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O TRABALHO NOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA. Karl Marx -1818-1883.

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Apresentação em tema: "O TRABALHO NOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA. Karl Marx -1818-1883."— Transcrição da apresentação:

1 O TRABALHO NOS CLÁSSICOS DA SOCIOLOGIA

2 Karl Marx

3 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Textos Básicos: O Manifesto Comunista O Capital Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política

4 PRESSUPOSTOS PARA O CONHECIMENTO DA SOCIEDADE Conceito de Homem Conceito de História Conceito de Trabalho

5 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE HOMEM ser de necessidades satisfação das necessidades produção de bens materiais TRABALHO

6 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE Relações A ) com a NaturezaForças de Produção (instrumentos de produção) B ) dos Homens entre siRelações de Produção (divisão do trabalho) modo de produção + História CapitalistaAntigoFeudal

7 A história humana é a história das relações dos homens com a natureza e dos homens entre si. Nesses dois tipos de relação aparece como intermediário um elemento essencial: O TRABALHO HUMANO Assim como Darwin havia descoberto a lei da evolução das espécies, Marx descobriu as leis da HISTÓRIA

8 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA POLÍTICA ESTADO JURÍDICA DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA IDEOLÓGICA

9 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE baseinfra-estrutura modo de produção O conjunto das forças produtivas e das relações sociais de produção de uma sociedade forma sua base ou infra-estrutura que por sua vez é o fundamento sobre o qual se constituem as instituições políticas e sociais. Esta base material é o modo de produção que serve para caracterizar distintas etapas da história humana. INFRA ESTRUTURA Na produção da vida os homens geram outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas, concepções religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação, o conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de sentimentos, ilusões, modos de pensar e concepções de vida. SUPER ESTRUTURA A explicação das formas jurídicas, políticas, espirituais e de consciência, encontra-se na base econômica e material da sociedade, no modo como os homens estão organizados no processo produtivo

10 O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral Não é a consciência do homem que determina a sua existência, mas ao contrário, é a sua existência que determina a sua consciência Ao mudar a base econômica revoluciona-se, mais ou menos, toda a imensa superestrutura erigida sobre ela Do mesmo modo que não podemos julgar um indivíduo pelo que ele pensa de si mesmo, não podemos julgar estas épocas de revolução pela sua consciência, mas pelo contrário, é necessário explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito existente entre as forças produtivas e as relações de produção Nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de produção novas antes de amadurecerem no seio da própria sociedade antiga as condições materiais para a sua existência Prefácio à Contribuição à Crítica da Economia Política

11 CONSCIÊNCIA EXISTÊNCIA CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE SUPER ESTRUTURA IDEOLÓGICA POLÍTICA ESTADO JURÍDICA DIREITO FORÇA DE PRODUÇÃO + RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (MODO DE PRODUÇÃO) INFRA ESTRUTURA ECONÔMICA IDEOLÓGICA

12 CONCEPÇÃO MARXISTA DE SOCIEDADE RELAÇÕES DE PROPRIEDADE PROPRIETÁRIOS CLASSE DOMINADACLASSE DOMINANTE PROLETARIADO BURGUESIA NÃO PROPRIETÁRIOS RELAÇÕES DE DOMINAÇÃO MPC

13 MODO DE PRODUÇÃO Prefacio à Contribuição à Crítica da Economia Política A determinadas forças de produção correspondem determinadas relações de produção que se expressam em relações jurídicas e que constituem um modo de produção As forças de produção são dinâmicas porque são dialéticas e as relações de produção não acompanham o ritmo de seu desenvolvimento As forças de produção se chocam com as relações de produção existentes, ou o que não é senão sua expressão jurídica, com as relações de propriedade dentro das quais se desenvolveram até ali. De formas de desenvolvimento das forças produtivas, estas relações se convertem em obstáculos a elas. E se abrem assim na época de revolução social. FORÇAS DE PRODUÇÃO (FP) RELAÇÕES DE PRODUÇÃO (RP)

14 Prefacio à Contribuição à Crítica da Economia Política nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de produção novas e mais altas antes de amadurecerem no seio da sociedade antiga as condições materiais de sua existência. nenhuma formação social desaparece antes que se desenvolvam todas as forças produtivas que ela contem e jamais aparecem relações de produção novas e mais altas antes de amadurecerem no seio da sociedade antiga as condições materiais de sua existência. As relações burguesas de produção são a ultima forma antagônica do processo social de produção... As forças produtivas que se desenvolvem criam as condições materiais para a solução do antagonismo. As relações burguesas de produção são a ultima forma antagônica do processo social de produção... As forças produtivas que se desenvolvem criam as condições materiais para a solução do antagonismo. Com essa formação social se encerra a pré- história da sociedade humana Com essa formação social se encerra a pré- história da sociedade humana

15 ANÁLISE DA MERCADORIA 1.O duplo valor dos bens materiais 2.A determinação do valor de troca 3.Os processos históricos de troca 4.A força de trabalho como mercadoria 5.O processo da mais valia 6.O fetichismo da mercadoria Valor de uso Valor de troca

16 ANÁLISE DA MERCADORIA 1 1.O duplo valor dos bens materiais Valor de uso Valor de troca homem necessidades satisfação produção de bens materiais valor dos bens Utilidade do bem material para o seu produtor Quando o bem produzido não tem valor de uso para o seu produtor e este o coloca no mercado para troca: MERCADORIA Toda mercadoria é essencialmente valor de troca, mas tem embutido nela um valor de uso

17 ANÁLISE DA MERCADORIA 1 2. A determinação do valor de troca O que determina o valor de troca de uma MERCADORIA ? QUANTIDADE ? NECESSIDADE ? FINALIDADE ? EQUIVALÊNCIA (valores iguais)

18 ANÁLISE DA MERCADORIA 2 2. A determinação do valor de troca trabalho equivalência 02 horas 04 horas 02 horas tempo de trabalho necessário para a sua produção equivalência

19 ANÁLISE DA MERCADORIA 2 2. A determinação do valor de troca Socialmente Tempo médio Tempo social Tempo de trabalho SOCIALMENTE necessário para a sua produção Trabalho da sociedade : ao trocar as mercadorias, há uma comparação de trabalho humano. Logo toda mercadoria expressa relações sociais Exemplo : compra no supermercado Pacote de arroz = 10 reais O preço é o que aparece. O que significa?

20 Ao equiparar os seus diversos produtos na troca como valores, os homens equiparam os seus diversos trabalhos como trabalho humano. Não se dão conta, mas fazem-no. O que é comum a todas as mercadorias não é trabalho concreto de um ramo de produção determinado,não é o trabalho de um gênero particular, mas o trabalho humano abstrato, o trabalho humano geral.

21 ANÁLISE DA MERCADORIA 3 3. Os processos históricos de troca I) Processo Pré-Capitalista a) Processo de circulação simples (troca direta) b) Processo de circulação complexa (troca indireta) MM MD (equivalente geral) M II) Processo Capitalista DMD+ A troca direta não dinamiza a troca Há necessidade de um equivalente geral O processo Pré-Capitalista não tem como objetivo o LUCRO DMD Qual a vantagem ? Dinheiro tem valor de uso ? DMD+MD++MD+++...

22 ANÁLISE DA MERCADORIA O processo pré-capitalista começa com M a mercadoria é produto do trabalho O processo capitalista começa com D Questão Básica De onde veio o dinheiro para o início do capitalismo? Comércio = troca de mercadoria, conquista, pirataria, saque, exploração, suborno, fraude... Se o dinheiro.... Vem ao mundo com uma mancha congênita de sangue numa das faces, o capital vem pingando da cabeça aos pés, de todos os poros, sangue e lama (Marx, O Capital, vol 1) o dinheiro é necessariamente produto do trabalho ?

23 ANÁLISE DA MERCADORIA D máquina matéria prima força de trabalho (Capital constante) (Capital variável) MD + No capitalismo a força de trabalho tornou-se uma mercadoria. Antes, o trabalhador era dono de sua força de trabalho: camponeses e artesãos Camponeses = expulsos do campo Artesãos = destituídos de suas ferramentas

24 ANÁLISE DA MERCADORIA 4 4. A força de trabalho como mercadoria Qual o valor desta mercadoria ? a) o valor de uma mercadoria é determinado pelo tempo de trabalho necessário para que ela exista b) ora, a força de trabalho é uma mercadoria c) logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que ela exista d) ora, a força de trabalho não existe desvinculada de seu dono, o trabalhador f) ora, um dia o trabalhador vai morrer g) logo o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários à subsistência do trabalhador e sua reprodução e) Logo, o valor da força de trabalho é determinado pelos meios necessários para que o trabalhador exista

25 ANÁLISE DA MERCADORIA Enquanto cresce, estuda e trabalha, o homem consome uma certa quantidade de mercadorias, que pode ser medida em tempo de trabalho. MEDINDO ESTE VALOR, ESTAREMOS MEDINDO, INDIRETAMENTE, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO PORTANTO, O VALOR DA FORÇA DE TRABALHO É IGUAL AO VALOR DOS MEIOS DE SUBSISTÊNCIA, PRINCIPALMENTE GÊNEROS DE PRIMEIRA NECESSIDADE, INDISPENSÁVEIS À REPRODUÇÃO DA CLASSE OPERÁRIA Esse valor é pago no salário, que deve dar apenas para o estritamente necessário ao futuro trabalhador. É esse o circulo vicioso do capitalismo, em que o assalariado vende a sua força de trabalho para sobreviver e o capitalista lhe compra a força de trabalho para enriquecer. A razão do circulo vicioso esta no processo de MAIS VALIA

26 ANÁLISE DA MERCADORIA 1. Economistas Clássicos A força de trabalho como criação de valor 2. Marx O trabalho provoca nos objetos uma espécie de ressurreição 3. Economistas Clássicos O valor das mercadorias depende do tempo de trabalho gasto na produção 4. Marx Tempo de trabalho socialmente necessário à sua produção tempo médiotempo social 5. O processo da mais valia

27 ANÁLISE DA MERCADORIA Primeiro Modo Hipótese: 08 horas 5. O processo da mais valia Tempo Necessário: o tempo de trabalho necessário para produzir mercadorias cujo valor é igual ao valor da força de trabalho Tempo Excedente: o tempo de trabalho que excede, que vale mais que a força de trabalho: mais valia. O trabalhador, embora tenha feito juridicamente um contrato de trabalho de 08 horas, trabalha 04 horas de graça Mais Valia Absoluta: Se o capitalista exigir aumento das horas, ainda que pague mais, estará aumentando a mais valia: Mais Valia Relativa: Se o capitalista investir em novas tecnologias diminuirá o tempo necessário estará aumentando a mais valia

28 ANÁLISE DA MERCADORIA Segundo Modo 5. Exemplo Produção de um par de sapatos 100 unit de moeda Matéria Prima = Desgaste Instrumentos Salário Diário Como o capitalista obtém o lucro? 5. O processo da mais valia 20 unit de moeda 30 unit de moeda O valor de um par de sapatos é a soma de todos os valores representados pelas diversas mercadorias que entraram na produção Não é no âmbito da compra e venda É no âmbito da produção = =

29 ANÁLISE DA MERCADORIA 09 horas de trabalho 01 par a cada 03 horas Nessas 03h o trabalhador cria uma quantidade de valor correspondente ao seu salário Nas outras 06h produz mais mercadorias que geram um valor maior do que lhe foi pago na forma de salário

30 ANÁLISE DA MERCADORIA + salário Meios de Produção = + salário Meios de Produção = x =

31 MAIS VALIA Ao final da jornada, o trabalhador recebe 30 unidades de moeda e o seu trabalho rendeu o dobro ao capitalista: 20 unidades de moeda em cada um dos pares de sapato. Este valor a mais não retorna ao operário: incorpora-se ao produto e é apropriado pelo capitalista Assim como um boi produz mais do que consome e enriquece o seu dono, a classe trabalhadora produz mais valia do que consome e enriquece os proprietários dos meios de produção. Os trabalhadores são os bois do sistema capitalista

32 O FETICHISMO DA MERCADORIA FETICHISMO FETICHE FREUD Adoração ou culto de fetiches Objeto animado ou inanimado, feito pelo homem ou produzido pela natureza, ao qual o homem da o caráter de sagrado e presta culto A aplicação do processo de fetichismo ao comportamento individual: fetiches sexuais MARX A aplicação do processo do fetichismo ao comportamento social: a mercadoria e o dinheiro são fetiches (1856 – 1939) (1818 – 1883)

33 O que é MERCADORIA ? Trabalho humano concentrado e não pago. Ao trocar mercadorias, o homem compara trabalho humano. A mercadoria expressa, pois, relações sociais Aparece como uma coisa dotada de valor de uso (utilidade) e de valor de troca (preço) Exemplo de relações: a mercadoria 3,00 se relaciona com a mercadoria sabonete Gessy, a mercadoria 200,00 se relaciona com a mercadoria menino-que-faz-pacotes As coisas-mercadorias começam a se relacionar umas com as outras como se fossem sujeitos sociais, dotados de vida própria: 01 apartamento estilo mediterrâneo = um modo de viver 01 cigarro marca X = um estilo de vida 01 calça jeans griffe X = um vida jovem

34 As coisas-mercadorias aparecem como sujeitos sociais, dotados de vida própria e os homens-mercadorias aparecem como coisas A mercadoria é um fetiche no sentido religioso da palavra: uma coisa que existe por si e em si A mercadoria, como fetiche, tem poder sobre seus crentes O FETICHISMO DA MERCADORIA As relações sociais de trabalho aparecem como relações materiais entre as pessoas e como relações sociais entre coisas COMO ENTÃO APARECEM AS RELAÇÕES SOCIAIS DE TRABALHO ? Os homens são transformados em coisas e as coisas são transformadas em gente

35 O FETICHISMO DA MERCADORIA trabalhador trabalho proprietário Os homens são transformados em coisas: uma coisa chamada mercadoria que possui outra coisa chamada preço uma coisa chamada capital que possui outra coisa chamada capacidade de ter lucros. Produzir, distribuir, comerciar, acumular, consumir, investir, poupar, trabalhar = funcionam e operam sozinhas, por si mesmas, independente dos homens que as realizam reificação Desaparecem os seres humanos, ou melhor, eles existem sob a forma de coisas: reificação (Lucaks) Uma coisa chamada força de trabalho E a coisas são transformadas em gente :

36 Questões Finais Por que os homens conservam essa realidade ? Como se explica que não percebam a reificação ? Como entender que o trabalhador não se revolte contra uma situação na qual não só lhe foi roubada a condição humana, mas ainda é explorado naquilo que faz ? Como explicar que essa realidade nos apareça como natural, normal, racional, aceitável ? De onde vem o obscurecimento da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? De onde vem a não percepção da existência das contradições e dos antagonismos sociais ? A resposta a essas questões nos conduz diretamente ao fenômeno da ALIENAÇÃO e da IDEOLOGIA

37 ALIENAÇÃOalienum = alheio - outro Alienar um imóvel ALIENAÇÃO ECONÔMICA Os trabalhadores são expropriados dos seus meios de produção da vida material e do saber do qual dependia a fabricação de um produto e a própria posição social do artesão Vender = separar o proprietário da propriedade CAPITALISMO O capitalismo reduziu o trabalhador à execução de tarefas simplificadas, parciais e repetitivas na linha de produção da fábrica O trabalhador só aprende que deve trabalhar para receber o salário e viver, pois esta é a percepção que tem da realidade na vida cotidiana O trabalho é percebido pelo trabalhador como algo fora de si, que pertence a outros. Daí adquire uma consciência falsa do mundo em que vive: IDEOLOGIA

38 IDEOLOGIA como se estivessem se comportando segundo sua própria vontade É aquele sistema ordenado de idéias e concepções, de normas e de regras (com base no qual as leis jurídicas são feitas) que obriga os homens a comportarem-se segundo a vontade do sistema, como se estivessem se comportando segundo sua própria vontade A ideologia dominante numa dada época histórica é a ideologia da classe dominante nessa época. Ao contrário de outras épocas históricas (escravidão e servidão), no capitalismo o trabalhador acha que é justo que ele seja separado do produto de seu trabalho, mediante o pagamento de seu salário. Para Marx, o salário não remunera todo o trabalho, pois uma parte é apropriada pelo capitalista e se transforma em lucro. O trabalhador não percebe isso por causa da ideologia que é uma concepção de mundo gerada pela classe dominante e assumida pela classe dominada como se fosse sua.

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40 SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA A preocupação em estabelecer normas que justifiquem a manutenção da sociedade capitalista Em sua obra A Divisão Social do Trabalho, procura compreender as repercussões da divisão do trabalho e do aumento do individualismo na integração social. Durkheim tenta entender o funcionamento da sociedade da mesma forma que a Biologia entende o funcionamento de um corpo. Cada indivíduo tem uma função a cumprir que é importante para o funcionamento de todo o corpo social. Divisão Social do trabalho vem a ser a especialização de funções entre os indivíduos de uma sociedade.

41 Daí o efeito mais importante da divisão do trabalho não é o seu aspecto econômico (aumento de produtividade) mas a integração e a união entre os membros, que Durkheim denomina SOLIDARIEDADE. Quanto mais for especializada sua atividade, mais o membro de uma sociedade passa a depender dos outros membros. SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA

42 SOCIEDADE PRE-CAPITALISTASOCIEDADE CAPITALISTA Tradicional Não diversificada Pré-industrial Semelhanças de funções: união Simples Muita coesão social Pouca divisão do trabalho Solidariedade mecânica Moderna Diversificada Industrial Especialização de funções: dependência Complexa Pouca coesão social Muita divisão do trabalho Solidariedade orgânica SEGUNDA CONTRIBUIÇÃO PARA A SOCIOLOGIA

43 SOCIEDADE PRÉ- CAPITALISTA Como a divisão do trabalho era pouco desenvolvida, não havia um grande número de especializações. As pessoas se uniam não porque dependiam do trabalho das outras, mas porque tinham a mesma religião, as mesmas tradições, os mesmos sentimentos, os mesmos valores. Esta sociedade era constituída por SOLIDARIEDADE MECÂNICA Nela a consciência coletiva era forte e pesava sobre o comportamento de todos. Predominava o Direito Repressivo (Penal) pois o crime feria os sentimentos coletivos.

44 SOCIEDADE CAPITALISTA Há divisão de trabalho porque há mais especialização de funções.. O que une as pessoas é a interdependência das funções sociais. Esta sociedade é constituída por SOLIDARIEDADE ORGÂNICA. A consciência coletiva é fraca pois é difusa, difundindo-se pelas diversas instituições Predomina o Direito Restitutivo (Civil), pois a função do Direito mais do que punir o criminoso, é restabelecer a ordem que foi violada. Durkheim admite que a Solidariedade Orgânica é superior à Mecânica, pois ao se especializarem as funções, a individualidade de certo modo é ressaltada, permitindo maior liberdade de ação

45 MAX WEBER (1864/1920)

46 RELIGIÃO E CAPITALISMO POR QUE O CAPITALISMO SE DESENVOLVEU APENAS NO OCIDENTE ? POR QUE O CAPITALISMO SE DESENVOLVEU APENAS NO OCIDENTE ?

47 6. RELIGIÃO E CAPITALISMO A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo (1904) ÉTICA PROTESTANTE ESPIRITO DO CAPITALISMO ÉTICA PROTESTANTE ESPIRITO DO CAPITALISMO ETICA DA SALVAÇÃO RACIONALIDADE ETICA DA SALVAÇÃO RACIONALIDADE ÉTICA CALVINISTA BUSCA RACIONAL DO LUCRO ÉTICA CALVINISTA BUSCA RACIONAL DO LUCRO ASCETISMO VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO ASCETISMO VALORIZAÇÃO DA PROFISSÃO DISCIPLINA DISCIPLINA PARCIMÔNIA PARCIMÔNIA DISCRIÇÃO DISCRIÇÃO POUPANÇA POUPANÇA

48 6. RELIGIÃO E CAPITALISMO 1- Weber objetivou compreender o capitalismo como civilização = a civilização do moderno mundo ocidental. 2- Para Weber o que marca a cultura ocidental é a RACIONALIDADE. 3- O impulso para o ganho ou a ânsia de lucro nada tem a ver em si com o capitalismo.

49 4- Há dois elementos no capitalismo ocidental: a formação de um mercado de trabalho formalmente livre a formação de um mercado de trabalho formalmente livre o uso da contabilidade racional o uso da contabilidade racional 5- Sem estes dois elementos, a moderna organização racional da empresa capitalista não seria viável no Ocidente. 6- Weber investiga os princípios éticos que estão na base do capitalismo, constituindo o que ele denomina de o seu espírito 7- Espírito do Capitalismo : um conjunto de convicções e valores defendidos pelos primeiros mercadores e industriais capitalistas

50 7. Para Weber, as atitudes envolvidas no espírito capitalismo tinham sua origem na teologia protestante 8- Weber relaciona o papel do protestantismo, principalmente da ética calvinista, na formação do comportamento típico do capitalismo ocidental moderno. 9. A Ética Calvinista levou, ao extremo, a noção de predestinação : o homem é salvo por vontade de Deus. Nenhum homem merece a salvação porque ninguém é digno dela. A salvação existe para a maior glória de Deus.

51 10. No protestantismo, o termo vocação passou a significar profissão O homem é chamado por Deus não apenas para que tenha uma atitude contemplativa, mas sim para cumprir sua missão no mundo através do trabalho e de sua profissão. 11.O calvinismo difunde uma ética segundo a qual o homem deve manter uma contabilidade diária de seu tempo. O desperdício do tempo é pecado pois o homem deve empregá-lo para servir a Deus e assegurar o seu lugar de eleito

52 12. A vivência espiritual da doutrina e da conduta religiosa exigida pelo protestantismo organizou uma maneira de agir econômica, necessária para a realização de um lucro sistemático e racional. 13. Weber descobre que os valores do protestantismo, como a disciplina ascética, a poupança, a austeridade, a vocação, o dever e a propensão ao trabalho atuavam de maneira decisiva sobre os indivíduos.

53 14. O objetivo do capitalismo é aumentar a riqueza alcançada, aumentar o capital. Esse processo de enriquecimento constitui uma indicação segura de que se está predestinado 15. O calvinismo traz a formação de uma nova mentalidade, um ethos (visão de mundo) propício ao capitalismo, em oposição ao alheamento e à atitude contemplativa do catolicismo.

54 16. Catolicismo : 1- Desprendimento dos bens materiais deste mundo 2- Trabalho como verdadeira maldição, somente para sobrevivência e não como meio de salvação 3- A contemplação como elemento fundamental

55 Protestantismo: 1- A vocação como sinônimo de profissão 2- A realização de uma vocação por meio do trabalho 3- Renúncia de todos os prazeres do desperdício do tempo e da ociosidade 4-Valorização positiva do trabalho e da riqueza criada pelo trabalho 5- Reinvestimento da riqueza: assegurar o lugar de eleito, de salvo

56 17- O capitalismo é a cristalização objetiva destas premissas teológicas e éticas, segundo as quais o homem, em virtude de seu trabalho e da riqueza criada por este trabalho, encontra um modo completo e sensível de conquistar sua salvação individual. - O importante neste mundo é trabalhar para criar riqueza e criar riqueza não para o desfrute pessoal e esbanjamento, mas para que se crie novamente trabalho. Esta é a base da salvação do homem. - Esta mentalidade acabou configurando a tipologia do empresário moderno.


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