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Os primeiros passos na construção das idéias e práticas de educação infantil.

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1 Os primeiros passos na construção das idéias e práticas de educação infantil

2 História infância é uma construção histórica e social. o cuidado e a educação das crianças foram entendidos como tarefas de responsabilidade da mãe e de outras mulheres. a criança pequena era vista como pequeno adulto, assim que se passava o período de dependência total de outros para a satisfação de suas necessidades físicas, começava a ajudar nas atividades cotidianas.

3 nas classes sociais mais privilegiadas, as crianças eram vistas como objeto divino, misterioso. paparicos superficiais eram reservados às crianças, mas sem considerar a existência de uma identidade pessoal.

4 Denominações das instituições de guarda e educação da primeira infância Revela a idéia da família como matriz educativa. crèche – francês – manjedoura, presépio. asilo nido – italiano – ninho que abriga. escola materna – atendimento de guarda e educação fora da família a crianças pequenas.

5 Atendimento em situação desfavorável Idade Antiga - rodas: cilindros ocos de madeira, giratórios em igrejas e hospitais de caridade para o recolhimento de bebês – na Idade Média (395 a 1453) e Moderna (1453 a 1789) A responsabilidade por esse recolhimento ficava a cargo de entidades religiosas, que conduziam os enjeitados a um ofício quando crescessem.

6 As idéias de abandono, pobreza, culpa, favor e caridade impregnam, assim, as formas precárias de atendimento a menores nesse período. Não tinham uma proposta instrucional formal, adotando atividades de canto, memorização de rezas e passagens bíblicas.

7 Tais atividades voltavam-se para o desenvolvimento de bons hábitos de comportamento, a internalização de regras morais e de valores religiosos, além da promoção de rudimentos de instrução. Acreditavam que a criança nascia sob o pecado e que portanto, deveria ser corrigida desde pequena.

8 Defendiam um rigoroso planejamento do tempo nas escolas, gerando uma rígida rotina a ser seguida, fundada na idéia de autodisciplina. A partir de 6 anos, a leitura e a escrita eram ensinadas a partir do ensino religioso. Outras instituições foram criadas para atender crianças acima de 3 anos, com a preocupação de combater as péssimas condições de saúde dos grupos mais desfavorecidos.

9 O básico, todavia, para os filhos dos operários, era o ensino da obediência, da moralidade, da devoção e do valor do trabalho, sendo comuns propostas de atividades realizadas em grandes turmas, muitas delas com cerca de 200 crianças. Nas salas de asilo parisienses, que se disseminaram pela Europa até a Rússia, era freqüente que grupos de até 100 crianças obedecessem a comandos dos adultos dados por apitos.

10 Uma nova concepção de educação infantil na Europa iniciou-se na fase avançada da Idade Moderna. O desenvolvimento científico e tecnológico, decorrentes da expansão comercial, geraram condições para a formulação de um pensamento pedagógico para a era moderna. A discussão sobre a escolaridade obrigatória enfatizou a importância da educação para o desenvolvimento social.

11 A criança passou a ser o centro do interesse educativo dos adultos e começou a ser vista como sujeito de necessidades e objeto de expectativas e cuidados. O mesmo não acontecia com as crianças mais pobres, para as quais era proposto apenas o aprendizado de uma ocupação. Havia os defensores da educação como um direito universal.

12 Os pioneiros da educação infantil buscavam descobrir como conciliar novas formas disciplinadoras que eliminassem as punições físicas. A questão do como ensinar adquiriu proporções significativas. Vários autores, preocupados com crianças que vivenciaram situações sociais críticas, cuidaram de elaborar propostas de atividades que compensassem eventuais problemas de desenvolvimento.

13 O que aparece de novo, a partir do século XVIII, é o fortalecimento dessas idéias. Vejamos as contribuições de: 1. Comênio (1592 – 1670) 2. Rousseau (1712 – 1778) 3. Pestalozzi (1746 – 1827) 4. Froebel (1782 – 1852)

14 Comênio (1592 – 1670) Educador, bispo protestante checo. Afirmava que o nível inicial de ensino era o colo da mãe e deveria ocorrer dentro dos lares. Defendia o uso de livros com imagens para educar crianças pequenas, assim como o cultivo dos sentidos e da imaginação, através do manuseio de objetos, do brincar e da realização de passeios.

15 Rousseau (1712 – 1778) Filósofo nascido em Genebra. Criou uma proposta educacional que combatia preconceitos e autoritarismos. Afirmava que a infância não era apenas uma via de acesso à vida adulta e tinha valor em si mesma. Defendia uma educação não orientada pelos adultos, mas que fosse resultado do livre exercício das capacidades infantis e enfatizasse não o que a criança tem permissão para saber, mas o que é capaz de saber.

16 Pestalozzi (1746 – 1827) Suíço, defendia que a força vital da educação está na bondade, no amor e na família. A educação deveria cuidar do desenvolvimento afetivo desde o nascimento das crianças. Destacou o valor educativo do trabalho manual, do desenvolvimento da destreza prática e de atitudes morais. Adaptou métodos de ensino ao nível dos alunos através de atividades de música, arte, geo., aritmética, ling. oral e de contato com a natureza.

17 Froebel (1782 – 1852) Educador alemão, que levou adiante as idéias de Pestalozzi. Sua proposta incluía atividades de cooperação e o jogo, que possibilitavam o desenvolvimento intelectual, moral e físico. Elaborou canções e jogos para educar sensações e emoções, enfatizou o valor educativo da atividade manual, confeccionou brinquedos para a aprendizagem da aritmética e da geometria, além de propor a inclusão de conversas, poesias e o cultivo da horta pelas crianças. Dividiu os recursos pedagógicos em prendas (materiais que não mudavam de forma- cubos, cilindros,bastões) e ocupações (materiais modificáveis-argila, areia e papel).

18 A educação infantil européia no século XX O século XX se caracterizou pela consolidação do estudo científico da criança. Médicos e sanitaristas fizeram-se cada vez mais presentes na orientação do atendimento dispensado a crianças, em instituições fora da família.

19 A sistematização de atividades para crianças pequenas com o uso de materiais especialmente confeccionados foi realizada por dois médicos interessados pela educação, além de outros: 1. Decroly (1871 – 1932) 2. Montessori (1879 – 1952) 3. Freinet (1896 – 1966)

20 Decroly (1871 – 1932) Médico belga que trabalhava com crianças excepcionais. Propunha atividades baseadas na idéia de totalidade do funcionamento psicológico e no interesse da criança. Preocupava-se com o domínio de conteúdos pela criança, mas via a possibilidade de encadeá-los em rede, organizando-os ao redor de centros de interesse em vez de serem voltados para as disciplinas tradicionais. Os centros de interesse compreendiam 3 eixos: observação, associação e expressão. Defendia a observação rigorosa dos alunos para classificá-los em turmas homogêneas.

21 Montessori (1879 – 1952) Médica psiquiatra italiana que trabalhava com crianças portadoras de deficiência mental. Elaborou materiais adequados à exploração sensorial pelas crianças e ao alcance dos objetivos educacionais. Criou instrumentos especialmente elaborados para a educação motora (ligados aos cuidados pessoais) e para a ed. dos sentidos e da inteligência (letras móveis, contadores, etc.). Propôs a diminuição do mobiliário usado pelas crianças e dos objetos domésticos cotidianos, para a brincadeira de casinha.

22 Freinet (1896 – 1966) A escola deveria extrapolar os limites da sala de aula e integrar as experiências do meio social. Deveria favorecer a auto-expressão e a participação em atividades cooperativas. Atividades manuais e intelectuais permitem a formação de uma disciplina pessoal e a criação do trabalho-jogo, que associa atividade e prazer. A pedagogia de Freinet envolve técnicas ou atividades como aulas-passeio, desenho e texto livre, jornal escola, correspondência interescolar, livro da vida, além de oficinas de trabalhos manuais e intelectuais, o ensino por contratos de trabalho e a organização de cooperativas.


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