A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

‘História ignorada’ A população indígena era de 2 milhões de pessoas = dobro dos habitantes de Portugal em 1500 (um milhão e quinhentos) A colonização.

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "‘História ignorada’ A população indígena era de 2 milhões de pessoas = dobro dos habitantes de Portugal em 1500 (um milhão e quinhentos) A colonização."— Transcrição da apresentação:

1 ‘História ignorada’ A população indígena era de 2 milhões de pessoas = dobro dos habitantes de Portugal em 1500 (um milhão e quinhentos) A colonização portuguesa representou ‘asfixia’ do modo de habitar e viver em comunidade (moradia coletiva considerada ‘pecaminosa’) Novos valores econômicos, sociais, culturais e religiosos foram tomados como referência central e absoluta Os recursos naturais, organização espacial, a terra e a população que nela vivia foram envolvidos num movimento ‘avassalador’, determinado pelo capitalismo mercantil que ignorou a história anterior à chegada dos europeus à colônia

2

3 Calçamento nas ruas: apenas nas cidades mais importantes Saneamento básico: nunca foi preocupação da coroa portuguesa: as águas eram recolhidas por escravos(chafarizes) e as fezes transportadas por escravos até os cursos d´água Ausência de normas urbanísticas: desalinhamento das ruas e casarios, desenvolvimento ‘malemolente’(preguiçoso) Apenas entre 1570 e 1777 foi instituída política de urbanização, onde deveriam ser seguidas as mesmas normas utilizadas no território português A meta portuguesa era de eficácia administrativa, por meio da centralização do governo da colônia Sistema viário com ruas e praças na forma xadrez, com normas para lotes, quadras e fachadas A reconstrução de Lisboa, após terremoto seguido de incêndio em 1755, serviu de modelo para as cidades brasileiras

4 Os escravos e ‘libertos ociosos’, pelo declínio da produção do ouro, foram utilizados para estas obras, que deram ‘feição’ aos centros urbanos (Salvador, Olinda, Rio de Janeiro, Belém, São Luiz, Paraíba, Santos, Vitória se caracterizam por obras públicas, monumentais edifícios públicos e religiosos e edificações comerciais significativas) Então, os ‘conjuntos arquitetônicos’ assumem caráter da ‘monumentalidade urbana’, e não mais apenas as edificações do clero, estado e aristocracia Com ascensão da ‘burguesia mercantil’ os conjuntos urbanos de uso comercial e residencial (e não apenas edifícios isolados) apresentam esta qualidade Ao final do século XVIII, o Brasil possuía 3 milhões de habitantes, sendo que 5,7% vivia nas cidades

5 Transferência da família Real para o Brasil e sua influencia na urbanização do país Rio de janeiro, 1808: chegada da família real, com mais de 10 mil pessoas, pela fuga de Napoleão (protegidos pela Inglaterra) Melhores edificações desocupadas: P.R. (príncipe regente)/ para cariocas: ‘prédio roubado’ ou ‘ponha-se na rua’ Impactos: Abertura dos portos (antes restrito para proteção das vendas das mercadorias vindas de Portugal) Produção industrial liberada (metalurgia e mineração) Engenharia ganha impulso com conquistas tecnológicas Desenvolvimento das artes (1816 – Academia de Belas Artes) População de cariocas passa de 50 mil para 100 mil: ‘multidão de ociosos’ Aumento do consumo sem aumento proporcional da produção: inflação com endividamento externo

6 O Brasil passa de colônia à país independente, processo esse que não envolveu grandes rupturas: permanência da elite como dona do poder, direito a voto condicionada por renda mínima estabelecida pela Constituição (bem como direito de ser eleito), os direitos individuais eram filtrados pela condição patrimonial (‘era cidadão quem tinha posses’) Instituída a Guarda Nacional (1831) que ainda amplia poderes dos grandes produtores rurais (‘coronéis’), que tem poder de vida e morte sobre população Em 1822, o Brasil tem 12 núcleos classificados como cidades: foi durante o período imperial o ‘deslanche do processo de urbanização’ 1850 – Lei das Terras 1888 – Abolição Escravidão 1889 – Proclamação da República (acontecimentos que viabilizariam as condições para industrialização/urbanização)

7 Mão-de-obra escrava Funções dos escravos (tratados como ‘coisa’ e não pessoa): 1. Jogar fezes nos rios; 2. abastecer casas de água (canalização inexistente); 3. de lenhas a cozinha; 4. eliminar o lixo; 5. transportar mercadorias e pessoas; 6. comunicação/recados; 7. prestar serviços para gerar renda aos proprietários; 8. responsáveis pela construção de edifícios coloniais (nas cidades + pobres- São Paulo- eram os índios, pois não podiam comprar escravos africanos), até guerreavam para obter alforria (Guerra do Paraguai)

8 Mão-de-obra escrava Trabalho escravo era importante tanto no latifúndio rural como nas cidades, pois constituíam ‘capital’ (em 1850, a terra não constituía hipoteca para empréstimo, mas escravo sim) Em 1850, o tráfico africano foi proibido - criada lei para propriedade da terra (sistema de sesmarias não é mais permitido): os escravos são substituídos pela terra, como condição para o exercício do poder e controle da produção Abolição da escravatura em 1888: escravos libertados, declínio da cultura do café no Vale da Paraíba, tomam rumo das cidades para oferecer trabalho, concorrendo com ‘brancos pobres’ e imigrantes Reformas urbanas do final do séc XIX e início do séc XX : 1. Definem nova face da sociedade republicana ou da sociedade sem escravo

9 A terra como mercadoria A monarquia portuguesa controlava as terras e atividades econômicas, ambas dependentes da concessão No latifúndio, resultante da concessão de sesmarias, mais que a terra importava ocupar e produzir nela Em 1822, suspensão do sistema de concessão, o país se torna independente de Portugal É caótica a situação de descontrole da ocupação (população embrenhada nas matas, agricultura estagnada, escravidão, atraso na técnica da produção rural)

10 Leis de planejamento para as novas vilas no Brasil - Colônia

11 Instruções metodológicas de 1716: 1.Todos os moradores da redondeza deveriam reunir-se para decidirem conjuntamente sobre a localização mais apropriada para a praça central da nova comunidade, no meio da qual seria erguido o pelourinho; 2.Indicar uma área para uma igreja que, depois de terminada, pudesse abrigar todos os futuros paroquianos atraídos pela comunidade; 3.Deveriam ser escolhidos locais para a câmara, a cadeia e outros edifícios públicos; 4.Os lotes destinados a residências deveriam ser demarcados em linha reta, ou “a régua”; 5.Dever-se-ia exigir que todas as casas tivessem o mesmo estilo de fachada, obtendo-se assim uma impressão de uniformidade e uma vista de conjunto de harmonia.

12 Instruções (Regimento) de 1747: 1.As ruas deveriam ser traçadas com no mínimo 30 pés (1 pé = 30,48 cm; 30 pés = 9,144 m) de largura; 2.Dever-se-ia demarcar uma praça quadrada de 500 palmos (110m) de lado (aprox. o comp. de um campo de futebol); 3.O objetivo deveria ser desenhar em grande escala utilizando-se ao máximo o espaço disponível e obter uma perspectiva grandiosa; 4.As casas deveriam ser construídas em boa ordem, deixando-se entre elas e atrás delas um espaço demarcado suficiente para plantio de pomares-hortas; 5.Era preciso construir, antes da chegada dos imigrantes, duas ou três dessas casas para servirem de abrigos temporários até o resto da cidade ser edificado;

13 GÊNESE DA PRAÇA E DA CIDADE COLONIAL BRASILEIRA

14 1.Doação de uma área de sesmaria para um determinado santo, com a conseqüente construção de uma capela e instituição de uma paróquia a seu louvor; 2. O sesmeiro (concessionário da sesmaria) outorgava à igreja o direito sobre um pedaço de terra; 3. Nesse sistema (que vigorou até 1850) o sesmeiro pagava o foro para o capitão da capitania, que destinava certa quantia à coroa portuguesa pelo usufruto da terra; 4. A capelania e seu outorgado (padre ou sacerdote) tinham o direito de repartir a área doada e conceder pedaços de chão quem o solicitasse, iniciando o assentamento urbano; 5. No geral: o centro era destinado à capela e seu adro, o espaço ao redor se destinava a áreas onde surgiriam o cemitério e o rossio e, caso sobrasse espaço, este era retalhado em pedaços (lotes) àqueles que eram agregados da sesmaria, que pagavam o foro à paróquia;

15 6. Em volta da capela eram construídos o casario e as edificações que compunham uma freguesia, arraial ou vila; 7. Essa dinâmica das formação das cidades brasileiras foi a força geradora dos nossos primeiros espaços livres públicos: os adros das igrejas; 8. O adro passa a ser um elo entre a comunidade e a paróquia – o mais importante pólo da vila e o centro da vida sacra e mundana; 9. Sua estrutura morfológica deu-se a partir da consolidação de edificações em seu entorno; 10.Posteriormente, todo o tipo de edifícios importantes da cidade passaram a ser implantados nas suas imediações;

16 Semelhanças na organização geral entre os assentamentos coloniais brasileiros e as cidades medievais (ZUCKER, 1959 – Town and square: from the Agora to the Village Green): 1.Cidades que se desenvolveram a partir de antigas cidades romanas; 2.Núcleos que se desenvolveram ao redor de castelos, mosteiros e estruturas religiosas independentes; 3.Assentamentos desenvolvidos a partir de entrepostos comerciais, portos e cruzamentos de estradas; 4.Comunidades novas e organizadas.

17 Função, uso, apropriação do espaço livre público na cidade medieval (ZUCKER, 1959 – Town and square: from the Agora to the Village Green): Praças de mercado – onde acontecia toda a atividade comercial da cidade, normalmente estabelecida em lugar de grande movimento; Praças no portal da cidade – em geral triangulares, de onde partiam duas ou três ruas para o centro; Praças como centro da cidade – implantadas o centro do povoado, em comunidades novas; Adros de igrejas (parvis) – espaços em frente às igrejas, onde os fiéis se reuniam para as atividades religiosas, procissões, missas ao ar livre e onde ficavam os cristãos novos; Praças agrupadas – pequenos espaços de conexão entre praças de mercados e adros de igrejas.

18 Adro da Igreja de São Francisco – São Paulo

19 Casario e ruas de São Paulo

20 Largo colonial e usos múltiplos

21 Largo e casario

22 Praça Marechal Deodoro – Porto Alegre

23 Ruas de Ouro Preto


Carregar ppt "‘História ignorada’ A população indígena era de 2 milhões de pessoas = dobro dos habitantes de Portugal em 1500 (um milhão e quinhentos) A colonização."

Apresentações semelhantes


Anúncios Google