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1 Os movimentos sociais de autocuidado e auto-ajuda Alguns aspectos destacados – Derntl. AM & Watanabe, HAW.

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1 1 Os movimentos sociais de autocuidado e auto-ajuda Alguns aspectos destacados – Derntl. AM & Watanabe, HAW

2 2 Fatores associados ao renascimento do movimento de autocuidado. - Alterações no padrão de doenças, particularmente das agudas para as crônicas - longevidade populacional - contribuição potencial das habilidades de autocuidado na redução de dependência de cuidados profissionais e na limitação de incapacidades

3 3 Fatores associados ao renascimento do movimento de autocuidado - Esse movimento está associado, quando se trata de população idosa, a uma mudança ideológica da cura para a orientação do cuidado progressivo cujos pilares são a família e os serviços de atenção comunitária. Essa concepção de assistência pressupõe que a maioria dos idosos e mesmo dos deficientes não é incapacitada ou dependente.

4 4 Fatores associados ao renascimento do movimento de autocuidado - a autonomia dos idosos e dos deficientes tem sua base em um determinado grau de competência, ou capacidade funcional, sendo mais significativas as de autocuidado.

5 5 Fatores associados ao renascimento do movimento de autocuidado A necessidade de avaliar a capacidade funcional introduziu uma nova área de estudos epidemiológicos e estimulou pesquisas utilizando escalas de avaliação da capacidade funcional para as atividades de vida diária. Nesses estudos,, o autocuidado está incluído no domínio dessas atividades.

6 6 o termo AC O termo autocuidado passa a ser estudado como parte da competência para as atividades de vida diária. Isto explica a dificuldade de localizar bibliografia recente quando orientamos a busca pelo termo “autocuidado”.

7 7 O termo AC Entretanto, a teoria do autocuidado, concebida por Dorothea Orem no início dos anos 1970 continua sendo considerada na assistência de enfermagem, dispondo-se de consistente volume de publicações na temática ac, geralmente da autoria de enfermeiros.

8 8 O AC e o domínio dos profissionais O autocuidado, malgrado o prefixo “auto”, foi considerado domínio dos profissionais de saúde e do sistema de saúde, em um movimento mais amplo da medicina que teve seu auge nas décadas de , inicialmente na Europa e EUA.

9 9 O AC e o domínio dos profissionais Nesse período, a organização para a doença e para o seu tratamento e as interações entre médico e paciente refletiam a rápida expansão do sistema de atenção centrado no poder médico. O comportamento esperado do paciente resumia-se ao “cumprimento da prescrição médica”. As opiniões das pessoas, assim como a participação nas decisões sobre sua própria saúde não eram consideradas.

10 10 Movimento de contracultura Evidencia-se, ao mesmo tempo, um movimento de contracultura, vindo desses mesmos consumidores dos serviços médicos: - exigindo um domínio maior sobre suas questões de saúde. Essa tendência fortaleceu- se ao final da década de 1970, dando lugar a uma crítica radical ao sistema com evidente foco político e econômico. aumento do nível de instrução e de conhecimentos da população;

11 11 Movimento de contracultura - oferta de informações sobre questões de saúde e doença, por meio de veículos populares como a televisão, revistas dirigidas ao público feminino e outros; - o foco, cada vez mais aceito pela população, sobre os direitos do consumidor;

12 12 Movimento de contracultura - o crescente movimento de interesse por formas de auto-ajuda e auto desenvolvimento veiculadas por meio de “pocket-books”, literatura de fácil leitura, geralmente apresentada na forma nominal “eu”, “você” e inúmeras outras formas de comunicação, quase sempre coloquial, tendo como objetivo mudanças no estilo de vida da pessoa.

13 13 Movimento de contracultura - o julgamento cada vez mais difundido sobre a falibilidade do sistema de saúde; - o aumento dos custos dos cuidados médicos e - as críticas ao sistema de cuidado centrado no hospital.

14 14 Movimento de contracultura - esses argumentos foram adotados, rapidamente, pelos movimentos sociais liderados em particular pelas feministas. - para elas, a medicalização do nascimento e a manipulação da reprodução humana passaram a ser a base do seu discurso. Nesse quadro, o autocuidado expressava o desejo de autonomia e definia a autodeterminação e o desejo de independência em relação à autoridade médica.

15 15 Movimento de contracultura - sob o lema “Nossos corpos somos nós” foram publicados inúmeros manuais de autocuidado. Essa reviravolta iniciou-se nos EUA, principalmente com o fim da segunda guerra mundial (KICKBUSCH KATZ 1979).

16 16 Movimento de contracultura - preconizava-se a importância dos leitores serem “atores de sua própria saúde” alertando que, “no caminho para a saúde e até ao marco final do tratamento médico, existem muitas opções”. O movimento de auto-ajuda, (que apresentava inúmeras facetas), difundiu- se com tanta rapidez que alguns autores consideraram esse período“ a década da auto-ajuda”. (KICKBUSCH 1996)

17 17 Críticas ao movimento de ac - tanto o autocuidado quanto o movimento da auto- ajuda e seu funcionamento social são contribuições que sofreram críticas por parte de alguns setores da saúde (CRAWFORD 1977, KATZ 1979, KATZ E LEVIN 1980). - Argumentou-se que esses grupos poderiam perpetuar desigualdades: aliviando a pressão social sobre o sistema de saúde, os grupos de auto-ajuda (e por conseguinte, de autocuidado) estariam colaborando para perpetuar as disparidades entre os recursos aplicados na assistência médica e aqueles aplicados em prevenção.

18 18 Críticas ao movimento de ac Outro argumento apresentado agora por EDWARSON e DEAN (1999) é que o autocuidado pode ser: - inadequado se a pessoa falha em buscar cuidado profissional para sintomas ou doenças para os quais não tem conhecimentos ou habilidades para lidar; - economicamente inapropriado se o indivíduo se endividar com cuidados ineficazes quando assistência profissional ou práticas de autocuidado menos custosos são acessíveis.

19 19 Críticas ao movimento de ac - esses movimentos poderiam ajudar a expandir desigualdades no acesso ao sistema formal de cuidado. - a suposição que, freqüentemente, esses grupos servem mais àqueles que estão mais ativamente interessados (membros de associações, por exemplo), em prejuízo daqueles que não são localizados ou não estão filiados.

20 20 Críticas ao movimento de ac - segundo essa crítica, os mais envolvidos são geralmente da classe média, com relativa instrução, portanto, mais esclarecidos sobre questões de doença e incapacidade. - esses grupos estariam reforçando e valorizando esses problemas, admitindo que são parte da vida humana e da comunidade, desvalorizando assim, eventualmente, a instalação de programas de combate ou erradicação.

21 21 Críticas ao movimento de ac - a discussão iniciada por CRAWFORD (1977) está baseada em parte na ideologia “da culpa das vítimas”. Com essa provocação, ele argumenta que a vítima pode ser considerada culpada pelas doenças que eventualmente venha a contrair e assim, ele desvirtua o verdadeiro significado do movimento - a responsabilidade pela própria saúde.

22 22 Conceitos de AC Há definições conflitantes e contrastantes sobre o intento e a implementação do conceito de autocuidado. LEVIN, KATZ e HOLST (1976) o definem como “processo por meio do qual uma pessoa leiga atua em seu próprio interesse na promoção da sua saúde e na prevenção e na detecção da doença e no seu tratamento no nível de recursos primários de saúde no sistema de saúde”.

23 23 Conceitos de AC - o autocuidado compreende todas as ações e decisões de uma pessoa para prevenir, diagnosticar e tratar sua doença e todas as atividades individuais dirigidas à manutenção e melhoria da sua saúde. Inclui as decisões de utilizar tanto o sistema formal como o informal para essas ações (COPPARD, 1985).

24 24 Conceitos de AC - Orem (1991), define o autocuidado como “a prática de atividades que uma pessoa inicia e realiza por sua própria vontade para manter a sua vida, saúde e bem estar”. Ela afirma ainda que o autocuidado é uma conduta aprendida e que é o resultado de experiências cognitivas culturais e sociais.

25 25 O AC e a Promoção da Saúde O movimento do ac concretizado na Primeira Conferencia Internacional de Promoção da Saúde com a publicação da Carta de Ottawa, (Brasil, 2001) em novembro de 1986, orienta uma releitura de alguns aspectos desses conceitos, principalmente quanto ao entendimento de que o autocuidado não pode mais ser concebido como “as ações dirigidas primordialmente para a modificação de estilos de vida prejudiciais à saúde”, mas alertando para os valores e determinantes sócio-econômico-culturais que deverão ser o ponto de partida do processo.

26 26 O autocuidado a deficiência e o envelhecimento A adoção do autocuidado como estratégia de cuidado nas situações de deficiência e velhice harmoniza-se com as atividades propostas para a efetivação da promoção da saúde em termos de desenvolvimento de atitudes pessoais e da aquisição de habilidades e conhecimentos que permitam adotar condutas favoráveis à saúde (QUINTERO, 1994)

27 27 O autocuidado a deficiência e o envelhecimento Existe uma aproximação entre a discussão sobre envelhecimento e o tema da deficiência pois com o envelhecimento da população o principal grupo de deficiências encontra-se entre os idosos.

28 28 O autocuidado a deficiência e o envelhecimento O modelo social da deficiência é uma discussão extensa sobre políticas de bem- estar e de justiça social em que a explicação médica para a exclusão não é mais considerada suficiente.

29 29 A prática do ac Deve-se reconhecer que a maioria dos idosos e deficientes vivendo em comunidade, não só têm a capacidade física e cognitiva para aprender formas de autocuidado e praticá-las, mas também são capazes de transmiti-las a outrem. Entretanto, os profissionais de saúde e mesmo os idosos/def questionam algumas vezes essa competência devido a concepções equivocadas e estereótipos que relacionam velhice/def com incapacidade e perda de interesse pela vida.

30 30 A prática do ac Por outro lado, é freqüente “roubarmos” às pessoas idosas/def a capacidade de autocuidado, em nome da eficiência e proteção. Em favor da importância do autocuidado para os idosos, nunca é demais lembrar que enquanto o número de doenças tende a aumentar com o envelhecimento, a correlação da capacidade funcional com a idade não é considerada tão importante. Muitos idosos/def permanecem em seus lares e mantêm sua capacidade funcional para o autocuidado mesmo com idade muito avançada. (WHO 1980 citado por DEAN 1986)

31 31 Comportamentos de autocuidado na velhice/deficiência A motivação individual e a qualidade estimulante do ambiente, além da capacidade funcional, são as principais áreas de atenção para os comportamentos de autocuidado na velhice. DEAN (1986) Os padrões de comportamento aprendidos por toda a vida, principalmente com a família e a rede de suporte social mais próxima são reforçados na velhice, quando os mais íntimos se dedicam a “reeducar” o idoso.

32 32 Modelo para aprendizagem de adultos O modelo para a aprendizagem de adultos desenvolvido por Knowles e apresentado por QUINTERO (1994) pode ser uma excelente referência para os profissionais de saúde que estão envolvidos com programas de atenção à população idosa, deficientes e seus familiares. O modelo estabelece que “a relação entre o profissional e a pessoa é de reciprocidade, igualdade e democracia e que a experiência de vida da pessoa constitui o eixo sobre o qual se assenta o processo”.

33 33 Modelo para aprendizagem de adultos Baseia-se nos seguintes pressupostos: - necessidade de conhecer: os adultos precisam conhecer a razão pela qual devem aprender algo, antes de adotar idéias e comportamentos novos. - o autoconceito daquele que aprende: os adultos se percebem a si mesmos e desejam ser percebidos como pessoas capazes de tomar suas próprias decisões e de responsabilizar-se por elas e por suas vidas. Daí a importância da sua participação nos planos de ação que os afetam e nas decisões sobre questões de sua saúde. “nenhum adulto aprenderá sob condições que não sejam congruentes com seu autoconceito.

34 34 Modelo para aprendizagem de adultos - a experiência daquele que aprende: à medida que aumenta a idade, aumenta a experiência individual de vida e esta será a referencia para a aprendizagem. A experiência de vida pode funcionar como barreira para a aquisição de novos conhecimentos e comportamentos. - a disposição para aprender: os adultos se sentem dispostos a aprender coisas que necessitam saber e fazer a fim de enfrentar sua situação real de vida; quer dizer, dispõem-se a aprender aquilo que resulte de utilidade prática.

35 35 Modelo para aprendizagem de adultos - a motivação para aprender: os adultos se sentem motivados a aprender aquilo que os ajudará a realizar tarefas ou a lidar melhor com seus problemas, de forma que adquirem novos conhecimentos e destrezas e até mudam seus valores quando o material de aprendizagem se apresenta num contexto possível de ser aplicado à sua vida real. A motivação é o elemento determinante da aprendizagem dos adultos.

36 36 Modelo para aprendizagem de adultos Sobre esse modelo, QUINTERO (1994) acrescenta uma observação tranqüilizadora: “as considerações e postulados sobre o aprendizado dos adultos podem ser extrapolados e aplicados, na sua totalidade, à população idosa e deficiente”

37 37 Modelo para aprendizagem de adultos A gravidade de episódios de doenças são encontradas mais freqüentemente por pessoas que: - eram divorciadas ou viúvas; - avaliavam sua saúde como ruim; - respondiam ao stress fazendo uso de medicamentos ou tentando se esquecer de seus problemas; expressavam grande fé na capacidade da ciência médica para preservar ou recuperara a saúde e nos benefícios da farmacopéia

38 38 Modelo para aprendizagem de adultos Fatores que não sofrem influência da idade ou da deficiência por si só, mas que emergem da estrutura social, cultural ou de vida pessoal moldam o autocuidado através da experiência de adoecer (DEAN, 1986).

39 39 Modelo para aprendizagem de adultos A concepção de saúde-doença é determinada historicamente e diferentes coortes populacionais podem ter atitudes diferentes no que diz respeito à saúde e ao seu cuidado. Pessoas que nasceram no início do século XX cresceram e foram educadas em uma época de grandes avanços científicos nas áreas biológicas e médicas e na qual não se questionava a autoridade médica.

40 40 Modelo para aprendizagem de adultos - por outro lado, os jovens de hoje estão crescendo em um período em que se reconhece a limitação da medicina e a importância dos fatores sociais e do comportamento individual sobre a saúde.

41 41 Modelo para aprendizagem de adultos - dessa forma, conclui-se que não é a idade ou a deficiência, mas os valores adquiridos ao longo da vida e a própria história de vida que influenciam as decisões das pessoas no que diz respeito ao seu próprio cuidado.

42 42 Modelo para aprendizagem de adultos - o estereótipo do idoso que com o passar dos anos vai perdendo capacidades e poder para influir sobre sua própria saúde pode determinar de sua parte uma atitude passiva e paliativa na manutenção da sua saúde, fazendo com que as ações do dia- a-dia que a mantêm sejam reduzidas.

43 43 Modelo para aprendizagem de adultos - por outro lado, necessitar de ajuda para as atividades de vida diária não está associado obrigatoriamente à falta de engajamento no autocuidado (NORBURN e col 1995). - dificuldades para mobilidade e para as atividades de vida diária podem ser obstáculos para o autocuidado: incluem o uso de equipamentos (por exemplo: bengala, andador, calçadeiras), adaptações no ambiente e mudanças de comportamento (por exemplo, para os que têm incontinência: consumir pouco líquido e ir ao toalete antes de sair para algum compromisso).

44 44 Modelo para aprendizagem de adultos O autocuidado é, de certa forma, a expressão do saber acumulado pela pessoa ao longo da vida. É também um instrumento de adaptação às limitações e às perdas tb. na velhice. O conhecimento da história de vida do idoso/deficiente, sua posição no seu meio social e na família e o significado que ele dá à sua existência são, ao lado da avaliação da sua capacidade funcional, formas de presumir seu potencial para um determinado grau de autonomia e participação na sociedade.

45 45 conclusões - conclui-se que os movimentos de autocuidado, auto-ajuda e autonomia em saúde representam uma reação popular espontânea a alguns aspectos do sistema de saúde, particularmente à tecnologia médica mais sofisticada.

46 46 conclusões - as mesmas tendências e os mesmos argumentos, consolidados nos anos 70 nos países mais desenvolvidos, são defendidos um pouco mais tarde por setores da sociedade brasileira. - destaca-se a Constituição de 1988 que introduziu importantes modificações, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Os conceitos de cidadão e cidadania são incorporados aos discursos oficiais e compreendidos pela população.

47 47 conclusões - nota-se também, cada vez mais, um acentuado crescimento do sistema informal de suporte e assistência, além de uma variedade de uso das práticas não convencionais em saúde.


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