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O APAGÃO LOGÍSTICO ELE VIRÁ OU JÁ CHEGOU ? GELPE – GRUPO DE ESTUDOS EM LOGÍSTICA EM PERNAMBUCO.

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1 O APAGÃO LOGÍSTICO ELE VIRÁ OU JÁ CHEGOU ? GELPE – GRUPO DE ESTUDOS EM LOGÍSTICA EM PERNAMBUCO

2 Economia brasileira não há nenhum motivo para ufanismo. não há nenhum motivo para ufanismo. a economia é fria. a economia é fria. o PIB brasileiro, com a revisão das contas nacionais o PIB brasileiro, com a revisão das contas nacionais pelo IBGE, está em US$ 1,066 trilhão. pelo IBGE, está em US$ 1,066 trilhão. cifra equivalente a R$ trilhões, convertidos à cifra equivalente a R$ trilhões, convertidos à cotação média de R$ 2,1771 por US$ em cotação média de R$ 2,1771 por US$ em é a décima economia do mundo. é a décima economia do mundo. FONTE: GAZETA MERCANTIL – MAR 2007 MARCILIO CUNHA

3 ALGUNS SINAIS : as empresas brasileiras gastam 56% a mais as empresas brasileiras gastam 56% a mais que as norte-americanas para fazer com que as norte-americanas para fazer com que a produção alcance o destino final. que a produção alcance o destino final. a indústria brasileira tem estoques mais a indústria brasileira tem estoques mais de 20 dias superiores aos das empresas de 20 dias superiores aos das empresas americanas por conta das incertezas e americanas por conta das incertezas e atrasos na movimentação das mercadorias. atrasos na movimentação das mercadorias. no Brasil, por esta pesquisa, o custo logístico no Brasil, por esta pesquisa, o custo logístico equivale a 12,8% do PIB. equivale a 12,8% do PIB. nos Estados Unidos, obedecidos os mesmos nos Estados Unidos, obedecidos os mesmos padrões, este custo é de 8,1% do PIB. padrões, este custo é de 8,1% do PIB. FONTE: CENTRO DE ESTUDO EM LOGÍSTICA – UFRJ / JUL 2006 MARCILIO CUNHA

4 ALGUNS SINAIS : além dessa diferença percentual sobre o PIB, além dessa diferença percentual sobre o PIB, o mais grave, é que os gargalos ainda não o mais grave, é que os gargalos ainda não revelaram todo o seu potencial de prejuízo. revelaram todo o seu potencial de prejuízo. o perigo maior, se encontra na taxa do PIB o perigo maior, se encontra na taxa do PIB brasileiro, que está com crescimento abaixo brasileiro, que está com crescimento abaixo da média dos outros países emergentes. da média dos outros países emergentes. a produtividade dos transportes brasileiros é a produtividade dos transportes brasileiros é apenas 22% a dos Estados Unidos. apenas 22% a dos Estados Unidos. FONTE: CENTRO DE ESTUDO EM LOGÍSTICA- UFRJ MAI 2006 MARCILIO CUNHA

5 PRINCIPAIS GARGALOS DA INFRA-ESTRUTURA: transporte e logística são os principais gargalos. transporte e logística são os principais gargalos. neles, os investimentos são especialmente neles, os investimentos são especialmente urgentes. urgentes. o setor elétrico é o segundo no ranking dos o setor elétrico é o segundo no ranking dos obstáculos para desenvolvimento. obstáculos para desenvolvimento. a urgência nos cuidados logísticos está no a urgência nos cuidados logísticos está no setor de transporte. setor de transporte. MARCILIO CUNHA

6 PRINCIPAIS GARGALOS DA INFRA-ESTRUTURA: calcula-se que US$ 2,5 bilhões por ano sejam perdidos calcula-se que US$ 2,5 bilhões por ano sejam perdidos no agronegócio brasileiro por conta da deficência no agronegócio brasileiro por conta da deficência no transporte. no transporte. a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE sobre combustível, criada em 2001 com o - CIDE sobre combustível, criada em 2001 com o propósito de melhorar os transportes públicos nacionais, propósito de melhorar os transportes públicos nacionais, não vem sendo utilizado devidamente. não vem sendo utilizado devidamente. foram arrecadados R$ 30 bilhões em recursos, mas foram arrecadados R$ 30 bilhões em recursos, mas apenas foram usados 30% para a área de transportes apenas foram usados 30% para a área de transportes e nada melhorou. e nada melhorou. FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA –ABDIB – MAI 2006 MARCILIO CUNHA

7 Logística dos transportes Logística dos transportes ( cenários para o ano 2010 ) CARGA TRANSPORTADA SHELL PLANET Rodovia – 1997 : 55,6% 37,2% 37,2% 39,7% 39,7% Ferrovia – 1997 : 22,6% 30,4% 30,4% 30,5% 30,5% Aquaviário – 1997 : 17,1% 24,9% 24,9% 22,0% 22,0% Dutos – 1997 : 4,3% 6,0% 6,0% 5,5% 5,5% Aéreo – 1997 : 0,4% 1,5% 1,5% 2,3% 2,3% total 100,0% total 100,0% 100,0% 100,0% FONTE: PLANET-UFRJ e SHELL MARCILIO CUNHA

8 FONTE: GEIPOT-OUT ,4% 4,2% 13,6% 20,7% 61,2% TOTAL : 794 BILHÕES TKU PARTICIPAÇÃO MODAL NO TRANSPORTE DE CARGAS ( BILHÕES DE TONELADAS-QUILÔMETROS-ÚTIL ) ( BILHÕES DE TONELADAS-QUILÔMETROS-ÚTIL ) MARCILIO CUNHA

9 Transporte de Cargas Rodoviário Rodoviário Ideal para cargas de peso médio e para Ideal para cargas de peso médio e para distâncias de 500 km, com prazo de distâncias de 500 km, com prazo de entrega em torno de 24 horas. entrega em torno de 24 horas. MARCILIO CUNHA

10 Transporte de Cargas Ferroviário Ferroviário indicado para cargas pesadas, com valor indicado para cargas pesadas, com valor agregado relativamente baixo e ou menos agregado relativamente baixo e ou menos visadas, com o prazo de entrega bem visadas, com o prazo de entrega bem equacionado. equacionado. deve ser utilizado para distâncias superiores deve ser utilizado para distâncias superiores a 500 km e inferiores a km. a 500 km e inferiores a km. MARCILIO CUNHA

11 Transporte de Cargas Aéreo Aéreo cargas leves de maior valor agregado, cargas leves de maior valor agregado, distâncias acima de km e menor distâncias acima de km e menor tempo para entrega. tempo para entrega. MARCILIO CUNHA

12 Transporte de Cargas Aquaviário Aquaviário cargas diversas, tendência conteinerizada, cargas diversas, tendência conteinerizada, face à rapidez na movimentação de embarque face à rapidez na movimentação de embarque e desembarque, garantia na qualidade do e desembarque, garantia na qualidade do produto até seu destino. produto até seu destino. prazo de entrega bem equacionada e valor de prazo de entrega bem equacionada e valor de frete considerado aceitável. frete considerado aceitável. MARCILIO CUNHA

13 Transporte de Cargas Dutos Dutos produtos especializados na forma de gás, produtos especializados na forma de gás, líquida e granulada, no sistema pipeline líquida e granulada, no sistema pipeline com terminais e rotas fixas. com terminais e rotas fixas. transfere grande quantidade de produtos. transfere grande quantidade de produtos. MARCILIO CUNHA

14 TRANSPORTE RODOVIÁRIO RODOVIÁRIO MARCILIO CUNHA

15 TRANSPORTE RODOVIÁRIO - A MALHA BRASILEIRA Rodovias ( km ) Extensão : milhão Pavimentado : 196 mil Federais : 93 mil Pavimentado: 57,9 mil ótimo ótimo bom bom condições das rodovias : regular condições das rodovias : regular ruim ruim péssimo péssimo 10,8 % 14,2% 38,4% 24,4% 12,2% FONTE: Ministério dos transportes (MT), CNT e Abdib MARCILIO CUNHA

16 Condições das estradas: 75% das estradas estão em estado 75% das estradas estão em estado péssimo, ruim ou regular. péssimo, ruim ou regular. por asfalto danificado, buracos ou por asfalto danificado, buracos ou pela falta de sinalização. pela falta de sinalização. faltam investimentos e planejamento. faltam investimentos e planejamento. FONTE: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE ( CNT ) – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

17 Condições das estradas : estima que 80% dos cerca estima que 80% dos cerca de km de rodovias de km de rodovias pavimentadas no país estão pavimentadas no país estão em mau estado de em mau estado de conservação. conservação. o frete em estrada ruim custa o frete em estrada ruim custa 40% a mais, repassando-se o 40% a mais, repassando-se o custo para o consumidor final. custo para o consumidor final. se a estrada está em estado se a estrada está em estado péssimo, eleva em 70% o péssimo, eleva em 70% o custo do frete. custo do frete. FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS USÁRIOS DE TRANSPORTE DE CARGAS ( ANUT ) – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

18 O custo da má conservação: uma estrada em condições ruins ocasiona uma estrada em condições ruins ocasiona um consumo de combustível 57% acima do um consumo de combustível 57% acima do normal. normal. um aumento de 37% de custos operacionais. um aumento de 37% de custos operacionais. 50% dos acidentes. 50% dos acidentes. o custo desses acidentes, apenas aqueles o custo desses acidentes, apenas aqueles com vítimas fatais nas rodovias federais, é com vítimas fatais nas rodovias federais, é estimado em cerca de U$ 4 bilhões anuais. estimado em cerca de U$ 4 bilhões anuais. FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TRANSPORTADORES DE CARGAS ( ABTC ) MARCILIO CUNHA

19 Pouca pavimentação: apesar de as principais estradas serem apesar de as principais estradas serem de asfalto, corredores importantes são de asfalto, corredores importantes são de terra. de terra. sobretudo nas regiões Norte e Centro-Oeste sobretudo nas regiões Norte e Centro-Oeste ( é o caso da BR-163 ), aberta no início dos ( é o caso da BR-163 ), aberta no início dos anos 70. anos 70. poderia escoar grande parte da soja do poderia escoar grande parte da soja do Mato Grosso, pelo porto de Santarém (PA), Mato Grosso, pelo porto de Santarém (PA), por falta de estrada (913 km sem asfalto), por falta de estrada (913 km sem asfalto), embarca por Santos. embarca por Santos. FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTE DE CARGAS E LOGÍSTICA – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

20 Outras estradas em situação precária: trechos da BR-116 e trechos da BR-116 e da BR-101 estão entre da BR-101 estão entre os que aguardam há os que aguardam há 5 anos a concessão 5 anos a concessão à iniciativa privada. à iniciativa privada. MARCILIO CUNHA

21 Malha rodoviária em boas condições: os custos podem ser reduzidos entre os custos podem ser reduzidos entre 8% e 10%. 8% e 10%. trechos de longa distância, podem trechos de longa distância, podem ser percorridos em até 48 horas, ser percorridos em até 48 horas, contra o dobro do tempo em contra o dobro do tempo em estradas ruins. estradas ruins. menores perdas nos produtos menores perdas nos produtos transportados por caminhões. transportados por caminhões. MARCILIO CUNHA

22 Condições das estradas: os investimentos públicos em rodovias estão os investimentos públicos em rodovias estão aquém do reclamado pelo setor privado. aquém do reclamado pelo setor privado. foram R$ 11,7 bilhões nos últimos quatro anos, foram R$ 11,7 bilhões nos últimos quatro anos, média anual de R$ 2,9 bilhões. média anual de R$ 2,9 bilhões. são necessários R$ 13 bilhões por ano, entre são necessários R$ 13 bilhões por ano, entre recursos públicos e privados durante cinco recursos públicos e privados durante cinco anos para recuperar a malha rodoviária. anos para recuperar a malha rodoviária. FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE INFRA-ESTRUTURA E INDUSTRIA DE BASE ( ABDIB ) – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

23 Controles de pesagem no Brasil faltam recursos para implantação e manutenção faltam recursos para implantação e manutenção de postos de fiscalização e pesagem. de postos de fiscalização e pesagem. calculos do MT estimam que 30% da frota de calculos do MT estimam que 30% da frota de caminhões trafega com peso acima do permitido. caminhões trafega com peso acima do permitido. o excesso de peso da frota, reduz a vida útil o excesso de peso da frota, reduz a vida útil da pavimentação asfáltica em até 80%. da pavimentação asfáltica em até 80%. FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MARCILIO CUNHA

24 A frota de caminhões em 1992, a frota brasileira era de caminhões, em 1992, a frota brasileira era de caminhões, com idade de 10,8 anos. com idade de 10,8 anos. em 2005, subiu para de unidades,com idade em 2005, subiu para de unidades,com idade média de 15 anos. média de 15 anos. crescimento acelerado dos caminhões extra pesados. crescimento acelerado dos caminhões extra pesados. em 1992, os extrapesados representava 6,9%, em 2005 em 1992, os extrapesados representava 6,9%, em 2005 eles respondem por 17% da frota. eles respondem por 17% da frota. MARCILIO CUNHA

25 A frota de caminhões CAMINHÕES Leves Médios Pesados Extrapesados 14,2 anos 22,4 anos 11,0 anos 8,0 anos 8,9 anos 14,0 anos 12,0 anos 5,1 anos Idade da frota brasileira FONTE:PESQUISA TRUCK-FROTA 2005 (TRUCK CONSULTORIA EM TRANSPORTE) MARCILIO CUNHA

26 Malha rodoviária em Pernambuco km de estradas pavimentadas km de estradas pavimentadas km são estaduais km são estaduais. idade da frota ( 50 mil caminhões ) é de 14 anos. idade da frota ( 50 mil caminhões ) é de 14 anos. veículos vivem em permanente reparo. veículos vivem em permanente reparo. não há renovação por falta de capital. não há renovação por falta de capital. MARCILIO CUNHA

27 TRANSPORTE RODOVIÁRIO Pelas estradas brasileiras transitam : 59,2% da produção nacional. 59,2% da produção nacional. 96% das pessoas que viajam. 96% das pessoas que viajam. MARCILIO CUNHA

28 Quilômetros de rodovias para cada mil km de território para cada mil km de território 2 45,3 39,6 17,8 17,3 MÉXICO CANADÁCHINABRASIL

29 MARCILIO CUNHA

30 TRANSPORTE FERROVIÁRIO FERROVIÁRIO MARCILIO CUNHA

31 O setor ferroviário está sendo reativado, mas obstáculos poderão comprometer o seu futuro crescimento. MARCILIO CUNHA

32 Extensão da malha ferroviária Total : km Concedida : km ( 96 % ) transporte de carga: transporte de carga: 345,96 milhões de tonelada 345,96 milhões de tonelada transporte de passageiros: transporte de passageiros: 1,55 milhão de pessoas 1,55 milhão de pessoas FONTE: ANUÁRIO EXAME MARCILIO CUNHA

33 A malha ferroviária o traçado da malha é 30 % mais longo o traçado da malha é 30 % mais longo que as das rodovias ( sinuosidades e que as das rodovias ( sinuosidades e fortes rampas ). fortes rampas ). distâncias entre trilhos ( bitolas ) distâncias entre trilhos ( bitolas ) diferentes entre trechos da malha diferentes entre trechos da malha FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE TRANSPORTES FERROVIÁRIOS – MAI 2006 MARCILIO CUNHA

34 Frota ferroviária VAGÕES : unidades VAGÕES : unidades CARROS : 108 unidades CARROS : 108 unidades LOCOMOTIVAS : unidades LOCOMOTIVAS : unidades FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTES FERROVIÁRIOS MARCILIO CUNHA

35 Ferrovias do Nordeste Extensão : km Concessões : Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN AL,PE,PB,RN,CE,PI,MA AL,PE,PB,RN,CE,PI,MA ( Km ) ( Km ) Ferroviária Centro Atlântica – FCA Ferroviária Centro Atlântica – FCA BA,SE BA,SE ( km ) ( km ) MARCILIO CUNA

36 FERROVIA TRANSNORDESTINA MARCILIO CUNHA

37 Condições das ferrovias no início da década de 90, cenário do setor ferroviário no início da década de 90, cenário do setor ferroviário brasileiro era desalentador. brasileiro era desalentador. em 1996, dá-se início as privatizações dos serviços. em 1996, dá-se início as privatizações dos serviços. o Brasil, continua muito atrás de países desenvolvidos o Brasil, continua muito atrás de países desenvolvidos e em desenvolvimento. e em desenvolvimento. com área apenas 13% maior que a brasileira, com área apenas 13% maior que a brasileira, os Estados Unidos possuem uma rede ferroviária os Estados Unidos possuem uma rede ferroviária com mais de km de trilhos. com mais de km de trilhos. ( 10 vezes mais que o Brasil ) ( 10 vezes mais que o Brasil ) as empresas americanas transportam quase 3 trilhões as empresas americanas transportam quase 3 trilhões de TKU, no Brasil nem chega a 300 bilhões. de TKU, no Brasil nem chega a 300 bilhões. FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TRANSPORTADORES FERROVIÁRIOS – MAIO 2006 MARCILIO CUNHA

38 Condições das ferrovias no final da década de 50, o Brasil chegou a no final da década de 50, o Brasil chegou a ter 38 mil km de ferrovias. ter 38 mil km de ferrovias. em 57 anos, a malha diminui 26%, ficando em 57 anos, a malha diminui 26%, ficando estacionada em 28 mil km. estacionada em 28 mil km. além de passarem no meio de cidades e além de passarem no meio de cidades e favelas, há hoje 834 invasões ( construções favelas, há hoje 834 invasões ( construções erguidas nas bordas de ferrovias ). erguidas nas bordas de ferrovias ). vagões cruzam passagens de nível vagões cruzam passagens de nível ( cruzamento com rodovias ), o que torna ( cruzamento com rodovias ), o que torna a viagem mais lenta. a viagem mais lenta. FONTE: ANTF e ANAQ – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

39 Melhorias nas ferrovias o setor ferroviário precisa de R$ 4,2 bilhões o setor ferroviário precisa de R$ 4,2 bilhões para reformar e adequar a malha existente. para reformar e adequar a malha existente. outros R$ 9,4 bilhões para a expansão do outros R$ 9,4 bilhões para a expansão do setor. setor. no Programa de Aceleração do Crescimento no Programa de Aceleração do Crescimento PAC, que traz investimentos de R$ 7,8 bilhões PAC, que traz investimentos de R$ 7,8 bilhões até 2010, entre recursos públicos e privados. até 2010, entre recursos públicos e privados. FONTE : CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT - MARÇO 2007 MARCILIO CUNHA

40 apesar dos problemas, 60 % dos usuários apesar dos problemas, 60 % dos usuários dos trens de carga se disseram satisfeitos dos trens de carga se disseram satisfeitos com o serviço. com o serviço. para 75 % dos entrevistados, os prazos para 75 % dos entrevistados, os prazos acordados são cumpridos. acordados são cumpridos. MARCILIO CUNHA

41 Quilômetros de ferrovias para cada mil km de território. para cada mil km de território. ² MÉXICOCANADÁCHINABRASIL 10,5 8,4 6,1 3,4

42 MARCILIO CUNHA

43 TRANSPORTE AQUAVIÁRIO AQUAVIÁRIO MARCILIO CUNHA

44 Às voltas com a falta histórica de ivestimentos, ineficiência e burocracia, portos nacionais são os próximos candidatos a um apagão. MARCILIO CUNHA

45 Condições dos portos a maioria operando a 80% e 90% de sua a maioria operando a 80% e 90% de sua capacidade, o que reduz sua eficiência capacidade, o que reduz sua eficiência ( a média na Europa é de 50% ). ( a média na Europa é de 50% ). a espera para transportar bens pode chegar na a espera para transportar bens pode chegar na média a três dias, um custo que é repassado média a três dias, um custo que é repassado para o consumidor. para o consumidor. há uma demanda crescente hoje nos portos há uma demanda crescente hoje nos portos brasileiros para transporte de produtos. brasileiros para transporte de produtos. MARCILIO CUNHA

46 Condições dos portos cargas idustrializadas de um valor agregado cargas idustrializadas de um valor agregado tem crescido 20% ao ano desde tem crescido 20% ao ano desde contêineres: 40 pés (15 à 20 toneladas) contêineres: 40 pés (15 à 20 toneladas) 20 pés (15 à 17 toneladas) 20 pés (15 à 17 toneladas) em 2006, ficou em 4,2 milhões de TEUS em 2006, ficou em 4,2 milhões de TEUS ( unidade padrão para contêineres de 20 pés ). ( unidade padrão para contêineres de 20 pés ). até 2010, estima-se que deve chegar até 2010, estima-se que deve chegar a 6,6 milhões. a 6,6 milhões. FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS TERMINAIS DE CONTÊINERES – ABRATEC – DEZ 2006 MARCILIO CUNHA

47 Condições dos portos na Europa são movimentados 120 contêineres na Europa são movimentados 120 contêineres por hora. por hora. no Brasil a média é de 40 contêineres por hora. no Brasil a média é de 40 contêineres por hora. enquanto em muitos países a liberação de enquanto em muitos países a liberação de contêineres está em 25 dias. contêineres está em 25 dias. no Brasil está em 39 dias. no Brasil está em 39 dias. MARCILIO CUNHA

48 Condições dos portos enquanto no porto de Roterdã, em média, enquanto no porto de Roterdã, em média, 2 trabalhadores operam um contêiner. 2 trabalhadores operam um contêiner. no Rio de Janeiro esse trabalho é feito por no Rio de Janeiro esse trabalho é feito por 15 pessoas. 15 pessoas. há excesso de funcionários, uma ineficiência há excesso de funcionários, uma ineficiência muito grande. muito grande. as Companhias das Docas dos portos são, na as Companhias das Docas dos portos são, na maioria, mal geridas e seus funcionários são maioria, mal geridas e seus funcionários são escolhidos por indicação política. escolhidos por indicação política. MARCILIO CUNHA

49 Condições dos portos em 2007, o governo prevê investimentos de em 2007, o governo prevê investimentos de R$ 200 milhões para o setor. R$ 200 milhões para o setor. ABDIB estima que seriam necessários recursos ABDIB estima que seriam necessários recursos de US$ 500 milhões anuais. de US$ 500 milhões anuais. além de estar à mercê do Orçamento da União. além de estar à mercê do Orçamento da União. (sempre sujeito a cortes) (sempre sujeito a cortes) outro obstáculo é a obtenção do licenciamento outro obstáculo é a obtenção do licenciamento ambiental para as obras de dragagem. ambiental para as obras de dragagem. (em alguns portos chegam levar mais de 3 anos) (em alguns portos chegam levar mais de 3 anos) MARCILIO CUNHA

50 Condições dos portos os principais portos brasileiros tem problemas os principais portos brasileiros tem problemas de retirada de sedimentos acumulados ao de retirada de sedimentos acumulados ao fundo do canal (exceto de Itaqui-MA,23 metros) fundo do canal (exceto de Itaqui-MA,23 metros) faltam berço de atracação (estima-se em 60 faltam berço de atracação (estima-se em 60 no país). no país). a falta de berço de atracação levam os navios a falta de berço de atracação levam os navios em média até 18 horas para atracar. em média até 18 horas para atracar. a maioria tem dificuldades de acesso. a maioria tem dificuldades de acesso. ( rodoviário e ferroviário ) ( rodoviário e ferroviário ) MARCILIO CUNHA

51 Portos extensão da costa marítima: extensão da costa marítima: km km número de portos : número de portos : MARCILIO CUNHA

52 Portos TIPO de CARGA TIPO de CARGA QUANTIDADE QUANTIDADE ( toneladas ) ( toneladas ) % Granéis sólidos Granéis líquidos Geral TOTAL TOTAL Quantidade anual de carga operada nos portos FONTE: MINISTÉRIO DO TRANSPORTES MARCILIO CUNHA

53 Portos TIPO DE NAVEGAÇÃO QUANTIDADE ( unidades ) ( unidades ) % Longo curso Cabotagem TOTAL TOTAL Quantidade anual de contêineres operados nos portos MARCILIO CUNHA

54

55 Portos de Pecém e Suape no Nordeste, a baixa opção de modais faz no Nordeste, a baixa opção de modais faz com que os dois portos, trabalhem abaixo com que os dois portos, trabalhem abaixo de sua capacidade. de sua capacidade. ao mesmo tempo, boa parte das empresas ao mesmo tempo, boa parte das empresas da região escoa seus produtos por rodovias. da região escoa seus produtos por rodovias. a questão poderá ser solucionada a partir de a questão poderá ser solucionada a partir de 2010, quando o primeiro trecho da ferrovia 2010, quando o primeiro trecho da ferrovia transnordestina estiver concluído. transnordestina estiver concluído. MARCILIO CUNHA

56 Portos de Pecém e Suape com a ferrovia Transnordestina em com a ferrovia Transnordestina em operação permitirá que os grãos operação permitirá que os grãos produzidos no Maranhão, Oeste produzidos no Maranhão, Oeste da Bahia e Piauí cheguem ao porto, da Bahia e Piauí cheguem ao porto, como um novo canal para escoar como um novo canal para escoar a produção. a produção. MARCILIO CUNHA

57 PORTO DE SUAPE área total : 13,5 hectares área total : 13,5 hectares distância do recife : 40 km distância do recife : 40 km porto externo : 16,5 metros porto externo : 16,5 metros ( profundidade) ( profundidade) cais de multiplos usos : gás natural cais de multiplos usos : gás natural porto interno : terminal de contêineres porto interno : terminal de contêineres pier de granéis líquidos : capacidade pier de granéis líquidos : capacidade de estocagem 75 mil m de GLP de estocagem 75 mil m de GLP terminais de contêineres: capacidade terminais de contêineres: capacidade de movimentar até 400 mil TEUs de movimentar até 400 mil TEUs MARCILIO CUNHA

58 NAVEGAÇÃO FLUVIAL FLUVIAL MARCILIO CUNHA

59 Hidrovias redescobertas Economicamente viáveis km km Peso nos transportes do país 19% 19% Hidrovias em uso comercial km km Potencialidade navegável km km Carga transportada em milhões 12 milhões Produtos transportados grãos ( 65% ) grãos ( 65% ) Principal bacia Amazônica Amazônica FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MARCILIO CUNHA

60 Hidrovias redescobertas o setor aquaviário tem crescido o setor aquaviário tem crescido 20% ao ano. 20% ao ano. extensão da malha hidroviária brasileira extensão da malha hidroviária brasileira km km. extensão atualmente de km extensão atualmente de km (20% ). (20% ). MARCILIO CUNHA

61 Hidrovias redescobertas cargas transportadas : cargas transportadas : toneladas toneladas o movimento de cargas é muito baixo o movimento de cargas é muito baixo se comparado aos outros modais. se comparado aos outros modais. o Brasil é um dos países que menos o Brasil é um dos países que menos usa o transporte hidroviário. usa o transporte hidroviário. MARCILIO CUNHA

62 Hidrovias redescobertas o uso das hidrovias nunca foi o uso das hidrovias nunca foi prioridade. prioridade. foi construída uma série de obras foi construída uma série de obras que atrapalham a navegação. que atrapalham a navegação. pontes que dificultam passagem, pontes que dificultam passagem, falta de eclusas e muitas usinas falta de eclusas e muitas usinas hidreelétricas. hidreelétricas. MARCILIO CUNHA

63 Hidrovia do São Francisco Trechos : Trechos : Petrolina – PE e Ibotirama – BA Petrolina – PE e Ibotirama – BA 704 km NAVEGÁVEIS 704 km NAVEGÁVEIS Ibotirama – BA e Pirapora – MG Ibotirama – BA e Pirapora – MG 667 km INOPERANTES 667 km INOPERANTES MARCILIO CUNHA

64 Hidrovia do São Francisco profundidade: profundidade: 80 centímetros atuais 80 centímetros atuais 2 metros necessários 2 metros necessários largura: 35 metros largura: 35 metros MARCILIO CUNHA

65 Hidrovia do São Francisco Solução do problema: ASSORAMENTO: dragagem anual ao longo de ASSORAMENTO: dragagem anual ao longo de toda a hidrovia (remoção dos toda a hidrovia (remoção dos bancos de areia ). bancos de areia ). PEDRAS: remoção de pedras por explosões PEDRAS: remoção de pedras por explosões (desrocamento). (desrocamento). MARCILIO CUNHA

66 Hidrovia do São Francisco TRANSPORTE POTENCIAL ESTIMADO: POTENCIAL ESTIMADO: 2 milhões de toneladas por ano 2 milhões de toneladas por ano USO ATUAL: 150 mil toneladas por ano USO ATUAL: 150 mil toneladas por ano MARCILIO CUNHA

67 Quilômetros de hidrovias para cada mil km de território. para cada mil km de território. ² MÉXICO BRASIL CHINA 14,5 5,6 1,5 0,3

68 MARCILIO CUNHA

69 CABOTAGEM

70 Cabotagem representa uma grande economia quando representa uma grande economia quando se trata de distância acima de km, se trata de distância acima de km, chegando a reduzir os fretes em até 50%. chegando a reduzir os fretes em até 50%. como o transporte aquaviário é menos sujeito como o transporte aquaviário é menos sujeito a roubo de cargas, as alíquotas de seguro a roubo de cargas, as alíquotas de seguro também são mais baratas. também são mais baratas. as mercadorias não sofrem danos durante a as mercadorias não sofrem danos durante a viagem. viagem. entorno de 10 navios porta-contêineres atuam entorno de 10 navios porta-contêineres atuam junto aos portos brasileiros. junto aos portos brasileiros. MARCILIO CUNHA

71 Cabotagem de 1999, a movimentação de cargas passou de 1999, a movimentação de cargas passou de 20 mil contêineres de 20 pés para 370 mil de 20 mil contêineres de 20 pés para 370 mil em em o potencial é estimado em 2 milhões de o potencial é estimado em 2 milhões de contêineres de 20 pés. contêineres de 20 pés. as operadoras marítimas trabalham com o as operadoras marítimas trabalham com o conceito de entregar as mercadorias até a conceito de entregar as mercadorias até a porta do cliente. porta do cliente. significa ultrapassar dezenas de obstáculos. significa ultrapassar dezenas de obstáculos. MARCILIO CUNHA

72 Cabotagem os principais produtos transportados tem os principais produtos transportados tem alto valor agregado. alto valor agregado. portanto, quanto maior o tempo de espera portanto, quanto maior o tempo de espera de chegada dos bens, maior o custo de chegada dos bens, maior o custo financeiro desse transporte. financeiro desse transporte. no Brasil, as saídas semanais de navios no Brasil, as saídas semanais de navios ainda são muito baixas. ainda são muito baixas. MARCILIO CUNHA

73 Cabotagem na Europa, de Roterdã a Lisboa a média de na Europa, de Roterdã a Lisboa a média de saídas é de 4 por semana. saídas é de 4 por semana. nos portos do Nordeste as saídas está em nos portos do Nordeste as saídas está em 1,2 por semana. 1,2 por semana. além da dificuldade de além da dificuldade de ampliação dos portos ampliação dos portos nacionais, faltam navios nacionais, faltam navios para operar na costa para operar na costa brasileira. brasileira. MARCILIO CUNHA

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75 TRANSPORTE TRANSPORTE AÉREO AÉREO MARCILIO CUNHA

76 Aéreo a característica é a velocidade. a característica é a velocidade. tempo em trânsito mais rápido que qualquer tempo em trânsito mais rápido que qualquer outro modal. outro modal. para a maioria das empresas aéreas o tráfego para a maioria das empresas aéreas o tráfego de cargas era consequência do tráfego de de cargas era consequência do tráfego de passageiros. passageiros. as empresas aéreas demonstram interesse de as empresas aéreas demonstram interesse de disputar esse mercado com outros modais. disputar esse mercado com outros modais. MARCILIO CUNHA

77 Aeroportos TIPO QUANTIDADE QUANTIDADE Aeroportos domésticos 36 Aeroportos internacionais 30 Aeródromos e pequenos aeroportos pequenos aeroportos FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES MARCILIO CUNHA

78 Aéreo Movimentação anual nos aeroportos no Brasil Tipo de vôos Número de pousos e decolagens decolagensMovimento de carga (tonelada) Movimento de passageiros domésticos internacionais total FONTE: MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES-2006 MARCILIO CUNHA

79 Apagão aéreo a crise no setor aéreo vem ocorrendo desde a crise no setor aéreo vem ocorrendo desde de outubro de 2006, depois da colisão entre de outubro de 2006, depois da colisão entre o avião da Gol e o jato da Embraer. o avião da Gol e o jato da Embraer. a queda da aeronave trouxe à tona o debate a queda da aeronave trouxe à tona o debate sobre a questão dos equipamentos de sobre a questão dos equipamentos de monitoração do tráfego aéreo brasileiro. monitoração do tráfego aéreo brasileiro. controladores de vôo começaram a fazer controladores de vôo começaram a fazer operações padrão, dando maior espaço operações padrão, dando maior espaço entre os vôos e causando atrasos nos entre os vôos e causando atrasos nos principais aeroportos do país. principais aeroportos do país. MARCILIO CUNHA

80 Apagão aéreo persistência dessa situação é motivo de persistência dessa situação é motivo de reiterada apreensão do setor industrial. reiterada apreensão do setor industrial. o aumento do tempo despendido nas o aumento do tempo despendido nas viagens aéreas e as incertezas que o viagens aéreas e as incertezas que o quadro atual gera trazendo sérias quadro atual gera trazendo sérias implicações para a atividade implicações para a atividade econômica do país. econômica do país. MARCILIO CUNHA

81 Apagão aéreo a empresa Netuno perdeu US$15mil numa a empresa Netuno perdeu US$15mil numa carga que foi embarcada para a Europa no carga que foi embarcada para a Europa no dia 30/03/07,com a greve dos contoladores dia 30/03/07,com a greve dos contoladores de tráfego aéreo,durante cinco horas. de tráfego aéreo,durante cinco horas. com o atraso, o peixe perde o frescor e não com o atraso, o peixe perde o frescor e não fica mais no estado ideal para ser consumidor. fica mais no estado ideal para ser consumidor. perdas de mercadorias e o atraso na entrega. perdas de mercadorias e o atraso na entrega. MARCILIO CUNHA

82 Aeroporto Internacional dos Guarapes pista de metros de extensão. pista de metros de extensão. pista capacitada a receber qualquer tipo de pista capacitada a receber qualquer tipo de aeronave cargueira ( Jumbo ). aeronave cargueira ( Jumbo ). armazém de cargas,com área total de armazém de cargas,com área total de metros quadrados. metros quadrados. armazém com capacidade de armazém com capacidade de toneladas/mês toneladas/mês. MARCILIO CUNHA

83 Aeroporto Internacional dos Guararapes páteo para aeronaves : 26 posições páteo para aeronaves : 26 posições vôos: 23 cargueiros por semana vôos: 23 cargueiros por semana MARCILIO CUNHA

84 Aeroporto Internacional de Petrolina superfície: km superfície: km pista: metros de extensão pista: metros de extensão páteo para aeronaves: 5 posições páteo para aeronaves: 5 posições câmaras frigoríficas: 6 unidades câmaras frigoríficas: 6 unidades câmaras de pré-refrigeração: 2 unidades câmaras de pré-refrigeração: 2 unidades MARCILIO CUNHA

85 As exportações brasileiras estão próximas de um colapso, devido, principalmente, a estrangulamentos na logística de transportes. MARCILIO CUNHA

86 FONTE: Centro de Estudo em Logística CEL – COPPEAD – UFRJ AGO 2004 Grandes exportadores brasileiros: 94% consideram que a infra-estrutura brasileira não 94% consideram que a infra-estrutura brasileira não atende no momento às necessidades da empresa, atende no momento às necessidades da empresa, ou atende precariamente. ou atende precariamente. apenas 6% das empresas, que gozam de estrutura apenas 6% das empresas, que gozam de estrutura própria de transportes,consideram a atual situação própria de transportes,consideram a atual situação favorável a seus negócios. favorável a seus negócios. mais de 60% dos grandes exportadores de granéis mais de 60% dos grandes exportadores de granéis e de contêineres do País acreditam que a situação e de contêineres do País acreditam que a situação de comércio exterior tende a piorar ou ficar de comércio exterior tende a piorar ou ficar estagnada nos próximos cinco anos. estagnada nos próximos cinco anos. MARCILIO CUNHA

87 Grandes exportadores brasileiros: para 93% dos grandes exportadores, o para 93% dos grandes exportadores, o sistema ferroviário não supre as sistema ferroviário não supre as necessidades. necessidades. para 46% dos grandes exportadores, o para 46% dos grandes exportadores, o transporte aéreo é o que tem maior transporte aéreo é o que tem maior nível de contentamento. nível de contentamento. MARCILIO CUNHA

88 Grandes exportadores brasileiros a pesquisa revela que o Brasil mantém, em média, a pesquisa revela que o Brasil mantém, em média, 23 dias a mais de estoques industriais do que os 23 dias a mais de estoques industriais do que os Estados Unidos. Estados Unidos. essa diferença equivale a custos de R$ 115 bilhões. essa diferença equivale a custos de R$ 115 bilhões. multas com atrasos de embarques, pagamentos de multas com atrasos de embarques, pagamentos de diárias de navios, caminhões, demurrage implicam diárias de navios, caminhões, demurrage implicam custos médios de US$ 500 mil/ano. custos médios de US$ 500 mil/ano. FONTE: Centro de Estudos em Logística – CEL – COPPEAD – UFRJ AGO 2004 MARCILIO CUNHA

89 Gastos extras Demurrage Demurrage / Diárias Diárias Transporte Demurrage Demurrage / Diárias Diárias Transporte de navios detenção de de de premium de navios detenção de de de premium Máximo US$ 2 US$ 2 US$ 300 US$ 300 US$ 300 por por empresa milhões milhões mil mil mil 245,6 116,8 100,6 35,2 72,7 Média das empresas devido a ineficiência no escoamento das exportações em 2003 ( em US$ mil ) ( em US$ mil )

90 Exportações e logística Infra-estrutura dificuldade de barreiras de limitação da logística vender no entrada nos capacidade logística vender no entrada nos capacidade exterior outros países de produção exterior outros países de produção Gargalo para crescimento das exportações Maiores dificuldades Maiores dificuldades ( 100 pontos distribuídos entre os itens ) MARCILIO CUNHA

91 Logística das exportações Principais aspectos que contribuem para tornar a logística o mais Importante gargalo das exportações ( total de 26 itens ) Escala de 1 a 5 GREVES INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIO DE ESCOAMENTO PREÇO DO FRETE INTERNACIONAL BUROCRACIA GOVERNAMENTAL TEMPO DE LIBERAÇÃO DE MERCADORIA 4,5 4,0 4,0 4,0 3,9

92 Da fazenda ao porto os produtores brasileiros são mais eficientes. os produtores brasileiros são mais eficientes. tiram em média, de kg soja por hectare. tiram em média, de kg soja por hectare. 10% mais que os americanos e argentinos. 10% mais que os americanos e argentinos. esse resultado compensa, em parte, os subsídios esse resultado compensa, em parte, os subsídios do governo americano e as distâncias menores do governo americano e as distâncias menores que barateiam fretes na Argentina. que barateiam fretes na Argentina. 60% da soja nacional é escoada por rodovias, o 60% da soja nacional é escoada por rodovias, o meio mais caro. meio mais caro. nos EUA, 61% vão por hidrovias. nos EUA, 61% vão por hidrovias. FONTE: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS EXPORTADORES DE CEREAIS – ANEC – OUT 2004 MARCILIO CUNHA

93 A caminho do porto O custo para transportar 1 tonelada a cada km : 8 dólares nas hidrovias 8 dólares nas hidrovias 16 dólares nas ferrovias 16 dólares nas ferrovias 32 dólares nas rodovias 32 dólares nas rodovias FONTE : ANEC – OUT 2004

94 A caminho do porto Como é transportada a produção de soja BRASIL BRASIL EUA ARGENTINA Hidrovia 7% 7% 61% 61% 2% 2% Ferrovia 33% 33% 23% 23% 16% 16% Rodovia 60% 60% 16% 16% 82% 82% Distância média ( em km ) Tipo FONTE : ANEC – OUT 2004 MARCILIO CUNHA

95 Fila no porto um navio parado no porto custa um navio parado no porto custa US$ por dia. US$ por dia. em Paranaguá, de onde é exportada em Paranaguá, de onde é exportada a maior parte do grão, o tempo médio a maior parte do grão, o tempo médio de espera é de 20 dias. de espera é de 20 dias. o prejuízo, geralmente repassado ao o prejuízo, geralmente repassado ao produtor, chega a US$ 1 milhão produtor, chega a US$ 1 milhão por navio. por navio. FONTE: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT OUT 2004 MARCILIO CUNHA

96 O que se perde no meio do caminho no fim da linha, os produtores de soja no fim da linha, os produtores de soja nacionais deixam de ganhar US$ 17 nacionais deixam de ganhar US$ 17 por tonelada exportada, comparados por tonelada exportada, comparados aos argentinos, e até US$ 25, em aos argentinos, e até US$ 25, em relação aos americanos. relação aos americanos. a perda anual do setor soma quase a perda anual do setor soma quase US$ 1 bilhão. US$ 1 bilhão. FONTE: CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO TRANSPORTE – CNT OUT 2004 MARCILIO CUNHA

97 Carga pesada Passo a passo, as perdas e os ganhos de cada um ( em dólares por tonelada ) VALORES BRASIL BRASIL EUA ARGENTINA Cotação média ** Frete até o porto Despesas portuárias Receita líquida Subsídio oficial Receita total Perda de receita 15% 15% 4% 4% 8% 8% * * A maior cotação da Bolsa de Chicago em 2003 FONTE: CNT – OUT 2004

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