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Espaços livres em megacidades estrutura urbana, estruturação urbana reestruturação urbana reestruturação da cidade Espaços Urbanos. Aula 5. 10 de abril.

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1 Espaços livres em megacidades estrutura urbana, estruturação urbana reestruturação urbana reestruturação da cidade Espaços Urbanos. Aula de abril de 2013 Bibliografia Complementar desse encontro: CAPEL, Horácio. La morfología de las ciudades. I. Sociedad, cultura y paisaje urbano. 12. Los tejidos urbanos. CASTELLS, Manuel. A Questão Urbana. São Paulo: Paz e Terra, III. A estrutura urbana. CORREA, Roberto Lobato. O espaço urbano. São Paulo: Ática, SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão. A gestão do território e as diferentes escalas da centralidade urbana. Território. Rio de Janeiro: LAGET/UFRJ, n. 4, 1998, p Importante : a) Como fazer a referência bibliográfica dessa aula: WHITACKER, A. M. estrutura urbana, estruturação urbana e reestruturação urbana e da cidade: definições e conceituações. In: WHITACKER, A. M. Espaços Urbanos. Notas de Aula. Presidente Prudente: Curso de Graduação em Geografia/FCT/Unesp, b) Observar as referências feitas nas obras originais, pois, por se tratar de slides preparados para aulas, pode haver citações textuais da bibliografia utilizada.

2 Espaços livres em megacidades 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells CASTELLS, Manuel. O debate sobre a teoria do espaço. In: CASTELLS, Manuel. A questão urbana. São Paulo: Paz e Terra, 4ª ed [Cap. 3, p ]

3 Espaços livres em megacidades 1.1Teoria do espaço (?) Para Castells: Considerar a cidade como a projeção da sociedade no espaço é ao mesmo tempo um ponto de partida indispensável e uma afirmação muito elementar. corremos um risco muito grande de imaginar o espaço como uma página branca na qual se inscreve a ação dos grupos e das instituições, sem encontrar outro obstáculo senão o das gerações passadas O espaço (...) não é uma pura ocasião de desdobramento da estrutura social, mas a expressão concreta de cada conjunto histórico, no qual uma sociedade se especifica O que podemos compreender dessas afirmações? 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

4 Espaços livres em megacidades 1.2 Estrutura Urbana O espaço urbano é estruturado (...) não está organizado ao acaso, e os processos sociais que se ligam a ele exprimem, ao especificá-los, os determinismos de cada tipo e de cada período da organização social o estudo da estrutura urbana deve ser conduzido em dois planos: (...) - elaborar instrumentos teóricos suscetíveis de apreender o concreto-real (...); - utilizar estes instrumentos numa sucessão descontínua de análises particulares visando dados fenômenos históricos O que podemos compreender dessas afirmações? Haveria uma relação causal direta, mas não dialética? 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

5 Espaços livres em megacidades 1.3 Escola de Chicago Segundo a Escola de Chicago (primeira fase) a organização urbana explica-se (...) por um conjunto de processos que moldam, distribuem e correlacionam as unidades ecológicas UNIDADES ECOLÓGICAS: toda expressão espacial que apresenta uma certa especificidade com relação ao ambiente imediato [haveria, assim, certa especialização de uma área/zona com relação ao seu entorno. É o princípio do zonning] Centro da cidade do Rio de Janeiro. Meados do Século XIX. Arquivo Nacional.Reproduzido a partir de imagem veiculada na web. Não utilizar para fins comerciais. 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

6 Espaços livres em megacidades A Escola de Chicago e a ecologia urbana Sua interpretação da cidade e dos conflitos que nela se materializam são explicados pela disputa por territórios e pela acomodação e distanciamento de usos que se complementam e que se repelem. Alguns de seus conceitos básicos tiveram e têm grande influência para a análise da cidade, pois, com conteúdo diferente, ou não, passaram a compor os instrumentos de discussão e análise sobre a centralidade. Os principais conceitos são os de: área central; centralização/descentralização; segregação 2. A Escola de Chicago e a ecologia urbana

7 Espaços livres em megacidades 1.3.1Os principais processos ecológicos são [atenção: estas são as definições elaboradas a partir da Escola de Chicago/Human Ecology]: Concentração – aumento da densidade de uma população num certo espaço, num dado momento; Ilustração: Arthur Magon Whitacker 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

8 Espaços livres em megacidades Centralização especialização funcional de uma atividade ou rede de atividades num mesmo espaço, com sua articulação hierarquizada no conjunto do território regional [Metropolitano? Hinterlândia? Escala intra- urbana?] Ilustração: Arthur Magon Whitacker 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

9 Espaços livres em megacidades Centralização e descentralização base dos processos de mobilidade da estrutura urbana [estruturação/reestruturação?]; determina a circulação [casa – trabalho; produção – consumo?] Segregação refere-se ao processo pelo qual o conteúdo social do espaço torna-se homogêneo no interior de uma unidade e se diferencia fortemente em relação às unidades exteriores [para a ecologia humana, seu principal componente era étnico-racial, embora não deixassem de compreender que este componente aliava-se ao determinante econômico] Ilustração: Arthur Magon Whitacker 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells O que mais poderíamos agregar a esse conceito?

10 Espaços livres em megacidades Invasão-sucessão explica o movimento pelo qual uma nova população (ou atividade) se introduz num espaço previamente ocupado, sendo rejeitada pela anterior, sendo integrada ou finalmente sucedendo-lhe como dominante na unidade ecológica visada Fotos: Michelly Souza Lima 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

11 Espaços livres em megacidades Segunda Escola de Chicago o complexo ecológico ou o ecossistema. o conjunto de uma estrutura urbana [ para a Segunda Escola de Chicago ] pode ser entendido como o resultado da interação entre quatro elementos (...): população (P) = invasão sucessão, concentração, segregação; ambiente (A) = centralização, descentralização; tecnologia (T) = centralização, descentralização; organização social (O) = todos os processos (relação entre o social e a natureza – e a técnica). 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

12 Espaços livres em megacidades [De fato, este elementos estão na base da problemática, mas são tratados como questões, sobretudo, culturais, comportamentais] - culturalismo = na base de muitos trabalhos geográficos e de outros campos do conhecimento que se dedicaram a análise urbana (Gideon Sjoberg, Max Sorre, Pierre George), com ênfase a análises comparativas. 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

13 Espaços livres em megacidades Críticas à ecologia humana substituição da determinação natural (Spencer) pela determinação cultural; estariam centradas na explicação social (historicismo, sem a crítica radical): - os homens (grupos sociais) criam as formas sociais (dentre as quais o espaço) através da produção, às vezes contraditória, dos valores que, orientando os comportamentos e atitudes, fundamentam as instituições, moldam a natureza Castells identifica nesta corrente: Lewis Mumford e Henri Lefebvre. Para Castells, seria uma leitura idealista e não materialista [embora não afirme isso nessa obra]. 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

14 Espaços livres em megacidades Fundamentalmente, as implicações sobre a análise das cidades são: o meio ambiente social assume uma forma que é manifestação dos processos de organização social; a organização social se acomoda a seu meio ambiente físico e se faz representada pela disposição espacial dos assentamentos urbanos Três formulações dessa corrente, em especial, tecem considerações sobre a centralidade urbana e compreendem tanto a primeira fase da Escola de Chicago, como sua releitura, pós-Segunda Guerra: a Teoria das Zonas Concêntricas, de Burgess; Teoria das Zonas (ou dos setores), de Hoyt; Teoria de Núcleos Múltiplos, de Harris e Ullman 2. A Escola de Chicago e a ecologia urbana

15 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess compreende o desenvolvimento da cidade a partir de uma área central (o central business district - c.b.d.) cercada por uma série de anéis concêntricos, com a atividade industrial se localizando nas franjas desse centro, cercadas por residências de segmentos mais pobres. Num segundo momento, se observaria uma especialização socioespacial do comércio e serviços, acompanhando as mudanças no padrão habitacional dos segmentos mais ricos, que deixariam o centro rumo à periferia e aos subúrbios 3. A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess Ernest Burgess ( ) Arthur Magon Whitacker. Baseado em CORRÊA, R. L. O espaço urbano

16 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess Compreende-se, assim, uma hierarquização entre localizações e usos do solo, com o centro no topo, não como o lugar mais exclusivo, mas como a área que comandaria, pela sua complexidade funcional, os processos descritos de centralização e descentralização das demais atividades. A forma urbana aparece como determinante primordial dos processos sociais. 3. A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess

17 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess 3. A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess Ernest Burgess ( ) Concentric Zone Model (1925): structural model of the American central city (based on Chicago in the 1920s); the zones identified are 1) the CBD; 2) the transition zone of mixed residential, factory, and commercial use; 3) low-class residential homes (inner city); 4) better quality middle-class homes; and 5) upper-class commuters zone. Burgess's work is based on bid rent … the amount that people will pay for the land (e.g., wealthier families tended to live much further away from the CBD; could afford automobiles). Fonte do texto em inglês e da imagem: HANDY DANDY GEOGRAPHER REFERENCE SHEET

18 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess 3. A Teoria das Zonas Concêntricas - Burgess Ernest Burgess ( ) Fonte: yakkersy12geo.blogspot.com

19 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt constitui-se numa adaptação do modelo anteriormente explicitado, para atender às imposições que a realidade expressava, quando se apresentava uma rigidez socioespacial de alguma área que não permitia o desenvolvimento concêntrico como fora explicitado pelo modelo. Essa rigidez era explicada pelo conteúdo cultural destas áreas que se mostravam resistentes ao processo de invasão- sucessão, incluindo esse elemento (cultural) à análise da estrutura intra-urbana 4. A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt Homer Hoyt ( ) Arthur Magon Whitacker. Baseado em CORRÊA, R. L. O espaço urbano

20 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt Nessa leitura da cidade, teríamos uma espacialização funcional e social da cidade a partir de eixos radiocêntricos, onde determinados setores ou anéis de circulação do centro à periferia teriam o caráter segregativo correspondente aos anéis concêntricos. O papel do c.b.d. é relativizado, em razão do destaque dado às dinâmicas dos espaços de habitação, que passam a coordenar a lógica locacional, dando novos conteúdos ao espaço intra-urbano e metropolitano. Os fatores ecológicos de localização e relocalização persistem. 4. A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt

21 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt 4. A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt Sector Model (1939): improvements in transportation made the Burgess Model more obsolete. Hoyt observed that zones expanded outward from the city center along electric trolley lines, railroads, highways, and other transportation arteries ; wedge-shaped patterns -- or sectors -- emanating from the CBD and centered on major transportation routes. Fonte do texto em inglês e da imagem: HANDY DANDY GEOGRAPHER REFERENCE SHEET

22 Espaços livres em megacidades A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt 4. A Teoria das Zonas (ou dos Setores) - Hoyt Fonte: yakkersy12geo.blogspot.com

23 Espaços livres em megacidades A Teoria dos Núcleos Múltiplos – Harris e Ulmann O padrão concêntrico e o radiocêntrico são substituídos, na construção do modelo, por uma estrutura celular (os núcleos múltiplos) que concentrariam usos e atividades que se beneficiariam pela coesão, ou se afastariam por se prejudicarem mutuamente. O processo de centralização e descentralização e de análise ecossistêmica são também evidentes. 5. A Teoria dos Núcleos Múltiplos – Harris e Ulmann Chauncy Harris ( ) & Edward Ullman ( ) Arthur Magon Whitacker. Baseado em CORRÊA, R. L. O espaço urbano

24 Espaços livres em megacidades A Teoria dos Núcleos Múltiplos – Harris e Ulmann 5. A Teoria dos Núcleos Múltiplos – Harris e Ulmann Multiple Nuclei Model (1945): based on the idea that people have greater movement due to increased car ownership. This increase of movement reduced the primacy of the CBD and allowed for the specialization of regional centers (e.g., nuclei such as light manufacturing or business parks). Fonte do texto em inglês e da imagem: HANDY DANDY GEOGRAPHER REFERENCE SHEET

25 Espaços livres em megacidades Ulmann 6. A Conceptual Frame - Ulmann Ullmans Conceptual Frame: proposed that trade was an interaction based on three phenomena: complementarity, intervening opportunities, and transferability of commodities Fonte do texto em inglês e da imagem: HANDY DANDY GEOGRAPHER REFERENCE SHEET

26 Espaços livres em megacidades Como seriam as cidades latinoamericanas? E as brasileiras? 6. Como seriam as cidades latinoamericanas? Esquema de Mertins e Bähr, adaptado de CORREA, Formas e processos espaciais -Inércia das formas espaciais (Correa, 1989) Arthur Magon Whitacker. Baseado em CORRÊA, R. L. O espaço urbano

27 Espaços livres em megacidades Valorização da ecologia humana (seus fundamentos) - remetem à determinação primeira das forças produtivas e às relações de produção que decorrem delas 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

28 Espaços livres em megacidades 1.4 Outras leituras sobre a Estrutura Urbana: 1.4.1Social Area Analysis Social Area Analysis - analisam o espaço urbano a partir da combinação de uma série de características sócio-econômicas, decompostas em três grandes dimensões: - nível social (ocupação, instrução, renda); - urbanização (características da família [provavelmente, da moradia]); - segregação (diferenciação étnica do espaço) (exemplos de pesquisas?) Contribuições: exprime a articulação entre a diferenciação social e a configuração do espaço, mas não explica a produção destas formas Não há visão do conjunto em sua formulação, pois as formas não são relacionadas aos demais elementos (sociais, econômicos, políticos e ideológicos?) e os ritmos de um aglomerado (relação da parte com o todo? Relação da morfologia com os processos? Relação forma, função, estrutura e processo?) 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

29 Espaços livres em megacidades Raymond Ledrut Percurso metodológico inverso: reconstruir o conjunto (ausente na contribuição da Social Area Analysis) a partir da análise da diferenciação (vizinhança, quarteirão, bairro, cidade) e da composição do espaço social (processos de consumo [no espaço e do espaço?]; cidade como um sistema de trocas entre diferentes setores que ocupam um lugar e preenchem uma função determinada. depois de ter distinguido uma série de funções urbanas, podemos estudar a homogeneidade e a heterogeneidade de cada unidade urbana e seguir as transformações suscitadas no circuito pela realização de cada atividade [isso permitiria avaliar a estruturação urbana] Crítica de Castells: não basta pensar em termos de estrutura urbana; é preciso definir os elementos da estrutura urbana e suas relações antes de analisar a composição e a diferenciação das formas espaciais.] 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

30 Espaços livres em megacidades Para Castells: - O empirismo levaria a uma leitura superficial da realidade, em especial, por que se procurava teorizar sobre o visível/sensível sem se levar em conta as estruturas política, ideológica e social, que desvendariam a essência. - O historicismo e o culturalismo aproximariam sua leitura de um relativismo no qual a dimensão cultural preponderaria e serviria de modelo explicativo. Como nos colocamos frente a essas críticas? 1.5 A crítica de Castells ao empirismo da Ecologia Humana (Escola de Chicago) e ao historicismo e ao culturalismo (Munford, Lefebvre): 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

31 Espaços livres em megacidades 1.6 A proposta de Castells. toda forma social (por exemplo, o espaço), pode ser compreendida a partir da articulação histórica de vários modos de produção (instâncias fundamentais: a econômica; a político-institucional; e a ideológica. Estas se fazem pelas práticas sociais: ação dos Homens definida por sua inserção na estrutura social). Toda estrutura social engendra oposições ao seu desenvolvimento e produz efeitos novos [a dialética]. 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

32 Espaços livres em megacidades (O espaço, segundo Castells, é resultado das estruturas social, política e econômica) Analisar o espaço enquanto expressão da estrutura social resulta (...) em estudar sua modelagem pelos elementos do sistema econômico, do sistema político e do sistema ideológico, bem como pelas combinações e práticas sociais que decorrem dele. 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells Concordamos com esse entendimento do autor? Exemplos destes elementos P (Produção): Conjunto de atividades produtoras de bens, serviços e informações. Exemplo: a indústria, os escritórios. C (Consumo): Conjunto de atividades relativas à apropriação social, individual e coletiva do produto. Exemplo: a residência, as instalações coletivas. T (Troca): Trocas ocorridas entre P e C, no interior de P e no interior de C. Exemplo: a circulação, o comércio. G (Gestão): Processo de regulação das relações entre P, C, T. Exemplo: gestão municipal, planos de urbanismo.

33 Espaços livres em megacidades A organização social do espaço pode (...) ser compreendida a partir da determinação das formas espaciais: a)- por cada um dos elementos das três instâncias (econômica, político-jurídica, ideológica). Estes elementos são sempre combinados com outros elementos de sua própria instância. b)- pela persistência de formas espaciais ecológicas, suscitadas pelas estruturas sociais anteriores. Estas formas articulam-se às novas, produzem então situações concretas sempre específicas. c)- pela ação diferencial dos indivíduos e dos grupos sociais sobre seu quadro: esta ação está determinada pela filiação social e espacial deste grupos, mas pode produzir efeitos novos, devido à especificidade do sistema de interações. Formas espaciais são, para Castells, portanto, determinadas pelas instâncias Concordamos com o autor? Fotografias: Arthur Magon Whitacker 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

34 Espaços livres em megacidades Para Castells: Não existe teoria específica do espaço, mas simplesmente desdobramento e especificação da teoria da estrutura social, para prestar conta das características de uma forma social particular, o espaço, e de sua articulação a outras formas e processos dados historicamente Trata-se de uma diferença radical com relação ao pensamento de Henri Lefebvre e com parte considerável do pensamento de Milton Santos, por exemplo, que compreendem, ou o espaço como elemento da sociedade, ou como possuidor de certo grau de determinação sobre o Homem 1. A estrutura urbana e A Questão Urbana de Manuel Castells

35 Espaços livres em megacidades A PARTIR DAQUI PARA PRÓXIMA AULA (17/4)

36 Espaços livres em megacidades Forma Função Estrutura Processo 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço Cadeira Sentar-se Distribuição das cadeiras, a relação entre elas e delas com os demais móveis numa sala; apreensão momentânea das relações entre funções e usos Como se usa? Como e por que se transformam os usos? Como e por que se transformam as funções? De onde decorrem os usos e funções? Estruturação: compreender que a estrutura é dinâmica Reestruturação: compreender que há momentos de mudanças profundas e marcantes da Cidade: circunscrita ao nível intra-urbano Urbana: agrega a relação entre as cidades Dificuldade em se trabalhar com essas dimensões isoladamente 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço

37 Espaços livres em megacidades Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço reestruturação urbana e reestruturação da cidade A distinção feita entre reestruturação da cidade e reestruturação urbana* (a escala da rede urbana e das interações entre as cidades) é o reconhecimento da necessidade conceitual de se compreender escalas analíticas, tanto quanto de combiná-las. É certo que há processos que só se observam na escala da rede urbana e outros que se materializam na escala intraurbana. Porém, há rebatimentos importantes entre estas escalas. * Observar várias publicações a respeito dessa distinção, produzidas por Maria Encarnação Beltrão Sposito 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço

38 Espaços livres em megacidades A questão da escala é nodal para a análise da estruturação e da reestruturação por que há processos numa e noutra escala e por que há processos que não são apreensíveis tomando-se a escala cartográfica como elemento definidor, delimitador. A escala seria a geográfica, aquela que permite a apreensão de um fenômeno ou processo geográfico que é composto tanto pela contigüidade territorial, quanto pela continuidade espacial e cujo conhecimento é tanto tácito, quanto tático e estratégico. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço reestruturação urbana e reestruturação da cidade 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço escala cartográfica

39 Espaços livres em megacidades A separação, no plano analítico, das escalas geográficas (a da cidade e a da rede) é um exercício teórico tão complexo quanto, paradoxalmente, sua análise conjunta o é. Esta complexidade advém do fato de nos depararmos com um processo geográfico que perpassa a escala cartográfica e a delimitação formal da cidade, da região e da rede urbana. Obviamente, a constatação desta relação biunívoca não é nova. Podemos apreender a combinação da dimensão da cidade e de sua hinterlândia e daquela com a rede urbana desde a Teoria das Localidades Centrais. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço reestruturação urbana e reestruturação da cidade 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço

40 Espaços livres em megacidades Talvez devamos levar em conta que as relações de manutenção ou mudança da posição de uma cidade na rede urbana (basicamente os conceitos de alcance espacial máximo e de alcance espacial mínimo) nunca foram tão fluídas. O conteúdo da cidade e sua condição de continente [ observar a definição dada por Alain Lipietz ] são dados na escala da rede geográfica que, mais que superposição de redes e escalas, é formada pela coexistência de escalas e redes. Assim, o processo de reestruturação econômica opera no território (e o território) tanto se localizando e se espraiando segundo uma lógica de contigüidade, quanto numa lógica de continuidade espacial. Isso faz com que a reestruturação dos espaços intraurbanos não seja analiticamente decomposta no estudo da escala cartográfica da cidade, mas nas interações desta com e em outras escalas, demandando a análise da escala geográfica. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço reestruturação urbana e reestruturação da cidade 2. Estrutura, estruturação, reestruturação do espaço

41 Espaços livres em megacidades 3. Questões propostas ao debate 3. Questões propostas ao debate pela Turma

42 Espaços livres em megacidades Integrantes: Tema: Objetivos: Bibliografia levantada: Bibliografia consultada: 3. Questões propostas ao debate Ficha de Registro da Monografia


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