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Pensamento crítico 2008/9 Aula 5, 30-9-08. Até agora... 1. Pensamento Crítico Reflexão sobre forma de pensar e decidir 2. Argumentação: expressão de raciocínio.

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1 Pensamento crítico 2008/9 Aula 5,

2 Até agora Pensamento Crítico Reflexão sobre forma de pensar e decidir 2. Argumentação: expressão de raciocínio Estrutura 3. Avaliação positiva Aceitabilidade, relevância, adequação 4. Avaliação negativa Método socrático e falácias

3 Hoje Conhecimento Ónus da prova. Clareza, credibilidade e avaliação de fontes. Factos e valores.

4 Conhecimento Coisas que conheço (que sei) Digerir uma maçã Correr A Terra é um planeta Lisboa Amigos Teorema de Pitágoras

5 Conhecimento Conhecimento proposicional Digerir uma maçã Correr A Terra é um planeta Lisboa Amigos Teorema de Pitágoras

6 Conhecimento Platão: Crença verdadeira e justificada

7 Conhecimento Platão: Crença verdadeira e justificada Proposições VerdadesCrenças Conhecimento

8 É uma crença: Paradoxo de Moore (George Edward Moore, 1873–1958) Sei que está a chover, mas não acredito que esteja. O conhecimento (proposicional) é uma crença.

9 Conhecimento É uma crença: Atenção: crença no sentido de julgar verdadeiro. Não no sentido de ter fé, confiança, certeza absoluta, etc...

10 Conhecimento Verdades Correspondência Coerência Mas ver mais:

11 Conhecimento Verdade por correspondência A verdade de uma proposição é determinada pela sua correspondência à realidade. Está a chover. Todos os corvos são negros....

12 Conhecimento Verdade por coerência Propriedade de um sistema de proposições e só é atribuída a uma pela sua coerência com as restantes. E.g X é um número par. Y é um número par. X*Y é um número par.

13 Conhecimento Verdade por coerência é formal Todos os Q são P O x é um Q O x é P

14 Conhecimento Verdade por coerência Todos os homens são mortais. O Aristóteles é um homem. O Aristóteles é mortal.

15 Conhecimento Verdade por coerência Todos os mafaguinhos são calafráticos. O zebedoing é um mafaguinho. O zebedoing é calafrático.

16 Conhecimento A coerência é um requisito de qualquer modelo simbólico. Modelos incoerentes não podem ser interpretados Mas não é suficiente para nos dar conhecimento. É preciso haver uma correspondência entre elementos do modelo e aquilo que o modelo representa.

17 Conhecimento Realidade O conhecimento tem que ser uma crença que corresponde à realidade Podemos definir realidade, a uma primeira aproximação, como aquilo cujas propriedades não dependem da nossa opinião.

18 Conhecimento Realidade Exemplos de realidade: A forma da Terra O número de planetas no sistema solar. A massa relativa do protão e do electrão.

19 Conhecimento Realidade social Aquilo que por convenção é independente da opinião de um mas dependente da opinião de muitos.

20 Conhecimento Realidade social Aquilo que por convenção é independente da opinião de um mas dependente da opinião de muitos. O Super-Homem é vulnerável á kriptonite. O dinheiro tem valor. Cavaco Silva é Presidente da República.

21 Conhecimento Realidade social Aquilo que por convenção é independente da opinião de um mas dependente da opinião de muitos. Apesar de ficção podemos considerar, num sentido lato e com o devido cuidado, que isto também é realidade.

22 Conhecimento A minha realidade, a tua realidade. Se é uma para cada já não é realidade.

23 Conhecimento A minha realidade, a tua realidade. Se é uma para cada já não é realidade.

24 Conhecimento Recapitulando, o conhecimento É uma crença porque tem de ser aceite para ser conhecimento É verdadeiro O modelo tem de ser coerente E tem de corresponder àquilo que nos dá a conhecer. Não há conhecimento falso. Isso é erro. E tem de ser justificado...

25 Conhecimento

26 (de cartão)

27 Conhecimento (de cartão)

28 Conhecimento Problema de Gettier: Temos evidência que nos leva a julgar (falsamente) que o João tem carro. Podemos daí inferir que O João tem um carro ou o Miguel está em Espanha. O João tem um carro ou o Miguel está na Tailândia....

29 Conhecimento Problema de Gettier: Estas são crenças justificadas (porque pensamos que o João tem um carro) O João tem um carro ou o Miguel está em Espanha. O João tem um carro ou o Miguel está na Tailândia....

30 Conhecimento Problema de Gettier: Se o Miguel está mesmo na Tailândia (por acaso), então esta será uma crença verdadeira e justificada: Ou o João tem um carro ou o Miguel está na Tailândia. Será conhecimento?

31 Conhecimento Problema de Gettier: Se o Miguel está mesmo na Tailândia (por acaso), então esta será uma crença verdadeira e justificada: Ou o João tem um carro ou o Miguel está na Tailândia. Será conhecimento? Não... Precisamos de uma justificação mais forte.

32 Conhecimento A justificação tem de Evitar acertar à sorte. Evitar acertar como consequência de um erro. Um problema complexo... ver mais em:

33 Conhecimento Vamos considerar justificado se Deriva de um método fiável É suportado por evidências É consequência de considerações relevantes.....

34 Conhecimento Vamos considerar justificado se Deriva de um método fiável É suportado por evidências É consequência de considerações relevantes. Razões aceitáveis, relevantes e adequadas.

35 Conhecimento Crença Verdadeira Justificada Sabemos o que cremos.

36 Conhecimento Crença Verdadeira Justificada Sabemos o que cremos. Assumimos a justificação como acessível.

37 Conhecimento Crença Verdadeira Justificada Sabemos o que cremos. Assumimos a justificação como acessível. Verdade? Isso é incerto...

38 Conhecimento Na prática: Consideramos que é conhecimento qualquer crença justificada, porque se justifica considerá-la verdadeira. Não podemos ter certeza absoluta. É uma questão de grau, não binária.

39 Conhecimento Proposições Factos Conhecimento

40 Paralelos... Raciocínio Premissas Inferência Conclusão Argumento Razões Inferência Conclusão Conhecimento Factos Justificação Verdade

41 Ónus da prova Prova: Não é uma demonstração matemática ou lógica. É um teste, justificação ou razão. O dever de justificar.

42 Ónus da prova A prova não é uma demonstração matemática ou lógica. É um teste, justificação ou razão. E o ónus é dever de justificar. Não há dever de aceitar algo só por não se provar o contrário.

43 Ónus da prova Não cumprem o ónus da prova: Fé Gostos pessoais Tradições... Não quer dizer que sejam condenáveis; apenas que não são justificados para outrem.

44 Ónus da prova O ónus da prova é consequência de querer partilhar raciocínios e conhecimento.

45 Clareza Esclarecer termos (cap. 5) Termos vagos Termos ambíguos

46 Clareza Esclarecer termos (cap. 5) Termos vagos Um termo é vago se não conseguimos perceber um significado específico. O assaltante era um homem alto. Precisa-se de empregado com experiência. Um monte de coisas. Termos ambíguos

47 Clareza Esclarecer termos (cap. 5) Termos vagos Termos ambíguos Podemos perceber mais que um significado específico. Trato disso em três horas. Tens muita sorte se ele trabalhar nisso.

48 Clareza Como esclarecer Sinónimos Definir condições Com mais de um ano de experiência. Dar exemplos Contrastes per genus et differentiam

49 Clareza Como esclarecer per genus et differentiam (por género e diferenças) Um ser humano é um animal racional. Uma salamandra é um tipo de fogão a lenha usado para aquecimento.

50 Clareza: Thinking Map Qual o problema? A quem se dirige? O que pode esclarecer? Fontes para esclarecer Dicionário, autoridade, estipular significado. Formas de esclarecer: Sinónimos, exemplos, condições, contrastes, história. Quanto detalhe é preciso?

51 Credibilidade Credibilidade das razões (Cap. 6) Questões de facto (o que é) Conhecimento: crença justificada. Que evidências temos a favor ou contra? Que evidências poderia haver a favor ou contra? Que confiança seria necessária para fundamentar a conclusão? Que confiança podemos ter na verdade daquela razão?

52 Credibilidade Credibilidade das razões (Cap. 6) Questões de facto (o que é) Conhecimento: crença justificada. Considerar a consistência com o conhecimento de que dispomos.

53 Credibilidade Credibilidade das razões (Cap. 6) Questões de valor (o devia ser) Não é conhecimento, mas deve ser justificável. É consequência de valores que aceitamos? Aceitamos as suas consequências?

54 Credibilidade Credibilidade das razões (Cap. 6) Questões de valor (o devia ser) Não é conhecimento, mas deve ser justificável. Considerar a consistência com os valores que defendemos.

55 Credibilidade argumentum ad consequentiam Falácia do apelo às consequências. É uma falácia em questões de facto. As coisas não podem acontecer por acaso. Há certamente um plano divino. Senão seria uma injustiça.

56 Credibilidade argumentum ad consequentiam Falácia do apelo às consequências. É uma falácia em questões de facto. As coisas não acontecem por acaso. Há certamente um plano divino. Senão seria uma injustiça. Factos

57 Credibilidade argumentum ad consequentiam Falácia do apelo às consequências. É uma falácia em questões de facto. As coisas não acontecem por acaso. Há certamente um plano divino. Senão seria uma injustiça. Factos Valores

58 Credibilidade argumentum ad consequentiam Falácia do apelo às consequências. É uma falácia em questões de facto. Porque o facto não depende daquilo que queremos que seja.

59 Credibilidade argumentum ad consequentiam Falácia do apelo às consequências. Não é uma falácia em questões de valor. É importante nas decisões sobre como agir. Não devemos construir uma ponte aí. Se o fizermos vamos destruir um ecossistema valioso.

60 Credibilidade: Thinking Map Credibilidade das razões Qual a certeza alegada? O contexto influencia a aceitabilidade? Exige conhecimento especial? É consensual? É consistente com o que sabemos? Provém de uma fonte credível?

61 Credibilidade Credibilidade das fontes A fonte é qualificada?

62 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. É uma falácia quando a alegada autoridade da fonte não justifica a confiança na afirmação.

63 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. E.g: O Papa é uma autoridade na Igreja Católica. Um cardiologista é uma autoridade em doenças cardíacas.

64 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. E.g: O Papa é uma autoridade na Igreja Católica. O Papa tem sempre razão quando se pronuncia sobre a doutrina porque é Papa (dogma da infalibilidade papal)

65 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. E.g: Um cardiologista é uma autoridade em doenças cardíacas. Um cardiologista é autoridade porque normalmente tem razão quando se pronuncia sobre doenças cardíacas.

66 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. E.g: Maria ascendeu ao Céu de corpo e alma (Pio XII) É falácia porque a alegada fiabilidade depende apenas da autoridade.

67 Credibilidade argumentum ad verecundiam Falácia do apelo à autoridade. E.g: Tem sopro cardíaco. Não é falácia porque a autoridade do cardiologista advém da fiabilidade destas afirmações.

68 Credibilidade Credibilidade das fontes A fonte é qualificada? A fonte tem acesso à informação? Consegue ver, ouvir, ler...?

69 Credibilidade Credibilidade das fontes A fonte é qualificada? A fonte tem acesso à informação? Tem reputação de ser fiável? Expresso vs 24 Horas

70 Credibilidade Credibilidade das fontes A fonte é qualificada? A fonte tem acesso à informação? Tem reputação de ser fiável? Tem interesses? Há circunstâncias que afectam a credibilidade? Tortura, memória, ouvir dizer,

71 Credibilidade Credibilidade das fontes A fonte é qualificada? A fonte tem acesso à informação? Tem reputação de ser fiável? Tem interesses? Há circunstâncias que afectam a credibilidade? Há confirmação independente?

72 Credibilidade: Thinking Map Credibilidade das fontes A pessoa Reputação, experiência, capacidades, interesses. As circunstâncias A justificação Viu ou contaram-lhe? As evidências são directas ou circunstanciais? A natureza da afirmação Há confirmação independente?

73 Ciência e Pseudociência Detecção de Tretas Michael Shermer Exemplo (criacionismo).

74 Detectar Tretas 1- A fonte é fiável?

75 Detectar Tretas 1- A fonte é fiável? Answers in Genesis Mission Statement Goal: To support the Church in fulfilling its commission. Mission: We proclaim the absolute truth and authority of the Bible with boldness.

76 Detectar Tretas 1- A fonte é fiável? Pode ter um interesse especial numa alternativa (Ver Cap. 7)

77 Detectar Tretas 2- Há um padrão de afirmações infundadas?

78 Detectar Tretas 2- Há um padrão de afirmações infundadas? I thought it rather obvious that a mutation that destroys the functionality of a gene (such as a repressor gene) is a loss of information. I also thought it rather obvious that a mutation that reduces the specificity of an enzyme is also a loss of information.

79 Detectar Tretas 2- Há um padrão de afirmações infundadas? And the mutations do not add any information, they just cause existing information to be mis-directed to produce a fruit-fly leg on the fruit-fly head instead of on the correct body segment, for example.

80 Detectar Tretas 2- Há um padrão de afirmações infundadas? All observed biological changes involve only conservation or decay of the underlying genetic information.

81 Mutações Mutação pontual: ACTTGACT ACTCGACT Duplicação: ACTTGACT ACTTGATTGACT Exemplo de aumento de informação: duplicação seguida de mutação pontual.

82 Detectar Tretas 2- Há um padrão de afirmações infundadas? Pode estar relacionado com 1, e indicar que a fonte é tendenciosa. Também sugere relutância em alterar opiniões.

83 Detectar Tretas 3- Há verificação independente?

84 Detectar Tretas 3- Há verificação independente? Deus existe porque a Bíblia diz que existe, e a Bíblia não se engana porque é a palavra de Deus. (Caricatura?)

85 Detectar Tretas 3- Há verificação independente? By definition, an infinite, eternal being has always existedno one created God. He is the self-existing onethe great I am of the Bible. He is outside of timein fact, He created time.

86 Detectar Tretas 3- Há verificação independente? You might say, But that means I have to accept this by faith, as I cant understand it. We read in the book of Hebrews, But without faith it is impossible to please him: for he that cometh to God must believe that he is, and that he is a rewarder of them that diligently seek him (Hebrews 11:6).

87 Detectar Tretas 4- Adequa-se ao que sabemos?

88 Detectar Tretas 4- Adequa-se ao que sabemos? If the whole world was once covered with water during Noahs Flood, where has it all gone? Even if the glaciers and ice caps melted the oceans would only rise some 70 meters, yet Mt Everest rises 8848 meters above sea level.

89 Detectar Tretas 4- Adequa-se ao que sabemos? But we dont need any more water to cover the earth. There is already enough. […] If the ocean basins were pushed up 5 km and the mountains shaved off, water from the oceans would cover all the earth.

90 Detectar Tretas 4- Adequa-se ao que sabemos? This suggests that, during the Flood, the ocean floor moved vertically relative to the continents.

91 Detectar Tretas 5- Procurou-se testar a afirmação ou só obter confirmação?

92 Detectar Tretas 5- Procurou-se testar a afirmação? Ex: Malefícios do pão: Hitler comia pão. Muitos ladrões e assassinos comiam pão. A maioria das pessoas com cancro ou infecções comia pão regularmente. Quase todos os acidentes ocorrem menos de 24h após comer pão…

93 Detectar Tretas 6- O conjunto das evidências suporta a afirmação?

94 Detectar Tretas 6- O conjunto das evidências suporta a afirmação? Ex: Evolução -Anatomia -Biologia molecular -Geologia -Paleontologia -Astronomia

95 Detectar Tretas 7- Usam ferramentas adequadas?

96 Detectar Tretas 7- Usam ferramentas adequadas? Ex: OVNIS -Regressão hipnótica -Teorias de conspiração -Fotos de má qualidade

97 Detectar Tretas 8- É uma explicação?

98 Detectar Tretas 8- É uma explicação? Deus, omnipotente, criou tudo.

99 Detectar Tretas 8- É uma explicação? Deus, omnipotente, criou tudo. O explicado tem que ser inferido da explicação: Morreu porque levou uma facada Morreu porque era o destino

100 Detectar Tretas 9- Se é uma explicação, é melhor? O que é uma explicação melhor?

101 Detectar Tretas 9- Se é uma explicação, é melhor? O que é uma explicação melhor? Ex: Não havia àgua suficiente para o Dilúvio Como explicar a contradição: -Não houve Dilúvio -Montanhas baixaram e o fundo do mar elevou-se

102 Detectar Tretas 10- Crenças dependentes ou determinantes?

103 Detectar Tretas 10- Crenças dependentes ou determinantes? Usa a crença para seleccionar evidências. Usa evidências para seleccionar crenças.

104 Resumindo Conhecimento proposicional. Conhecimento como crença justificada (que esperamos ser verdadeira...) O dever de justificar, apoiando-se em premissas (raciocínio), razões (argumento) ou dados (conhecimento). Atenção aos valores. Credibilidade e detecção de tretas.

105 TPC Capítulos 5, 6 e 7 do livro. Baloney Detection Kit

106 Dúvidas?


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