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Psicologia do Envelhecimento Curso de Pós-Graduação em Gerontologia Prof. Jacinto Gaudêncio UNIVERSIDADE DO ALGARVE.

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1 Psicologia do Envelhecimento Curso de Pós-Graduação em Gerontologia Prof. Jacinto Gaudêncio UNIVERSIDADE DO ALGARVE

2 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING O desenvolvimento psicológico ao longo da vida é determinado por: F actores ligados á idade ( as mudanças biológicas que ocorrem ao longo dos anos) F actores ligados á idade ( as mudanças biológicas que ocorrem ao longo dos anos) Factores ligados à história (mudanças sociais, económicas e políticas que alteram as condições concretas de vida das pessoas) Factores ligados à história (mudanças sociais, económicas e políticas que alteram as condições concretas de vida das pessoas) Factores ligados aos acontecimentos de vida (varáveis de pessoa para pessoa relativamente á sua ocorrência/ou não,à sua forma e ao momento em que ocorrem como o divórcio, a reforma, a viuvez, as doenças e acidentes).Estes acontecimentos são causadores de stress e são como um teste aos limites da plasticidade intra individual e da capacidade adaptativa dos sujeitos. Factores ligados aos acontecimentos de vida (varáveis de pessoa para pessoa relativamente á sua ocorrência/ou não,à sua forma e ao momento em que ocorrem como o divórcio, a reforma, a viuvez, as doenças e acidentes).Estes acontecimentos são causadores de stress e são como um teste aos limites da plasticidade intra individual e da capacidade adaptativa dos sujeitos.

3 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) O conceito de stress abrange as reacções emocionais e cognitivas do indivíduo face aos acontecimentos de vida esperados ou imprevisíveis e Verifica-se quando há um desequilíbrio entre as exigências ambientais e a capacidade de resposta dos sujeitos Inerente ao conceito de stress o conceito de coping é relativo aos esforços cognitivos e comportamentais que procuram dominar, reduzir ou tolerar as condições geradas por uma situação de stress O processo de coping envolve a elaboração e concretização de estratégias de coping para lidar com situações internas problemáticas( estado de saúde, menopausa, por ex.) ou externas ( morte de um familiar, entrada na reforma, viuvez, por ex.)

4 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) O processo de coping envolve tarefas adaptativas que têm duas funções primordiais: Coping centrado na emoção - que procura regular emoções desajustadas associadas ou resultantes de acontecimentos geradores de tensão (por ex. a autocensura, evitamento ou fuga, a reavaliação positiva) Coping centrado no problema - que procura alterar a situação ou problema que está a provocar desajustamentos (por ex. actuar sobre a origem da situação, procurar formas de a resolver)

5 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) A avaliação cognitiva que as pessoas fazem dos acontecimentos geradores de stress está na origem das diferentes percepções desses acontecimentos e das diferentes estratégias de coping utilizadas para a sua resolução, vincam Lazarus e Folkman (1984) A avaliação cognitiva que as pessoas fazem dos acontecimentos geradores de stress está na origem das diferentes percepções desses acontecimentos e das diferentes estratégias de coping utilizadas para a sua resolução, vincam Lazarus e Folkman (1984) A avaliação cognitiva refere-se ao modo como o indivíduo interpreta o significado de uma dada situação para o seu bem estar (por ex. ameaçador, positivo, irrelevante) A avaliação cognitiva refere-se ao modo como o indivíduo interpreta o significado de uma dada situação para o seu bem estar (por ex. ameaçador, positivo, irrelevante)

6 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) Lazarus (1998) ao analisar os processos de stress e coping ligados ao envelhecimento acentua o factor individual como a chave para compreender tais processos Lazarus (1998) ao analisar os processos de stress e coping ligados ao envelhecimento acentua o factor individual como a chave para compreender tais processos Nos idosos o impacto da reforma, da viuvez, do declínio da saúde ou da perda do poder económico é sempre interpretado de uma forma subjectiva dependendo do significado que cada pessoa lhe atribui Nos idosos o impacto da reforma, da viuvez, do declínio da saúde ou da perda do poder económico é sempre interpretado de uma forma subjectiva dependendo do significado que cada pessoa lhe atribui Para Lazarus é fundamental identificar as variáveis individuais que proporcionam as respostas adaptativas favoráveis ou desfavoráveis em vários domínios (autoconceito, saúde, funcionamento social) para se poderem desencadear respostas e serviços de apoio Para Lazarus é fundamental identificar as variáveis individuais que proporcionam as respostas adaptativas favoráveis ou desfavoráveis em vários domínios (autoconceito, saúde, funcionamento social) para se poderem desencadear respostas e serviços de apoio

7 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) A PERSPECTIVA DESENVOLVIMENTAL SOBRE O CONCEITO DE COPING (Skinner e Edge,1998 ) A PERSPECTIVA DESENVOLVIMENTAL SOBRE O CONCEITO DE COPING (Skinner e Edge,1998 ) Considera-o como um processo intimamente ligado ao desenvolvimento psicológico e às respostas adaptativas dos sujeitos ao stress Os modos de coping são susceptíveis de aperfeiçoamento à medida que a pessoa se desenvolve permitindo-lhe lidar com as situações stressantes com uma eficácia cada vez mais acrescida- coping adaptativo

8 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) Os modos de coping não adaptativo referem-se à pessoa incapaz de lidar com as dificuldades que enfrenta – reflectindo muitas vezes uma história desenvolvimental plena de constrangimentos e de relações mal sucedidas entre si próprio, os outros e o meio Os modos de coping não adaptativo referem-se à pessoa incapaz de lidar com as dificuldades que enfrenta – reflectindo muitas vezes uma história desenvolvimental plena de constrangimentos e de relações mal sucedidas entre si próprio, os outros e o meio Wertlieb (2003) propõe um modelo onde se articulam quatro domínios distintos de variáveis implicadas no processos de stress e coping (Fig.2) destacando o papel da avaliação cognitiva, da resolução de problemas, da regulação de emoções ou do suporte social no quadro das transacções entre o indivíduo e o ambiente, gerando consequências ao nível da saúde física e psicológica dos indivíduos Wertlieb (2003) propõe um modelo onde se articulam quatro domínios distintos de variáveis implicadas no processos de stress e coping (Fig.2) destacando o papel da avaliação cognitiva, da resolução de problemas, da regulação de emoções ou do suporte social no quadro das transacções entre o indivíduo e o ambiente, gerando consequências ao nível da saúde física e psicológica dos indivíduos

9 O «paradigma de stress e coping» (adaptado de Wertlieb,2003 por Fonseca, 2005) Processos de coping Avaliação cognitiva Resolução d e problemas regulação emoções Resultados Saúde Doença adaptação Recursos de coping Suporte social «Inteligência» «Personalidade» Estatuto socioeconómico STRESS Desenvolvimento Acontecimentos de vida Contrariedades Situação crónica

10 O modelo de adaptação a situações de transição [adaptado de Moos e Tsu,1977(in Brammer e Arego, 1981, p. 22), e Moos e Schaefer, 1986, p. 20, por Fonseca, 2005]

11 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) Para Fernández-Ballesteros (2001), o envelhecimento activo é um conceito inovador que reflecte bem a importância que as perspectivas psicológicas de natureza contextualista têm vindo a adquirir, quer na compreensão dos mecanismos de adaptação face ao envelhecimento, quer na formulação de intervenções promotoras dessa adaptação. Para Fernández-Ballesteros (2001), o envelhecimento activo é um conceito inovador que reflecte bem a importância que as perspectivas psicológicas de natureza contextualista têm vindo a adquirir, quer na compreensão dos mecanismos de adaptação face ao envelhecimento, quer na formulação de intervenções promotoras dessa adaptação. Trata-se de um conceito que associa factores psicológicos e psicossociais a factores de tipo social, ambiental, económico, educativo, sanitário e biológico, Trata-se de um conceito que associa factores psicológicos e psicossociais a factores de tipo social, ambiental, económico, educativo, sanitário e biológico, pressupondo «que os factores psicológicos determinam realmente este tipo de envelhecimento e que a acção psicológica exercida por esses factores (os estilos de vida, a auto-eficácia, os estilos de coping, entre outros) influenciam e determinam um maior bem- estar» (Fernández-Ballesteros, 2001, p. 282). pressupondo «que os factores psicológicos determinam realmente este tipo de envelhecimento e que a acção psicológica exercida por esses factores (os estilos de vida, a auto-eficácia, os estilos de coping, entre outros) influenciam e determinam um maior bem- estar» (Fernández-Ballesteros, 2001, p. 282).

12 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) O programa Viver com Vitalidade apresenta cinco grandes objectivos 1) eliminar conceitos erróneos sobre o envelhecimento; 2) transmitir conhecimentos básicos sobre como envelhecer de forma activa e competente; 3) promover estilos de vida saudáveis; 4) treinar estratégias de optimização de competências cognitivas, emocionais, motoras e sociais; 5) promover o desenvolvimento pessoal e a participação social-, e distribui-se por cinco áreas temáticas: 1) envelhecer bem - o que é e como consegui-lo; 2) cuidar do corpo; 3) cuidar da mente; 4) envelhecer com os outros; 5) lidar com o inevitável (Fernández-Ballesteros, 2002). O programa Viver com Vitalidade apresenta cinco grandes objectivos 1) eliminar conceitos erróneos sobre o envelhecimento; 2) transmitir conhecimentos básicos sobre como envelhecer de forma activa e competente; 3) promover estilos de vida saudáveis; 4) treinar estratégias de optimização de competências cognitivas, emocionais, motoras e sociais; 5) promover o desenvolvimento pessoal e a participação social-, e distribui-se por cinco áreas temáticas: 1) envelhecer bem - o que é e como consegui-lo; 2) cuidar do corpo; 3) cuidar da mente; 4) envelhecer com os outros; 5) lidar com o inevitável (Fernández-Ballesteros, 2002). A metodologia é de cariz teórico-prático, incluindo uma abordagem teórica do tema e a apresentação de exercícios e/ou sugestões de desenvolvimento de competências. Prevê-se, também, um sistema de avaliação que permite a verificação de potenciais mudanças no comportamento e nos hábitos individuais. A metodologia é de cariz teórico-prático, incluindo uma abordagem teórica do tema e a apresentação de exercícios e/ou sugestões de desenvolvimento de competências. Prevê-se, também, um sistema de avaliação que permite a verificação de potenciais mudanças no comportamento e nos hábitos individuais. antes da sua publicação, o programa Viver com Vitalidade foi experimentado junto de 240 sujeitos (70% mulheres e 30% homens), tendo a maioria deles alcançado os objectivos estabelecidos para o curso e reforçado assim a convicção de Fernández-Ballesteros quanto à possibilidade de promoção de um funcionamento positivo na velhice, encarando-a não como uma fatalidade mas como um desafio mais na aventura da vida. antes da sua publicação, o programa Viver com Vitalidade foi experimentado junto de 240 sujeitos (70% mulheres e 30% homens), tendo a maioria deles alcançado os objectivos estabelecidos para o curso e reforçado assim a convicção de Fernández-Ballesteros quanto à possibilidade de promoção de um funcionamento positivo na velhice, encarando-a não como uma fatalidade mas como um desafio mais na aventura da vida.

13 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) O processo de envelhecimento concretiza-se mediante três formas: o normal (ausência de patologia biológica e mental séria), o normal (ausência de patologia biológica e mental séria), o patológico (afectado por doença/patologia grave) o patológico (afectado por doença/patologia grave) e o envelhecimento óptimo/ bem-sucedido (sob condições favoráveis e propícias ao desenvolvimento psicológico). e o envelhecimento óptimo/ bem-sucedido (sob condições favoráveis e propícias ao desenvolvimento psicológico). Para Baltes e Baltes (1990), esta diferenciação é importante na medida em que nos permite focalizar a atenção na responsabilidade do ambiente social na «produção» de organismos qualitativamente distintos, retirando o processo de envelhecimento da esfera exclusivamente individual (mental e/ou biológica). Para Baltes e Baltes (1990), esta diferenciação é importante na medida em que nos permite focalizar a atenção na responsabilidade do ambiente social na «produção» de organismos qualitativamente distintos, retirando o processo de envelhecimento da esfera exclusivamente individual (mental e/ou biológica).

14 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO adaptado de Fonseca,A.M.(2005) O« Envelhecimento bem-sucedido» Partindo dos trabalhos já conhecidos no início dos anos 90 acerca do conceito de «envelhecimento bem-sucedido», Baltes e Baltes (1990) reforçaram de um modo muito especial a sua importância, defendendo que o uso da expressão envelhecimento bem-sucedido obriga a uma reanálise da natureza da velhice e da imagem que dela habitualmente fazemos. Partindo dos trabalhos já conhecidos no início dos anos 90 acerca do conceito de «envelhecimento bem-sucedido», Baltes e Baltes (1990) reforçaram de um modo muito especial a sua importância, defendendo que o uso da expressão envelhecimento bem-sucedido obriga a uma reanálise da natureza da velhice e da imagem que dela habitualmente fazemos. Para Lazarus (1998), os pontos de vista preconizados pelo casal Baltes a este propósito foram uma autêntica «lufada de ar fresco» no âmbito dos estudos sobre o envelhecimento, defendendo que o envelhecimento bem-sucedido está «dependente da aquisição de atitudes e de processos de coping que permitem à pessoa idosa, apesar do aumento dos défices ou da sua ameaça, permanecer independente, produtiva e socialmente activa pelo máximo de tempo possível» (Lazarus, 1998, p. 122). Para Lazarus (1998), os pontos de vista preconizados pelo casal Baltes a este propósito foram uma autêntica «lufada de ar fresco» no âmbito dos estudos sobre o envelhecimento, defendendo que o envelhecimento bem-sucedido está «dependente da aquisição de atitudes e de processos de coping que permitem à pessoa idosa, apesar do aumento dos défices ou da sua ameaça, permanecer independente, produtiva e socialmente activa pelo máximo de tempo possível» (Lazarus, 1998, p. 122).

15 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) Outras propostas de abordagem do envelhecimento bem sucedido foram surgindo no quadro de uma psicologia do ciclo de vida: Outras propostas de abordagem do envelhecimento bem sucedido foram surgindo no quadro de uma psicologia do ciclo de vida: Brandtstadter e colaboradores (Brandtstadter e Renner, 1990; Brandtstadter, Wentura e Greve, 1993) propuseram um modelo resiliente do self idoso, baseado no recurso a processos instrumentais de assimilação e acomodação como formas básicas de coping e de manutenção da integridade do self durante a velhice; Brandtstadter e colaboradores (Brandtstadter e Renner, 1990; Brandtstadter, Wentura e Greve, 1993) propuseram um modelo resiliente do self idoso, baseado no recurso a processos instrumentais de assimilação e acomodação como formas básicas de coping e de manutenção da integridade do self durante a velhice; Heckhausen e Schulz (1995) e Schulz e Heckhausen (1996) focalizaram a sua atenção nos mecanismos de controlo primário e secundário usados pelos indivíduos ao longo do ciclo de vida, defendendo que os seres humanos possuem uma necessidade intrínseca de controlar as suas vidas; quando os esforços instrumentais para modificar os acontecimentos (controlo primário) se revelam já insuficientes ou infrutíferos, o indivíduo tende a fazer os ajustamentos adaptativos necessários socorrendo-se de mecanismos cognitivos (controlo secundário), por meio dos quais, por exemplo, reduz os objectivos a alcançar ou estabelece comparações que o beneficiem (Schulz e Heckhausen, 1996, p. 711). Heckhausen e Schulz (1995) e Schulz e Heckhausen (1996) focalizaram a sua atenção nos mecanismos de controlo primário e secundário usados pelos indivíduos ao longo do ciclo de vida, defendendo que os seres humanos possuem uma necessidade intrínseca de controlar as suas vidas; quando os esforços instrumentais para modificar os acontecimentos (controlo primário) se revelam já insuficientes ou infrutíferos, o indivíduo tende a fazer os ajustamentos adaptativos necessários socorrendo-se de mecanismos cognitivos (controlo secundário), por meio dos quais, por exemplo, reduz os objectivos a alcançar ou estabelece comparações que o beneficiem (Schulz e Heckhausen, 1996, p. 711).

16 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) No âmbito da psicologia do ciclo de vida, o modelo de envelhecimento bem-sucedido preconizado pelo casal Baltes foi sendo explorado e aperfeiçoado desde o seu aparecimento até à actualidade, pelos próprios autores e por outros investigadores, sobretudo a partir de três eixos implícitos na conceptualização da perspectiva: No âmbito da psicologia do ciclo de vida, o modelo de envelhecimento bem-sucedido preconizado pelo casal Baltes foi sendo explorado e aperfeiçoado desde o seu aparecimento até à actualidade, pelos próprios autores e por outros investigadores, sobretudo a partir de três eixos implícitos na conceptualização da perspectiva: 1) o balanço entre ganhos e perdas desenvolvimentais; 1) o balanço entre ganhos e perdas desenvolvimentais; 2) o recurso ao modelo SOC como explicação básica do processo adaptativo inerente à capacidade de envelhecer com êxito; 2) o recurso ao modelo SOC como explicação básica do processo adaptativo inerente à capacidade de envelhecer com êxito; 3) a modificação nas modalidades de regulação da identidade pessoal. 3) a modificação nas modalidades de regulação da identidade pessoal.

17 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) o balanço entre ganhos e perdas A definição de envelhecimento bem-sucedido numa perspectiva de ciclo de vida surge em Fries (1990), que o define como: A definição de envelhecimento bem-sucedido numa perspectiva de ciclo de vida surge em Fries (1990), que o define como: uma maximização de acontecimentos positivos e desejáveis (como a longevidade ou a satisfação de vida) e uma minimização de acontecimentos negativos e indesejáveis (como a doença crónica ou a perda irreversível de capacidades mentais). uma maximização de acontecimentos positivos e desejáveis (como a longevidade ou a satisfação de vida) e uma minimização de acontecimentos negativos e indesejáveis (como a doença crónica ou a perda irreversível de capacidades mentais). Apesar de todos os momentos da vida humana serem marcados por uma alternância entre ganhos e perdas desenvolvimentais, Baltes e colaboradores não escondem o facto de ao envelhecimento vir associado um movimento no sentido de um balanço negativo entre ganhos ou perdas, ou seja, a intensidade e frequência das perdas vai-se acentuando à medida que a idade cronológica vai também ela avançando: Apesar de todos os momentos da vida humana serem marcados por uma alternância entre ganhos e perdas desenvolvimentais, Baltes e colaboradores não escondem o facto de ao envelhecimento vir associado um movimento no sentido de um balanço negativo entre ganhos ou perdas, ou seja, a intensidade e frequência das perdas vai-se acentuando à medida que a idade cronológica vai também ela avançando: «Por definição, o desenvolvimento ao longo do ciclo de vida e o envelhecimento não podem ser apenas um "jogo para ganhar". Em termos de critérios absolutos de capacidade funcional, é inevitável que ocorram perdas» (Baltes e Baltes, 1990, p. 20). «Por definição, o desenvolvimento ao longo do ciclo de vida e o envelhecimento não podem ser apenas um "jogo para ganhar". Em termos de critérios absolutos de capacidade funcional, é inevitável que ocorram perdas» (Baltes e Baltes, 1990, p. 20).

18 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ACONTECIMENTOS DE VIDA, STRESS E COPING adaptado de Fonseca,A.M.(2005) Será que as pessoas reconhecem, à medida que vão envelhecendo, a ocorrência deste facto objectivo que é a redução das suas capacidades? Será que as pessoas reconhecem, à medida que vão envelhecendo, a ocorrência deste facto objectivo que é a redução das suas capacidades? Num estudo realizado junto de 100 indivíduos alemães, homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 20 e os 85 anos, Heckhausen, Dixon e Baltes (1989) procuraram verificar até que ponto existe uma relação entre comportamento e crenças subjectivas acerca do envelhecimento. Num estudo realizado junto de 100 indivíduos alemães, homens e mulheres, com idades compreendidas entre os 20 e os 85 anos, Heckhausen, Dixon e Baltes (1989) procuraram verificar até que ponto existe uma relação entre comportamento e crenças subjectivas acerca do envelhecimento. Os indivíduos eram questionados acerca da ocorrência de mudanças num largo número de atributos, de natureza física e psicológica, susceptíveis de se desenrolarem entre os 20 e os 90 anos, bem como acerca da maior ou menor capacidade para controlar tais mudanças. Os indivíduos eram questionados acerca da ocorrência de mudanças num largo número de atributos, de natureza física e psicológica, susceptíveis de se desenrolarem entre os 20 e os 90 anos, bem como acerca da maior ou menor capacidade para controlar tais mudanças. O estudo acabou por demonstrar que os indivíduos têm consciência, efectivamente, de que à medida que a idade avança as perdas vão ganhando progressivamente terreno aos ganhos (sobretudo a partir dos 70 anos de idade), acreditando que acabam mesmo por se sobrepor (maior percentagem de perdas do que ganhos) a partir dos 80 anos. No entanto, mesmo nesta idade, subsiste a crença de que a «sabedoria» pode continuar a aumentar, sendo este o principal ganho percepcionado pela generalidade dos sujeitos. O estudo acabou por demonstrar que os indivíduos têm consciência, efectivamente, de que à medida que a idade avança as perdas vão ganhando progressivamente terreno aos ganhos (sobretudo a partir dos 70 anos de idade), acreditando que acabam mesmo por se sobrepor (maior percentagem de perdas do que ganhos) a partir dos 80 anos. No entanto, mesmo nesta idade, subsiste a crença de que a «sabedoria» pode continuar a aumentar, sendo este o principal ganho percepcionado pela generalidade dos sujeitos.

19 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) Estudos (Baltes 1997; Freund e Baltes, 1998) demonstraram, Estudos (Baltes 1997; Freund e Baltes, 1998) demonstraram, que indivíduos idosos que usam de forma intencional e concertada que indivíduos idosos que usam de forma intencional e concertada estratégias de «selecção-optimização-compensação» estratégias de «selecção-optimização-compensação» apresentam níveis mais elevados em indicadores subjectivos apresentam níveis mais elevados em indicadores subjectivos de envelhecimento bem-sucedido. de envelhecimento bem-sucedido. à medida que envelhece e vê as suas capacidades a sofrerem um à medida que envelhece e vê as suas capacidades a sofrerem um declínio, a pessoa selecciona objectivos pessoais nos quais deseja declínio, a pessoa selecciona objectivos pessoais nos quais deseja continuar a envolver-se, seja em função das prioridades que entretanto fixou para a sua vida, seja em função das suas capacidades e motivações, continuar a envolver-se, seja em função das prioridades que entretanto fixou para a sua vida, seja em função das suas capacidades e motivações, seja em função das exigências que o ambiente lhe coloca. seja em função das exigências que o ambiente lhe coloca. Nesses objectivos pessoais seleccionados (por exemplo, praticar um desporto, exercer voluntariado, frequentar uma «universidade sénior»), Nesses objectivos pessoais seleccionados (por exemplo, praticar um desporto, exercer voluntariado, frequentar uma «universidade sénior»), a pessoa procura optimizar as suas capacidades, colocando a pessoa procura optimizar as suas capacidades, colocando em acção aquelas que se revelam mais interessantes sob o ponto em acção aquelas que se revelam mais interessantes sob o ponto de vista adaptativo e que lhe permitam manter a congruência entre de vista adaptativo e que lhe permitam manter a congruência entre os seus objectivos, interesses e desejos e as acções concretas que os seus objectivos, interesses e desejos e as acções concretas que realiza. realiza.

20 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) Finalmente, sempre que tal se revele necessário, a pessoa procede a compensações, de natureza técnica ) ou de natureza comportamental (procedendo a uma condução mais defensiva e evitando conduzir durante a noite, por exemplo). Finalmente, sempre que tal se revele necessário, a pessoa procede a compensações, de natureza técnica ) ou de natureza comportamental (procedendo a uma condução mais defensiva e evitando conduzir durante a noite, por exemplo). O modelo SOC retoma, assim, a ideia central inerente ao paradigma O modelo SOC retoma, assim, a ideia central inerente ao paradigma contextualista: as pessoas modelam e são agentes activos do seu contextualista: as pessoas modelam e são agentes activos do seu próprio desenvolvimento através: próprio desenvolvimento através: 1) de uma selecção de objectivos pessoais; 1) de uma selecção de objectivos pessoais; 2) da optimização do seu funcionamento individual 2) da optimização do seu funcionamento individual nesses objectivos pessoais seleccionados; nesses objectivos pessoais seleccionados; 3) da compensação de perdas desenvolvimentais através do 3) da compensação de perdas desenvolvimentais através do recurso a mecanismos compensatórios internos recurso a mecanismos compensatórios internos (de natureza comportamental, psicológica) ou externos (de natureza comportamental, psicológica) ou externos (de natureza cultural ) (Baltes, 1997). (de natureza cultural ) (Baltes, 1997).

21 Condições Antecedentes O desenvolvimento ao longo do ciclo de vida é essencialmente um processo de adaptação selectiva e transformação. A pressão da selecção ontogénica deriva da existência de recursos internos e externos finitos, bem como do aumento de exigências contextuais. Há pressões adicionais que derivam de mudanças na plasticidade relacionadas com a idade e de perdas ao nível dos recursos internos e externos. Processo de Orquestração SELECÇÃO : OBJECTIVOS Identificação de objectivos e orientação do processo ontogénico. Estreitamento de potencialidades. OPTIMIZAÇAO: MEIOS/RECURSOS Aquisição / orquestração de meios. Promoção dos meios existentes dirigidos para objectivos. Procura de contextos facilitadores do desenvolvimento. COMPENSAÇAO :RESPOSTA Á PERDA DE MEIOS/RECURSOS Aquisição de novos meios e recursos, internos e externos, dirigidos à prossecução de objectivos, compensado a perda de meios e recursos disponíveis, mudanças nos contextos, e reajustamento de objectivos. Resultados Maximização de ganhos objectivos e subjectivos, e minimização de perdas. Desenvolvimento bem sucedido (crescimento) como resultado do atingimento de objectivos ou da manutenção de estados de funcionamento. Regulação das perdas. O modelo«Selecção-Optimização-Compensação» (adaptado de Baltes, Staudinger e Lindenberger,1999 por Fonseca2005)

22 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) baseados nas características mais relevantes acerca da natureza do processo de envelhecimento à luz da psicologia do ciclo de vida, Baltes e Baltes (1990) enunciam um padrão de estratégias potencialmente favorecedoras de um envelhecimento bem-sucedido: baseados nas características mais relevantes acerca da natureza do processo de envelhecimento à luz da psicologia do ciclo de vida, Baltes e Baltes (1990) enunciam um padrão de estratégias potencialmente favorecedoras de um envelhecimento bem-sucedido: é importante preservar um estilo de vida saudável, por forma a reduzir a probabilidade de ocorrência de condições patológicas inerentes ao próprio envelhecimento; é importante preservar um estilo de vida saudável, por forma a reduzir a probabilidade de ocorrência de condições patológicas inerentes ao próprio envelhecimento; a manutenção de uma visão optimista da vida pode ser uma forma efectiva de compensar as perdas que vão ocorrendo, acentuando positivamente o que ainda subsiste e atribuindo essas mesmas perdas a factores externos, logo, fortuitos e não causados por uma espécie de «fado próprio de quem é velho»; a manutenção de uma visão optimista da vida pode ser uma forma efectiva de compensar as perdas que vão ocorrendo, acentuando positivamente o que ainda subsiste e atribuindo essas mesmas perdas a factores externos, logo, fortuitos e não causados por uma espécie de «fado próprio de quem é velho»; dada a grande variabilidade na ocorrência, duração e intensidade do processo de envelhecimento, é preciso evitar a adopção de soluções simples e generalistas, devendo encorajar-se a adopção de soluções individuais e sociais flexíveis e adaptadas a cada caso; dada a grande variabilidade na ocorrência, duração e intensidade do processo de envelhecimento, é preciso evitar a adopção de soluções simples e generalistas, devendo encorajar-se a adopção de soluções individuais e sociais flexíveis e adaptadas a cada caso;

23 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca, A.M. 2005) dados os limites de flexibilidade (plasticidade) adaptativa, os indivíduos idosos devem procurar escolher e/ou criar «ambientes amigáveis»para a implementação de estilos de vida apropriados à idade; dados os limites de flexibilidade (plasticidade) adaptativa, os indivíduos idosos devem procurar escolher e/ou criar «ambientes amigáveis»para a implementação de estilos de vida apropriados à idade; deve manter-se e/ou incentivar-se, na velhice, a realização de actividades enriquecedoras sob o ponto de vista cognitivo e social, compensando perdas que ocorrem nestes domínios; deve manter-se e/ou incentivar-se, na velhice, a realização de actividades enriquecedoras sob o ponto de vista cognitivo e social, compensando perdas que ocorrem nestes domínios; é fundamental saber lidar com as perdas, o que passa pela consideração de alternativas que facilitem o confronto com a realidade «objectiva», reorientando a própria vida em termos de objectivos e aspirações; é fundamental saber lidar com as perdas, o que passa pela consideração de alternativas que facilitem o confronto com a realidade «objectiva», reorientando a própria vida em termos de objectivos e aspirações; finalmente, para que se possa assistir a uma continuada resiliência do self, é necessário recorrer a que não implique a perda de identidade, o que passa, nomeadamente, pela adopção de comportamentos realistas face às capacidades individuais e pela consequente adequação de desejos e objectivos pessoais. finalmente, para que se possa assistir a uma continuada resiliência do self, é necessário recorrer a estratégias que facilitem e promovam a gestão do quotidiano com base num ajustamento à realidade que não implique a perda de identidade, o que passa, nomeadamente, pela adopção de comportamentos realistas face às capacidades individuais e pela consequente adequação de desejos e objectivos pessoais.

24 PROCESSO DE ENVELHECIMENTO E ENVELHECIMENTO BEM-SUCEDIDO (adaptado de Fonseca,A.M.(2005 ) Uma das directivas prioritárias do Plano de Acção Internacional sobre o Envelhecimento 2002 (OMS, 2002) refere-se à necessidade de fomentar a inserção social das pessoas idosas, através da Uma das directivas prioritárias do Plano de Acção Internacional sobre o Envelhecimento 2002 (OMS, 2002) refere-se à necessidade de fomentar a inserção social das pessoas idosas, através da aprendizagem ao longo da vida, aprendizagem ao longo da vida, da optimização das condições de saúde física da optimização das condições de saúde física e das oportunidades de desenvolvimento psicológico, e das oportunidades de desenvolvimento psicológico, da participação nos assuntos familiares, sociais, económicos, culturais e cívicos, da participação nos assuntos familiares, sociais, económicos, culturais e cívicos, isto é, de todos os meios que favoreçam o desempenho de papéis activos pelas pessoas idosas, correspondendo às suas necessidades, desejos e capacidades. isto é, de todos os meios que favoreçam o desempenho de papéis activos pelas pessoas idosas, correspondendo às suas necessidades, desejos e capacidades. A A perspectiva de «envelhecimento activo» adoptada pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 2002) procura superar e ampliar um anterior conceito designado por «envelhecimento saudável»; já não se trata apenas de que as pessoas idosas tenham saúde, mas que mantenham e se possível melhorem a sua qualidade de vida à medida que envelhecem, desenvolvendo o seu potencial de bem-estar físico, social e mental, participando socialmente e prolongando o seu envelhecimento através de uma vida com qualidade. já não se trata apenas de que as pessoas idosas tenham saúde, mas que mantenham e se possível melhorem a sua qualidade de vida à medida que envelhecem, desenvolvendo o seu potencial de bem-estar físico, social e mental, participando socialmente e prolongando o seu envelhecimento através de uma vida com qualidade.


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