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ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES MBA – SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES U NIVERSIDADE F EDERAL F LUMINENSE.

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Apresentação em tema: "ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES MBA – SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES U NIVERSIDADE F EDERAL F LUMINENSE."— Transcrição da apresentação:

1 ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES MBA – SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES U NIVERSIDADE F EDERAL F LUMINENSE

2 LUIZ FERNANDO TABOADA ENGENHEIRO ELETRÔNICO PELA UFRJ. ESPECIALISTA NAS ÁREAS DE REGULAMENTAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS. TRABALHOU NA CETEL, TELERJ E EMBRATEL, OCUPANDO DIVERSOS CARGOS GERENCIAIS E EXECUTIVOS. PROFESSOR DO CURSO DE GRADUAÇÃO DE ENGENHARIA DE TELECOMUNICAÇÕES DA UFF COM PÓS-GRADUAÇÃO EM FORMAÇÃO HOLÍSTICA DE BASE PELA UNIPAZ. COORDENADOR DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU DA UFF, MBA – SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, ESPECIALIZAÇÃO EM COMUNICAÇÕES MÓVEIS E MBA EM TV DIGITAL, RADIODIFUSÃO & NOVAS MÍDIAS DE COMUNICAÇÃO ELETRÔNICA. DOUTORANDO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS PELA UNIVERSIDADE NACIONAL DE LA MATANZA (ARGENTINA). Contatos: Telefones: ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES Currículo

3 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

4 Conceitos Básicos O P REÇO E O C ONSUMIDOR O PREÇO É UM SACRIFÍCIO ECONÔMICO QUE O CONSUMIDOR FAZ PARA ADQUIRIR UM PRODUTO OU SERVIÇO. ESSE SACRIFÍCIO É SEMPRE COMPARADO COM SUA PERCEPÇÃO DO VALOR DO PRODUTO. PREÇO E VALOR SÃO IMPORTANTES EM TODA TRANSAÇÃO ECONÔMICA. EM ESSÊNCIA, O CONSUMIDOR COMPRA OU PRODUTO OU SERVIÇO, CASO PERCEBA QUE SEU VALOR, MEDIDO EM TERMOS MONETÁRIOS, VENHA A SER MAIOR QUE O PREÇO. SE TIVER DE SELECIONAR DENTRE VÁRIAS ALTERNATIVAS, O CONSUMIDOR PREFERIRÁ AQUELA QUE OFERECE O MAIOR DIFERENCIAL ENTRE O VALOR PERCEBIDO E O PREÇO. HÁ SEMPRE UM PREÇO QUE MAXIMIZA O LUCRO. PREÇOS E TARIFAS

5 Dados de Marketing para Executivos problema de baixa pressãoproblema de alta pressão IMPORTÂNCIA

6 PREÇOS E TARIFAS Como ser um Estrategista de Preços QUATRO DIMENSÕES CONSCIÊNCIA DA IMPORTÂNCIA DO PAPEL DOS PREÇOS NA LUCRATIVIDADE. REGISTRO DE FATOS CAPAZES DE ORIENTAR A ADMINISTRAÇÃO DOS PREÇOS. ANÁLISE DOS FATOS E ESCOLHA OU CRIAÇÃO DAS FERRAMENTAS NECESSÁRIAS. DETERMINAÇÃO PARA IMPLEMENTAR A ESTRATÉGIA DESENVOLVIDA.

7 PREÇOS E TARIFAS Lucro LUCRO RECEITA CUSTOS VENDAS ( QTD )PREÇOCUSTO VAR CUSTO FIXO CUSTO P / UNID.VENDAS ( QTD )

8 PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro SITUAÇÃO HIPOTÉTICA DE VENDA DE UM PRODUTO V ENDAS – UNIDADES P REÇO – U$ 100 C USTO VARIÁVEL POR UNIDADE – U$ 60 C USTO F IXO – U$ L UCRO = ( X U$ 100) – ( (U$ 60 X ) = U$

9 PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro SITUAÇÃO HIPOTÉTICA DE VENDA DE UM PRODUTO OS GERENTES QUESTIONARAM SE O PREÇO DE U$ 100 OFERECIA O MAIOR LUCRO POSSÍVEL (REDUÇÃO DE PREÇOS) PREÇO – U$ 80 (REDUÇÃO DE 20%) CUSTO VARIÁVEL POR UNIDADE– U$ 60 CUSTO FIXO – U$ VENDAS (PREMISSA) – MANUTENÇÃO DO LUCRO ANTERIOR U$ = (V X U$ 80) – ( (U$ 60 X V)) V = UNIDADES AUMENTO DE 100% NAS VENDAS (CENÁRIO POUCO PROVÁVEL)

10 PREÇOS E TARIFAS Impacto dos Preços sobre o Lucro SITUAÇÃO HIPOTÉTICA DE VENDA DE UM PRODUTO OS GERENTES QUESTIONARAM SE O PREÇO DE U$ 100 OFERECIA O MAIOR LUCRO POSSÍVEL (AUMENTO DE PREÇOS) PREÇO – U$ 120 (AUMENTO DE 20%) CUSTO VARIÁVEL POR UNIDADE– U$ 60 CUSTO FIXO – U$ (CONSEGUE MANTER) VENDAS (PREMISSA) – MANUTENÇÃO DO LUCRO ANTERIOR U$ = (V X U$ 120) – ( (U$ 60 X V)) V = UNIDADES REDUÇÃO DE 33,3% NAS VENDAS

11 PREÇOS E TARIFAS Trade-off C ONCEITO TRADE-OFF ESTRATÉGICO É A DECISÃO DE LONGO PRAZO QUE A EMPRESA DEVE ADOTAR. POR EXEMPLO, VENDER PRODUTOS CAROS SABENDO QUE O CONCORRENTE DE MENOR PREÇO TERÁ MAIOR FATIA DE MERCADO. O TRADE-OFF NESTE CASO É NÃO ATENDER ESTES CLIENTES, QUE BUSCAM MENOR PREÇO E PERDER EM MARKET- SHARE PARA O CONCORRENTE. A EMPRESA, ENTÃO, ESTÁ ABRINDO MÃO EM TER A MAIOR PARTICIPAÇÃO NO MERCADO, O QUE NÃO QUER DIZER QUE OBTEVE MENOR RENTABILIDADE.

12 PREÇOS E TARIFAS Crescimento do Lucro, do Volume ou Ambos S ONHO DO ADMINISTRADOR C RESCIMENTO DO LUCRO - POSITIVO C RESCIMENTO DO LUCRO - NEGATIVO C RESCIMENTO DO VOLUME POSITIVO C RESCIMENTO DO VOLUME NEGATIVO Z ONA DE TRADE - OFF Z ONA DE TRADE - OFF P ESADELO DO TRADE - OFF Q1 Q4 Q2 Q3

13 PREÇOS E TARIFAS Trade-off E XEMPLOS T ÍPICOS A EURO DISNEY QUANDO INAUGURADA NA DÉCADA DE 1990 COM PREÇOS ELEVADOS, NÃO FOI BEM ACEITA PELOS CONSUMIDORES EUROPEUS. OS PREJUÍZOS NOS TRÊS PRIMEIROS ANOS FORAM VULTUOSOS E O EMPREENDIMENTO ESTEVE A BEIRA DA FALÊNCIA. NOS PRIMEIROS MESES DE 1994 OS PREÇOS FORAM REDUZIDOS EM 30% E ESTE REPOSICIONAMENTO FEZ COM QUE A FREQUÊNCIA NO PARQUE AUMENTASSE SUBSTANCIALMENTE E JÁ EM FINS DE 1995 A EURO DISNEY ANUNCIOU QUE JÁ TINHA SE TORNADO LUCRATIVA.

14 PREÇOS E TARIFAS Trade-off E XEMPLOS T ÍPICOS NO ENTANTO, NA PRÁTICA, OS QUADRANTES 2 E 4 SÃO MAIS CARACTERÍSTICOS, OU SEJA, OU AUMENTO DO LUCRO OU AUMENTO DO VOLUME, MAS NÃO AMBOS, ATÉ PORQUE EXISTEM OUTROS FATORES QUE INFLUENCIAM DECISIVAMENTE COMO É O CASO DA CONCORRÊNCIA. NO QUADRANTE 2 O PREÇO ESTÁ ABAIXO DO ÓTIMO. ASSIM UM AUMENTO DO PREÇO ACARRETA O AUMENTO DO LUCRO, MAS O VOLUME DIMINUI. NORMALMENTE NÃO É UMA HIPÓTESE SAUDÁVEL A SER APLICADA NO SEGMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES, A MENOS QUE FICASSE MUITO BEM CARACTERIZADA O DIFERENCIAL NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. QUANDO ESTA PERCEPÇÃO NÃO É SENTIDA, ESTA ESTRATÉGIA SÓ LEVA A PERDAS.

15 PREÇOS E TARIFAS Trade-off E XEMPLOS T ÍPICOS NO QUADRANTE 4 ENCONTRAMOS A SITUAÇÃO OPOSTA. SE UM PREÇO ESTIVER NO NÍVEL IDEAL OU UM POUCO ABAIXO, O VOLUME AUMENTA, MAS O LUCRO DIMINUI. ESSA SITUAÇÃO COSTUMA OCORRER QUANDO SE LUTA PARA CONQUISTAR OU AUMENTAR O MARKET-SHARE. ESTA ESTRATÉGIA É BEM CARACTERÍSTICA DO SEGMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES, ONDE O NÍVEL DE CONCORRÊNCIA É BEM ACIRRADO.

16 PREÇOS E TARIFAS Elasticidade DEFINIÇÃO REFLETE O GRAU DE REAÇÃO OU SENSIBILIDADE DE UMA VARIÁVEL QUANDO OCORREM ALTERAÇÕES EM OUTRA VARIÁVEL. NAS EMPRESAS PARA A PREVISÃO DE VENDAS É DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, POIS PERMITE UMA ESTIMATIVA DA REAÇÃO DOS CONSUMIDORES EM FACE DAS ALTERAÇÕES NOS PREÇOS DA EMPRESA, DOS CONCORRENTES E SEUS SALÁRIOS. ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA É A RESPOSTA RELATIVA DA QUANTIDADE DEMANDADA DE UM BEM X ÀS VARIAÇÕES DE SEU PREÇO, OU DE OUTRA FORMA, É A VARIAÇÃO PERCENTUAL DA QUANTIDADE PROCURADA DO BEM X EM RELAÇÃO A UMA VARIAÇÃO PERCENTUAL NO SEU PREÇO.

17 PREÇOS E TARIFAS Elasticidade DEFINIÇÃO FÓRMULA: DEMANDA ELÁSTICA A VARIAÇÃO DA QUANTIDADE DEMANDADA SUPERA A VARIAÇÃO DE PREÇO, OU E PD > 1. OS CONSUMIDORES DESSE PRODUTO TÊM GRANDE REAÇÃO OU RESPOSTA, NAS QUANTIDADES, A EVENTUAIS VARIAÇÕES DE PREÇOS. E PD = VARIAÇÃO PERCENTUAL EM QUANTIDADE DEMANDADA VARIAÇÃO PERCENTUAL NOS PREÇOS

18 PREÇOS E TARIFAS Elasticidade DEFINIÇÃO DEMANDA INELÁSTICA OCORRE QUANDO UMA VARIAÇÃO PERCENTUAL NO PREÇO PROVOCA UMA VARIAÇÃO PERCENTUAL RELATIVAMENTE MENOR NAS QUANTIDADES PROCURADAS, OU EPD < 1. NESSE CASO OS CONSUMIDORES DESSE PRODUTO REAGEM POUCO A VARIAÇÕES NOS PREÇOS, ISTO É, POSSUEM BAIXA SENSIBILIDADE AO QUE ACONTECE AOS PREÇOS NO MERCADO. DEMANDA DE ELASTICIDADE - PREÇO UNITÁRIA AS VARIAÇÕES PERCENTUAIS NO PREÇO E NA QUANTIDADE SÃO DE MESMA MAGNITUDE, PORÉM EM SENTIDO INVERSO.

19 PREÇOS E TARIFAS Princípios Básicos I DEAL CONSTRUIR SUA BASE DE PODER SÓ SERÁ POSSÍVEL EXERCER INFLUÊNCIA SOBRE O NÍVEL GERAL DE LUCRO DO SETOR E TER O CONTROLE EFETIVO DE SUA FATIA NESSE LUCRO SE FOREM TOMADAS MEDIDAS NECESSÁRIAS PARA CONSTRUIR A BASE DO PODER. OS PRINCIPAIS PONTOS SÃO: PRODUTO DIFERENCIADO. POSIÇÃO DE CUSTO. INFORMAÇÃO SOBRE A CONCORRÊNCIA. AMPLA PARTICIPAÇÃO NO MERCADO. MANTER FLEXIBILIDADE NÃO HÁ UM COMPROMISSO INEXORÁVEL COM UMA PARTICIPAÇÃO DE MERCADO SIGNIFICATIVA OU UMA PRESENÇA EM CADA SEGMENTO.

20 PREÇOS E TARIFAS Matriz de Resultados SUPONHA DOIS CONCORRENTES NO MERCADO OFERECENDO UM DETERMINADO TIPO DE PRODUTO OU SERVIÇO ONDE, EM FUNÇÃO DO PREÇO PRATICADO, PODERÃO SE ENQUADRAR NO SEGUINTE TIPO DE CLASSIFICAÇÃO: GRANDES LUCROS. LUCROS MODERADOS. PEQUENOS LUCROS. NÃO GANHA DINHEIRO.

21 PREÇOS E TARIFAS Matriz de Resultados A – lucro moderado B – lucro moderado A – grande lucro B – sem lucro A – sem lucro B – grande lucro A – pouco lucro B – pouco lucro Empresa B Empresa A Mantém o preçoCorta o preço Mantém o preço

22 PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos DEFINIÇÃO A ESTRATÉGIA DE PRODUTOS MÚLTIPLOS APRESENTA NOVAS QUESTÕES E OPORTUNIDADES DE PREÇOS. A FORMA PELA QUAL ELA AFETA AS DECISÕES SOBRE O PREÇO DEPENDE DA NATUREZA DAS INTERDEPENDÊNCIAS ENTRE OS PRODUTOS. EXEMPLOS: A COCA-COLA SEMPRE FOI A BEBIDA PARA QUALQUER LUGAR, A QUALQUER HORA, MAS AGORA É A DIET COKE, A COCA-COLA LIGHT, A COCA ZERO. NESSA NOVA FRONTEIRA, AS EMPRESAS OFERECEM UMA MULTIPLICIDADE DE PRODUTOS, AFINADAS QUE ESTÃO COM AS NECESSIDADES DE SEGMENTOS DE MERCADO, CHEGANDO ATÉ MESMO À HIPERVARIEDADE DE UMA SONY.

23 PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos INTERDEPENDÊNCIA I MAGEM DA MARCA / EMPRESA I MAGEM DA LINHA DE PRODUTOS 4 +/- 3 P REÇO DO PRODUTO A D EMANDA PELO PRODUTO A T RÁFEGO NO PONTO DE VENDA D EMANDA PELO PRODUTO B +/ COMPLEMENTARES SUBSTITUTOS

24 PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos INTERDEPENDÊNCIA A SETA 3 DEMONSTRA O EFEITO POTENCIAL DE FORMAÇÃO DE TRÁFEGO DE UM PREÇO ATRAENTE PARA O PRODUTO A, AO ATRAIR MAIS COMPRADORES AO PV, QUE ENTÃO COMPRAM UM OUTRO PRODUTO B. EXEMPLO: NA ALEMANHA, DUAS CADEIAS DE CAFETERIAS ESTÃO TENDO SUCESSO EM USAR SEU PRODUTO-LÍDER PARA CRIAR DEMANDA POR UMA SÉRIE DE PRODUTOS NÃO ALIMENTARES VENDIDOS EM SUAS LOJAS. A SETA 4 DIZ RESPEITO AO EFEITO DO PREÇO SOBRE À IMAGEM DA LINHA DE PRODUTOS, À MARCA OU À EMPRESA. O PREÇO DE UM DETERMINADO PRODUTO QUE É COERENTE COM A IMAGEM DA ENTIDADE MAIOR PODE TER UM EFEITO POSITIVO OU REFORÇADOR DE IMAGENS E VICE-VERSA.

25 PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos INTERDEPENDÊNCIA E XEMPLO : A S FERRAMENTAS ELÉTRICAS DA B LACK & D ECKER SOFRERAM UM IMPACTO NEGATIVO CAUSADO PELOS UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS. A SETA 1 MOSTRA QUE UM AUMENTO NO VOLUME DE VENDAS DO PRODUTO A LEVA O AUMENTO DE VENDAS DO PRODUTO B ( PRODUTOS COMPLEMENTARES ). C OMO ISSO AFETA O PREÇO IDEAL DO PRODUTO A? O PREÇO DA LINHA DE PRODUTOS PARA O ITEM PRINCIPAL É MAIS BAIXO DO QUE O PREÇO ISOLADO IDEAL. D EIXA - SE DE AFERIR PARTE DO LUCRO DE A PARA OBTER UM LUCRO TOTAL MAIS ELEVADO EM TODA A LINHA. E XEMPLO : U M CASO CLÁSSICO ERA O DA MÁQUINA FOTOGRÁFICA E DO FILME P OLAROID. O CONSUMIDOR QUE COMPRAR UMA MÁQUINA TERÁ DE COMPRAR O FILME.

26 PREÇOS E TARIFAS Preços por Linha de Produtos INTERDEPENDÊNCIA A SETA 2 MOSTRA QUE UM AUMENTO NO VOLUME DE VENDAS DO PRODUTO A LEVA A REDUÇÃO DE VENDAS DO PRODUTO B. COMO ISSO AFETA O PREÇO IDEAL DO PRODUTO A? O PREÇO IDEAL NA LINHA DE PRODUTOS PARA UM PRODUTO POSICIONADO NA EXTREMIDADE SUPERIOR DA ESCALA DE PREÇOS É MAIS ALTO DO QUE O PREÇO ISOLADO REAL. QUANTO MAIS LUCRATIVOS OS PRODUTOS SUBSTITUTOS, MAIS DISPENDIOSA SE TORNA A CANIBALIZAÇÃO E MAIS DEVE SER EVITADA. EXEMPLO: O POLO DA VOLKSWAGEN, LANÇADO EM 95/96, GEROU GRANDES LUCROS, MAS EM PREJUÍZO DAS VENDAS DE OUTRO MODELO DA MARCA, O GOLF, O CARRO MAIS VENDIDO NA EUROPA. SERÁ QUE O PREÇO DO POLO E O SEU POSICIONAMENTO FICARAM MUITO PRÓXIMOS DOS DO GOLF?

27 PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos DEFINIÇÃO O PREÇO DE UM PACOTE É CARACTERISTICAMENTE MAIS BAIXO DO QUE A SOMA DOS PREÇOS ISOLADOS. O DESCONTO NÃO É UMA CONDIÇÃO NECESSÁRIA DO PACOTE. OS COLECIONADORES PAGAM MUITO MAIS POR UMA COLEÇÃO COMPLETA DO QUE PAGARIAM PELAS PEÇAS ISOLADAMENTE. EXEMPLOS: O PACOTE OFFICE DA MICROSOFT CONTÉM PROGRAMAS QUE, COMPRADOS INDIVIDUALMENTE, REPRESENTAM UM VALOR MUITO MAIS ELEVADO QUE O DO PACOTE. O MACDONALDS OBTEVE MUITO SUCESSO COM SEUS PACOTES DE OFERTAS. O CLUB MED LANÇOU OS FAMOSOS PACOTES DE FERIADOS, INCLUINDO VIAGEM AÉREA, MAIS HOTEL, MAIS REFEIÇÕES.

28 PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos F ORMAS DE P REÇOS PREÇO POR PACOTE PURO NESTA MODALIDADE OFERECE-SE APENAS O PACOTE. O PRODUTO NÃO PODE SER COMPRADO INDIVIDUALMENTE PELO CONSUMIDOR (VIDE EXERCÍCIO). PREÇO POR PACOTE MISTO NESTE CASO TANTO O PACOTE QUANTO O PRODUTO INDIVIDUAL SÃO POSTOS À VENDA. NORMALMENTE FIXAM-SE OS PREÇOS DE CADA UM DOS PRODUTOS QUE COMPÕEM O PACOTE E O PREÇO DO PACOTE (VIDE EXERCÍCIO).

29 PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos F ORMAS DE P REÇOS VENDAS CASADAS NESTA SITUAÇÃO O COMPRADOR DO PRODUTO PRINCIPAL CONCORDA EM COMPRAR UM OU VÁRIOS PRODUTOS COMPLEMENTARES (AMARRADOS) NECESSÁRIOS AO USO DO PRODUTO PRINCIPAL, EXCLUSIVAMENTE DO MESMO FORNECEDOR. EXEMPLO: UM PACOTE COM UM TELEFONE BARATO E UMA PEQUENA TAXA DE ATIVAÇÃO, QUANDO O CONSUMIDOR CONCORDA EM COMPRAR OS SERVIÇOS DA COMPANHIA TELEFÔNICA POR UM PERÍODO DE TEMPO, GERALMENTE UM ANO.

30 PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos F ORMAS DE P REÇOS REEMBOLSO DE VENDAS AS EMPRESAS OFERECEM AOS SEUS CONSUMIDORES UM REEMBOLSO DE FIM DE ANO, CALCULADO SOBRE O TOTAL ANUAL DAS VENDAS DE QUALQUER UM DOS PRODUTOS DA EMPRESA. CUPONAGEM CRUZADA USADA PARA LANÇAR NOVOS PRODUTOS E/OU AUMENTAR AS VENDAS DE PRODUTOS MAIS FRACOS DA LINHA DA EMPRESA, LIGANDO-OS AOS PRODUTOS JÁ FIRMADOS NO MERCADO. QUESTÕES LEGAIS O PREÇO POR PACOTE DE SERVIÇOS PODERÁ ENFRENTAR PROBLEMAS E RESTRIÇÕES LEGAIS, POIS CERTAS PRÁTICAS SÃO PROIBIDAS.

31 PREÇOS E TARIFAS Preços por Pacotes de Produtos SEGMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES COM O ADVENTO DA CONVERGÊNCIA DE REDES E NO INTUITO DA FIDELIZAÇÃO (BLINDAGEM) DE SEUS CLIENTES CONTRA A CONCORRÊNCIA, A OFERTA DE PACOTES DE SERVIÇOS EM TELECOMUNICAÇÕES ESTÁ SE MULTIPLICANDO E JÁ SE CONSTITUI NA PRINCIPAL ESTRATÉGIA DE PRECIFICAÇÃO. NO ESTÁGIO ATUAL, POSSIVELMENTE, AINDA ESTEJAMOS UM POUCO LONGE DE TRABALHAR DE UMA FORMA MAIS EFICIENTE COM RELAÇÃO AO AUMENTO E REDUÇÃO DE PREÇOS DE SERVIÇOS E SEUS CUSTOS CORRESPONDENTES, DE TAL FORMA A POSSIBILITAR A MAXIMIZAÇÃO DOS LUCROS.

32 PREÇOS E TARIFAS Tarifas DEFINIÇÃO AS TARIFAS SÃO COBRADAS PELAS EMPRESAS ASSOCIADAS, CONCESSIONÁRIAS OU PERMISSIONÁRIAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS FEDERAIS, ESTADUAIS E MUNICIPAIS, PARA PERMITIR A JUSTA REMUNERAÇÃO DO CAPITAL, O MELHORAMENTO E A EXPANSÃO DOS SERVIÇOS E ASSEGURAR O EQUILÍBRIO ECONÔMICO E FINANCEIRO DO CONTRATO. TARIFA É RECEITA ORIGINÁRIA EMPRESARIAL, OU SEJA, UMA RECEITA PROVENIENTE DA INTERVENÇÃO DO ESTADO, ATRAVÉS DOS SEUS ASSOCIADOS, PERMISSIONÁRIOS OU CONCESSIONÁRIOS, NA ATIVIDADE ECONÔMICA.

33 PREÇOS E TARIFAS Tarifas DEFINIÇÃO A TAXA É UMA RECEITA PÚBLICA DERIVADA, ISTO É, RETIRADA DE FORMA COERCITIVA DO PATRIMÔNIO DOS PARTICULARES, VINDO A SE INTEGRAR NO PATRIMÔNIO DO ESTADO. A TARIFA VISA O LUCRO, A TAXA VISA O RESSARCIMENTO. NA TARIFA O SERVIÇO É FACULTATIVO, SENDO, POIS, O PAGAMENTO VOLUNTÁRIO, ISTO É, PAGA-SE SOMENTE SE EXISTIR A UTILIZAÇÃO DO SERVIÇO. A TARIFA É UMA CONTRAPRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NATUREZA COMERCIAL OU INDUSTRIAL. A TAXA É UMA CONTRAPRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE NATUREZA ADMINISTRATIVA OU JURISDICIONAL; É UM PREÇO TABELADO.

34 PREÇOS E TARIFAS Tarifas DEFINIÇÃO EXEMPLOS DE TARIFAS: A TARIFA POSTAL, TELEGRÁFICA, DE TRANSPORTES, TELEFÔNICA, DE GÁS, DE FORNECIMENTO DE ÁGUA E OUTRAS. A TARIFA É UMA ESPÉCIE DE PREÇO PÚBLICO. INDICAM OS CRITÉRIOS E VALORES COBRADOS PARA OS SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES EXPLORADOS NO REGIME PÚBLICO, OU SEJA, AQUELES CUJA EXISTÊNCIA, UNIVERSALIZAÇÃO E CONTINUIDADE A PRÓPRIA UNIÃO COMPROMETE-SE A ASSEGURAR.

35 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

36 DESCONTOS Volume e Fidelização E XEMPLOS AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES APRESENTAM ESQUEMAS QUE CONSISTEM EM UMA TAXA FIXA MENSAL MAIS UMA TAXA VARIÁVEL POR USO. O PREÇO MÉDIO DECRESCE COM O NÚMERO DE CHAMADAS. NA ALEMANHA, A EMPRESA E-PLUS OFERECE A TARIFA DE CELULAR COM UM PREÇO EM DUAS PARTES. A PRIMEIRA DESTINADA AO PEQUENO CONSUMIDOR (44 MARCOS FIXOS + 1,64 MARCOS/MIN) E A SEGUNDA DESTINADA AO GRANDE CONSUMIDOR (59 MARCOS FIXOS + 1,19 MARCOS/MIN). NA ALEMANHA, UMA ASSINATURA ANUAL DA REVISTA FORTUNE CUSTA 5,25 MARCOS POR EDIÇÃO, UMA ASSINATURA DE DOIS ANOS, 4,73 MARCOS POR EDIÇÃO; E UMA ASSINATURA DE TRÊS ANOS, 4,20 MARCOS POR EDIÇÃO.

37 DESCONTOS Formas de Preços com Descontos T OTAL PARA O C ONSUMIDOR Q UANTIDADE PREÇO INTEGRAL (LINEAR) PREÇO POR UNIDADE É CONSTANTE Total Preço T OTAL PARA O C ONSUMIDOR Q UANTIDADE DESCONTO POR QUANTIDADE Total Preço

38 DESCONTOS Formas de Preços com Descontos T OTAL PARA O C ONSUMIDOR Q UANTIDADE TARIFA DE DUAS PARTES TÍPICO DE SERVIÇOS TELEFÔNICOS Total Preço T OTAL PARA O C ONSUMIDOR Q UANTIDADE TARIFA DE DOIS BLOCOS (DUAS TARIFAS DE DUAS PARTES COMBINADAS). TAMBÉM UTILIZADO EM SERVIÇOS TELEFÔNICOS Total Preço

39 DESCONTOS Desconto Lucrativo P REÇO COM D ESCONTO L UCATIVO INSTITUÍDO POR RAZÕES DE DEMANDA, CUSTO OU CONCORRÊNCIA: DEMANDA - É O SIMPLES FATO DE QUE GERALMENTE A DISPOSIÇÃO DO CONSUMIDOR EM PAGAR, DECRESCE PARA AS UNIDADES ADICIONAIS (O VENDEDOR AUMENTA O LUCRO, COBRANDO MAIS PELA PRIMEIRA UNIDADE). CUSTOS - SE OS DESCONTOS POR QUANTIDADE GERAM ENCOMENDAS MAIORES, PODE-SE TER MAIOR EFICIÊNCIA DE PRODUÇÃO E TRANSPORTE. SE OS DESCONTOS AUMENTAM A DEMANDA GLOBAL, AS ECONOMIAS DE ESCALA E APRIMORAMENTO TÉCNICO PODEM RESULTAR EM CUSTOS UNITÁRIOS MAIS BAIXOS. CONCORRÊNCIA - OS DESCONTOS POR QUANTIDADE, OS BÔNUS DE VENDAS PODEM CRIAR BARREIRAS DE ENTRADA, UMA VEZ QUE, O CONSUMIDOR TEM DE PASSAR PELO ESTÁGIO DOS PREÇOS INICIAIS ELEVADOS PARA CONSEGUIR OS GRANDES DESCONTOS.

40 DESCONTOS Desconto Extensivo P REÇO COM D ESCONTO E XTENSIVO O FUNDAMENTO LÓGICO DESSE DESCONTO ESPECIAL ESTÁ BASEADO NA DISPOSIÇÃO DA SEGUNDA PESSOA EM PAGAR SER MENOR QUE A PRIMEIRA. VEJAMOS O CASO DE UM CASAL EM QUE UM DOS CÔNJUGES FARÁ UMA VIAGEM DE NEGÓCIOS E O OUTRO PENSA APENAS EM ACOMPANHÁ-LO. A DISPOSIÇÃO DE PAGAR DO QUE VIAJA A NEGÓCIOS É DE MIL DÓLARES (PREÇO MÁXIMO) E A DO CÔNJUGE É DE APENAS 600 DÓLARES (PREÇO MÁXIMO). MANTENDO O PREÇO INTEGRAL, A COMPANHIA AÉREA SÓ PODE COBRAR MIL DÓLARES, E NESSE CASO TERÁ APENAS O VIAJANTE DE NEGÓCIOS, COM UMA RECEITA DE MIL DÓLARES. MAS PODE AUMENTAR O LUCRO VENDENDO A PASSAGEM POR 600 DÓLARES PARA CADA UM. HAVERIA UM ESQUEMA MELHOR QUE SERIA O DE MIL DÓLARES PARA A PRIMEIRA PESSOA E SEISCENTOS DÓLARES PARA A SEGUNDA PESSOA.

41 DESCONTOS Desconto Extensivo P REÇO COM D ESCONTO E XTENSIVO UM OUTRO EXEMPLO MUITO CORRIQUEIRO DIZ RESPEITO A ESTRATÉGIA ADOTADA PARA PREÇOS DE CURSOS DE UM MODO GERAL, ONDE PARA CADA INDICAÇÃO NOVA FEITA, O DESCONTO É OFERECIDO PARA O CLIENTE QUE FEZ A INDICAÇÃO. NESSA SITUAÇÃO, BASTANTE SIMILAR AO DESCONTO EXTENSIVO, A DIFERENÇA É DE QUEM GOZA DO BENEFÍCIO É AQUELE QUEM FAZ A INDICAÇÃO DO NOVO CLIENTE. PARA QUE O PREÇO COM DESCONTO FUNCIONE, É NECESSÁRIO EVITAR A REVENDA PELO COMPRADOR. A FORMAÇÃO DE GRUPOS PARA COMPRA DE BENS E SERVIÇOS VEM GANHANDO CADA VEZ MAIS ESPAÇO NESTE CONTEXTO, FORMANDO-SE VERDADEIRAS COOPERATIVAS DE COMPRAS QUE CONSEGUEM DESCONTOS EXCEPCIONALMENTE ALTOS EM FUNÇÃO DOS VOLUMES ADQUIRIDOS.

42 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

43 PROMOÇÕES Definição UMA PROMOÇÃO DE UM PREÇO É CARACTERIZADA PELO FATO DE POSSUIR UM INÍCIO E UM FIM DELIMITADOS. EXEMPLOS: FABRICANTES DISTRIBUEM MAIS DE 300 BILHÕES DE CUPONS POR ANO AOS CONSUMIDORES NOS ESTADOS UNIDOS, OFERECENDO DESCONTOS POR PERÍODOS LIMITADOS QUE VÃO DE U$ 0,25 ATÉ MILHARES DE DÓLARES (VENDA DE AUTOMÓVEIS). O REEMBOLSO MÉDIO DESSES CUPONS É DE CERCA DE 4%. O PREÇO ESPECIAL DE LANÇAMENTO É USADO PARA FORMAR UMA DEMANDA INICIAL PARA UM NOVO PRODUTO E AS VENDAS PARA LIQUIDAÇÃO DE ESTOQUE PARA MOVIMENTAR PRODUTOS CUJA DEMANDA NÃO SE EQUIPARA A OFERTA.

44 PROMOÇÕES Implementação RAZÕES SÃO IDENTIFICADAS 7 (SETE) RAZÕES PARA MELHOR ESCLARECER A DIFERENCIAÇÃO DE PREÇOS POR PERÍODO. INFORMAÇÕES SOBRE A DEMANDA C ONHECIDA I NICIALMENTE L IMITADA NÃO INFLUENCIADA PELO TEMPO I NFLUENCIADA PELO TEMPO E SCOLHA ACELERAÇÃO DE COMPRA INTENSIFICAÇÃO DE POTENCIAL A NÁLISE DA DEMANDA ADMINISTRAÇÃO DE RENDIMENTOS C ARGA MÁXIMA C ARGA MÁXIMA COM DESLOCAMENTO DE DEMANDA

45 PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo E SCOLHA A MOTIVAÇÃO PARA ESTA TÉCNICA É, PROVAVELMENTE, A INDUÇÃO AOS CONSUMIDORES, ATRAVÉS DO CORTE TEMPORÁRIO DE PREÇOS, A MUDAR DE UMA TRADICIONAL LIDERANÇA DE MERCADO (EXEMPLO: FUJI - KODAK). FOI OFERECIDA PELA FUJI UMA PROMOÇÃO DE PREÇOS 60% ABAIXO DO PREÇO NORMAL, OBJETIVANDO O CRESCIMENTO DO MARKET-SHARE QUE SITUAVA-SE EM TORNO DE 11% CONTRA 70% DA CONCORRENTE. VALE OBSERVAR QUE NESTA ÉPOCA, 1995, A FUJI JÁ VENDIA SEUS FILMES, POR UM PREÇO DE 10 A 15% MAIS BARATO QUE A KODAK.

46 PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo EXEMPLO NA ÁREA DE TELECOMUNICAÇÕES NO SEGMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES, O CASO MAIS EXPRESSIVO QUE SE TEM CONHECIMENTO FOI QUANDO NO INÍCIO DA ÚLTIMA DÉCADA, A INTELIG TELECOM (TIM) REDUZIU DE FORMA ABRUPTA O VALOR DAS LIGAÇÕES INTERNACIONAIS DE CERCA DE 0,80/MIN (EUA) PARA (0,08/MIN). ESTA POSTURA CAUSOU UMA CERTA TURBULÊNCIA PERANTE O MERCADO, EM ESPECIAL AO POSICIONAMENTO QUE A EMBRATEL ADOTARIA, UMA VEZ QUE NA ÉPOCA ERA A ÚNICA CONCORRENTE DIRETA.

47 PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo ACELERAÇÃO DE COMPRA NESTE CASO O PRODUTO PODE SER VENDIDO EM PACOTES COM MAIS DE UMA UNIDADE, PERMITINDO QUE O MESMO POSSA ESTAR SEMPRE DISPONÍVEL JUNTO AO CONSUMIDOR, AUMENTANDO AS POSSIBILIDADES DE SUA UTILIZAÇÃO (EXEMPLO: O MESMO ANTERIOR, POIS O PACOTE CONTINHA 5 ROLOS DE FILMES DE 24 POSIÇÕES).

48 PROMOÇÕES Demanda conhecida não influenciada pelo tempo INTENSIFICAÇÃO DE POTENCIAL APLICAÇÃO TÍPICA PARA PROMOÇÕES PARA PERÍODOS CURTOS. SEU OBJETIVO É ATINGIR A MÁXIMA DISPOSIÇÃO DE PAGAR, DE UM CONTINGENTE CRESCENTE NO MERCADO QUE NÃO COMPRARIA PELO PREÇO NORMALMENTE PRATICADO (VIDE EXEMPLO A SEGUIR). D INHEIRO T EMPO P REÇO N ORMAL V ENDA

49 PROMOÇÕES Demanda conhecida influenciada pelo tempo C ARGA M ÁXIMA APLICAM-SE A SITUAÇÕES EM QUE O VALOR PERCEBIDO DE UM PRODUTO POR UM CONSUMIDOR VARIA COM O TEMPO. EXEMPLO: O VALOR DE UMA CHAMADA TELEFÔNICA DE NEGÓCIOS DECLINA AO FINAL DO DIA DE TRABALHO. POR ISSO, A BELL ATLANTIC DIMINUI O PREÇO DO PRIMEIRO MINUTO PARA UMA CHAMADA NA ÁREA DE BOSTON EM 39%, DE U$ 0,29 PARA U$ 0,18 DÓLARES, PARA CHAMADAS ATÉ AS 23 HORAS E EM 66% PARA AS CHAMADAS ENTRE 23 E 8 HORAS.

50 PROMOÇÕES Demanda conhecida influenciada pelo tempo C ARGA M ÁXIMA COM D ESLOCAMENTO DE D EMANDA A DIFERENÇA ENTRE OS CASOS DE CARGA MÁXIMA E CARGA MÁXIMA COM DESLOCAMENTO DE DEMANDA É QUE NESTE ÚLTIMO, O CONSUMIDOR COMPRA NO PERÍODO DE PICO OU FORA DESTE, MAS NUNCA EM AMBOS. E XEMPLOS : Hora do dia Dia da semana Semana Mês Evento especial Valor percebido muda com trabalho/hora vaga Tarifas diferenciadas por horário em telefonia Dias de trabalho versus dias de folgaHotéis com preços diferenciados de domingo a quinta e de sexta a domingo Feriados, primeira/última semana do mês Política de preços de hotéis Boa estação para o lazer; demanda influenciada por cond. meteorológicas Aluguel de imóveis dentro e fora da temporada Eventos que atraem muitas pessoas; mudanças meteorológicas Aluguel de imóveis

51 PROMOÇÕES Demanda inicialmente limitada A NÁLISE DA DEMANDA UMA VENDA PROMOCIONAL ACARRETA, NATURALMENTE, A INCERTEZA SOBRE QUANTO OS CONSUMIDORES POTENCIAIS ESTÃO DISPOSTOS A PAGAR PELO PRODUTO. COLOCAR UM PREÇO INICIAL ALTO E DIMINUIR AO LONGO DO TEMPO AJUDA A REVELAR A DEMANDA SUBJACENTE E EVITA O DISPENDIOSO ENGANO DE VENDER A UM PREÇO MUITO ABAIXO DO QUE OS CONSUMIDORES ESTÃO DISPOSTOS A PAGAR. EXEMPLO: O FILENES BASEMENT EM BOSTON COM SUA POLÍTICA DE DESCONTO UM TERNO MASCULINO DE 400 DÓLARES É COLOCADO A VENDA APÓS 07 DIAS O PREÇO CAI EM 25%. APÓS 14 DIAS O PREÇO CAI EM 50%. APÓS 21 DIAS O PREÇO CAI EM 75%. APÓS 28 DIAS É DOADO PARA CARIDADE.

52 PROMOÇÕES Demanda inicialmente limitada ADMINISTRAÇÃO DE RENDIMENTOS UMA DAS TAREFAS DO SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE RENDIMENTOS É ESTABELECER O PREÇO E ADMINISTRAR A DISPONIBILIDADE DE TIPOS ESPECÍFICOS DE DESCONTOS AO LONGO DO TEMPO. EXEMPLOS: EXISTEM TETOS QUE ESTABELECEM A LOTAÇÃO IDEAL DO VÔO (AVIÃO) X DIAS ANTES DA PARTIDA. SE AS RESERVAS ESTÃO ACIMA DO TETO É SINAL QUE SE DEVE ENCERRAR AS TARIFAS COM GRANDES DESCONTOS; SE ESTÁ ABAIXO, SIGNIFICA QUE É PRECISO REDUZIR OS PREÇOS OU ENTÃO COMERCIALIZAR AQUELE VÔO ESPECÍFICO. O SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE RENDIMENTOS DA HERTZ DISPÕE DE UMA PREVISÃO DE DEMANDA COM ESPECIFICAÇÕES DE CIDADE / DIA / TIPO DE CARRO / DURAÇÃO DO ALUGUEL.

53 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

54 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução D IAGRAMA DE F LUXO DE C AIXA A COMPARAÇÃO DE ALTERNATIVAS DE INVESTIMENTO DE CAPITAL ENVOLVE QUANTIAS DESLOCADAS NO TEMPO, QUE NÃO PODEM SER SOMADAS OU COMPARADAS DIRETAMENTE, PORQUE AS MESMAS NÃO SÃO EQUIVALENTES. O DIAGRAMA DE FLUXO DE CAIXA REPRESENTA DE UMA MANEIRA ORDENADA, SOB O EIXO DOS TEMPOS, OS VÁRIOS PAGAMENTOS E RECEBIMENTOS DAS ALTERNATIVAS DOS PROJETOS D1D1D1D1 R1R1R1R1 R2R2R2R2 R3R3R3R3 R4R4R4R4

55 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução OUTRAS DEFINIÇÕES VALORES EQUIVALENTES DOIS VALORES SÃO EQUIVALENTES QUANDO OS MESMOS DIFEREM APENAS DOS JUROS REALIZADOS DURANTE O INTERVALO DE TEMPO QUE OS SEPARAM. LOGO R$ 10,00 HOJE, SÃO EQUIVALENTES A R$ 12,00 DAQUI A UM ANO, SE ESTIVERMOS TRABALHANDO A UMA TAXA DE JUROS DE 20% AO ANO. FATORES DE CONVERSÃO SÃO CONSTANTES QUE, MULTIPLICADAS POR UM VALOR NUMA DETERMINADA ÉPOCA, O TRANSFORMAM NUM VALOR EQUIVALENTE EM OUTRA ÉPOCA. NA SITUAÇÃO ACIMA, 1,2 É O FATOR DE CONVERSÃO QUE TRANSFORMA R$ 10,00 HOJE EM R$ 12,00 DENTRO DE 1(UM) ANO A UMA TAXA DE 20% AO ANO.

56 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução J UROS S IMPLES E C OMPOSTOS NA METODOLOGIA DE JUROS SIMPLES, OS JUROS SÃO CALCULADOS APENAS SOBRE O PRINCIPAL. NA METODOLOGIA DE JUROS COMPOSTOS, OS JUROS CALCULADOS SOBRE O PRINCIPAL SÃO CAPITALIZADOS AO FIM DE CADA PERÍODO E PASSAM A RENDER JUROS DA MESMA FORMA QUE O PRINCIPAL INICIAL. FATORES DE CONVERSÃO JUROS SIMPLES (1 + ni) JUROS COMPOSTOS (1 + i) n

57 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução V ALORES P RESENTE E F UTURO PARA O ESTABELECIMENTO DAS EQUIVALÊNCIAS ENTRE DUAS QUANTIAS DESLOCADAS NO TEMPO, IREMOS ADOTAR A SEGUINTE NOMENCLATURA: NÚMERO DE PERÍODOS - N TAXA DE JUROS - I VALOR NO PRESENTE - P NO FUTURO - F f = p (1 + i) n p = f (1 + i) n

58 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução A NUIDADES SÃO PAGAMENTOS OU RECEBIMENTOS QUE OCORREM AO LONGO DA VIDA DO PROJETO E EM ÉPOCAS BEM DETERMINADAS, PODENDO SER CLASSIFICADAS EM TEMPORAIS OU PERPÉTUAS. ANUIDADES TEMPORAIS UNIFORMES QUANDO OS TERMOS SÃO EXIGÍVEIS DESDE O PRIMEIRO PERÍODO. aaaa p aaaa01234n-3n-2n-1n A NUIDADE P OSTECIPADA

59 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução A NUIDADE P OSTECIPADA V ALOR PRESENTE EQUIVALENTE A UMA ANUIDADE - P / A P / A = (1 + I ) n - 1 I X (1 + I ) n A NUIDADE EQUIVALENTE A UMA QUANTIA NO PRESENTE - A / P A / P = I X (1 + I ) n (1 + I ) n – 1 V ALOR FUTURO EQUIVALENTE A UMA ANUIDADE - F / A F / A = (1 + I ) n - 1 I A NUIDADE EQUIVALENTE A UMA QUANTIA NO FUTURO - A / F A / F = I (1 + I ) n - 1

60 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução A NUIDADE A NTECIPADA V ALOR PRESENTE EQUIVALENTE A UMA ANUIDADE - P /A P /A = (1 + I ) n - 1 x (1 + I ) I X (1 + I ) n A NUIDADE EQUIVALENTE A UMA QUANTIA NO PRESENTE - A/ P A/ P = I X (1 + I ) n x 1 (1 + I ) n - 1 (1 + I ) V ALOR FUTURO EQUIVALENTE A UMA ANUIDADE - F /A F /A = (1 + I ) n - 1 x (1 + I ) I A NUIDADE EQUIVALENTE A UMA QUANTIA NO FUTURO - A/ F A/ F = I X 1 (1 + I ) n - 1 (1 + I )

61 MATEMÁTICA FINANCEIRA Resumo01234n-3n-2n-1nAAAAAAAA P F a/pa/f p/af/a

62 MATEMÁTICA FINANCEIRA Introdução P ERPETUIDADES CARACTERIZAM-SE PELO FATO DE APRESENTAR UMA DURAÇÃO ILIMITADA. QUANDO DA APRESENTAÇÃO DAS ANUIDADES POSTECIPADAS O VALOR PRESENTE EQUIVALENTE A UMA ANUIDADE FOI DADO POR: DEIXANDO N TENDER PARA INFINITO A EXPRESSÃO ANTERIOR: p/a = (1 + i) n - 1 i x (1 + i) n p/a = 1 i

63 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

64 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS Indicadores R ENTABILIDADE E L UCRATIVIDADE PROJETO VPL ou NPV TIR ou IRR PAY-BACK EBITDA MARGEM DE LUCRO ÍNDICE DE RENTABLIDADE EVA

65 Valor Presente Líquido - VPL I NDICADORES A TÉCNICA DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (VPL) OU NET PRESENT VALUE (NPV) É UMA DAS MAIS UTILIZADAS NO ESTUDO DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS, REPRESENTANDO O VALOR PRESENTE DOS FLUXOS DE CAIXA FUTUROS MENOS O VALOR PRESENTE DO INVESTIMENTO. EXEMPLO SEJA UM INVESTIDOR QUE ESTÁ PENSANDO EM ADQUIRIR UM IMÓVEL QUE CUSTA HOJE R$ ,00. ELE SABE QUE A REFERIDA PROPRIEDADE ESTARÁ VALENDO R$ ,00 DAQUI A UM ANO. CONSIDERANDO QUE A TAXA DE JUROS DISPONÍVEL NO BANCO É DE 12% AO ANO, QUAL DEVERIA SER SUA OPÇÃO, FAZER OU NÃO O INVESTIMENTO? ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

66 Valor Presente Líquido - VPL I NDICADORES SOLUÇÃO: SE O INVESTIDOR COLOCAR O DINHEIRO NO BANCO PELA TAXA ESTABELECIDA, 12% AO ANO, OBTERÁ, APÓS UM ANO, O VALOR DE R$ ,00, QUE É SUPERIOR AO VALOR A SER OBTIDO COM A VENDA DO IMÓVEL. ESTA CONCLUSÃO PODERIA SER FEITA ATRAVÉS DE UM PROCESSO MAIS FORMAL (A EQUAÇÃO DO VPL). VPL = CUSTO DO IMÓVEL + VALOR PRESENTE DO PREÇO DE HOJE DE VENDA NO ANO SEGUINTE VPL = , ,00 /(1 + 0,12) VPL = , ,28 = ,72 COMO O VPL É NEGATIVO O INVESTIDOR NÃO DEVE ADQUIRIR O IMÓVEL. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

67 Valor Presente Líquido - VPL I NDICADORES EXEMPLO: UMA EMPRESA DA QUAL SE ESPERA A GERAÇÃO DE FLUXOS DE CAIXA LÍQUIDOS DE R$ 5.000,00 NO PRIMEIRO ANO E R$ 2.000,00 NOS PRÓXIMOS CINCO ANOS, PODERIA SER VENDIDA POR R$ ,00 AO FINAL DO SÉTIMO ANO. OS SEUS PROPRIETÁRIOS GOSTARIAM DE OBTER UM RETORNO DE 10% EM SEU INVESTIMENTO NA EMPRESA. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS FINAL DO ANO FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO FATOR DE CONVERSÃO VALOR PRESENTE FLUXO DE CAIXA , , , , , , , , , , , , , ,58

68 Valor Presente Líquido - VPL I NDICADORES SUPONHAMOS QUE ALGUÉM TENHA A OPORTUNIDADE DE COMPRAR A EMPRESA POR R$ ,00. DEVERIA FAZÊ-LO? A RESPOSTA É SIM POIS O VPL É POSITIVO. VPL = VP - CUSTO 2.569,35 = , ,00 CONSIDERE AGORA UM EXEMPLO ENVOLVENDO O CONCEITO DE PERPETUIDADE: EXEMPLO: SUPONHA QUE SE ESTEJA QUERENDO FAZER UMA AVALIAÇÃO DE UMA EMPRESA DO SETOR DE TELECOMUNICAÇÕES QUE SEJA CAPAZ DE GERAR FLUXOS DE CAIXA DE R$ 5.000,00 POR ANO. CONSIDERE UMA TAXA DE ATRATIVIDADE DE 20% AO ANO. SOLUÇÃO: – I =20%: 5.000/0,20 = ,00 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

69 Valor Presente Líquido - VPL I NDICADORES O PONTO BÁSICO É QUE A ACEITAÇÃO DE PROJETOS COM VPL POSITIVO BENEFICIA OS ACIONISTAS. A CHAVE DO VPL ESTÁ EM SEUS TRÊS ATRIBUTOS: O VPL UTILIZA FLUXOS DE CAIXA (SÃO TAMBÉM UTILIZADOS PARA OUTRAS FINALIDADES EMPRESARIAIS, COMO PAGAMENTO DE JUROS E OUTROS PROJETOS DE INVESTIMENTO). O VPL UTILIZA TODOS OS FLUXOS DE CAIXA DO PROJETO (OUTROS PROCESSOS IGNORAM OS MESMOS DEPOIS DE UMA CERTA DATA). O VPL DESCONTA OS FLUXOS DE CAIXA CORRETAMENTE (CONSIDERA O VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO). ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

70 Pay-Back I NDICADORES A REGRA DO PERÍODO DE PAY-BACK É UM DOS INDICADORES MAIS POPULARES. NESTA ALTERNATIVA É MONTADO O FLUXO DE CAIXA DO PROJETO E VERIFICADO A PARTIR DE QUE PERÍODO O MESMO SE TORNA POSITIVO, ISTO É, QUANDO TERIA ACONTECIDO A RECUPERAÇÃO DO INVESTIMENTO. PARA TOMADA DE DECISÕES DE INVESTIMENTO O PROCESSO É SIMPLES, ISTO É, O PERÍODO ANTERIOR É COMPARADO COM UM TEMPO ESCOLHIDO PARA RECUPERAÇÃO DO INVESTIMENTO. SE O PAY-BACK FOR MAIOR QUE PERÍODO CONSIDERADO COMO IDEAL, O PROJETO É ENTÃO REJEITADO. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

71 Pay-Back I NDICADORES EXEMPLO: CONSIDERE UM PROJETO COM UM INVESTIMENTO INICIAL DE R$ ,00. OS FLUXOS DE CAIXA PROJETADOS SÃO DE R$ ,00, R$ ,00 E R$ ,00 PARA OS TRÊS PRIMEIROS ANOS, RESPECTIVAMENTE. ESTES FLUXOS SÃO REPRESENTADOS A SEGUIR. CALCULE O PERÍODO DE PAY-BACK DO INVESTIMENTO. SOLUÇÃO: O PERÍODO DE PAY-BACK DO INVESTIMENTO É DE DOIS ANOS. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS ANOINVESTIMENTOFLUXO DE CAIXARESULTADO ACUMULADO

72 Pay-Back I NDICADORES HÁ PELO MENOS TRÊS PROBLEMAS COM O MÉTODO DO PERÍODO DE PAY-BACK: A DISTRIBUIÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA DENTRO DO PERÍODO DE RECUPERAÇÃO (NÃO EXISTE O DESCONTO ADEQUADO DOS FLUXOS DE CAIXA). OS FLUXOS DE CAIXA POSTERIORES AO PERÍODO DE RECUPERAÇÃO NÃO SÃO CONSIDERADOS. SÃO ESTABELECIDOS PADRÕES ARBITRÁRIOS NA COMPARAÇÃO COM O PERÍODO DE PAY-BACK. O PERÍODO DE PAY-BACK É, FREQÜENTEMENTE, UTILIZADO POR EMPRESAS DE GRANDE PORTE E SOFISTICADAS QUANDO TOMAM DECISÕES DE INVESTIMENTO POUCO IMPORTANTES. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

73 Pay-Back I NDICADORES C ASO SEJA REQUERIDO, O MÉTODO DO PAY - BACK PODERÁ CALCULAR O DESCONTO DEVIDO DO DINHEIRO NO TEMPO. P ARA TAL, DEVERÁ SER ESTABELECIDA A TAXA DE DESCONTO A SER ADOTADA. N A PRÁTICA ESTE NOVO INDICADOR É DENOMINADO DE PAY - BACK DESCONTADO. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

74 Taxa Interna de Retorno - TIR I NDICADORES O CRITÉRIO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (TIR) OU INTERNAL RATE OF RETURN (IRR) É O DA BUSCA DE UM NÚMERO QUE SINTETIZE OS MÉRITOS DE UM PROJETO. ELE NÃO DEPENDE DA TAXA DE JUROS DO MERCADO DE CAPITAIS E É INTRÍNSECO AO PROJETO, NÃO DEPENDENDO DE QUALQUER OUTRA COISA ALÉM DOS FLUXOS DE CAIXA DO MESMO. A TIR É A TAXA QUE FAZ COM QUE O VPL DO PROJETO SEJA NULO. PARA TOMADA DE DECISÕES DE INVESTIMENTO O PROCESSO É ACEITAR O PROJETO SE A TIR FOR SUPERIOR A TAXA DE DESCONTO E REJEITAR O PROJETO SE A TIR FOR INFERIOR A TAXA DE DESCONTO. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

75 Taxa Interna de Retorno - TIR I NDICADORES EXEMPLO: CONSIDERE UM PROJETO COM AS CARACTERÍSTICAS DE FLUXO DE CAIXA APRESENTADAS A SEGUIR. CALCULAR A TIR DO REFERIDO PROJETO. SOLUÇÃO: ALGEBRICAMENTE A TIR É A INCÓGNITA DA SEGUINTE EQUAÇÃO: 0 = (1 + TIR) (1 + TIR) 2 (1 + TIR) 3 ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS ANOINVESTIMENTOFLUXO DE CAIXAVP FLUXO DE CAIXA / (1 + TIR) / (1 + TIR) / (1 + TIR) 3

76 Taxa Interna de Retorno - TIR I NDICADORES SOLUÇÃO: ENTRANDO COM OS DADOS DA TABELA ANTERIOR NA PLANILHA EXCEL, CONCLUIREMOS QUE A TAXA INTERNA DE RETORNO PARA O PROJETO ANTERIOR É DE 23,37%. GRAFICAMENTE TERÍAMOS: ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS VPL T AXA DE D ESCONTO (%) ,37%

77 Taxa Interna de Retorno - TIR I NDICADORES UM PROJETO INDEPENDENTE É AQUELE CUJA ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO NÃO DEPENDE DA ACEITAÇÃO OU REJEIÇÃO DE OUTROS PROJETOS. DOIS PROJETOS SÃO MUTUAMENTE EXCLUDENTES QUANDO PODE-SE ACEITAR UM OU OUTRO OU REJEITAR AMBOS. PARA PROJETOS INDEPENDENTES O POLINÔMIO, ONDE A TIR É A INCÓGNITA, PODERÁ APRESENTAR SOLUÇÕES MÚLTIPLAS (NESTE CASO NÃO HÁ TIR VÁLIDA). PARA PROJETOS MUTUAMENTE EXCLUDENTES NEM SEMPRE A MELHOR TIR PODERÁ SIGNIFICAR A MELHOR OPÇÃO (A COMPARAÇÃO PODERÁ SER FEITA UTILIZANDO O CRITÉRIO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO). ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

78 Taxa Interna de Retorno - TIR I NDICADORES EXEMPLO: CONSIDERE DUAS PROPOSTAS DE NEGÓCIO MUTUAMENTE EXCLUDENTES. A PRIMEIRA CONSIDERA A POSSIBILIDADE DE UM GANHO DE U$ 150 PARA UMA APLICAÇÃO DE U$ 100. A OUTRA OPORTUNIDADE CONSIDERA UM RETORNO DE U$ PARA UMA APLICAÇÃO DE U$ OS RETORNOS EM AMBAS AS APLICAÇÕES PODEM SER CONSIDERADOS COMO IMEDIATOS. A ESCOLHA DEVERÁ RECAIR SOBRE A OPÇÃO 2, PELO FATO DA MESMA APRESENTAR UM VPL MAIOR, EMBORA A OPORTUNIDADE UM APRESENTE UMA TIR MAIOR (QUESTÃO DE ESCALA). ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS SIT. INICIALSIT. FINALVPLTIR OPORT % OPORT %

79 Índice de Rentabilidade I NDICADORES TRATA-SE DA RELAÇÃO ENTRE O VALOR PRESENTE DOS FLUXOS DE CAIXA FUTUROS ESPERADOS, APÓS O INVESTIMENTO INICIAL E O VALOR DO INVESTIMENTO INICIAL. ÍNDICE DE = VP FLUXOS DE CAIXA - INVESTIMENTO INICIAL RENTABILIDADE INVESTIMENTO INICIAL CONSIDEREMOS DUAS POSSIBILIDADES: PROJETOS INDEPENDENTES (ACEITAR UM PROJETO INDEPENDENTE SE IR>1 E REJEITAR SE IR<1). PROJETOS MUTUAMENTE EXCLUDENTES (UTILIZAR O VPL COMO FATOR DE DECISÃO, POIS O FATOR ESCALA PODERÁ TAMBÉM ESTAR PRESENTE NO CASO). ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

80 Índice de Rentabilidade I NDICADORES E XEMPLO : C ONSIDERE OS DOIS PROJETOS A SEGUIR. A NALISAR OS MESMOS, CONSIDERANDO AS HIPÓTESES DE SEREM INDEPENDENTES E MUTUAMENTE EXCLUDENTES. A NALISANDO OS PROJETOS COMO INDEPENDENTES, PODEMOS CONSIDERAR AMBOS COMO ACEITOS, POIS IR>1. S E ANALISARMOS OS PROJETOS COMO MUTUAMENTE EXCLUDENTES, DEVEMOS OPTAR PELO PRIMEIRO, POIS APRESENTA O MELHOR VPL. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS FLUXOS DE CAIXA VP A 12%I. R.VPL a 12% C0C0 C1C1 C2C2 PROJETO ,53,5350,5 PROJETO ,34,5335,3

81 Margem de Lucro I NDICADORES REFLETE A CAPACIDADE DE UMA EMPRESA EM PRODUZIR UM BEM OU UM SERVIÇO, A UM CUSTO BAIXO OU A UM PREÇO ALTO. AS MARGENS DE LUCRO NÃO SÃO MEDIDAS DIRETAS DE RENTABILIDADE PORQUE BASEIAM-SE NA RECEITA OPERACIONAL TOTAL E NÃO NO INVESTIMENTO EM ATIVOS GERADO PELA EMPRESA. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS M ARGEM L ÍQUIDA = L UCRO L ÍQUIDO R ECEITA O PERACIONAL M ARGEM B RUTA = L UCRO ANTES DOS I MPOSTOS R ECEITA O PERACIONAL

82 EBITDA I NDICADORES REFLETE O RESULTADO DA EMPRESA, DO PROJETO OU DO SERVIÇO, ENVOLVENDO APENAS AS RECEITAS E AS DESPESAS OPERACIONAIS. O EBITDA (EARNINGS BEFORE INTEREST, TAX, DEPRECIATION AND AMORTIZATION) É OBTIDO ANTES DA CONTABILIZAÇÃO DAS DESPESAS DE DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO, DOS RESULTADOS FINANCEIROS (RECEITAS E DESPESAS), DOS TRIBUTOS (IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL) E OUTROS. EBITDA = RECEITAS OPERACIONAIS – DESPESAS OPERACIONAIS ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

83 Margem EBITDA I NDICADORES NOS BALANÇOS DE EMPRESAS, NORMALMENTE É APRESENTADO O INDICADOR MARGEM EBITDA, QUE É DADO PELA RELAÇÃO MOSTRADA A SEGUIR. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS M ARGEM = R ECEITAS O PERACIONAIS – D ESPESAS O PERACIONAIS EBITDA R ECEITAS O PERACIONAIS

84 Margem EBITDA I NDICADORES - NET ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

85 EVA I NDICADORES O ECONOMIC VALUE ADDED (EVA) REPRESENTA A PARCELA DO LUCRO DEDUZIDO O CUSTO DE OPORTUNIDADE DO NEGÓCIO. EM UMA REPRESENTAÇÃO SIMPLES: E.V.A. = NOPAT - CUSTO DE CAPITAL NET OPERATING PROFITS AFTER TAXES = NOPAT LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO DEPOIS DOS IMPOSTOS ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS Seus Lucros Custo de Oportu- nidade O que foi agregado

86 EVA I NDICADORES E XEMPLO : U M GRUPO DE EMPRESÁRIOS DECIDE ABRIR UM PEQUENO NEGÓCIO DE CONSERTO DE AUTOMÓVEIS, SENDO NECESSÁRIO O INVESTIMENTO DE R$100 MIL PARA COMEÇAR O NEGÓCIO. A PÓS UM ANO, OS RESULTADOS FORAM OS SEGUINTES : F ATURAMENTO R$ – D ESPESAS O PERACIONAIS R$ = L UCRO O PERACIONAL – I MPOSTOS - 40% = L UCRO O PERACIONAL L ÍQUIDO DEPOIS DOS I MPOSTOS (NOPAT)* R$ ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

87 EVA I NDICADORES COMO OS INVESTIDORES PODEM COMPRAR AÇÕES E TÍTULOS E RECEBER 12% DE RETORNO, ELES ESPERAM GANHAR, NO MÍNIMO, 12% NO INVESTIMENTO NO SEU NEGÓCIO. ISSO QUER DIZER QUE SEU CUSTO DE CAPITAL É 12%. O CUSTO DE CAPITAL DE UM NEGÓCIO DEPENDE DOS SEUS RISCOS. OS INVESTIDORES PODEM INVESTIR EM TÍTULOS GARANTIDOS PELO GOVERNO E GANHAR 6% SEM CORRER QUALQUER RISCO. AO INVESTIREM NAS AÇÕES DA COMPANHIA OS INVESTIDORES FICAM EXPOSTOS A MAIOR RISCO, E PORTANTO EXIGEM UM RETORNO MAIOR. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

88 EVA I NDICADORES O LUCRO OPERACIONAL APÓS OS IMPOSTOS FOI DE R$ 15 MIL. O RETORNO ESPERADO PELOS INVESTIDORES É R$ 12 MIL (R$ 100 MIL X 12% AO ANO). NOPAT R$ – RETORNO ESPERADO = VALOR ECONÔMICO ADICIONADO R$ O GRUPO GANHOU R$ 3.000,00 MAI DOS QUE AS EXPECTATIVAS... O RESULTADO É O E.V.A. ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS

89 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

90 Despesas de Capital e Operacionais DEFINIÇÕES AS DESPESAS DE UM PROJETO PODEM SER CLASSIFICADAS EM DESPESAS DE CAPITAL E DESPESAS OPERACIONAIS. AS DESPESAS DE CAPITAL SÃO DIRETAMENTE PROPORCIONAIS AO CUSTO DO INVESTIMENTO INICIAL DESTAS FACILIDADES OU BENS DE CAPITAL. ELAS EXISTEM PORQUE AS FACILIDADES OU BENS DE CAPITAL SÃO COMPRADAS OU PERTENCEM AO PROJETO. AS DESPESAS OPERACIONAIS SÃO DECORRENTES DA UTILIZAÇÃO OU DA POSSE DE FACILIDADES OU BENS DE CAPITAL. EM GERAL DEPENDEM DA SUA LOCALIZAÇÃO, DA QUANTIDADE, DA MANEIRA COMO SÃO USADAS, COMO SÃO MANTIDAS, ETC. TANTO AS DESPESAS OPERACIONAIS QUANTO AS DE CAPITAL PODEM SER CLASSIFICADAS EM RECORRENTES E NÃO RECORRENTES. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS

91 Despesas de Capital e Operacionais DEFINIÇÕES AS DESPESAS DE CAPITAL NÃO RECORRENTES SÃO CAPITALIZADAS, OU SEJA, PASSAM A FAZER PARTE DO ATIVO PERMANENTE DO PROJETO, ENQUANTO AS DESPESAS OPERACIONAIS RECORRENTES E NÃO RECORRENTES SÃO LANÇADAS COMO DESPESAS NO EXERCÍCIO E DEVEM SER COBERTAS PELAS RECEITAS OPERACIONAIS NO MESMO EXERCÍCIO. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS Exemplo: Classificação de despesas Despesas Operacionais Despesas de Capital Recorrentes Mão de Obra Amortização do Investimento Inicial Não Recorrentes Substituição de Lance de Cabo Custo do Investimento Inicial

92 Despesas de Capital e Operacionais DEFINIÇÕES AS DESPESAS DE CAPITAL NÃO RECORRENTES SÃO CAPITALIZADAS, OU SEJA, PASSAM A FAZER PARTE DO ATIVO PERMANENTE DO PROJETO, ENQUANTO AS DESPESAS OPERACIONAIS RECORRENTES E NÃO RECORRENTES SÃO LANÇADAS COMO DESPESAS NO EXERCÍCIO E DEVEM SER COBERTAS PELAS RECEITAS OPERACIONAIS NO MESMO EXERCÍCIO. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS Exemplo: Classificação de despesas Despesas Operacionais Despesas de Capital Recorrentes Mão de Obra Amortização do Investimento Inicial Não Recorrentes Substituição de Lance de Cabo Custo do Investimento Inicial

93 Despesas de Capital e Operacionais DEFINIÇÕES AS DESPESAS DE CAPITAL NÃO RECORRENTES SÃO CAPITALIZADAS, OU SEJA, PASSAM A FAZER PARTE DO ATIVO PERMANENTE DO PROJETO, ENQUANTO AS DESPESAS OPERACIONAIS RECORRENTES E NÃO RECORRENTES SÃO LANÇADAS COMO DESPESAS NO EXERCÍCIO E DEVEM SER COBERTAS PELAS RECEITAS OPERACIONAIS NO MESMO EXERCÍCIO. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS Exemplo: Classificação de despesas Despesas Operacionais Despesas de Capital Recorrentes Mão de Obra Amortização do Investimento Inicial Não Recorrentes Substituição de Lance de Cabo Custo do Investimento Inicial

94 Custos dos Investimentos Iniciais DEFINIÇÕES SÃO CONSTITUÍDOS DE TODAS AS DESPESAS REALIZADAS PARA A AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS OU BENS PATRIMONIAIS E DEVEM SER COBERTOS PELOS INVESTIDORES. CUSTO DO PROJETO. CUSTO DE EQUIPAMENTOS. CUSTO DE MATERIAL DE INSTALAÇÃO. CUSTO DE MÃO DE OBRA. CUSTO DE FISCALIZAÇÃO E SUPERVISÃO. IMPOSTOS. OS CUSTOS ANUAIS DE UM PROJETO SÃO COMPOSTOS PELAS DESPESAS DE CAPITAL RECORRENTES E PELAS DESPESAS OPERACIONAIS. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS

95 Custos de Recuperação do Capital DEFINIÇÕES AS DESPESAS DE AMORTIZAÇÃO DOS INVESTIMENTOS INICIAIS CORRESPONDEM AOS CUSTOS DE RECUPERAÇÃO DO CAPITAL. A ESTRUTURA FINANCEIRA DE UM PROJETO É MOSTRADA A SEGUIR: NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS INVESTIDORES Despesas de Capital Recorrentes (Custos de Recuperação do Capital) Despesas de Capital Não Recorrentes (Investimento Inicial) PROJETO Receitas Operacionais Despesas Operacionais

96 NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS Custos de Recuperação do Capital DEFINIÇÕES CUSTOS DE REPOSIÇÃO DO CAPITAL REPRESENTAM UMA PREVISÃO DE FUNDOS PARA SUBSTITUIÇÃO GRADATIVA DO ATIVO PERMANENTE DA EMPRESA À MEDIDA EM QUE ESTE ATINGE O FIM DE SUA VIDA ÚTIL. CONTABILMENTE, ESTA REPOSIÇÃO É FEITA ATRAVÉS DAS CONTAS DE DEPRECIAÇÃO (USADA SOMENTE PARA BENS DE CAPITAL). CUSTOS DE RETORNO DO CAPITAL CORRESPONDE AOS LUCROS OU À REMUNERAÇÃO DO INVESTIDOR. ATRAVÉS DE UMA TAXA MÉDIA PONDERADA, CONSEGUE-SE ESTIMAR QUAL DEVE SER A TAXA MÍNIMA DE RETORNO PARA QUE SE POSSA PAGAR A REMUNERAÇÃO EXIGIDA.

97 NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS Custos de Recuperação do Capital DEFINIÇÕES Exemplo: ComponenteParticipação Custo Contribuição Capital de Terceiros 0,40 17% 6,8% Ações Preferenciais 0,30 12% 3,6% Ações Comuns 0,30 12% 3.6% Total 14,0% IMPOSTO DE RENDA O LUCRO DECORRENTE DA APLICAÇÃO DO CAPITAL ESTÁ SUJEITO AO PAGAMENTO DE IMPOSTO DE RENDA. SENDO T A ALÍQUOTA DE IMPOSTO DE RENDA, PODE-SE DEFINIR O IMPOSTO DE RENDA COMO SENDO: IR = T X (L UCRO T RIBUTÁVEL ) NÃO É TRIBUTÁVEL O CUSTO DE REPOSIÇÃO DE CAPITAL

98 Custos de Telecomunicações C USTOS O PERACIONAIS - VIVO NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS VALORES EM MILHÕES DE REAIS % (VAR) CUSTOS OPERACIONAIS21.136, ,84,8 PESSOAL2.272,12.163,65,0 CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS10.028,59.550,45,0 INTERCONEXÃO4.526,54.519,30,2 IMPOSTOS, TAXAS, CONTRIBUIÇÕES1.763,91.499,517,6 SERVIÇOS DE TERCEIROS2.611,82.485,95,1 OUTROS1.126,41.045,67,7 CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS1.786,51.805,0(1,0) DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS 6.397,25.959,1 7,4 PROVISÃO PARA CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA 565,1556,0 1,6 SERVIÇOS DE TERCEIROS5.294,24.836,49,5 OUTROS537,9566,7(5,1) DESPESAS GERAIS E ADMINISTRATIVAS1.055,5979,57,8 SERVIÇOS DE TERCEIROS800,4757,55,7 OUTROS255,1222,014,9 OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS(402,9)(294,8)36,7

99 Custos de Telecomunicações C USTOS O PERACIONAIS - VIVO O CUSTO DOS SERVIÇOS PRESTADOS INCLUI OS PAGAMENTOS DO FISTEL, FUST E FUNTTEL, BEM COMO O DE ALUGUÉIS. O CUSTO DAS MERCADORIAS VENDIDAS INCLUI OS DISPOSITIVOS MÓVEIS E SIMCARDS. AS DESPESAS DE COMERCIALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS INCLUI OS GASTOS COM PROPAGANDA, PUBLICIDADE E COMISSIONAMENTO. A PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS CORRESPONDE A CRÉDITOS DE LIQUIDAÇÃO DUVIDOSA. AS DESPESAS GERAIS S E ADMINISTRATIVAS INCLUEM OS GASTOS COM A MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO DA PLANTA. AS OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS INCLUEM A VENDA DE ATIVOS NÃO ESTRATÉGICOS E CONTINGÊNCIAS DE NATUREZA CÍVEIS. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS

100 Custos de Telecomunicações C USTOS O PERACIONAIS - OI NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS VALORES EM MILHÕES DE REAIS % (VAR) CUSTOS OPERACIONAIS (0,2) INTERCONEXÃO (8,3) PESSOAL ,3 MATERIAIS (11,2) CUSTO DE APARELHOS (SMP) (55,7) SERVIÇOS DE TERCEIROS ,0 PUBLICIDADE E PROPAGANDA ,1 ALUGUÉIS E SEGUROS ,9 PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS (15,6) OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACIONAIS (27,5)

101 Receitas de Telecomunicações R ECEITAS O PERACIONAIS - VIVO NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS VALORES EM MILHÕES DE REAIS % (VAR) RECEITA LÍQUIDA MÓVEL19.598, ,810,5 RECEITA DO SERVIÇO MÓVEL18.643, ,712,6 FRANQUIA E UTILIZAÇÃO9.723,78.984,28,2 USO DA REDE4.099,04.100,8(0,0) DADOS E SVA4.640,13.279,341,5 MESSAGING P2P1.562,21.110,840,6 INTERNET2.366,71.725,535,1 OUTRAS REDEITAS DE DADOS E SVA711,1416,070,9 OUTROS SERVIÇOS181,0192,4(5,9) RECEITA DE APARELHO MÓVEL954,31.172,1(18,6) RECEITA LÍQUIDA FIXA13.573, ,7(1,2) VOZ E ACESSO8.103,28.900,3(9,0) USO DA REDE445,2476,6(6,6) DADOS3.448,23.113,210,8 TV POR ASSINATURA647,5411,557,3 OUTROS SERVIÇOS929,4840,210,6

102 Receitas de Telecomunicações R ECEITAS O PERACIONAIS - VIVO AS RECEITAS DE OUTROS SERVIÇOS INCLUEM O FORNECIMENTO DE SOLUÇÕES INTEGRADAS PARA O SEGMENTO CORPORATIVO. NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS

103 Receitas de Telecomunicações R ECEITAS O PERACIONAIS - OI NATUREZA DOS CUSTOS E DAS RECEITAS VALORES EM MILHÕES DE REAIS % (VAR) RECEITA LÍQUIDA TOTAL (5,3) RESIDENCIAL (12,1) MOBILIDADE PESSOAL ,1 SERVIÇOS ,0 VOZ ,6 USO DE REDE ,0 DADOS/VALOR ADICIONADO620654(5,2) MATERIAL DE REVENDA36104(65,4) EMPRESARIAL/CORPORATIVO (1,7) OUTROS SERVIÇOS746890(16,2)

104 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

105 EXERCÍCIOS Conceito de Elasticidade: Exercício 1 P REÇOS CALCULAR A ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA, CONSIDERANDO OS VALORES APRESENTADOS A SEGUIR E INTERPRETAR O RESULTADO OBTIDO. VARIAÇÃO % DO PREÇO: P 1 -P 0 = = - 0,2 OU - 20% P 0 20 VARIAÇÃO % DA DEMANDA: D 1 -D 0 = = 0,3 OU 30% P 0 30 ITENSVALORES Preço Inicial – P 0 20,00 Preço Final – P 1 16,00 Quantidade Demandada a P 0 30 Quantidade Demandada a P 1 39

106 EXERCÍCIOS Conceito de Elasticidade: Exercício 1 P REÇOS CALCULAR A ELASTICIDADE-PREÇO DA DEMANDA, CONSIDERANDO OS VALORES APRESENTADOS A SEGUIR E INTERPRETAR O RESULTADO OBTIDO. ELASTICIDADE = VARIAÇÃO PERCENTUAL DA DEMANDA VARIAÇÃO PERCENTUAL DO PREÇO ELASTICIDADE = + 30% = - 1,5; EPD = 1, % A INTERPRETAÇÃO DO RESULTADO É A SEGUINTE: DADA UMA QUEDA DE 20% NO PREÇO, A QUANTIDADE DEMANDADA AUMENTA EM 1,5 VEZES OS 20%, OU SEJA 30%. TRATA-SE DE UM PRODUTO CUJA DEMANDA TEM GRANDE SENSIBILIDADE A VARIAÇÕES DE PREÇO.

107 EXERCÍCIOS Pacotes de Produtos: Exercício 2 P REÇOS QUAL SERIA, PERCENTUALMENTE, O AUMENTO DE RECEITA PROPICIADO PELA COMERCIALIZAÇÃO DO PACOTE DE SERVIÇOS (VOIC MAIS HOT-LINE) PARA OS CLIENTES DO SERVIÇO DE TELEFONIA CELULAR, CONSIDERANDO O ESTUDO DE MERCADO CUJOS RESULTADOS SÃO APRESENTADOS NA TABELA A SEGUIR. OBS: OS PREÇOS APRESENTADOS REPRESENTAM OS VALORES MÁXIMOS QUE OS GRUPOS DE CONSUMIDORES ESTÃO DISPOSTOS A PAGAR. OS GRUPOS POSSUEM O MESMO TAMANHO. GRUPOS DE CONSUMIDORES PREÇOS MÁXIMOS (MARCOS/MÊS) CORREIO DE VOZHOT-LINECV + HL 191,510, ,58,513 42,5911,5

108 EXERCÍCIOS Pacotes de Produtos: Exercício 2 P REÇOS O GRUPO DE CONSUMIDORES 1 MOSTROU-SE INTERESSADO NO CORREIO DE VOZ MAS DEU POUCO VALOR AO HOT-LINE, ENQUANTO O GRUPO 4 MANIFESTOU DESEJO OPOSTO. A DISPOSIÇÃO DE PAGAR POR AMBOS OS SERVIÇOS FOI CALCULADA SOMANDO-SE OS DOIS PREÇOS MÁXIMOS. OS PREÇOS INDIVIDUAIS DE CADA SERVIÇO SÃO FÁCEIS DE CALCULAR: a)PARA O CORREIO DE VOZ É DE 8 MARCOS/MÊS E A RECEITA É DE 16 MARCOS/MÊS. b)PARA O HOT-LINE É DE 8,5 MARCOS/MÊS E A RECEITA É DE 17 MARCOS/MÊS. ASSIM SENDO, SE OS DOIS SERVIÇOS TIVEREM SEUS PREÇOS FIXADOS SEPARADAMENTE, PROPORCIONARÃO UMA RECEITA DE 33 MARCOS/MÊS.

109 EXERCÍCIOS Pacotes de Produtos: Exercício 2 P REÇOS SE APLICARMOS O PREÇO POR PACOTE PURO, VENDENDO OS DOIS SERVIÇOS JUNTOS, O PREÇO IDEAL POR PACOTE É DE 10,5 MARCOS/MÊS E A RECEITA OBTIDA COM A COMERCIALIZAÇÃO DO MESMO IGUAL A 42 MARCOS/MÊS. O AUMENTO DE RECEITA PROPICIADO SERIA DE 42/33 = 1,271 OU 27,1%.

110 EXERCÍCIOS Pacotes de Produtos: Exercício 3 P REÇOS CONSIDERANDO O EXERCÍCIO ANTERIOR, HAVERIA A POSSIBILIDADE DA EMPRESA AUMENTAR O SEU NÍVEL DE LUCRATIVIDADE ATRAVÉS DA COMERCIALIZAÇÃO DE PACOTES MISTOS. COMO SERIA ESTA COMPOSIÇÃO. OBS: OS PREÇOS APRESENTADOS REPRESENTAM OS VALORES MÁXIMOS QUE OS GRUPOS DE CONSUMIDORES ESTÃO DISPOSTOS A PAGAR. OS GRUPOS POSSUEM O MESMO TAMANHO. GRUPOS DE CONSUMIDORES PREÇOS MÁXIMOS (MARCOS/MÊS) CORREIO DE VOZHOT-LINECV + HL 191,510, ,58,513 42,5911,5

111 EXERCÍCIOS Pacotes de Produtos: Exercício 3 P REÇOS OS CONSUMIDORES DOS GRUPOS 2 E 3 ESTÃO FAZENDO UM ÓTIMO NEGÓCIO AO PAGAREM 10,5 MARCOS POR SERVIÇOS A QUE ATRIBUEM O VALOR DE 13 MARCOS. A EMPRESA PODE AUMENTAR A RECEITA POR MEIO DE PACOTE MISTO (INDIVIDUAL E PACOTE). POR EXEMPLO CONSIDEREMOS A SEGUINTE TABELA DE PREÇOS: a)PARA O CORREIO DE VOZ ISOLADO O PREÇO SERIA DE 9 MARCOS/MÊS. b)PARA O HOT-LINE ISOLADO O PREÇO SERIA DE 9 MARCOS/MÊS. c)PARA O PACOTE O PREÇO SERIA DE 13 MARCOS/MÊS. OS GRUPOS DE CONSUMIDORES 2 E 3 COMPRARIAM O PACOTE, O GRUPO 1 COMPRARIA O CORREIO DE VOZ E O GRUPO 4 O HOT-LINE. A RECEITA A SER OBTIDA COM A VENDA DOS SERVIÇOS SERIA DE 44 MARCOS/MÊS, SUPLANTANDO EM CERCA DE 5% A DO PACOTE PURO.

112 EXERCÍCIOS Matemática Financeira: Exercício 4 REVISÃO D ADO UM VALOR EM A DE R$ ,00 A UMA TAXA DE JUROS DE 10%, CALCULAR : B A F C E D

113 EXERCÍCIOS Matemática Financeira: Exercício 4 REVISÃO D ADO UM VALOR EM A DE R$ ,00 A UMA TAXA DE JUROS DE 10%, CALCULAR : a)O VALOR EQUIVALENTE DE A EM B. F = P (1 + I ) n = ,00 X (1 + 0,1) 4 = ,00 X 1,4641 = ,00. b)A PARTIR DE B, O VALOR DAS OITO ANUIDADES EM C. F X A/F = F X I / ((1 + I ) n -1) X 1 / (1 + I ) = ,00 X 0,1 / ((1 + 0,1) 8 ) - 1) X 1 / (1 + 0,1) = ,00 X 0, = ,86. c)A PARTIR DE C, O VALOR EQUIVALENTE EM D. A X P /A = A X ((1 + I ) n - 1) / ( I X (1 + I ) n ) X (1 + I ) = ,86 X (1 + 0,1) / 0,1 X (1 + 0,1) 8 X (1 + 0,1) = ,86 X 5,868 = ,50.

114 EXERCÍCIOS Matemática Financeira: Exercício 4 REVISÃO D ADO UM VALOR EM A DE R$ ,00 A UMA TAXA DE JUROS DE 10%, CALCULAR : d)A PARTIR DE D, O VALOR EQUIVALENTE EM E. P = F / (1 + I ) n = ,50 / (1 + 0,1) 2 = ,50 / 1,21 = ,52. e)A PARTIR DE E, O VALOR EQUIVALENTE EM F. P X A/ P = P X ( I X (1 + I ) n /(1 + I ) n - 1) X 1/(1 + I ) = ,52 X (0,1 X (1 + 0,1) 6 /(1 + 0,1) 6 - 1) X 1/(1 + 0,1) = ,52 X 0,208 = ,39. f)A PARTIR DE F, O VALOR EQUIVALENTE EM A, NOVAMENTE. A X F /A = A X ((1 + I ) n - 1 / I ) X (1 + I ) = ,39 X (1 + 0,1) 6 / 0,1) X (1 + 0,1) = ,39 X 8,4872 = ,00.

115 EXERCÍCIOS Análise de Viabilidade Econômica de Projetos: Exercício 5 VPL SUPONHA QUE SE TENHA QUE REALIZAR UM INVESTIMENTO DE R$ ,00 PARA AMPLIAR O SERVIÇO DE BANDA LARGA, CUJO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO SEJA DE R$ ,00 DAQUI A 10 ANOS. DETERMINAR OS REQUISITOS DE RECEITA ANUAL AO LONGO DA VIDA DO INVESTIMENTO, ADMITINDO UM CUSTO DE CAPITAL IGUAL A 12% AO ANO. DESCONSIDERAR OS EFEITOS DO I. R.. CONSIDERE UM CUSTO DE OPERAÇÃO DE R$ 5.000,00 POR ANO R EQUISITOS DE R ECEITA CUSTO DE OPERAÇÃOI NVESTIMENTO I NICIAL V ALOR R ESIDUAL

116 EXERCÍCIOS Análise de Viabilidade Econômica de Projetos: Exercício 5 VPL ANOINV. INICIALCUSTO OPER.VALOR RESID.FATOR CONV.VPCA , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,85 Somatório do Valor Presente do Fluxo de Caixa O PROBLEMA AGORA ESTÁ RESUMIDO EM CALCULAR UMA ANUIDADE QUE CONVERTIDA AO VP POSSA ZERAR A PARCELA ANTERIOR : = A X P / A : = A X 5, : A = 22128,68.

117 EXERCÍCIOS Análise de Viabilidade Econômica de Projetos: Exercício 6 VPL E P AYBACK C ONSIDERE OS SEGUINTES PROJETOS : a)Q UAL É O PERÍODO DE PAYBACK DE CADA PROJETO ? b)Q UAL SERIA O VPL DE CADA PROJETO SENDO A TAXA DE DESCONTO DE 10%? O PAYBACK DO PROJETO A É /3000 = 1,5 PERÍODOS. O PAYBACK DO PROJETO B É DE /1500 = 1,533 PERÍODOS. VPL A = /(1 + 0,1) /(1 + 0,1) 2 = 752,07. VPL B = /(1 + 0,1) /(1 + 0,1) 2 = 330,58. C0C1C2 A B

118 EXERCÍCIOS Análise de Viabilidade Econômica de Projetos: Exercício 7 TIR UM PROJETO DE TELECOMUNICAÇÕES APRESENTA AO LONGO DO HORIZONTE DE ESTUDO DEFINIDO, A ESTRUTURA DE FLUXO DE CAIXA APRESENTADA A SEGUIR. CALCULE A TAXA INTERNA DE RETORNO DO REFERIDO PROJETO

119 EXERCÍCIOS Análise de Viabilidade Econômica de Projetos: Exercício 7 TIR O VALOR DA TIR É ENCONTRADO ATRAVÉS DA RESOLUÇÃO DA EQUAÇÃO A SEGUIR: 2000 = 200 / (1 + TIR) / (1 + TIR) / (1 + TIR) / (1 + TIR) / (1 + TIR) 5 TIR = 11,34%.

120 EXERCÍCIOS Natureza dos Custos: Exercício 8 VPL SUPONHA QUE SE TENHA QUE REALIZAR UM INVESTIMENTO DE R$ ,00 PARA AMPLIAR O SERVIÇO DE BANDA LARGA, CUJO VALOR RESIDUAL DO INVESTIMENTO SEJA DE R$ ,00 DAQUI A 10 ANOS. CONSIDERANDO UMA RECEITA ANUAL R AO LONGO DA VIDA DO INVESTIMENTO E ADMITINDO UM CUSTO DE CAPITAL IGUAL A 12% AO ANO, CALCULAR O VALOR DE RR QUE ZERA O VPFC, SABENDO-SE QUE A ALÍQUOTA DE IMPOSTO DE RENDA É DE 25% E O CUSTO DE OPERAÇÃO R$ 5.000,00 POR ANO R EQUISITOS DE R ECEITA CUSTO DE OPERAÇÃOI NVESTIMENTO I NICIAL V ALOR R ESIDUAL

121 EXERCÍCIOS Natureza dos Custos: Exercício 8 VPL ANO INV. INICIAL CUSTO OPER. RECEITADEPREC.I. R. VALOR RESID. FATOR CONV. VPCA , , , , , , , , , , Somatório do Valor Presente do Fluxo de Caixa0

122 EXERCÍCIOS Impostos: Exercício 9 CONSIDERANDO A DECISÃO DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM REDUZIR, PROGRESSIVAMENTE, O ICMS DO ESTADO DE 37% PARA 25%, PERGUNTA-SE: a) QUAL É A CARGA TRIBUTÁRIA NA COMERCIALIZAÇÃO DE CARTÕES INDUTIVOS QUE SERÁ TRANSFORMADA EM RECEITA PARA A OPERADORA REGIONAL, NO PRAZO DE UM ANO, SABENDO-SE QUE A EXPECTATIVA DE VENDAS PARA O REFERIDO PERÍODO É DE R$ ,00? b)QUAL É A REDUÇÃO DE CUSTOS, EM PERCENTUAL, PARA O CLIENTE FINAL, DE UMA INTERFACE DE 2MBITS/S, CUJO VALOR SEM IMPOSTOS É HOJE DE R$ 540,00 POR MÊS?

123 EXERCÍCIOS Impostos: Exercício 9 a)TOTAL A SER ARRECADADO NA SITUAÇÃO (37%) – ,000 X 0,37 = ,00. TOTAL A SER ARRECADADO NA SITUAÇÃO (25%) ,000 X 0,25 = ,00. AUMENTO DA RECEITA LÍQUIDA = , ,00 = ,00. b)PREÇO ATUAL - 540,00 = 909,86. (1 – 0,4065) PREÇO FUTURO - 540,00 = 756,83. (1 – 0,2865) REDUÇÃO DE CUSTOS = 909, ,83 = 153,03 OU 16,82%.

124 EXERCÍCIOS Projeto de um Provedor de Banda Larga: Exercício 10 C ÁLCULO DE I NDICADORES EF CAPEX (INVESTIMENTO ANUAL) 100,00 POR MODEM. 75,00 POR PORTA. INFRA- ESTRUTURA POR ANO. OSS-BSS NO PRIMEIRO ANO E METADE NOS DEMAIS. SOBRESSALENTES IGUAL A 5% DO TOTAL DE MODEMS E PORTAS. CONSIDERAR QUE O EQUIPAMENTO PARA FINS DE HORIZONTE DE ESTUDO TENHA UMA DURABILIDADE DE 5 ANOS. MERCADO AQUISIÇÃO DE CLIENTES POR TRIMESTRE. ARPU DE 40,00.

125 EXERCÍCIOS Projeto de um Provedor de Banda Larga: Exercício 10 C ÁLCULO DE I NDICADORES EF OPEX CUSTO DE PROPAGANDA DE 10% DA RECEITA LÍQUIDA NO PRIMEIRO ANO, CAINDO PARA 5% NOS DEMAIS. CUSTO DE VENDAS & ATENDIMENTO AO CLIENTE (20,00 POR SERVIÇO). TAXA DE INADIMPLÊNCIA DE 15%. OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO IGUAL A 5% DA RECEITA. G&A IGUAL A 10% DA RECEITA. CUSTO DE DESENVOLVIMENTO E GERENCIAMENTO DO PRODUTO FIXO IGUAL A POR TRIMESTRE. PREMISSAS CUSTO DO CAPITAL (22% AO ANO). INCLUIR EFEITOS DOS IMPOSTOS DE RENDA E CSLL (24%).

126 EXERCÍCIOS Projeto de um Provedor de Banda Larga: Exercício 10 C ÁLCULO DE I NDICADORES EF CALCULAR: Payback. VPL. TIR. EBITDA.

127 EXERCÍCIOS Projeto de Desativação de POP´s: Exercício 11 E STUDO DE C USTO UMA EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES ESTÁ REDUZINDO CUSTOS E AVALIA DIMINUIR SEU NÚMERO DE POPS (PONTOS DE PRESENÇA) PELO BRASIL. ANALISE QUAL SERIA A MELHOR OPÇÃO, CONSIDERANDO: a)GASTOS DE MULTA CONTRATUAL DO ALUGUEL DO POP FILIAL: R$42.317,94. (MULTA CONTRATUAL DE ALUGUEL). b)DESATIVAÇÃO E TRANSPORTE DO POP FILIAL: R$52.500,00. (DESATIVAÇÃO DE INFRA, TRANSPORTE PARA SÃO PAULO, RECOMPOSIÇÃO DO IMÓVEL E DESATIVAÇÃO DE EQUIPAMENTOS). c)INVESTIMENTO NO POP CENTRAL (AMPLIAÇÃO, EQUIPAMENTO E PESSOAS): R$ ,00. d)NOVOS CUSTOS MENSAIS NO POP CENTRAL (ESPECIALMENTE COM AS NOVAS INSTALAÇÕES): R$ ,98/MÊS. e)CUSTOS ATUAIS MENSAIS COM ALUGUEL E INFRA NO POP FILIAL: R$29.600,46/MÊS.

128 EXERCÍCIOS Projeto de Desativação de POP´s: Exercício 11 DESATIVAÇÃO DE POP´S f)N = 24 MESES (NÚMERO DE MESES RESTANTES DO ATUAL CONTRATO DE LOCAÇÃO,ONDE ESTAMOS CONSIDERANDO O NOSSO HORIZONTE DE PROJEÇÃO) E EM N+1 TERÍAMOS O REAJUSTE DOS CONTRATOS. g)A TAXA DE REMUNERAÇÃO DOS ACIONISTAS MÍNIMA É DE 1,21% A.M.

129 EXERCÍCIO - PROVA Projeto de um Provedor MVNO: Exercício 12 P AYBACK E I MPACTO F INANCEIRO SEJA UM PROVEDOR MVNO QUE PRETENDE SE INSTALAR NO MERCADO A PARTIR DO ANO DE 2013 E QUE ESTEJA CONSIDERANDO EM SEU PLANO DE NEGÓCIOS AS SEGUINTES PREMISSAS DE NATUREZA MERCADOLÓGICA E ECONÔMICO-FINANCEIRA: a)MERCADO POTENCIAL: 2013 – – – – – b)TAXA DE PENETRAÇÃO: 6% c)ARPU PLANO 1 (SIMPLES) – 30,00/MÊS – 80% DAS VENDAS PLANO 2 (PREMIUM) – 60,00/MÊS – 20% DAS VENDAS d)MARGEM (EXCETO CUSTOS DE MANUTENÇÃO) – 43,3%

130 EXERCÍCIO - PROVA Projeto de um Provedor MVNO: Exercício 12 e)CUSTOS DE AQUISIÇÃO CUSTOS DE AQUISIÇÃO – PLANO 1 PREÇO DA OFERTA CUSTO DE VENDACUSTO LÍQUIDO APARELHO130,00135,005,00 ATIVAÇÃO12,00 DISTRIBUIÇÃO10,00 MARKETING30,00 APROVISIONAME NTO 30,00 MINUTOS INCLUÍDOS 408,00 MIN. NO ATACADO R$ 0,20 CUSTO DE AQUISIÇÃO 95,00 P AYBACK E I MPACTO F INANCEIRO

131 EXERCÍCIO - PROVA Projeto de um Provedor MVNO: Exercício 12 e)CUSTOS DE AQUISIÇÃO CUSTOS DE AQUISIÇÃO – PLANO 2 PREÇO DA OFERTA CUSTO DE VENDACUSTO LÍQUIDO APARELHO160,00180,0020,00 ATIVAÇÃO12,00 DISTRIBUIÇÃO10,00 MARKETING30,00 APROVISIONAME NTO 30,00 MINUTOS INCLUÍDOS 8016,00 MIN. NO ATACADO R$ 0,20 CUSTO DE AQUISIÇÃO 118,00 P AYBACK E I MPACTO F INANCEIRO

132 EXERCÍCIO - PROVA Projeto de um Provedor MVNO: Exercício 11 f)CHURN: 1%. g)INADIMPLÊNCIA: 5%. h)CUSTO DE MANUTENÇÃO: R$ 3,00/MÊS POR USUÁRIO. CALCULE O IMPACTO FINANCEIRO (60 MESES) DA IMPLANTAÇÃO DO REFERIDO SERVIÇO. DEFINA TAMBÉM O PERÍODO DE PAY-BACK. TRABALHO APRESENTADO PELOS PROFISSIONAIS REYNALDO DA SILVA E WASHINGTON PIMENTA NO DESENVOLVIMENTO DO TCC QUE VERSOU SOBRE O TEMA MVNO (2012). P AYBACK E I MPACTO F INANCEIRO

133 Projeto - Provedor DTH PROMOÇÃO CALCULE O IMPACTO FINANCEIRO (24 MESES) DE UMA PROMOÇÃO E DE UM NOVO POSICIONAMENTO DE PREÇOS DE UM SERVIÇO DE TV POR ASSINATURA OFERECIDO POR UMA OPERADORA DE DTH. DEFINA TAMBÉM O PERÍODO DE PAY-BACK. ESTA OPERADORA TEM COMO OBJETIVO AMPLIAR O SEU MARKET-SHARE. SITUAÇÃO ATUAL a)BASE DE CLIENTES EXISTENTES: b)TOTAL DE CLIENTES CONQUISTADOS POR MÊS: c)PREÇO ATUAL PRATICADO (ASSINATURA DO SERVIÇO): 80,00/MÊS. d)CUSTO DO SERVIÇO: 50,00/MÊS. SITUAÇÃO PROJETADA a)TEMPO DA PROMOÇÃO – 3 MESES. b)PREÇO ATUAL PRATICADO (ASSINATURA DO SERVIÇO NA PROMOÇÃO): 50,00/MÊS. EXERCÍCIO - PROVA

134 Projeto - Provedor DTH PROMOÇÃO c)PREÇO DO SERVIÇO APÓS A PROMOÇÃO – R$ 80,00/MÊS. d)% DA BASE EXISTENTE QUE SOLICITA OS BENEFÍCIOS DA PROMOÇÃO: 50%. e)CUSTO DO SERVIÇO: 50,00/MÊS. f)CUSTO DE DIVULGAÇÃO DA PROMOÇÃO: ,00/MÊS PARA OS TRÊS PRIMEIROS MESES. g)TOTAL DE CLIENTES CONQUISTADOS POR MÊS: EXERCÍCIO - PROVA

135 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA/VIVO 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

136 O CASO TELEFONICA/VIVO O Grupo Telefonica e a Privatização R ESUMO O GRUPO TELEFONICA TEVE COMO UMA DE SUAS PRINCIPAIS ESTRATÉGIAS DE NEGÓCIO NA ÁREA DE TELECOMUNICAÇÕES, AO LONGO DA DÉCADA DE 90, A AQUISIÇÃO DE ATIVOS E LICENÇAS NAS AMÉRICAS EM ESPECIAL NA AMÉRICA DO SUL. POR OCASIÃO DO LEILÃO DA PRIVATIZAÇÃO NO BRASIL, EM MEADOS DE 1998, O GRUPO TELEFONICA JÁ ERA O PRINCIPAL PRESTADOR DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES NA ARGENTINA, CHILE E PERU. NO CASO ESPECÍFICO DO BRASIL, SUA PRIMEIRA AÇÃO CONCRETIZADA FOI COM RELAÇÃO À AQUISIÇÃO DA COMPANHIA RIOGRANDENSE DE TELECOMUNICAÇÕES (CRT), EMPRESA DE TELECOMUNICAÇÕES PERTENCENTE AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. NO DIA 16 DE DEZEMBRO DE 1996, O CONSÓRCIO TELEFONICA DO BRASIL (QUE TINHA ENTRE SEUS INTEGRANTES A RBS) GANHOU A LICITAÇÃO PARA A PRIVATIZAÇÃO DE 35% DA CRT.

137 O CASO TELEFONICA/VIVO O Grupo Telefonica e a Privatização R ESUMO NO DIA 19 DE JUNHO DE 1998, O CONTROLE ACIONÁRIO DA CRT FOI ADQUIRIDO EM LEILÃO PELA, ENTÃO, TELEFONICA DO BRASIL HOLDING, QUANDO DA VENDA DOS 50,12% AINDA RESTANTES NAS MÃOS DO ESTADO. NA DATA DA PRIVATIZAÇÃO DA CRT, A COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA DA TELEFONICA DO BRASIL ERA: TELEFONICA INTERNACIONAL, 30%; RBS, 30%; E O RESTANTE DAS AÇÕES DIVIDIDO ENTRE A PORTUGAL TELECOM, 23%; O GRUPO IBERDROLA, 7%; E O BANCO BILBAO VIZCAYA, 7%. O INTERESSE MANIFESTO DO GRUPO TELEFONICA ERA COM RELAÇÃO A TELE CENTO SUL CORRESPONDENTE A ÁREA 2 DO PLANO GERAL DE OUTORGAS, UMA VEZ QUE JÁ ERA SÓCIA DA TELEFÔNICA CRT, DO RIO GRANDE DO SUL.

138 O CASO TELEFONICA/VIVO O Grupo Telefonica e a Privatização R ESUMO CONTUDO O LEILÃO SE APRESENTOU COMO UMA COMPLETA SURPRESA. A BELLSOUTH, FAVORITA (POIS NÃO TINHAM PERDIDO ATÉ AQUELA DATA NENHUM LEILÃO NO MUNDO) PARA A AQUISIÇÃO DA TELESP ACABOU DESISTINDO, E OS ESPANHÓIS OFERECERAM UM ÁGIO DE 64,3% E ARREMATARAM A EMPRESA POR R$ 5,78 BILHÕES. A PROPOSTA SUPEROU A DO OUTRO GRUPO CONCORRENTE, FORMADO PELA TELECOM ITÁLIA, BRADESCO E GLOBO, QUE OFERECERAM R$ 3,97 BILHÕES. A BELLSOUTH JÁ DETINHA OS DIREITOS DA BANDA B NA REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO E MUNICÍPIOS VIZINHOS, E OBTER A TELEFONIA FIXA ERA ESTRATÉGICO, TANTO PARA O GANHO DE ESCALA QUANTO PARA A SINERGIA DOS INVESTIMENTOS.

139 O CASO TELEFONICA/VIVO O Grupo Telefonica e a Privatização R ESUMO DOIS DIAS ANTES DO LEILÃO DA TELEBRAS, O MERCADO NORTE-AMERICANO FOI SACUDIDO PELA PROPOSTA DE COMPRA DA GTE - NA ÉPOCA, A MAIOR OPERADORA DE LIGAÇÕES LOCAIS E DE LONGA DISTÂNCIA DOS EUA - PELA BELL ATLANTIC. DIANTE DA POSSIBILIDADE DE TER DE ENFRENTAR UM GIGANTE DONO DE UM TERÇO DAS CHAMADAS LOCAIS AMERICANAS, A BELLSOUTH OPTOU POR SE RETIRAR DO LEILÃO DA PRIVATIZAÇÃO AQUI NO BRASIL. COM RELAÇÃO À AQUISIÇÃO DE ATIVOS NA ÁREA DE TELEFONIA MÓVEL CELULAR O GRUPO ADQUIRIU AS EMPRESAS TELE SUDESTE CELULAR (RIO DE JANEIRO E ESPÍRITO SANTO) E A TELELESTE CELULAR (BAHIA E SERGIPE) CONFORME REGRAS IMPOSTAS NO LEILÃO DA PRIVATIZAÇÃO, ALÉM DA CRT CELULAR JÁ ADQUIRIDA UM POUCO ANTES.

140 O CASO TELEFONICA/VIVO O Grupo Telefonica e a Privatização R ESUMO A TELEFONICA FOI A PRINCIPAL INVESTIDORA PRINCIPAL NO PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO DAS TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRAS (EMPRESAS FIXAS E MÓVEIS). NOS GRUPOS ONDE A MESMA FOI VENCEDORA AS OFERTAS ENVOLVERAM UM MONTANTE DE US$ 6,5 BILHÕES, SEM LEVAR EM CONSIDERAÇÃO A PRIVATIZAÇÃO DA CRT.

141 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS EM JULHO DE 1998, O GOVERNO FEDERAL PRIVATIZOU O SISTEMA TELEBRAS, VENDENDO SUBSTANCIALMENTE TODAS AS AÇÕES DAS NOVAS COMPANHIAS HOLDINGS, INCLUINDO A TELESP PARTICIPAÇÕES S.A. (TELESPPAR) E SUAS AÇÕES NA TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO – TELESP (TSP) E COMPANHIA TELEFÔNICA DA BORDA DO CAMPO - CTBC (CTBC), AO SETOR PRIVADO. EM 10 DE JANEIRO DE 1999, EM DECORRÊNCIA DE UMA REESTRUTURAÇÃO A SPT PARTICIPAÇÕES S.A. (SPT) TORNOU-SE ACIONISTA CONTROLADOR DA TELESPPAR. EM 30 DE NOVEMBRO DE 1999, UMA NOVA REESTRUTURAÇÃO ENVOLVENDO SUCESSIVAS INCORPORAÇÕES TORNOU A TELESPPAR A COMPANHIA OPERADORA DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. NESTA MESMA OCASIÃO, A TELESPPAR TEVE SUA DENOMINAÇÃO SOCIAL ALTERADA TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A. – TELESP.

142 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS EM 20 DE DEZEMBRO DE 1999, A COMPANHIA INICIOU A AQUISIÇÃO, ATRAVÉS DE LEILÃO PÚBLICO DO GOVERNO MUNICIPAL DA CIDADE DE RIBEIRÃO PRETO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, DE 51,0% DAS AÇÕES COM DIREITO A VOTO E DE 36,0% DO CAPITAL ACIONÁRIO TOTAL DA SOCIEDADE CENTRAIS TELEFÔNICAS DE RIBEIRÃO PRETO S.A (CETERP), EMPRESA ESTA QUE FORNECIA SERVIÇOS DE TELEFONIA FIXA E CELULAR NO ESTADO DE SÃO PAULO, FORA DO SISTEMA TELEBRÁS. EM 27 DE DEZEMBRO DE 2000, A CETERP FOI INCORPORADA PELA COMPANHIA. EM 3 DE AGOSTO DE 2000, A TELEFÔNICA EMPRESAS S.A. (TEMPRESAS) – ANTIGA DENOMINAÇÃO SOCIAL DA TELEFÔNICA DATA S.A.(TDATA) – FOI CRIADA COM A FUNÇÃO DE FORNECER SERVIÇOS DE REDE COMUTADA POR PACOTE.

143 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS EM 30 DE JANEIRO DE 2001, OS ACIONISTAS APROVARAM A CISÃO DAS OPERAÇÕES DE TRANSMISSÃO DE DADOS REALIZADOS PELA TEMPRESAS PARA UMA NOVA EMPRESA BRASILEIRA E INDEPENDENTE, A TELEFÔNICA DATA BRASIL HOLDING S.A. (TDBH). POR DECISÃO ESTRATÉGICA, A TDBH FOI INCORPORADA PELA COMPANHIA EM JULHO DE QUANDO A TELEFONICA ATINGIU DE FORMA ANTECIPADA AS SUAS METAS CONSTANTES DO PLANO GERAL DE METAS DE UNIVERSALIZAÇÃO, A ANATEL CONCEDEU A EMPRESA AS AUTORIZAÇÕES PARA OFERECER OS SERVIÇOS DE LONGA DISTANCIA NACIONAL E INTERNACIONAL A PARTIR DO ESTADO DE SÃO PAULO. EM DECORRÊNCIA, EM 7 DE MAIO DE 2002 FOI INICIADA A OPERAÇÃO DO SERVIÇO DE LONGA DISTÂNCIA INTERNACIONAL E, EM 29 DE JULHO DE 2002, A OPERAÇÃO O SERVIÇO DE LONGA DISTÂNCIA INTER- REGIONAL, AMBOS ATRAVÉS DO CÓDIGO DE SELEÇÃO DE PRESTADORA 15.

144 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS EM 29 DE JANEIRO DE 2003, O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA ANATEL, CONCEDEU À COMPANHIA A AUTORIZAÇÃO PARA UTILIZAR O SCM EM ÂMBITO NACIONAL. A COMPANHIA PODE DESDE ENTÃO OFERECER SERVIÇOS DE VOZ E DADOS ATRAVÉS DE VÁRIOS PONTOS DE PRESENÇA COMPOSTA DE REDES E CIRCUITOS DE TELECOMUNICAÇÕES. EM 6 DE JULHO DE 2003, AS OPERADORAS DE SERVIÇO MÓVEL IMPLEMENTARAM O CÓDIGO DE SELEÇÃO DE LONGA DISTÂNCIA (CSP), POSSIBILITANDO AO CLIENTE A ESCOLHER O CÓDIGO DE LONGA DISTÂNCIA PARA CADA LIGAÇÃO DE LONGA DISTÂNCIA NACIONAL (VC2 E VC3) OU LIGAÇÕES INTERNACIONAIS, DE ACORDO COM AS REGRAS DO SMP (SERVIÇO MÓVEL PESSOAL). COMO RESULTADO, A EMPRESA, INICIOU O PAGAMENTO DAS OPERADORAS DE TELEFONIA MÓVEL PELO USO DE SUAS REDES (DESPESAS DE INTERCONEXÃO).

145 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS ESTES RESULTADOS INICIAIS PODEM SER VERIFICADOS PELO GRÁFICOS A SEGUIR, COM DESTAQUE PARA A MARGEM DE LUCRATIVIDADE GERADA, PROVAVELMENTE A MELHOR DENTRE TODAS AQUELAS QUE FORAM PRIVATIZADAS, BEM COMO AOS ACESSOS TELEFÔNICOS FIXOS INSTALADOS E EM FUNCIONAMENTO.

146 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS R$ x 10 9 Receita e Lucro da Telefonica (1999 – 2003) em bilhões de reais RECEITA E LUCRO LÍQUIDOS DA TELEFONICA (1999 – 2003) EM BILHÕES DE REAIS

147 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS EVOLUÇÃO DOS ACESSOS TELEFÔNICOS FIXOS DA TELEFONICA (1999 – 2003) x 10 6

148 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS TODOS ESTES MOVIMENTOS INICIAIS NÃO LEVARAM EM CONSIDERAÇÃO O CENÁRIO QUE SE TORNAVA CADA VEZ MAIS CONVERGENTE DO PONTO DE VISTA TECNOLÓGICO, UMA VEZ QUE AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES FIXAS DO GRUPO TELEFONICA NÃO TINHAM NENHUMA SINERGIA COM AS EMPRESAS DE TELECOMUNICAÇÕES MÓVEIS. O COMPONENTE MAIS FORTE NO CONJUNTO DE RECEITAS DA EMPRESA ERA A ASSINATURA BÁSICA, CUJO NÍVEL DE REPRESENTATIVIDADE É PONTUADO A SEGUIR.

149 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS % R EPRESENTATIVIDADE DA R ECEITA DE A SSINATURA B ÁSICA NA R ECEITA L ÍQUIDA T OTAL DA T ELEFONICA (1999 – 2003)

150 O CASO TELEFONICA/VIVO O Acionista Controlador da Telefonica e os Primeiros Anos F ATOS E R ESULTADOS O RESULTADO ANTERIOR ERA O RETRATO DE UM MODELO DE NEGÓCIOS ULTRAPASSADO E DE ELEVADO RISCO PARA A ORGANIZAÇÃO, CONSIDERANDO QUE MAIS DE UM QUARTO DAS RECEITAS DA EMPRESA NÃO ESTAVA DEVIDAMENTE PROTEGIDA CONTRA UM EVENTUAL ASSÉDIO DA CONCORRÊNCIA. AO FINAL DO ANO DE 2003 O GRUPO CONTROLADOR POSSUÍA UM TOTAL DE 84,71% DAS AÇÕES ORDINÁRIAS E 88,90% DAS AÇÕES PREFERENCIAIS, ATRAVÉS DE UMA OPERAÇÃO DE TROCA DE PAPÉIS NO MERCADO.

151 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS ENTRE OS ANOS DE 2004 A 2009 O GRUPO TELEFONICA ENFRENTOU UM PERÍODO DE INCERTEZAS SOBRE A MELHOR FORMA DE CONDUZIR O NEGÓCIO EM UM AMBIENTE ONDE A CONVERGÊNCIA TECNOLÓGICA SE FAZIA CADA VEZ MAIS PRESENTE. EMBORA MUITAS AÇÕES TENHAM SIDO EMPREENDIDAS, A PRINCIPAL DELAS, QUE SERIA AQUISIÇÃO DA GVT, ACABOU POR NÃO SE CONCRETIZAR COMO SERÁ VISTO ADIANTE. EM 4 DE SETEMBRO DE 2004, AS REGRAS DITADAS PELA RESOLUÇÃO N o 373, DATADAS A PARTIR DE 3 DE JUNHO DE 2004, FORAM IMPLEMENTADAS PARA ASSEGURAR A RECONFIGURAÇÃO DAS ÁREAS LOCAIS PARA O SERVIÇO TELEFÔNICO FIXO COMUTADO – (STFC). COMO CONSEQUÊNCIA, TODAS AS LIGAÇÕES ANTERIORMENTE FATURADAS COMO TARIFAS DE LONGA DISTÂNCIA NACIONAL AGORA SÃO FATURADAS A TARIFAS MAIS BAIXAS COMO LIGAÇÕES LOCAIS.

152 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS EM 30 DE DEZEMBRO DE 2004, A TELEFONICA ADQUIRIU O CONTROLE INDIRETO DA ATRIUM TELECOMUNICAÇÕES LTDA. (ATRIUM), EMPRESA CONTROLADA PELA LAUNCESTON PARTNERS CV. A ATRIUM FORNECIA VÁRIOS TIPOS DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL, INCLUINDO SERVIÇOS DE INTERNET E INTRANET; GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES, VENDAS, ALUGUEL E GERENCIAMENTO DE SISTEMAS DE TELECOMUNICAÇÕES E EQUIPAMENTOS CORRELATOS. A AQUISIÇÃO OCORREU ATRAVÉS DA COMPRA DO TOTAL DAS AÇÕES DO CAPITAL DA SANTO GENOVESE PARTICIPAÇÕES LTDA, QUE DETINHA 99,99% DAS AÇÕES REPRESENTATIVAS DO CAPITAL ACIONÁRIO DA ATRIUM. EM 21 DE NOVEMBRO DE 2005, FOI APROVADA A REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA DAS SUBSIDIÁRIAS INTEGRAIS A.TELECOM S.A. (ASSIST TELEFÔNICA S.A.), SANTO GENOVESE PARTICIPAÇÕES LTDA. (SANTO GENOVESE), E ATRIUM, OPERAÇÃO ESTA IMPLEMENTADA E TORNADA EFETIVA EM 1 o DE MARÇO DE 2006.

153 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS EM 9 DE MARÇO DE 2006, O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA TDBH E DA TEMPRESAS, APROVARAM A REESTRUTURAÇÃO DAS ATIVIDADES DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO MULTIMÍDIA (SCM), E SERVIÇOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS (REESTRUTURAÇÃO DO SCM. A REESTRUTURAÇÃO DO SCM CONSISTIA: (I) NA INCORPORAÇÃO DA TDBH PELA NOSSA COMPANHIA (A INCORPORADORA); E (II) NA CISÃO DE TODOS OS ATIVOS E ATIVIDADES DA TEMPRESAS, EXCETO SEUS ATIVOS E ATIVIDADES DE SCM FORA DOS SETORES 31, 32 E 34 DA REGIÃO III DO ANEXO II DO PLANO GERAL DE OUTORGAS (A CISÃO) E ATIVOS E ATIVIDADES RELACIONADOS AO DATA CENTER.

154 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS APÓS A APROVAÇÃO DA REESTRUTURAÇÃO: (I) A TDBH FOI EXTINTA; (II) SEUS ACIONISTAS RECEBERAM AÇÕES ORDINÁRIAS E PREFERENCIAIS, OU ADSS, CONFORME O CASO; (III) A COMPANHIA SUCEDEU A TDBH EM TODOS OS DIREITOS E OBRIGAÇÕES; E (IV) A TEMPRESAS TORNOU-SE SUBSIDIÁRIA INTEGRAL DA TELEFONICA. A TRANSFERÊNCIA PARA A COMPANHIA DOS COMPONENTES CINDIDOS DA TEMPRESAS NÃO RESULTOU EM UM AUMENTO OU DIMINUIÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DA COMPANHIA, NEM DO NÚMERO DE AÇÕES EM QUE SE ENCONTRAVA DIVIDIDO SEU CAPITAL SOCIAL.

155 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS EM 29 DE OUTUBRO DE 2006, A EMPRESA CELEBROU UM CONTRATO COM A ABRIL COMUNICAÇÕES S.A., TEVECAP S.A., TVA SISTEMAS DE TELEVISÃO S.A., REDE AJATO S.A., ABRIL S.A., NAVYTREE LTDA, GTR PARTICIPAÇÕES LTDA, COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO LTDA., TVA SUL PARANÁ LTDA. E TVA BRASIL RADIOENLACES LTDA (GRUPO ABRIL), POR MEIO DO QUAL A COMPANHIA COMBINOU OS SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES E BANDA LARGA COM OS SERVIÇOS DE BANDA LARGA E TV DO GRUPO ABRIL COM OPERAÇÕES NOS ESTADOS DO PARANÁ, RIO GRANDE DO SUL, SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO. ATRAVÉS DESTA TRANSAÇÃO, FORAM ESTENDIDOS OS SERVIÇOS DE FORMA A ATENDER AS CRESCENTES DEMANDAS, UNINDO AS EXPERTISES DO GRUPO ABRIL NA PRODUÇÃO E VEICULAÇÃO DE CONTEÚDOS E MÍDIA COM A EXPERTISE DO GRUPO TELEFONICA NO SEGMENTO DE TELECOMUNICAÇÕES.

156 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS EM 31 DE OUTUBRO DE 2007, O CONSELHO DA ANATEL CONCLUIU AS REVISÕES REGULATÓRIAS DA ASSOCIAÇÃO ENTRE O GRUPO ABRIL E A COMPANHIA, APROVANDO A OPERAÇÃO, QUE ENVOLVERAM (I) A AQUISIÇÃO DA TOTALIDADE DAS OPERAÇÕES DE MMDS (MULTICHANNEL MULTIPOINT DISTRIBUTION SERVICES) E BANDA LARGA, E (II) AQUISIÇÃO DE UMA PARTE SIGNIFICATIVA DA PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA, DENTRO DO LIMITE DA LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO VIGENTES, DAS OPERADORAS DE TELEVISÃO A CABO CONTROLADAS PELO GRUPO ABRIL DENTRO E FORA DO ESTADO DE SÃO PAULO. ESTA DECISÃO FOI PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO EM 19 DE NOVEMBRO DE 2007 E APROVADAS, POSTERIORMENTE, PELA ANATEL E PELA AUTORIDADE CONCORRENCIAL (CADE).

157 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS EM 31 DE JANEIRO DE 2008, NA 22 a ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DA TEMPRESAS, FOI ALTERADA A DENOMINAÇÃO SOCIAL DA TEMPRESAS PARA TELEFONICA DATA S.A. ALGUNS RESULTADOS EMPRESARIAIS IMPORTANTES, NO ÂMBITO DA TELEFONIA FIXA, PODEM SER REPRESENTADOS PELOS GRÁFICOS, A SEGUIR.

158 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS x 10 6 EVOLUÇÃO DOS ACESSOS TELEFÔNICOS FIXOS DA TELEFONICA (2004 – 2009)

159 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS % EVOLUÇÃO DO MARKET-SHARE DE ACESSOS TELEFÔNICOS FIXOS DA TELEFONICA (CONCESSIONÁRIA) E DAS AUTORIZATÁRIAS (2004 – 2009) EM SÃO PAULO

160 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS A PERDA DE MERCADO NA TELEFONIA FIXA FOI BASTANTE EXPRESSIVA, OU SEJA, A CONCORRÊNCIA PASSOU DE UMA PARTICIPAÇÃO DE MERCADO DE 2% PARA 25%, NO PERÍODO DE SEIS ANOS, E A EMPRESA VIU SEUS RESULTADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS SE ESTAGNANDO NO PERÍODO, CONFORME GRÁFICO, A SEGUIR.

161 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS R$ x 10 9 RECEITA E LUCRO LÍQUIDOS DA TELEFONICA (2004 – 2009) EM BILHÕES DE REAIS

162 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS A REPRESENTATIVIDADE DA ASSINATURA BÁSICA NAS RECEITAS DA EMPRESA ATINGIU SEU MÁXIMO NO ANO DE 2005, COM O VALOR DE 28%. A PARTIR DAÍ INICIOU-SE UM CICLO DE DECLÍNIO QUE SE ACENTUOU A PARTIR DO ANO DE 2008 COM A IMPLEMENTAÇÃO DO SERVIÇO DE PORTABILIDADE, QUE PERMITIA O CLIENTE MUDAR DE OPERADORA MANTENDO O SEU NÚMERO ORIGINAL, CONFORME GRÁFICO, A SEGUIR.

163 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS % R EPRESENTATIVIDADE DA R ECEITA DE A SSINATURA B ÁSICA NA R ECEITA L ÍQUIDA T OTAL DA T ELEFONICA (2004 – 2009)

164 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS A EXPECTATIVA COM RELAÇÃO À PRESTAÇÃO DO SERVIÇO DE ACESSO A BANDA LARGA ATRAVÉS DE REDE FIXA PELA TELEFONICA NÃO SE MATERIALIZOU DEVIDO À LIMITAÇÃO GEOGRÁFICA DA EXPLORAÇÃO DO SERVIÇO PELA EMPRESA, RESTRITA QUASE QUE EXCLUSIVAMENTE AO ESTADO DE SÃO PAULO. AS NOVAS TECNOLOGIAS (RÁDIO) CUJAS FREQUÊNCIAS DEPENDIAM DE LICITAÇÃO POR PARTE DA ANATEL E AS NOVAS LICENÇAS VINCULADAS AO SERVIÇO DE TV POR ASSINATURA NA MODALIDADE CABO QUE PODERIAM AMPLIAR A OFERTA DO SERVIÇO DE BANDA LARGA ACABARAM POR NÃO SE VIABILIZAR NO PERÍODO DE 2004 A 2009, FAZENDO COM QUE O MARKET-SHARE DA EMPRESA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO, EM ÂMBITO BRASIL, CAÍSSE SENSIVELMENTE, CONFORME GRÁFICO A SEGUIR.

165 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS % EVOLUÇÃO DO MARKET-SHARE DE ACESSOS BANDA LARGA REDE FIXA DA TELEFONICA (2004 – 2009)

166 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS DIANTE DO HISTÓRICO ANTERIOR A TELEFONICA ANUNCIOU, EM OUTUBRO DE 2009, UMA PROPOSTA DE COMPRA POR 100% DAS AÇÕES DA OPERADORA DE TELECOMUNICAÇÕES BRASILEIRA GVT. A EMPRESA OFERECIA O VALOR DE R$ 48,00 POR PAPEL DA OPERADORA, EM DINHEIRO, EQUIVALENDO A UM TOTAL DE R$ 6,5 BILHÕES. A PROPOSTA ERA 14,3% MAIOR DO QUE A ANUNCIADA EM SETEMBRO DO MESMO ANO PELA FRANCESA VIVENDI, QUE NÃO OPERAVA TELECOMUNICAÇÕES NO BRASIL. A GVT SURGIU COMO COMPETIDORA DA BRASIL TELECOM NA ÁREA 2 DO PGO, ESTANDO PRESENTE, NA OPORTUNIDADE, EM MAIS DE 80 CIDADES NO BRASIL. A COMPRA DA GVT MARCARIA A ENTRADA DA TELEFONICA NO MERCADO RESIDENCIAL DE TELEFONIA FIXA E BANDA LARGA FORA DO ESTADO DE SÃO PAULO, CONCORRENDO DIRETAMENTE COM A OI, QUE COMPROU A BRASIL TELECOM E DANDO A EMPRESA UM CARÁTER NACIONAL EM TERMOS DE ABRANGÊNCIA.

167 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS "AS OPERAÇÕES DA GVT APRESENTAM UM ENCAIXE GEOGRÁFICO PERFEITO COM AS OPERAÇÕES DA TELESP (TELEFONICA) E A COMPLEMENTARIDADES DOS SEUS NEGÓCIOS NÃO APENAS PERMITIRÁ QUE A TELESP TENHA UMA PRESENÇA EFETIVA NA REGIÃO II DO PGO [ANTIGA ÁREA DA BRASIL TELECOM, QUE ENGLOBA ESTADOS DAS REGIÕES CENTRO-OESTE E SUL DO BRASIL], COMO TAMBÉM PROPICIARÁ A AMPLIAÇÃO DA CONCORRÊNCIA NO MERCADO DE TELECOMUNICAÇÕES EM ÂMBITO NACIONAL", INFORMOU A TELEFONICA, EM FATO RELEVANTE. A COMPRA PRECISARIA SER APROVADA PELA AGÊNCIA ANATEL E PELAS AUTORIDADES DE PROTEÇÃO DA CONCORRÊNCIA. EM JUNHO DE 2009, A GVT TINHA 1,2 MILHÃO DE CLIENTES DE TELEFONIA FIXA, 541 MIL DE BANDA LARGA E 135 MIL DE TELEFONIA VIA INTERNET. É CONTROLADA PELO GRUPO SWARTH E PELA GLOBAL VILLAGE TELECOM HOLLAND BV.

168 O CASO TELEFONICA/VIVO O Período de Estagnação e a Perda de Mercado F ATOS E R ESULTADOS A ANATEL APROVOU EM 12 DE NOVEMBRO DE 2009 O PEDIDO DE ANUÊNCIA PRÉVIA PARA A MUDANÇA SOCIETÁRIA DA GVT, ABRINDO CAMINHO PARA A REALIZAÇÃO DO NEGÓCIO. CONTUDO, EM 13 DE NOVEMBRO DE 2009, O GRUPO FRANCÊS VIVENDI SURPREENDEU O MERCADO E ANUNCIOU A AQUISIÇÃO DE 37,9% DA GVT. A VIVENDI PAGOU 56 REAIS POR AÇÃO E TEM OPÇÃO DE COMPRA INCONDICIONAL DE OUTROS 19,6% DA GVT. COM ISSO, A OPERADORA FRANCESA PASSA A DETER 57,5% DA GVT.

169 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS A ESPANHOLA TELEFÓNICA MÓVILES SA E A PORTUGAL TELECOM (PT) ESTABELECERAM NO INÍCIO DE 2001 A JOINT VENTURE BRASILEIRA. A OPERAÇÃO INCORPORA 100% DAS PARTICIPAÇÕES DAS COMPANHIAS EM OPERADORAS DE TELEFONIA MÓVEL DO BRASIL. CADA UMA DELAS FICARÁ COM 50% DO NEGÓCIO. O PROCESSO FOI APROVADO POSTERIORMENTE PELA ANATEL. A OPERAÇÃO REDUNDOU, NA ÉPOCA, NA CRIAÇÃO DA MAIOR OPERADORA MÓVEL DA AMÉRICA DO SUL, COM CERCA DE 13 MILHÕES DE CLIENTES (SENDO 3,5 MILHÕES CLIENTES PÓS-PAGOS) EM REGIÕES ONDE EXISTE UM MERCADO POTENCIAL DE MAIS DE 94 MILHÕES DE PESSOAS. AINDA SEGUNDO A PORTUGAL TELECOM, A JOINT VENTURE TERÁ COTAS DE MERCADO SUPERIORES A 60% NOS ESTADOS ONDE OPERA, QUE REPRESENTAM MAIS DE 70% DO PIB BRASILEIRO.

170 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS A TELEFÓNICA MÓVILES INFORMOU TER PAGO 200 MILHÕES DE EUROS POR 14,68% NA TELESP CELULAR PARTICIPAÇÕES (TCP) PARA QUE O VALOR DE SEUS ATIVOS BRASILEIROS SEJA IGUAL AOS DA PORTUGAL TELECOM. ESTE PASSO ERA NECESSÁRIO PORQUE A EMPRESA PORTUGUESA AUMENTOU SUA FATIA NA TELESP EM UMA EMISSÃO DE AÇÕES EM SETEMBRO DO ANO ANTERIOR. ASSIM, A NOVA COMPANHIA COMBINOU ATIVOS DA PORTUGAL TELECOM E TELEFÓNICA MÓVILES NA TELESP CELULAR, EM SÃO PAULO, NA GLOBAL TELECOM EM SANTA CATARINA E PARANÁ, TELE SUDESTE CELULAR NO RIO DE JANEIRO E ESPÍRITO SANTO, CRT CELULAR NO RIO GRANDE DO SUL, E TELE LESTE CELULAR NA BAHIA E SERGIPE.

171 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS EM NOTA DIVULGADA PELA PORTUGAL TELECOM, O PRESIDENTE-EXECUTIVO, MIGUEL HORTA E COSTA, AFIRMA QUE A EMPRESA JÁ NASCE COM BONS RESULTADOS: CRIAMOS AGORA UMA EMPRESA QUE, COM 13 MILHÕES DE CLIENTES, É O MAIOR OPERADOR MÓVEL DO BRASIL E DA AMÉRICA DO SUL E DETÉM UMA POSIÇÃO DE LIDERANÇA FORTE E SUSTENTÁVEL EM TODOS OS ESTADOS ONDE ATUA. A NOVA EMPRESA IRÁ GERAR FREE CASH FLOWS OPERACIONAIS POSITIVOS DESDE O SEU INÍCIO, PERMITINDO CAPTAR IMPORTANTES SINERGIAS QUE CRIARÃO MAIS VALOR AOS SEUS ACIONISTAS. OS DOIS GRUPOS JÁ ATUAM MERCADO DE TELEFONIA MÓVEL BRASILEIRO UTILIZANDO TECNOLOGIAS AVANÇADAS, OFERECENDO SERVIÇOS DE VOZ, TRANSMISSÃO DE DADOS E ACESSO MÓVEL À INTERNET.

172 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS CÉSAR ALIERTA, PRESIDENTE DA TELEFÓNICA, DESTACA A POSIÇÃO DE LIDERANÇA QUE A NOVA EMPRESA VAI OCUPAR: ESTA JOINT VENTURE É APRESENTADA COM UMA POSIÇÃO DE LIDERANÇA INDISCUTÍVEL NO MERCADO MÓVEL BRASILEIRO. A SOLUÇÃO ESCOLHIDA, PELA INTEGRAÇÃO DE 100% DOS ATIVOS NOS MÓVEIS NO BRASIL POR PARTE DA PT E DA TELEFÓNICA, FOI A INDICADA PARA ATINGIR O OBJETIVO DE MAXIMIZAÇÃO DO VALOR ACIONÁRIO. A DECISÃO FOI TOMADA APÓS UMA ANÁLISE PROFUNDA DA LEGISLAÇÃO REFERENTE ÀS NOVAS AUTORIZAÇÕES PARA O SERVIÇO MÓVEL NO BRASIL, E COM A CONSTITUIÇÃO DESTA NOVA EMPRESA SERÁ POSSÍVEL MIGRAR AS ATUAIS CONCESSÕES MÓVEIS PARA O NOVO REGIME REGULAMENTAR SMP.

173 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS UMA DAS GRANDES CONQUISTAS DA HISTÓRIA DESSE ACORDO ESTRATÉGICO FOI, SEM DÚVIDA, O LANÇAMENTO DA MARCA VIVO QUE OCORREU EXATAMENTE NO DIA 13 DE ABRIL DE EM MENOS DE DOIS MESES, A MARCA TORNOU-SE TOP OF MIND, COM ÍNDICES SEMPRE CRESCENTES, QUE CHEGARAM AOS 42%, NO FINAL DE 2003, 20 PONTOS PERCENTUAIS À FRENTE DA SEGUNDA MARCA. É NOS DIAS DE HOJE A MARCA MAIS VALIOSA DENTRE AS EMPRESAS NA ÁREA DE TELECOMUNICAÇÕES E ESTÁ SITUADA ENTRE AS DEZ MAIORES NO BRASIL. EM 2006 A EMPRESA CONTINUOU SEU CRESCIMENTO ADQUIRINDO A TCO (TELE CENTRO-OESTE CELULAR), AMPLIANDO ASSIM SUA PRESENÇA PARA UM TOTAL DE 19 ESTADOS BRASILEIROS, ALÉM DO DISTRITO FEDERAL. COM A TCO, A BASE DE CLIENTES PASSOU A SOMAR, NA ÉPOCA, 16.8 MILHÕES DE CLIENTES.

174 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS EM 3 DE AGOSTO DE 2007 A VIVO ANUNCIOU A COMPRA DA TELEMIG CELULAR E A AMAZÔNIA CELULAR POR R$ 1,213 BILHÕES DE REAIS, INCORPORANDO 4,8 MILHÕES DE CLIENTES. DOIS MESES APÓS A COMPRA A ANATEL APROVOU A COMPRA DA TELEMIG PELA A VIVO. POSTERIORMENTE A VIVO VENDEU A AMAZÔNIA CELULAR À OI POR R$ 120 MILHÕES. A VIVO ADQUIRIU NO FINAL DE 2007 LICENÇAS PARA O SERVIÇO MÓVEL CELULAR EM TODO O BRASIL REFERENTES A TECNOLOGIA 3G, PAGANDO R$ 1,147 MILHÕES. EM 2008 TORNOU-SE UMA OPERADORA DE ÂMBITO NACIONAL A PARTIR DA CONCLUSÃO DA IMPLANTAÇÃO DE SUA REDE NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL. COMO OPERADORA MÓVEL SEUS RESULTADOS GLOBAIS CONSOLIDADOS SÃO APRESENTADOS NOS GRÁFICOS APRESENTADOS A SEGUIR.

175 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS R$ x 10 9 RECEITA E LUCRO LÍQUIDOS DA VIVO (2005 – 2009) EM BILHÕES DE REAIS

176 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS % M ARGEM EBITDA DA VIVO (2005 – 2009)

177 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS % EVOLUÇÃO DO MARKET-SHARE DE ACESSOS MÓVEIS DA VIVO (2005 – 2009)

178 O CASO TELEFONICA/VIVO A Joint Venture Telefonica e Portugal Telecom F ATOS E R ESULTADOS OS RESULTADOS ANTERIORES MOSTRARAM QUE AS MARGENS DE LUCRATIVIDADE NOS PERÍODOS APRESENTARAM UMA TENDÊNCIA CRESCENTE AO LONGO DO TEMPO, MAS AINDA COM VALORES EXTREMAMENTE BAIXOS. OS RESULTADOS DE EBITDA E MARKET-SHARE APRESENTARAM UMA REALIDADE INTERESSANTE. A PERDA DE MERCADO ESTÁ LIGADA DIRETAMENTE A DEMORA DA EMPRESA A OPTAR PELO PADRÃO GSM E A MELHORIA PROGRESSIVA DE SEUS RESULTADOS ECONÔMICO-FINANCEIROS, COM O EBTIDA ULTRAPASSANDO A BARREIRA DOS 30%, VINCULADA A UMA MELHOR QUALIFICAÇÃO MELHOR DE SUA BASE DE CLIENTES.

179 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS FRUSTRADA COM A NÃO CONCRETIZAÇÃO DE COMPRA DA GVT, A TELEFONICA DECIDIU REORIENTAR SUA ESTRATÉGIA, OPTANDO NÃO MAIS POR AUMENTAR SUA BASE FIXA E SIM POR TRABALHAR NO CAMPO DA CONVERGÊNCIA EMPRESARIAL UNIFICANDO SUAS BASES FIXAS E MÓVEIS. NO INÍCIO DE MAIO DE 2010, A OPERADORA ESPANHOLA FEZ UMA OFERTA DE 5,7 BILHÕES DE EUROS PELA PARTE DA SÓCIA PORTUGUESA PARA PODER CONTROLAR A VIVO. NO ENTANTO, A PROPOSTA FOI RECUSADA. APÓS ISSO TANTO ZEINAL BAVA, CEO DA PORTUGAL TELECOM, COMO REPRESENTANTES DA TELEFÔNICA FIZERAM ROAD SHOWS – EVENTOS COM OS PRINCIPAIS ACIONISTAS PARA TENTAR PERSUADI-LOS SOBRE A OPERAÇÃO. POR UM LADO A TELEFONICA, QUERENDO TER O CONTROLE DA VIVO, ENQUANTO A PORTUGAL TELECOM TENTAVA CONVENCER OS ACIONISTAS A NÃO ACEITAREM A PROPOSTA, POIS O BRASIL É UM DOS MERCADOS ESTRATÉGICOS DA COMPANHIA.

180 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS EM JUNHO DE 2010, A PROPOSTA PARA A COMPRA DA PARTE DA PORTUGAL TELECOM FOI AUMENTADA, CHEGANDO AOS 6,5 BILHÕES DE EUROS. PORÉM, MAIS UMA VEZ, A OFERTA NÃO FOI ACEITA PELOS SÓCIOS PORTUGUESES. A ÚLTIMA OFERTA PELA EMPRESA ESPANHOLA FOI DE 7,15 BILHÕES DE EUROS. A MAIORIA DOS ACIONISTAS (70%) ACEITOU O VALOR PROPOSTO PELA TELEFONICA. PORÉM, O GOVERNO INTERFERIU USANDO SUA GOLDEN SHARE – QUE SÃO AÇÕES ESPECIAIS, GERALMENTE DADAS A EMPRESAS ESTATAIS QUE FORAM PRIVATIZADAS, QUE DÃO PODER DE VETO AO PROPRIETÁRIO, NO CASO O GOVERNO PORTUGUÊS. COM ISSO, NÃO FOI POSSÍVEL A REALIZAÇÃO DA VENDA.

181 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS A CORTE EUROPEIA DE JUSTIÇA CONDENOU A PRÁTICA DO GOVERNO PORTUGUÊS, PELA INTERVENÇÃO EM OPERAÇÕES ENTRE EMPRESAS PRIVADAS. O ARGUMENTO ERA QUE A AÇÃO IA CONTRA A LIVRE MOVIMENTAÇÃO DE CAPITAIS. NO DIA 17 DE JULHO A TELEFÔNICA RETIROU A OFERTA DE 7,15 BILHÕES DE EUROS. A ESPECULAÇÃO ERA QUE A EMPRESA ESPANHOLA CONSEGUISSE DISSOLVER A BRASILCEL E FOSSE COMPRANDO AÇÕES DA VIVO NA BOLSA, ATÉ SER MAJORITÁRIA. EM 28 DE JULHO DE 2010 A PORTUGAL TELECOM ACEITOU VENDER SUA PARTE NA BRASILCEL (JOINT VENTURE QUE CONTROLA A OPERADORA VIVO) PARA A TELEFONICA. A EMPRESA ESPANHOLA VAI PAGAR 7,5 BILHÕES DE EUROS (CERCA DE R$ 17,2 BILHÕES) PARA SER ACIONISTA MAJORITÁRIA DA VIVO.

182 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS OS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO DA VIVO PARTICIPAÇÕES S.A. (VIVO PART.) E DA TELECOMUNICAÇÕES DE SÃO PAULO S.A. – TELESP ("TELESP"), CONJUNTAMENTE REFERIDAS COMO COMPANHIAS, APROVARAM, EM 25 DE MARÇO DE 2011, OS TERMOS E CONDIÇÕES DA REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA CONCERNENTE À INCORPORAÇÃO DA TOTALIDADE DAS AÇÕES DA VIVO PART. PELA COMPANHIA. EM 27 DE ABRIL DE 2011 FOI APROVADO NAS RESPECTIVAS ASSEMBLEIAS GERAIS DAS REFERIDAS COMPANHIAS, O PROTOCOLO DE INCORPORAÇÃO DE AÇÕES E INSTRUMENTO DE JUSTIFICAÇÃO CELEBRADO ENTRE A VIVO PART. E A COMPANHIA, O QUAL PREVIA A INCORPORAÇÃO PELA COMPANHIA DA TOTALIDADE DAS AÇÕES DA VIVO PART., CONVERTENDO A VIVO PART. EM SUBSIDIÁRIA INTEGRAL DA COMPANHIA, ATRIBUINDO-SE DIRETAMENTE AOS ACIONISTAS DA VIVO PART., AS AÇÕES OU EVENTUAIS FRAÇÕES DE AÇÕES QUE A ELES COUBERAM DA COMPANHIA.

183 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS UMA VEZ APROVADA A INCORPORAÇÃO DAS AÇÕES DA VIVO PART. PELA COMPANHIA POR SEUS ACIONISTAS, O CAPITAL SOCIAL DA COMPANHIA PASSOU A SER DE R$ ,03 (TRINTA E SETE BILHÕES, SETECENTOS E NOVENTA E OITO MILHÕES, CENTO E NOVE MIL, SETECENTOS E QUARENTA E CINCO REAIS E TRÊS CENTAVOS). O ESTATUTO SOCIAL DA COMPANHIA FOI ALTERADO EM RAZÃO DA REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA, A FIM DE REFLETIR A ALTERAÇÃO VERIFICADA NO VALOR DO SEU CAPITAL SOCIAL E NO NÚMERO DE AÇÕES ORDINÁRIAS E PREFERENCIAIS QUE O REPRESENTA.

184 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS A PRESENTE REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA FOI SUBMETIDA À AUTORIZAÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL, TENDO SIDO APROVADA EM REUNIÃO DO CONSELHO DIRETOR DA REFERIDA AGÊNCIA REALIZADA EM 24 DE MARÇO DE POR SE TRATAR DE REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA ENTRE COMPANHIAS PERTENCENTES A UM MESMO GRUPO ECONÔMICO, A OPERAÇÃO AQUI DESCRITA NÃO ESTÁ SUJEITA À APROVAÇÃO PELO CONSELHO ADMINISTRATIVO DE DEFESA ECONÔMICA – CADE.

185 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS EM 14 DE JUNHO DE 2011, FORAM APROVADOS PELOS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO DA VIVO PART. E DA COMPANHIA, VISANDO DAR CONTINUIDADE À SIMPLIFICAÇÃO DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DAS COMPANHIAS E AUXILIAR NA SUA INTEGRAÇÃO, O INÍCIO DO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA, BEM COMO O INÍCIO DOS ESTUDOS E AVALIAÇÕES ATINENTES AO PROCESSO DE INCORPORAÇÃO DA VIVO PART. PELA COMPANHIA, A REESTRUTURAÇÃO TINHA COMO OBJETIVO CONCENTRAR AS AUTORIZAÇÕES PARA A PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE SMP (DETIDAS PELA VIVO PART. E PELA VIVO S.A.), UNIFICANDO AS OPERAÇÕES E OS TERMOS DE AUTORIZAÇÕES PARA EXPLORAÇÃO DO SMP EM UMA ÚNICA SOCIEDADE, A VIVO S.A. E SIMPLIFICAR A ESTRUTURA SOCIETÁRIA, COM A INCORPORAÇÃO DA VIVO PART. PELA COMPANHIA.

186 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS EM 13 DE SETEMBRO DE 2011, OS CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO DAS COMPANHIAS APROVARAM, AD REFERENDUM DAS ASSEMBLEIAS GERAIS DAS COMPANHIAS QUE DELIBERARAM SOBRE A MATÉRIA, A MINUTA DO PROTOCOLO A SER CELEBRADO ENTRE A VIVO PART. E A TELESP, O QUAL PREVIA A INCORPORAÇÃO DA VIVO PART. PELA COMPANHIA. FOI ESCLARECIDO E CONSTA DO PROTOCOLO QUE A INCORPORAÇÃO NÃO ACARRETOU NO AUMENTO DE CAPITAL DA COMPANHIA, DADO QUE O PATRIMÔNIO DA INCORPORADA, SUBSIDIÁRIA INTEGRAL DA COMPANHIA, JÁ ESTÁ REFLETIDO NO PATRIMÔNIO DA COMPANHIA, NÃO HAVENDO PELO MESMO MOTIVO RELAÇÃO DE SUBSTITUIÇÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS DOS NÃO CONTROLADORES DA VIVO PART. POR AÇÕES DA COMPANHIA, SENDO CONSIDERADA DESNECESSÁRIA, PORTANTO, A AVALIAÇÃO DOS PATRIMÔNIOS LÍQUIDOS A PREÇOS DE MERCADO PARA FINS DO ARTIGO 264 DA LEI Nº 6.404/76, CONFORME RECENTES ENTENDIMENTOS DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS.

187 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS A REESTRUTURAÇÃO SOCIETÁRIA EM QUESTÃO FOI OBJETO DE APROVAÇÃO PRÉVIA DA ANATEL. EM 12 DE ABRIL DE 2012, A TELEFONICA CONCLUIU O SEU PROCESSO DE INTEGRAÇÃO EMPRESARIAL E LANÇOU, OFICIALMENTE, A VIVO COMO SUA MARCA NACIONAL DE SERVIÇOS DE TELECOMUNICAÇÕES. A PARTIR DE ENTÃO, A TELEFONICA SERÁ A MARCA INSTITUCIONAL. EM JUNHO DE 2012 A TELEFONICA EXERCEU SUA OPÇÃO DE COMPRA EM RELAÇÃO (I) AS AÇÕES ORDINÁRIAS REMANESCENTES CORRESPONDENTES A 51% DO CAPITAL VOTANTE DA LEMONTREE PARTICIPAÇÕES S.A. (LEMONTREE) CONTROLADORA DA COMERCIAL CABO TV SÃO PAULO S.A., SOCIEDADE OPERADORA DE SERVIÇOS DE TELEVISÃO A CABO NO ESTADO DE SP E AS AÇÕES ORDINÁRIAS REMANESCENTES DA GTR PARTICIPAÇÕES LTDA, TITULAR DE 50,9% DAS AÇÕES ORDINÁRIAS DA TVA SUL PARANÁ S.A., SOCIEDADE OPERADORA DE SERVIÇOS DE TELEVISÃO A CABO FORA DO ESTADO DE SP, AÇÕES ANTERIORMENTE DETIDAS PELO GRUPO ABRIL.

188 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas F ATOS E R ESULTADOS A OPÇÃO DE COMPRA EXERCIDA REPRESENTA A FINALIZAÇÃO DO PROCESSO DE AQUISIÇÃO DAS AÇÕES REMANESCENTES DA LEMONTREE E DA GTR-T, INICIADA COM O EXERCÍCIO PARCIAL DA OPÇÃO IMPLEMENTADO EM 29 DE SETEMBRO DE 2011, COM A AQUISIÇÃO DE AÇÕES ORDINÁRIAS DA LEMONTREE, REPRESENTATIVAS DE 49% DO SEU CAPITAL VOTANTE. COM A IMPLEMENTAÇÃO DO EXERCÍCIO DA OPÇÃO DE COMPRA, A TELEFONICA BRASIL S.A. PASSOU A DETER 100% DAS AÇÕES REPRESENTATIVAS DO CAPITAL VOTANTE E TOTAL DA LEMONTREE E DA GTR-T E, INDIRETAMENTE, DAS SOCIEDADES OPERADORAS DE SERVIÇOS DE TELEVISÃO A CABO SITUADAS EM SÃO PAULO E EM CURITIBA, FOZ DO IGUAÇU E FLORIANÓPOLIS. A ESTRUTURA SOCIETÁRIA DO GRUPO, EM JUNHO DE 2013, É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR.

189 O CASO TELEFONICA/VIVO Ações mais Recentes Empreendidas Float Telefonica Brasil S.A. A Atlântica 50% AIX SP Telecom ON: 8,17% PN: 35,13% Total: 25,99% Telefonica International S.A. Telefonica S.A. 100% ACT A Telecom T DataVIVO S.A. TST Ajato 50% 100% Telefonica Chile S.A. 44,72% 55,28% ON: 0,18% ON: 50,47% PN: 3,90% Total: 19,69% ON: 15,43% PN: 36,52% Total: 29,37% ON: 25,68% PN: 24,17% Total: 24,68% 97,89% Lemontree GTR CaTV Sul Paraná 100% 78,5% 21,5% 20,7% 79,3% ESTRUTURA SOCIETÁRIA DO GRUPO VIVO – JUNHO DE 2013

190 O CASO TELEFONICA/VIVO Últimos Resultados da VIVO F ATOS E R ESULTADOS AS RECEITAS LÍQUIDAS SEGMENTADAS E TOTALIZADAS ACUMULADAS PELO GRUPO NOS TRÊS ÚLTIMOS ANOS, BEM COMO OS RESPECTIVOS LUCROS LÍQUIDOS SÃO APRESENTADOS PELO GRÁFICO, A SEGUIR.

191 O CASO TELEFONICA/VIVO Últimos Resultados da VIVO F ATOS E R ESULTADOS R$ x 10 6 RECEITA E LUCRO LÍQUIDOS DA VIVO (2010 – 2012) EM MILHÕES DE REAIS

192 O CASO TELEFONICA/VIVO Últimos Resultados da VIVO F ATOS E R ESULTADOS EVOLUÇÃOSERVIÇOS TELEFONIA FIXA SERVIÇO MÓVEL BANDA LARGA FIXA TV POR ASSINATUR A ACESSOS TOTAL RECEITA (X R$10 6 ) 2010 ACESSOS (X10 3 ) ACESSOS (X10 3 ) CRESCIMEN TO % SOBRE ,8%18,7%9,5%43,8%15,2%5,4% 2012 ACESSOS (X10 3 ) CRESCIMEN TO % SOBRE ,1%6,4%2,8%-14,2%4,9%2,3% EVOLUÇÃO DOS ACESSOS E DAS RECEITAS (PERÍODO 2010 – 2012)

193 O CASO TELEFONICA/VIVO Últimos Resultados da VIVO F ATOS E R ESULTADOS A ANÁLISE INDIVIDUALIZADA DE CADA SEGMENTO DE NEGÓCIO E DE SEU RESPECTIVO CRESCIMENTO PERCENTUAL EM RELAÇÃO AO ANO ANTERIOR, BEM COMO A AVALIAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO DA RECEITA, CARACTERIZA DE FORMA MUITO CLARA AS AÇÕES QUE DEVERÃO SER PRIORIZADAS NOS PLANEJAMENTOS FUTUROS PELA VIVO. OS INVESTIMENTOS DA VIVO NO BRASIL ESTÃO CRESCENDO E SUA PROPOSTA É DESTINAR R$ 19,3 BILHÕES EM RECURSOS ENTRE 2012 E 2014, JÁ QUE O BRASIL REPRESENTA APROXIMADAMENTE 25% RECEITAS TOTAIS DO GRUPO. TAMBÉM EXISTE A EXPECTATIVA DE TRANSFERIR TODO O CENTRO DE DECISÕES DA ORGANIZAÇÃO PARA A CIDADE DE SÃO PAULO. DE QUALQUER FORMA PERMANECE O DESAFIO DO GRUPO, FACE AOS DESAFIOS CADA VEZ MAIORES IMPOSTOS PELA CONVERGÊNCIA.

194 Agenda ECONOMIA E FINANÇAS EM TELECOMUNICAÇÕES 1.PARTE I - PREÇOS E TARIFAS 2.PARTE II - DESCONTOS 3.PARTE III - PROMOÇÕES 4.PARTE IV - MATEMÁTICA FINANCEIRA (REVISÃO) 5.PARTE V - ANÁLISE DE VIABILIDADE ECONÔMICA DE PROJETOS 6.PARTE VI - NATUREZA DOS CUSTOS E RECEITAS 7.PARTE VII - EXERCÍCIOS E ESTUDO DE CASOS 8.PARTE VIII - O CASO TELEFONICA 9.PARTE IX - PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL

195 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico R ESUMO O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DOS GRANDES EMERGENTES DO MUNDO (BRIC), TEM SE CARACTERIZADO PELA FORMULAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO DE PLANOS ECONÔMICOS QUE, NA PRÁTICA, ACABARAM POR GERAR INCONSISTÊNCIAS, EQUÍVOCOS, ACERTOS, CORREÇÕES E QUEBRA DE PARADIGMAS. OS ESPECIALISTAS TÊM TIDO A OPORTUNIDADE DE AMPLIAR SEUS CONHECIMENTOS, DE ENTENDER MELHOR O NÍVEL DE COMPLEXIDADE DE UMA ECONOMIA GLOBALIZADA E DE BUSCAR E ENCONTRAR SOLUÇÕES MAIS ADEQUADAS PARA O EQUACIONAMENTO DAS CRISES GLOBAIS. ACHAR O CAMINHO CERTO É O DESEJO E A ASPIRAÇÃO DE TODO PAÍS. ENTENDER A EVOLUÇÃO DESTA TRAJETÓRIA É MAIS DO QUE OPORTUNO E RELEVANTE.

196 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico INTRODUÇÃO O BRASIL FOI MARCADO NOS ÚLTIMOS SESSENTA ANOS POR POLÍTICAS ECONÔMICAS QUE TRANSITARAM ENTRE O NACIONALISMO E O NEOLIBERALISMO. ESTAS OPÇÕES DE MODELO DE DESENVOLVIMENTO CARACTERIZARAM-SE POR POSTURAS QUE ENVOLVERAM QUESTÕES DE NATUREZA FILOSÓFICA DOS GOVERNANTES ATÉ SITUAÇÕES QUE SE APRESENTARAM COMO SOLUÇÕES SALVADORAS DA ECONOMIA. O PONTO DE PARTIDA DO PROCESSO COINCIDE COM O FINAL DO GOVERNO DO PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS (1954), POR OCASIÃO DO SEU SUICÍDIO. CUMPRE RESSALTAR QUE, NESTA ÉPOCA, O BRASIL SE CARACTERIZAVA POR UM ESTADO FORTE E ATUANTE, DE TENDÊNCIA NACIONALISTA E QUE INVESTIA NA SIDERURGIA, NA BUSCA POR PETRÓLEO E NA CONSTRUÇÃO DE UM PACTO ENTRE EMPRESAS NACIONAIS E TRABALHADORES PELO DESENVOLVIMENTO.

197 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK APÓS UM HIATO DE DOIS ANOS ( ) ONDE SE SUCEDERAM TRÊS PRESIDENTES DA REPÚBLICA, FOI ELEITO O EX-GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, JUSCELINO KUBITSCHECK DE OLIVEIRA (JK), PARA ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. NO INÍCIO DE SEU GOVERNO, JK APRESENTOU AO POVO BRASILEIRO O PLANO DE METAS, A SER EXECUTADO ENTRE 1956 E 1960 CUJO SLOGAN ERA CINQUENTA ANOS EM CINCO. SUA PROPOSTA ERA LEVAR O DESENVOLVIMENTO DE CINQUENTA ANOS DO BRASIL EM UM PERÍODO DE APENAS CINCO ANOS, EM UM ÚNICO GOVERNO, O SEU. O PLANO CONSISTIA NO INVESTIMENTO EM ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, PRINCIPALMENTE INFRA-ESTRUTURA (RODOVIAS, HIDRELÉTRICAS, AEROPORTOS) E INDÚSTRIA.

198 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK A ABERTURA DA ECONOMIA PARA O CAPITAL INTERNACIONAL POSSIBILITOU O INVESTIMENTO DE GRANDES EMPRESAS. NA ÉPOCA ENTRARAM NO PAÍS GRANDES MONTADORAS DE AUTOMÓVEIS COMO, POR EXEMPLO, A FORD, A VOLKSWAGEN, A WILLYS E A GENERAL MOTORS. ESTAS ORGANIZAÇÕES INSTALARAM SUAS FILIAIS NA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL, ESPECIALMENTE, NAS CIDADES DE SÃO PAULO, RIO DE JANEIRO E DO GRANDE ABC (SANTO ANDRÉ, SÃO CAETANO E SÃO BERNARDO). AS OPORTUNIDADES AUMENTARAM MUITO NESTAS REGIÕES, ATRAINDO TRABALHADORES DE TODO BRASIL. ESTES FATOS POTENCIALIZARAM UMA MIGRAÇÃO MACIÇA DE CIDADÃOS BRASILEIROS DO NORDESTE PARA O SUDESTE, EM ESPECIAL PARA O ESTADO DE SÃO PAULO.

199 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK COM RELAÇÃO AO DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO CENTRO-OESTE, A GRANDE OBRA FOI A CONSTRUÇÃO DE BRASÍLIA (A NOVA CAPITAL). EM 1956, JÁ ESTAVA À DISPOSIÇÃO DO GOVERNO A LEI Nº 2874 QUE AUTORIZAVA O EXECUTIVO FEDERAL A COMEÇAR AS OBRAS DE CONSTRUÇÃO DA FUTURA CAPITAL FEDERAL. A PROPOSTA ERA A DE LEVAR O DESENVOLVIMENTO A REGIÃO CENTRAL DO PAÍS, AFASTANDO O EIXO DAS DECISÕES POLÍTICAS DE UMA REGIÃO DE ALTA DENSIDADE DEMOGRÁFICA. ATRAVÉS DO ENDIVIDAMENTO EXTERNO, JK CUMPRIU A PRINCIPAL META DO SEU PLANO, INAUGURANDO A NOVA CAPITAL EM 21 DE ABRIL DE PELO SEU ARROJADO PROJETO ARQUITETÔNICO, A CONSTRUÇÃO DA CIDADE DE BRASÍLIA TORNOU-SE O MAIS IMPORTANTE FEITO DO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL DAQUELE PERÍODO HISTÓRICO.

200 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK A PRIORIDADE DADA PELO GOVERNO AO CRESCIMENTO E AO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DO PAÍS RECEBEU APOIO DE SETORES DA SOCIEDADE, INCLUINDO OS MILITARES, OS EMPRESÁRIOS E SINDICATOS TRABALHISTAS. O ACELERADO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO REGISTRADO NO PERÍODO, PORÉM, NÃO DEIXOU DE ACARRETAR UMA SÉRIE DE PROBLEMAS DE LONGO PRAZO PARA A ECONOMIA BRASILEIRA. O GOVERNO REALIZAVA INVESTIMENTOS NO SETOR INDUSTRIAL A PARTIR DA EMISSÃO MONETÁRIA E DA ABERTURA DA ECONOMIA AO CAPITAL ESTRANGEIRO. A EMISSÃO DE PAPEL MOEDA OCASIONOU UM AGRAVAMENTO DO PROCESSO INFLACIONÁRIO, ENQUANTO QUE A ABERTURA DA ECONOMIA AO CAPITAL ESTRANGEIRO GEROU UMA PROGRESSIVA DESNACIONALIZAÇÃO ECONÔMICA, POIS AS EMPRESAS ESTRANGEIRAS MULTINACIONAIS PASSARAM A CONTROLAR SETORES ESTRATÉGICOS DA ECONOMIA NACIONAL.

201 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK OS TÍTULOS PÚBLICOS DA DÍVIDA NÃO SE CONSTITUÍAM EM INSTRUMENTO CORRENTE DE FINANCIAMENTO GOVERNAMENTAL. O GOVERNO JK PREFERIU OS MECANISMOS DE EMISSÃO DE MOEDA E DO ENDIVIDAMENTO JUNTO AO BANCO DO BRASIL. A DÍVIDA INTERNA DO PAÍS FOI REDUZIDA EM VALOR ABSOLUTO E A BALANÇA COMERCIAL APRESENTOU UM SUPERÁVIT EM PRATICAMENTE TODO O PERÍODO. O CONTROLE ESTRANGEIRO SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA ERA PREPONDERANTE NAS INDÚSTRIAS AUTOMOBILÍSTICAS, DE CIGARROS, FARMACÊUTICA E MECÂNICA. EM POUCO TEMPO, AS MULTINACIONAIS COMEÇARAM A REMETER GRANDES REMESSAS DE LUCROS PARA SEUS PAÍSES DE ORIGEM. ESSE TIPO DE PROCEDIMENTO ERA ILEGAL, MAS AS MULTINACIONAIS BURLAVAM AS PRÓPRIAS LEIS LOCAIS.

202 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK A EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFLAÇÃO É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. %

203 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK A EVOLUÇÃO DA DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. US$ Milhões

204 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK A CONTRIBUIÇÃO DO GOVERNO JK PARA O CRESCIMENTO DO PIB É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. US$ Bilhões

205 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK O COMPORTAMENTO DA DÍVIDA INTERNA COMO % DO PIB É APRESENTADO PELA FIGURA A SEGUIR. %

206 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A NOS 50 – O G OVERNO J USCELINO K UBITSCHECK O NÍVEL DAS RESERVAS INTERNACIONAIS BRASILEIRAS ERA DE 345 MILHÕES DE DÓLARES EM NO PROCESSO SUCESSÓRIO PRESIDENCIAL A OPOSIÇÃO FOI VENCEDORA, TENDO ASCENDIDO AO PODER O PRESIDENTE JANIO QUADROS QUE RENUNCIOU POUCO TEMPO DEPOIS. A SUBSTITUIÇÃO FOI FEITA POR UM GOVERNO PARLAMENTARISTA DE CURTO PRAZO, TENDO RETORNADO AO REGIME PRESIDENCIALISTA APÓS UM PLEBISCITO NACIONAL QUE REFERENDOU A POSSE DO ANTIGO VICE-PRESIDENTE JOÃO GOULART. EM MARÇO DE 1964 ACONTECEU O GOLPE MILITAR QUE MERGULHOU A NAÇÃO EM UM REGIME MILITAR NÃO DEMOCRÁTICO POR MAIS DE VINTE ANOS.

207 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR NO INÍCIO DO REGIME MILITAR A INFLAÇÃO CHEGAVA A 80% AO ANO, O CRESCIMENTO DO PRODUTO NACIONAL BRUTO (PNB) ERA DE APENAS 1,6% AO ANO E A TAXA DE INVESTIMENTOS QUASE NULA. DIANTE DESSE QUADRO, O GOVERNO ADOTOU UMA POLÍTICA RECESSIVA E MONETARISTA, CONSOLIDADA NO PROGRAMA DE AÇÃO ECONÔMICA DO GOVERNO (PAEG), ELABORADO PELOS MINISTROS DA FAZENDA, ROBERTO DE OLIVEIRA CAMPOS E OCTÁVIO GOUVÊA DE BULHÕES. SEUS OBJETIVOS ERAM SANEAR A ECONOMIA E BAIXAR A INFLAÇÃO PARA 10% AO ANO, CRIAR CONDIÇÕES PARA QUE O PRODUTO NACIONAL BRUTO (PNB) CRESCESSE 6% AO ANO, EQUILIBRAR O BALANÇO DE PAGAMENTOS E DIMINUIR AS DESIGUALDADES REGIONAIS. PARTE DESSES OBJETIVOS FOI ALCANÇADA. NO ENTANTO, EM 1983, A INFLAÇÃO ULTRAPASSA OS 200% E A DÍVIDA EXTERNA SUPERA OS US$ 90 BILHÕES. AFINAL O QUE TERIA ACONTECIDO?

208 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A PRIMEIRA ETAPA DO REGIME MILITAR, GOVERNO CASTELLO BRANCO, SE CARACTERIZOU PELO DINAMISMO DAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL E DE BENS DE CONSUMO DURÁVEIS VOLTADOS PARA CLASSES DE ALTA RENDA, COMO AUTOMÓVEIS E ELETRODOMÉSTICOS. CRESCEM TAMBÉM A PECUÁRIA E OS PRODUTOS AGRÍCOLAS DE EXPORTAÇÃO. JÁ OS BENS DE CONSUMO NÃO-DURÁVEIS, COMO CALÇADOS, VESTUÁRIO, TÊXTEIS E PRODUTOS ALIMENTÍCIOS DESTINADOS À POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA TIVERAM CRESCIMENTO REDUZIDO OU ATÉ NEGATIVO.

209 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A ECONOMIA PASSOU A CARACTERIZAR-SE POR UM FORTE MOVIMENTO DE INTERVENÇÃO DO ESTADO, CONTRIBUINDO PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA INFRA-ESTRUTURA PROPÍCIA AOS INTERESSES DOS GRANDES GRUPOS CAPITALISTAS NACIONAIS. PARALELAMENTE A ESTE MOVIMENTO, TALVEZ ATÉ MESMO POR SER UMA CONSEQUÊNCIA DO PENSAMENTO MILITAR BRASILEIRO NA ÉPOCA, O ESTADO PROMOVEU UM PROCESSO SEM PRECEDENTES DE NACIONALIZAÇÃO COM A CRIAÇÃO DE EMPRESAS ESTATAIS NAS ÁREAS DE TELECOMUNICAÇÕES, ENERGIA, SIDERURGIA DENTRE OUTRAS. FOI A ÉPOCA (ATÉ MEADOS DOS ANOS 70) DO CHAMADO MILAGRE ECONÔMICO BRASILEIRO.

210 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR FUNDAMENTADO NO BINÔMIO SEGURANÇA E DESENVOLVIMENTO, O MODELO DE CRESCIMENTO ECONÔMICO INSTAURADO PELA DITADURA CONTOU PRINCIPALMENTE COM RECURSOS DO CAPITAL EXTERNO (COM O CRESCIMENTO EXPONENCIAL DA DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA), DO EMPRESARIADO BRASILEIRO E COM A PARTICIPAÇÃO DO PRÓPRIO ESTADO COMO AGENTE ECONÔMICO. O PNB (PRODUTO NACIONAL BRUTO) CRESCEU, EM MÉDIA, 10% AO ANO ENTRE 1968 E O MINISTRO DA FAZENDA ANTÔNIO DELFIM NETTO, NOS GOVERNOS COSTA E SILVA E GARRASTAZU MÉDICI (QUE SUCEDERAM AO GOVERNO CASTELLO BRANCO) FOI O PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELO "MILAGRE". ACREDITAVA QUE AS EXPORTAÇÕES PODERIAM GERAR PARTE DAS DIVISAS NECESSÁRIAS PARA COMPENSAR ÀS IMPORTAÇÕES DE MÁQUINAS, EQUIPAMENTOS E MATÉRIAS-PRIMAS. O CRESCIMENTO DO MERCADO MUNDIAL, NA ÉPOCA, FAVORECIA ESSA ESTRATÉGIA.

211 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A POLÍTICA DE INCENTIVOS GOVERNAMENTAIS AOS EXPORTADORES QUE GARANTIU SEU SUCESSO. PARA ESTIMULAR A INDÚSTRIA, DELFIM NETTO EXPANDIU O SISTEMA DE CRÉDITO AO CONSUMIDOR, GARANTINDO À CLASSE MÉDIA O ACESSO AOS BENS DE CONSUMO DURÁVEIS. O NÍVEL DE QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO NO PAÍS ERA CRÍTICO. A MORTALIDADE INFANTIL NO ESTADO DE SÃO PAULO, O MAIS RICO DO PAÍS, PULOU DE 0,7% EM 1964 PARA 0,92% EM NESTE MESMO ANO, FOI REGISTRADA A EXISTÊNCIA DE 600 MIL MENORES ABANDONADOS NA ÁREA DA GRANDE SÃO PAULO. EM 1972, DE MUNICÍPIOS DO PAÍS, APENAS TÊM ABASTECIMENTO DE ÁGUA. TRÊS ANOS DEPOIS UM RELATÓRIO DO BANCO MUNDIAL MOSTROU QUE 70 MILHÕES DE BRASILEIROS SÃO DESNUTRIDOS, O EQUIVALENTE A 65,4% DA POPULAÇÃO, NA ÉPOCA DE 107 MILHÕES DE PESSOAS.

212 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR O BRASIL TINHA O 9º PNB DO MUNDO, MAS EM DESNUTRIÇÃO PERDE APENAS PARA ÍNDIA, INDONÉSIA, BANGLADESH, PAQUISTÃO E FILIPINAS. DEPOIS DE 1973 O CRESCIMENTO ECONÔMICO COMEÇA A DIMINUIR. NO FINAL DOS ANOS 70 A INFLAÇÃO CHEGA PRÓXIMO DE 100% AO ANO. EM 1980 BATE EM 110% E, EM 1983, EM 200%. NESSE ANO, A DÍVIDA EXTERNA ULTRAPASSA OS US$ 90 BILHÕES E 90% DA RECEITA DAS EXPORTAÇÕES É UTILIZADA PARA O PAGAMENTO DOS JUROS DA DÍVIDA. O BRASIL MERGULHA EM NOVA RECESSÃO E SUA PRINCIPAL CONSEQUÊNCIA É O DESEMPREGO. EM AGOSTO DE 1981 HÁ 900 MIL DESEMPREGADOS NAS REGIÕES METROPOLITANAS DO PAÍS E A SITUAÇÃO SE AGRAVA NOS ANOS SEGUINTES.

213 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR O GRANDE VILÃO DA CRISE NO BRASIL FOI O ENDIVIDAMENTO EXTERNO (O DÓLAR ERA MUITO BARATO ATÉ MEADOS DOS ANOS 70) E FOI USADO COMO A PRINCIPAL FONTE DE RECURSOS PARA O FINANCIAMENTO DO DESENVOLVIMENTO BRASILEIRO. POR OUTRO LADO, O PAÍS AINDA NÃO ERA AUTO-SUFICIENTE NA PRODUÇÃO DE PETRÓLEO (PRODUZIA APENAS 70% DAS SUAS NECESSIDADES). EM 1978, COM O ADVENTO DE MAIS UMA CRISE DO PETRÓLEO (IRÃ), O PREÇO DO BARRIL DISPAROU NO MERCADO INTERNACIONAL, AFETANDO SIGNIFICATIVAMENTE A ECONOMIA BRASILEIRA.

214 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFLAÇÃO É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. %

215 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A EVOLUÇÃO DA DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. US$ Bilhões

216 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A EVOLUÇÃO DO PIB É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. A RESSALTAR, A ESTAGNAÇÃO DA ECONOMIA NOS PRIMEIROS CINCO ANOS DA DÉCADA DE 1980 (A DÉCADA PERDIDA). US$ Bilhões

217 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR A POLÍTICA GOVERNAMENTAL DE GERAÇÃO DE SALDOS NA BALANÇA DE BENS DE SERVIÇOS, POR MEIO DA DESVALORIZAÇÃO DA MOEDA NACIONAL COLOCOU EM GRANDES DIFICULDADES QUEM HAVIA ASSUMIDO DÍVIDAS EM MOEDA ESTRANGEIRAS. ESSE PROCESSO GEROU UMA ESPÉCIE DE SOCIALIZAÇÃO DA DÍVIDA ONDE, POR UM LADO, AS EMPRESAS ESTATAIS CAPITALIZARAM SUAS DÍVIDAS OU RECEBERAM APORTES DO GOVERNO, ENQUANTO AS EMPRESAS PARTICULARES OBTIVERAM AJUDA GOVERNAMENTAL DE FORMA A AMENIZAR A CORREÇÃO CAMBIAL, TENDO COM ISTO O GOVERNO ASSUMIDO, TAMBÉM, PARTE DE SUA DÍVIDA. ALÉM DISSO, A CONCESSÃO DE SUBSÍDIOS À EXPORTAÇÃO AGRAVAVA O DÉFICIT GOVERNAMENTAL QUE RESULTOU EM CRESCIMENTO DA DÍVIDA ATÉ ATINGIR UM PATAMAR DE 23% DO PIB POR VOLTA DE 1986.

218 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR DEVE-SE ASSINALAR QUE A RÍGIDA POLÍTICA CAMBIAL NÃO OFERECIA MUITAS ALTERNATIVAS AO CAPITAL FINANCEIRO LOCAL E O GOVERNO CONSEGUIU PAGAR, ENTRE 1980 E 1985, OS JUROS REAIS ACUMULADOS PRATICAMENTE NULOS. NESSE PERÍODO DO GOVERNO FIGUEIREDO, QUE PODERIA SER CHAMADO DE SEGUNDO DELFINATO, OS TÍTULOS FEDERAIS E AS CADERNETAS DE POUPANÇA ERAM QUASE A ÚNICA MANEIRA DE PROTEÇÃO CONTRA A INFLAÇÃO. ISSO EXPLICA A PRÁTICA DE JUROS REAIS NEGATIVOS ATÉ 1984.

219 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico 20 A NOS DE R EGIME M ILITAR O COMPORTAMENTO DA DÍVIDA INTERNA COMO % DO PIB É APRESENTADO PELA FIGURA A SEGUIR. %

220 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA O PROCESSO DE REDEMOCRATIZAÇÃO NO BRASIL TORNOU-SE REALIDADE ATRAVÉS DE SUCESSIVAS MANIFESTAÇÕES DA SOCIEDADE QUE PRESSIONARAM O ENTÃO REGIME MILITAR POR ELEIÇÕES LIVRES E DIRETAS. COMO ISTO NÃO FOI POSSÍVEL, OS POLÍTICOS, ATRAVÉS DOS SEUS RESPECTIVOS VOTOS NO COLÉGIO ELEITORAL, ACABARAM POR ELEGER INDIRETAMENTE O CANDIDATO DA OPOSIÇÃO TANCREDO NEVES, EX- GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS. LAMENTAVELMENTE, O PRESIDENTE FOI INTERNADO UM DIA ANTES DE SUA POSSE, VINDO A FALECER EM 21 DE ABRIL DE 1985, ASSUMINDO A PRESIDÊNCIA O ENTÃO VICE JOSÉ SARNEY. O GOVERNO SARNEY CARACTERIZOU-SE PELA IMPLEMENTAÇÃO DE DIVERSOS PLANOS NA TENTATIVA DE ESTABILIZAÇÃO DA MOEDA. ENTRETANTO, TODAS AS EXPECTATIVAS DA NAÇÃO EM RELAÇÃO AO SUCESSO DOS PROJETOS ACABARAM POR SE TRANSFORMAR EM PROFUNDAS DESILUSÕES.

221 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA O PRIMEIRO PLANO DE ESTABILIZAÇÃO FOI O CHAMADO PLANO CRUZADO LANÇADO EM FEVEREIRO DE 1986 E QUE CONTEMPLOU AS SEGUINTES MEDIDAS: a)CONGELAMENTO DE PREÇOS DE BENS E SERVIÇOS; b)CONGELAMENTO DA TAXA DE CÂMBIO (UM ANO); c)ALTERAÇÃO DO SISTEMA MONETÁRIO QUE TEVE SEU NOME ALTERADO PARA CRUZADO, CUJO VALOR CORRESPONDA A 1000 UNIDADES DA BASE ANTIGA; d)CONGELAMENTO DE SALÁRIOS; e)DESINDEXAÇÃO DA ECONOMIA; f)CRIAÇÃO DE SEGURO-DESEMPREGO; g)REAJUSTES SALARIAIS A PARTIR DE UM GATILHO.

222 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA O PLANO QUE TEVE INICIALMENTE UM GRANDE ALCANCE POPULAR COMEÇOU A TER PROBLEMAS POR NÃO OBEDECER AS REGRAS BÁSICAS DA ECONOMIA. A NÃO EQUALIZAÇÃO DOS PREÇOS NO MOMENTO INICIAL ACABOU POR GERAR DISTORÇÕES E A CONSEQUENTE INSATISFAÇÃO DE MUITOS PRODUTORES QUE FICARAM CIRCUNSTANCIALMENTE PREJUDICADOS. A LEI DA OFERTA E DA DEMANDA NÃO FOI OBEDECIDA. COM O DESEQUILÍBRIO DE PREÇOS VEIO O DESABASTECIMENTO E O APARECIMENTO DO ÁGIO PARA COMPRA DE PRODUTOS ESCASSOS, PRINCIPALMENTE OS QUE SE ENCONTRAVAM NA ENTRESSAFRA (CARNE E LEITE) E DE MERCADOS OLIGOPOLIZADOS (AUTOMÓVEIS). TUDO ISTO ACABOU POR DECRETAR A IMPOSSIBILIDADE DE SE DAR CONTINUAÇÃO AO PROJETO.

223 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA ALÉM DAS CAUSAS DO FRACASSO DO PLANO, APONTADAS ANTERIORMENTE, TAMBÉM CONTRIBUÍRAM OS GASTOS PÚBLICOS, O CONGELAMENTO DO CÂMBIO E A TAXA DE JUROS. O CONGELAMENTO DE PREÇOS QUE CORRESPONDIA A ESSÊNCIA DO PLANO FOI ABOLIDO APÓS A ELEIÇÃO PARA GOVERNADORES DE ESTADO (FINAL DE 1986). NA SEQUÊNCIA DO PLANO CRUZADO (NOVEMBRO DE 1986), O GOVERNO FEDERAL LANÇOU O PLANO CRUZADO 2 QUE PROMOVEU A IMPLEMENTAÇÃO DE UM NOVO PACOTE DE MEDIDAS, A SABER: a)LIBERAÇÃO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS E SERVIÇOS; b)ALTERAÇÃO DO CÁLCULO DA INFLAÇÃO, COMO BASE OS GASTOS DAS FAMÍLIAS COM RENDA DE ATÉ CINCO SALÁRIOS MÍNIMOS; c)AUMENTO DE IMPOSTOS SOBRE BEBIDAS E CIGARROS, TARIFAS DE SERVIÇOS PÚBLICOS E CARGA FISCAL; d)REINDEXAÇÃO DA ECONOMIA.

224 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA O RESULTADO DO PLANO FOI DESASTROSO, FAZENDO COM QUE A INFLAÇÃO FICASSE FORA DE CONTROLE. O CENÁRIO ECONÔMICO ERA O PIOR POSSÍVEL. A CULTURA DA REMARCAÇÃO DE PREÇOS TORNOU-SE UMA DOENÇA GENERALIZADA EM TODO O PAÍS. A QUESTÃO PRINCIPAL ERA IDENTIFICAR QUAIS MECANISMOS PODERIAM NEUTRALIZAR ESTA CIRANDA. UMA NOVA TENTATIVA DE PLANO DE ESTABILIZAÇÃO FOI COLOCADA EM PRÁTICA EM JUNHO DE 1987, PELO ENTÃO MINISTRO DA FAZENDA BRESSER PEREIRA TENDO RECEBIDO O NOME DE PLANO BRESSER QUE PRIORIZOU QUESTÕES COMO O CONGELAMENTO DE PREÇOS, ALUGUÉIS E SALÁRIOS, ALÉM DE FOCAR A REDUÇÃO DO DÉFICIT PÚBLICO. EM JANEIRO DE 1988, O REFERIDO PLANO ESTAVA ESGOTADO.

225 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA NA SEQUÊNCIA MAIS OUTRO PLANO, O VERÃO, E A INFLAÇÃO CHEGANDO, AO FINAL DE 1989, A VALORES PRÓXIMOS DE 1800%, LEMBRANDO A ALEMANHA DO PÓS-GUERRA (DÉCADA DE 1920). A EVOLUÇÃO DESTA TAXA É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. %

226 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A EVOLUÇÃO DA DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. US$ Bilhões REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA

227 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico A EVOLUÇÃO DO PIB É APRESENTADA PELA FIGURA A SEGUIR. US$ Bilhões REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA

228 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O COMPORTAMENTO DA DÍVIDA INTERNA COMO % DO PIB É APRESENTADO PELA FIGURA A SEGUIR. AS RESERVAS INTERNACIONAIS BRASILEIRAS ERAM MUITO BAIXAS EM 1989, OU SEJA, CERCA DE 10 BILHÕES DE DÓLARES, MENORES INCLUSIVE QUE AS DE % REDEMOCRATIZAÇÃO E A CONTINUAÇÃO DA DÉCADA PERDIDA

229 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL O BRASIL INAUGUROU OS ANOS 90 COM UMA PERSPECTIVA NÃO MUITO ANIMADORA, OU SEJA, INFLAÇÃO GALOPANTE, ECONOMIA ESTAGNADA, FALTA DE CREDIBILIDADE INTERNACIONAL, AUSÊNCIA DE INVESTIMENTO EXTERNO, DESIGUALDADE SOCIAL ACENTUADA E UMA FALTA DE CRENÇA GENERALIZADA DA POPULAÇÃO NA CAPACIDADE DOS DIRIGENTES ECONÔMICOS EM EQUACIONAR TODOS ESTES MALES. FORAM FEITAS ALGUMAS TENTATIVAS ADICIONAIS NO SENTIDO DO EQUACIONAMENTO DA QUESTÃO DA INFLAÇÃO, COMO, POR EXEMPLO, O PLANO COLLOR, ENTÃO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. A PROPOSTA ERA A ESTABILIZAÇÃO DA INFLAÇÃO PELO CONGELAMENTO DO PASSIVO PÚBLICO COM A RESTRIÇÃO DO FLUXO DO DINHEIRO PARA PARAR A INFLAÇÃO INERCIAL. A ELE SE SEGUIRAM MAIS DOIS PLANOS QUE TAMBÉM RESULTARAM EM COMPLETO FRACASSO.

230 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL A FIGURA A SEGUIR MOSTRA O AGRAVAMENTO DO PROCESSO INFLACIONÁRIO NO PAÍS COM PATAMARES DE INFLAÇÃO EM NÍVEIS SEM PRECEDENTES NA HISTÓRIA BRASILEIRA. %

231 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL AINDA NO CONTEXTO DO GOVERNO DO PRESIDENTE ITAMAR FRANCO, QUE SUCEDEU A FERNANDO COLLOR, QUE RENUNCIOU, FORAM LANÇADAS AS BASES DE UM NOVO PLANO DE ESTABILIZAÇÃO, O PLANO REAL, QUE ESTAVA ESTRUTURADO EM TRÊS PILARES BÁSICOS: a)PROGRAMA DE AÇÃO IMEDIATA (PAI) – COMBATE A EVASÃO FISCAL, CORTE DOS GASTOS PÚBLICOS, AUSTERIDADE NO RELACIONAMENTO COM ESTADOS E MUNICÍPIOS, AJUSTES NOS BANCOS ESTADUAIS, REDEFINIÇÃO DAS FUNÇÕES DOS BANCOS FEDERAIS, PRIVATIZAÇÕES; b)CRIAÇÃO DA URV (UNIDADE REAL DE VALOR) - CONVERTE OS SALÁRIOS E OS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS, PROMOVENDO A NEUTRALIDADE DISTRIBUTIVA; c)IMPLEMENTAÇÃO EM 30 DE JUNHO DE 1994 A NOVA MOEDA, O REAL.

232 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL O PROGRAMA BASEOU-SE EM AÇÕES ENVOLVENDO A POLÍTICA MONETÁRIA E A POLÍTICA CAMBIAL. A POLÍTICA MONETÁRIA FOI UTILIZADA COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DOS MEIOS DE PAGAMENTOS, ENQUANTO A POLÍTICA CAMBIAL REGULOU AS RELAÇÕES COMERCIAIS DO PAÍS COM OS DEMAIS PAÍSES DO MUNDO. FOI ESTABELECIDA A PARIDADE NOS VALORES DE REAIS E DÓLARES, DEFENDIDA ATRAVÉS DA POLÍTICA DE INTERVENÇÃO, NA QUAL O GOVERNO PROMOVEU A VENDA DE DÓLARES E O AUMENTO DAS TAXAS DE JUROS NOS MOMENTOS DE PRESSÃO ECONÔMICA. AS POLÍTICAS ECONÔMICAS NEOLIBERAIS ORIGINADAS NO GOVERNO COLLOR FORAM REFORÇADAS, ATRAVÉS DE POLÍTICAS PÚBLICAS COMO: A PRIVATIZAÇÃO DE EMPRESAS ESTATAIS, A ABERTURA DO MERCADO A LIVRE NEGOCIAÇÃO SALARIAL E DA LIBERAÇÃO DE CAPITAL, ENTRE OUTRAS. TAIS MEDIDAS ALTERARAM O PADRÃO DE ACUMULAÇÃO DE CAPITAL DO BRASIL.

233 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL A FIGURA A SEGUIR APRESENTA A EVOLUÇÃO DA TAXA DE INFLAÇÃO NO GOVERNO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. %

234 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL O PLANO REAL APRESENTOU COMO PRINCIPAL RESULTADO A REDUÇÃO DRÁSTICA DA INFLAÇÃO. CONTUDO, VÁRIOS EFEITOS COLATERAIS NEGATIVOS FORAM CONSTATADOS, COMO, POR EXEMPLO, A ACELERAÇÃO DO ENDIVIDAMENTO INTERNO E EXTERNO, TRANSFORMANDO O SALDO DA BALANÇA COMERCIAL EM DÉFICIT ALÉM DE AUMENTAR O SALDO NEGATIVO EM TRANSAÇÕES CORRENTES. COM O AUMENTO DA VULNERABILIDADE O PLANO QUASE FOI LEVADO AO COLAPSO EM FINS DE ALGUMAS MEDIDAS DE REFORMULAÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA FORAM TOMADAS COMO A IMPLEMENTAÇÃO DE METAS DE INFLAÇÃO COM O USO DO IPCA, DA SELIC (TAXA REFERENCIAL DE JUROS DA ECONOMIA), DE MUDANÇAS NO REGIME CAMBIAL COM TAXA FLUTUANTE E DE METAS PARA SUPERÁVIT PRIMÁRIO.

235 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL COMPLEMENTANDO AS POLÍTICAS ANTERIORES, O FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL E A COMUNIDADE FINANCEIRA INTERNACIONAL EFETUARAM UM EMPRÉSTIMO AO BRASIL DE US$ 41,6 BILHÕES. A EVOLUÇÃO DA TAXA SELIC É APRESENTADA A SEGUIR. %

236 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL ESTE PERÍODO INICIAL (8 ANOS) DO PROCESSO DE ESTABILIZAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA FOI MARCADO POR UM CRESCIMENTO POUCO SIGNIFICATIVO DO PRODUTO INTERNO BRUTO. MÉDIA DE 2,3% A.A., CONFORME FIGURA A SEGUIR. %

237 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O COMPORTAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA BRASILEIRA É APRESENTADO NA FIGURA A SEGUIR. US$ Bilhões O P LANO R EAL

238 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O COMPORTAMENTO DA DÍVIDA INTERNA COMO % DO PIB É APRESENTADO PELA FIGURA A SEGUIR. % O P LANO R EAL

239 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O P LANO R EAL O TOTAL DE RESERVAS INTERNACIONAIS BRASILEIRAS DE 2002 ERA DE 37 BILHÕES DE DÓLARES, JÁ CONSIDERANDO O EMPRÉSTIMO DO FMI. NA DÉCADA DE 90, A ECONOMIA NO MUNDO JÁ PRODUZIA OS ELEMENTOS QUE POTENCIALIZARIAM AS CRISES FUTURAS.

240 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O N OVO S ÉCULO – O G OVERNO LULA A POLÍTICA ECONÔMICA DO GOVERNO DO PRESIDENTE LULA FOI CARACTERIZADA PELA CONTINUIDADE DA POLÍTICA ADOTADA PELO SEU ANTECESSOR ALIADA A UMA MELHORIA NA ÁREA SOCIAL QUE PERMITIU O PAÍS DAR ALGUNS SALTOS DE QUALIDADE NO CAMPO ECONÔMICO. A ESTRATÉGIA INICIAL DE GOVERNO FOI UTILIZADA PARA TRAZER AO MERCADO A TRANQUILIDADE DE QUE NÃO SERIA FEITO NENHUM MOVIMENTO BRUSCO NOS RUMOS DA ECONOMIA. A CONFIRMAÇÃO DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL DO BRASIL NO CARGO FOI A PROVA INEQUÍVOCA DESTE COMPROMETIMENTO. UM PONTO INTERESSANTE NESTA ETAPA É ESTABELECER DE UM PROCESSO COMPARATIVO VIVIDO PELA ECONOMIA BRASILEIRA EM DOIS MOMENTOS DISTINTOS. PRIMEIRAMENTE NO GOVERNO DO PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (1995 A 2002) E EM SEGUIDA NO GOVERNO DO PRESIDENTE LULA (2003 A 2010).

241 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O N OVO S ÉCULO – O G OVERNO LULA ESTE TIPO DE AVALIAÇÃO POSSIBILITARÁ A CONSTATAÇÃO SOBRE PROGRAMAS E PROJETOS QUE TENHAM SIDO IMPLEMENTADOS EM UM OU OUTRO GOVERNO, BEM COMO A POSTURA DO PAÍS NO CONTEXTO DE EVENTUAIS CRISES INTERNACIONAIS. A TABELA DO PRÓXIMO SLIDE IRÁ COMPILAR OS RESULTADOS COMPARATIVOS DOS INDICADORES SELECIONADOS PARA OS RESPECTIVOS GOVERNOS.

242 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico INDICADORESANO OU PERÍODOFHC (1995 – 2002)LULA (2003 – 2010) TAXA DE INFLAÇÃO ,5% 20105,9% RESERVAS INTERNACIONAIS 2002US$ 36,3 BILHÕES 2010US$ 288,6 BILHÕES DÍVIDA EXTERNA 2002US$ 210,7 BILHÕES 2010US$ 256,7 BILHÕES TAXA REFERENCIAL DE JUROS 2002 (DEZ)16,3% A.A 2010 (DEZ)12,2% A.A DÍVIDA INTERNA COMO % DO PIB ,6% ,8% DESEMPREGO – TAXA MÉDIA ANUAL ,2% 20106,8% CRESCIMENTO MÉDIO ANUAL DO PIB ,3% A.A ,0% A.A

243 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O N OVO S ÉCULO – O G OVERNO LULA ALGUNS DIFERENCIAIS DO GOVERNO LULA EM RELAÇÃO AO DO ANTECESSOR FORAM O PROGRAMA DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA (BOLSA FAMÍLIA) QUE É CONSIDERADO UM DOS PRINCIPAIS PROGRAMAS DE COMBATE À POBREZA DO MUNDO E O PROGRAMA FOME- ZERO QUE CONSIDERAVA A PREMISSA DE QUE TODO BRASILEIRO TEM QUE FAZER TRÊS REFEIÇÕES POR DIA. O BIRD CONSIDEROU QUE O BRASIL REDUZIU SUBSTANCIALMENTE A POBREZA. A TAXA CORRESPONDENTE AO REFERIDO INDICADOR FOI REDUZIDA DE 40% PARA 9,1% EM 2006, MOTIVADA PELOS PROGRAMAS DE TRANSFERÊNCIA DE RENDA E PELA REDUÇÃO GRADUAL DA INFLAÇÃO. OUTRO PONTO DE VITAL IMPORTÂNCIA FOI A REDUÇÃO MARCANTE, QUASE 50%, NA TAXA MÉDIA ANUAL DE DESEMPREGO, CARACTERIZANDO BEM A EVOLUÇÃO DO GOVERNO LULA EM RELAÇÃO AO ANTERIOR. ATÉ HOJE.

244 PROSPECTIVA ECONÔMICA GLOBAL Brasil - 60 Anos de Desenvolvimento Econômico O N OVO S ÉCULO – O G OVERNO LULA NÃO MENOS IMPORTANTE FOI O INDICADOR DAS RESERVAS INTERNACIONAIS ACUMULADAS ENTRE OS DOIS GOVERNOS. OS RECORDES SUCESSIVOS QUE FORAM POTENCIALIZADOS AO LONGO DO GOVERNO LULA CONTRIBUÍRAM DE FORMA DECISIVA PARA O EQUILÍBRIO DA CONDUÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA DURANTE OS MOMENTOS MAIS CRÍTICOS DA CRISE DO SUBPRIME QUE AFETOU OS ESTADOS UNIDOS E A EUROPA, UMA CRISE FINANCEIRA DE ENORMES PROPORÇÕES E QUE DURA ATÉ HOJE.

245 FIM Obrigado!


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