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PSICOLOGIA do DESPORTO Curso de Treinadores Futsal – A.F. Santarém – Maio/Junho 2004.

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1 PSICOLOGIA do DESPORTO Curso de Treinadores Futsal – A.F. Santarém – Maio/Junho 2004

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4 Psicologia do Desporto O estudo cientifico dos factores psicológicos que estão associados, influenciam e são influenciados pela participação e pelo rendimento no desporto Prática Desportiva Factores Psicológicos A Prática tem Consequências nos Factores Psicológicos Os Factores Psicológicos têm Consequências na Prática

5 A Importância dos Factores Psicológicos no Rendimento Apesar dos programas de treino se basearem em 90% de desenvolvimento físico, táctico e técnico e apenas 10% em preparação mental e emocional, a minha experiência no futebol tem-me mostrado que os tais 90% são quase sempre controlados para o melhor e para o pior, pelos outros 10%. Bil Beswick (Psicologo Manchester United)

6 Factores Psicológicos Associados a Altos Rendimentos. Elevados níveis de Motivação. Forte Autoconceito, (identidade e imagem pessoal). Grande Autoconfiança e Optimismo em todas as situações. Capacidade de transformar Pensamentos Negativos em Positivos

7 Capacidade de Gerir e Controlar situações de Stress e Ansiedade Gestão dos níveis óptimos de Activação Elevados níveis de Atenção e Concentração Persistência e Capacidade de Sofrimento Capacidade de Autocontrolo em relação ás exigências da competição

8 Claros Objectivos Pessoais de prestação e rendimento Capacidade de Adaptação e de Aprendizagem Controlo emocional no sucesso e insucesso e perante as criticas justas e injustas Estilo de vida cuidado ajustado ás exigências do desporto Plena Integração no Grupo assente nos processos de Comunicação, Relação com o Treinador e participação e contributo para a Coesão da Equipa.

9 Elevado Rendimento - Sucesso - Dialogo Interno Positivo Incremento da Autoconfiançaa Expectativas Positivas acerca do Futuro Relaxação Física e Mental Incremento da Concentração Motivação para Competir O Ciclo do Sucesso

10 Fraco Rendimento - Insucesso - Dialogo Interno Negativo Duvidas sobre si próprio Expectativas Negativas acerca do Futuro Incremento da Ansiedade Perturbação da Concentração Desmotivação para competir Quebras na Coesão do Grupo O Ciclo do Insucesso

11 ... É necessário ter presente que: Nem tudo tem solução mas tudo é melhorável Há situações em que não é possível mudar O jogador, a única solução é mudar DE jogador.... mas cuidado, porque,

12 Cada vez mais também se verifica que, Quando não é possível mudar O treinador (métodos e opções), Muda-se DE Treinador

13 Factores do Rendimento Desportivo Factor TÉCNICO Factor TÁCTICO Factor FISICO Factor PSICOLÓGICO OUTROS TALENTO

14 A Componente Psicológica em Equipas Desportivas está habitualmente associada á Personalidade dos jogadores..... mas devemos acrescentar a componente psicológica associada · Ás Características Físicas dos Jogadores, em que é necessário persistência, estabilidade emocional, e concentração ·

15 Á Técnica Individual, porque está na base dos princípios da aprendizagem que são orientados pelos sentimentos, percepções, imagens, pensamento e processos de memória Á Táctica porque o conhecimento, a tomada decisão, a memória, a focalização e distribuição da atenção são factores cognitivos que estão na base do seu desenvolvimento.

16 CONCLUSÃO: A Componente Psicológica não é Mais um dos Factores do Rendimento Desportivo, a juntar aos restantes mas sim, O Factor que está presente, condiciona e influencia todos os restantes. Atravessa todas as áreas do treino e da competição

17 A Psicologia do Desporto tem a ver com: - Pensamentos (dimensão cognitiva) - Sentimentos (dimensão emocional) - Comportamentos

18 Processos de Comunicação Treinar é, na sua essência, um processo de comunicação

19 A Comunicação tem três dimensões: 1º- Comunicar é Não só o envio de mensagens - informação Mas também a sua recepção (audição) O que releva a importância de saber ouvir como aspecto tão importante quanto é a transmissão de informação.

20 2º- Comunicar consiste na troca de · Mensagens Verbais e · Mensagens Não Verbais Incluindo-se nestas ultimas, · O Aspecto Físico · A Postura · O Contacto Corporal · Os Gestos · As Expressões faciais O que significa que muitas vezes é transmitida informação com significado sem se proferir qualquer palavra

21 3º- Comunicar contém duas partes: · O Conteúdo · A Emoção Associada O Conteúdo considerado como a mensagem em si mesma (o que se quer transmitir) e a Emoção como ( a forma como a informação é dita / transmitida)

22 - Toma todas as Decisões - Ele é que sabe o que é melhor para os jogadores - O jogador cumpre as ordens do treinador Treinador Autoritário - É ele que tem o conhecimento e a experiência e a sua função é dizer o que os jogadores devem fazer

23 - Atitude Passiva - Deixa os jogadores fazer o que querem - Toma o mínimo de decisões - Não possui conhecimentos e competência suficiente ou não tem a noção do que é o processo de treino Treinador Permissivo

24 - Partilha com os jogadores decisões do treino - Não significa abandonar as suas responsabilidades - Contribui para o aumento da autoconfiança dos jogadores e melhoria da sua auto-imagem e clima emocional Treinador Cooperante

25 - Nunca Admite o Erro, porque actua como se soubesse tudo - Exige permanentemente o respeito mas não responde da mesma forma - Tem sempre resposta pronta para tudo e considera que nunca ou raramente se engana - Vai ter grande dificuldade para conseguir ter credibilidade junto dos seus jogadores Pretensioso / Convencido

26 Derrotista / Más Noticias - As suas palavras e actos são sempre negativos - Apenas critica sem deixar que os jogadores saibam que fizeram alguma coisa bem - Por vezes parece que está no exército, revelando desumanidade e incapacidade de elogiar seja quem for - É como se considerasse que se está a rebaixar quando tem de dizer alguma coisa agradável a alguém

27 - A abordagem pela negativa utiliza os castigos e as criticas para tentar eliminar ou alterar comportamentos indesejáveis ( de que tipo for). - Esta abordagem faz Aumentar o Medo de Falhar ( quanto mais o treinador a usa, mais o jogador acumula o medo de falhar). - Esta abordagem Diminui a Auto-Estima - Esta abordagem destrói a credibilidade do treinador

28 Juiz - Avalia permanentemente mas não fornece instruções para melhorar - Atribui a culpa ao jogador mas não diz como deve passar a fazer - Diz que os jogadores fizeram mal mas não apresenta as soluções para melhorarem

29 Inconstante - Num dia diz uma coisa, no dia seguinte diz outra completamente diferente - Castiga um jogador por ter um determinado comportamento mas perante semelhante acto cometido pelo melhor jogador, não aplica o mesmo critério - Diz aos jogadores para não discutirem as decisões do árbitro mas depois é o primeiro a fazê-lo. - Os jogadores ficam confusos e acabam por perguntar: devo fazer como ele faz ou como ele diz para eu fazer ?

30 - Evitar dizer uma coisa e outra diferente, mais tarde - Evitar dizer uma coisa e fazer outra - Se prometerem algo, mantenham a vossa palavra - Para isto é importante evitar utilizar as palavras, - Todos - Nenhum - Sempre - Nunca

31 Fala Barato - Está sempre a falar que não tem tempo para ouvir - Sabe tudo e está sempre a dizer para os jogadores fazerem isto e aquilo sem lhes dar a oportunidade de eles poderem dizer aquilo que sentem

32 Treinador INTELECTUAL Não consegue explicar as coisas de forma compreensível Discurso confuso e inacessível Fornece indicações pouco claras ou com uma linguagem abstracta

33 Treinador CARA de PEDRA Raramente mostra emoções Pouco acessível aos seus jogadores Ninguém sabe o que ele sente nos bons e maus momentos Provoca sensações de duvidas e insegurança aos seus jogadores

34 PretensiosoDerrotista Juiz Inconstante Fala Barato Cara de Pedra Intelectual

35 Avaliação das Capacidades de Comunicação 7 a 10 Você está destinado ao sucesso, sobretudo no desporto juvenil 11 a 17 Bom, mas pode ser melhor: continue a estudar 18 a 24 Não está mau, mas pode e deve melhorar muito 25 a 31 Cuidado, você está num caminho perigoso. Se não mudar, como treinador está destinado ao fracasso 32 a 35 Perigo: se isto for verdade você devia ser preso, sobretudo no futebol juvenil porque está a deformar os jovens jogadores

36 Estilos de Treinador e Estilos de Comunicação O estilo ideal depende das situações, dos contextos e das características dos jogadores - Para segurarmos um Sabonete, se apertarmos com demasiada força ele escorrega da mão e cai, mas se o segurarmos com pouca força irá suceder exactamente o mesmo. A sua utilização correcta exige que o seguremos com a força devida

37 Princípios de uma Boa Comunicação - Conhecer e usar o nome próprio - Ser empático: tentar compreender o ponto de vista dos outros - Ser objectivo e controlar as emoções - Ocasionalmente clarificar de que a mensagem foi recebida - Repetir mensagens importantes - Permitir tempo para a colocação de questões - Fazer com que, cada momento de informação seja importante

38 - Nunca prometer nada que não possa cumprir - Quando comunicar por causa de um erro, focalizar na correcção e não no erro - Preparar e antecipar uma comunicação importante - Criticar apenas a prestação não a pessoa (Atacar o problema não a pessoa) Isso dá a oportunidade do jogador responder e estar envolvido na solução. Isso mantém a dignidade do jogador e dá oportunidade de pensar sobre o comportamento em questão e as opções futuras - Evitar comunicar debaixo de um descontrolo emocional

39 - Nunca Humilhar ou Gozar e ainda menos em publico Isso inibe o natural desejo do jogador em correr riscos necessários á sua evolução. O jogadores necessitam de Confiança: a Humilhação destrói a confiança - Adoptar a política da Porta aberta - Focalizar a comunicação nos aspectos positivos, sem que isso signifique a ausência de critica, quando necessária. - O respeito mutuo é a fundação de uma boa relação. Para isso é necessário o treinador respeitar-se a ele próprio primeiro

40 Porque é que o Processo de Comunicação resulta por vezes num fracasso em relação àquilo que se quer obter /atingir? - As mensagens são erradas ou não adequadas à situação. - O jogador não recebe adequadamente a informação porque não está atento. - O jogador interpreta inadequadamente a informação que recebe. - A informação é inconstante ao longo do tempo provocando confusão.

41 Problemas de Comunicação No momento em que se preparam para sair do campo, o treinador principal chama apressadamente o treinador adjunto e de uma forma muito rápida diz-lhe:

42 Ó joão (treinador adjunto): Diz aí ao capitão de equipa para dizer aos jogadores que, uma vez que amanhã irá acontecer um eclipse do sol iremos treinar mais cedo. Assim os jogadores devem estar preparados ás 18 horas, em fato de treino, no campo nº3 onde serão dadas explicações em torno do raro fenómeno que não acontece todos os dias. Se por acaso chover, nada se poderá ver e, nesse caso treinaremos dentro do ginásio Entretanto o treinador principal sai apressadamente do campo e o treinador adjunto vai dar a informação ao capitão de equipa

43 Ó Rui (capitão de equipa): Por ordem do nosso treinador, amanhã haverá um eclipse do sol, em fato de treino. Todo o plantel terá de estar preparado num dos campos de treino, onde o treinador dará as explicações necessárias, o que não acontece todos os dias. Se chover, o fenómeno dár-se- á dentro do ginásio. Entretanto o treinador adjunto sai também apressadamente do campo e o capitão embora não percebendo bem o que ouviu, vai transmitir a informação aos restantes jogadores

44 Ó malta: O nosso treinador fará amanhã um eclipse do sol, no campo de treinos. Se chover, o que não acontece todos os dias, nada se poderá ver. Em fato de treino, o treinador dará a explicação necessária dentro do ginásio. Ó Pedro (sub-capitão) informa aí o nosso Roupeiro sobre isto. O sub-capitão vai dar a noticia ao roupeiro

45 Ó Sr. Manuel (Roupeiro): Amanhã para receber o eclipse do sol que dará uma explicação sobre o nosso treinador, o fenómeno será em fato de treino. Isto se chover dentro do ginásio, o que não acontece todos os dias.

46 A CREDIBILIDADE do TREINADOR é um dos mais importantes elementos no processo de comunicação, podendo ser incrementada:. Com o treinador a adoptar um estilo cooperativo na relação com os jogadores. Com um conhecimento adequado da modalidade desportivo ou pelo menos com a honestidade em relação aquilo que não conhece ou não sabe. Com o treinador a ser justo e consistente · Com o treinador a transmitir empatia, amizade, e aceitação..Com uma atitude espontânea e aberta aos outros

47 Quebras e Problemas de Comunicação -Assunpções -Diferenças de Opinião -Choques pessoais -Conflito de Funções -Percepção de Injustiças -Mudança de papeis -Conteúdo inadequado á situação -Não recepção da informação (ruído ou desconcentração) - Má interpretação da informação -Informação inconsistente

48 O TREINADOR deve ter presente que: O Estilo de Comunicação que utiliza pode ter consequências negativas nalguns factores psicológicos associados ao rendimento dos jogadores: Contribuir para a desconcentração dos jogadores em momentos importantes da competição Aumentar a ansiedade dos jogadores e dificultar o seu controlo emocional Reduzir a motivação para o treino e competição Criar problemas relacionais dentro do grupo (coesão) Prejudicar ou destruir completamente a Autoconfiança dos Jogadores

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51 Por outro lado, a qualidade e eficácia da Comunicação por parte do Treinador depende muito da forma como ele é aceite por parte dos jogadores, do crédito que lhe é dado, o que significa que existem factores que aumentam o respeito, a admiração e a confiança dos jogadores em relação aos seu Treinador

52 Factores de Respeito na Relação Treinador / Jogadores Experiência prévia como jogador e êxitos alcançados Experiência prévia como treinador e êxitos alcançados Boa aparência: vestuário e forma física Bons hábitos de vida Bons hábitos de trabalho: cumprimento de horários e eficiência Bem organizado: treinos, reuniões, deslocações Bom comunicador: explicar de forma clara e saber ouvir

53 Disponibilidade: ter sempre tempo para o jogador Conhecimento: do jogo, e todos os factores do treino Habilidade para ensinar: capacidade de correcção de erros Alta motivação: intensidade, compromisso Estados Positivos: ânimo, entusiasmo, optimismo, elogios Bom treinador no banco: analisar, reagir, ajustar Bom sentido de humor: ambiente descontraído

54 Boa capacidade de liderança: no balneário e durante as competições Bom nível de Autocontrolo Emocional: calma e serenidade Desejo de melhorar: busca de conhecimentos, investiga, autoavalia-se Honesto e Justo: não mostra favoritismo, é duro mas justo Aberto a Sugestões: é flexível e escuta os outros Mostra um verdadeiro interesse pelos jogadores como pessoa

55 A AUTOCONFIANÇA É a Crença de que se consegue realizar com sucesso um comportamento desejado. Caracteriza-se por uma elevada expectativa de sucesso. É a ausência de duvidas sobre as próprias qualidades ou capacidades.

56 Quando duas equipas são igualmente fortes aos níveis técnico, físico e táctico, aquela que tiver os jogadores mais auto-confiantes será a vencedora. É o mais importante factor psicológico do rendimento. (S.G.Ericksson, 2001)

57 Uma pessoa que duvida de si própria é como um homem que se alista no exército do inimigo e aponta as armas contra si mesmo. Transforma o seu possível fracasso numa certeza porque é ele próprio a primeira pessoa a convencer-se desse facto. ( Alexandre Dumas)

58 Contudo é necessário ter presente que: A Confiança não irá suprir a Incompetência !! · Quando está confiante o jogador joga para ganhar · Quando não está confiante, o jogador joga para…… não perder Alguns jogadores com talento e possibilidades de êxito não têm confiança nas suas capacidades quando em situações de pressão competitiva: são os jogadores de treino.

59 Rendimento Autoconfiança A Relação entre Auto-Confiança e Desempenho (Rendimento) Elevado Baixo Baixa Óptima Excessiva

60 O NIVEL ÓPTIMO de CONFIANÇA é aquele em que cada jogador: · Está totalmente convencido de que consegue alcançar os objectivos · E sobretudo de que fará tudo para os atingir Tudo isto baseado na percepção correcta da sua capacidade.

61 Constitui um erro frequente, comentar que possuir Autoconfiança é acreditar que se ganhará ou que se quer ganhar. A verdadeira Autoconfiança, é aquela que se baseia em expectativas realistas acerca do êxito que se pode alcançar. A Autoconfiança não é ter a convicção de que poderá ganhar sempre ou que nunca errará, mas sim a convicção de que se poderá corrigir os erros cometidos desde que se trabalhe com esforço e empenho para aperfeiçoar o conjunto das suas capacidades É a convicção nas capacidades de aprendizagem e aperfeiçoamento das competências técnicas, tácticas psicológicas e capacidade física. Não é uma questão de vontade ou de poder.

62 Autoconfiança de forma geral ou em relação a aspectos particulares (Auto-eficácia) Um jogador pode estar: -Confiante com o pé direito mas não como esquerdo - Confiante com nos jogos em casa e não fora - Confiante no jogo aéreo mas não no drible - Confiante no ataque mas não na defesa - Confiante contra certos adversários directos e não com outros - Confiante no seu clube mas não na selecção É por isso que se fala de Autoconfiança (aspectos mais gerais) e de Autoeficácia (que tem a ver com algo mais concreto e especifico)

63 E ainda de outras variáveis relacionadas: · O Nível de Competência ou Capacidade do Jogador · A Situação ( por ex. a autoconfiança na marcação de um penalty pode variar em função da capacidade do g.redes adversário, do momento do jogo, do resultado do momento, da importância daquela tarefa para o resultado do jogo etc · Outros Factores Pessoais (Indisposições, fadiga ou sobrecarga de treino etc)

64 CONFIANÇA A Autoconfiança depende de muitos factores: Mudança de Perda de Lesões Posição Forma Mudança de Pessoais Táctica Mudança de Problemas de Treinador de Comunicação do Treinador Não Convocado Equipa em Atenção dos Crise Outros

65 A Percepção e Interpretação do valor da Equipa Adversária

66 Sub-Confiança e Sobre-Confiança ( Os desvios nos Níveis Óptimos de Confiança) É um processo critico no futebol e habitualmente referido pelos treinadores como um dos aspectos mais difíceis de alterar na sua intervenção. É tão importante que explica muitas vezes a diferença entre a Vitória e a Derrota.

67 SUB-CONFIANÇA ( Falta de Confiança) Ocorre quando os Jogadores Valorizam Demasiado o Adversário, o que os faz perder Confiança na sua própria força competitiva.

68 SUB-CONFIANÇA ( Falta de Confiança) A Excessiva Valorização da Equipa Adversária Resulta em estados psicológicos de......

69 É preocupante, e atinge a situação extrema quando o jogador se desvaloriza a si e/ou á sua equipa de tal forma que acaba por convencer-se de que qualquer que seja o esforço que manifeste obterá sempre resultados desastrosos Surgem duvidas sobre si próprio e/ou sobre a sua equipa, o que cria ansiedade e prejudica a concentração.

70 A Falta de Confiança origina quase sempre: Uma entrada em campo já numa situação de meio derrotado. Os jogadores ficam menos predispostos para procurar vencer. Fazem um uso insuficiente dos seus recursos técnico e tácticos. Tornam-se passivos, reduzem o seus jogo ofensivo e deixam o adversário adoptar tácticas dominantes

71 SOBRE-CONFIANÇA ( Excesso de Confiança) Ocorre quando os Jogadores Desvalorizam Demasiado o Adversário o que os coloca numa situação de falsa confiança Tem uma perspectiva individual (pessoal) e colectiva (equipa)

72 Sobre-CONFIANÇA ( Excesso de Confiança) A Excessiva Desvalorização da Equipa Adversária Resulta em estados psicológicos de......

73 . Os jogadores estão falsamente confiantes, porque a sua confiança é superior ás suas capacidades O seu desempenho será pior porque acreditam que não precisam de se preparar bem ou empenhar ao máximo para realizar as tarefas.. Jogam com baixos níveis de concentração por porque acreditam que irão vencer sem se esforçar muito

74 Não colocam em prática todo o seu potencial ( ao nível da habilidade e do esforço). O problema surge quando o adversário se apresenta mais forte do que o esperado inicialmente o que confronta os jogadores Sobre-confiantes com a necessidade de alterar a sua atitude. Isso acontece muitas vezes (por exemplo na segunda parte do jogo), mas outras vezes isso não se verifica (o golo não surge) e se a mudança necessária não ocorre, aumenta significativamente os níveis de ansiedade o que pode provocar um bloqueio completo e uma incapacidade de dar a volta á situação.

75 A Relação dos Níveis de Autoconfiança com a Percepção de Dificuldade da Competição PERCEPÇÃO de DIFICULDADE (Exigência do Jogo) Percepção das Próprias Capacidades BAIXA ELEVADA BAIXA. Sub - Confiança ( Ansiedade ) Sobre - Confiança (Desinteresse)

76 A Influência do Treinador nos Níveis de Autoconfiança dos Jogadores: - Quando gasta muito tempo e energia na identificação e correcção de erros e não nos aspectos positivos da prestação. - Quando em momentos de fracasso actua exclusivamente com Constantes criticas negativas - Quando mostra Duvidas sobre a capacidade e qualidade de um jogador e/ou da equipa

77 - Quando Goza ou Humilha, especialmente em publico (na presença de todos) Isso inibe o natural desejo do jogador em correr riscos, numa futura competição, necessários á sua evolução - Quando atribuiu culpas de forma pessoal ou direccionada, não assumindo também as suas responsabilidades - Quando critica mais a pessoa em si, do que a sua prestação enquanto jogador

78 Com isso não está a possibilitar a resposta do jogador e o seu empenhamento futuro na resolução / melhoria do problema Essa atitude não mantém a dignidade do jogador nem lhe dá a oportunidade de pensar sobre o comportamento em questão e as opções de futuro - Quando actua de forma contrária a tudo o que se disse anteriormente, quando se abordou a Comunicação.

79 A responsabilidade do Treinador: -Nunca humilhar, muito menos em publico -Atacar o problema e não a pessoa -Direccionar a intervenção ao Comportamento do Jogador e não á Pessoa. Isso dá a oportunidade ao jogador de estar envolvido na solução e mantém a sua dignidade. -Focalizar a intervenção nos aspectos positivos sem que isso signifique a ausência da critica construtiva quando necessário. - Focalizar a intervenção mais no esforço do que no resultado

80 -Não recorrer ao sarcasmo ou comentários negativos (especialmente em jovens jogadores) -Garantir Segurança mínima aos jogadores -Promover os hábitos e os rituais -Familiarizar os jogadores com as características da competição reduzindo a incerteza e a probabilidade de ocorrência de situações estranhas -Definir de objectivos ambiciosos mas realistas -No treino deve promover situações facilitadas, especificas ou gerais, que proporcione o êxito a determinado jogador ou á equipa.

81 A Intervenção do Treinador face a Situações de Sub e Sobre-confiança do Jogador (es) ou Equipa:

82 Nas situações de Estados de EXCESSO de CONFIANÇA 1- Deve fazer-se a abordagem do adversário IDENTIFICANDO e REALÇANDO os seus PONTOS FORTES. 2- Não basear a análise do adversário apenas de acordo com a sua classificação actual 3- Relembrar situações anteriores de fracasso da equipa em situações de excesso de confiança 4- Relembrar exemplos de insucessos de outras equipas face ás mesmas atitudes.

83 Nas situações de Estados de FALTA de CONFIANÇA 1- Deve fazer-se a abordagem do adversário IDENTIFICANDO e REALÇANDO os seus PONTOS FRACOS 2- De forma geral deve-se fazer a abordagem do adversário com base em diferentes critérios associados ás suas potencialidades e NÃO com BASE na TABELA CLASSIFICATIVA 3- Relembrar situações anteriores de fracasso da equipa em situações de falta de confiança 4- Relembrar exemplos de insucessos de outras equipas face ás mesmas atitudes.

84 A Abordagem dos Resultados Pós Competição - Consequências para os Níveis de Confiança dos Jogadores-

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86 Quando a Equipa Venceu e Jogou Bem O sucesso deve ser atribuído á capacidade individual e colectiva de âmbito físico e psicológico Com isso incrementa-se o valor próprio e a autoconfiança, qualquer que tenha sido o adversário Realçar não tanto o resultado final, mas sobretudo o esforço demonstrado para o conseguir

87 Quando a Equipa Venceu mas Jogou Mal. Atribuir o sucesso á fragilidade do adversário mais do que á habilidade dos jogadores ( quando o adversário tem capacidade inferior), e á sorte quando o adversário era de capacidade mais elevada. Se o esforço não foi o ideal deve ser questionado o porquê. Realçar as possíveis boas prestações de alguns jogadores.

88 Quando a Equipa Perdeu mas Jogou Bem Deve-se atribuir isso á superioridade do adversário, ou á falta de sorte quando o adversário era de capacidade inferior Focalizar a atenção na necessidade de incremento dos processos técnico-tácticos. Realçar a boa prestação e o esforço desenvolvido.

89 Quando a Equipa Perdeu e Jogou Mal Atribuir o insucesso á reduzida aplicação e esforço. Mostrar insatisfação por isso mais do que pela perda do jogo. Realçar a necessidade de melhorias e considerar o facto como algo que acontece.

90 Importância e Consequências da Atribuição Causal


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