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Espiritismo não possui professores Cursos e ensinos da Doutrina Espírita: o ponto de vista kardequiano A convicção não se impõe.

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Apresentação em tema: "Espiritismo não possui professores Cursos e ensinos da Doutrina Espírita: o ponto de vista kardequiano A convicção não se impõe."— Transcrição da apresentação:

1 Espiritismo não possui professores Cursos e ensinos da Doutrina Espírita: o ponto de vista kardequiano A convicção não se impõe

2 A visão kardequiana sobre o ensino da Doutrina Espírita através de cursos, capítulo III, Do Método, primeira parte de O Livro dos Médiuns nesse capítulo Kardec apresenta sua principal contribuição ao ensino da Doutrina Espírita. A palavra ensino, ao ser aplicada recebe de Kardec um sentido próprio: a atividade exercida para convencer ou persuadir por meio da argumentação. A tarefa de convencer ou persuadir exige um clima de liberdade, de não constrangimento sob qualquer forma. Não se deve impor a quem se dispõe a fazer um curso na Casa Espírita, qualquer forma de avaliação de desempenho, quer seja por meio do controle da freqüência atividades ou de aferições de conhecimento.

3 Não se trata de formar um profissional espírita, que precisaria demonstrar por meio de provas formais o conhecimento adquirido. O ensino espírita deve ser necessariamente informal, por meio apenas da conversação. Nas escolas e universidades formam-se profissionais; no Centro Espírita, jamais isso deverá ocorrer. A observação atenta, o diálogo fraterno, a conversação franca e honesta, a convivência em clima de respeito e confiança, nos fazem conhecer uns aos outros de forma rica e profunda. A verdadeira autoridade nasce do relacionamento pessoal e do vigor moral demonstrado no dia-a-dia. Nunca deve ser concedida por instrumentos formais de avaliação.

4 Cabe ao Centro Espírita deixar claro que ser espírita ou não é um problema de foro íntimo, de convicção, de avaliação exclusiva da consciência de cada um. Não compete ao Centro Espírita dizer que alguém já sabe tudo, ou não. Cabe sim, à Casa Espírita criar um clima favorável ao estudo, à conversação, à aprendizagem do conhecimento. Alguém poderá argumentar: avaliamos a aprendizagem dos nossos alunos para saber se a Casa Espírita está desempenhando bem o seu papel de ensinar. A avaliação é apenas para melhorar a qualidade dos serviços prestados pela Casa Espírita, para selecionar ou preparar melhor os seus trabalhadores, futuros médiuns, não é para conceder a ninguém um diploma

5 Ao utilizarmos a palavra ensino o que queremos dizer? Em geral, empregamos a palavra ensinar para caracterizar a tarefa desempenhada pelos professores nas escolas e universidades. Cabe observar, que as palavras professor e profissão têm uma origem comum no verbo professar: preencher as funções inerentes a um cargo ou profissão, ensinar, lecionar, professorar. Ensinar, no sentido usual, significa dar aula, lecionar, atividades próprias dos professores. Será esse o sentido que Kardec atribui à palavra ensino, ao fazer referência aos cursos da Doutrina Espírita? Ou ele atribui um sentido especial a esta palavra?

6 Houve um tempo - felizmente distante - em que se discutia no movimento espírita brasileiro a oportunidade de se instituir cursos de doutrina espírita. Embora Allan Kardec fosse claramente favorável a eles, havia quem discordasse de sua utilidade, vendo aí inúmeros males, com argumentos do tipo "o Espiritismo não possui professores" ou condenando a priori qualquer possível intenção de distribuição de diplomas aos alunos. Ficou célebre o fracasso de Bezerra de Menezes, na Federação Espírita Brasileira, quando tentou instituir um curso doutrinário, pela primeira vez no país, frustrando-se porque não apareceram alunos, só professores!

7 Cerca de meio século depois da tentativa pioneira de Bezerra, Edgard Armond instituiu na Federação Espírita do Estado de São Paulo as famosas Escolas de Aprendizes do Evangelho e Escolas de Médiuns, conseguindo assim romper com as barreiras e dar rumo definitivo aos cursos regulares da doutrina nas instituições espíritas. As discussões, principalmente os argumentos contrários aos cursos, caíram de moda. Os adversários cessaram de falar. Surgiram outras preocupações: o conteúdo, os métodos, os alunos etc.

8 Embora estejamos distantes do tempo em que a validade dos cursos era posta em questão, a verdade é que ainda existem muitas instituições onde o estudo dos livros de Kardec, ou não existe ou é feito de maneira pouco produtiva. Muitos trabalhadores demonstram pouco interesse e o estudo é colocado em segundo plano, sendo superado por atividades que deveriam ser complementares. Convivemos ainda, com algumas instituições que colocam suas prioridades nas atividades mediúnicas, desinformados da importância do estudo sobre desenvolvimento mediúnico. Diante disto, é bom frisar com todas as letras: a atividade mais importante de um centro espírita é o ensino. Isso é indiscutível, no sentido exato do termo. O passe, a cura, a assistência social, a comunicação com os espíritos, a desobsessão, tudo isto tem importância na casa espírita e nenhuma dessas atividades supera em valor e resultados o ensino da doutrina. Não se trata de estabelecer comparações, simplesmente.

9 Devemos partir de um ponto claro: ninguém sabe tanto que não necessite aprender, ninguém sabe tão pouco que não possa ensinar. Ou seja, todos nós temos sempre o que aprender, ao mesmo tempo em que o que já aprendemos podemos ensinar. O que não se pode admitir é que tentemos ensinar aquilo que não conhecemos bem ou que, pior ainda, imaginamos que conhecemos. Assim como o professor de qualquer nível precisa conhecer bem a matéria de sua disciplina, o expositor espírita (não professor espírita)também deve fazê-lo. Portanto, a primeira providência a tomar é estudar para depois fazer a exposição seja do Evangelho, seja do Livro dos Espíritos, seja sobre a Educação Mediúnica (L.M.). A forma ideal de fazê-lo é assumir uma postura de simplicidade nas colocações dos temas, de forma que não pareça que é um professor, ele é um expositor que estimula a que o grupo se interesse a chegar aos objetivos das aulas através de um esforço mental de cada membro. o expositor apenas coordena esse esforço e corrige as distorções normais.

10 O que ensinar?É óbvio tudo sobre a Doutrina, mas... começando por onde? Pela história? Pela parte filosófica de "O Livro dos Espíritos"? Pelo "Livro dos Médiuns" ou pelo "Evangelho Segundo o Espiritismo"? Falando dos Espíritos ou da vida após a morte? Eis aí uma série de questões que parecem complicadas, que o bom senso é capaz de esclarecer. Antes de mais nada é preciso ficar claro que as pessoas que frequentam um centro espírita têm todas as noções e imprecisões possíveis sobre espiritualidade, de vida após a morte, de espíritos, enfim, de uma série de coisas que se diferenciam no Espiritismo apenas por nomenclatura própria e conceitos mais exatos. Isso significa que essas pessoas não vão ao centro com a cabeça vazia, oca; os seus conceitos é que estão equivocados. Então, é preciso contar com esta realidade para poder ensinar a doutrina através dos diversos cursos.

11 Os livros espíritas montados para ensinar a doutrina, como os da Federação Espírita do Estado de São Paulo, trazem modelos prontos do que falar e até como falar, quando na verdade o bom método deixa ao expositor a incumbência de, seguindo o programa e a bibliografia, usar dos seus recursos individuais para fazer a exposição, sem ter que obedecer a critérios mecanizados. A capacidade de raciocinar e trazer para o dia-a-dia as informações cristãs aliadas ao ensinamento doutrinário. A Doutrina Espírita é o passo à frente do cristianismo. Portanto, acresce a este umas tantas informações importantes que, não utilizadas, tornam uma exposição do Evangelho ou num estudo, repetição de interpretações de outras doutrinas.

12 Não nos referimos apenas a questões genéricas, como reencarnação, mediunidade etc. Falamos da interpretação propriamente, em que não podem faltar os ingredientes que fazem parte da vida cotidiana e que o Espiritismo aprofunda como nenhuma outra doutrina: o Espírito, o Pensamento e os Fluidos. Estes três princípios, aliados aos demais da doutrina, oferecem amplas condições de ensino efetivo, com alcances inimagináveis. É preciso atentar para isso, a fim de fugir da rotina, das interpretações repetitivas, que fazem muitas vezes os nossos centros espíritas parecerem templos religiosos do passado.

13 A rigor, os colaboradores de uma casa espírita deveriam antes ou, no mínimo, enquanto colaboram em alguma atividade, estar freqüentando algum curso, seja o básico, seja um curso mais adiantado. Após a conclusão desses cursos, entretanto, é certo que todo colaborador deveria passar por períodos de reciclagem do conhecimento doutrinário, não só para reforço como também para atualização. Isto deve acontecer com relação a tarefas específicas ou não. Explicando: se o colaborador integra uma equipe de passes, o assunto deve ser objeto de revisão ao menos uma vez por ano, à luz da doutrina espírita e à luz de novos conhecimentos que possam surgir fora do âmbito doutrinário. Da mesma forma deve acontecer em outras áreas, como reuniões mediúnicas, desobsessão etc. Em Espiritismo, é importante que ninguém se imagine com o saber total, a ponto de não precisar estudar e reestudar.

14 Um exemplo talvez sirva bem aqui: o passista, ao longo do tempo, tende a tornar mecânico o ato de dar o passe, ou então ele passa a ser dispersivo com relação à concentração no momento de executá-lo, atenção na posição de mãos. Em ambos os casos, o curso poderá trazê-lo de volta à prática efetiva, com vantagens indiscutíveis para a qualidade do passe. Fatos idênticos poderão ocorrer em relação a outras áreas de atividades, reclamando, pois, o reaprendizado.

15 Quase todos os cursos doutrinários conhecidos partem da história do Espiritismo para chegar à doutrina, dentro da concepção de que o aluno nada sabe sobre a doutrina e precisa portanto começar pelo estudo da história. Partindo de outra premissa, o aluno não será uma pessoa totalmente ignorante das coisas espíritas, mas alguém que tem noções, não importa se claras ou confusas, da doutrina. Além disso, o aluno será considerado como alguém que traz em si todo um vocabulário naturalmente desenvolvido a partir do que ouviu, leu ou discutiu sobre formas de religião. Termos como "espírito", "batismo", "céu", "inferno", "pecado", "reencarnação", "vida espiritual", "mediunidade", "médium", "fluidos", "pensamento", "carma" etc. não devem ser totalmente desconhecidos dele.

16 Estabelecer uma linguagem e analisar os pontos capitais do conhecimento espírita, de forma a ajudar ao aluno a modificar a compreensão que tem de todos esses termos e alcançar, assim, a capacidade de compreender o Espiritismo através do curso em que for inscrito. Ou seja, explorar aquilo que o aluno já possui, utilizando esse conhecimento para fortalecer o Espiritismo em sua mente. Esse ponto é muito importante. O aluno não é portador de uma mente vazia, mas alguém que possui conhecimentos formados, muitos deles próximos daquilo que a doutrina fornece. Precisamos usar esses conhecimentos para termos facilidade de levá-los a conhecer o Espiritismo. Isso não quer dizer não dar a ele as linhas da história espírita. Absolutamente. Dar, mas não como ponto fundamental para a sua compreensão e sim como informações complementares, que ajudarão o aluno a compreender melhor as coisas.

17 CUIDADOS NECESSÁRIOS Alguns cuidados por parte dos expositores dos estudos são absolutamente necessários: 1 - Estar sempre afinado com os alunos, utilizando terminologia acessível a ele, trazendo exemplos do cotidiano para melhor assimilação do tema. No caso de necessidade de uso de palavras desconhecidas da maioria, utilizar a técnica da repetição com explicação. 2 - Não fugir do tema, pelo contrário, persegui-lo do princípio ao fim, exemplificando. A técnica para não sair do assunto é, primeiro, concentração e, segundo, falar como se você mesmo não soubesse e estivesse estudando em conjunto com eles, promovendo uma interação. 3 - Usar sempre exemplos simples e claros aos olhos do aluno. Não se preocupar em mostrar conhecimentos elevados, mas cuidar de mostrar um Espiritismo simples, sem cair no pieguismo nem nas interpretações simplórias.

18 Usar técnica de comunicação, preocupado sempre com os problemas que podem acontecer nos três pontos principais: Emissor (quem fala) - pode estar falando sem que a pessoa do outro lado esteja compreendendo; pode estar empostando a voz como se fosse um orador, roubando ao aluno a liberdade de participar e interagir; Canal - a sua voz pode estar em tom elevado ou baixo demais, prejudicando a audição; a sua gramática pode estar gerando problemas de decodificação, ou seja, o aluno não entende o que você fala; Receptor - poderá estar com problemas que dificultam o seu acompanhamento das aulas, cansaço, sono; poderá não ter vontade de prosseguir no curso etc., é preciso estar atento. Todos esses problemas de comunicação devem ser analisados, de modo a beneficiar o desenvolvimento do curso e principalmente aconpanhar o interesse dos alunos.

19 Estudo prévio: se o expositor do curso não estudar com calma e antecipadamente o assunto do dia, não terá condições de dar uma boa aula. Estudar antecipadamente tema por tema é fundamental nesse tipo de proposta. É preciso ser didático. Falar com encadeamento, pensando, perseguindo um pensamento até alcançá-lo por inteiro. Usar a lousa, fazer desenhos, contar histórias provocando a interação dos alunos. Enfim, torne o ambiente agradável e estimulante, para o aluno sentir vontade de estudar.

20 O poder de motivação que os trabalhadores da casa devem possuir é fundamental. Não é possível simular um estudo agradável e prazeroso. Ou o estudo é bom, atraente e profundo, ou os envolvidos no estudo demonstrarão sua insatisfação de várias formas: cochilando, reclamando, faltando muito ou mudando de Centro Espírita. Nossa responsabilidade como trabalhadores da Casa Espírita é muito grande: fazer da nossa instituição um lugar no qual seja estudando com seriedade e alegria, sem mecanismos exteriores de motivação. Seriedade a ser demonstrada pelo esforço permanente para estudar, refletir e viver os postulados espíritas. Alegria que deverá surgir do prazer espontâneo que o estudo e a convicção espírita nos conferem.

21 No processo de ensino podemos destacar pelo menos quatro elementos fundamentais: o objeto de ensino com seus objetivos; o indivíduo que aprende; o sujeito expositor; o método de ensino. Esses quatro elementos são interdependentes. O sujeito que ensina ou orienta deve dominar o objeto de ensino, saber dos objetivos a serem alcançados, conhecer o perfil do aluno e, a partir daí, estabelecer o método mais adequado para levar o aprendiz a alcançar os objetivos pretendidos com o estudo. Essa é uma recomendação de bom senso de qualquer pedagogia prática. Kardec faz bom uso desses quatro elementos. O objetivo de aprendizagem é o de levar à convicção, o aprendiz é o incrédulo. O sujeito que ensina ou orienta a aprendizagem é o adepto ou crente e o método de ensino é o diálogo, a conversação, para persuadir.. (Allan Kardec, O Livro do Médiuns, primeira parte, capítulo III, Do Método.)

22 O homem permanece sempre em função de aprendiz e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, de se reciclar, facilitando o mesmo ensejo ao semelhante." (Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel – nº 3)

23 Bibliografia básica: O Livro dos Espíritos, Segundo Livro, Cap. I, 76 a 99. A Gênese, Cap. XIV, Os Fluidos; A Gênese, capitulo I, Caráter da Revelação Espírita, item 39. O Livro dos Médiuns, Cap. I. Pensamento e Vida (Emmanuel); Pensamento e Vontade (Ernesto Bozzano O Livro dos Espíritos, Livro Terceiro, As Leis Morais: Lei do Trabalho, Lei de Progresso, Lei de Justiça, Amor e Caridade. Estudo das influências recíprocas entre os homens e os Espíritos, trazendo para o dia-a-dia. O Livro dos Médiuns, A. K.; Nos Domínios da Mediunidade, A. Luiz; Mediunidade, E. Armond. Questão da "autoridade moral irresistível". : O Livro dos Espíritos, Livro Segundo, Cap. I, Escala Espírita, 100 a 113. As Leis Morais, 893 a 919.


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