucionária. Baldwin H. Ward/Kathryn C. Ward/Corbis/Latin Stock A partir da década de 1970, a China foi se tornando, de forma gradual, uma das maiores potências do mundo.

17 Revolução e transformação social Capítulo 22 Ao entrar no século XXI, a China caracterizava-se como um Estado centralizador e autoritário, ainda sob o controle do Partido Comunista, mas com produção industrial capitalista. Numerosas empresas ocidentais atuam no território chinês, que apresenta muita exploração da força de trabalho, problemas sérios de desigualdade social e outros tantos ambientais.

18 Revolução e transformação social Capítulo 22 Revolução socialista em Cuba O processo revolucionário iniciou-se em 1953, quando Fidel Castro liderou uma tentativa de tomada do quartel de Moncada e terminou preso. Ao deixar a prisão, o líder foi para o México, de onde retornaria em 1956, com um grupo de correligionários, iniciando uma série de guerrilhas contra a ditadura de Fulgencio Batista, que governava o país havia 20 anos. Em 1º de janeiro de 1959, os revolucionários chegaram ao poder em Cuba.

19 Revolução e transformação social Capítulo 22 O governo castrista tomou uma série de medidas contrárias aos interesses dos Estados Unidos, que impuseram dificuldades ao comércio da ilha. Isso aproximou Cuba da URSS. Cubanos comemoram a vitória da revolução nas ruas de Havana, em janeiro de AFP Quando os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com Cuba e apoiaram uma tentativa frustrada de invasão da ilha por um grupo de exilados cubanos, em 1961, Fidel Castro declarou Cuba república socialista.

20 Revolução e transformação social Capítulo 22 Entretanto, com o fim da URSS, as condições de vida em Cuba se tornaram precárias. Com o apoio da URSS, Cuba pôde desenvolver um sistema educacional e de saúde semelhante aos melhores do mundo, além de proporcionar invejável qualidade de vida à população. Até hoje o sistema político é centralizado no Partido Comunista Cubano e na figura emblemática de Fidel Castro, substituído no poder por seu irmão, Raul Castro, em 2008.

21 Revolução e transformação social Capítulo 22 Os movimentos vistos aqui são de sociedades que alteraram sua estrutura e seu modo de vida, mas avançaram pouco no processo de liberdade e emancipação. Um breve balanço Por isso, não são mais parâmetros para as mudanças que ocorrem atualmente. Cada revolução significa uma experiência de emancipação possível no processo da autonomia desejada.

22 Revolução e transformação social Capítulo 22 Na sociedade atual, ocorre o desenvolvimento máximo das transformações iniciadas pela Revolução Industrial, sem modificação das estruturas de poder e economia. O que nos espera? Estão germinando, contudo, novas formas de mudança, que não estão necessariamente ligadas à ideia de transformação geral e ampla. Hoje, buscam-se mudanças específicas por meio da emancipação dos poderes existentes e da criação de alternativas coletivas concretas.

23 E agora, o que nos espera?

24 Experiências revolucionárias do sec. XX Revolução: -transformação radical sociedade -superação de um sistema por outro - luta de classes

25 SEGUNDO MARX... - O sistema capitalista promove a desigualdade (para que um enriqueça o outro empobrece). - A classe social oprimida é o proletariado. - A classe operaria ou trabalhadora deve organizar-se para derrubar o sistema capitalista.

26 É possível? CONDIÇÕES OBJETIVAS: Crise do sistema, organização poder e armas CONDIÇÕES SUBJETIVAS: Consciência social, aliança entre os segmentos explorados

27 ESQUEMAS DE MASSIFICAÇÃO

28 Nova sociedade Era pós-moderna Sociedade pós-burguesa Sociedade pós-industrial Nova Organização social Potencialidades da modernidade, sem modificar estruturas de poder e economia

29 Podemos perceber: Ideia de uma Revolução violenta está cada vez mais distante da realidade É possível criação de uma nova sociedade por meio da ação consciente dos explorados? Idéia de mudança mediante ações lentas e graduais por parte das instituições politicas existentes: Fora de cogitação - Não há alternativa?

30 A idéia de transformação mudou, não parece possivel mudanças amplas e geral. Pode haver mudanças específicas na atuação dos participantes dos movimentos sociais: - emancipar-se dos poderes existentes - crias alternativas coletivas concretas

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