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Novos modelos e modos de participação social.... sobre a análise de uma sociedade local Luís A. Carvalho Rodrigues UNL/ FCSH

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Apresentação em tema: "Novos modelos e modos de participação social.... sobre a análise de uma sociedade local Luís A. Carvalho Rodrigues UNL/ FCSH"— Transcrição da apresentação:

1 Novos modelos e modos de participação social.... sobre a análise de uma sociedade local Luís A. Carvalho Rodrigues UNL/ FCSH

2 2 Índice ____________ Abordar o estudo da sociedade local Questões básicas que se põe no desenvolvimento de uma comunidade Intervenção numa sociedade local Método do inquérito (questionários e entrevistas) Estudo de casos

3 3 Os círculos de abordagem _______________________________________ Glolocal

4 4 A visão transversal _______________________________________

5 5 Atenção! O local tem propriedades que não existem no País visto no seu todo O local tem propriedades que não existem no País visto no seu todo O país tem propriedades que não subsumem o local O país tem propriedades que não subsumem o local

6 6 Os círculos territoriais do sujeito O meu grupo Eu Os outros Não me diz respeito

7 7 Ir ao encontro do senso comum _______________________________________________________________________ Sociedade local Problemas bem caracterizados Repor equilíbrios Aumentar a qualidade de vida Exigências individuais e sociais

8 8 Afinal… O caos transforma-se em ordem pelo conhecimento e pela acção

9 9 A abordagem estrutural à Sociedade Realidade Observa.Sócio materialSócio formalPsico formal Institucio- nal  Edifícios (traça, decoração)  Indumentária  Materialização do tempo  Estatuária, outros símbolos  Espaços para convívio  As instituições :  Educação  Família  Direito  Outras Mecanismos de institucionalização  Relações comunitárias e relações societárias  A afirmação do individualismo  Relações de género  Autoridade  Estratificação  Obediência  Rituais  Costumes, tradições  Símbolos evocativos do passado  Mitos  Língua ( Sociolinguística)  Doutrinas  Ideologia  Heróis  Tabus  Conhecimentos  Valores  Arquétipos  Paradigmas  Histórias e lendas  Significação semiótica e representação (factuais e imaginárias)  Atitude perante a inovação Funcional  Proxémica  Regulamentaçã o (escritos; tradição)  Meios difusores que legitimam: cinema, TV, jornais  Conhecimento partilhado para a socialização  Linguagem  Anedotas  Divisão do trabalho (burocracia e outras formas)  Papel das NTCI  O tempo (a sua usura)  Orientação geral do Ser: sedução, empatia, hábitos, adaptação do eu, jogos de ataque e defesa, ritualidade  Atitudes em geral Gerador  Ambiente  Demografia  Tecnologia (hard e soft)  Necessidades da sociedade Princípios de referência : (verdades e normas condicionadas; os valores humanos…) Produção da Sociedade

10 10 A produção de uma sociedade _______________________________________________

11 11 A cultura como “handicap” _________________________________________ Ways of looking at culture originally come out of anthropology. Here are some aspects: Historical: Culture is social heritage, or tradition, that is passed on to future generations Behavioral: Culture is shared, learned human behavior, a way of life Normative: Culture is ideals, values, or rules for living Functional: Culture is the way people solve problems of adapting to the environment and living together Mental: Culture is a complex of ideas, or learned habits, for social control Structural: Culture consists of patterned and interrelated ideas, symbols, or behaviors Symbolic: Culture is based on arbitrarily assigned meanings that are shared by an organization. – – [Adapted from Bodley, J. (1996) Cultural Anthropology: Tribes, States, and the Global System. Mountain View, CA: Mayfield Culture is: A pattern of shared basic assumptions that the group learned as it solved its problems of external adaptation and internal integration, that has worked well enough to be considered valid and, therefore, to be taught to new members.

12 12 Questões básicas que se põe no desenvolvimento de uma comunidade local

13 13 Fontes de informação ________________________________________

14 14 Árvore de problemas (exemplo) _________________________________________________ The problem tree helps to establish the cause/effect relation between problems Problema Consequências Causas

15 15 Técnicas de apropriação do conhecimento do local

16 16 Princípios de participação ___________________________________

17 17 Promoção do “Ownership” ____________________________________

18 18 Estudo da Comunidade Dados sobre sobre o ambiente das pessoas Dados sobre sobre o ambiente das pessoas Dados sobre o comportamento Dados sobre o comportamento Opiniões e expectativas Opiniões e expectativas Atitudes e motivações Atitudes e motivações outros outros

19 19 Objectivos dos inquéritos sociais ____________________________________________ Dados pessoais Dados pessoais Dados sobre sobre o ambiente da pessoa Dados sobre sobre o ambiente da pessoa Dados sobre o comportamento Dados sobre o comportamento Opiniões e expectativas Opiniões e expectativas Atitudes e motivações Atitudes e motivações

20 20 Os métodos do inquérito - o questionário - __________________________________________ QuestõesResponentes Q1Q1Q1Q1 Q2Q2Q2Q2 Q3Q3Q3Q3 Q n-1 Q n P1P1P1P1 r 11 r 12 r 13 r n-1 rnrnrnrn P2P2P2P2 r 21 r 22 r 23 r n-1 r P3P3P3P3 P4P4P4P4 P5P5P5P5 P y-1 P y r y1 R yn

21 21 Etapas de um questionário social ________________________________________ 1. Definição do objecto do inquérito 2. Definição da população do inquérito 3. Pré-inquérito 4. Definição das hipóteses e dos objectivos a atingir com o inquérito 5. Projecto de questionário 6. Pré-teste do questionário 7. Aplicação do inquérito 8. Análise das respostas válidas e verificação da amostra 9. Tabulação das respostas 10. Análise dos resultados 11. Preparação e apresentação do relatório

22 22 Etapas de um questionário social ____________________________________________ 1. Definição do objecto do questionário Ter ideias claras: o que é que queremos saber Ter ideias claras: o que é que queremos saber Imprecisão da definição do objecto: muitas questões para esclarecer ao mesmo tempo e sem um plano ou modelo de orientação Imprecisão da definição do objecto: muitas questões para esclarecer ao mesmo tempo e sem um plano ou modelo de orientação Cuidado

23 23 Etapas de um inquérito social por questionário ________________________________________ 2. Definição da população do inquérito A escolha de um Universo A escolha de um Universo A amostragem A amostragem –Por quotas –Por estratifica ç ão –Por probalidade (E p =  (1-  )/n. Sendo  = a propor ç ão da amostra; n = a dimensão da amostra. Imprecisão sobre a definição da população aplicar e ou não coincidência com o objecto do inquérito imprecisão da definição do objecto Imprecisão sobre a definição da população aplicar e ou não coincidência com o objecto do inquérito imprecisão da definição do objecto Cuidado

24 24 Etapas de um inquérito social por questionário ____________________________________________ 3. Pré-inquérito A documentação A documentação A reflexão em silêncio A reflexão em silêncio A mesa redonda A mesa redonda As entrevistas de grupo As entrevistas de grupo A síntese final A síntese final inexistente ou muito superficial; entrevistas aplicadas a indivíduos não significativos inexistente ou muito superficial; entrevistas aplicadas a indivíduos não significativos Cuidado

25 25 Etapas de um inquérito social por questionário _______________________________________ 4. Definição das hipóteses e dos objectivos atingir com o inquérito Construir hipóteses para vir a verificá-las com o inquérito Construir hipóteses para vir a verificá-las com o inquérito Hipóteses claras Hipóteses claras Ausência das hipóteses bem formuladas Ausência das hipóteses bem formuladas Hipóteses sem relação com os resultados do Pré- inquérito Hipóteses sem relação com os resultados do Pré- inquérito Cuidado

26 26 Etapas de um inquérito social por questionário ________________________________________ 5. Projecto de questionário Questões fechadas Questões fechadas Conhece a Lei X?  Sim  Não  Sem resposta Questões abertas Questões abertas Difíceis de tratar Difíceis de tratar Cuidado

27 27 Etapas de um inquérito social por questionário _________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) Questões cafetaria Questões cafetaria O que obteve deste projecto foi:  O que precisava  Uma parte suficiente do que precisava  Uma parte insuficiente do que precisava  Nada do que precisava Nada pode ser esquecido na dimensão de todas as respostas Nota

28 28 Etapas de um inquérito social por questionário 5. Projecto de questionário (continuação) Medir as atitudes Auto-notação Auto-notação Os serviços Públicos esforçam-se por servi-lo bem:  Absolutamente de acordo com esta afirmação  Moderadamente de acordo  Nem concordo nem discordo  Moderadamente contra  Absolutamente contra A ultima resposta é sempre diametral à primeira Nota

29 29 Etapas de um inquérito social por questionário ___________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) Medir as atitudes (continuação) Auto-posicionamento numa escala de atitudes (semelhante à anterior) Auto-posicionamento numa escala de atitudes (semelhante à anterior) Onde se situa na avaliação do benefício que acaba de ter

30 30 Etapas de um inquérito social por questionário ____________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) Medir as atitudes (continuação) Escalas de Bogardus Escalas de Bogardus Escolha das afirmações seguintes aquela que define a sua posição  Não tenho razões de queixa de…….  Tenho algumas razões de queixa  Tenho todas a razões de queixa Ou: Como posiciona a sua atitude face a: Os serviços prestados são bonsSim-Não Os serviços prestados são bonsSim-Não Os serviços prestados esforçam-se cada vez maisSim-Não Os serviços prestados esforçam-se cada vez maisSim-Não

31 31 Etapas de um inquérito social por questionário _____________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) Medir as atitudes (continuação) Escala de Likert Escala de Likert

32 32 Etapas de um inquérito social por questionário __________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) A evitar nos questionários Não começar os questionários com questões capazes de provocar reacções defensivas Não começar os questionários com questões capazes de provocar reacções defensivas Na sua opinião o que pensa de... Na sua opinião o que pensa de... Pode-me dizer.... Pode-me dizer.... Garantir claramente a origem do questionário e a idoneidade Garantir claramente a origem do questionário e a idoneidade Assegurar à partida o anonimato Assegurar à partida o anonimato Não colocar no mesmo item duas ou mais questões Não colocar no mesmo item duas ou mais questões  Aprecia positivamente a clareza de redacção e os objectivos do formulário a que teve de responder?

33 33 Etapas de um inquérito social por questionário ______________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) A evitar nos questionários (continuação) Evitar as palavras chocantes afectivamente ou socialmente Evitar as palavras chocantes afectivamente ou socialmente –Considera os benefícios recebidos uma desgraça? Evitar expor as pessoas nos seus sentimentos muito íntimos, o que pode provocar quererem mostrar o que não são, por autodefesa Evitar expor as pessoas nos seus sentimentos muito íntimos, o que pode provocar quererem mostrar o que não são, por autodefesa Fica deprimido quando acaba de contactar um agente de desenvolvimento?

34 34 Etapas de um inquérito social por questionário _____________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) A evitar nos questionários (continuação) Não mudar bruscamente de tema, sem introduzir um título de orientação Por exemplo: 1- Como vê este benefício?; 2 – Como acha que a comunidade se sente valorizada? Estudar cuidadosamente a aproximação a questões mais delicadas 1º A Administração Publica serve os cidadãos º Numa escala de 1 a 5 como classifica o profissionalismo do serviço prestado

35 35 Etapas de um inquérito social por questionário ____________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) A evitar nos questionários (continuação) Contrariar o efeito de halo (respostas que por si evocam outras) quer por irradiação de um sentimento, quer por organização lógica do raciocínio Contrariar o efeito de halo (respostas que por si evocam outras) quer por irradiação de um sentimento, quer por organização lógica do raciocínio 1ª questão: Uma melhoria do serviço é: 1- muito difícil; 2 –difícil; 3 – etc.. 2º questão: Como perspectiva a acção desenvolvida pelo governo: 1- sem êxito; 2 – como algum êxito....etc. A resposta 1 da 1ª questão induz uma reposta 1 na 2ª questão

36 36 Etapas de um inquérito social por questionário _____________________________________________ 5. Projecto de questionário (continuação) A reter na redacção dos questionários (continuação) Não fazer questionários muito longos Não fazer questionários muito longos Ter clareza na redacção Ter clareza na redacção Começar pelas questões gerais Começar pelas questões gerais Introduzir o questionário (quem emite e para quê) Introduzir o questionário (quem emite e para quê) Agradecer Agradecer Não usar caracteres muito pequenos, nem quadrados em mosaico Não usar caracteres muito pequenos, nem quadrados em mosaico

37 37 6. Pré-teste do questionário Aplicar a pessoas do mesmo universo Aplicar a pessoas do mesmo universo –10 a 15 para uma amostra de de 2000 Entrevistas posteriores ao preenchimento para correcções no questionário Entrevistas posteriores ao preenchimento para correcções no questionário –Corrigir, se necessário: –Termos –Desmultiplicar questões –Mudar ordem das questões Codificar todas as questões Codificar todas as questões –código de registo de entrada Etapas de um inquérito social por questionário _____________________________________________

38 38 7. Aplicação do Inquérito Hetro administrado Hetro administrado –Apresentar-se como inquiridor, identificando-se –Boa apresentação,exterior –Estabelecer empatia com o inquirido Auto-administrado Auto-administrado –Carta a apresentar o inquérito –Subscrito para a resposta –Cartas de lembrança –Nº telefone para dúvidas Etapas de um inquérito social Etapas de um inquérito social ________________________________________

39 39 8. Análise das respostas válidas e verificação da amostra As não respostas podem por em causa a amostra. Anular o inquérito As não respostas podem por em causa a amostra. Anular o inquérito O não reenvio do questionário O não reenvio do questionário A vantagem da recolha personalizada, porta a porta, com data e hora marcadas A vantagem da recolha personalizada, porta a porta, com data e hora marcadas Etapas de um inquérito social ________________________________________

40 40 9. Tabulação das respostas Todas as vantagens no uso de software Todas as vantagens no uso de software –Por exemplo: SPSS (Statistical Package for Social Scientist) para as qeustões codificadas –AQUAD para as questões abertas Etapas de um inquérito social ________________________________________

41 Análise dos resultados Quadros consistentes Quadros consistentes Análise primária inferida da estatística descritiva Análise primária inferida da estatística descritiva Análise secundária inferida da análise mais aprofundada Análise secundária inferida da análise mais aprofundada –Cruzamentos de variáveis, correlações, dispersões, análise factorial, etc.-- Etapas de um inquérito social ________________________________________

42 Preparação e apresentação Criar um sumário executivo com linguagem muito acessível Criar um sumário executivo com linguagem muito acessível –Em vez de de 72% dizerem sim; 19% dizerem não e 9% não terem respondido, é preferível escrever: Em cada 10 pessoas 7 concordam com.... e 2 discordam. Comentar todos os quadros estatísticos (a “bold” os n.ºs mais importantes) com referências ao conjunto das respostas e não apenas à evidenciada no quadro. Comentar todos os quadros estatísticos (a “bold” os n.ºs mais importantes) com referências ao conjunto das respostas e não apenas à evidenciada no quadro. Etapas de um inquérito social ________________________________________

43 43 A entrevista ___________________________________________ Basicamente dirigidas a conhecedores profundos de uma problemática Pode ser individual Pode ser individual Pode ser colectiva (focus group) Pode ser colectiva (focus group)

44 44 A entrevista (continuação) __________________________________________________________________ Etapas 1. Exploração do tema 2. Construção do guião 3. Escolha das pessoas a entrevistar 4. Pré-teste 5. Aplicação 6. Apresentação dos resultados

45 45 A entrevista (continuação) _____________________________________________________________ 1. Exploração do tema –documentação e entrevistas exploratórias

46 46 A entrevista (continuação) ______________________________________________________________________ 2. Construção do guião –Questões inequívocas –Lista curta –Possibilidade de desenvolvimento de cada questão através de “porquê”, ou e “quando”, ou e “como”

47 Visão dos RH do SNS a) Sobre se existe uma situação “monopolista” do SNS como força atractiva de recursos humanos e quais as eventuais limitações ou vantagens que cria enquanto quase único empregador. b) Sobre a existência de uma verdadeira gestão dos recursos humanos dentro do SNS, considerando, como tal, que deve existir uma preocupação de valoração constante do potencial humano. Sobre se o tema de gestão de RH é, ou não, um tema menor para o SNS. c) Sobre as deficiências e virtudes principais do estatuto jurídico da relação de trabalho nos Serviços do SNS. Apontar, pelo menos três factores. d) Sobre se existe uma generalizada (in) sensibilidade dos profissionais para a forma de funcionamento do SNS e) Sobre quais os grandes motivos que conduzem à satisfação no trabalho dos profissionais. Apontar pelo menos 3. f) Sobre o que pensam que os utentes mais valorizam nos profissionais do SNS. Apontar pelo menos 3 factores. 2. Processos de orientação da gestão das pessoas Etc. Guião (exemplo) _____________________________________________________________

48 48 A entrevista (continuação) __________________________________________________________ 3. Escolha das pessoas a entrevistar –A regra da diversidade sobre estratos, idades, categorias, status –1 pessoa em regra por cada “cacho”

49 49 A entrevista (continuação) ____________________________________________________ 4. Pré-teste –Aplicar a 2 ou 3 pessoas dentro do Universo escolhido –Reavaliar todo o guião e medir os tempo de intervenção

50 50 A entrevista (continuação) ____________________________________________________________________ 5. Aplicação Técnicas da entrevista face a face Marcação da entrevista e disponibilidade Marcação da entrevista e disponibilidade Apresentação pessoal Apresentação pessoal Apresentação clara da finalidade Apresentação clara da finalidade Discrição Discrição Local Local Tom de voz e empatia Tom de voz e empatia Usar atitudes de apoio, inquérito e compreensiva Usar atitudes de apoio, inquérito e compreensiva Não usar atitudes de interpretação, negativas Não usar atitudes de interpretação, negativas

51 51 A entrevista (continuação) ___________________________________________________________________ 6. Apresentação dos resultados –Uso de software apropriado (AQUAD, Atlas TI, por exemplo) –Sumário executivo –Corpo de análise com suficientes epígrafes

52 52 Estudo de casos ________________________________ O estudo de caso consiste numa análise exaustiva sobre um fenómeno, preservando o carácter unitário do objecto social estudado. Tal implica lidar com uma vasta variedade de evidências trazidas por documentos, artefactos, práticas de técnicas, expressões culturais, partindo de observações circunstanciadas e narrações.

53 53 Estudo de casos ________________________________ Neste método a ênfase está na capacidade de compreensão integral, fundamentada, basicamente, na intencionalidade do que se procura compreender, o que não ocorre quando o objectivo é meramente a explanação monográfica. A utilidade do emprego do método provém do facto de, ao se estar a lidar com um fenómeno, amplo e complexo, exigente quanto a um corpo de conhecimentos para a sua explicação, se exigir que se trabalhe uma parte da sua totalidade na qual ele naturalmente ocorre, de modo a melhor vir a abordá-lo na sua generalidade

54 54 Estudo de casos ___________________________________ Os objectivos do método de estudo de caso são: (a) explicar ligações multicausais que ocorrem na vida real e que são muito complexas para serem analisadas através dos inquéritos ou outros métodos; (a) explicar ligações multicausais que ocorrem na vida real e que são muito complexas para serem analisadas através dos inquéritos ou outros métodos; (b) descrever contextos da vida real no qual a intervenção ocorre; (b) descrever contextos da vida real no qual a intervenção ocorre; (c) esclarecer factores particulares que podem levar a um maior entendimento generalizado de causalidades e inferências para a compressão de uma situação mais vasta. (c) esclarecer factores particulares que podem levar a um maior entendimento generalizado de causalidades e inferências para a compressão de uma situação mais vasta.

55 55 Estudo de casos ___________________________________ No caso particular da entrevista - técnica privilegiada nesta observação - esta pode assumir duas formas: (a) entrevista aberta – fechada, onde o consultor pode solicitar aos interlocutores a apresentação de factos e de opiniões com eles relacionados; (b) tipo survey, que implica situar as entrevistas em questões mais estruturadas, a partir de um guião previamente estabelecido. Também a observação directa é praticada. Trata-se de notar evidências sobre o caso em estudo. Aqui o consultor faz a observação preferencialmente de forma participante, ou seja: deixa de ser um membro passivo e pode assumir vários papéis, designadamente a de advogar em favor, ou contra as ideias dominantes, ou pode levantar questões sobre os factos com perspectivas próprias, provocando, assim, saudáveis dialécticas.

56 56 Estudo de casos ___________________________________ A validade do trabalho do caso estudado afere-se segundo os seguintes critérios : Validade teórica – a colecta de dados tem validade teórica quando os seus procedimentos são justificados em termos de teorias estabelecidas como as psicológicas, sociológicas, organizacionais etc. Validade teórica – a colecta de dados tem validade teórica quando os seus procedimentos são justificados em termos de teorias estabelecidas como as psicológicas, sociológicas, organizacionais etc. Validade de constructo – diz respeito ao estabelecimento de medidas de operação correctas para os conceitos a serem estudados. Validade de constructo – diz respeito ao estabelecimento de medidas de operação correctas para os conceitos a serem estudados. Validade interna – refere-se ao estabelecimento de relações causais, eliminadas a ambiguidades e contradições. Validade interna – refere-se ao estabelecimento de relações causais, eliminadas a ambiguidades e contradições. Validade externa – estabelece o domínio para o qual as descobertas do estudo podem ser generalizadas e pode ser obtida pela replicação da pesquisa. Validade externa – estabelece o domínio para o qual as descobertas do estudo podem ser generalizadas e pode ser obtida pela replicação da pesquisa. Validade consultiva – refere-se à possibilidade permanente de se consultar os envolvidos no processo de pesquisa – entrevistadores, observadores, respondentes, entrevistados – para se obter informações sobre a sua precisão dos dados obtidos. Ou seja, tem-se a consistência e a possibilidade de provocar uma repetibilidade dos resultados, se os mesmos procedimentos forem usados em situação semelhante. Validade consultiva – refere-se à possibilidade permanente de se consultar os envolvidos no processo de pesquisa – entrevistadores, observadores, respondentes, entrevistados – para se obter informações sobre a sua precisão dos dados obtidos. Ou seja, tem-se a consistência e a possibilidade de provocar uma repetibilidade dos resultados, se os mesmos procedimentos forem usados em situação semelhante.

57 57 Bibliografia sumária ____________________________ EU – Project Cycle Management Manual; Bruxelas; EuropeAid, 2004 * GUERRA, Isabel – Fundamentos e processos de uma sociologia de acção; Lisboa, Principia, 1ª edição 2000 UNDP - A Guide to Civil Society Organizations * UNDP - National Capacity Self-assessements: a companion implementation manual and resource kit * WHO – Needs Assessement Work Book - working on Democratic Governance * * Disponível na NET


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