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Www.cehl.com.br. “... a Homeopatia é um poder maravilhoso. Não encontre o remédio e você não tem nada”. Margareth Tyler www.cehl.com.br.

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2 “... a Homeopatia é um poder maravilhoso. Não encontre o remédio e você não tem nada”. Margareth Tyler

3 O que é um Repertório?

4  O repertório é uma lista de sintomas abreviados, rubricas, seguidos da relação dos medicamentos que são capazes de produzi-los, e usado como uma ajuda à memória. Sintoma: é a expressão do desequilíbrio da energia vital, encontrado na Matéria Médica. Rubrica: é o resumo das ideias, sentimentos e atitudes expressos por sintomas de conteúdo em comum, ou isoladamente, encontrados no Repertório.

5  O repertório é uma porta de entrada à Matéria Médica, para compararmos paciente e medicamentos, um índice completo, lógico, conciso e prático, mas não devemos substituir a MM por ele.  Devemos ler todos os capítulos ao menos uma vez na vida. Como um livro de cabeceira, ler um pouco a cada dia.

6 Vamos fazer uma viagem ao tempo da construção dos alicerces da prática homeopática, no início do Séc. XIX.

7 A história da origem dos repertórios tem início lá pelos idos de Cristhian Friederich Samuel HAHNEMANN ( )

8 Estávamos então, eu e meus seguidores às voltas com nossas patogenesias, que nesta época já se avolumavam, tornando –se difícil retê-las na memória. Nasceu então a ideia de reuni-las em um livro que nos auxiliasse a lembrar dos sintomas de cada medicamento e compará-los aos do paciente.

9 o Em 1805 Hahnemann publicou o Fragmenta de Viribus Medicamentorum Positivis sivis in Sano Corpore Humano Observatis, contendo a patogenesia de 27 medicamentos na primeira parte, com 269 páginas, e um repertório na segunda parte com 470 páginas o Em 1817, Hahnemann produz o primeiro repertório manuscrito, “The symptom dictionary”, que trazia anotados os sintomas e os medicamentos associados a eles o Em 1828 publica “Die Chronischen Krankheiten”, em 2 volumes, composto por tiras de papel com os sintomas na coluna da esquerda e um espaço à direita para complementações

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11  Iniciou em 1822 a tarefa de colocar em ordem alfabética o repertório de Hahnemann; levou oito anos no projeto. “Apresentação sistemática de todos os medicamentos homeopáticos” foi publicado em 3 volumes, em Leipzig, em 1831; contém 1285 páginas. Segundo Julian Winston, é mais uma reordenação da Matéria Médica do que um autêntico repertório. O manuscrito final encontra-se no Museu de Hael em Stuttgart.  Rückert foi o primeiro a usar a homeopatia no tratamento de animais.

12 REPERTÓRIO, EU SOU SEU PAI!!

13  Considerado o maior repertorista de todos os tempos, Bönninghausen pode ser considerado o Pai ou a Mãe dos repertórios e tem uma importância capital na nossa história  Escreveu vários repertórios: dos antipsóricos, dos não antipsóricos, repertório sistemático, das febres intermitentes, da coqueluche, livro de bolso de terapêutica, etc

14  O Barão Clemens von Bönninghausen nasceu na Holanda, em uma família de nobres militares  Cursou Direito (1806) mas interessava-se por Medicina e História Natural  Trabalhou na corte do Rei Luís Bonaparte (irmão de Napoleão) até sua renúncia em 1810, quando também afastou-se do direito e passou a dedicar-se à agricultura e à botânica. Formou a primeira sociedade agrícola na região ocidental da Alemanha

15  Em 1827 adoece (tuberculose), sendo desenganado pelos médicos. Escreve então uma carta de despedidas a seu amigo Dr. Weihe, que já era homeopata, e este o medica com Pulsatilla nigricans, curando-o. Nasce assim, seu real interesse pela Homeopatia, propagando-a entre os seus  Consegue converter 2 dos médicos mais idosos da região, curando alguns de seus casos mais difíceis  Dedica-se à litereratura, no intuito de tornar a prática homeopática mais fácil, conseguindo aliados na França, Holanda e América

16  A partir de 1830, passa a manter contato direto com Hahnemann  Em 1832 publicou o “R EPERTÓRIO DOS A NTIPSÓRICOS ”, o preferido de Hahnemann, prefaciado por ele. A primeira impressão esgotou-se em 6 meses. Uma Segunda edição foi publicada em Boger traduziu-o para o inglês em 1900  Em 1843 recebe o direito de praticar Medicina(no mesmo dia do enterro de Hahnemann)

17  Publica em 1846 sua maior obra, que ficaria marcada na história, “Therapeutisches Taschenbuch fur Homoopathische Aerzte, zum Gebrauche am Krankenbette und beim Studium der Reinen Aerzneimittellehre”. Foi usado em larga escala e até hoje é editado na Índia, Alemanha e México  Seu filho mais velho torna-se homeopata e muda-se para Paris, casando-se com a filha adotiva de Mélanie Derville, tendo acesso aos manuscritos e à biblioteca de Hahnemann

18  Sintoma completo: localização, sensação, modalidades, concomitâncias  Doutrina da Analogia ou Generalização: “O que é verdadeiro para uma parte também o é para toda a pessoa. A parte bem modalizada representa o todo ”  Doutrina da Concomitância: “ os sintomas concomitantes são fundamentais para individualização”

19  Formar uma imagem completa do caso: constituição, modo de vida e ocupação  “...primeiro de tudo anotar abaixo a completa condição do paciente, a causa, tão logo ela venha a ser descoberta, e as razões que sustentam esta condição, seu modo de vida, a qualidade de sua mente (estado mental), disposição e corpo, junto com todos os sintomas”

20  Introduziu o conceito de valor dos medicamentos em cada rubrica (5 graus)  1 ponto = ocorre raramente, até duvida-se da veracidade da informação  2 pontos = indubitável, equivale a um ponto de Kent  3 pontos = maior que o anterior e menos importante que o seguinte  4 pontos = especialmente distinguidos pela patogenesia e pela prática  5 pontos = o mais alto e proeminente lugar nas patogenesias e na prática

21  Estrutura: Mente e Intelecto Partes do corpo Sensações e queixas Sono e Sonhos Febre Modalidades Relação dos remédios

22  Publicou seu primeiro repertório em 1834, ordenando os medicamentos por ordem de importância, ao invés de alfabética  Foi um dos primeiros (senão o primeiro) a escrever um repertório clínico, no que foi severamente criticado por Hahnemann, uma vez que este método não preconizava a individualização  Devemos nos lembrar que na época, a clínica homeopática era desconhecida até mesmo de muitos homeopatas, e havia muita controvérsia sobre em que basear a prescrição, se no diagnóstico ou nos sintomas individuais

23  Neste contexto, um livro que indicasse medicamentos para diagnósticos, fazia os homeopatas menos preparados prescreverem automaticamente, como o faziam com alopatia  Isto tinha a vantagem “aparente” de tornar a nova escola mais acessível, mas tinha a enorme desvantagem de resultar em inúmeros fracassos, cuja carga recaía não sobre o prescritor, mas sobre o sistema que ele supostamente empregava. E isto por um raciocínio bem simples: “se com o antigo sistema eu obtinha sucesso em casos como este, o fracasso atual não é meu e sim do sistema.”  Como se sabe, esse tipo de livro foi o que mais proliferou. É um modelo de transição da alopatia à homeopatia

24 Vou contar para vocês o curioso caso de minha conversão homeopática, que contou com uma “mãozinha” do destino. Hehe

25  Alemão de nascimento, foi, enquanto estudante, encarregado por seu professor de escrever um artigo contra a Homeopatia, em Hering vislumbrou aí uma boa tese para conseguir seu título universitário. Dedicou–se então com afinco a estudar todos os artigos publicados por Hahnemann e seus seguidores  Mas eis que, por ironia do destino, durante a dissecação de um cadáver, ele têm a mão perfurada por um fragmento ósseo, e uma grave ferida se instala, expondo-o ao risco de perdê-la, a despeito dos tratamentos preconizados por seus professores. Surge então o dr K ü mmer, homeopata, que lhe prescreve um medicamento em dose única, curando-o em três dias

26  Como era de se esperar, desde então, Hering tornou-se um exímio defensor da homeopatia, escrevendo sua tese a favor da mesma. Tornou-se discípulo de Hahnemann, participando de suas experimentações  É considerado o Pai da Homeopatia nos EUA, e escreveu seu repertório em 1838 – Repertory to the Manual (primeiro repertório em inglês), usado por Lippe, Kent, entre outros  Em 1881, é publicado postumamente o Analytical Repertory of the Symptoms of the Mind, que traz alguns casos clínicos ilustrando sintomas

27  Foi o mais importante entre os primeiros homeopatas da Inglaterra, após o dr. Quin  Traduziu várias obras de Hahnemann para o inglês  Escreveu um repertório cifrado em 1859, aonde os sintomas eram representados por letras, o Repertory of the Homeopathic Materia Medica, porém o sistema não foi assimilado ou utilizado pelos colegas

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29  Nascido nos EUA, estudou Filosofia e Medicina. Era um aluno brilhante e foi um importante membro da Associação Nacional de Medicina Eclética. Lecionava anatamia  Sua conversão à Homeopatia aconteceu após a doença da esposa, que foi curada pelo médico homeopata Richard Phelan  A partir de então, ele dedicou-se de corpo e alma à doutrina e passou a dar aulas de MM

30  Colaborou com a Homeopatia com diversos estudos e publicações, entre eles:  Repertório  Matéria Médica  Filosofia Homeopática  Experimentação em si e em alunos de 28 medicamentos dos quais 14 eram inéditos  Artigos em jornais e revistas

31  Críticas: sintomas locais não coincidiam com os gerais em todos os casos  “o Homem é prioritário aos órgãos... O Homem é a vontade e o entendimento, e a casa na qual ele vive é o seu corpo”  O que se expressa na parte será sempre precedido pela alteração do estado de saúde da pessoa como um todo  Do geral para o particular: filosofia da lógica dedutiva  Conceito de Totalidade de Kent

32  E M 1897  E M 1897 publica o Repertório que se tornaria padrão por muitas décadas, o “ Repertory of the Homeopathic Materia Medica ”. Podemos considerá-lo como a Mãe dos Repertórios Sintéticos contemporâneos  A técnica para determinar os medicamentos é organizada de forma semelhante ao do “Therapeutic Pocket Book” de Bönninghausen, mas a informação é estruturada de forma diferente

33  Divisão do repertório  Mente (mentais gerais, vontade, entendimento e memória) e seguem-se 37 seções  Generalidades (físicos gerais)  Febre  Sono  Transpiração  Calafrio

34 ESTRUTURA DO REPERTÓRIO I. Dividido em Capítulos: Ex. Mente, Vertigem, Cabeça, Olho, Visão, Ouvido, Audição, Nariz, Face, Boca, Dentes, Garganta, Garganta Externa, Estomago, Abdômen, Reto, Fezes, Bexiga, Rins, Próstata, Uretra, Urina, Genitais Masc, Genitais Fem, Extremidades, Unhas, Calafrio, Febre, Transpiração, Pele, Generalidades II. Rubricas III. Primeira sub-rubrica IV. Segunda sub-rubrica V. Graus subsequentes de sub-rubricas

35 Exemplo: Capítulo – EXTREMIDADES Rubrica – DOR: abrot. acon. aesc. aeth. AGAR. all-s Sub-rubrica – Repuxante: acon. agar. alum. am-c. ang, ant-t Sub-rubrica - Perna: acon. agar. alum. am-c. alum Sub-rubrica - Panturrilha: acon. agar. agn. alum. anac.

36 As Sub-rubricas costumam seguir uma padrão de: Lateralidade Horário e Duração Modalizações de agravação e melhora Estendendo-se para: Regiões (também em ordem alfabética) Sensações ( principalmente nos capítulos de dores)

37  Pontuação dos medicamentos em graus:  1 grau: sintomas ocorreram na maioria dos experimentadores, aparecem em negrito e equivale a 3 pontos  2 graus: sintomas em alguns dos experimentadores, aparecem em itálico e equivale a 2 pontos  3 graus: são sintomas raros nos experimentadores, aparecem em romano e equivale a 1ponto

38  Organização dos sintomas Dos gerais para os particulares: Lateralidade Horário Modalidades Irradiação Localização Sensação

39 Sempre que estudem um caso, a fim de determinar o medicamento constitucional, por favor não se limitem apenas a determinar o simillimum. Em vez disso, sigam o exemplo de Guilherme Tell: quando foi forçado a atingir uma maçã na cabeça do seu filho, tinha uma segunda flecha à mão. Isto é: devem ter sempre um segundo medicamento guardado, para acompanhar o suposto simillimum. Assim, nunca ficarão desarmados ou impotentes quando tiverem de prescrever outro medicamento.

40  Nascido na Pensilvânia, estudou Farmácia e depois Medicina no Hahnemann Medical College of Philadelphia  Dedicou muito tempo de sua vida para ensinar e escrever

41  Em 1905 publica o repertório conhecido como “B OGER - B ÖNNINGHAUSEN R EPERTORY ”, atualmente ainda muito usado, principalmente na Índia. Trabalhou sucessivamente em seu aperfeiçoamento até sua morte  Este repertório mostra-se superior em determinadas situações em que os repertórios sintéticos não fornecem a indicação necessária

42  Em 1915 publicou “A Synoptic Key to the Materia Medica ”, dando início aos repertórios de keynotes extremamente sintéticos  Também publicou um repertório de horários e fases da lua e outro geral de fichas perfuradas

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44  1973  1973: Horst BARTHEL e Will KLUNKER publicam o “S YNTHETIC R EPERTORY ”, trilíngue (ing, frc e alm), em 3 volumes. Outros repertórios se seguiram a partir do repertório de Barthel. No Brasil, foi o padrão até meados dos anos 90  1979: Francisco Xavier EIZAYAGA traduz para o espanhol “ El Moderno Repertório de Kent”  1993: “ Synthesis: Repertorium Homeopathicum Syntheticum ”, de Frederik SCHROYENS, integrante do sistema RADAR e “The Homeopathic Medical Repertory” de Robin MURPHY

45  1994: “ Kent´s Repertory of the Homeophatyc Materia Medica Expanded ”, de P. SIVARAMAN  1996: “ The Complete Repertory ”, de Roger van ZANDVOORT (2800 p), cuja filosofia é “tudo o que não damos, perdemos”. Faz parte dos programas CARA e MacRepertory. Traduzido para o português em 2001

46  1995  1995: “Repertório de Sintomas Homeopáticos”. ARIOVALDO Ribeiro Filho, primeira tradução de um repertório kentiano para o português. Programa Repertório de Homeopatia Digital  1999  1999: “The Poenix Repertory”. J.P.S. BAKSHI. New Dehli; 2287 p, em 2 vol  2000  2000: “The Bönninghausen repertory; therapeutic pocket book method”. Editado por Georges DIMITRIADIS  2001  2001: “Repertório Homeopático Essencial”. ALDO Farias Dias, possui apenas dois capítulos: Mentais e Físicos. Incorporou as localizações do Boger-B ö nninghausen. Programa HomeoPro

47 “ Para encontrarmos o que procuramos, precisamos primeiro saber o que procurar. ”

48 Definição:  A repertorização representa o método através do qual o homeopata, após ter selecionado e localizado no repertório os sintomas mais importantes de um caso, os reúne e, através da comparação dos medicamentos relacionados em cada um destes sintomas, na forma de rubrica repertorial, busca chegar a um denominador comum constituído por um número limitado de medicamentos

49 Métodos básicos de repertorização:  Existem três métodos básicos de repertorização, segundo descrição e sistematização elaborada por Rezende Filho Sem sintoma diretor Com sintoma diretor Por eliminação ou cancelamento

50 1. REPERTORIZAÇÃO SEM ESCOLHA DO SINTOMA DIRETOR:  É o “ processo científico ou mecânico”  Tomam-se todos os sintomas do caso de forma aleatória, independente da hierarquização  Anotam-se todos os medicamentos que aparecem com suas respectivas graduações, e no fim faz-se um resumo indicando os medicamentos que aparecem mais vezes, com as respectivas contagens  Neste caso, portanto, não é necessária a hierarquização

51  Este método, quando realizado desta maneira, é considerado o mais deficiente, pois, privilegia marcadamente os medicamentos policrestos  Normalmente este método é o utilizado pelos sistemas informatizados  Sua vantagem é que não se excluem informações nem de sintomas e nem de medicamentos  Para que se possa ter algum sucesso utilizando este método deve-se considerar os sintomas raros, peculiares e os keynotes  Ao final, deverão ser revistos e analisados, pelo menos, os 10 últimos medicamentos selecionados

52 2. REPERTORIZAÇÃO COM ESCOLHA DO SINTOMA DIRETOR:  É também conhecido como “ Método Artístico Simples”  Neste, seleciona-se um sintoma bastante confiável e marcante, não necessariamente o de maior hierarquia, anotam-se os medicamentos nele contidos com a respectiva pontuação  O caso fica delimitado aos medicamentos contidos no sintoma diretor, daí a importância da confiabilidade deste sintoma  Após isto escolhem-se os outros sintomas marcantes que independem da hierarquia  No final selecionam-se os de maior pontuação  É um método mais rápido, organizado e eficiente do que o mecânico, passível de ser realizado manualmente e que auxilia aqueles que ainda não tem segurança na seleção dos sintomas peculiares

53 3. REPERTORIZAÇÃO POR ELIMINAÇÃO OU CANCELAMENTO:  É método “ verdadeiramente artístico”, envolve conhecimentos mais avançados no campo da valorização e seleção dos sintomas  Neste escolhemos 3 ou 4 sintomas e observamos os medicamentos presentes em todos eles, independente da pontuação  Segundo Rezende Filho, o que mais interessa neste método é o medicamento que “sobrevive” aos sucessivos cortes  É o método mais correto e o mais utilizado, pois se traduz em resultados satisfatórios, podendo ser realizado manualmente; é rápido e facilita o aparecimento dos pequenos medicamentos  Como desvantagem existe a possibilidade de perda de informações de sintomas e medicamentos

54 Que o repertório representa um meio e não um fim, reclamando do médico reavaliação patogenética antes de prescrever A repertorização é indispensável nos casos difíceis A subordinação sistemática ao mesmo transformaria o médico homeopata em “técnico em prescrição” A repertorização é fase consequente e final dentro da dinâmica da consulta, resultando errada se tiverem sido incorretos os processos semiológicos anteriores

55 Vamos refletir sobre o que cada autor julga essencial para uma boa repertorização

56 “Para um tratamento conveniente, nós devemos anotar após cada sintoma todos os medicamentos que produzem tal sintoma, expressando-os através de abreviaturas, tendo em mente que isto terá uma influência em nossa escolha, e proceder da mesma maneira com todos os outros sintomas, anotando os medicamentos que os excitam (na experimentação). Após a preparação de tal lista, nós deveremos ser capazes de distinguir quais os medicamentos que cobrem a maioria dos sintomas presentes, especialmente os mais peculiares e característicos. E este será o medicamento a ser procurado” Samuel HAHNEMANN

57 BÖNNINGHAUSEN  A principal tarefa do homeopata é descobrir o sintoma característico, desta maneira: 1. Observar as mudanças da personalidade e temperamento. Alterações mentais concomitantes com o aparecimento da doença é um sintoma de alto valor 2. A natureza e peculiaridades da enfermidade. O diagnóstico da doença pode raramente ou nunca ser suficiente para a escolha do medicamento. Pode no máximo, servir para excluir os medicamentos que não correspondam à natureza da doença

58 3. A localização da enfermidade frequentemente aponta para indicações decisivas, pois quase todo medicamento atua mais definitivamente sobre certas partes do organismo, do que em outras. Ex. Sepia nos abscessos das articulações dos dedos 4. Os concomitantes merecem a maior atenção. São sempre característicos e imprimem individualidade à totalidade dos sintomas. Pesquisar todos os sintomas acessórios que:  raramente encontram-se associados a esta doença  pertencem a outra esfera de doença que a atual  tenham a marca distintiva de um determinado remédio

59 5. A causa. As doenças são classificadas em internas (provenientes da disposição natural – idiossincrasia) e externas (despertadas por causas excitantes). O fato é que o remédio bem selecionado pode não atuar se não for precedido pelos remédios anti-psóricos, anti-sicóticos ou anti-sifiliticos. A profilaxia homeopática é eficaz e segura 6. As modalidades constituem os modificadores mais adequados e decisivos, dos característicos. Os desejos e aversões alimentares são importantes 7. O horário  O retorno periódico dos sintomas  A hora do dia de agravação ou melhoria  As modalidades da hora do dia são mais importantes do que a periodicidade, a menos que estas sejam bem marcadas como Hell e Lyc (16-20 h) ou retornem exatamente à mesma hora (Ant-c, Ign, Sabin)

60 JAHR  Existem 3 tipos de sintomas a distinguir: Os sinais patognomônicos da lesão orgânica são absolutamente incapazes de indicar o remédio. Ex. os sintomas patognomônicos da gastroenterite tifóide são comuns a todas as gastroenterites Os sintomas acessórios e acidentais que se somam aos primeiros, ex. na gastroenterite tifóide, os sintomas especiais da enfermidade essencial que aqui é a febre tifóide. Esses sintomas especiais da forma essencial desta lesão, por si sós, fornecem indicações mais ou menos incompletas Os sintomas individuais, próprios da constituição particular do enfermo e são sempre indispensáveis para completar e precisar as indicações fornecidas pelos sintomas da forma essencial. Os únicos sintomas capazes de determinar, às vezes por si sós, o medicamento, são os individuais

61  Nas enfermidades agudas considere: Os característicos (estranhos, raros e peculiares) Os sintomas constitucionais do paciente Os relacionados com a causalidade da crise aguda  A reunião das indicações fornecidas pelos sintomas da forma essencial e os sintomas individuais decidem sempre soberanamente na escolha, mesmo que os sinais patognomônicos da lesão orgânica não encontrem nenhum sintoma correspondente na patogenesia do medicamento  Obs: o método dos especifistas, (escolher o medicamento baseado no nome patológico e nos sintomas patognomônicos) é o mais irracional de todos

62 HERING  “De acordo com os conselhos de Hahnemann nossa escola tem se esforçado para encontrar os sintomas característicos dos medicamentos. A definição de característico como pertencente a um único remédio é errônea. Os sintomas com único remédio devem ser vistos com suspeita. Os característicos foram selecionados por sua probabilidade, confirmação, corroboração e verificação clínica  Como 3 pontos de apoio são suficientes para suportar qualquer objeto podemos afirmar que 3 sintomas característicos devem ser suficientes para tornar provável a cura da enfermidade”. Guiding Symptoms - prefácio

63 KENT  “O êxito de uma prescrição depende do critério com que se toma a totalidade dos sintomas”  “O médico deve estudar os princípios da homeopatia até que compreenda o que existe na enfermidade que o guia para o medicamento curativo. Deve estudar a Matéria Médica até compreender o que é necessário para cumprir estes requisitos. Então deve estudar o Repertório até que saiba como usá-lo e possa encontrar o que quer, quando necessitar”  “Tratem o paciente, não a doença. Um sintoma que raramente se encontra em determinada doença, não é peculiar à doença, mas peculiar ao paciente. Esta individualidade do paciente se manifesta por sintomas peculiares quase sempre proeminentes, e são estes que são pesquisados pelo autêntico homeopata. Quem prescreve Acônito para a febre, não sabe nada do Espírito da lei ou dos deveres do médico”

64 BOERICKE  “Qualquer tentativa de encontrar o remédio homeopático adequado para um determinado caso, que não seja pelo estudo da totalidade dos sintomas, está destinado ao fracasso. Para prescrever homeopaticamente deve observar-se o essencial, i.e, — permitir que os sintomas característicos do paciente individual, amplamente independente da natureza da patologia do caso, sejam os determinantes maiores da seleção do remédio. Tais característicos são encontrados, especialmente, na localização, sensações e modalidades”. William Boericke

65 PASCHERO  “...Pero precisamente, porque la finalidad que el médico persigue es curar al enfermo es por lo que Hahnemann postuló el tercer parágrafo del Organon que impone la necessidad de que el médico sepa qué es lo que debe curar en cada enfermo en particular. Y para saber que és lo que se debe curar en cada enfermo es necessario explicar-se los síntomas, comprender la génesis de los signos psicológicos, fisiológicos y patológicos que el enfermo presenta, estudiar la etiología del proceso actual....En este sentido, la mera aplicación de la ley de la similitud no basta para la elección del remedio”

66 MARCELO CANDEGABE Em “Método prático e preciso da Homeopatia Pura” sistematiza a seleção do medicamento em 8 passos. Hierarquiza os sintomas em: mentais, gerais e locais. Os sintomas podem ser comuns não modalizados ou modalizados e os sintomas estranhos raros e peculiares. Considera também a sua historicidade. Assim os sintomas peculiares e históricos, são os de maior valor para a indicação do medicamento Os oitos passos do método:  anamnese e interrogatório sistemático  traçar o quadro da enfermidade dinâmica  repertorização inteligente  congruência com a matéria médica  reinterrogatório dirigido  diagnóstico de nível  prognóstico dinâmico  prescrição conscienciosa

67 ORTEGA  Primeiro fazemos uma lista de todos os sintomas do paciente  Depois agrupamos estes sintomas de acordo com os três diferentes miasmas  Depois selecionamos das três listas os sintomas predominantes e característicos. §§153 e 209  O grupo de sintomas característicos constituem a Síndrome Mínima de Valor Máximo. Eles correspondem à totalidade dos sintomas que representam o momento existencial do paciente. Isto representa 3 ou 4 sintomas  Este grupo de sintomas nos guia para o verdadeiro Simillimum e nos permite observar a correta evolução do caso, seguindo as leis de Cura de Hering

68 MASI ELIZALDE  Apresenta um critério metafísico, baseado no esquema referencial de Santo Tomás de Aquino, para a compreensão da enfermidade do homem e para a evolução da dinâmica miasmática após a prescrição do medicamento homeopático. Procura identificar, em cada medicamento e no paciente, as modalidades do seu sofrimento, as atitudes reativas a este sofrimento e a problemática metafísica que indique seu tema metafísico fundamental. Exemplo - identifica para Arsenicum album a culpa Adâmica de que causou o mal dos outros e por isto identifica-se com o sofrer alheio, vivido com muita culpa Comentários:  Prós — individualização bem definida do medicamento.  Contras — não é possível estendê-la a toda a matéria medica, visto que mais de 800 medicamentos não apresentam sequer um único sintoma mental; necessita maior comprovação clínica; o esquema referencial de Tomás de Aquino se presta a críticas do ponto de vista filosófico religioso

69 Faça do Repertório seu melhor amigo!! Obrigado!


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