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PNEUMOCONIOSES. Doenças Ocupacionais reconhecidas - UE.

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Apresentação em tema: "PNEUMOCONIOSES. Doenças Ocupacionais reconhecidas - UE."— Transcrição da apresentação:

1 PNEUMOCONIOSES

2 Doenças Ocupacionais reconhecidas - UE

3 DISTRIBUIÇÃO DOS PENSIONISTAS COM INCAPACIDADE PERMANENTE POR TIPO DE DOENÇA PROFISSIONAL

4 DOENÇAS PROFISSIONAIS

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8 Doenças profissionais certificadas por agentes causais com e sem incapacidade- 2003

9 PATOLOGIA OCUPACIONAL RESPIRATÓRIA  Patologia de grande diversidade, em crescente aumento e com responsáveis etiológicos cada vez mais díspares.  Aumento do Trabalho em ambiente industrial  Aumento da exposição diária ocupacional a agentes potencialmente lesivos da função e integridade respiratória.

10 DOENÇAS AGUDAS: SISTEMA RESPIRATÓRIO SUPERIOR: Irritação/inflamação de cavidades nasais e seios da face, faringe e laringe, por inalação de gases ou partículas irritantes e/ou tóxicos SISTEMA RESPIRATÓRIO INFERIOR (VIAS DE CONDUÇÃO): Síndrome de Disfunção Reactiva das Vias Aéreas SISTEMA RESPIRATÓRIO INFERIOR (PARÊNQUIMA PULMONAR): Pneumonites tóxicas DOENÇAS PLEURAIS: Derrame pleural agudo CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DAS DOENÇAS OCUPACIONAIS PULMONARES

11 DOENÇAS CRÓNICAS: SISTEMA RESPIRATÓRIO SUPERIOR Úlcera do septo nasal Adenocarcinoma dos seios da face SISTEMA RESPIRATÓRIO INFERIOR (VIAS DE CONDUÇÃO): Bronquite Crónica Ocupacional Enfisema Profissional Asma Ocupacional SISTEMA RESPIRATÓRIO INFERIOR: Silicose Asbestose Pneumoconiose dos trabalhadores do carvão Outras pneumoconioses ( incluindo reacções granulomatosas ) Carcinoma Brônquico Pneumonite hipersaensibilidade profissional DOENÇAS PLEURAIS Fibrose pleural ( em placas ou difusa ) Mesotelioma

12 In Pneumologia Fundamental, Ed. Fundaçao Calouste Gulbenkian, 1995

13 Pneumoconioses Dividem-se classicamente em: Pneumoconioses Hipo/Afibrogénicas (de depósito ou sobrecarga) carvão puro (Carbono), Ferro, Estanho, Bário Pneumoconioses Fibrogénicas ou esclerogénicas sílica cristalina (livre e isolada) – quartzo, tridimite, cristobalite conjugada sob a forma de silicatos – asbesto, caolin, mica associada a agentes hipofibrogénicos - Ferro e Carbono (pneumoconiose de poeiras mistas) “Metal duro”: liga de carbonato de Tungsténio numa matriz de Cobalto com pequenas quantidades de Níquel, Crómio, Titânio, Tântalo ou Molibdeno

14 In Pneumologia Fundamental, Ed. Fundaçao Calouste Gulbenkian, 1995 Pneumoconioses

15 PNEUMOCONIOSES  Mais frequente no nosso país: Silicose e Pneumoconiose do trabalhador do carvão.  Presença de lesões pulmonares por fagocitose macrofágica das partículas inaladas com progressiva deterioração da normal arquitectura pulmonar.  Co-existência frequente de tuberculose.

16 Pneumoconioses Processos reaccionais e lesionais dependentes de: Determinantes Intrínsecos: Duração da exposição Concentração das partículas no ambiente Dimensões das partículas Características morfológicas das partículas Características físico-químicas da superfície das partículas Determinantes Extrínsecos: Natureza da fonte de partículas Características do local de trabalho Prática do trabalhador Susceptibilidade do indivíduo exposto Mecanismos de Clearance ● remoção no ar expirado ● remoção mucociliar das vias aéreas superiores (VAS) ● fagocitose por macrófagos alveolares – via mucociliar via linfática

17 Pneumoconioses Determinantes Intrínsecos: Duração da exposição Concentração das partículas no ambiente Dimensões das partículas Características morfológicas das partículas Características físico-químicas da superfície das partículas Extensão e gravidade da doença depende directamente da quantidade de material inalado e do tempo de exposição. Partículas respiráveis e não respiráveis – só atingem o pulmão profundo partículas com diâmetro inferior a 3-5 μm, ficando retidas nas vias aéreas superiores se diâmetro superior a 10 μm. As partículas com maior diâmetro sofrem deposição por efeito gravitacional e de impacto por inércia. As menores obtêm um padrão de deposição por difusão. A transição ocorre entre 0,5 e 1 μm de diâmetro.

18 Pneumoconioses Determinantes Intrínsecos: Duração da exposição Concentração das partículas no ambiente Dimensões das partículas Características morfológicas das partículas Características físico-químicas da superfície das partículas As características morfológicas (fibras minerais como o asbesto, talco, zeolite, verniculite; estrutura esferular como a sílica amorfa) e fisico-químicas vão induzir diferentes tipos de reacção tecidular e estabelecer diferentes interacções com o pulmão profundo. É particularmente importante na capacidade oxidativa das partículas minerais em geral e, de um modo especial, em relação à intervenção citotóxica e fibrosante das fibras de asbesto e dos cristais de sílica. Um melhor conhecimento das modalidades de formação das partículas (precipitação, ignição e fractura quanto à sílica) e das cadeias de fenómenos oxidantes desencadeáveis na sua superfície são elementos essenciais na compreensão da patogenia destes processos.

19 Determinantes extrínsecos: Natureza da fonte de partículas Características do local de trabalho Prática do trabalhador Susceptibilidade do indivíduo exposto Pneumoconioses O perfil de concentração de partículas no ar ambiente do local de trabalho é função do seu grau de produção, de diluição no ar, e das perdas resultantes de reacção e filtração. As características da fonte emissora que afectam a geração de poluentes incluem a sua potência, geometria e o seu grau de isolamento do espaço circundante. Os factores pessoais que afectam a dose de exposição recebida incluem o ritmo de trabalho, a frequência respiratória, a atenção à higiene pessoal e o uso de equipamento protector adequado. A demonstração de que nem todos os trabalhadores expostos a quantidades semelhantes de partículas, por períodos de tempo sobreponíveis, desenvolvem doença orienta-nos para uma variabilidade de resposta do hospedeiro que se prende com factores genéticos, exposições prévias ou concorrentes (provavelmente ambientais), e presença de co-factores de risco.

20 Pneumoconioses Mecanismos patogénicos: Alveolite (predominantemente linfocitária), com activação preferencial de CD4 (Berílio, Asbesto) ou CD8 (Sílica, eventualmente Ferro); Reacção granulomatosa (imunológica, epitelióide/sarcóide – Beriliose; não imunológica, de corpo estranho – talcose); Fibrose (pneumoconioses fibrogénicas). Características diversas de associação entre estes três mecanismos Acção citotóxica directaInteracção entre partículas e células-alvo – resposta inflamatória e fibrogénica

21 Pneumoconioses * Partícula mineral; MA – macrófago alveolar; L-T: linfócito T; L-B: Linfócito B; F: Fibroblasto; Igs: Imunoglobulinas In Pneumologia Fundamental, Ed. Fundaçao Calouste Gulbenkian, 1995

22 Pneumoconioses Agressão inalatória Macrófago NK Activação de células inflamatórias e estruturais locorregionais Activação e quimiotaxia de neutrófilos Activação e quimiotaxia de linfócitos T e B Produção de citocinas, imunoglobulinas e outros mediadores inflamatórios Estimulação fibroblástica e produção de colagénio Libertação de enzimas proteolíticas e oxidantes Agressão pulmonar e fibrogénese

23 Pneumoconioses Pneumoconioses Hipo/Afibrogénicas:  áreas envolventes dos bronquíolos terminais e respiratórios são as mais afectadas pela deposição de partículas inaladas.  retenção de poeiras sem fibrose mas com nodulação difusa, com nódulos de pequenas dimensões e particularmente densos na baritose e estanose.  não provoca insuficiência respiratória ou diminuição da sobrevida.

24 Pneumoconioses Pneumoconioses Fibrogénicas:  quadro fibrótico com sede intersticial predominantemente, com alveolite e frequentemente lesões nodulares, granulomatosas (nódulos fibro-hialinos e fibroconióticos, respectivamente na Silicose e na Pneumoconiose de poeiras mistas; granulomas bem celularizados na beriliose e talcose).  nas formas avançadas, pode haver coalescência de lesões, com aspecto pseudo-tumoral e retráctil ou quadros terminais de fibrose intersticial difusa. Estas lesões fibróticas coalescentes, habitualmente nos andares superiores, podem condicionar enfisema centroacinar por tracção efectuada sobre os lobos inferiores.  pode originar insuficiência respiratória grave e encurtar tempo de sobrevida.

25 Pneumoconioses In Occupational Lung Disorders. European Respiratory Monograph, 1999

26 Pneumoconioses Formas iniciais: Assintomáticos Achado radiológico Formas avançadas: Insuficiência respiratória Descompensação cardíaca Formas agudas (Silicose, Beriliose): Tosse produtiva Febre,  peso Fadiga Toracalgia pleurítica Evolução rápida para cianose, cor pulmonale e falência respiratória Evolução habitualmente insidiosa: Tosse eventualmente produtiva Dispneia de esforço progressiva

27 Pneumoconioses Exame físico: Pode ser normal Fervores crepitantes bibasilares nas formas agudas de Silicose ou na Beriliose Ocasionalmente broncospasmo (associação a bronquite ocupacional, tabaco, pneumoconioses de sobrecarga) Formas avançadas: diminuição do mv (alterações enfisematosas) sinais de insuficiência respiratória cor pulmonale Podem associar-se:  Conectivopatias (Silicose, P. Mineiro de Carvão)  Infecções (Mycobacterium tuberculosis e não-tuberculosis, outros)  Neoplasias malignas (asbesto: carcinoma brônquico, mesotelioma maligno; sílica: carcinoma broncogénico; P. mineiro carvão: associação a carcinoma gástrico)

28 Pneumoconioses Laboratório:  elevação VS   Igs (nas fracções α 2 e γ )  ANA e FR + (Silicose, P. Mineiro Carvão) Estudo Funcional Respiratório: Sindrome Restritiva – o mais frequente Sindrome Mista  associação sind obstrutiva por bronquite ocupacional, Pneumoconiose de sobrecarga ou tabaco  formas avançadas – componente enfisematoso Diminuição Compliance Diminuição DLCO Hipoxémia em repouso Dessaturação com esforço

29 Pneumoconioses Imagiologia: Telerradiografia do tórax – exame mais importante na avaliação de pneumoconiose. Formas iniciais: Nodulação – nódulos de vários tamanhos, inicialmente pequenos (<10 mm diâmetro), de contornos regulares, predominando nos lobos superiores, podendo tornar-se dispersos por todo o parênquima Formas avançadas: Fibrose maciça progressiva – coalescência de nódulos nos andares superiores ou médios, com >10mm diâmetro, com aumento progressivo. Retracção hilar e hiperinsuflação das bases (enfisema centrolobular por tracção) Alargamento gânglios hilares comum, com calcificação em 5 a 10% (circunferencial – padrão em casca de ovo)

30 Pneumoconioses Formas agudas (Silicose): Silicoproteinose - padrão de preenchimento alveolar basilar sem opacidades redondas ou calcificações ganglionares Progressão para largas massas coalescentes bilateralmente, nem sempre simétrico, nas zonas médias e inferiores Asbestose: pequenas opacidades bilaterais com padrão micronodular ou reticular, de predomínio nos lobos inferiores frequentemente envolvimento pleural, nomeadamente placas pleurais bilaterais nos andares médios. atelectasias “redondas” (discais) favo-de-mel e envolvimento lobos superiores – fase avançada

31 Pneumoconioses Imagiologia: TAC torácica alta resolução: Melhor definição de pequenas opacidades Padrão micronodular (mais frequente) ou reticulonodular Vidro despolido (raramente) Favo-de-mel com bronquiectasias de tracção (fases avançadas) Enfisema centrolobular (fases avançadas) Placas pleurais Atelectasias discais Adenopatias hilares/mediastínicas

32 Pneumoconioses In Pneumologia Fundamental, Ed. Fundaçao Calouste Gulbenkian, 1995

33 Pneumoconioses In Occupational Lung Disorders. European Respiratory Monograph, 1999

34 Pneumoconioses Broncofibroscopia (LBA/BTB): Sem alterações endobrônquicas (distorção da arquitectura; pigmento antracósico); Lavagem Broncoalveolar:  Pode traduzir processos de alveolite, habitualmente linfocitária  Importante na recolha de corpos ferruginosos de asbesto ou talco e na identificação de células gigantes multinucleadas bizarras na P. metal duro  Teste Sais Berílio: proliferação linfocítica  Relação CD4/CD8: aumentada – asbestose, beriliose diminuída – silicose, siderose Biópsia Transbrônquica: habitualmente não necessária; alterações tecidulares e birrefringência de partículas.

35 Pneumoconioses Biópsia Cirúrgica:  Habitualmente não necessária  Preferível à BTB  Caracterização de lesões tecidulares, colorações histoquímicas diferenciadas, pesquisa de birrefringência por luz polarizada, análises ultramicroscópicas, de transmissão e varrimento, granulometria por Laser, etc.

36 Pneumoconioses Mácula de carvão com extensão ao interstício pulmonar

37 Pneumoconioses Mácula de carvão de maiores dimensões com macrófagos pigmentados, fibras de reticulina e fibrose colagenosa

38 Pneumoconioses Nódulo silicótico clássico tipo casca de cebola e pigmento antracósico periférico.

39 Pneumoconioses Nódulo silicótico com macrófagos pigmentados e estroma fibrótico composto de reticulina e colagénio

40 Pneumoconioses Birrefringência para visualização dos cristais de sílica Corpo ferruginoso (fibra de asbesto) recolhido por LBA

41 Pneumoconioses 1.História de exposição 2.Telerradiografia do tórax± Clínica 3.Exclusão de outras patologias 1.Suficiente em exposição e período de latência; 2.Alterações radiológicas compatíveis com exposição ocupacional; 3.Processos infecciosos (TP miliar, infecção fúngica); malignidade; nódulos reumatóides; Sarcoidose Se  Sem outra investigação Se não preencher os três requisitos  Bx Cirúrgica/BTB ± LBA PFR  Para avaliação inicial e monitorização posterior

42 Pneumoconioses Não existe tratamento específico. Cessar exposição (e tabaco). Terapêutica sintomática Broncodilatadores (se obstrução reversível VA) Tratamento de infecções Oxigenoterapia Corticoterapia (Beriliose) Lavagem Pulmonar Total (?) Reabilitação respiratória Vacinação antigripal e antipneumocócica Transplantação

43 Pneumoconioses Doenças preveníveis – melhor prática higiénica industrial PEL (Permissible Exposure Limit): Occupational Safety & Health Administration National Institute for Occupational Safety & Health Níveis de exposição protectores são largamente preferidos ao uso de equipamento de protecção pessoal como 1º meio de prevenção. Uso inapropriado ou inadequação de respiradores pode levar a grandes exposições. Investigação Científica Para melhor compreender patogenia Para melhorar capacidade de diagnóstico Para optimização terapêutica

44 Pneumoconioses Prevenção Primária 1. Controlo da exposição 2. Educação 3. Vigilância médica 1. Controlo da exposição Melhoria condições e prática de trabalho Controlo exposição - Engineering controls: Humidificação; Ventilação exaustora local; supressão de poeiras; isolamento de processamentos Controlo administrativo: substituição por materiais alternativos; protecção respiratória pessoal

45 Pneumoconioses Prevenção Primária 1. Controlo da exposição 2. Educação 3. Vigilância médica 2. Educação Trabalhadores/Empresas Selecção de controlos apropriados para o local de trabalho Assistência e esforços de vigilância decorrentes

46 Pneumoconioses Prevenção Primária 1. Controlo da exposição 2. Educação 3. Vigilância médica Exame clínico + Telerradiografia tórax + PFR Detecção precoce de alterações radiológicas Detecção de novos casos Prevenção secundária

47 Pneumoconioses Prevenção Secundária 1. Diminuição da exposição 2. Vigilância médica 1. Diminuição da exposição Uso de material protector respiratório Uso de técnicas de diminuição da exposição Alteração do posto de trabalho/abandono do trabalho 2. Vigilância médica Exames periódicos com maior frequência Instituição de terapêutica se sintomas Aconselhamento se agravamento das alterações observadas

48 SILICOSE – alguns aspetos

49 SILICOSE Doença pulmonar crónica e incurávelDoença pulmonar crónica e incurável Evolução progressiva e irreversívelEvolução progressiva e irreversível Determina incapacidade para o trabalho, invalidez, aumento da susceptibilidade à tuberculoseDetermina incapacidade para o trabalho, invalidez, aumento da susceptibilidade à tuberculose É uma fibrose pulmonar difusa causada pela inalação de poeiras contendo partículas finas de sílica livre cristalina, que leva meses a décadas para se manifestar.É uma fibrose pulmonar difusa causada pela inalação de poeiras contendo partículas finas de sílica livre cristalina, que leva meses a décadas para se manifestar. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC) da OMS considera a sílica livre cristalina inalada como um carcinogénio do Grupo 1 (em situações experimentais e em humanos).A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro (IARC) da OMS considera a sílica livre cristalina inalada como um carcinogénio do Grupo 1 (em situações experimentais e em humanos).

50 Sílica ou SiO2Sílica ou SiO2 –Amorfa –Cristalina Inalação de poeira com sílica:Inalação de poeira com sílica: –Silicose –DPOC –Neoplasia do pulmão –Insuficiência renal –Tuberculose pulmonar –Doenças do colagénio Quartzo Cristobalite Tridimite Stishovite Coesite

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52 RISCO O risco de adquirir silicose depende basicamente de vários factores:O risco de adquirir silicose depende basicamente de vários factores: Concentração de poeira respirável.Concentração de poeira respirável. Percentagem de sílica livre e cristalina na poeira.Percentagem de sílica livre e cristalina na poeira. Duração da exposição.Duração da exposição. Tamanho das partículas.Tamanho das partículas. Susceptibilidade individual.Susceptibilidade individual.

53 RISCO PROFISSIONAL Industria extractivaIndustria extractiva Fundição de ferro, aço ou outros metais onde se utilizam moldes de areiaFundição de ferro, aço ou outros metais onde se utilizam moldes de areia CerâmicasCerâmicas Produção e uso de tijolos refractários.Produção e uso de tijolos refractários. Fabricação de vidros ( tanto na preparação como também no uso de jacto de areia usado para opacificação).Fabricação de vidros ( tanto na preparação como também no uso de jacto de areia usado para opacificação). Perfuração de rochas na indústria da construçãoPerfuração de rochas na indústria da construção Moagem de quartzo e pedras.Moagem de quartzo e pedras. Construção de fornos refractários.Construção de fornos refractários. Jacto de areiaJacto de areia Execução de trabalho em mármore, ardósia, granito e outras pedras.Execução de trabalho em mármore, ardósia, granito e outras pedras. Fabricação de material abrasivo.Fabricação de material abrasivo. Escavação de poços.Escavação de poços. Actividades de prótese dentária.Actividades de prótese dentária.

54 Fisiopatologia Inalação partículas de sílica Bronquíolos respiratórios e alvéolos Processo inflamatório Activação de macrófagos alveolares e células epiteliais Radicais livres Lesão células epiteliais tipo I ↑ activação dos macrófagos Indução de proliferação de células epiteliais tipo II Persistência Enzimas proteolíticas ROS e NO Citocinas inflamatórias: TNF TNF α TGF- β IL-1 Proteína inflam. de macrófago Recrutamento Macrófagos Neutrófilos Linfócitos (CD8) Alveolite Macrófagos Fibroblastos Pneumócitos tipo II Fibronectina Colagénio Fibrose intersticial

55 Histopatologia Histopatologia –Lesão pneumócitos tipo I –Alveolite grave –Exsudato no lúmen alveolar constituído por material lipoproteináceo, PAS+ ≈ Proteinose alveolar pulmonar –Pneumócitos tipo II hipertróficos – ↑ produção fosfolípidos Silicose/Silicoproteinose

56 Formas de Apresentação  Silicose aguda ou silicoproteinose  Silicose acelerada  Silicose crónica Simples Complicada

57 Silicose Aguda ou Silicoproteinose 6 Meses – 2 Anos exposição maciça sílica livre (++ jacto de areia sob pressão)6 Meses – 2 Anos exposição maciça sílica livre (++ jacto de areia sob pressão) Evolução fulminanteEvolução fulminante –Tosse, perda de peso, dispneia rapidamente progressiva, insuficiência respiratória, morte precoce

58 Silicose Acelerada Clinicamente aparente 5-15 Anos após exposição a concentrações pesadas de sílicaClinicamente aparente 5-15 Anos após exposição a concentrações pesadas de sílica

59 Silicose Crónica Forma de apresentação + comumForma de apresentação + comum Clinicamente aparente  20 Anos após exposição à sílica livre (muitos anos, doses baixas)Clinicamente aparente  20 Anos após exposição à sílica livre (muitos anos, doses baixas) Evolução insidiosaEvolução insidiosa Simples dispneia de esforço progressiva, tosse crónica (seca expectoração)Simples dispneia de esforço progressiva, tosse crónica (seca expectoração) Complicada sintomas mais gravesComplicada sintomas mais graves Simples Complicada Nódulo silicótico

60 ComplicadaComplicada –Coalescência de nódulos silicóticos individualizados Grandes massas conglomeradas: Fibrose maciça progressiva (FMP)

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65 Exames Laboratoriais Exames séricos – inespecíficos Exames séricos – inespecíficos Imunoglobulinas séricas (IgG e IgM) Imunoglobulinas séricas (IgG e IgM) Imunocomplexos circulantes Imunocomplexos circulantes Factor reumatóide Factor reumatóide ANA ANA Disfunção imunitári a Silicose

66 Estudo Funcional Ventilatório Fase inicial sem rebate Fase inicial sem rebate Evolução Padrão obstructivo/restritivo/misto Evolução Padrão obstructivo/restritivo/misto Fibrose Maciça Progressiva: Fibrose Maciça Progressiva: –Restrição grave –↓ DL CO –↓ compliance pulmonar –Insuficiência respiratória Silicose

67 Forma aguda padrão restritivo Forma aguda padrão restritivo Formas crónicas padrão obstructivo Formas crónicas padrão obstructivo Irritação brônquica pela poeira Distorção e compressão das vias aéreas pelos nódulos silicóticos e pela fibrose Enfisema (++fumadores) EFV Essencial na determinação do grau de invalidez Silicose/EFV

68 Imagiologia Silicose aguda ou Silicoproteinose Silicose aguda ou Silicoproteinose Grau de envolvimento pulmonar Classificação Internacional de Radiografias de Pneumocomioses ILO (International Labor Office) Infiltrado alveolar bilateral, distribuição difusa, ≈ proteinose alveolar pulmonar Silicose

69 Opacidade em vidro despolido Espessamento septal interlobular Imagem de condensação com distribuição geográfica ou regional (pavimento em mosaico) Silicose aguda/Imagiologia

70 Silicose acelerada Silicose acelerada Radiologicamente semelhante à silicose simples mas desenvolve-se depois de um período de latência mais curto Silicose acelerada/Imagiologia

71 Silicose crónica - Simples Silicose crónica - Simples Infiltrado micronodular (1-10 mm) bilateral, lobos superiores Múltiplos pequenos nódulos nos lobos superiores, bilateralmente Silicose crónica simples/Imagiologia

72 Múltiplos nódulos com distribuição perilinfática nos lobos superiores; tendência à coalescência na periferia Silicose crónica simples/Imagiologia

73 Calcificações em “casca de ovo” dos gânglios linfáticos hilares e mediastínicos Silicose crónica simples/Imagiologia

74 Silicose crónica - Complicada Silicose crónica - Complicada Coalescência dos nódulos, formação de grandes opacidades bilaterais (>10 mm); calcificações em “casca de ovo” Fibrose maciça progressiva, espessamento septal Silicose crónica complicada/Imagiologia

75 Diagnóstico História de exposição à sílica livre História de exposição à sílica livre Alterações radiográficas características Alterações radiográficas características + Exclusão de outras patologias que podem mimetizar a silicose Exclusão de outras patologias que podem mimetizar a silicose Silicose

76 Biópsia pulmonar (++ cirúrgica) Biópsia pulmonar (++ cirúrgica) –Telerradiografias atípicas –Dilema médico-legal Microscopia de luz polarizada Microscopia de luz polarizada Microscopia electrónica Microscopia electrónica de varrimento Microscopia com difracção por raios-x Microscopia com difracção por raios-x Silicose/Diagnóstico

77 Diagnóstico Diferencial  Infecção por disseminação hematogénea Tuberculose miliar Infecções fúngicas  Doenças autoimunes com atingimento pulmonar  Histiocitose X ou granuloma eosinofílico pulmonar  Sarcoidose  Pneumonite de hiperssensibilidade  Outras pneumopatias ocupacionais Carvão Asbestose Beriliose  Disseminação hematogénea neoplásica, como linfangite carcinomatosa Silicose

78 Complicações Infecção por micobactérias Infecção por micobactérias –> Risco de TP –Silicóticos trabalhadores de areia 25% com doença por micobactérias, ½ dos quais com micobactérias não tuberculosas –Mineiros de ouro sul-Africanos tuberculose em mais de 1/3 dos trabalhadores com silicose Compromisso função macrofágica alveolar Silicose

79 –Sintomas constitucionais –Agravamento de sintomas respiratórios –Nódulos assimétricos ou consolidação –Cavitação –Progressão rápida da doença Alto índice de suspeição Teste de Mantou x Silicose/Complicações

80 Doenças do tecido conjuntivo ( ↑ risco 5x) Doenças do tecido conjuntivo ( ↑ risco 5x) –Esclerose Sistémica Progressiva (Síndrome de Erasmus) –AR (Síndrome de Caplan) –LES Silicose/Complicações

81 Insuficiência Renal Crónica Insuficiência Renal Crónica –Glomerulonefrite –Nefrite intersticial Mecanismos:Mecanismos: autoimune (ANA, ANCA) autoimune (ANA, ANCA) nefrotóxico directo nefrotóxico directo imunocomplexos (IgA) no rim após inflamação imunocomplexos (IgA) no rim após inflamação Silicose/Complicações

82 Tratamento –Prevenção de complicações –Eliminação da exposição continuada à poeira de sílica –Controlo da insuficiência respiratória crónica Não há tratamento específico! No entanto, uma vez instaurada a silicose, o afastamento dos locais de trabalho não impede a evolução do processo pneumoconiótico

83 Lesões por amianto: asbestose

84 Placas pleurais

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86 Mesotelioma

87 Aspectos Médico-Legais

88 DOENÇAS PROFISSIONAIS  Doença incluída na Lista das Doenças Profissionais de que esteja afectado um trabalhador que tenha estado exposto ao respectivo risco pela natureza da indústria, actividade ou condições, ambiente e técnicas do trabalho habitual.Lista das Doenças Profissionais  E ainda para efeitos de reparação, a lesão corporal, perturbação funcional ou doença não incluída na Lista, desde que se prove ser consequência necessária e directa da actividade exercida e não represente normal desgaste do organismo.  O diagnóstico e a atribuição de incapacidades resultantes de doença profissional, bem como as prestações, são da exclusiva responsabilidade do Centro Nacional de Protecção contra os Riscos Profissionais.

89 Doenças do Foro Respiratório  Deve ser considerada como doença profissional Respiratória toda a alteração permanente de saúde do indivíduo que resulte da inalação de poeiras, gases, vapores, fumos e aerossóis ou ainda que resulte de exposição a radiações ionizantes e outros agentes físicos, em que se estabeleça uma relação causal inequívoca com o posto de trabalho ocupado. Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais


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