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AFINAL O QUE É MULTICULTURALISMO?

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Apresentação em tema: "AFINAL O QUE É MULTICULTURALISMO?"— Transcrição da apresentação:

1 AFINAL O QUE É MULTICULTURALISMO?

2 MULTICULTURALISMO [mais um ?]

3 INTRODUÇÃO Falar de multiculturalismo é falar do manejo da diferença em nossas sociedades. No entanto, isto é ainda pouco para definir as implicações do termo.

4 CONCEITO Multiculturalismo (ou pluralismo cultural) é um termo que descreve a existência de muitas culturas numa localidade, cidade ou país, sem que uma delas predomine, porém separadas geograficamente e até do convívio, no que se convencionou chamar de “mosaico cultural”. O Canadá e a Austrália são exemplos de multiculturalismo; porém, alguns países europeus advogam discretamente a adoção de uma política multiculturalista.

5 ASPECTOS GERAIS O multiculturalismo implica em reivindicações e conquistas das chamadas minorias (negros, índios, mulheres, homossexuais, etc...). A doutrina multiculturalista da ênfase a idéia de que as culturas minoritárias são discriminadas, sendo vistas como movimentos particulares, mas elas devem merecer reconhecimento público. Para se consolidarem, essas culturas singulares devem ser amparadas e protegidas pela lei. O multiculturalismo opõe-se ao que ele julga ser uma forma de etnocentrismo (visão de mundo da sociedade branca dominante, que se toma por mais importante que as demais). A política multiculturalista visa resistir à homogeneidade cultural, principalmente quando esta homogeneidade é considerada única e legítima, submetendo outras culturas a particularismos e dependência. Sociedades pluriculturais coexistiram em todas as épocas, e hoje, estima-se que apenas 10 a 15% dos países sejam etnicamente homogêneos.

6 ENFIM.... A diversidade cultural e étnica muitas vezes é vista como uma ameaça para a identidade da nação. Em alguns lugares o multiculturalismo provoca desprezo e indiferença, como ocorre no Canadá entre habitantes de língua francesa e os de língua inglesa. Mas também pode ser vista como fator de enriquecimento e abertura de novas e diversas possibilidades, como confirmam o sociólogo Michel Wieviorka e o historiador Serge Gruzinski, ao demonstrarem que o hibridismo e a maleabilidade das culturas são fatores positivos de inovação. Charles Taylor, autor de Multiculturalismo, Diferença e Democracia, acredita que toda a política identitária não deveria ultrapassar a liberdade individual. Indivíduos, no seu entender, são únicos e não poderiam ser categorizados. Taylor definiu a democracia como a política do reconhecimento do outro, ou seja, da diversidade.

7 QUESTÕES POLÊMICAS SOBRE O TEMA
O reconhecimento da não-homogeneidade étnica e cultural das sociedades; O reconhecimento da não-integração dos grupos que carregam e defendem as diferenças étnicas e culturais à matriz dominante do nation-building nessas sociedades – após o fracasso seja de políticas assimilacionistas, seja de políticas diferencialistas (baseadas na restrição de acesso ou mesmo na idéia de “desenvolvimentos separados”); A mobilização dos próprios recursos políticos e ideológicos da tradição dominante nos países ocidentais – o liberalismo – contra os efeitos desta não-integração; A demanda por inclusão e por pluralidade de esferas de valor e práticas institucionais no sentido da reparação de exclusões históricas; A demanda por reorientação das políticas públicas no sentido de assegurar a diversidade/pluralidade de grupos e tradições.

8 NO BRASIL

9 MULTICULTURALISMO NO BRASIL
Multiculturalismo no Brasil é a mistura de culturas. Trata-se da miscigenação dos credos e culturas que ocorrem no Brasil desde os tempos da colonização. E uma das principais características da cultura brasileira é esta diversidade. O processo imigratório teve grande importância para a formação desta cultura.

10 AÇÕES AFIRMATIVAS SÃO medidas especiais e temporárias, tomadas ou determinadas pelo estado, espontânea ou compulsoriamente, com o objetivo de eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantindo a igualdade de oportunidades e tratamento, bem como de compensar perdas provocadas pela discriminação e marginalização, decorrentes de motivos raciais, étnicos, religiosos, de gênero e outros. Portanto, as ações afirmativas visam combater os efeitos acumulados em virtude das discriminações ocorridas no passado. (GTI, 1997;Santos,1999;Santos,2002).

11 OUTRAS TERMINOLOGIAS Ação afirmativa; Ação positiva;
Discriminação positiva; “equal oportunity policies”; Políticas compensatórias.

12 Ações Afirmativas e Inclusão Social
EXCLUSÃO SEPARAÇÃO INTEGRAÇÃO INCLUSÃO LEGENDA: pontos redondos=pessoas com necessidades especiais pontos quadrados=pessoas ditas normais círculo grande=sistema escolar regular circulo pequeno=sistema escolar especial. Beyer, Hugo Otto, Educação Inclusiva ou Integração Escolar? Implicações pedagógicas dos conceitos como rupturas paradigmáticas (In: ENSAIOS PEDAGÓGICOS, 2006, p )

13 A inclusão social e o Povo Negro do Brasil
SOCIEDADE BRASILEIRA A questão do Povo Negro do Brasil Desigualdade Criar Oportunidades Política Nacional de Igualdade Racial Programa Brasil Quilombola Política Nacional de ATER JUSTIÇA e PAZ SOCIAL Incluir socialmente Aplicar Políticas Afirmativas

14 Globalização e Multiculturalismo

15 O Homem racional e o Cidadão da modernidade
O período em que vivemos, é marcado por diversas transformações em todo o mundo. As formas de vida bastante rígidas ou severas que eram utilizadas para regular as relações em sociedade, vêm sendo, pouco a pouco, desgastadas. Isto traz diversas conseqüências no dia-a-dia das pessoas. É, pois, um momento de crise nestas formas de vida.

16 CHOQUE de CIVILIZAÇÕES
A VITÓRIA do TERROR?

17 Teoria do Choque de Civilizações
1 - OCIDENTAL 1 6 6 - ORTODOXA 4 - BUDISTA 4 9 - JAPONESA 9 3 - SÍNICA 3 7 - HINDU 7 2 - ISLÂMICA 2 5 5 – LATINO-AMERICANA 8 - AFRICANA 8

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19 Em meio à luta contra o terror detonada pelo 11 de Setembro, o presidente americano George W. Bush referiu-se à empreitada da coalizão ocidental no Oriente Médio e no Afeganistão como uma "cruzada". "O terrorismo continua atuando, não devido a seu poder ideológico ou físico, mas porque as nações que dele são vítimas não conseguem detê-lo". (A.M. Rosenthal. "O Globo", 02/08/96, p. 07)

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21 CIVILIZAÇÕES Teorias em conflito
A civilização é um processo social em si, inerente aos agrupamentos humanos que tendem sempre a evoluir com a variação das disponibilidades econômicas, principalmente alimentares e sua decorrente competição por estes com os agrupamentos vizinhos.

22 CIVILIZAÇÕES Civilização é um complexo conceito da antropologia e história. Numa perspectiva evolucionista é o estágio mais avançado de determinada sociedade humana, caracterizada basicamente pela sua fixação ao solo mediante construção de cidades, daí derivar do latim civita que designa cidade e civile (civil) o seu habitante. Para Darcy Ribeiro[2], a evolução sociocultural consiste no movimento histórico de mudança dos modos de ser e de viver dos grupos humanos, desencadeado pelo impacto de sucessivas revoluções tecnológicas (agrícola, industrial, etc.) sobre sociedades concretas, tendentes a conduzi-las à transição de uma etapa a outra, ou de uma a outra formação sociocultural. [2] ver referências

23 O FOCO NA CULTURA Identidade cultural
A "Civilização" também pode se referir à cultura de uma sociedade complexa, e não apenas à sociedade em si. Toda sociedade civilização, ou não, tem um conjunto específico de idéias e costumes e um determinado conjunto de manufaturas e artes que a tornam única. As civilizações tendem a desenvolver culturas complexas, que incluem a literatura, a arte, arquitetura, uma religião organizada e costumes complexos associados à elite.

24 O FOCO NA CULTURA Centralidade nos fenômenos sociais contemporâneos e em suas análises. Papel constitutivo da cultura. Revolução cultural. Diversidade de culturas. Associação das diferenças culturais às relações de poder.

25 Civilizações lendárias e fictícias
A cultura popular e o gênio de alguns escritores também falam de certas civilizações lendárias, que supostamente foram esquecidas pelo tempo, mas das quais de fato não existem provas concretas. O padrão comum nestes casos é o de uma terra utópica de riqueza e prosperidade de alguma forma isolada do resto do mundo e que eventualmente é destruída em uma catástrofe. Dentre estas civilizações lendárias se destacam: O afundamento de Atlântida corresponde ao Dilúvio Universal? Avalon Lemúria Agharta Shangri-La Ciméria Klingons Eldorado Krypton Terra-Média Nárnia

26 CURRÍCULO E CULTURA Ampliação do termo currículo.
Currículo, como a cultura: prática social; produz significados; contribui para a construção de identidades. Políticas de identidade. Como respondemos, no campo do currículo, ao caráter multicultural de nossas sociedades?

27 MULTICULTURALISMO ATITUDE A SER DESENVOLVIDA EM RELAÇÃO À PLURALIDADE CULTURAL. META A SER ALCANÇADA EM UM ESPAÇO SOCIAL. ESTRATÉGIA POLÍTICA. CORPO TEÓRICO DE CONHECIMENTOS. CARÁTER ATUAL DAS SOCIEDADES OCIDENTAIS.

28 STUART HALL MULTICULTURAL: características sociais e problemas de governabilidade apresentados por sociedades com diferentes comunidades culturais. MULTICULTURALISMO: estratégias e políticas usadas para governar ou administrar problemas de diversidade e multiplicidade em sociedades multiculturais.

29 Condições de emergência das sociedades multiculturais
Fim do velho sistema europeu e lutas de libertação das colônias. Fim da Guerra Fria e ruptura da União Soviética. Globalização e seus efeitos.

30 MULTICULTURALISMO NA EDUCAÇÃO
MULTICULTURALISMO BENIGNO MULTICULTURALISMO CRÍTICO Sensibilidade para a pluralidade; Redução de preconceitos e discriminações; Responsabilidade de todos no esforço por reduzir a opressão; Contextualização e compreensão da produção das diferenças;

31 IDENTIDADES NA MODERNIDADE
Parte fundamental da dinâmica pelo qual indivíduos e grupos compreendem elos (mesmo imaginários) que os unem. Mudanças no campo religioso e revolução científica – centralidade à subjetividade. Tensões: subjetividade individual X coletiva; concepção concreta e contextual X concepção abstrata. Identidades reduzidas à lealdade ao Estado Desestabilizam-se as idéias de identidade pessoal e nacional

32 IDENTIDADES NA CONTEMPORANEIDADE
Produto de uma sociedade da qual desaparece um centro produtor de identidades fixas. Fragmentadas, descentradas, mutáveis, contraditórias. Definidas nas relações com os outros. Fragmentação entre os membros de um grupo identitário.

33 IDENTIDADE e DIFERENÇA
Entidades inseparáveis e mutuamente determinadas. Diferença: conjunto de princípios organizadores da seleção, inclusão e exclusão que informam o modo como indivíduos marginalizados são posicionados e construídos em teorias sociais dominantes, práticas sociais e agendas políticas.

34 Imperativo Transcultural
As pessoas têm direito a serem iguais sempre que a diferença as tornar inferiores; Contudo, têm também direito a serem diferentes sempre que a igualdade colocar em risco suas identidades. (Boaventura de Souza Santos)

35 DARCY RIBEIRO CV DE UM SOCIÓLOGO

36 DARCY RIBEIRO Pensador Apaixonado pelo Brasileiro
Já sabendo que sua doença era terminal, Darcy Ribeiro confessou no livro de memórias: "Termino esta minha vida já exausto de viver, mas querendo mais vida, mais amor, mais saber, mais travessuras". Tudo muito coerente com quem sempre se declarou um “fazedor”.

37 Filho de farmacêutico e professora,Mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar medicina. Até ingressou na faculdade, mas abandonou o curso depois de três anos. Transferiu-se para São Paulo, indo estudar ciências sociais na Escola de Sociologia e Política, graduando-se em 1946. Em 1949, entrou para o Serviço de Proteção aos Índios (antecessor da Funai). Passou várias temporadas com os indígenas do Mato Grosso (então um só estado) e da Amazônia. Colaborou ainda para a fundação do Museu do Índio (que dirigiu) e a criação do parque indígena do Xingu. Escreveu diversas obras de etnografia e defesa da causa indigenista, Em 1955, organizou o primeiro curso de pós-graduação em antropologia, na Universidade do Brasil (Rio de Janeiro). Passou a trabalhar no Ministério da Educação e Cultura. Lutou em defesa da escola pública e fundou a Universidade de Brasília (da qual seria reitor em ). Em 1961, foi Ministro da Educação no governo Jânio Quadros. Mais tarde, como Chefe da Casa Civil no governo João Goulart, desempenhou papel relevante na elaboração das chamadas reformas de base. Com o golpe militar de 1964, Darcy Ribeiro teve os direitos políticos cassados e foi exilado. Viveu então em vários países da América Latina, defendendo a reforma universitária. DARCY RIBEIRO

38 Foi professor na Universidade Oriental do Uruguai e assessorou os presidentes Allende (Chile) e Velasco Alvarado (Peru). Redigiu grande parte de sua obra de maior fôlego: os estudos antropológicos da "Antropologia da Civilização", em seis volumes (o último, "O Povo Brasileiro", ele publicaria em 1995). Em 1976, retornou para o Brasil, dedicando-se à educação pública. Quatro anos depois, foi anistiado, iniciando uma bem-sucedida carreira política. Em 1982, elegeu-se vice-governador do Rio de Janeiro. Nesse cargo, trabalhou junto ao governador Leonel Brizola na criação dos Centros Integrados de Educação Pública (Ciep). Em 1990, foi eleito senador, posto em que teve destacada atuação. Em 1992, passou a integrar a Academia Brasileira de Letras. Além da obra antropológica, Darcy Ribeiro publicou os romances "Maíra", "O Mulo", "Utopia Selvagem" e "Migo". No último ano de vida, Darcy Ribeiro dedicou-se a organizar a Fundação Darcy Ribeiro, com sede na antiga residência em Copacabana (no Rio de Janeiro). Vítima de câncer, Darcy Ribeiro morreu aos 74 anos (1997). DARCY RIBEIRO

39 A POLÍTICA DA DIFERENÇA
Os anseios de grupos subalternos expressam ética superior à dos grupos dominantes. Nada garante a eliminação de conflitos entre os grupos subalternizados e em seus interiores. Necessidade de fechamento para construir comunidades de identificação. Impossibilidade de uma política de dispersão infinita. Não fechamento de uma identidade a outra.

40 DIÁLOGO Estratégia capaz de favorecer a articulação de diferentes lutas em um projeto comum. Necessidade de examinar sua viabilidade. Burbules: diálogo comunicativo, ocasionando descobertas, compreensão, aprendizagem, autonomia, independência, respeito, democracia. As habilidades para o diálogo se aprendem no diálogo

41 DIÁLOGO (Elizabeth Ellsworth)
O diálogo comunicativo só atua no nível consciente. O inconsciente, que fala o discurso do Outro. Desajustes entre interpelação e resposta Ensinar é impossível. Novas possibilidades se abrem. Não se deseja a leitura certa. Que leitura realizarei nesta situação? Como responderei?

42 IMPLICAÇÕES PARA O CURRÍCULO
Desenvolvimento de uma postura multicultural. Articulação da pluralidade cultural mais ampla à pluralidade da sala de aula. Desestabilização da lógica dominante ou a reescrita do conhecimento. Crítica cultural. Ancoragem social do conhecimento.

43 O professor multiculturalmente orientado
Desenvolvimento cultural: compreensão das culturas, consciência da discriminação, capacidade de interagir com diferentes culturas. Desenvolvimento de formas de conhecer na ciência: validação externa, memorização, conhecimento intuitivo, observação e visualização de experimentos, construção das próprias idéias. Desenvolvimento de formas de ensinar a ciência: auto-centrada, consciência das diferenças dos estudantes, promoção de mudanças no sistema.

44 MULTICULTURALISMO Uma história ainda não concluída

45 MULTICULTURALISMO Uma história não concluída
Melting Pot é um fenômeno onde várias culturas estão misturadas sem a intervenção do Estado, como é o caso dos Estados Unidos da América ou o Brasil. O Canadá e Austrália são países que adotaram brilhantemente o conceito de multiculturalismo…

46 Razões para defender o Multiculturalismo
Tese A: Cada cultura tem o seu código de valores. É correto o que cada sociedade considera ser. Diferentes sociedades possuem normas e práticas culturais diferentes.

47 Porquê? Argumento 1: Uma vez que as várias culturas existentes, que se distribuem por diferentes locais geográficos (diferenças climáticas, atividades empregadoras predominantes, diferentes níveis de instrução, estruturação da economia…), adquirem tradições culturais diferentes e como os valores são criações socioculturais aprendidas no processo de socialização, os valores serão diferentes.

48 Tese B: Como existem diferentes culturas e nenhuma cultura podem ser considerada superior a outra, devemos ser tolerantes a todas as culturas, mesmo sendo contra todas as nossas preferências. Daqui desperta a necessidade de tolerar as diferenças culturais sem as considerar inferiores, apenas diferentes.

49 Argumento 2: Não temos o direito de considerar que a nossa cultura é superior à outra e, como tal, deve ser o padrão a seguir, pois, como seres humanos, somos todos iguais. Como nós temos o direito de não gostar dos comportamentos de uma dada cultura, essa mesma cultura tem o igual direito de não gostar dos nossos comportamentos. Assim sendo, não temos o direito de “impingir” o nosso “mosaico cultural”, pois pode acontecer o mesmo para a nossa cultura. 49

50 Tese 3: Considerar que dada cultura é melhor que outra, e como tal devemos adotá-la, é considerado imperialismo cultural.

51 Argumento 3: A Partir do momento em que impomos a alguém que se aja por dado padrão comportamental, só por que não toleramos ou até aceitamos o seu, estamos a comungar de um imperialismo cultural, pois tal exigência têm como fim a imposição de dado comportamento ou padrão da sociedade.

52 Contra-Argumentos Considerar o nosso código de valores como sendo o melhor e todos os outros inferiores leva ao Etnocentrismo e à Xenofobia. A posição multiculturalista não é contra os direitos humanos, simplesmente defende que todos nós temos direito à diferença.

53 Canadá Povos do mundo todo estabeleceram-se no Canadá, tornando-o um país verdadeiramente multicultural. Em 1991, mais de 11 milhões de canadenses (inclusive os aborígenes), ou 42% da população do país, declararam ter pelo menos alguma outra origem étnica que não fosse a inglesa ou a francesa. Entre os maiores grupos estão os alemães, os italianos, os ucranianos, os holandeses, os poloneses, os chineses, os sul-asiáticos, os judeus, os caribenhos, os portugueses e os escandinavos.

54 A fim de permitir que todos os membros da sociedade canadense exerçam totalmente e com igualdade os seus direitos de cidadania, responsabilidades e privilégios, o Canadá desenvolveu programas e leis concretas e avançadas.

55 Austrália A população é formada por povos de todas as partes do mundo. Cerca de 23% nasceram em outro país e mais de ¼ da população tem pelo menos um parente nascido no exterior. Pessoas de mais de 140 países escolheram tornar-se cidadãos australianos. A diversidade cultural é fonte de vantagem competitiva, enriquecimento cultural e estabilidade social.

56 Essa diversidade tem sido nutrida pelas culturas aborígenes, pela primitiva colonização européia e pelas sucessivas ondas de imigração provenientes de todas as partes do mundo.

57 Monoculturalismo Em contraponto ao Multiculturalismo, podemos constatar a existência de outras políticas culturais seguidas. O monoculturalismo, vigente na maioria dos países do mundo e ligado intimamente ao nacionalismo, pretende a assimilação dos imigrantes e da sua cultura nos países de acolhimento.

58 “O Multiculturalismo Falhou”
Angela Merkl “O Multiculturalismo Falhou”

59 A tentativa da Alemanha de criar uma sociedade multicultural "fracassou completamente", disse a chanceler alemã Angela Merkel, aquecendo ainda mais os debates sobre imigração e Islã que tem dividido o seu partido conservador. Falando numa reunião de jovens membros do seu partido, Democratas Cristãos (CDU), Merkel disse que permitir que pessoas de origens culturais diferentes vivam lado a lado sem integrá-las não funcionou num país que é o lar de quatro milhões de muçulmanos.

60 "Essa abordagem fracassou, fracassou completamente", disse Merkel durante um encontro em Potsdam, no sul de Berlim. Entendidos em política afirmam que Ângela Merkel está sendo pressionada pelo seu partido a tomar uma posição mais dura com os imigrantes que não se mostrarem dispostos a se adaptar à sociedade alemã, e suas declarações pareciam ter a intenção de apaziguar os seus maiores críticos.

61 Ela disse que muito pouco havia sido exigido dos imigrantes no passado e repetiu o seu discurso habitual, afirmando que eles precisam aprender alemão para poder estudar e ter melhores oportunidades no mercado de trabalho. O debate sobre estrangeiros na Alemanha foi afetado pela publicação de um livro do ex-membro do banco central Thilo Sarrazin que acusa imigrantes muçulmanos de terem reduzido o nível de inteligência da sociedade alemã.

62 REFERENCIAS BONFIM, Eduardo. Multiculturalismo. Extraído do Portal Vermelho. Disponivel em <http://www.vermelho.org.br/>Acessado em: 05 dez 2011. RIBEIRO, Darcy. Portal UOL Educação. Disponível em <http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u428.jhtm> Acessado em: 05 dez 2011. SILVA, Sergio Luiz Pereira da. Sistema Currículo Lattes. Disponível em <http://lattes.cnpq.br/ > Acessado em: 05 dez 2011. WIKIPEDIA, Civilizações. Disponível em <http://www. pt.wikipedia.org/wiki/Civilização> Acessado em: 05 nov 2011. CHILDE, G. A evolução cultural do homem. Rio de Janeiro: Zahar, A edição original, Man Makes Himself, é de 1936. RIBEIRO, Darcy. O processo civilizatório. RJ, Civilização Brasileira, 1975 MATIAS, Glauber Rabelo. Aspectos do Evolucionismo Antropológico em O Processo Civilizatório de Darcy Ribeiro. Revista Urutágua – revista acadêmica multidisciplinar Nº 15 – abr./mai./jun./jul – Quadrimestral – Maringá - Paraná . PDF Jul. 2011 ELIAS, Norbert. O processo civilizador, v 1, e 2 RJ Jorge Zahar Ed., 1994 apud: Lima , Maria de Fátima F. Civilização e os modos à mesa: relações entre espaços de consumo alimentar e o processo civilizador. XII Simpósio Internacional Processo Civilizador / Recife Brail Novembro de 2009 PDF Jul. 2011 SPENDLER, Oswald, Decline of the West: Perspectives of World History (1919) (em inglês). HUNTINGTON, Samuel P. The Clash of Civilizations, vol. 72, no. 3, Summer 1993Desenvolvimento de formas de conhecer na ciência: validação externa, memorização, conhecimento intuitivo, observação e visualização de experimentos, construção das próprias idéias. Desenvolvimento de formas de ensinar a ciência: auto-centrada, consciência das diferenças dos estudantes, promoção de mudanças no sistema.


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