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Química dos Metais de Transição e Compostos de Coordenação Valentim M. B. Nunes Departamento de Engenharia Química e do Ambiente Maio de 2009.

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1 Química dos Metais de Transição e Compostos de Coordenação Valentim M. B. Nunes Departamento de Engenharia Química e do Ambiente Maio de 2009

2 Introdução Os elementos de transição são aqueles que pertencem aos períodos em que as orbitais d e f são progressivamente preenchidas. Caracterizam-se por possuírem camadas d incompletas ou por darem origem a iões com camadas d incompletamente preenchidas. Esta característica é responsável pelas propriedades peculiares destes metais, nomeadamente a grande tendência para formar complexos.

3 Elementos de transição na Tabela Periódica

4 Propriedades físicas gerais Considere-se por exemplo o período do escândio ao cobre: Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Verifica-se que o aumento da carga nuclear é compensado pelo efeito de blindagem, o que faz com que o raio não diminua muito e que as electronegatividades e energias de ionização sejam aproximadamente constantes. Estes elementos possuem ligação metálica forte (densidade elevada, e temperaturas de fusão e vaporização elevadas, bem como calores de transição de fase igualmente elevadas)

5 Configuração electrónica Sc: Ar 4s 2 3d 1 Ti: Ar 4s 2 3d 2. Cu: Ar 4s 1 3d 10 Quando formam iões os e - são removidos primeiro das orbitais 4s e só depois das orbitais d. Fe 2+ : Ar 3d 6

6 Números de oxidação Os números de oxidação são muito variados, entre +1 e +7 Os valores mais elevados correspondem aos óxidos: V 2 O 5, Mn 2 O 7,.... ScTiVCrMnFeCoNiCu

7 Complexos metálicos Os metais de transição têm uma tendência bastante forte para formar complexos. Um complexo metálico é um ião contendo um catião metálico central, ligado a uma ou mais moléculas ou iões. Co 2+ (aq) + 4 Cl - (aq) CoCl 4 2- (aq)

8 Constante de estabilidade A tendência da formação de um complexo é medida pela respectiva constante de formação, K f, ou constante de estabilidade, que não é mais do que a constante de equilíbrio para a reacção de complexação. ReacçãoKfKf Ag NH 3 Ag(NH 3 ) Cu NH 3 Cu(NH 3 ) Hg CN - Hg(CN)

9 Exemplo Dissolve-se 0.2 moles de CuSO 4 num litro de uma solução 1.20 M de NH 3. Qual a concentração de Cu 2+ livre em solução? A constante de formação é: A concentração é praticamente nula!

10 Compostos de coordenação Os complexos podem, por sua vez, combinar-se com iões simples ou complexos para formar compostos de coordenação. Um composto de coordenação é uma espécie neutra que contem pelo menos um ião complexo. O que conhecemos sobre ligação química nestes compostos é devido a Alfred Werner (prémio Nobel da Química). Este postulou que os elementos possuem dois tipos de valência: primária e secundária. Isto equivale ao nº de oxidação e ao nº de coordenação do elemento. Co(NH 3 ) 6 Cl 3 Valência primária: 3 Valência secundária: 6

11 Ligandos Chamam-se ligandos às moléculas ou iões que rodeiam o metal num ião complexo. Os ligandos possuem pelo menos um par de electrões de valência não partilhados - funcionam como bases de Lewis. As ligações químicas são ligações covalentes coordenadas ou dativas.

12 Exemplos de ligando

13 Ligando polidentado (EDTA)

14 Algumas definições O átomo de um ligando que se encontra directamente ligado ao átomo metálico chama-se átomo dador. Define-se número de coordenação ao número de átomos dadores que rodeiam o átomo central metálico num ião complexo. Os mais comuns são 4 e 6 (mas também 2 e 5). Fe(CN) 6 3- : nº de coordenação = 6 Ag(NH 3 ) 2 + : nº de coordenação = 2 Os ligandos podem ser monodentados, bidentados ou polidentados, consoante o nº de átomos dadores presentes. Os ligandos bidentados e polidentados são também designados agentes quelantes.

15 Cálculo do nº de oxidação de metais em compostos de coordenação O número de oxidação do átomo metálico central é importante e pode ser calculado tendo em conta a carga global do ião complexo. Ru(NH 3 ) 5 H 2 O Cl 2 : nº de oxidação do Ru = +2 K 4 Fe(CN) 6 : nº de oxidação do Fe = +2 Contra-ião é o K + !

16 Praticando um pouco R:

17 Nomenclatura A designação sistemática dos compostos de coordenação obedece às seguintes regras: >>> O nome do anião surge antes do catião (tal como nos compostos iónicos. >>> Dentro do ião complexo, o nome dos ligandos surge em primeiro lugar, por ordem alfabética, e no final o nome do metal. >>> os nomes dos ligandos têm terminação o se forem aniões ou não têm designação especial se forem neutros ou catiões, excepto H 2 O (aquo), CO (carbonilo) e NH 3 (amino). >>> Quando os compostos contêm vários ligandos iguais utilizamos os prefixos di, tri, tetra, penta e hexa. >>>Se o ligando possui ele próprio um prefixo grego utilizamos os prefixos bis, tris e tetraquis. >>> O número de oxidação é indicado em numeração romana a seguir ao nome do metal. Se o complexo é anião a terminação do nome é o nome do metal seguido de ato.

18 Nomes de alguns ligandos comuns LigandoNome do ligando Água, H 2 O Aquo Amoníaco, NH 3 Amino Brometo, Br - Bromo Carbonato, CO 3 2- Carbonato Cianeto, CN - Ciano Cloreto, Cl - Cloro Etilenodiamina Etilenodiaminotetraacetato Hidróxido, OH - Hidroxo Monóxido de carbono, CO Carbonilo Nitrito, NO 2 - Nitro Oxalato, C 2 O 4 2- Oxalato Óxido, O 2- Oxo

19 Terminação do nome de aniões que contêm átomos metálicos MetalNome do metal no complexo aniónico AlumínioAluminato CobaltoCobaltato CobreCuprato CrómioCromato ChumboPlumbato EstanhoEstanato FerroFerrato ManganêsManganato MolibdénioMolibdato NíquelNiquelato OuroAurato PrataArgentato TungsténioTungstato ZincoZincato

20 Exemplos K 4 Fe(CN) 6 : hexacianoferrato(II) de potássio Co(NH 3 ) 4 Cl 2 Cl : cloreto de tetraaminodiclorocobalto(III) Cr(en) 3 Cl 3 : cloreto de tris(etilenodiamina)crómio(III) Cr(H 2 O) 4 Cl 2 Cl : cloreto de tetraaquodiclorocrómio(III) Hexanitrocobaltato(III) de sódio? Nitrato de diclorobis(etilenodiamina)platina(IV)?

21 Geometria A geometria de compostos de coordenação depende do número de ligandos em torno do átomo central. Os arranjos mais comuns para complexos com ligandos monodentados são: linear tetraédricaquadrangular plana octaédrica

22 Isomeria O número de coordenação e a geometria são determinados pelo tamanho do ião metálico, tamanho do ligando e factores electrónicos (configuração electrónica). Estes compostos podem apresentar isómeros (questão que não iremos desenvolver!)

23 Teoria do Campo Cristalino Existem várias teorias para explicar a ligação química nos compostos de coordenação. Nenhuma delas é totalmente satisfatória. A mais completa é a Teoria do Campo Cristalino, que permite explicar a cor e propriedades magnéticas de muitos compostos de coordenação. A teoria de campo cristalino procura explicar a ligação química nos iões complexos em termos de forças electrostáticas: a atracção entre o ião metálico com carga positiva e o ligando com carga negativa (ou ligando polar!) e a repulsão entre os pares isolados localizados nos ligandos e os electrões que ocupam as orbitais d do metal.

24 Compostos Octaédricos A geometria octaédrica é a mais comum. O átomo metálico central está rodeado por 6 pares isolados de e - (localizados nos seis ligandos): Todas as cinco orbitais d são repelidas pelos e - dos ligandos. A repulsão depende contudo da orientação das orbitais d.

25 Sistemas biológicos: a Hemoglobina Coordenação octaédrica. O ião Fe 2+ está coordenado com os átomos de azoto do grupo heme. O ligando por baixo da porfirina é o grupo histidina, que está ligado à proteina. O sexto ligando pode ser o O 2.

26 Interacção metal-ligando Os orbitais do átomo central que estiverem dirigidos para os ligandos aumentam de energia (menos estáveis) e os restantes diminuem de energia (mais estáveis).

27 Desdobramento do campo cristalino Esta interacção metal-ligando faz com que as cinco orbitais d num complexo octaédrico sofram um desdobramento em dois níveis de energia. Chama-se a esta diferença de energia a energia de desdobramento do campo cristalino,.

28 Cor A cor de uma substância resulta do facto de absorver luz numa gama específica de na região do espectro electromagnético correspondente ao visível (400 a 700 nm) Cu(H 2 O) 6 2+ : absorve luz na região laranja, com máx = s -1 ou 600 nm. A luz transmitida é predominantemente azul

29 Relação entre a cor e o Comprimento de onda absorvido ( /nm) Cor observada 400 (violeta)Amarelo-esverdeado 450 (azul)Amarelo 490 (verde-azulado)Vermelho 570 (verde-amarelado)Violeta 580 (amarelo)Azul escuro 600 (cor de laranja)Azul 650 (vermelho)Azul-esverdeado

30 Cálculo de Quando a energia do fotão, dada por h (relação de Planck), é igual à diferença entre os níveis mais elevados e mais baixos das orbitais d: = h Dá-se a absorção de radiação, i.é., promoção de um electrão do nível mais baixo para um mais elevado.

31 Espectrofotometria A = log I 0 /I = lc /nm A máx = 498 nm

32 Instrumentação

33 Exemplo O ião Ti(H 2 O) 6 3+ absorve luz na região visível (ver slide 31) do espectro. O comprimento de onda máximo é 498 nm. Calcular a energia de desdobramento do campo cristalino, em kJ/mol.

34 Série espectroquímica Com a ajuda de dados espectroscópicos para diferentes complexos, com o mesmo metal e diferentes ligandos, é possível estabelecer uma série espectroquímica: lista de ligandos por ordem crescente de capacidade para provocar o desdobramento das energias de orbitais d. I - < Br - < Cl - < OH - < F - < H 2 O < NH 3 < en < CN - < CO O CO e CN - são ligando de campo forte, pois o desdobramento é elevado. Os halogéneos e o OH - são ligandos de campo fraco.

35 Propriedades magnéticas O valor de determina também as propriedades magnéticas de um complexo. Por exemplo, o Ti(H 2 O) 6 3+ tem apenas um electrão de valência, e é sempre paramagnético. No entanto quando existem vários electrões d: Fe 3+ FeF 6 3- Fe(CN) 6 3- spin elevado spin baixo O F - é um ligando de campo fraco, e o CN - é um ligando de campo forte. ( ver fig do Chang )

36 Complexos tetraédricos e quadrangulares planos A teoria do campo cristalino permite também explicar o desdobramento dos níveis de energia das orbitais d nos complexos com 4 ligandos. Nos complexos tetraédricos o desdobramento é o inverso dos compostos octaédricos. A maior parte deste complexos é de spin elevado. O desdobramento nos complexos quadrangulares é mais complicado: d x2-y2 d xy d z2 d xz, d yz

37 Aplicações dos compostos de coordenação Aplicações terapêuticas de agentes quelantes no tratamento do Cancro: cis-diaminodicloropaltina(II) Metalurgia: extracção da prata e do ouro pela formação de complexos com cianeto. Análise química: EDTA Detergência: tripolifosfato como agente quelante (problemas ambientais!).


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