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II- TEORIA SOCIOLÓGICA – PRODUÇÃO HISTÓRICA ATUALIDADE DOS CLÁSSICOS ANALISE CRITICO- COMPARATIVA Bibliografia básica: SELL, Carlos Eduardo. Sociologia.

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1 II- TEORIA SOCIOLÓGICA – PRODUÇÃO HISTÓRICA ATUALIDADE DOS CLÁSSICOS ANALISE CRITICO- COMPARATIVA Bibliografia básica: SELL, Carlos Eduardo. Sociologia Clássica- Marx, Durkheim, Weber. Petrópolis, Ed. Vozes, 2009, Cap.5

2 ATUALIDADE DOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA ANALISE CRITICO-COMPARATIVA

3 A Sociologia ingressou na época do globalismo. [...] As três teorias sociológicas que mais influenciam as interpretações da globalização são o funcionalismo, o marxismo e a teoria weberiana. [...] Essas são três poderosas matrizes do pensamento científico na Sociologia, exercendo influências diretas e indiretas. Mesmo porque essas teorias nunca deixaram de contemplar o indivíduo, a ação social, o cotidiano e outras manifestações das diversidades da vida social. Estas teorias fertilizam a maior parte de tudo o que se produz e se discute sobre as configurações e movimentos da sociedade global Octavio Ianni

4 Para que Clássicos? Qual a real importância de Marx, Durkheim e Weber? Têm somente um valor histórico para compreender o processo de formação da sociologia? São fundamentais para compreender a sociedade atual? Têm apenas um valor didático ou realmente são importantes para a compreensão da vida social moderna?

5 É importante o estudo dos clássicos Do ponto de vista histórico : desenvolveram diferentes linhas de pensamento (veja quadros abaixo) Do ponto de vista teórico: as obras dos clássicos possuem um valor muito maior do que os clássicos das rígidas ciências naturais. Defensores da atualidade dos clássicos 1. POR QUE OS CLASSICOS?

6 Considero classico um escritor ao qual possamos atribuir as seguintes caracteristicas Que seja considerado interprete autêntico e único de seu tempo, cuja obra seja utilizada como instrumento indispensável para compreendê-lo. Que seja sempre atual, de modo que cada época, ou mesmo cada geração, sinta a necessidade de relê-lo e, relendo-o, de reinterpretá-lo. Que tenha construído teorias- modelo das quais nos servimos continuamente para compreender a realidade, até mesmo uma realidade diferente daquela a partir da qual as tenha derivado e à qual as tenha aplicado, e que se tornaram, ao longo dos anos, verdadeira e proprias categorias mentais. Norberto Bobbio, Teoria Geral de Política Do ponto de vista teórico: as obras dos clássicos possuem um valor muito maior do que os clássicos das rígidas ciências naturais. 1. POR QUE OS CLASSICOS?

7 PARADIGMA POSITIVISTA/FUNCIONALISTA ETAPAS AUTOR TEORIA Origem Augusto Comte Emile Durkheim Positivismo Funcionalismo Desenvolvimento Robert Merton Talcott Parsons Niklas Luhmann Jeffrey Alexander Richard Munch Análise funcional Estrutural-Funcionalismo Teoria sistêmica Neo-funcionalismo Do ponto de vista histórico 1. POR QUE OS CLASSICOS?

8 Do ponto de vista histórico Origem Positivismo Funcionalismo Robert Merton Análise funcional Talcott Parsons Estrutural-Funcionalismo Niklas Luhmann Teoria sistêmica Jeffrey Alexander Neo-funcionalismo PARADIGMA POSITIVISTA/FUNCIONALISTA

9 PARADIGMA COMPREENSIVO/HERMENEUTICO ETAPAS AUTOR TEORIA Origem Desenvolvimento Max Scheler Teoria Fenomenológica Max Weber Teoria Compreensiva Alfred Schutz Peter Berger/Thomas Luckman 1. POR QUE OS CLASSICOS?

10 PARADIGMA COMPREENSIVO/HERMENEUTICO Origem Teoria Compreensiva Max Scheler Alfred Schutz Peter Berger/Thomas Luckman Teoria Fenomenológica

11 PARADIGMA DIALÉTICO/MARXISTA ETAPASAUTOR TEORIA Origem Desenvolvimento Lenin/Trotski/Stalin Karl Marx Materialismo Histórico Eduard Berstein/Karl Kaustsky Lucaks/Horkheimer/A dorno/Marcuse/Benj amin/Fromm Marxismo Revisionista Marxismo Leninismo Marxismo Ocidental 1. POR QUE OS CLASSICOS?

12 Origem Materialismo Histórico Eduard Berstein/Karl Kaustsky Marxismo Revisionista Lenin/Trotski/Stalin Marxismo-Leninismo Lucaks/Horkheimer/Adorno/ Marcuse/Benjamin/Fromm 1. POR QUE OS CLASSICOS? PARADIGMA DIALÉTICO/MARXISTA

13 O estudo da realidade brasileira no contexto do capitalismo global não dispensa o estudo da teoria social clássica senão corre-se o risco de precisarmos reinventar continuamente a roda. Mas, por outro lado, não devemos transformar os textos clássicos numa espécie de bíblia sagrada pretendendo aplicar as análises da realidade social européia do século XIX para compreender a realidade social brasileira e mundial do século XXI. Proposta para o ensino das Ciências Sociais – Nilson Nobuaki Yamzauti, REA,27/03/ POR QUE OS CLASSICOS?

14 As tres vertentes marxista (ou histórico- cultural durkheimiana (ou funcionalista weberiana (ou compreensiva) vão inspirar outros pensadores que, refletindo sobre a realidade em que viveram, mesclando-se ou não contribuições de diferentes linhas teóricas, demonstraram a possibilidade de responder aos desafios do homem contemporâneo. 1. POR QUE OS CLASSICOS?

15 Para Marx, a preocupação é conjunto dos indivíduos inseridos nas classes sociais. Para Durkheim, a sociedade é tudo e o individuo deve ser submetido ao que é geral. Para Weber, o individuo e sua ação são os elementos constitutivos das ações sociais. três modos diferentes de se posicionar diante da mesma questão 1. POR QUE OS CLASSICOS?

16 O principio da integração social O principio da coesão social O principio da contradição coesão e equilibrio Interesses e dominação Conflito e transformação 1. POR QUE OS CLASSICOS?

17 1.a abordagem do conflito, 2.o funcionalismo e 3.o interacionismo simbólico Três das mais importantes e recentes perspectivas teóricas têm conexões diretas com Marx, Durkheim e Weber 1. POR QUE OS CLASSICOS?

18 Positivistas O apego da sociologia aos autores de sua fundação é sinal de imaturidade científica (Robert Merton) As ciências naturais respeitam seus fundadores, mas partem de um conjunto de premissas que são aceitas por todos. A sociologia não chegou ainda ao patamar de ciência estabelecida, com seria o caso da física, da biologia e mesmo da ciência econômica Exemplo: apesar de suas divisões internas, os físicos se pautam pelas leis newtonianas, pela teoria da relatividade e da mecânica quântica, mas não ficam estudando as ideias de Bacon, Newton, etc. A sociologia não conseguiu ainda elaborar pressupostos seguros e definitivos, por isso os sociólogos são obrigados a se apoiar em autores isolados para sustentar suas posições. 1. POR QUE OS CLASSICOS? Críticos sobre a atualidade dos classicos

19 Em Marx, Durkheim e Weber podemos encontrar os problemas fundamentais para o estudo da sociologia 1. A teoria sociológica : dimensão teórico-analitica) 2.A teoria da modernidade : dimensão teórico-empírica 3.A teoria política : dimensão teórico-prática

20 Dimensão teórico- analítica Demonstrar como Marx, Durkheim e Weber procuram elaborar os fundamentos filosóficos de suas teorias(epistemologia) e qual o método de cada uma para a realização da sua análise social Marx, Durkheim e Weber ofereceram diferentes explicações sobre o surgimento e as características da sociedade moderna Dimensão teórico- empírica Dimensão teórico =- política Marx, Durkheim e Weber tinham visões diferentes sobre qual a fonte e a natureza dos problemas que afligiam a ordem social moderna e como estes desafios poderiam ser superados

21 A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA) 1. Epistemologia Mostrar quais são os princípios filosóficos que servem de fundamento para cada teoria Esclarecer como este princípios filosóficos influenciam e condicionam as propostas teóricas da sociologia Ramo da filosofia que trata dos fundamentos do conhecimento em geral e da ciência em particular

22 Epistemologia Marxista Eixo central : método dialético herdado por Marx de Hegel Caminho para um positivismo marxista: natureza e sociedade são semelhantes, movidas por forças que independem da vontade humana Outros – Eixo central : forma de explicar a realidade social( e não a realidade científica-natural) Lukács: conceito de totalidade : o concreto é concreto porque é a síntese de várias determinações. A realidade é resultado da praxis social dos indivíduos e das múltiplas estruturas por ele criadas. A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

23 Epistemologia positivista A explicação da realidade está condicionada ao objeto Concepção empirista do conhecimento que é entendido como fruto da experiência que a própria realidade vai imprimindo no sujeito A sociedade tem a mesma dinâmica do funcionamento da natureza: é concebida como algo objetivo que tem suas próprias leis de funcionamento. O método sociológico deve proceder a partir dos mesmos princípios das ciências naturais A sociologia deve estabelecer um sistema de leis e teoria que forneçam uma explicação sobre o comportamento dos indivíduos e o funcionamento da própria sociedade. A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

24 Epistemologia Weberiana Ao contrario do positivismo, sustenta que o sujeito é o principal responsável para a elaboração do processo do conhecimento Origens em Kant Abordagem hermenêutica ou fenomenológica da realidade social A sociedade não pode ser concebida como algo exterior ao homem: é fruto da ação dos sujeitos sociais. Ponto de partida : o indivíduo A sociologia tem método próprio. Cabe ao sociólogo compreender (verstehen) o significado ou o sentido conferido pelo sujeito às suas condutas e à estrutura social o sujeito tem o papel de ordenar os dados da experiência segundo categorias lógicas que são inatas (denominadas a priori) ou seja independem da experiência. Hermenêutica: interpretação Fenomenológia: ligadao ao modo como o sujeito percebe a realidade A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

25 EPISTEMOLOGIA MARXISTA/DIALÉTICA EPISTEMOLOGIA POSITIVISTA/NATURALISTA EPISTEMOLOGIA WEBERIANA/HERMENÊUTICA Primado do devir (dialética de Hegel_ Holismo metodológico Dialética como lei de evolução da natureza e da sociedade Primado do objeto(Positivismo/ Comte Holismo metodológico Unidade das ciências naturais e sociais Primado do sujeito (Neokantismo/ Kant Individualismo metodológico Dualidade das ciências naturais e sociais A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

26 Crítica Na fase clássica, a sociologia estava envolvida em uma forte disputa a respeito do caráter filosófico das ciências humanas. Enquanto o positivismo e o marxismo (de modos diferentes) postulavam a unidade do método científico, a sociologia compreensiva colocou-se numa postura dualista, destacando as diferenças entre ciências naturais e as chamadas ciências do espírito Atualmente: superação desta disputa Os partidários da unidade do método cientifico(pós-positivistas), especialmente Thomas Kuhn e Karl Popper reconhecem o papel orientador que a teoria possui na interpretação dos dados empíricos. Ambas as ciências são hermenêuticas, pois envolvem uma relação com significados e valores, Anthony Giddens: as ciências sociais seriam duplamente hermenêuticas, pois elas buscam a interpretação do significado de práticas que também são compreendidas pelas próprios atores sociais A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

27 2. Método A metodologia é o aspecto central da teoria sociológica Método Materialismo Historico Funcionalismo Método Compreensivo Produção Social Fato Social Ação Social Objeto Material Objeto Formal Infraestrutura Superestrutura Função Social Compreensão MARX DURKHEIM WEBER

28 Compreensão da sociedade: infra-estrutura e super- estrutura Texto do Prefacio A esfera econômica é a base da organização politica Centralidade dos fatores econômicos Determinismo economico Positivismo ? A estrutura determinante sobre o individuo Os homens é que fazem a sua propria história mas não a fazem como querem,não a fazem sob cirsunstancias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pela passado A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

29 Conceito de fato social e função social Concepção estruturalista A sociedade é que determina o comportamento dos indivíduos Visão funcionalista: o mundo social é visto como algo objetivo que tem suas próprias leis A sociedade é uma realidade estruturada que vai moldando a ação individual Os fatos sociais são exteriores e coercitivo Os fatos sociais tem como função a preservação e a consevação da sociedade A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

30 Conceitos básicos: ação e compreensão social A ação social é sempre uma conduta que tem um sentido e é referida a outro sujeito Cabe à sociologia captar e entender o significado das condutas sociais, das suas interações e das instituições nas quais a ação humana está objetivada (leis,costumes, igreja, Estado,etc) Concepção individualista da sociedade A realidade não pode ser concebida como algo exterior ao individuo, mas tem como ponto de partida o individuo A ação do individuo como determinante da estrutura social A TEORIA SOCIOLÓGICA : DIMENSÃO TEÓRICO-ANALITICA)

31 Sintese Holismo metodologico Estruturalismo Coletivismo Objetivismo As condutas sociais são explicadas pelas estruturas ou pelo sistema social Individualismo metodologico subjetivismo As estruturas sociais e o sistema social são explicadas pelas ações e interações entre os individuos Niklas Luhmann Raymond Boudon Posição intermediaria Construtivismo metodologico A dinamica do processo social envolve a interação mutua e continua entre individuo e sociedade, entre o atoir e o sistema social, entre o agente social e as estrutuyras sociais Giddens,Bourdieu, Habermas

32 A TEORIA DA MODERNIDADE- DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA Para contextualizar adequadamente as obras clássicas da sociologia, precisamos compreende-las à luz da gênese e das transformações contemporâneas da modernidade Modernidade Projeto de organização da sociedade a partir do esforço racional da construção humana Kant A ilustração (Aufklarung) é a saída do homem de sua minoridade, da qual ele é o próprio culpado. A minoridade é a incapacidade de fazer uso do sentimento sem a condução de um outro.O homem é o proprio culpado dessa minoridade quando sua causa reside não na falta de entendimento,mas na falta de resolução e coragem para usá-lo sem a condução de um outro. Sapere aude. Tenha a coragem de usar seu proprio entendimento! Esse é o lema da ilustração ( O que é a ilustração)

33 Seculo XX O sonho de produzir a emancipação humana a partir da razão começa a ser questionado Duas grandes guerras Holocausto Crimes do comunismo Crise ambiental Criticas de Heidegger, Niettsche Escola de Frankfurt Lado regressivo e negativo da razão A TEORIA DE MODERNIDADE- DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

34 Esgotamento da modernidade Pós- Modernidade Jean François Lyotard Jacques Derrida Michel Foucault Boaventura de Sousa Santos Zigmunt Bautmann Michel Mafesoli

35 Não há esgotamento mas uma relação mais crítica dos limites da razão Segunda Modernidade HABERMAS GIDDENS ULRICH BECH ALAIN TOURAINE

36 Clássicos Quais os elementos caracteristicos da sociedade moderna? Quais seus problemas e desafios fundamentais? MODERNIDADE MARX DURKHEIMWEBER Características essenciais Problemas- Desafios Modo de produção capitalista Divisão do trabalho social Racionalismo da dominação do mundo Exploração Alienação Anomia egoismo Perda de sentido Perda de liberdade A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

37 a modernidade, em sua forma capitalista, é dinâmica por natureza e será superada por um novo tipo de sociedade, o comunismo. as bases do sistema capitalista estão fundadas nas relações de exploração, de dominação de classe e alienação Dois conceitos básicos: mais-valia e fetichismo da mercadoria Marxismo leninista: exploração Marxismo ocidental : alienação A TEORIA DA MODRNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

38 Os conceitos de Durkheim não foram assimilados por teóricos da modernidade Teve influência na compreensão dos fundamentos da sociedade industrial Divisão do trabalho Diferenciação social Conceitos de solidariedade mecânica e orgânica Integração nas diferentes sociedade A TEORIA DA MODERNIDADE- DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

39 Contribuição : comparação do desenvolvimento das religiões no Ocidente e no Oriente A marca característica do Ocidente : a racionalidade A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo Racionalidade instrumental - Sociedade burocratizada - Dominada por uma razão calculista - Institucionalizada no mercado, no Estado, na ciência, na técnica, no direito formal, na contabilidade Esvaziamento do sentido da existência Limite para a liberdade do homem Desencantamento do mundo Gaiola de ferro A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

40 Confiam na capacidade da ciência em desvelar a estrutura da realidade e proporcionar ao individuo instrumentos para uma organização racional do mundo social : busca da ordem e harmonia Confia no papel da razão em desvendar as leis da historia, Sua visão de revolução como uma ruptura sócio-política não representa uma negação da modernidade Comunismo: real possibilidade de consolidação dos valores de igualdade, fraternidade e liberdade Ainda que tivessem visões radicalmente diferentes sobre os valores e os limites da sociedade industrial ajustavam-se aos ideais kantianos e iluministas A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

41 Defensor da ideia de modernidade concebida enquanto mundo social regulável através da direção consciente dos indivíduos Cético quanto à possibilidade concreta deste ideal De um lado - racionalismo ocidental -Formas racionais de organização da produção(capitalismo) e de poder(Estado Parlamentar) -esferas racionalizadas do conhecimento (ciência e técnica) e dos valores (ética, direito, arte e literatura De outro lado -As esferas do mercado e do poder cada vez menos sujeitas ao controle social (burocratização) -Perda de liberdade -A cisão da razão em esferas distintas(cognitivo, legal, moral estetico): escolha de valores subjetivos Perda de sentido A TEORIA DA MODERNIDADE- DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

42 Atualmente Mundialização da economia e da sociedade Guerras Crise ambiental Revolução digital Sociedade pós-industrial Mudança de comportamento Fim do comunismo Engenharia genética Reavaliação dos clássicos Novas interpretações Teóricos da Pós- modernidade Superação do conhecimento e contribuição dos clássicos para desvelar as estruturas da ordem social pós-moderna A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-EMPÍRICA

43 A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA A leitura que cada clássico realizou da modernidade condicionou sua visão a respeito de como lidar com as contradições do mundo moderno. MARX DURKHEIM WEBER Propostas politicas Relação entre Sociologia e Politica ComunismoRevolução Culto do individuo Neutralidade/Imparciali dade Liderança Carismática Neutralidade axiológica

44 Movimento político Socialismo A ordem social capitalista tem dentro dela as contradições dialéticas que levariam à sua superação Versão política Dissolução do capitalismo por uma revolução promovida pela classe operaria Versão Econômica A superação do capitalismo seria fruto das contradições do próprio capitalismo enquanto sistema econômico A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

45 Divisão do movimento Tradição Leninista (IIIªInternacional) Enfatiza mais o aspecto revolucionário, privilegiando o elemento subjetivo da vontade Resultado: eliminação de milhões a partir da ideia de que a historia e a vida social poderiam ser submetidas ao controle absoluto Tradição Social Democrata (IIªInternacional) Ênfase aos ciclos econômicos do capitalismo e aos fatos objetivos da atividade social e econômica. Ênfase nos elementos estruturalistas da teoria marxista = a crise do capitalismo não levou à sua superação, mas transformações internas. A democracia como metodo legitimo de disputa pelo poder e integração com a economia de mercado, com seu controle através de politicas econômicas regulatórias e politicas sociais de equalização social. A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

46 É um problema moral As contradições da modernidade não estão no plano econômico Solução Uma nova moral, gerada da propria divisão do trabalho e com a ação moralizante do Estado, das corporações e da escola Critica Uns: conservadorismo = busca da harmonia e da ordem e não de uma transformação social Outros : Durkheim está mais próximo do liberalismo do que do conservadorismo. Não rejeitou a modernidade, pois a estabilidade social só pode ser alcançada quando a liberdade fosse consolidada. Os problemas sociais provinham da falta de conexão entre uma nova estrutura social(divisão do trabalho social) e uma nova forma de interação social(solidariedade orgânica)

47 Visão pessimista, herdada de Nietzsche Desconfiança a respeito do controle racional do mundo moderno O capitalismo e o Estado burocrático limitam o espaço da ação individual na esfera social Perda da liberdade individual A ciência e a técnica esvaziam a visão religiosa na esfera cultural Perda de sentido Uma revolução socialista apenas agravaria a situação Solução Aposta em lideres carismáticos para conduzir o quadro burocrático estatal na realização de fins políticos. Contra o poder da burocracia, a força do carisma. A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

48 CONCLUSÃO Vinculação pensamento ação Sociologia Politica A esfera pratica tem prioridade sobre a esfera reflexiva O próprio pensamento considerado como praxis social Os filosofos até hoje se contentaram em contemplar a realidade, mas o que importa é transformá-la

49 Leitura Leninista Leitura do marxismo ocidental A teoria social é considerada um instrumento da ação política Reabilitação da dimensão da teoria Horkheimer O pensar crítico se define por localizar na realidade os elementos que impedem a realização dos potenciais emancipadores inscritos, mas não realizados no processo social A teoria critica não apenas descreve o mundo social, mas articula-se com as possibilidades de emancipação social A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

50 Constituição do campo sociologico com esfera do conhecimento Preocupação científica: prioridade da dimensão teórica Questão Se a ciência possui uma dimensão política e uma relação com a pratica social, como determinar o caráter da relação entre sociologia e política? A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

51 A sociologia se define pelos princípios da objetividade Os fatos sociais devem ser tratados como coisas Neutralidade Imparcialidade A TEORIA DA MODERNIDADE - DIMENSÃO TEÓRICO-PRATICA

52 A sociologia é influenciada por fatores sociais Reflete as escolhas pessoais, sua cultura, seus valores, sua classe, sua opção politica A ciência não tem elementos para fazer uma escolha por qualquer valor, ideologia, classe, partido, pois são escolhas pessoais(éticas) e coletivas(políticas) Embora negando a crença na imparcialidade, o cientista deve orientar-se pelo principio da objetividade Deixar claro quais os pressupostos que guiaram a pesquisa Controlar os resultados com aplicação do método científico Cabe ao sociólogo, apontar e refletir criticamente as possibilidades de resolução de determinados problemas,mostrando os pressupostos que guiam as escolhas feitas e revelando quais seriam as consequências

53 Articulação Pensar Agir A sociologia enquanto ciência A política enquanto esfera de ação O problema da articulação entre o pensar e o agir ou entre a sociologia enquanto ciência e a politica enquanto esfera de ação continuou dividindo o pensamento sociológico durante a sua historia.

54 Karl Popper Teoria Critica (marxista) Teoria positivista : cabe à sociologia descrever e explicar o mundo social Submeter os resultados da investigação aos critérios de emancipação social Alemanha

55 A sociologia, enquanto disciplina envolvida com a compreensão da pratica social dos agentes sociais, contribui com a vida política na medida em que permite a reflexão social, ou seja, com a possibilidade de que os indivíduos e grupos sociais encontrem em suas pesquisas a possibilidade de refletir sobre os problemas e desafios da vida social

56 Karl Marx ( ), embora não tenha nenhuma preocupação em definir uma ciência específica para estudar a sociedade, procurou entender a sociedade capitalista a partir de seus princípios constitutivos e de seu desenvolvimento Emile Durkheim ( ) procurou insistentemente definir o caráter científico da Sociologia, dedicando-se a delimitar e a investigar um grande número de temas. Já Max Weber ( ) elaborou o seu pensamento num momento específico do desenvolvimento capitalista da Alemanha, buscando analisar o seu processo burocratizado e racionalista.

57 Marx e Durkheim se concentraram no poder de forças externas ao indivíduo. Weber tomou com ponto de partida a habilidade dos indivíduos em agir criativamente sobre o mundo exterior. Enquanto Marx assinalou a predominância das questões econômicas, Weber considerou uma gama muito mais ampla de fatores como relevante.

58 Marx : serve de inspiração a muitos autores modernos dedicados a interpretar as configurações e os movimentos da sociedade global, baseados no principio da contradição. Durkheim : está presente no estruturalismo e na teoria sistêmica, pois autores modernos redescobrem o principio da causação funcional com o qual nasceram e desenvolveram os funcionalismo e os neo- funcionalismos. Weber : torna-se presente na medida em que multiplicam os estudos sobre a mundialização e a racionalização do mundo, a ocidentalização de outras sociedades, tribos, nações e nacionalidades.


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