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ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE TERAPIA Prof. Esp. Tiago Silva de Oliveira

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Apresentação em tema: "ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE TERAPIA Prof. Esp. Tiago Silva de Oliveira"— Transcrição da apresentação:

1 ESTÉTICA E HISTÓRIA DA ARTE TERAPIA Prof. Esp. Tiago Silva de Oliveira

2 A LGUMAS DEFINIÇÕES ARTE-TERAPIA Emocional: Psicanalítico: Simbólico:  Estado de equilíbrio – Razão e Emoção ( + e - );  Estado de sentimento evolutivo – crenças e valores;  Estado de psique humana – real e irreal;

3 ARTE Capacidade que o homem tem para dominar a matéria, com objetos definidos e fins estéticos, éticos ou utilitários. Criatividade do homem, distinta do mundo da natureza.

4 “A arte não é apenas um meio de expressar pensamentos e sentimentos para outras pessoas, mas um meio de desenvolver símbolos para mudança.” Daniel Brown em Arte Terapia O Hinduísmo é uma das religiões mais antigas – alguns dos seus manuscritos sagrados são de 1400 a 1500 A.C. Também é uma das religiões mais diversas e complexas, possuindo milhões de deuses. Os hindus possuem uma grande variedade de crenças básicas e contêm muitas seitas diferentes. Apesar de ser a terceira maior religião do mundo, o Hinduísmo existe primeiramente na Índia, Nepal e em menor escala em alguns países ao redor. Leia mais:

5 De uma maneira geral a arte expressa as crenças, valores e sentimentos mais profundos dos homens, em um determinado contexto histórico. Tem sempre uma finalidade estética e seu objetivo é a obra em si, o resultado final do processo criativo.

6 P SICOTERAPIA Conjunto de técnicas psicológicas cujo objetivo ou desejo é corrigir, descobrir ou desenvolver aspectos da personalidade que estão gerando conflitos na pessoa que procura o tratamento. O processo psicoterapêutico visa auxiliar no processo de mudança na personalidade ou na vida da pessoa, e implica num processo de, transformação, integração e estruturação da personalidade.

7 A RTE TERAPIA / T ERAPIA EXPRESSIVAS Utilização de técnicas artísticas como um recurso dentro de um contexto terapêutico. Ou seja, qualquer tratamento psicoterapêutico que utiliza como mediação a expressão – dança, teatro, música, artes plásticas, poesia.

8 É uma prática onde técnicas de arte são utilizadas em uma situação terapêutica. O processo artístico é utilizado, assim como o sonho, com expressão do inconsciente e dos sentimentos mais profundos do indivíduos.

9 ARTE EDUCAÇÃO Incentiva o aluno a fazer, conhecer, ser e se expressar nas diversas linguagens artísticas, desenvolvendo sua espontaneidade, sensibilidade, criatividade e inteligência, estimulando o pensamento divergente.

10 C ONCEITO HISTÓRICO ENTRE ARTE, TERAPIA E LOUCOS

11 As relações da arte com a Psicologia e Psiquiatria datam cronologicamente do século XIX, quando algumas atividades de natureza artística ou artesanato foram introduzidos em hospitais psiquiátricos e apareceram as primeiras referências teóricas sobre o assunto (FERRAZ, 1998).

12 Inicialmente, a Psiquiatria utiliza desenhos produzidos por loucos no intuito de auxiliar no diagnóstico, uma busca pela identificação das doenças mentais através do estudo dos vários estilos artísticos. Segundo Ferraz (1998, p. 20), "Max Simon, Regis, Morselli, Lombroso, Dantas, Mohr e Meige" demonstraram um esforço para enquadrar cientificamente as produções figurativas dos doentes mentais. Nesse primeiro momento, a produção artística do alienado é vista apenas como um possível revelador de sua condição psicopatológica, um caminho que leva apenas ao sintoma vivenciado pela pessoa.

13 O psiquiatra Leo Navratil buscou formular uma possível "síntese formal" que pudesse explicar as obras produzidas por esquizofrênicos que, no caso, teriam uma tendência a uma certa formalização, fisionomização e simbolização. Fisionomia seria o resultado da expressão, a concretização do ato expressivo; formalismo seria o desenvolvimento autônomo do ser, manifestado pela organização, ritmo e composição (que no caso dos esquizofrênicos apresentaria geometrização e repetições formais); simbolismo constituiria a terceira função criativa, um elemento particular do psiquismo (FERRAZ, 1998).

14 H ISTÓRICO DA A RTE T ERAPIA A relação entre elaboração artística e expressão do mundo subjetivo como um importante foco de interesse de estudiosos, representantes do meio científico e de integrantes do meio artístico, foi incrementada a partir do final do século XIX, tendo maior repercussão a partir do início do século XX. É interessante observarmos que, nesse momento histórico, o movimento psicanalítico também aconteceu, havendo confluência de interesses, já que especialmente Freud, também buscava, nessa época, a compreensão da dinâmica psíquica, a partir de estudos sobre as obras de alguns artistas consagrados, tanto nas artes plásticas como na literatura.

15 Ferraz (1998), descreve alguns estudos pioneiros, que demarcam o início das pesquisas nesse momento histórico caracterizado pelo entrelaçamento entre áreas distintas, vislumbrando a interseção entre arte, psicologia, psiquiatria e psicanálise. Ela menciona vários pesquisadores, que abordaram a interface arte e saúde mental, dentre os quais cita o francês Ambroise Tardieu, que, em 1872, apresenta estudos da utilização de desenhos para auxiliar os diagnósticos e influencia psiquiatras de vários países. Na sequência, surgem os trabalhos de Simon, em 1876 e 1888; Lombroso, em 1889; Dantas, em 1900; Mohr, em 1906; Rejà, em 1907, Meige, em 1909, Morgenthalere, em 1921 e Prinzhorn, em 1922.

16 PSIQUIATRIA 1876 – Max Simon – classificação de patologias segundo produções artísticas de doentes mentais; 1888 – Lombroso – analise psicológica dos desenhos de doentes mentais Morselli 1900 – Julio Dantas 1906 – Fursac 1906 – Mohr- Comparou produções de doentes mentais, artistas e “pessoas normais

17 P RINZHORN Publica expressões da loucura. Valoriza altamente as obras plásticas realizadas pelos doentes, pois demonstravam que uma pulsão criadora, uma necessidade de expressão instintiva, sobrevive à desintegração da personalidade.necessidade Não aceita o fosso tradicional que separaria as formas de expressão do louco das formas de expressão dos normais. Hans Prinzhorn (June 6, 1886 – June 14, 1933)

18 S IGMUND F REUD A interpretação do Moisés de Miguel Angelo “O conteúdo de uma obra de arte me atrai mais que as qualidades formais... Teremos que descobrir previamente o sentido e o conteúdo representado na obra de arte, isto é teremos que poder interpreta-lá”. A arte para Freud era fruto de um processo de sublimação de desejos sexuais, Impulsos instintivos que, não poderiam ser satisfeitos na realidade. A arte é uma forma, não neurótica, de satisfação substitutiva.qualidades (6 May 1856 – 23 September 1939)

19 C. G J UNG Jung vê nos produtos da função imaginativa do inconsciente auto-retratos do que está acontecendo no espaço interno da psique sem quaisquer disfarces ou véus. A energia psíquica faz-se imagem, transforma-se em imagem. O que importa é o indivíduo dar forma, mesmo que rudimentar, ao inexprimível pela palavra.

20 C. G J UNG

21 A criatividade é uma função psíquica, pode ser usada como “cura”. Jung considerava a criatividade como um dos instintos básicos do ser humano. “O que pode o homem criar se acontece a ele não ser um poeta?... Se você não tem nada a criar, então, talvez, você se crie a si próprio”. No processo de auto-análise Jung observou que desenhar uma imagem de sonho ou fantasia tinha o efeito de diluir sua autonomia inconsciente. Observada externamente, a imagem poderia ser melhor integrada gradualmente na consciência.

22 P ROFISSIONAIS DE R EFERÊNCIA EM A RTETERAPIA

23 M ARGARET N AUMBURG 1941; Primeira a sistematizar a Arteterapia, denomina seu trabalho de Arteterapia de Orientação Dinâmica.

24 F LORENCE C ANE ( ) Pioneira no trabalho da Arte-Educação.

25 H ANNA Y ARA K IATKWAKA 1953; Trabalha com e famílias em Arteterapia

26 E DITH K RAMER “O arteterapeuta deve possuir as atitudes próprias do artista, do professor e do psicoterapeuta”.

27 J ANIE R HYNE Aplica a teoria da Gestalt ao trabalho com arte.. É pioneira na integração da prática terapêutica com recursos que envolvem expressão e criatividade.

28 N ATALIE R OGERS Em sua biografia oficial Natalie Rogers, filha de Carl Rogers cita ter fundado em 1984 o Instituto de Terapia Expressiva Centrada na Pessoa em Santa Rosa - Califórnia. Natalie RogersCarl RogersInstituto de Terapia Expressiva Centrada na Pessoa 1974; Carl Rogers ; Conexão Criativa.

29 A RTETERAPIA NO B RASIL

30 O SÓRIO C ÉSAR Estudante interno no Hospital do Juqueri desenvolve estudos sobre a arte dos alienados: Em 1933 participou da exposição organizada por Flávio de Carvalho no Clube dos Artistas Modernos, chamada “Semana dos Loucos e das Crianças”, com a palestra intitulada “Estudo Comparativo Entre a Arte de Vanguarda e a Arte dos Alienados”. Em 1948 organizou a “Primeira Exposição de Arte do Hospital do Juqueri” no Museu de Arte de São Paulo, com obras dos doentes

31 1925 – Cria a escola Livre de Artes Plásticas do Juqueri. Publica: A Arte Primitiva dos Alienados 1925 – Publica:A Expressão Artística dos Alienados – Primeira exposição de Arte do Juqueri. Em 1949 criou a Seção de Pintura do Juqueri. Essa seção e a Associação de Assistência aos Psicopatas de São Paulo promoveram exposições na capital e no interior – Primeiro congresso Internacional de Psiquiatria – Paris. Trabalho “Contribuição ao Estudo da Arte entre Alienados” e mostra de trabalhos dos pacientes.

32 M ARGARIDA DE C ARVALHO

33 1946 fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional no antigo Centro Psiquiátrico Nacional. Em 1952, reunindo material produzido nas ateliês de pintura e de modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional, fundou o Museu de Imagens do Inconsciente. Em 1956, com a colaboração de colegas e amigos, fundou a CASA DAS PALMEIRAS, clínica de reabilitação para doentes mentais, em regime de externato, que utiliza as atividades expressivas como principal método terapêutico.

34 Participação no II Congresso Internacional de Psiquiatria reunido em Zurique, em setembro de 1957, com o trabalho Expérience d'art spontané chez des schizophrènes dans un service de therapeutique occupationelle Por ocasião desse Congresso apresentou uma exposição de pinturas de doentes do Centro Psiquiátrico Nacional. Em 1960, membro fundador da Societé Internationale de Psychopathologie de l'Expression, com sede em Paris. “A pintura permite detectar, mesmo nos casos mais graves, movimentosinstintivos das forças auto curativas da psique buscando diferentes caminhos”.movimentos “A experiência demonstra que a pintura pode ser utilizada pelo doente como um verdadeiro instrumento para reorganizar a ordem interna”.

35 C ONCEPÇÕES E FUNÇÕES DA ARTE NA TERAPIA

36 ...“a consciência é semioticamente constituída e semioticamente medida; sendo os signos culturalmente constituídos e socialmente ideológicos, a consciência é matizada ideologicamente” (Molon, 1999, p.133). A consciência só se dá a conhecer quando se objetiva, ou seja, quando está constituída para o sujeito. As objetivações da consciência acontecem por meio das formas culturais de comunicação, no convívio social. A cultura é um mundo demarcado pelas significações singulares que nascem das relações dos sujeitos no convívio social, das idéias, experiências, imaginação e ação do homem, no qual está impressa a sua consciência sensível, transformadora, criativa e reveladora da história humana.

37 la actividad creadora de la imaginación se encuentra em la relacion directa com la riqueza y la variedad de la experiencia acumulada por el hombre, porque esta experiencia es el material con el que erije sus edificios la fantasia. Cuando más rica sea la experiencia humana, tanto mayor será el material del que dispone esa imaginación. (Vigotski, apud Molon, 1999, p.138)

38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS AQUINO, R. Museu Bispo do Rosário. Curitiba: Museu Oscar Niemeyer, COELHO, T. A arte não revela a verdade da loucura, a loucura não detém a verdade da arte. In: ANTUNES, E.H.; BARBOSA, L.H.S.; PEREIRA, L.M.F. (orgs). Psiquiatria, loucura e arte: fragmentos da história brasileira. São Paulo: EDUSP, p FERRAZ, M.H.C.T. Arte e loucura: limites do imprevisível. São Paulo: Lemos Editora, FRAYZE-PEREIRA, J. O desvio do olhar: dos asilos aos museus de arte. Psicologia USP, v. 10, n. 2, Disponível em &script=sci_arttext. Acesso em 25 jun http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S &script=sci_arttext FUCHS, T. Artes da loucura. Revista Mente & Cérebro, ano XV, n. 177, p , GOUVÊA, A.P. A evolução da terapia ocupacional. Revista Ciência e Vida – Psique, ano 3, n. 7, p , MELGAR, M.C.; GOMARA, E.L. Arte brut – Arte psicótico. In: MELGAR, M.C.; GOMARA, E.L.; EGUIA, R.D.M. Arte y locura. Buenos Aires: Lúmen, p


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