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DECISÕES DE INVESTIMENTO NO MERCADO FINANCEIRO Prof. Dr. Ludwig Einstein Agurto Plata.

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1 DECISÕES DE INVESTIMENTO NO MERCADO FINANCEIRO Prof. Dr. Ludwig Einstein Agurto Plata

2 Objetivo da aula  Propiciar o conhecimento das características mais importantes das modalidades de investimento disponíveis no mercado financeiro.  Evidencia conceitos relacionados à conjuntura econômica que devem ser monitorados pelos gestores porque influenciam, direta ou indiretamente a evolução do mercado financeiro.  elencar as principais possibilidades de aplicação do capital disponível, explicando as peculiaridades a estas associadas e os conceitos relacionados.

3 Dúvidas comuns dos investidores Qual aplicação financeira proporciona o maior retorno do capital investido? Quais riscos estão associados a essa aplicação?

4 Dúvidas comuns dos investidores não têm respostas que possam ser facilmente obtidas. Essa dificuldade acontece porque os diversos tipos de investimentos possuem um certo grau de risco associado e, em geral, quanto maior a expectativa de retorno inerente, maior é o risco que o aplicador deve assumir.

5 Que deve fazer o investidor financeiro  informar-se a respeito das modalidades de investimentos disponíveis no mercado financeiro.  Com isso, terá melhores condições de optar por esta ou aquela aplicação, considerando:  suas próprias necessidades em termos de prazos (investimentos de curto ou de longo prazo),  seu perfil de investidor (conservador, moderado ou agressivo) ou,  do montante disponível para investir.

6 Por que analisar a evolução dos indicadores econômicos?  Porque os indicadores como:  Produto Interno Bruto (PIB),  risco-país,  balança comercial,  índices de inflação,  taxa de câmbio, entre outros,  sinalizam como poderão ser os cenários econômicos com os quais a companhia deverá lidar futuramente.

7 O PIB pode ser expresso por três ângulos:  a) produção: o PIB é igual ao valor da produção menos o consumo intermediário, mais os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos não..incluídos no valor da produção;  b) demanda: o PIB é igual à despesa de consumo final, mais a formação bruta de capital fixo, mais a variação de estoques, mais as exportações de bens e serviços, menos as importações de bens e serviços;  c) renda: o PIB é igual à remuneração dos empregados mais o total dos impostos, líquidos de subsídios, sobre a produção e a importação, mais o rendimento misto bruto, mais o excedente operacional bruto.

8 Os agentes econômicos podem utilizar o PIB como referência:  Adequar ou direcionar ações futuras no sentido de otimizar resultados;  Comparar o desempenho em relação a outros períodos, aos concorrentes ou a outros países;  Principalmente no âmbito empresarial, projetar a demanda dos produtos ou serviços (elaborando um orçamento de vendas) que tenham algum vínculo com a evolução histórica deste indicador.

9 Evolução do PIB Brasileiro a 2006

10 A taxa Selic  A taxa Selic é considerada a taxa básica de juros da economia brasileira, sendo estabelecida em reuniões periódicas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil.  O Copom tem como objetivos?  principais implementar a política monetária,  definir a meta da taxa Selic e,  analisar o Relatório de Inflação.  Conforme definição do Banco Central, "a taxa Selic se origina de taxas de juros efetivamente observadas no mercado.

11 A taxa Selic  taxas de juros relativas às operações em questão refletem, basicamente, as condições instantâneas de liquidez no mercado monetário.  Como todas as taxas de juros nominais, a taxa Selic pode ser decomposta ex post', em duas parcelas: taxa de juros reais e taxa de inflação no período considerado.  A taxa Selic, acumulada para determinados períodos de tempo, correlaciona-se positivamente com a taxa de inflação apurada ex post",

12 Brasil. Evolução da taxa Selic, no período de outubro de 2002 a outubro de 2007

13 Porque é importante a taxa SELIC?  Serve como ponto de partida para definição das taxas de juros:  O governo federal necessita financiar suas dívidas e recorre ao mercado financeiro para obter os recursos que precisa.  O banqueiro pode escolher entre "vender" dinheiro ao governo por "x", ou ao setor privado por taxa mais alta.  Assim, a taxa Selic influencia praticamente todas as taxas de juros da economia: desde as operações entre bancos até os empréstimos para empresas e particulares, pois todas as taxas cobradas tendem a considerar a Selic como a remuneração mínima a ser exigida para concessão de crédito  b) É Um instrumento utilizado pelo Banco Central no controle da inflação do País: a partir da adoção da sistemática de "metas para a inflação" em 1999, as decisões do Copom passaram a ter como objetivo cumprir as metas de inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

14 índices de inflação  Inflação pode ser conceituada, como "um aumento persistente e generalizado no índice de preços, ou seja, os movimentos inflacionários são aumentos contínuos de preços.  Instituições que periodicamente mensuram e divulgam índices inflacionários no Brasil.  IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  FGV - Fundação Getulio Vargas  FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas,  DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

15 INPC - Índice Nacional de Preços ao Conswnidor:  este índice é mensurado pelo IBGE.  A população-objetivo do INPC abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e oito salários mínimos, cujo chefe é assalariado em sua ocupação principal e residente nas áreas urbanas das regiões metropolitanas envolvidas.  O índice nacional é apurado a partir dos índices regionais, estabelecendo-se uma média aritmética ponderada pela população urbana das regiões abrangidas.  O período de coleta de dados é de 1.0 a 30 de cada mês.

16 IPCA - Índice de Preços ao Consumidor Amplo  : também apurado pelo IBGE,  o IPCA abrange famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 e 40 salários mínimos, na zona urbanas.  O índice nacional é a média ponderada pelo rendimento total urbano das regiões abrangidas.  Do dia 1.0 ao dia 30 de cada mês é que são coligidos os dados deste índice.  Abrange itens dos grupos "alimentação e bebidas", "habitação", "artigos de residência", "vestuário", "transportes", "saúde e cuidados pessoais", "despesas pessoais", "educação" e "comunicação",.  Nos últimos anos, tem sido considerado o índice oficial de preços do Brasil, servindo para acompanhamento dos objetivos estabelecidos pelo Banco Central em termos de metas inflacionárias.

17 IGP.DI - Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna:  Este índice é medido pela FGV.  É uma pesquisa de preços no atacado (por meio do Índice de Preços por Atacado - IPA), no varejo (pelo Índice de Preços ao Consumidor - IPC) e na construção civil (por intermédio do Índice Nacional de Custo da Construção - INCC).  Para estabelecer o IGP-DI é calculada uma média ponderada envolvendo o IPA (com peso de 60%), IPC (com peso de 30%) e INCC (com peso de 10%), considerando os dados coletados no período que compreende do dia I." ao dia 30 do mês de referência.

18 IPA - Índice de Preços por Atacado:  É calculado pela FGV e mede o ritmo evolutivo de preços em nível de comercialização atacadista.  A pesquisa dos preços ocorre nas 20 principais regiões produtoras do País;.abrangendo mais de 450 produtos e serviços.

19 IPC- Índice de Preços ao Consumidor  Mensurado pela FGV  avalia o poder de compra do consumidor.  Abrange as variações de preços de um conjunto de mais de 400 tipos de bens e serviços consumidos por famílias com rendimento de 1 a 33 salários mínimos, em 12 capitais brasileiras.

20 INCC - Índice Nacional de Custo da Construção  Éde responsabilidade da FGV, mede a evolução de custos de construções habitacionais.  Realizada em 12 'capitais brasileiras, a amostra de dados abrange mais de 60 itens, cujos preços são levantados em atacadistas, grandes varejistas, construtoras e sindicatos.

21 IGP.M - Índice Geral de Preços do Mercado  Também apurado pela FGV, tem a mesma composição que o IGP-DI, apenas se distinguindo quanto ao período de pesquisa, que vai do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência.  Situação semelhante ocorre com o IGP-10, e a diferença em relação aos outros IGPs consiste que a coleta de dados ocorre do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês de referência.

22 IPC - Índice de Preços ao Consunlidor  calculado pela Fipe, este índice abrange itens consumidos por famílias residentes no município de  São Paulo (SP), que tenham renda mensal entre dois e seis salários mínimos.  A coleta de dados se estende pelos dias 1° a 30 de cada mês.

23 ICV - Índice de Custo de Vida  O Dieese é responsável por este indicador, que monitora a evolução mensal dos produtos e serviços  consumidos por famílias paulistanas com renda de 1 (um) a 30 (trinta) salários mínimos.  O período de coleta dos dados vai do dia 1.0 ao dia 30 do mês de referência.

24 Brasil. Preço médio da terra rural, real e corrente (2009 = 100) ano Preço correntes Preço Real IGP-DI (2009 = 100) 58,0471,2777,9782,6284,0588,3298,24100,00

25 Brasil. Preço médio da terra rural, real e corrente (2009 = 100)

26 Risco-país  O conceito "risco-país" geralmente é empregado no mesmo sentido de "risco soberano".  O risco soberano diz respeito à possibilidade de que as políticas adotadas pelo governo de um país possam afetar a capacidade dessa nação de honrar sua dívida externa (aplicando-se, também, às empresas estatais ou privadas ali situadas).  a) Risco de honrar compromissos a determinação do risco a longo prazo é realizada por agências de rating.  Risco de negociação: a avaliação do risco no curto prazo leva em conta atividades de um mercado secundário de títulos governamentais de algumas dezenas de países emergentes (como Brasil, Rússia, México etc.).

27 Risco país no Brasil  A respeito do Brasil, o indicador de risco-país mais conhecido é divulgado pelo banco norte-americano JP Morgan (denominado "Embi+"),  È elaborado a partir de negócios realizados com uma cesta composta por determinados títulos.  Esse índice reflete, então, o risco desses títulos, mas não costuma abranger toda a-dívida pública brasileira.  O parâmetro de comparação utiliza a taxa de juros dos Bônus do Tesouro Norte-americano, que são títulos considerados de risco nulo.  Em 1.° o "risco-Brasil“ atingiu 215 pontos. Esse patamar significa que os papéis brasileiros apresentavam risco estimado de 2,15% em relação aos títulos dos EUA naquela data.

28 Risco-Brasil-Indice EMBI+/JP Morgan (de 27/09/2002 a 18/10/2007)

29 Balança comercial  A balança comercial registra o resultado das negociações de bens entre um país e o resto do mundo (exportações e importações) num determinado período.  SBC > 0 superávit comercial caso contrário déficit.  No gráfico, a seguir o superávit comercial brasileiro aumentou substancialmente nos últimos.  Esses saldos positivos são benéficos para o país, de vez que representam o ingresso de recursos (dólares, por exemplo) provenientes de outros países, fortalecendo a economia nacional e afetando, inclusive, as taxas de câmbio no Brasil.

30 Brasil SBC, entre de 1996 e 2006.

31 Taxa de câmbio  A expressão "taxa de câmbio" designa as operações em que ocorre a troca (câmbio) da moeda do país por alguma moeda estrangeira ou vice- versa.  Câmbio Comercial: os contratos de câmbio comercial são regulamentados e fiscalizados pejo Banco Central, sendo utilizados nas operações de exportação e importação, no pagamento de dívidas externas e nas remessas de dividendos das empresas sediadas fora do Brasil.  • Câmbio negro (ou Paralelo): representa a cotação de compra ou venda de moedas estrangeiras fora dos canais de conversão aceitos pelo Banco Central. As operações de câmbio realizadas neste mercado são ilegais  • Câmbio Turismo (ou Flutuante): operação de câmbio entre instituições credenciadas pelo Banco Central, fora da sistemática relativa às operações do câmbio comercial.

32 Política de Câmbio Flutuante  Nos últimos anos o Brasil adotou a "Política de Câmbio Flutuante", na qual a cotação da moeda local oscila conforme a oferta e a procura de moeda conversível (geralmente o dólar norte- americano).  Nesse contexto, variações cambiais podem ocorrer por fatores relacionados aos fundamentos da economia brasileira.  Assim, quanto mais dólares estiverem sendo ofertados no mercado, menor será a cotação dessa moeda (e vice-versa).

33 Projeções ou perspectivas para os indicadores econômicos a)Seções de economia, finanças e política dos principais jornais e revistas brasileiras; b)Revistas e jornais especificamente voltados à seara econômica ou a assuntos financeiros; c)Atas do Copom: perspectivas para os próximos meses da taxa de juros e crescimento do PIB, entre outros aspectos importantes; d)Relatório de Inflação, divulgado trimestralmente pelo Banco Central, faz uma análise da evolução inflacionária e possíveis tendências;

34 Projeções ou perspectivas para os indicadores econômicos  Relatório de Mercado (também conhecido como Boletim Focus), publicado às segundas-feiras pelo Banco Central em seu site, traz os resultados de uma pesquisa realizada semanalmente com diversas instituições atuantes no mercado financeiro, acerca das expectativas dos gestores destas sobre a -evolução de vários indicadores relevantes. Abrange projeções da inflação, selic, PIB, SBC, Investimento estrangeiro direto, crescimento industrial, etc,  Relatório Anual do Banco Central do Brasil que é publicado no primeiro semestre de cada ano. Analisa detalhadamente a evolução, no ano anterior, de tópicos relacionados à: economia brasileira e internacional, moeda e crédito, mercado financeiro e de capitais, finanças públicas, relações econômico-financeiras do País com o exterior e políticas econômicas implementadas;

35 MODALIDADES DE INVESTIMENTOS NO MERCADO FINANCEIRO Renda Fixa Ações Fundos de Investimento

36 Investir no mercado financeiro  Dispondo de recursos para investir no mercado financeiro, o administrador das finanças empresariais deve escolher entre os diversos produtos ofertados pelos bancos ou afins.  Nesta direção, é imprescindível que o investidor compreenda as características inerentes às modalidades de aplicação disponíveis.

37 Renda fixa  Os títulos de renda fixa se caracterizam por terem sua remuneração contratada previamente para o período de vigência;  Títulos de Renda Fixa "Pré-fixados“: são aqueles cuja remuneração é definida na data em que são investidos os recursos financeiros.  Por exemplo: quando adquire um CDB pre-fixado no valor de $ ,00 para 180 dias, com rendimento contratado de 15%, o aplicador sabe, antecipadamente, que receberá o capital investido mais os 15% de juros previamente determinados (ignorando-se, neste caso, a retenção de tributos incidentes conforme a legislação)

38 Renda fixa  Títulos de Renda Fixa "Pós-fixados“  o aplicador somente conhecerá o rendimento dessa aplicação ao término do prazo contratado. O que motiva isso é que, geralmente, estes títulos são remunerados pela variação de um certo índice inflacionário (como o IGP-M, por exemplo), mais uma taxa de juros qualquer estipulada quando da aquisição do título.  Exemplio, num CDB pós-fixado de $ ,00, com vencimento para 360 dias, contratado a juros de 3% mais a variação do IGP-M no período. Supondo, ainda, que a inflação acumulada pelo IGP-M para o prazo contratado seja de 5%, quando do resgate o aplicador receberá a taxa bruta de 8% (3% + 5%), sem considerar os impostos,. Entretanto, se a inflação for de 7% no período, a remuneração bruta do investimento será de 10% (3% + 7%).

39 Quando as aplicações "pós-fixadas" são recomendadas  As aplicações "pós-fixadas" são recomendadas, para cenários em que o investidor esteja projetando uma elevação dos níveis de inflação.  Dessa forma, o rendimento da aplicação é protegido dos efeitos inflacionários, pois a taxa bruta oscila conforme a inflação do período.

40 Tipos de títulos de renda fixa  Títulos de Dívida Privada (emitidos por bancos e empresas)  Títulos de Dívida Pública (emitidos pela União. Estados ou Municípios)  No que tange ao aspecto tributário, nas aplicações de renda fixa geralmente ocorre a incidência regressiva de IOF- Imposto sobre Operações Financeiras –  no caso de resgate anterior ao prazo de 30 dias. Há, ainda, a cobrança de imposto de renda com base nas alíquotas vigentes sobre os rendimentos auferidos no período (geralmente com retenção na fonte).

41 Títulos de Dívida Privada  No grupo "Títulos de Dívida Privada" estão títulos de renda fIxa como:  Certificado de Depósito Bancário (CDB ),  Recibo de Depósito Bancário (RDB),  Debêntures,  Commercial Papers,  Letras Hipotecárias, entre outros.

42 Títulos de Dívida Pública  Por sua vez, no grupo "Títulos de Dívida Pública" figuram títulos conhecidos por  Letra do Tesouro Nacional (LTN ),  Letra Financeira do Tesouro (LFT),  Nota do Tesouro Nacional (NTN),  Certificado Financeiro do Tesouro (CFT) etc.

43 Caderneta de poupança  A caderneta de poupança também pode ser enquadrada como uma aplicação de renda fixa, isenta de Imposto de Renda e de IOF.  Pode ser disponibilizada pelas instituições financeiras que mantenham carteira imobiliária.  Em termos de rendimento, a caderneta de poupança tem remuneração de 0,5% ao mês; mais a variação da Taxa Referencial (TR), sendo a taxa total fixada

44 Qual que é orisco da Poupança?  O risco desta aplicação é quase nulo porque, se ocorrer falência da instituição bancária onde foi aberta a conta-poupança, o investidor será ressarcido pelo Fundo Garantidor de Crédito - FGC, de responsabilidade do Governo Federal até um limite fixado pela legislação vigente.  Tem sido, concomitantemente, a mais popular aplicação financeira do País e uma das menos rentáveis ao longo dos últimos anos.  Por isso, a caderneta de poupança deve ser evitada, sendo recomendada apenas para pequenos poupadores, principalmente pessoas físicas, que não têm capital suficiente para outras formas de aplicação no mercado financeiro.

45 Que é um CDB/RDB Que é um CDB/RDB  O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título emitido por uma instituição financeira que tem a finalidade de captar recursos de seus clientes, mediante a promessa de remunerar o capital com determinada taxa de juros, pelo período aprazado.  O Recibo de Depósito Bancário (RDB) distingue-se do CDB em razão de que não é permitida a sua negociação antes do vencimento contratado (exceto se houver a concordância do banco emitente).

46 A taxa de juros paga o banco que oferta um CDB/RDB  Pode ser: pré-fixada, pós-fixada ou flutuante (vinculada à variação de um índice inflacionário qualquer ou a indexadores como TR, TJLP ou CDJB)  Quanto aos prazos de vencimento, estes podem ser negociados entre as partes, mas os bancos costumam ofertar taxas mais atraentes para aplicações por períodos mais longos.  Além disso, outro fator que pesa na determinação da taxa de juros é o valor total investido, pois, quanto maior for o capital aplicado, maior será a remuneração que o banco se dispõe a pagar pelo RDB/CDB.

47 Que é TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo)  A TJLP é uma taxa utilizada para indexar financiamentos feitos pelo BNDES para empresas com projetos fabris.  É fixada trimestralmente pelo Conselho Monetário Nacional - CMN e divulgada até o último dia útil do trimestre imediatamente anterior ao de sua vigência pelo Banco Central do Brasil.  A metodologia de cálculo da TJLP considera a meta de inflação, e o prêmio de risco, que incorpora uma taxa de juro real internacional e um componente de risco Brasil.

48 CDI – Certificado de depósito Interfinanceiro  CDI é a sigla de Certificado de Depósito Interfinanceiro, que designa um título emitido por instituições financeiras com objetivo de captar recursos de outras instituições financeiras ou,  no jargão de mercado, a taxa de juros que remunera esses depósitos.

49 Os riscos envolvidos RDB/CDB.  Os riscos envolvidos neste tipo de aplicação são quase nulos, restringindo-se à possibilidade de falência do banco.  No entanto, o investidor também terá o ressarcimento previsto pelo mecanismo do Fundo garantidor de Crédito - FGC

50 Liquidez dos CDBs  A maioria dos fundos de renda fIxa, os CDBs, pré- fixados podem ter liquidez diária.  Mas deve tomar cuidado com a incidência de imposto específico no caso de saques antes de decorridos 30 dias da aplicação  Todavia, se o resgate não for antecipado, no vencimento o valor aplicado e a remuneração do período serão creditados na conta corrente: líquido do imposto de renda (que será retido na fonte e incide sobre o rendimento bruto).

51 Tipos de CDBs mais utilizados atualmente. CDB • Pré-flxado CDB • Pós-fixado CDB • Com Swap

52 1. Os CDBs pré-fixados  Os CDBs pré-fixados são títulos com vencimento estabelecido em cada negociação, nos quais o aplicador fica sabendo antecipadamente a taxa de juros que irá receber.  Em geral, esta taxa de juros anunciada pelo banco é uma taxa "bruta", pois não considera os efeitos da tributação e da inflação no período.  O valor mínimo para aplicar em CDBs varia de banco para banco. Esta forma de investimento é adequada para aplicadores de perfil mais conservador, mas que desejam rentabilidade superior à da poupança.

53 1. O investidor de CBD pré-fixados deve ficar experto....  Como a taxa de juros é previamente definida, ao aplicar por prazos maiores o investidor deve analisar as taxas de juros que o mercado financeiro está projetando para os próximos meses.  Ocorrendo uma diminuição das taxas de juros de mercado, há um ganho de rentabilidade.  Mas, se acontecer o contrário, ou seja, caso haja um aumento das taxas de juros de mercado, implicará uma perda de rentabilidade para o aplicador.

54 2. CDBs pós-fixados  Os CDBs pós-fixados são títulos cuja remuneração é vinculada a um indexador a ser estabelecido quando efetuada a aplicação.  Uma das taxas mais utilizadas para definir o rendimento dos CDBs pós-fixados é o CDI, que representa uma taxa média de juros relativos às operações entre instituições bancárias.  Neste caso, convém ressalvar que o CDI tem forte ligação com a taxa Selic, motivo pelo qual é indicado para períodos em que os investidores projetam cenários propensos à elevação dessa taxa.

55 2. CDBs pós-fixados...  Outra forma de indexação empregada é a TR, combinada com uma taxa de juros predeterminada.  Em relação aos prazos e às taxas de remuneração dos CDBs pós-fixados, estes também são estipulados em 'cada negociação, conforme o interesse das partes (banco e aplicador), bem como o valor aplicado (aplicações de menor valor recebem percentuais menores da variação do 'CDI, por exemplo).

56 3. Sinificado de swap  Swap representa "troca dos resultados financeiros decorrentes da aplicação de taxas ou índices sobre ativos ou passivos utilizados como referenciais em operações com outro ativo financeiro, taxas de câmbio, taxas de juros, ações, mercadorias e índices de preços e ações", entre outras possibilidades.

57 CDB com swap  Quando contratar um CDB com swap, o investidor concorda em abrir mão da rentabilidade original do CDB pelo retorno auferido com índice escolhido.  Assim, no vencimento estipulado são confrontadas as rentabilidades do CDB e do indexador adotado.  Se o índice contratado alcançar uma rentabilidade maior que aquela obtida com o CDB, o aplicador receberá a diferença verificada.  No entanto, se a rentabilidade for inferior àquela do CDB, o investidor terá que pagar a diferença.

58 formas mais comuns de CDB com Swap a) CDB com swap dólar (em que o retorno do CDB é trocado por uma taxa pré-fixada, mais a variação cambial da moeda norte-americana); b) CDB com swap pré (quando a remuneração do CDB é trocada por um retorno pré-fixado); c) CDB com swap CDI (em que a rentabilidade do CDB é trocada por um percentual do CDI).

59 Quando são indicados os CDB com swap?  São indicados como forma de proteção contra possíveis variações cambiais ou de índices diversos.  Por exemplo: se o investidor tem dívidas dolarizadas, a opção com swap nessa moeda pode reduzir a exposição ao risco de aumentos significativos na taxa de câmbio.  Entretanto, é interessante frisar que os bancos costumam exigir valores expressivos como mínimo necessário para aplicar neste tipo de CDB.

60 EXERCÍCIOS SOBRE CDB e RDB (pré- fixados) 1)Um investidor aplica R$ ,00 num CDB, com 30 dias de prazo. Sabendo-se que o Banco emitente paga uma taxa de 39% a.a., determinar o valor de resgate, o valor do imposto de renda e o valor de resgate líquido dessa operação.  Solução  a) Cálculo do valor de resgate  Valor de resgate = Valor aplicado x (1 + i aa ) n/360  = x (1 + 0,39) 30/360 = ,59

61 Solução....  b.) Cálculo do valor do Imposto de Renda  Imposto = (alíquota do Imposto de Renda) x Rendimento Bruto Alíquota = 15% e  Rendimento Bruto = ,59 –  = 1.001,59  Imposto = 0,15 x 1.001,59 = 150,24  c.) Cálculo do valor de resgate líquido Valor de Resgate Líquido  = Valor de Resgate – Imposto de Renda  = ,59 – 150,24 = ,35

62 Cálculo da taxa efetiva bruta e a taxa efetiva liquida 2)No caso do exemplo anterior, calcular as seguintes taxas mensais (para 30 dias) correspondentes à aplicação:  a.) Taxa efetiva bruta  b.) Taxa efetiva líquida

63 Solução a): Cálculo da taxa efetiva bruta mensal = TEB

64 Solução: b) Solução: b) Cálculo da taxa efetiva líquida mensal -TEL

65 Exercicio A aplicação de R$ ,00 em RDB resulta num valor de resgate (antes do IR) de R$ ,00 no final de 32 dias. Calcular o valor do Imposto de Renda, o valor de resgate líquido e as taxas mensais efetivas, bruta e líquida

66 Solução ex. 3. a.). Cálculo do Imposto de Renda e do valor de resgate líquido:  Resgate Bruto = ,00 – ,00 = 434,00  IR = 15% x 434,00 = 65,10  Valor de resgate líquido = ,00 – 65,10 = ,90

67 Solução ex. 3. Solução ex. 3. b) Cálculo das taxas efetivas mensais, bruta e líquida TEL

68 As aplicações pré e pós fixadas tem a mesma tributação?  Dentre as várias aplicações pós-fixadas, NTN (Notas do Tesouro Nacional), Letras de Câmbio, Caderneta de Poupança, Debêntures, fundos de investimentos, temos os CDB e os RDB.  A tributação é idêntica à das aplicações com renda pré-fixada, ou seja, Imposto de Renda de 15% sobre o rendimento total.  A principal diferença daquelas pré-fixadas é que neste caso o prazo mínimo de emissão dos títulos é atualmente de 120 dias e os rendimentos são calculados com base no principal corrigido pelo indexador adotado.

69 EXEMPLOS (pós-fixados)  1. Calcular o valor de resgate líquido (já descontado o Imposto de Renda) de uma aplicação em CDB com renda pós-fixada no valor de $ 5.000,00, pelo prazo de 120 dias, sabendo-se que o Banco paga juros de 16% ao ano.  A aplicação foi feita no dia 5 de janeiro para resgate no dia 5 de maio do mesmo ano. Admitir que as TR referentes aos dias 5 dos meses de janeiro, fevereiro, março e abril tenham sido de 2,21%, 1,96%, 2,13% e 2,37%, respectivamente.

70 Solução a.) Cálculo do valor de resgate

71 Solução b.) Cálculo do imposto de renda

72 Exercício 2  2.) No dia 2 de março de 1995, o Sr. Aranha aplicou $ ,00 em RDB para resgate no dia 2 de julho (prazo de 122 dias), a uma taxa de juros de 15% ao ano. Supondo-se que os valores das TR referentes aos dias 2 dos meses de março a junho fossem respectivamente de 1,87%, 2,19%, 1,91% e 1,78%, calcular o valor de resgate líquido.

73 Solução

74 Letras hipotecárias  Os bancos usam as letras hipotecárias para captar recursos de seus clientes com o objetivo de financiar algumas linhas de crédito ligadas ao ramo imobiliário.  Em geral são emitidas com juros pré-fixados ou pós-fixados (usando indexadores como a TJLP ou TR, por exemplo), com prazos que variam conforme o interesse das instituições financeiras emissoras.

75 Letras hipotecárias  A rentabilidade das letras hipotecárias, esta vincula-se ao valor nominal do financiamento imobiliário, ajustado pela inflação ou variação do CDI, podendo ser maior ou menor conforme o prazo estabelecido entre as partes.  É uma a:iplicação voltada para investidores que dispõem de bastante capital para aplicar, mas que preferem ser relativamente conservadores e aproveitar benefícios fiscais em seus investimentos.  O resgate das letras hipotecárias pode ou não ser permitido antes do vencimento, conforme estipularem as cláusulas do contrato relacionado.

76 Debêntures  As debêntures são títulos de renda fixa, emitidos por empresas de capital aberto (não-financeiras) que pagam uma taxa de juros aos aplicadores com o objetivo de captar recursos mais baratos para investimentos ou financiamento do capital de giro.  Estes títulos costumam ter prazos de vencimento médios ou longos, e  Ao término do prazo podem (ou não) ser convertidos em ações da pessoa jurídica emitente das debêntures.

77 Debêntures  A rentabilidade dos debêntures depende:  Da confiabilidade da empresa.  As mais sólidas oferecem menor risco aos investidores em debêntures, implicando taxas menores de remuneração  se a empresa não possui uma boa imagem, haverá um menor interesse dos aplicadores. emissora desse título terá que pagar taxas de juros maiores para tornar-se atraente aos investidores ou compensar o risco associado.  da disponibilidade de capital no mercado e  o interesse dos investidores.

78 Como minimizar o risco com debêntures...  Outra forma de minimizar os riscos consiste em dar garantias por ocasião da emissão das debêntures. Nesta direção, quatro tipos de garantias costumam ser ofertadas na emissão destes títulos:  a) Garantia real: que envolve, por exemplo, o penhor de bens móveis ou direitos sobre recebíveis, que não podem ser negociados até que as dívidas com os investidores sejam saldadas completamente;  b) Garantia flutuante: abrange ativos da empresa, sem especificar os bens dados em garantia;

79 Como minimizar o risco com debêntures  c) Garantia sem preferência (ou quirografária): neste tipo não há qualquer garantia real para o investidor, que em caso de falência não terá privilégio para receber seus direitos em relação aos demais credores;  d) Garantia subordinada (ou subquirografária): debêntures sem garantia podem contar com cláusulas de subordinação, assegurando a preferência somente em relação aos acionistas no tocante ao recebimento dos seus direitos.

80 Onde são negociados as debêntures  As debêntures são negociadas em Bolsas de Valores e, principalmente, no mercado de balcão.  O mercado de balcão consiste na negociação de títulos mediante o contato direto com os bancos de investimentos, bancos múltiplos com carteira de investimento, sociedades corretoras e sociedades distribuidoras.

81 Commercial papers  são emitidos por empresas que podem, ou não, ser financeiras.  A finalidade das empresas que se utilizam desta forma de captação de recursos é obter capital de giro para suas atividades operacionais.  Costumam ter prazos de vencimentos menores que as debêntures, conforme o interesse do emissor.

82 Commercial papers  A rentabilidade depende dos juros pagos pela empresa ao aplicador, podendo ser por meio de taxas pré-fixadas (principalmente), pós-fixadas ou vinculadas à moeda norte-americana.  Esses títulos têm garantia atrelada à solidez financeira da empresa emitente, e a emissão destes necessita ser registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).  Além disso, é necessário contratar uma instituição financeira para atuar na intermediação (papel intermediário entre as partes interessadas no fechamento de um negócio ou contrato) dos títulos.

83 Títulos de dívidas públicas  A necessidade de financiar obras e principalmente cobrir os gastos da máquina pública faz com que os governos das esferas federal, estadual e municipal recorram à emissão de títulos para captar os recursos para referidas finalidades.  Em razão dos emissores, esses títulos são chamados de títulos de dívida pública, que podem ser pré- fixados ou pós-fixados.  No âmbito do governo federal a emissão dos títulos é de responsabilidade do Tesouro Nacional e, em menor escala, do Banco Central.

84 Os títulos públicos federais mais comuns são

85 Os Estados e municípios podem emitir títulos?  No caso dos títulos estaduais ou municipais, estes são emitidos pelo governo dos Estados ou municípios, mediante autorização do Senado Federal.  Esse títulos têm como finalidade principal antecipar a receita tributária do emitente, permitindo acesso desses governos a recursos para saldar obrigações ou para alguma finalidade específica que justifique a emissão.

86 Fundos de investimento  A grande vantagem é que, em troca de uma taxa de administração, o gestor responsável pela administração do fundo é que escolhe em qual dos títulos aplicar, ou como distribuir as aplicações entre os vários tipos de títulos de renda fixa mencionados nas seções anteriores.  Segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), um fundo de investimento é um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores, com o objetivo de obter ganhos financeiros a partir da aquisição de uma carteira de títulos ou valores mobiliários.

87 Vantagens dos fundos de investimento  Por meio dos fundos, os pequenos investidores têm acesso a melhores condições de mercado, menores custos e contam com administração profissional.  Os fundos tornam possível a diversificação dos investimentos, mediante a aplicação em suas diferentes classes, visando diluir o risco e aumentar o potencial de retorno.  É válido ressaltar que os recursos dos fundos nunca se misturam aos da instituição administradora deles.

88 Que instituição autoriza os fundos de investimento?  Os fundos de investimentos funcionam sob autorização da CVM- Comissão de Valores Mobiliários, que é o órgão responsável por sua regulação e fiscalização, objetivando a proteção dos investidores.  Um fundo de investimento é:  "uma comunhão de recursos constituída sob a forma de condomínio, destinado à aplicação em títulos e valores mobiliários, bem como em quaisquer outros ativos disponíveis no mercado financeiro e de capitais".

89 A CVM classifica os fundos de investimentos nas categorias seguintes

90 Os fundos da categoria "curto prazo"  Caracterizam-se por investir seus recursos exclusivamente em títulos públicos federais ou títulos privados de baixo risco de crédito.  Estes títulos podem ser de renda fixa, pós-fixados ou pré- fixados, e geralmente sua rentabilidade está atrelada à taxa de juros. A taxa usada é taxa do CDI).  Investem em papéis com prazo máximo de 375 dias e o prazo médio da carteira é de, no máximo, 60 dias.  São os fundos mais conservadores, sendo indicados para investidores com objetivo de investimento de curtíssimo prazo, pois suas cotas são menos sensíveis às oscilações das taxas de juros.

91 Os fundos classificados como "referenciado"  São aqueles que identificam em seu nome o indicador de desempenho que sua carteira tem por objetivo acompanhar.  Para tal,  investem no mínimo 80% em títulos públicos federais ou em títulos de renda fixa privados classificados na categoria de baixo risco de crédito.  Além disso, no mínimo 95% de sua carteira é composta por ativos que acompanhem a variação do seu indicador de desempenho.  Usam instrumentos de derivativos? com o propósito de proteção da carteira (hedge).  Os fundos referenciados mais conhecidos são os "fundos DI", que são aqueles que buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI) e se beneficiam num cenário de alta de juros.

92 derivativo  Derivativo é uma operação do mercado financeiro na qual o valor das negociações deriva do comportamento futuro dos mercados de ações, juros ou câmbio. Os principais tipos são: futuro, opções e swaps.  entende-se por proteção da carteira, ou hedge, qualquer operação que tenha por objetivo neutralizar riscos diferentes do parâmetro de referência do fundo, ou sintetizar riscos que atrelem o fundo ao parâmetro de referência, limitado ao valor do seu patrimônio. 

93 Alavancagem  Alavancagem pode ser definida como o uso de recursos de terceiros com objetivo de aumentar o retorno final dos investidores.  No entanto, na conotação relativa a um fundo de investimento, representa a possibilidade de perda superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de defaul: (falta ou não-pagamento) nos ativos do fundo.

94 Fundos do tipo "renda fixa  Se caracterizam por aplicar uma parcela significativa de seu patrimônio (mínimo 80%) em:  títulos de renda fixa pré-fixados (que rendem uma taxa de juro previamente acordada) ou  ou pós-fixados (que acompanham a variação da taxa de juros ou um índice de preço).  Além disso, usam instrumentos de derivativos com o objetivo de proteção (hedge).  Nos fundos de renda fixa acontece o oposto dos fundos referenciados DI, pois estes se beneficiam em cenários de redução das taxas de juros.

95 Fundos multimercados  Estes são fundos possuem políticas de investimentos que envolvem vários fatores de risco, pois combinam investimentos nos mercados de renda fixa, câmbio, ações, entre outros.  Além disso, utilizam-se ativamente de instrumentos de derivativos para alavancagem de suas posições, ou para proteção de suas carteiras (hedge).  São fundos com alta flexibilidade de gestão, por isso dependem do talento do gestor na escolha do melhor momento de alocar os recursos, na seleção dos ativos da carteira e no percentual do patrimônio que será investido em cada um dos mercados (asset mix).

96 fundos de ações  São aqueles fundos que investem no mínimo 67% de seu patrimônio em ações negociadas em bolsa.  Dessa forma, estão sujeitos às oscilações de preços das ações que compõem sua carteira.  Alguns fundos desta classe têm como objetivo acompanhar a variação de algum índice do mercado acionário, como o Ibovespa ou o IBX, por exemplo.  São mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.

97 Fundos do tipo "cambial",  Caracterizam-se pela obrigação de manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que sejam relacionados, diretamente ou indiretamente (via derivativos), à variação de preços de uma moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros (chamada de "cupom cambial").  Nesta classe, os fundos mais conhecidos são os denominados  fundos cambiais dólar, que objetivam seguir a variação da cotação da moeda norte-americana.  Convém salientar que estes fundos não refletem exatamente  a cotação do dólar, pois neles estão envolvidos custos de taxa de administração, imposto de renda e a variação da taxa de juro.

98 fundos da "dívida externa"  A última categoria é a dos fundos da "dívida externa", que aplicam no mínimo 80% de seu patrimônio em títulos brasileiros negociados no mercado internacional.  Os 20% restantes podem ser aplicados em outros títulos de crédito transacionados no exterior. Esses títulos são mantidos no exterior, em conta de custódia específica.

99 Classificação dos fundos pelos critérios da Anbid (julho de 2006)

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102 Onde saber mais sobre fundos de investimento?  Para saber mais detalhes a respeito de cada tipo de fundo de investimento (como indexadores e estratégias adotadas, prazo de retorno visado, composição da carteira etc.) é recomendável consultar o site da Anbid (wwwanbid.ccm.br).wwwanbid.ccm.br  Por último, vale a pena salientar que os fundos de investimento não se beneficiam com recursos do FGC – Fundo garantidor de Crédito. Portanto, se a instituição financeira onde foi efetuado o investimento não conseguir honrar seus compromissos, o aplicador não terá o ressarcimento do capital investido assegurado pelo FGC.

103 Ações  As ações são, títulos que representam a participação, dos sócios (motivo pelo, qual estes também são, chamados de acionistas) no, capital de uma empresa constituída sob a forma jurídica de "Sociedade Anônima" (S.A.).

104 Principais tipos de.ações

105  No, Brasil, os investidores mais atuantes do mercado acionário são:  os fundos de investimentos,  fundos de ações,  fundos de pensão  seguradoras etc.  Mas a participação de investidores pessoais físicas vem crescendo, a cada ano,  Comprar quando o preço seja baixo e vender quando preço seja alto. No entanto, isso não, é nada fácil porque o preço, das ações pode variar repentinamente; tanto para cima quanto, para baixo" afetando, os ganhos do, investidor,

106 Por que o preço das ações pode variar  Isso, acorre porque as razões:  Podem ter origem no, desempenho da economia nacional ou internacional;  nos resultados (lucros ou prejuízos) obtidos pela empresa;  no nível de concorrência do setor de atuação;  nas inovações tecnológicas;  na modificação de hábitos dos consumidores;  nas mudanças da legislação;  na alteração das políticas governamentais de incentivo;  em sinistros ocorridos;  em virtude de fusões cisões ou aquisições de companhias;  além de uma série de outros fatores.

107 Mas como fazer para investir em ações?  É necessário primeiramente ser cliente de uma corretora ou de uma instituição, bancária, já que todos os grandes bancos comerciais têm sua própria corretora.  Essas corretoras precisam ser cadastradas na Bolsa de Valores para ter autorização de efetuar negociações no mercado, acionário.  O investidor pode optar por dois tipos de corretoras: Tradicionais e Horne broker:

108 O investidor pode optar por dois tipos de corretoras:  A) Tradicionais: empresas cujos operadores compram e vendem determinadas ações, atendendo ordens de seus clientes enviadas, principalmente por telefone.  b) Home broker: pela Internet, essas empresas disponibilizam informações sobre o mercado acionário (como acesso às cotações, acompanhamento de carteiras etc.) e possibilitam ao cliente negociar ações enviando ordens de compra e venda à Bolsa de Valores por meio da web.

109 Cálculo da rentabilidade de fundo de investimento referenciado  Exercicio 1  Qual é a expectativa rentabilidade de fundo em um ano que oferece uma rentabilidade anual de 19%. Esta rentabilidade não inclui a taxa de administração.  A Taxa de administração anual é de 3,5% ao ano. A alíquota do IR para este tipo de fundo é de 20%.  Qual é a taxa de rentabilidade liquida que rende o fundo?

110 Solução  Com estas perguntas você pode calcular a rentabilidade final da seguinte maneira:  Rentabilidade Líquida da Taxa de Administração:  19% -3,5% = 15,5%  Rentabilidade Líquida do IR:  15,5% X (100%-20%) = 12,40%

111 IOF  A maioria dos fundos existentes no mercado têm liquidez diária, entretanto, é cobrado o IOF para os resgates efetuados até o 29º dia corrido contados da data de cada aplicação, conforme tabela.  A partir do 30º dia, cada aplicação fica isenta da cobrança do IOF.  O IOF incide sobre o rendimento dos resgates das operações financeiras. O percentual varia de 96% a 0%, dependendo do número de dias da aplicação. Os investimentos com prazo superior a 30 dias são isentos de IOF.

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113 Cálculo do rendimento de um fundo  Para calcular o rendimento do seu fundo você precisa primeiro saber:  em quantas cotas foi transformado o capital investido, ou seja, quantas cotas cabem dentro do seu capital.  O valor desta cota é publicada diariamente nas seções de economia dos principais jornais.  Antes de mais nada, você pega o valor da aplicação – suponhamos R$ ,00 – e divide-o pelo valor da cota no dia da aplicação – R$ 1, ( geralmente é divulgado o valor das cotas com 6 casas decimais ), por exemplo.  O resultado é a quantidade de cotas que você possui.

114 Quantidade de cotas

115 Valor de uma aplicação atualizada  Valor de uma aplicação atualizada =  (7.912,99) * (R$ 1,283459) = R$ ,00 Para obter o rendimento bruto ( antes dos impostos) basta dividir o saldo atualizado pelo saldo na data da aplicação dos seus recursos. 

116 Rendimento bruto obtido no período  R$ ,00 menos R$ ,00 = R$ 156,00  Agora, como o cálculo foi efetuado após vinte e cinco dias corridos e, portanto, NÃO está isento da cobrança de IOF, caso haja resgate, deve-se calcular o valor referente ao IOF a ser pago.  Pela tabela de cobrança do imposto, caso haja um resgate no 25º dia após a aplicação, você deve pagar de IOF o equivalente a 16% do seu rendimento.

117 Valor de IOF que deve ser pago  16% = (0,16) * (R$ 156,00) = R$ 24,96 Caso você resgate a partir do 30º dia da data de sua aplicação, estará isento da cobrança de IOF sobre os seus rendimentos.  Portanto, fique atento as datas, porque não é costume os bancos informarem a melhor data para seu resgate. Cabe lembrar, que não há incidência de IOF nos fundos de Ações.

118 O cálculo do Imposto de Renda que incide sobre o rendimento bruto  Agora, vamos demonstrar o cálculo do Imposto de Renda que incide sobre os seu rendimento bruto.  O IR é recolhido na fonte pelo Administrador do Fundo de Investimento.  O recolhimento é realizado, sempre, no último dia útil do mês vigente ou no momento do resgate, o que acontecer primeiro.  Caso você não efetue um resgate, no último dia útil do mês o Administrador, automaticamente, realizará um débito do seu saldo, em cotas, equivalente ao valor de IR devido no mês vigente.

119 Calculo do Imposto de Renda  Incide uma taxa de 20% sobre os rendimentos brutos, no caso de um Fundo de renda fixa. Cabe lembrar, que no caso dos Fundos de ações, o IR, também de 20%, incide somente no momento de resgate.  Então, sobre o valor do rendimento bruto incide uma taxa de 20%, que deve ser recolhido à Receita Federal.  O rendimento bruto já desconta o IOF devido, caso haja resgate em um período inferior a 30 dias corridos

120 Valor do IR a ser recolhido  Valor do IR a ser recolhido  Sem incidência de IOF (prazo de resgate a partir do 30º dia da aplicação)  (R$ 156,00) * (20% = 0,20) =l R$ 31,20  Caso não haja resgate até o final do mês, o seu saldo de cotas no último dia útil do mês será reduzido em:  (R$ 31,20) / (R$ 1,283459) = 24,31 cotas

121 Rendimento Líquido  Incidindo IOF  No caso do resgate no 25º dia, haverá incidência de R$ 24,96 de IOF e mais o IRF  IRF = ( 156, ,96) = R$ 131,04 multiplicado por 20% = R$ 26,21.  Agora, vamos calcular o seu rendimento final e a sua rentabilidade líquida dos impostos incidentes.  Vamos considerar um resgate no 25º dia após a aplicação, com incidência de IOF e IR.

122 Cálculo rendimento liquido  a-) Rendimento Líquido  = Rendimento bruto – IOF – IR = R$ 156,00 – R$ 24,96 – R$ 26,21= R$ 104,83  b-) Rentabilidade Líquida  = Rendimento Líquido dividido Valor investido inicial x 100 = R$ 1,05%, no período dos 25 dias corridos (104,83/10000)*100

123 Onde aplicar conforme a conjuntura nacional

124 Imposto de Renda. A alíquota do IR varia segundo o tipo de fundo e incide sobre o rendimento das aplicações.

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