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HANSENÍASE COMPONENTES: JOSANE GOMES ITAIARA PEREIRA KELLY SHABRINA KELLY NUNES MARCIA BENVINDO CARLA DE MELO HAYSHA CASTELO DEUZILANE SOUSA.

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1 HANSENÍASE COMPONENTES: JOSANE GOMES ITAIARA PEREIRA KELLY SHABRINA KELLY NUNES MARCIA BENVINDO CARLA DE MELO HAYSHA CASTELO DEUZILANE SOUSA

2 Introdução Hanseníase é uma doença crônica granulomatosa, infecto-contagiosa, de evolução lenta, que se manifesta principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurologicos: Lesões de pele e nervos periféricos, principalmente nos olhos, pés e mãos. Causada pelo Mycobacterium Leprae ou Bacilo de Hansen, que tem alta infectividade e baixa patogenicidade.O homem é a única fonte de infecção (reservatório); Embora tenha sido identificado s animais naturalmente infectados.

3 No Brasil apesar da redução no numero de casos, de 19 para 4,68 doentes em cada habitantes no período de 1985 a 2000, ainda é considerado um problema de saúde publica que exige uma vigilância resolutiva. É fácil de diagnosticar, tratar e tem cura, no entanto quando diagnosticada e tratada tardiamente, pode trazer graves conseqüência para os portadores e seus familiares, pelas lesões que o incapacitam fisicamente. Podendo tais complicações ser evitadas com o diagnostico precoce e tratamento com tecnicas simplificadas e acompanhadas nos serviços de Atenção Básica.

4 Epidemiologia A hanseníase apresenta tendência de estabilização dos coeficientes de detecção no Brasil, mas ainda em patamares muito altos nas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste. Essas regiões concentram 53,5% dos casos detectados em apenas 17,5% da população brasileira. A detecção dos espaços de maior risco da doença permite a orientação do programa de controle para áreas em que a transmissão é maior – os clusters. A abordagem por meio de clusters evita que sejam ignoradas áreas silenciosas e permite o enfoque em espaços geograficamente contínuos e uma maior efetividade epidemiológica.

5 ETIOLOGIA O agente etiológico é a bactéria Mycobacterium leprae, também conhecida como Bacilo de Hansen. Sinonímia: Mal de Hansen. Antigamente a doença era conhecida como lepra. Possui a forma de um bastão reto e é uma bactéria resistente a ambientes ácidos e alcoólicos, parasita celular obrigatório.Tem afinidade pelas células da pele e dos nervos periféricos. A bactéria foi descrita pela primeira vez pelo médico norueguês Gerhard Armauer Henrik Hansen em O bacilo se reproduz muito lentamente, em média de 11 a 16 dias, é capaz de infectar grande número de pessoas (alta infectividade), mas poucos adoecem (baixa patogenicidade). O homem é reconhecido como única fonte de infecção (reservatório), embora tenham sido identificados animais naturalmente infectados.

6 MODO DE TRANSMISSÃO  A transmissão se dá por meio de uma pessoa doente sem tratamento que elimina o bacilo para o meio exterior infectando outras pessoas suscetíveis.  A principal via de eliminação do bacilo pelo doente e a mais provável via de entrada deste no organismo são as vias aéreas superiores, através de contato íntimo e prolongado, muito freqüente na convivência domiciliar.  O período de incubação é bastante longo, variando, na grande maioria dos casos, de dois a cinco anos em média, podendo ser de seis meses até 10 ou mais anos.  Devido ao padrão de multiplicação do bacilo, a doença progride lentamente. Entre o contato com a pessoa doente e o aparecimento dos primeiros sinais pode levar em média 2 a 5 anos.

7  A hanseníase pode atingir pessoas de todas as idades, de ambos os sexos, no entanto raramente ocorre em crianças. Há uma incidência maior da doença nos homens do que nas mulheres, na maioria das regiões do mundo.  Condições precárias de vida e de saúde e o elevado número de pessoas convivendo em um mesmo ambiente, influem no risco de adoecer.

8  Quando a pessoa doente inicia o tratamento quimioterápico deixa de ser transmissora da doença, pois as primeiras doses da medicação matam os bacilos, tornando-os incapazes de infectar outras pessoas.  Parte da população tem resistência ao bacilo e, quando doece, manifesta as formas clínicas chamadas paucibacilares, porque tem poucos bacilos, insuficientes para a transmissão da doença. Os indivíduos que não têm resistência, quando adoecem, manifestam as formas multibacilares.  O diagnóstico precoce e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença, impedindo a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas.

9 Quadro clinico dermatológico: Manchas pigmentares ou discrômicas; Placa; Infiltração; Tubérculo; Nódulo; Localizadas principalmente na face, orelhas, nádegas, braços, pernas e costas (áreas frias da pele); Podem estar localizadas também na mucosa nasal e cavidade oral.

10 Quadro clinico neurológico: Neurites: processos inflamatórios dos nervos periféricos; Dor e espessamento dos nervos periféricos; Perda da sensibilidade (olhos, mãos e pés); Perda da força muscular (pálpebras, membros superiores e inferiores); Alguns casos, porém, apresentam alterações da sensibilidade e alterações motoras (perda da força muscular) sem sintomas agudos de neurite; Estes casos são conhecidos como NEURITE SILENCIOSA.

11 DIAGNÓSTICO Um caso de hanseníase é uma pessoa que apresenta uma ou mais de uma das seguintes características e que requer tratamento: lesão (ões) de pele com alteração de sensibilidade; acometimento de nervo(s) com espessamento neural; baciloscopia positiva. O diagnóstico precoce da hanseníase e o seu tratamento adequado evitam a evolução da doença, conseqüentemente impedem a instalação das incapacidades físicas por ela provocadas.

12 CLASSIFICAÇÃO DIAGNÓSTICO CLÍNICO DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

13 DIAGNÓSTICO CLÍNICO Anamnese ◦ história epidemiológica, ◦ fonte de infecção As pessoas que têm hanseníase, geralmente, queixam-se de manchas dormentes na pele, dores, cãimbras, formigamento, dormência e fraqueza nas mãos e pés. Exame físico

14 AVALIAÇÃO DERMATOLÓGICA Pesquisa de Sensibilidade perceber as sensações de pressão, tato, calor, dor e frio Demonstrar a técnica, primeiramente, com os olhos do paciente abertos e em pele sã. Ocluir, então, o campo de visão do paciente. presença de calosidades, cicatrizes ou úlceras Sensibilidade protetora é realizada nas lesões, MMSS,MMII,tilizando-se a ponta de uma caneta esferográfica. Essa pesquisa é a mais importante para prevenir incapacidades, pois detecta precocemente diminuição ou ausência de sensilidade protetora do paciente.

15 AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA Inspeção dos olhos, nariz, membros superiores e inferiores Palpação dos troncos nervosos periféricos Avaliação da força muscular Teste da mobilidade articular das mãos e pés

16 DIAGNÓSTICO LABORATORIAL A baciloscopia é o exame microscópico onde se observa o Mycobacterium leprae, diretamente nos esfregaços de raspados intradérmicos das lesões hansênicas, lóbulos auriculares e/ou cotovelos, e lesão quando houver. É um apoio para o diagnóstico e também serve como um dos critérios de confirmação de recidiva quando comparado ao resultado no momento do diagnóstico e da cura. A baciloscopia negativa não afasta o diagnóstico da hanseníase O tratamento é iniciado imediatamente após o diagnóstico de hanseníase e a classificação do paciente em pauci ou multibacilar baseado no número de lesões de pele. Classificação operacional para fins de tratamento quimioterápico é feita com base nos sinais e sintomas da doença: – Paucibacilares (PB): casos com até 5 lesões de pele; – Multibacilares (MB): casos com mais de 5 lesões de pele.

17 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL A hanseníase pode ser confundida com outras doenças de pele e com outras doenças neurológicas que apresentam sinais e sintomas semelhantes aos seus. Portanto, deve ser feito diagnóstico diferencial em relação a essas doenças. A principal diferença entre a hanseníase e outras doenças dermatológicas é que as lesões de pele da hanseníase sempre apresentam alteração de sensibilidade. As demais doenças não apresentam essa alteração. DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM RELAÇÃO A OUTRAS DOENÇAS DERMATOLÓGICAS Pitiríase Versicolor (pano branco), Eczemátide, Tinha do corpo, Vitiligo DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL EM RELAÇÃO A OUTRAS DOENÇAS NEUROLÓGICAS síndrome do túnel do carpo; neuralgia parestésica; neuropatia alcoólica; neuropatia diabética; lesões por esforços repetitivos (LER).

18 TRATAMENTO Tratamento quimioterápico específico (PQT); Administração de acordo com a classificação operacional do doente em PB e MB; Na tomada mensal dos medicamentos é feito o acompanhamento: tratamento das intercorrências e complicações; Em crianças ou adulto com peso inferior a 30kg, ajustar a dose de acordo com o peso; Os pacientes deverão ser orientados para retorno imediato à unidade de saúde, em caso de aparecimento de lesões de pele e/ou de dores nos trajetos dos nervos periféricos e/ou piora da função sensitiva e/ou motora, mesmo após a alta por cura. Em mulheres na idade reprodutiva, deve-se atentar ao fato que a rifampicina pode interagir com anticoncepcionais orais, diminuindo a sua ação.

19 DURAÇAO DO TRATAMENTO E CRITÉRIO DE ALTA O esquema de administração da dose supervisionada deve ser o mais regular possível Se o contato não ocorrer na unidade de saúde no dia agendado O paciente que completou o tratamento Em caso de reações pós-alta, o tratamento PQT não deverá ser reiniciado. Internação somente está indicada em intercorrências graves, assim como efeitos colaterais graves dos medicamentos, estados reacionais graves ou necessidade de correção cirúrgica de deformidades físicas.

20 ESQUEMA PB(adulto)  Duração do tratamento  Critério de alta  Se, por algum motivo, houver a interrupção da medicação o paciente poderá retornar em até 3 meses, com vista a completar o tratamento no prazo de até 9 meses.

21 ESQUEMA MB(adulto)  Duração do tratamento  Critério de alta  Havendo a interrupção da medicação está indicado o prazo de 6 meses para dar continuidade ao tratamento e para que o mesmo possa ser completado em até 18 meses.

22 NOTIFICAÇÃO A hanseníase é uma doença de notificação compulsória em todo território nacional e de investigação obrigatória; Cada caso diagnosticado deve ser notificado na semana epidemiológica de ocorrência do diagnóstico, utilizando-se a ficha de notificação e investigação, SINAN; A notificação deve ser enviada em meio físico, magnético ou virtual, ao órgão de vigilância epidemiológica hierarquicamente superior, permanecendo uma cópia no prontuário;

23 PROFILAXIA É feita basicamente por: Diagnóstico precoce Tratamento de doentes Controle dos contatos Medidas de educação em saúde

24 PROFILAXIA A vacina BCG: É aplicada em RNs no deltóide direito; Deverá ser aplicada em contatos intradomiciliares, sem presença de sinais e sintomas, independente de serem contatos de casos PB ou MB; O processo educativo nas ações de controle da hanseníase deve contar com a presença do paciente e dos familiares.

25 Assistência de Enfermagem Investigar: o inicio dos sintomas, questionando perda de sensibilidade Realizar o exame dermatoneurologico Prevenção de incapacidades físicas Orientar quanto à importância do comparecimento dos contatos aos exames Ressaltar a importância do tratamento Pedir que na consulta de retorno traga as cartelas vazias Explicar sobre as possíveis reações adversas Realizar visitas domiciliares a pacientes com risco de abandono e aos faltosos Realizar grupos educativos para a discussão do estigma

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27 Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia para o Controle da hanseníase. Brasília: Ministério da Saúde, 2002.


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