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62-227.1345 Desconhecido Indesejado Excluido.

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4 Desconhecido Indesejado Excluido

5 Diagnóstico Olhar disciplinar Público ou privado? Jogo de soma zero

6 Diagnóstico razão fragmentada e indolente O problema lixo revela uma dificuldade estrutural da racionalidade ocidental em pensar os efeitos indiretos de suas ações e em dar valor ao maior número de experiências e saberes possíveis. A racionalidade ocidental gerou monoculturas que delimitaram amplas áreas de lixo, de experiências e saberes que não contam, e que por isso foram sistematicamente "jogados fora". Na monocultura o diferente é afastado, colocado em um espaço separado ou reduzido a externalidade negativa.

7 Diagnóstico ética do bando de ladrões As éticas elaboradas pela modernidade se caracterizam por privilegiar a análise do circuito meio-fim das ações diretas fragmentárias, o que permite o cálculo utilitarista/conseqüencialista a partir do bem/interesse do sujeito ético (seja ele individual ou coletivo, como no caso das éticas comunitárias). Sua universalidade é um exercício lógico sem critérios de verificabilidade. Mesmo a perspectiva deontológica não foge a esta crítica, porque por confiar sua universalidade à formalidade procedimental torna mais ainda irrelevante a materialidade do problema, a questão de vida ou morte. Estas éticas não estão erradas ou superadas. Apenas seus critérios de univesalidade devem ser revistos.

8 Diagnóstico

9 Prognóstico o lixo começa a contar O lixo como problema científico, ético e político é uma grande novidade. Nas últimas décadas o lixo começa a contar. Seu acúmulo se tornou tão evidentemente insustentável ao ponto de tornar visível a possibilidade da morte global. Não a morte de um grupo, de uma região, de uma espécie ou de um continente, mas sim a morte do planeta, do nosso ecossistema planetário. Se tornou evidente também que esta possibilidade foi gerada pelos efeitos indiretos - as externalidades negativas, diriam os economistas - de ações diretas éticas.

10 bem comum global A questão do lixo é o inédito ponto de partida para uma ética do bem comum global. A ética agora haverá de ser universal materialmente e não formalmente, uma ética do bem comum calculado em termos de sobrevivência global material. A vida no e do planeta é o universal material que exige de forma inédita que se passe do desejável para o efetivamente possível. Surge do lixo a possibilidade de pensarmos um universal material, a vida, como bem comum global e o reconhecimento do ser humano como sujeito vivo concreto em constante relação com outros sujeito vivos concretos, humanos e não humanos, para sobreviver. Prognóstico

11 lixo e inclusão O peso do impacto, medido ou previsto, das externalidades negativas é a pressão do excluído que, de alguma forma, começa a ser incluído, pelo menos como problema.

12 Prescrição racionalidade cosmopolita Substituição da racionalidade fragmentada por uma capaz de incluir todas as culturas, os saberes e as tradições (ou melhor: capaz de superar o dilema exclusão/inclusão); isto é, uma razão sem barreiras, que valorize todas as experiências que favoreçam a manutenção do bem comum global. Substituição das monoculturas por ecologias.

13 Prescrição ética do bem comum global Substituição das éticas coloniais e fragmentadas por éticas e políticas do bem comum global, que serão éticas e políticas da sobrevivência como universal material; precisamos contrair o futuro, pensá-lo como limitado e potencialmente inviável e não como inevitável/inelutável, a fatalidade invencível do progresso ou do mercado; precisamos concebê-lo como nossa responsabilidade. Em outras palavras, precisamos assumir a responsabilidade pela sobrevivência tanto do humano como do não-humano.

14 Prescrição transdisciplinaridade e tradução substituição das linguagens exclusivas e coloniais por uma linguagem inclusiva. Para a construção desta linguagem temos que exercer a habilidade da tradução como procedimento que respeita a alteridade dos diversos protagonistas e permite a substituição das monoculturas pelas ecologias.

15 bem comum global 1. Dignidade humana básica para todos (acesso universal à educação básica e aos cuidados com saúde) 2. Respeito pela soberania nacional 3. Saúde pública global, especialmente no controle das doenças transmissíveis 4. Segurança global (domínio público global livre de crimes e violência) 5. Paz global

16 bem comum global 6. Sistema integrado de comunicação e transporte 7. Infraestrutura institucional para promover a eficiência do mercado, os direitos humanos, administração/governança transparente e connfiável e harmonização dos standards técnicos 8. Administração negociada do conhecimento 9. Administração negociada dos recursos naturais globais 10. Espaços internacionais para negociações multilaterais (entre estados e também entre estados e outros atores sociais)

17 Razão indolente Lógicas da produção da não-existência a) monocultura do saber ignorante b) monocultura do tempo linear residual/atrasado c) monocultura da naturalização das diferenças inferior d) monocultura do universal/global como escala dominante particular/local e) monocultura da produtividade capitalista improdutivo/preguiçoso

18 Razão cosmopolita Lógicas da inclusão a) ecologia dos saberes científico/tradicional b) ecologia das temporalidades moderno/atrasado c) ecologia dos reconhecimentos centro/periferia d) ecologia das trans-escalas global/local e) ecologia de produtividade imposição do modelo capitalista ocidental

19 Bibliografia BERLINGUER, G. Bioética cotidiana. Brasília: UnB, 2004 HINKELAMMERT, F. Una nueva ética del bien común para evitar la debacle. Disponível em KAUL, I. (et alii) Providing Global Public Goods: Managing Globalization. New York: Oxford University Press, 2003 KAUL, I. (et alii) M.A. Global Public Goods: International Cooperation in the 21st Century. New York: Oxford University Press, 1999 POCHMANN, M. (org.) Atlas da exclusão social (vol. 4): a exclusão no mundo. São Paulo: Cortez, 2004 SANTOS, B. de S. Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências. In: SANTOS, B. de S. (org) Conhecimento prudente para uma vida decente. São Paulo: Cortez, 2004

20 Um pouco de história... Proto-bioética ( ) linguagem dos valores humanos destaque para a teologia e a filosofia reação à desumanização da medicina

21 Um pouco de história... Bioética médica ( ) novos dilemas das pesquisas biológicas análise rigorosa da prática médica discussão do fundamento teórico da bioética: principialismo, deontologia, utilitarismo etc.

22 Em síntese... Bioética de Interpretação: busca princípios para interpretar os problemas éticos em medicina e pesquisa Problema central: defesa do indivíduo diante da pesquisa e da intervenção médica

23 Em síntese... Bioética de situações emergentes: novas técnicas de reprodução clonagem reprodutiva e terapêutica Projeto Genoma Humano engenharia genética transplantes de órgãos e tecidos humanos

24 Um pouco de história... Bioética global ( ) ampliação dos problemas e das áreas envolvidas: antropologia, economia, religião etc. contribuição das ciências sociais bioética como movimento por justiça, eqüidade e inclusão

25 Diferenças Centro/Periferia: Expectativa de vida Serra Leoa, ou Burkina Fasso (África) 40 anos Japão, Estados Unidos e Europa 80 anos Investimento anual per capita em saúde Uganda < 10 USD América Latina 300 USD Europa Ocidental USD Estados Unidos da América USD Em síntese...

26 Bioética de Intervenção Ex.: quebra das patentes dos remédios contra HIV Bioética das situações persistentes exclusão social discriminação das mulheres racismo injusta alocação e distribuição de recursos Em síntese...

27 Um pouco de história... Bioética profunda ( ) ligada à ecologia profunda ética do bem comum global visão sistêmica global

28 Pensem em bioética como uma nova ciência ética que combina humildade, responsabilidade e uma competência interdisciplinar, intercultural, e que potencializa o senso de humanidade. A bioética deve ser vista como o conhecimento de como usar o conhecimento para a sobrevivência humana e para o aperfeiçoamento da condição humana.

29 VII Congresso Mundial de Bioética Sidney, de 9 a 12 de novembro de 2004 Deep Listening: bridging divides in local and global ethics.

30 Bioética, Meio Ambiente e Vida Humana 30 de Agosto a 03 de Setembro 2005 Local: Foz do Iguaçu

31 Nossa compreensão inicial da bioética Bioética não é apenas a solução de dilemas morais levantados pelas novas possibilidades da tecnologia. A bioética é um espaço de encontro entre diferentes competências disciplinares que se constitui ao redor de uma inquietação: o que fazer com a vida?

32 É o carbono absorvido através de ações que viabilizem e melhorem as condições de vida das comunidades envolvidas nos projetos de redução de emissões, visando assegurar o bem-estar e a cidadania, sem degradar a base de recursos.

33 AS FERRAMENTAS


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