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Aula: Equador Profª: Paulo Monteiro Data: 30/08/2005 Instruções: Para que esta apresentação seja exibida de forma satisfatória é necessário proceder o.

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1 Aula: Equador Profª: Paulo Monteiro Data: 30/08/2005 Instruções: Para que esta apresentação seja exibida de forma satisfatória é necessário proceder o seguinte: 1 – A resolução do monitor deve ser 800 x – O versão do PowerPoint deve ser a XP, 2003 ou posterior. Caso não possua nenhuma delas, deve-se instalar o visualizador PPVIEWER2003.EXE, que também se encontra no CD, e executar esta apresentação a partir dele. Programação Visual: Menino Eletrônico Produções Aroldo Tel: (71)

2 ÁFRICA Equador EQUADOR Linha que divide a Terra em hemisfério norte e sul. Linha simbólica de demarcação, de fronteira entre dois mundos. Possível contração da expresssão “é com a dor” (é-cum-a-dor, em português antigo).

3 Equador O Autor: Miguel Sousa Tavares nasceu no Porto, Portugal. Abandonou a advocacia pelo jornalismo, até se entregar à escrita lite-rária. Colunista do jornal Público e da revista Máxima, é comentarista da Rádio e Televisão de Portugal (RTP). Jornalista famoso e controvertido, é dono de opi-niões fortes, trava polêmicas em vários campos: política, literatura, esportes e outros. Seu primeiro livro lançado no Brasil foi “Equador”, que obteve enorme receptividade entre o público leitor. O autor é filho da grande poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen, falecida em 2004.

4 O Autor: Obras: * Equador * Anos perdidos * Não te deixarei morrer, David Crockett * Sul – Viagens * Sahara - A república da areia * O segredo do Rio * Um Nómada nos Oásis * O Dia dos Prodígios Equador

5 Síntese do Enredo São Tomé e Príncipe no início do séc. XX é o palco principal deste romance (histórico?). Na época, filantropos e chocolateiros ingleses desencadearam campanha contra as atrocidades praticadas pelos portugueses sobre os contrata-dos angolanos nas suas plantações de cacau e café. Luis Bernardo Valença, em 1906, deixa a vida confortável de Lisboa e assume o governo de São Tomé e Príncipe, nomeado por D. Carlos, com a missão de convencer os ingleses de que não havia trabalho escravo no arquipélago. Equador Empregados cabo-verdeanos da Roça Boa Entrada (foto do começo do Séc. XX)

6 Síntese do Enredo Pouco depois do governador, chega a São Tomé e Príncipe o cônsul inglês David Jameson, que tem por missão relatar às autoridades britânicas a condição de trabalho nas roças. Luís Bernardo defende um colonização feita por processos e métodos modernos e civilizados. As suas posições iluminadas são veementemente repudiadas por todos os portugueses nas ilhas, isolando-o cada vez mais. Equador Residência do Administrador da Roça Água Izê com seus funcionários em dia de pagamento à frente

7 Síntese do Enredo David, com quem partilha as mesmas idéias sobre o regime de contrato, torna-se o único amigo de Luís Bernardo no pequeno mundo insular. A relação amorosa clandestina entre o governador e Ann, a atrativa esposa de David, não afeta a amizade entre os dois homens; mas, quando se transforma num segredo aberto, torna-se inesperadamente uma arma para os seus adversários em São Tomé. Equador

8 Síntese do Enredo Depois de menos de dois anos, fracassa tanto o seu relacionamento com Ann, como a sua missão de reconciliar os interesses dos roceiros com as exigências dos ingleses de acabar com o trabalho escravo em São Tomé e Príncipe. Suicida-se com um tiro no peito. Equador

9 Síntese do Enredo O Epílogo O assassinato de D. Carlos e do Príncipe Luís Filipe. D. Manuel II governa por trinta e dois meses, até a instauração da república. Bernardo Pindela lê o bilhete que lhe foi endereçado. O jornal O Século noticia a ida de David Jameson para o Ceilão, com sua esposa Ann. Em 1909, as firmas inglesas decretam oficialmente um boicote as importações de São Tomé e Príncipe. Equador

10 Análise do Romance 1 – Personagens. Equador Bernardo Pindela Matilde João Forjaz Ann Luís Bernardo Valença Palácio Sebastião Dorotéia Vicente Administração Agostinho de Jesus Antônio Vieira João Patrício Germano Valente Jerônimo Carvalho Roças Maria Augusta Mário Maltez Conde de Vale Flor Henrique Menezes Leopoldo Costa D. Carlos David Jameson Luís Filipe SÃOTOMÉEPRÍNCIPESÃOTOMÉEPRÍNCIPE

11 Apoiado no trabalho de pesquisa, o autor transfigura as fontes e os fatos e fornece ao leitor uma visão do quadro histórico através da ótica particular do personagem. Ficcionaliza os momentos finais da monarquia portuguesa, abrangendo os anos de Pela experiência de Luís Bernardo Valença, o leitor tem contato com jogo de interesses e disputa pelo poder que marcam a vida interna e externa de Portugal. Destacam-se crises de natureza política, social, econômica, intelectual, moral e diplomática. Equador Análise do Romance 2 - Um romance histórico subjectivado.

12 Mesmo narrando em 3ª pessoa e de forma onisciente, o narrador se pronuncia na obra através da persona-gem, quando. cria histórias paralelas à oficial. reflete sobre particularidades da vida do rei D. Carlos de Bragança. Posiciona-se sobre a sociedade lisboeta e sobre a política ultramarina. Denuncia o trabalho escravo nas roças de São Tomé. Ironiza até a visita do príncipe Luís Filipe à colônia insular Equador Análise do Romance 3 - O filtro da subjetividade e do auto-reflexo.

13 Equador Análise do Romance 4 – A subjetividade altera os fatos e as fontes. A polêmica em torno do cacau escravo em São Tomé é fato. Mas é improvável que tenha havido um governador que tenha defendido as posições de Luís Bernardo em relação aos trabalhadores das roças. A presença desse governador é a tentativa literária de repor a história colonial em termos humanitários e civilizados. O cônsul inglês e sua mulher Ann são belas criações literárias. O autor tem o domínio da polêmica do trabalho escravo; mas a visão geográfica, paisagística e topográfica parece ser colhida em cartão-postal.

14 Equador Análise do Romance 5 – A estrutura é quase linear: ocorrem apenas 2 cortes. Encontro com D. Carlos Nomeação Aspectos da Vida e Matilde A Índia David Ann Fracasso Suicídio Epílogo Início Desfecho Corte 2 Corte 1

15 Equador Análise do Romance 6 – Sobre a coerência. Diríamos que como romancista histórico, MST é um bom ficcionista: transgrediu a coerência externa quando alterou os fatos e os locais. Como ficcionista literário, usou muitíssimo bem o pano- de-fundo histórico. Para conferir verossimilhança e coerência interna ao romance.

16 Equador Análise do Romance 7 – A personagem Luís Bernardo Valença. É personagem de ficção. Não é personagem fixa: vai-se transformando no decorrer do romance. No início um diletante, intelectual, fala inglês, solteiro, vida cômoda e abastada, sedutor. Quando o narrador o coloca em São Tomé, ele vai-se transformando pela solidão e pelos compromissos. O narrador lhe confere bastante densidade psicológica, e faz dele seu auto-reflexo na observação da história e da política portuguesas.


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