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Centro de Convenções 23 de março de 2012. Fórum Permanente sobre Meio Ambiente.

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1 Centro de Convenções 23 de março de Fórum Permanente sobre Meio Ambiente

2 A produção de alimentos, energia e serviços ambientais no espaço rural e a resiliência dos ecossistemas do planeta. Prof. Dr. Enrique Ortega FEA, UNICAMP, Brasil CODE/IPEA, Brasília, 25 de novembro de CENPES, Rio de Janeiro, 1 de dezembro de 2011 BICER, UF, Gainesville, 13 de janeiro de 2012 O fenômeno do desenvolvimento na perspectiva da Economia Ecológica

3 1.Introdução a metodologia emergética ( Brown, Brandt-Williams, Tilley & Ulgiati, 2000 ) 2.As ações das Nações Unidas: Rio e Rio+20 3.Os problemas reais a serem enfrentados e as possíveis soluções. 4.O poder da informação contida na proposta da “Economia Verde”. 5.Os limites e o declínio do Capitalismo 6.A transição envolve eco-socialismo e exige a perspectiva do Decrescimento. Conteúdo

4 Metodologia da Emergia É uma ferramenta científica proposta por H. T. Odum que integra a Teoria Geral de Sistemas, a Termodinâmica dos Sistemas Abertos, a Teoria Política e a Ética que serve para... analisar o funcionamento dos ecossistemas, da biosfera e dos sistemas da economia humana.

5 Metodologia Emergética Propõe uma síntese (da totalidade do sistema) e exige a elaboração de um diagrama do sistema antes de medir os fluxos de entrada e saída e os estoques internos, e depois converter esses valores em fluxos de trabalho realizado (emergia= exergia intrínseca + exergia agregada) para fazer o diagnóstico (e o prognóstico) do sistema avaliando os índices emergéticos (razões entre os fluxos agregados de emergia).

6 Diagrama de fluxos de energia de um processo onde energias de diversas intensidade (E 1, E 2, E 3 ) geram energia de alta qualidade (Eo), O trabalho transformidade (intensidade energética)

7 Diagrama que ilustra a maximização da potencia emergética. A energia que entra é transformada para níveis de maior qualidade e então pode atuar em ações de reforço que aumentam as entradas de energia. A retro-alimentação

8 A rede de energia mostra como o sistema se auto-organiza para aproveitar a energia disponível por meio da organização de uma estruturada hierárquica. Os diversos conjuntos de organismos se integram em uma cadeia que concentra a energia e muda sua qualidade (maior transformidade em cada nível trófico) obedecendo sempre a 2a Lei da Termodinâmica. A representação da cadeia trófica pode ser feita em blocos funcionais. A rede natural

9 Os recursos não renováveis geram uma cadeia de transformação que usa mais emergia, ela é composta por sistemas agroquímicos que sustentam cidades pequenas (CP) e médias (CM) que vivem de serviços, grandes cidades que processam petróleo e minerais e os transformam em produtos industriais (CG) e megalópoles (M) que vivem de finanças e administração.. Petróleo, gás, carvão, água dos aqüíferos fósseis, água congelada (permafrost, ilhas continentais, neve dos cumes, calcário, etc. Rede antrópica atual Essa cadeia antrópica toma o lugar da cadeia composta pela flora e fauna nativas que aproveita recursos renováveis.

10 Renovabilidade: %Ren = 100 * R / (R+N+F) Razão entre no renováveis e renováveis:NR/R = (N+F) / R Razão de rendimento: EYR = Y / F Razão de Investimento: EIR = F/ (R+N) Razão de Carga Ambiental: ELR = (F+N) / R Diagrama do sistema econômico que usa entradas ambientais renováveis (R); entradas ambientais não renováveis (N) e os insumos comprados da economia (F). Os indicadores emergéticos utilizam os fluxos agregados para fazer o diagnóstico do sistema modelado. Avaliação convencional

11 Além dos produtos desajados existem co-produtos indesejados que demandam insumos adicionais para serem resolvidos. (R+N)+(M+S) Tratamento de efluentes Cuidados com as externalidades - Co-produtos inócuos Insumos adicionais Renovabilidade: %Ren = 100 * R / (R+N+F) Razão entre no renováveis e renováveis: NR/R = (N+F) / R Razão de rendimento: EYR = Y / F Razão de Investimento: EIR = F/ (R+N) Razão de Carga Ambiental: ELR = (F+N) / R

12 Os ecossistemas obtém fluxos materiais do ambiente por meio da ação da biodiversidade local.

13 Por via da informação, de investimentos e infra-estrutura os sistemas ecológicos são destruídos e viram sistemas simples dependentes.

14 O sistema ecológico original (sociedades primitivas)

15 O sistem primitivo dominado pelos colonizadores

16 Se o declínio tiver sucesso! Neste caso, o feedback da economia humana (F) seria renovável Recuperação e aprimoramento das perspectivas ecológicas em uma sociedade sustentável diversa

17 A solução ecotópica: a imagem vale mil palavras

18 Tabela de Critérios de avaliação de alternativas de investimento. CritérioParâmetroFórmula Competitividade Densidade de Potencia Emergética Transformidade Solar ED=Y/área Tr = Y/Eo Pressão socialPotência emergética/tempo da aplicaçãoEo/DT Benefício-ImpactoÍndice de Sustentabilidade EmergéticaESI = EYR/ELR Ajuste Taxa de Carga Ambiental Razão de Investimento Emergético ELR =(N+F)/F EIR =F/(R+N) SustentabilidadePercentual de Renovabilidade%Ren = R/Y Resiliência (Espécies)(emergia/espécie)(emergia/área)( Função)(emergia/função)(emergia/área) Área vital

19 Outros indicadores complementam a análise, entre eles: Emergia líquidaRazão de Rendimento Emergético EYR=Y/F Troca justaRazão de Intercâmbio Emergético EER=Y/[$ x (seJ/$)] Poder de compra da moedaRelação emergia/dinheiro: (Emergia/PIB) seJ/$ = Y/PIB Poder de compra pessoalEmergia per capitaEPC=Y/pessoa

20 A informação e os investimentos definem sua organização do consumo e da transformação. O consumo atual é várias vezes maior (em termos de emergia) que a capacidade de produção biológica do ecossistema porque se usa energia fóssil e minerais que permitem produzir um volume e uma gama muito grande de insumos para a agricultura e o consumo humano.

21 A informação no setor primário é uma força importante que configura a forma de organizar a produção e o consumo.

22 A super-estrutura constitui o marco de operação do sistema que pode servir para o benefício comum ou pode ser alterado para beneficiar apenas alguns grupos.

23 Cadeia de transformação baseada em recursos não renováveis que através da informação estabelece o marco de funcionamento do sistema antrópico. Controle politico por meio do oferecimento de empréstimos para investir em infraestrutura e atividades produtivas e, depois disso, influir nas políticas públicas para forçar o pagamento da dívida (ou dos interesses)

24 Desenvolvimento a partir de duas fontes de energia (uma renovável e outra não renovável)

25 Homeostase é a propriedade de um sistema aberto, os seres vivos e os ecossistemas especialmente, de regular o seu ambiente interno para manter uma condição estável, mediante um equilíbrio dinâmico controlado por mecanismos de regulação interrelacionados. Em resumo, é a manutenção do ambiente interno operando dentro de limites toleráveis.propriedadesistema aberto equilíbrio dinâmico O termo foi criado por Walter Bradford Cannon em 1932 partir do grego homeo similar ou igual, stasis estático.

26 O uso de recursos não renováveis gera um surto de crescimento acima da capacidade de suporte renovável, depois disso o sistema volta ao equilíbrio.

27 Estoque N : recursos não renováveis Estoque Q : ativos da sociedade Visão antropocêntrica Classes hegemônicas Inovação para o lucro Uso de energia fóssil Imposição ideológica e militar Esgotamento de recursos de todo tipo Ajustes iniciais dentro do capitalismo Mudança ao Eco-Socialismo Ruralização ecológica Visão biocêntrica Crise financeira Crise social Crescimento Clímax Percepção das mudanças climáticas Decrescimento Homeostase (equílibrio dinâmico)

28 Minerais Energia fóssil Monocultivos Extração predatória Duas visões em conflito Cultura humana ecológica Sistemas agro-químicos Biodiver- sidade Cultura humana industrial Sistemas agroecológicos Erosão, Resíduos Emissões Perdas sociais e biológicas Câmbio climático Reciclagem, manejo sustentável Impacto social, ambiental e climático Produtos químicos, maquinaria, diesel, subsídios Maior produção, menor preço, mais gente Catástrofes

29 Processos históricos que levaram a realização da Conferência Mundial Rio92. Ações estratégicas de intervenção sobre a Agenda 21 do setor empresarial multinacional As ações da ONU

30 Formação da proposta da informação denominada Economia Verde e Nova Articulação Institucional que visa estabelecer um novo marco de referência conceitual para a economia global. Processo histórico que levam a realização da Conferência Rio+20.

31 [3] Esgotamento de uma grande variedade de recursos naturais e perda de serviços ecossistêmicos. Problema sistêmicos críticos Solução [1] Pico do petróleo e início do declínio de seu fornecimento com aumento de preço do principal insumo da economia industrial. Um novo modelo de desenvolvimento justo que tenha como prioridade a conversão e redução dos processos de produção e consumo para utilizar recursos e energia renováveis [2] Alta densidade de população, e consumo exacerbado, sobretudo nos países industrializados e em alguns países do Sudeste Asiático. Descentralizar e relocalizar as populações urbanas em todos os países do mundo. Re-estruturação dos sistemas rurais e urbanos, repensar o consumismo. Recuperar os ecossistemas com espécies nativas em áreas continuas. Esta política complementa as anteriores. [4] Degradação do ambiente e perda da biodiversidade e da cultura ecológica. Estabelecer o paradigma do decrescimento.

32 [5] Mudanças climáticas que afetarão a produtividade agrícola e provocarão migrações humanas. Mudar a política econômica e os incentivos bancários e governamentais para planejar a bacias hidrográficas sustentáveis.. [7] Influencia das substâncias tóxicas na superfície terrestre e nos corpos de água. Evitar a produção de biocidas. Mudar a visão da industria química, farmacêutica e petroquímica [6] Acidificação dos oceanos tendo como consequências a perda da capacidade de sequestrar carbono e a perda da produtividade e diversidade. Reduzir o uso de fertilizantes químicos e o uso de maquinaria na agricultura. Promover a agricultura ecológica,

33 [8] A atitude das empresas e dos governos em continuar o crescimento econômico aumentando o consumo por meio da incorporação de mais recursos em uma época de ajuste a homeostase. Discussão pública do desenvolvimento mundial e de seus problemas. Considerar o ciclo seqüencial composto de várias etapas: equilíbrio, crescimento, clímax, declínio, recuperação, equilíbrio. [9] Influência das empreiteiras e das grandes corporações na política publica. Impedir o financiamento de campanhas por empresas, ou entidades ligadas a elas; [10] O setor financeiro que obtém grandes lucros mantém uma atitude especulativa muito distante da realidade social e ecológica. A sociedade deve se organizar para fazer prevalecer seus objetivos mais amplos e justos.

34 Será que a proposta da Economia Verde e a Articulação Institucional internacional que ela propõe atendem este marco conceitual de problemas e soluções possíveis? Vamos ouvir e discutir as propostas. Possivelmente as propostas estão erradas porque foram pensadas dentro do marco conceitual do Capitalismo que tem como paradigma o Crescimento Contínuo e Ilimitado.

35 Os Economistas Ecológicos sabem que os recursos da Terra são finitos e seu uso irracional gera um grande impacto. A população deve se esclarecer para imaginar e promover o decrescimento rumo a uma utopia sustentável (muito diferente da distrofia atual). A etapa do crescimento deve dar lugar ao decrescimento global. Seria uma ruralização democrática e ecológica: um processo mundial de descentralização humana e ao mesmo tempo de recuperação do meio ambiente.

36 Existem dois sistemas gerindo o mundo. Até agora o mais forte tem destruído sem piedade nem remorso ao mais fraco. Mais o supostamente fraco oferece a possibilidade de sobrevivência de ambos! Sistema “forte” Sistema “fraco”

37 Cortes internacionais julgarão o comércio sem nenhuma legitimidade Continuará o controle conventional através do mecanismo crédito-dívida Continuará o controle econômico que consiste em fixar os preços das matérias primas e dos insumos industrias

38 A perspectiva histórica e politica

39 Crescimento através do mercantilismo e capitalismo

40 O fim da linha do crescimento

41 Confronto de projetos sociais

42 Posibilidades de ação: 1.Ler os livros de H.T. Odum “A Prosperous Way Down”, “Systems Ecology: an introduction”, “Environmental Accounting”, “Modelling for All Scales” 2.Ler também: Ivan Illich, Buckmister Fuller, Nicolas Kropotkin, Karl Marx, Ivan Metzaros, John Bellamy Foster, Michel Loewy, Joan Martinez Allier, David Holmgreen, Richard Heinberg, Paul Chefurka, relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas.

43 3.Estudar e melhorar a Síntese Emergética; 4.Descobrir o que é a final a Economia Verde (EV) (nada há ainda de definitivo) e identificar seus sofismas e fazer para cada um deles um diagnóstico emergético e descobrir alternativas mais interessantes; 5.Identificar os movimentos sociais e ecológicos mais interessantes e fazer parte de um deles (local, regional e/ou global), por exemplo REDAGRES/Brasil.

44 Agradeço a atenção! Web page:

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