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SUPORTE NUTRICIONAL PARENTERAL Dr. WILSON VINUEZA GALARRAGA CRM: 97310 Especialista em Nutrição Clínica e Metabolismo Pelo GANEP DIRETOR CLINICO DA EMTN.

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2 SUPORTE NUTRICIONAL PARENTERAL Dr. WILSON VINUEZA GALARRAGA CRM: Especialista em Nutrição Clínica e Metabolismo Pelo GANEP DIRETOR CLINICO DA EMTN do HRVR

3 HRVR Dr. Wilson Vinueza Galárraga Farmaceútica: Flávia Rascado M. Muniz Nutricionista: Aparecida R. Barbosa Enfermeira : Marisa Thomazim Colaborador: Robson Regio Pinto Pariquera açu-SP, 20 de setembro de 2010 EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE TERAPIA NUTRICIONAL HOSPITAL REGIONAL DO VALE DO RIBEIRA

4 Um pouco de história... Primeiros relatos no século XIV, porém seus primeiros resultados não se mostraram satisfatórios. As primeiras soluções glicosadas e hidrossalinas apareceram no início do século XVII, mas somente no século XX, mais especificamente 1968, houve a sistematização da Nutrição Parenteral através da proposta de Dudrick da Universidade da Pensilvania, a qual provava a eficácia e a aplicabilidade segura do uso do método.

5 1. Definição de Nutrição Parenteral (NP) Solução ou emulsão, composta basicamente de carboidratos, aminoácidos, lipídios, vitaminas e minerais, estéril, acondicionada em recipiente de vidro ou plástico, destinada à administração intravenosa em pacientes desnutridos ou não, em regime hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, visando a síntese ou manutenção dos tecidos, órgãos ou sistemas. (Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998) Solução estéril que contém todos os nutrientes necessários ao paciente, administrada pela via endovenosa

6 Total: Oferece todos os nutrientes essenciais e equilibrados para suprir as necessidades básicas Parcial: Como suplemento para completar a oferta calórica via enteral e/ou oral

7 2. Vias de Acesso 2.1 Acesso periférico: Solução de glicose (5-10%) associada a aminoácidos e eventualmente lipídios administrada diretamente a uma veia periférica de baixo calibre (geralmente nos braços); Tolera pouco volume e osmolaridade devido o calibre dos vasos utilizados; Utilizada por períodos entre 7 a 10 dias, porque em geral não atinge as necessidades nutricionais do paciente. Média calórica em torno de Kcal/dia e osmolaridade <900mOsm/L Indicações : pacientes em jejum de 3 a 5 dias, com disfunção do trato gastrointestinal não complicada (PO apendicectomia, pequena ressecção intestinal com SNG aberta em alto débito, em boas condições nutricionais e que possam retornar à ingesta oral rapidamente;

8 2. Vias de Acesso 2.2 Acesso Central: Também conhecida como Nutrição Parenteral Total (NPT); Administrada por meio de uma veia de grande diâmetro (geralmente subclávia ou jugular interna) diretamente ao coração; Indicada por períodos mais longos (superior a dias) porque oferece melhor aporte energético e protéico; Osmolaridade superior a 1000mOsm/L; Indicações: pacientes que não possam tolerar ingestão oral ou enteral (SIC, íleo paralítico, trombose intestinal)

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10 2.2.1 PUNÇÃO DA VEIA SUBCLÁVIA Ambos os lados podem ser puncionados Anestesia local lidocaína PUNÇÃO DA VEIA JUGULAR Mais segura que a punção subclávia Pode ser bilateral alguns autores indicam lado direito evitar lesão do ducto torácico

11 3. Cateteres 3.1 Cateter venoso central Os cateteres devem ser posicionados para a veia cava superior ou inferior (sentido coração) e suas posições devem ser muito bem certificadas por radiografia. Cateteres duplo e triplo lúmen podem ser utilizados se uma via for destinada exclusivamente para a NP Modelos de cateteres duplo-lúmen

12 3. Cateteres

13 3.2 Cateter venoso periférico Recomenda-se a troca do local de inserção a cada 72 horas (INS1998) Evitar Flebite

14 4. Indicações da NPT Fatores que devem ser considerados na decisão de uso da NPT: Previsão da duração da terapia; Limitação de infusão hídrica; Acesso venoso disponível (distúrbios de coagulabilidade, anasarca);

15 4. Indicações da NPT Trato digestivo não funcionante, obstruído ou inacessível com previsão que esta condição continuará por pelo menos sete dias; Absorção de nutrientes é incompleta; Incapacidade para tolerar ingestão enteral; Quando as condições acima estão associadas ao estado de desnutrição não corrigíveis por NE

16 4.1 Pré-operatória Particularmente doentes portadores de desnutrição perda de 15% do peso corpóreo com doenças obstrutivas no TGI alto, câncer,politrauma, HIV, etc. 7 a 10 dias pré-operatório (ASPEN, 1998)

17 4.2 Complicações cirúrgicas pós-operatórias Fístulas intestinais Íleo prolongado ou paralítico Infecção peritoneal Grandes cirurgias abdominais 4.3 Pós-traumática Lesões múltiplas Trauma abdominal grave (que não se pode fazer jejunostomia) Infecção (controvérsias na sepse) Isquemia mesentérica 4.4 Desordens Gastrintestinais Mucosite severa por quimioterapia (ASPEN, 1998) Vômitos crônicos Doença intestinal infecciosa Pancreatite aguda grave e/ou necrotizante SIC (fase inicial) Hiperemese gravídica

18 4.5 Obstrução Intestinal Neoplasias intestinais Aderências Mal formação do TGI Fecaloma inoperável 4.6 Moléstia inflamatória intestinal Colite ulcerativa Doença de Crohn Facilita a remissão de 60-80% dos pacientes com doença de Crohn (ASPEN, 1998) 4.7 Condições pediátricas Prematuridade Má formação congênita do TGI atresia intestinal Gastrosquise (defeito no fechamento da parede abdominal anterior fetal, com evisceração de órgãos)

19 5. Contra - Indicações Pacientes graves em instabilidade hemodinâmica (hipovolemia, choque cardiogênico ou choque séptico) Anúria sem diálise Pacientes terminais (end of life) Pacientes em sepse (?)

20 6. Métodos de administração da nutrição parenteral (NP) 6.1 Administração contínua de NP Consiste na infusão contínua de nutrientes, em 12 a 24 horas, com fluxo constante, sem interrupção. Geralmente se inicia com uma infusão de 30 a 40 ml/hora (cerca de 50% das necessidades protéico-calóricas) progredindo de acordo com a tolerância do paciente, tendo como principais parâmetros os níveis séricos de glicose e o quadro clínico do paciente, até alcançar as necessidades nutricionais calculadas e prescritas. Utiliza-se principalmente em pacientes hospitalizados.

21 6. Métodos de administração da nutrição parenteral (NP) 6.2 Administração cíclica de NP Consiste na infusão da NP em períodos de 12 a 18 horas, geralmente durante a noite. É o método ideal para pacientes domiciliares, pois a solução é administrada à noite permitindo que o paciente realize suas atividades normais durante o dia. A infusão começa de forma escalonada com gotejamento lento, aumentando a velocidade a cada 20 a 30 minutos, até alcançar o período em que se mantém constante a velocidade de infusão. É fundamental controlar a glicemia para evitar estados de hiper ou hipoglicemia.

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23 Controle glicêmico Para um melhor controle glicêmico é recomendado o uso de bomba infusora para administração da NP, independente do método de infusão (cíclica ou contínua)

24 7. Complicações da Nutrição Parenteral 7.1 Complicações mecânicas Complicações surgidas durante inserção do cateter Complicações mecânicas relacionadas ao cateter 7.2 Complicações metabólicas 7.3 Complicações infecciosas 7.4 Complicações gastrintestinais 7.5 Complicações psicológicas

25 7.1 Complicações Mecânicas São relacionadas à punção das veias profundas e à introdução do cateter venoso central Causas: Falta de habilidade da equipe Uso prolongado de NP

26 7.1.1 Complicações Mecânicas relacionadas com a inserção do cateter Pneumotórax (perfuração da pleura e/ou pulmão) Punção e laceração arterial e/ou venosa Hemotórax (Penetração de ar na cavidade pleural) Lesão do plexo braquial Lesão do ducto torácico Embolias (formação de corpo estranho no pulmão ou no cateter que pode causar obstrução de vasos) Mal posicionamento do cateter

27 7.1.2 Pneumotórax Fatores predisponentes: Inabilidade da equipe médica Paciente com obesidade mórbida, caquexia e deformidade torácica Hipovolemia Pacientes com contraturas musculares involúntarias

28 7.1.2 Pneumotórax Sintomas: Assintomático Dor torácica, dispnéia, cianose, tosse persistente Conduta: Radiografia de tórax Drenagem Observação

29 7.1.3 Embolia gasosa Fatores predisponentes Inspiração profunda do paciente no momento da introdução do cateter na subclávia Uso de bombas de infusão Sintomas Dor torácica, hipotensão arterial, taquipnéia, cianose, desorientação Conduta Manter o paciente em decúbito lateral esquerdo

30 7.1.4 Embolia por cateter Fatores predisponentes Retirada do cateter sem retirada concomitante da agulha Agitação do paciente no momento do procedimento Conduta Retirada transvenosa do cateter

31 7.1.5 Lesão do ducto torácico Fatores predisponentes Punção da subclávia esquerda Sintomas Drenagem da linfa no local da punção Infiltração subcutânea quilotórax Conduta Drenagem do quilotórax Limitação da ingestão oral de lipídios

32 7.1.6 Punção e laceração arterial Fatores predisponentes Má técnica da equipe Alterações anatômicas Obesidade e mal posicionamento do paciente Sintomas Retorno de sangue vermelho vivo com pressão aumentada e pulsátil Conduta Compressão digital da artéria contra a primeira costela por 5 a 10 min. Remoção da agulha do paciente em posição de Fowler

33 7.1.7 Mal posicionamento do cateter Fatores predisponentes Posição inadequada do paciente Má técnica da equipe Sintomas Sinais de tromboflebite Edema e infiltração do tecido subcutâneo no local de inserção do cateter Conduta Reposicionamento do cateter

34 7.2 complicações mecânicas relacionadas ao cateter: Trombose venosa (formação de coágulo) Oclusão do acesso venoso Saída acidental do cateter

35 7.2.1 Trombose venosa Fatores predisponentes Cateter formado por material trombogênico Localização inadequada da ponta do cateter Administração de soluções hiperosmolar em veias de menor calibre Sintomas Cianose acompanhada de edema e rubor Possível edema do membro ipsilateral ao acesso venoso Sinais de infecção no trajeto da jugular Conduta Recolocação do cateter na via contralateral Fibrinolíticos e anticoagulantes Tratar a tromboflebite

36 7.2 Complicações metabólicas Hiperglicemia Fatores predisponentes Hipercatabolismo Pancreatite Sepse Diabetes mellitus Infusão rápida da NP Metabolismo HIPERGLICEMIA

37 7.2.1 Hiperglicemia Sintomas clínicos Mucosas desidratadas (desidratação) Cefaléia Confusão Polidipsia e poliúria Coma hiperglicêmico (>200 ml/dl)

38 7.2.1 Hiperglicemia Prevenção Monitoramento do paciente Glicemia capilar e sanguínea de rotina Sinais vitais Balanço hídrico peso Exame da urina (glicose) Infusão em velocidade constante da NP Conduta Controlar glicemia Monitorizar a infusão de NP, Controle rigoroso da diurese Corrigir o metabolismo

39 7.2.2 Hipoglicemia (< 70mg/dL) Fatores predisponentes Suspensão abrupta da NP Insulina em excesso Sintomas clínicos Ansiedade Tremor Náusea Palpitação ( taquicardia ) palidez

40 7.2.2 Hipoglicemia Prevenção Avaliação adequada das necessidades do paciente Suspender a NP de forma gradual Monitorização da glicemia Conduta Administrar glicose a 5 ou 10% - mesma velocidade da infusão de NP

41 7.2.3 Hipovolemia Fatores predisponentes Aporte inadequado de líquidos Poliúria (>1800mL/dia) Sintomas clínicos Desidratação Perda de peso

42 7.2.3 Hipovolemia Prevenção Avaliação correta das necessidades do paciente Monitorização do paciente com registro rigoroso Observação da diurese Conduta Adequar o equilíbrio hidro-eletrolítico

43 Hipercapnia Fatores predisponentes Excesso de carboidratos Sintomas clínicos Elevação do CO2 no sangue Taquipnéia (alcalose respiratória) Conduta: Reduzir a ingestão de glicose Completar as necessidades energéticas com lipídeos

44 Deficiência de ácidos graxos essenciais Fatores predisponentes NP sem lipídeos (solução 2:1) Sintomas clínicos Descamação da pele Queda de cabelo Dificuldade de cicatrização Suscetibilidade a infecções Transtornos visuais e do SNC

45 Deficiência de ácidos graxos essenciais Prevenção Administrar 0,5g/kg/dia de ácidos graxos de cadeia longa (W3 e W6);

46 7.2.6 Alterações ósseas Fatores predisponentes: Terapia NP prolongada Aporte de cálcio insuficiente Aporte insuficiente de vitamina D Sintomas clínicos: Paresias (paralisia leve), tetania (contratura muscular), irritabilidade e arritmia ventricular Prevenção: Acrescentar cálcio e fósforo na NP Fisioterapia Favorecer a exposição do paciente ao sol

47 7.3 Complicações infecciosas A morbidade e mortalidade entre 10 e 20% podem correr pelas complicações infecciosas O tempo de internação imunossupressão e desnutrição Os custos hospitalare

48 7.3 Complicações infecciosas Complicações Sépticas Os problemas sépticos representam uma das complicações mais graves da NP, chegando a ameaçar a vida do paciente. As infecções no local de inserção podem ocorrer por falhas durante a colocação do acesso venoso, durante os cuidados do paciente ou podem ser provocadas por fontes de infecção remotas. Translocação bacteriana por jejum prolongado

49 7.3 Complicações infecciosas

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52 7.4 Complicações gastrintestinais

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55 Síndrome de Realimentação Em pacientes gravemente desnutridos, pode ocorrer a síndrome de realimentação, definida como um conjunto de transtornos clínicos secundários à depleção de nutrientes, especialmente fósforo, magnésio, potássio, tiamina, e à alteração da homeostasia dos líquidos e do metabolismo da glicose Mora R. EI Síndrome de Realimentación. En: So-porte Nutricional Especial. Ed. Bogotá: Edito-rial Médica Panamericana, p.88-90,

56 Síndrome de Realimentação

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58 7.5 Complicações psicológicas

59 8. Monitorização da NP Segundo a Portaria n. 272, de 1998, que regulamenta os requisitos mínimos para o uso da nutrição parenteral (NP), todos os pacientes que recebem essa terapia nutricional devem ser controlados quanto à eficácia do tratamento, efeitos adversos e modificações clínicas que possam influenciar na qualidade da dieta

60 Como monitorizar? Testes laboratoriais fornecem dados objetivos e de grande importância para a identificação de alterações nutricionais Grau de hidratação do paciente, diurese e cálculo do balanço hídrico Sinais clínicos de distúrbios hidroeletrolíticos Alterações do nível de consciência Curva térmica Tratamentos farmacológicos concomitantes, Alterações antropométricas, hematológicas e hemodinâmicas, assim como modificações em órgãos e sistemas cujas funções devem ser verificadas periodicamente (Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Portaria nº 272, de 8 de abril de 1998, Ministério da Saúde. Aprova o Regulamento Técnico para fixar os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de Nutrição Parenteral)

61 Exames bioquímicos de rotina

62 Exame controle observação

63 MUITO OBRIGADO !!!!


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