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O HOMEM E A COR. A cor em questão Fatores da diversidade e limitações: A cor da pele; Os materiais disponíveis para a reprodução das cores; Exemplos cromáticos.

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1 O HOMEM E A COR

2 A cor em questão Fatores da diversidade e limitações: A cor da pele; Os materiais disponíveis para a reprodução das cores; Exemplos cromáticos da natureza – inspiração a partir do natural; O desejo de valorização da cor em função da do seu próprio corpo é, talvez, o dado cultural mais profundo e mais inconsciente – e também aquele que está, sem dúvida, na origem do sentimento estético e que presidiu à elaboração dos conceitos de identidade e de alteridade.

3 Branco = nobre = civilizado a parte da humanidade a que ele pertence é, talvez, a única que até hoje brandiu o estandarte correspondente à cor da sua pele como emblema de um valor cultural de conquista. Amarelos e Negros definiram-se como homens e integraram essa cor na sua concepção do mundo e do lugar que a pessoa nele ocupa.

4 Concentração de atributos míticos distintivos à cor da pele predominante: chineses = o amarelo é a cor do elemento terra, do centro do mundo etc.; o preto, acromático, tem para os Negros um valor de plenitude e de perfeição que o resto da humanidade certamente desconhece.

5 Cor determinando o status da maturação biológica do ser: de forma inconsciente, será melhor classificado se corresponder ao ideal esperado entre os demais que servem de modelo. Representações criadas em várias culturas para indivíduos que se afastam da norma cromobiológica = pessoas vindas do além ou que reforçam a idealização da cor local (nativa) como seres que causam problemas, frustrações e inquietações; albinos para as tribos africanas;

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7 Cromatismo branco = rico e variado, passou por fases de reconhecimento oficial e esteve na pauta de discussões até mesmo na Igreja Medieval com relação ao reconhecimento das variações das cores consideradas primárias. Problemas quanto à denominação e caracterização das variantes de uma mesma cor: azul, azul celeste, azul roial, azul cobalto etc. neste caso, elementos da natureza para se proceder a distinção, mas também são utilizadas para o verde, segundo o autor, referenciais geográficos, personalidades etc.;

8 Atualmente, parece ser impossível chegar-se à um único denominador comum a respeito das inúmeras variantes e combinações existentes; Tendência entre os brancos em ordenar as cores que vêem na natureza ou em adornos indígenas, por ex., extremamente coloridos, como expressão de uma combinação prévia: daí a busca pela continuidade. Tendência entre povos Negros em misturarem ou definirem uma cor, preto, com o azul, ou definir amarelo como pertencendo ao branco, por ex., Algumas cores serviriam de suporte a outras, seriam as matrizes de outras;

9 Os brancos adicionam cores e criam outras a partir do contraste com o branco; os negros subtraem cores e reduzem a uma a partir do preto; Para os negros, todas as cores partem do preto; o contrário se dá para os brancos = ambos têm seus Aléns projetados no imaginário com a cor contrária à sua cor da pele.

10 O cintilante, o brilho e a luminosidade para os negros: para distinguir-se dos demais, untam-se as peles com gordura vegetal ou animal = para todas as culturas tal aspecto sempre foi marca de prestígio do seu detentor, tanto na epiderme quanto no vestuário: determina se a pessoa tem brilho (tanto metafórica quanto materialmente) ou não = jóias, maquiagem cintilante, roupas com brilho na composição do tecido ou nos enfeites de pedras etc.;

11 Vermelho nobre: os que se vestissem com roupas ou adornos dessa cor distinguiam-se dos demais, inclusive algumas cores, como essa, em determinadas épocas ou lugares, eram proibidas a grupos minoritários; Tecido do séc. XV de veludo tramado em ouro D. João I de Avis, em 1415

12 A noite é geradora do preto; os astros do branco; o fogo, do vermelho: tais cores formam a tríade cromática básica dos grupos negros africanos e a mais conhecida de toda a humanidade; Para os negros africanos, à noite o ouvido toma a dianteira da visão e as luzes passam a ser luzes sonoras" = também para eles, as cores contrastantes são comuns e isto faz parte de sua arte.

13 Para os brancos, o contraste é menos comum e a passagem de uma cor à outra é atenuada por variantes – gradação visual e gradação por associação de meios tons. Diferentes povos em diferentes espaços geográficos exploram o universo cromático em função da cor da pele e da quantidade de luz que obtêm da natureza; Hipótese: quanto menor o número de tonalidades do espectro, maior a riqueza simbólica delas = compensação.

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15 A História das Cores Buscar uma história remota a respeito das cores, dos sentidos que cada uma delas recebeu ao longo dos tempos e quais os percursos históricos que sofreram para se chegar às variedades cromáticas que temos hoje, pode ser uma tarefa arriscada.

16 Nossos antepassados passaram por um processo de educação visual para se chegar à percepção das variantes cromáticas, tanto por mecanismos fisiológicos, quanto pela variedade encontrada na natureza e por meio das descobertas pela ação da química (misturas, reações etc.); Os indícios mais antigos encontrados da presença da cor para os humanos, são pré-históricos: domínio funerário (arte parietal ou em paredes) = encontraram-se junto aos restos mortais (sepultura de La Chapelle-aux-Saints – Fr.) de um homem primitivo, substância corante vermelha;

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18 Tais ocorrências foram observadas em outras sepulturas. Deduz-se que fossem práticas associadas ao simbolismo da cor como representantes vitais: sangue, fogo, luz solar do poente e aurora; Fisiologicamente, acredita-se terem sido os primitivos, portadores de anomalias para a percepção de um cromatismo mais variado = dicrômatas, ou podiam perceber pequenas variações a partir de duas cores predominantes o vermelho e o negro;

19 Associação à cor da pele: os primeiros humanos não possuíam a cor branca na pele, pois por meio da comparação com primitivas sociedades negras africanas, com reduzido policromismo, partiam da cor da pele para a composição artística estética ideal; Viveu entre 1,6 milhão e anos atrás

20 1000 anos antes de Cristo e primeiros séculos após: tríade cromática formada pelos termos que antes sugeriam as cores violácea, verde-amarelada e vermelha passaram a designar 6 = violáceo, azul-anilado, verde, amarelo, alaranjado e vermelho. O violáceo era na verdade uma variação da cor violeta, porém com brilho obtido pela utilização da flor de púrpura, um suco extraído de moluscos purpuríferos cujas propriedades corantes eram muito superiores às das tintas obtidas a partir das plantas. Quanto mais envelhecida, mais viva se tornava;

21 As variações mais utilizadas procediam do vermelho e não raro seria vermelho também variações que iam do amarelo pálido ao vermelho, bem como tonalidades próximas ao violáceo. Negligência com a propriedade azul da cor. O vermelho possui [proporciona] mais sensações cromáticas que luminosas, psicologicamente falando. A técnica de tingir panos, na Grécia arcaica e clássica, Índia antiga ou em Roma era substituir a cor branca pela vermelha: cor viva, agradável, duradoura, eram as melhores para lã e linho;

22 Cena de sacrifício – Grécia, c. 515 a. C.

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24 Na Tinturaria dos Panos de Lã encontram-se duas fornalhas em granito, alimentadas através das bocas existentes nos Corredores para a lenha, que era colocada sob as caldeiras – as quais eram de cobre – pelo fornalheiro, o que permitia o tingimento por ebulição, que variava entre os 95º e 100º centígrados, temperatura que se deveria manter constante. Aqui eram tintos tecidos a azul, processo que requeria uma temperatura mais alta. Na parede, junto a estas duas fornalhas, encontra-se uma gravura que representava o tingimento de tecidos com a ajuda de um sarilho, peça que permitia que os panos fossem mergulhados no banho sempre na vertical, com a ajuda de rodos (paus compridos que para além de imergirem os tecidos também tinham por função mexer o banho, de forma a que a mistura se mantivesse sempre homogénea). Na parede encontram-se também dois orifícios, um para o encaixe do sarilho e outro correspondente a uma entrada das caldeiras de granito que transportavam a água.

25 Nesta imagem pode-se observar uma das bocas da fornalha que alimentava a caldeira, e que faz ligação com o corredor, assim como a gravura atrás referida.

26 O Pau-Brasil era obtido directamente da pulverização do caule desta árvore brasileira, extraindo-se dele vários tons que poderiam ir do castanho e violeta até ao alaranjado, vermelho e escarlate. Os produtos tintureiros utilizados nas tinturarias da Real Fábrica de Panos eram essencialmente de origem orgânica. Nesta sala apresentam-se amostras dos vários produtos tintureiros, como o Anil, originário da América - Brasil e colónias espanholas -, de África e da Ásia. Estas plantas eram sujeitas a fermentação e depois de trituradas, ao serem utilizadas nos banhos quentes, davam origem a vários tons de azul.

27 Europa Medieval: tradição se manteve e eram usadas para as roupas da nobreza; o termo escarlate, surgiu primeiro como cor e depois como tecido dessa cor, passando a designar os tecidos finos usados pela nobreza medieval. D. Diniz, séc. XIII

28 Os artistas, percebendo que as cores sofriam com a opacidade (vermelho ao escurecer o dia) ou empalideciam (azul com luz forte) de acordo com o recebimento de luz, resolveram a questão compondo vitrais de acordo com a quantidade de luz existente (ora mais azul e demais cores frias, ora mais vermelho ou amarelo); O vermelho dominou também a arte do vitral: cores quentes / cores frias.

29 Descobertas modernas: a dispersão e a síntese da luz branca = explicação por Newton e contribuição do seu trabalho no domínio da colorística; Produção industrial de cores: deu resposta à necessidade que os civilizados têm de viverem num universo colorido.


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