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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO SEMIÁRIDO UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO CURSO DE LICENCIATURA.

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

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3 CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO SEMIÁRIDO UNIDADE ACADÊMICA DE EDUCAÇÃO DO CAMPO CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS SOCIEDADES CAMPONESAS (2012.1) P ROF. D R. M ÁRCIO C ANIELLO OS SISTEMAS AGRÁRIOS FLORESTAIS MAZOYER, Marcel & ROUDART, Laurence. Os sistemas de cultivo de derrubada-queimada em meios arborizados. História das agriculturas do Mundo: do neolítico à crise contemporânea. São Paulo, Editora da UNESP; Brasília, NEAD, 2010 [ ]. Texto em PDF Texto em PDF

4 Propriedade Técnica s Sociais Recursos naturais: terra, matéria prima Tecnologia: infraestrutura, ferramental Meios de produção D IALÉTICA DA E VOLUÇÃO DA S OCIEDADE O CIDENTAL (M ARX ) MODO DE PRODUÇÃO Força de trabalho Forças Produtivas Relações de Produção Luta de Classes TRANSFORMAÇÃO SOCIAL PROCESSO HISTÓRICO

5 Recursos naturais: custo ecológico e social Novas tecnologias: custo econômico e social Performance otimizada maior produção Impacto sobre os meios de produção Crescimento populacional Força de trabalho Meios de produção Revolução agrícola Sistemas agrários marginais pouco competitivosNovo sistema agrário Crescimento populacional Terra: produtividade e disponibilidade Tecnologia obsoleta Meios de produção Força de trabalho subutilizada Aumento da produção D IALÉTICA DA E VOLUÇÃO DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS (M AZOYER & R OUDART ) SISTEMA AGRÁRIO PRIMÁRIO Limites de performance Consequência Desenvolvimento NOVO SISTEMA AGRÁRIO Limites de performance REVOLUÇÃO AGRÍCOLA CRISE DE SUBSISTÊNCIA Crise de subsistência

6 F ORMAÇÃO DOS S ISTEMAS DE C ULTIVO DE D ERRUBADA -Q UEIMADA AP: Revolução Agrícola Neolítica As primeiras formas de agricultura eram praticadas perto das moradias e aluviões das vazantes dos rios, ou seja, terras já fertilizadas que não exigiam, portanto, desmatamento. Desenvolvimento Essa dinâmica pioneira se fez acompanhar de um forte crescimento demográfico. Meios de produção limitados Terras: zonas privilegiadas muito restritas Tecnologia: machados de pedra polida e o bastão plantador Um novo sistema agrário: o Sistema Florestal Os agricultores neolíticos estavam de fato mais bem aparelhados para desmatar e cultivar uma floresta que para desmatar e cultivar um tapete herbáceo denso. As populações neolíticas que ocuparam as regiões arborizadas desenvolveram os cultivos, aquelas que se espalharam pelas pradarias, savanas e estepes desenvolveram a criação animal.

7 O S S ISTEMAS DE C ULTIVO DE D ERRUBADA -Q UEIMADA Desmatamento parcial sem destoca Após o abate, o terreno está entulhado em sua superfície com folhagens, ramagens e troncos mortos a serem eliminados antes de plantar. Queima controlada Depois de deixar secar, este material vegetal é queimado pouco antes das chuvas, de maneira que a semeadura se beneficie ao máximo dos minerais nutritivos contidos nas cinzas. Processo de produção Ferramentas manuais rudimentares, pouco diferenciadas e pouco eficientes Trabalho longo e penoso Resultados Parcelas temporal e parcialmente cultivadas. A colheita será de alimentos ricos em glicídios, que suprirão parte das necessidades calóricas. O restante da alimentação provém de hortas ou das atividades de criação, caça e pesca. Pousio arbóreo de longa duração (rotação) Cultivos temporários e itinerantes.

8 R OTAÇÃO E A FOLHAMENTO Rotação (temporal) Alternância anual entre cultivo e pousio. Afolhamento (espacial) Divisão das terras de um estabelecimento agrícola em tantas partes, chamadas de folhas, quantos são os cultivos principais. Chama-se afolhamento essa repartição no espaço, entre as diferentes parcelas, de todos os tipos de pousios e de cultivos que formam a rotação.

9 A P ERFORMANCE DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS F LORESTAIS Performance das forças produtivas Rendimento (recursos naturais+tecnologia): volume da produção por unidade de superfície Produtividade do trabalho: volume da produção por trabalhador A renovação da fertilidade Primeiro cultivo: alta performance Elementos minerais solubilizados da rocha-mãe Fixação do nitrogênio Mineralização do húmus florestal Grande aporte de minerais provenientes das cinzas (volume alto de biomassa queimada) Processos decorrentes do desmatamento: Lixiviação: processo de arraste ou lavagem dos sais minerais presentes no solo, caracterizando uma forma inicial de erosão, ou erosão leve. Desnitrificação: Este processo ocorre através de algumas espécies de bactérias que utilizam nitratos alternativamente ao oxigênio como forma de respiração e libertam azoto em estado gasoso (N2). Após alguns anos, a performance cai vertiginosamente. Então o terreno é abandonado ao pousio, até o próximo cultivo.

10 P ERFORMANCES DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS F LORESTAIS Quando o pousio dura mais de 20 anos, a vegetação que vem a se reconstituir ali é muito vigorosa e a fertilidade do solo após a derrubada-queimada, é elevada. Quando o pousio não dura mais de 10 anos, a vegetação que se reconstitui entre dois desmatamentos é muito pobre, o leito de folhas/madeira e as cinzas são menos abundantes, a fertilidade do solo é menos elevada, as ervas indesejáveis proliferam e, para obter o mesmo volume de produção, é preciso desmatar uma área mais extensa.

11 A O RGANIZAÇÃO S OCIAL NOS S ISTEMAS A GRÁRIOS F LORESTAIS Uma sociedade simples ou primitiva Comunidade de parentelas formadas por famílias que são unidades de produção e consumo. Baixa diferenciação social associada à baixa produtividade agrícola: artesãos, comerciantes e guerreiros continuam a participar das tarefas agrícolas. As funções políticas e religiosas são cumpridas por um reduzido número de pessoas, cujo nível de consumo não é mais elevado do que o de outros habitantes da comunidade. O domínio coletivo dos meios de produção Terra: propriedade coletiva O direito de uso (privado) de uma família sobre as parcelas que lhe são atribuídas dão a ela o direito de desmatar, de cultivar e de colher os frutos de seu trabalho. Esse direito cessa com a colheita, quando a terra é deixada em pousio arbóreo de longa duração e retorna ao domínio comum. Hortas e pomares: propriedade privada

12 A C RISE DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS F LORESTAIS O crescimento populacional Quanto mais a densidade populacional não ultrapassar um certo patamar, que varia conforme o meio, menos cultivos de derrubada-queimada levarão em geral à destruição de biomassa arborizada ou à redução importante da fertilidade. Mecanismo de subdivisão-migração: o caso tupi Ao contrário, quando a densidade populacional ultrapassar esse patamar, chega-se necessariamente ao desflorestamento e à impossibilidade de continuar a praticar esse tipo de cultivo. Limites à expansão sustentável do sistema de derrubada-queimada Fronteiras naturais e fronteiras políticas limitam a dispersão dos excedentes populacionais, provocando: Carência de florestas acessíveis Ampliação da superfície desmatada Derrubada de pousios cada vez mais jovens Desmatamentos mais intensivos Consequências: Redução da fertilidade Erosão Ressecamento do clima Desertificação Saídas O milenarismo: a busca da terra sem males Cultivos perenes (café, cacau, seringueira etc.) a propriedade privada a terra como mercadoria Revolução agrícola Um novo sistema agrário Um novo modo de produção CRISE ECOLÓGICA E DE SUBSISTÊNCIA

13 Propriedade Técnica s Sociais Recursos naturais: terra, matéria prima Tecnologia: infraestrutura, ferramental Meios de produção D IALÉTICA DA E VOLUÇÃO DA S OCIEDADE O CIDENTAL (M ARX ) MODO DE PRODUÇÃO Força de trabalho Forças Produtivas Relações de Produção Luta de Classes TRANSFORMAÇÃO SOCIAL PROCESSO HISTÓRICO

14 Recursos naturais: custo ecológico e social Novas tecnologias: custo econômico e social Performance otimizada maior produção Impacto sobre os meios de produção Crescimento populacional Força de trabalho Meios de produção Revolução agrícola Sistemas agrários marginais pouco competitivosNovo sistema agrário Crescimento populacional Terra: produtividade e disponibilidade Tecnologia obsoleta Meios de produção Força de trabalho subutilizada Aumento da produção D IALÉTICA DA E VOLUÇÃO DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS (M AZOYER & R OUDART ) SISTEMA AGRÁRIO PRIMÁRIO Limites de performance Consequência Desenvolvimento NOVO SISTEMA AGRÁRIO Limites de performance REVOLUÇÃO AGRÍCOLA CRISE DE SUBSISTÊNCIA Crise de subsistência

15 S URGIMENTO E D IFERENCIAÇÃO DOS S ISTEMAS A GRÁRIOS P ÓS -F LORESTAIS Sistemas hidráulicos das regiões áridas Oriente médio, Egito, América andina e central Sistemas hidráulicos das regiões de monções Índia, China e Sudeste Asiático Sistemas com alqueive e criação associada Europa Sistemas Tropicais de Savanas Cultivo com enxada, sem criação animal Cultivo com enxada, sem alqueive, com criação animal associada Cultivo com alqueive e criação animal Associação de cultivo, criação e arboricultura forrageira Sistemas mistos de savana e floresta

16 O homem, que desdenha aquilo que se formou sem sua intervenção, acredita estar valorizando o planeta destruindo a acumulação lenta da riqueza vegetal produzida pela colaboração mil vezes secular da atmosfera e do globo terrestre. A grande floresta tropical, este imenso laboratório de climas, este cinturão vegetal de veludo úmido e morno de onde se alçam, em movimentos harmoniosos, espirais ritmadas de ondas atmosféricas, será esta floresta transformada sabiamente, explorada com o respeito do homem e da natureza, considerando as relações entre o solo e a atmosfera? Ou bem ceder-se-á à tentação ao impulso de violentar a terra, atacando pelas vias rápidas a floresta tropical? Neste caso, saibamos que será a própria humanidade que estará exposta ao perigo, pelo desequilíbrio da atmosfera e pela introdução da instabilidade dos climas no mundo inteiro. F. Shrader, Atlas de géographie historique, 1896.


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