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Prof. Dr. IVAN ROBERTO CAPELATTO Instituto de Medicina da Família e da Comunidade 2014 "O que é o desenvolvimento normal de uma criança e quais danos acontecem.

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1 Prof. Dr. IVAN ROBERTO CAPELATTO Instituto de Medicina da Família e da Comunidade 2014 "O que é o desenvolvimento normal de uma criança e quais danos acontecem quando interrompido" - um pequeno ensaio sobre o abandono, a ausência de afeto e o trabalho infantil - "O que é o desenvolvimento normal de uma criança e quais danos acontecem quando interrompido" - um pequeno ensaio sobre o abandono, a ausência de afeto e o trabalho infantil -

2 “O Trabalho é a condição psíquica mais organizada da vida humana, depois da Família. É nele, por ser uma escolha e uma responsabilidade, que o Sujeito Humano pode adquirir auto estima, capacidade de se saber autônomo e de construir relações sociais saudáveis”. Dr. Ivan R. Capelatto

3 O Sistema Límbico NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

4 A ansiedade (motivação) e o medo (proteção) serão traduzidos em RAIVA (reação à frustração e ao medo), que é a resposta amigdalar imediata à estimulação. A amígdala se forma por volta dos 45 dias de vida fetal. É uma peça fundamental dos mecanismos de sobrevida e de relações entre os humanos. Portanto, sabemos que toda e qualquer RAIVA sempre é oriunda do MEDO e da ANSIEDADE. A RAIVA é “sempre”filha do MEDO! (GAZANIGA, 2004) (CAPELATTO, 2012) Amígdala Cerebral

5 Conceito de AFETO: O APEGO – amor – vai ser atingido pelo Sistema Límbico através do MEDO DA PERDA. Afeto é a união de amor e medo de perder. Esta união pode gerar RAIVA. Alunos com dificuldades afetivas irão projetar em seus professores o afeto que falta (daí as agressões e distúrbios de conduta tanto em sala como fora dela). (CAPELATTO, 2000)

6 O Córtex Orbitofrontal Córtex Orbitofrontal: pré-frontal ventromedial e orbitofrontal lateral. Tomadas de decisão; funções executivas; “juízo crítico”, flexibilidade para mudar ações; memória de trabalho, etc.; Exemplo: caso de Phineas Gage (ficou impaciente, rude, rompantes de raiva e fúria, não seguia plano coerente de ação)  Juízos morais – conexões fronto-límbicas. (Moll et al, 2001)

7 O Córtex Orbitofrontal “Funções superiores”: a memória de trabalho, controle de impulsos e raciocínio abstrato, ou seja, boa parte do que muda no adolescente. Uma das últimas regiões a se desenvolver no adolescente (dos 23 aos 25 anos)  suas atitudes comportamentais, sua capacidade para a tomada de decisões e antecipação de riscos ainda não são confiáveis. O Córtex Pré-Frontal Dorsolateral está interligado com o Córtex Frontal e os núcleos da base que inclui o Córtex Cingulado, encarregado da monitoração de erros e da regulação dos comportamentos motivados

8 O Córtex Orbitofrontal Córtex Orbitofrontal: pré-frontal ventromedial e orbitofrontal lateral. Tomadas de decisão; funções executivas; “juízo crítico”, flexibilidade para mudar ações; memória de trabalho, etc.; Exemplo: caso de Phineas Gage (ficou impaciente, rude, rompantes de raiva e fúria, não seguia plano coerente de ação)  Juízos morais – conexões fronto-límbicas. (Moll et al, 2001)

9 A ANGÚSTIA É presente na vida de todas as pessoas nos momentos onde se anuncia a presença do “fim-das-coisas”, do fim do dia, do final da semana, do final do ano, do fim da festa... É a sensação máxima do medo de perder “algo” que não se sabe! (CAPELATTO, 2005)

10 A ANGÚSTIA A Angústia tem uma de três direções: 1.A FALA “salvadora” que a coloca para fora 2.As substâncias lícitas ou ilícitas que fazem com ela seja “anestesiada” 3. As ideações suicidas. 4.As compulsões 5.A “transferência” dos papéis parentais. (CAPELATTO, 2005)

11 A ANGÚSTIA As ideações suicidas Estudos e pesquisas do CELAB (Centro de Estudos Latino Americanos), através do Mapa da Violência 2012 (em pesquisa realizada de 2000 a 2010), mostraram que Catanduva é a cidade paulista n° 1 em suicídios de crianças e adolescentes, seguida de Carapicuíba e São João da Boa Vista. Estima-se uma média de 30 a 40 suicídios diários no Brasil, envolvendo crianças e adolescentes. CELAB, 2012

12 - Não sabemos ao certo o número de crianças e adolescentes em risco de abusos de toda sorte. Mas, algumas estatísticas nos apontam que - Não sabemos ao certo o número de crianças e adolescentes em risco de abusos de toda sorte. Mas, algumas estatísticas nos apontam que no Brasil, o trabalho infantil entre crianças e adolescentes de 10 a 17 anos caiu 13,44% entre 2000 e Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 86,4 milhões de pessoas ocupadas em 2010 com 10 anos ou mais, 3,4 milhões eram crianças e adolescentes de 10 a 17 anos, trabalhando no campo ou na área urbana, quase 530 mil a menos do que em Mas, infelizmente, houve um aumento dessa estatística entre 2013 e Em 04 de dezembro de 2014 a ONU, OMS, OIT e UNICEF publicaram que houve um aumento de 5% nos raptos e sequestros de crianças para tráfico sexual e trabalho escravo.

13 As fases do Desenvolvimento humano - - O estudo, feito com base em informações do Censo 2010 e depois em 2013, mostra que o percentual de crianças de 10 a 15 anos, trabalhando ilegalmente, equivalia a 1,9% dos 1,6 milhão de pessoas ocupadas, com uma redução de 198 mil pessoas. Na faixa etária de 16 ou 17 anos, caso em que o trabalho é autorizado, desde que não cause prejuízos à saúde, à segurança e à moralidade, os adolescentes eram 2,1% do total, ou cerca de 1,8 milhão, significando uma redução de 336 mil pessoas. Os indicadores no Brasil vêm melhorando nos últimos anos, mas a situação ainda é considerada grave. Lugar de criança e de adolescente é na escola.

14 As fases do Desenvolvimento humano - Segundo a OIT, o UNICEF e UNESCO, algumas causas pontuais colocam a criança e o adolescente em estado de risco: - a pobreza (que inclui a fome e a ausência de objetos); - o difícil acesso (cultural, econômico e geográfico) à escola; - as “falências nas relações parentais”: separações, gravidez precoce, ausência de uma ou das duas figuras; - a pouca auto estima; - a ausência do “sentimento de pertinência” (pertencer a algo, alguém ou mesmo ser cuidado.

15 A figura paterna se torna extremamente presente, nos países ocidentais, após a Segunda Grande Guerra, quando os homens se tornam pais nos anos seguintes ao final do conflito, assustados ainda com a orfandade desencadeada pelos horrores das perdas perpretadas pela Morte. Sua presença na vida de seus filhos se deu não só pela própria presença física como pelo trabalho em conjunto, brinquedos e brincadeiras; se tornaram fazedores de pipas e aeromodelos, artes manuais e leitores de final de dia. O Sujeito Humano PAI E MÃE

16 A Sociedade do fim do Século XX e do ínício do Século XXI vai se caracterizar pelo MEDO (inconsciente) do fim das coisas: medo da morte, medo da velhice, medo das DIFERENÇAS ( o bullying, as rejeições), medo da insuficiência (nunca o saber é suficiente: vestibular, as provas, os concursos, etc), medo do corpo que nunca é suficientemente belo, bom para o outro, medo da violência incontida, medo da desproteção que as instituições mostram… enfim, a ANGÚSTIA! CAPELATTO, 2008 O Sujeito Humano PAI E MÃE

17 A Sociedade do XXI vem a se tornar a SOCIEDADE DO GOZO, a SOCIEDADE DO PRAZER a qualquer custo e a qualquer preço (Charles Melman, Gilles Lipovetsky). Como a “tal da FELICIDADE” tem de ser esperada para ser atingida, e hoje tudo é “fast”, tem de ser agora, começamos a nos confundir e a confundir nossos filhos com a idéia e o conceito de PRAZER no lugar de FELICIDADE (Freud). Neste instante do tempo, o pai se afasta da família, procurando novas formas de amor e de prazer, narcísicamente, como se tornasse, ele mesmo a ser FILHO, não mais um PAI. O Sujeito Humano PAI E MÃE

18 Assim, a família, o triângulo familiar (pai, mãe e filho), tam- bém irão sofrer uma influência dessa descontinuidade social, perdendo sua mais sagrada identidade: a função afetiva. Pai e mãe deixam a casa e se transformam em estranhos num vai e vem frenético, cujo tempo de sobra vai para o prazer necessário à sobrevivênvia do corpo ou do lazer. CAPELATTO, 2008 O Sujeito Humano PAI E MÃE

19 Separações físicas ou mesmo separações psicológicas são realizadas nessa dinâmica entorpecida já pela perda do sentido do “estar juntos” ou mesmo do sentido de se ter filhos. A escola, os assuntos fora de casa, como necessidades “inventadas” para a sobrevivência desses filhos ocupam o espaço do brincar ou da possível convivência com os pais. CAPELATTO, 2008 O Sujeito Humano PAI E MÃE

20 Não há uma clareza quanto às necessidades reais desses filhos e nem há onde buscar, no âmbito do mundo onde vivem, essas necessidades reais. As funções e os papéis parecem ser apenas sócio/econômicas, perdendo espaço e sentido para as psíquicas. CAPELATTO, 2008 O Sujeito Humano PAI E MÃE

21 Assim, dentro desta dinâmica de “perdas e confusão”, as crianças e os jovens irão “esvaziar”, dentro de seu psiquismo e seu sistema neurológico cortical (córtex pré frontal), a capacidade de se sentirem “pertencendo” a um lugar. Surge, então, a escola e outros elementos da sociedade, como “manipuladores”, pedófilos, ou mesmo empresários como possibilidade afetiva de concretizar esse espaço esvaziado, através de um mecanismo chamado “transferência”. CAPELATTO, 2008 O Sujeito Humano PAI E MÃE

22 O Sujeito Humano Esse mecanismo, fundamental para a sobrevivência do sujeito, se fará com alguma intensidade e motivação dirigido à figura do Outro, qualquer Outro que faça, de alguma forma, ofertas de cuidados. Esses cuidados podem aparecer sob formas diversas, incluindo o “sexo, o sequestro branco – manipulação, os diversos tipos de assédios e a palavra mentirosa”. Neste momento incluímos o trabalho escravo infantil como consequência da FALTA fundamental da figura cuidadora. CAPELATTO, 2008 O PROFESSOR

23 O Sujeito Humano As consequências do “objeto de amor” faltante no trabalho infantil e navida: - a transferência - a extrema dificuldade de estruturar um “sentimento de pertinência” – pertencer à escola, à aula, ao grupo e a necessidade de buscar forma de pertencer, como aliar-se a grupos instituídos como o tráfico, torcidas organizadas compulsivas, punks, skin heads e muitos outros, onde o trabalho escravo infantil se torna mais uma opção; - a auto estima baixa ou inexistente, o que pode conduzir às ideações suicidas (mais alta do planeta ), à psicopatia e à síndrome da despersonalização; - hoje vivemos um “bônus demográfico” de adolescentes e crianças que, por certo, muitas não têm ou terão cuidados necessários (organização e estruturação do self). CAPELATTO, 2008 O PROFESSOR

24 A Fase ORAL do nascimento até os 18 meses Características e Condutas (um papel materno) Winnicott: mãe e bebê são um só ser, único. O pai cuida da esposa/mãe. o prazer oral (boca, céu da boca e língua); a presença do “mesmo” adulto junto à criança; a manutenção do prazer oral (alimentos, chupeta e fala); cuidados, proteção e rotina. As fases do Desenvolvimento humano PAI E MÃE

25 Cuidados As fases do Desenvolvimento humano - A AMBIÊNCIA No 1° ano de vida, o SAMENESS deve determinar a aquisição neurológica e afetiva do reconhecimento do sentimento de PERTINÊNCIA, com o contato repetitivo do bebê com os objetos de seu entorno. Cheiro, cor, contorno, luminosidade, o Pai, etc, irão determinar o que Freud denominou de “Pontos de Fixação”, ou, num significado mais abrangente, a construção benigna do sentimento de “pertencer” a um lugar.

26 Cuidados As fases do Desenvolvimento humano - A AMBIÊNCIA -Sem a ambiência, sem a elaboração dos pontos de fixação, há um “prejuízo psíquico” fundamental, que é a não introjeção do “Sentimento de Pertinência”, responsável exclusivo pela timidez constante, pela necessidade de tentar “pertencer” a algo que não seja íntimo e que venha da auto estima. - Vemos hoje a quantia de jovens buscando bandeiras, grupos, ídolos quaisquer, no desejo desesperado de “pertencer a algo concreto”.

27 Cuidados As fases do Desenvolvimento humano - Enfim, a AMBIÊNCIA mais o SAMENESS, associados a uma mãe acolhedora, empática, amparada pelo Pai, irão proporcionar a organização, por parte da criança, de seu SELF (sentir-se a si mesmo) e sua relação com o mundo externo (Ego). - Um Ego suficiente para sentir RAIVA, MEDO e CULPA e suportar frustrações com o choro e as possíveis sublimações com os objetos transicionais irá construir o que chamamos de Neurose, ou seja, o bom uso das emoções.

28 Cuidados As fases do Desenvolvimento humano - Nasce assim, aqui, o que Winnicott chama de Crianças RUTHLESS: aquele que não tem consideração pelo outro; aquele que vive sem levar em conta o outro; aquele que nega ao outro seu ser, seu si mesmo (itself). - Assim, Crianças RUTHLESS podem viver um bom tempo sem falar, silenciosas, quietas, configurando uma “violência, uma crueldade” para com o outro.

29 Cuidados As fases do Desenvolvimento humano - A constituição benigna do SELF irá prover o sujeito da capacidade de empatia e do sentimento de pertinência. - “Pertencer” irá facilitar a sensação de “ter a escola como parte de sua vida”; o professor como o constituinte do papel de aluno e os estudos como forma de pertinência à escola e ao professor.

30 QUAL É O DESEJO FUNDAMENTAL DO SER HUMANO?

31 QUAL É O DESEJO FUNDAMENTAL DO SER HUMANO? O DESEJO DE SER DESEJADO!!!!! O desejo de ser “cuidado”, de ser objeto do medo de perda do outro. LACAN, J., 1970

32 Ser desejado e Ser cuidado  sentir-se desejado produz AUTO-ESTIMA  sentir-se cuidado produz AUTO-CRÍTICA  ter auto-estima e auto-crítica produz AUTONOMIA  ter autonomia significa saber os próprios LIMITES  saber os próprios limites significa poder se CUIDAR

33 BIBLIOGRAFIA CAPELATTO, Ivan, A Vida Humana: perdas e consequências – um pequeno estudo sobre as depressões, as distimias e o estresse Pós Traumático, Ed. Colégio Universitário, Londrina, PR, CAPELATTO, Ivan; CAPELATTO Iuri. A Equação da Afetividade. Campinas: Papirus, CAPELATTO, Ivan, Compreendendo a Natureza do Psiquismo Humano, Ed. Colégio Universitário, Londrina, PR, CAPELATTO, Ivan. Diálogos Sobre a Afetividade. Campinas: Papirus, (4ª ed.) CAPELATTO, I.; MOISÉS, D.; MINATTI, A. Prepare as Crianças para o Mundo. São Paulo: Ed dos Autores, CAPELATTO, Ivan.; MARTINS FILHO, J. Cuidado, Afeto e Limites: uma combinação possível. Campinas: Papirus 7 Mares, CARRETIÉ L, LÓPEZ-MARTÍN S, ALBERT J. Papel de la corteza prefrontal ventromedial em la respuesta a eventos emocionalmente negativos. Rev Neurol. 2010; 50: GALVAN, A. Adolescent development of the reward system. Front. Hum. Neurosci. 2010; 4:6. Dói: /neuro

34 GAZZANIGA, M.S.; IVRY, R. B.; MANGUN, G. R. Neurociência Cognitiva: A Biologia da Mente. Porto Alegre: Artmed, (2ª edição). Cap. 13, p Kandel ER, Schwartz JH, Jesse TM. Princípios das Neurociências. São Paulo, Manole, LENT, R. (coord.) Neurociência da Mente e do Comportamento. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, FREUD, Sigmund, Obras Completas. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 10.o Congresso Mundial sobre a Criança, Curitiba, Paraná, BRASIL, 2000 STEINBERG, L. A Social Neuroscience Perspective on Adolescent Risk-Taking. Trends in Cognitive Sciences. Philadelphia, v.28 (1): , TOTTENHAM, N; HARE, T A; QUINN, B T; MCCARRY, T W; NURSE, M; GILHOOLY, T; et al. Prolonged institutional rearing is associated with atypically larger amygdala volume and difficulties in emotion regulation. Dev Sci January 1; 13(1): 46.

35 Dr. Ivan Roberto Capelatto Instituto de Medicina da Família e da Comunidade MUITO OBRIGADO!


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