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B6. Fechamento do protocolo de entrevistas, seleção de fotos e desenhos Embora a estrutura da entrevista tenha sido a mesma para cada um dos trechos de.

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1 B6. Fechamento do protocolo de entrevistas, seleção de fotos e desenhos Embora a estrutura da entrevista tenha sido a mesma para cada um dos trechos de rua pesquisados, a opção metodológica por discussões pautadas na rua do próprio entrevistado fez com que a preparação para o trabalho em cada rua envolvesse um processo de familiarização com as tipologias específicas de cada uma. Foi importante que o entrevistador, durante a entrevista, tivesse familiaridade com os aspectos físico-visuais da rua, de forma a extrair do morador argumentos que possibilitassem uma compreensão mais profunda das dinâmicas do lugar. Ao preparar as visões prospectivas para cada rua, eram anotadas peculiaridades que fossem úteis para esse aprofundamento.

2 A entrevista foi montada em dois módulos: dados básicos e discussão. O primeiro módulo consistiu no preenchimento de uma ficha com os dados básicos do morador: nome, endereço, faixa etária, sexo, escolaridade, profissão, renda, perfil da família, tempo no bairro e origem. O segundo módulo tratou de uma discussão de temas relacionados com áreas abertas, áreas verdes e vegetação.

3 Temas da discussão 1- vinda do morador para o bairro, a escolha do lote ou a compra da casa pronta 2- como a atual moradia se adequava a aquilo que o morador tinha idealizado. 3- a experiência do morador com a natureza, e com o trato das plantas 4- as dificuldades e problemas que ele sentia estarem relacionados com natureza e plantas Para o morador que tinha ou cuidava de jardim: 4a- como foi planejado o jardim 4b- quais espécies foram plantadas, 4c- eventual percepção de sombra e frescor para a sua moradia por conta do jardim 5- como via a ação dos vizinhos com relação ao verde. 6- sobre vizinhos que não gostam / não plantam 7- áreas verdes públicas: verde como lazer, passeio, passagem 8- o verde nas ruas e praças do bairro 9- sobre a paisagem em geral do bairro

4 Figura. Esquema de encaminhamento da discussão, durante as entrevistas da Rua 7 e da Rua 10. Os ícones presentes no esquema são equivalentes aos cartões confeccionados para focalizar os temas da entrevista Nesse momento eram mostradas ao morador as duas visões prospectivas, e explicado o seu significado, como duas possibilidades diferentes de futuro para a rua dele. O morador era então questionado sobre qual imagem ele achava mais provável de ocorrer, e a emitir sua opinião sobre elas.

5 Por fim, eram abordados os temas gerados pelos.padrões verdes. determinados pela fase B2, relativos a padrões de aplicação do verde e padrões de expansão alternativos para a arquitetura das moradias. Após o término de cada entrevista, o entrevistador solicitava a tirada de fotografias da casa, o que permitia o acesso aos jardins e áreas abertas do interior do lote. Por fim, era entregue ao morador uma folha com as três visões em uma escala reduzida, e os dados de contato do pesquisador. A duração média da entrevista foi de minutos

6 Fase B7. As Entrevistas Os primeiros a serem entrevistados, em cada uma das ruas, foram os moradores que estavam trabalhando em seus jardins no momento, ou que tinham áreas verdes cuidadas em seu próprio lote ou em algum ponto adjacente, nos verdes-fora. Esses moradores então indicavam vizinhos seus para também realizarem a entrevista. Todas elas se realizaram em domingos, pois nos dias de semana a maioria fica ausente para trabalhar, e a distância do bairro do centro de Campinas inviabiliza quase todos os horários nesses dias. Aos domingos os moradores estão mais relaxados, e muitas vezes concordavam em fazer a entrevista no mesmo momento.

7 A primeira entrevista foi com a moradora de um dos lotes mais verdes de todo o bairro A moradora CR é uma entusiasta por plantas de todos os tipos, coleta e distribui qualquer muda que lhe caia nas mãos. Detalhe da fachada no primeiro levantamento, de setembro de 2005 Rua 2, Lote 125. Recorte das visões atual (a) e prospectivas (b,c) ab c

8 Segundo a moradora, o seu plano inicial era o de setorizar o jardim, dispondo, à direita as flores e árvores de flores, e, à esquerda, as árvores frutíferas. Entretanto, como o lado direito fica ao norte, e o seu vizinho nesta face construiu em altura, esse lado pega muita sombra e a maioria das flores plantadas não prosperou. Com o tempo, diz ela, o seu jardim.bagunçou tudo., por ela ter tido que dispor as plantas conforme a necessidade de sol. A moradora CR fala de suas dificuldades em manter suas árvores, como por exemplo o vizinho da esquerda, que uma vez reclamou da sujeira que caía em seu quintal. Rua 2, Lote 125 a) jardim de entrada, em direção à casa b) jardim de entrada, em direção à rua. Fotos da entrevista, em 4 de setembro de 2006

9 A moradora CR reconhece rapidamente o primeiro dos desenhos em perspectiva da situação atual. Os aspectos que parecem facilitar o reconhecimento são, pela ordem: 1.os sobrados 2.a sequência das casas e 3.vegetação e mobiliário na calçada. Nesse aspecto, lhe chamam a atenção os detalhes, como:.nossa, o Seu Durval tirou a floreira da frente.... CR também afirma que muitos moradores ainda estão construindo, e esses não estão pensando em fazer jardins, nem mesmo os jardins no espaço da praça.

10 Visão 1 atual da Rua 2 Visão 2 de adensamento sem verde da Rua 2 Visão 3 de Verde Pleno da Rua 2

11 Atividades Externas Ligadas ao Estudo (X1, X2 e X3) Projeto DATAHABIS envolveu outras atividades que caracterizaram uma pesquisa ação. Além do suporte material e logístico (X1) que o projeto DATAHABIS pôde fornecer em algumas fases deste trabalho, não se poderia excluir algumas das experiências e conhecimento adquiridos com as atividades paralelas, em especial durante o evento. Clínica da casa e do verde.(X2) ocorrido em 15 de julho de 2007.

12 trechos do diagnóstico produzido pelas alunas Márcia, Fernanda, Juliana e Katrin, de AU114

13 Os alunos produziram um rico material sobre o Residencial São José, em basicamente duas entregas obrigatórias da disciplina: Diagnóstico e Propostas. No diagnóstico, conseguiram identificar muitos dos aspectos da paisagem e da vida do bairro Não passaram desapercebidos, dentre diversos outros aspectos: 1-o tamanho pouco generoso do lote e o resultante adensamento das quadras residenciais 2-o problema da não urbanização das praças e o ato heróico de alguns moradores de colonizá-las (as praças da Rua 2 e da Rua 10, objetos deste trabalho, foram sempre notadas) 3- o problema do lixo, que se acumula também nas praças sem urbanização e em espaços sem controle territorial 4- as opções limitadas de lazer 5- a autoconstrução, que denota o potencial e a força de vontade dos moradores, mas os problemas técnicos e de conforto com a falta de orientação 6- a boa comunicação existente entre os moradores 7- a existência do comércio informal, misturado às próprias residências. 8- A falta dos equipamentos previstos: posto de saúde e creche 9- A arborização escassa 10 Os vazios urbanos, os limites do bairro, suas possibilidades paisagísticas e seus problemas

14 Prancha geral do diagnóstico realizado pela equipe de alunos Daniel, Lucas e Renata, de AU114

15 Na segunda fase, das propostas, os alunos também surpreenderam com ideias criativas e pertinentes. Muitas das soluções propostas por eles para a arborização das ruas e novos desenhos de leito carroçável e calçadas foram aproveitados para compor as visões prospectivas de verde pleno. Trechos da proposta vencedora do concurso interno da disciplina AU114 feita pelos alunos Rocha, Thaís e Felipe. novembro/2006

16 A Clínica da Casa e do Verde. A.clínica da casa e do verde é uma atividade dentro do projeto DATAHABIS, em que é montado um posto itinerante (em uma praça de bairros de autoconstrutores) para aproximar a universidade da comunidade, discutindo e aprimorando questões técnicas relacionadas com a arquitetura dos autoconstrutores. O incremento do verde é estimulado como forma de melhorar as questões de conforto térmico ambiental e a paisagem posto DATAHABIS no dia da.clínica da casa e do verde., no São José b) moradores se localizam na maquete feita pelos alunos de AU114

17 No dia 15 de julho de 2007, o posto da.clínica. foi montado na Praça 1 do Residencial São José. Foram expostos as maquetes e os trabalhos realizados pelos alunos da disciplina de AU114 mencionados, e também as visões prospectivas das ruas 2, 7 e 10, além de imagens e fotos do bairro. A-Moradores identificam casas nas visões prospectivas. B) moradora CL (Rua 2, lote 147) planta muda na Praça 1, defronte à sua casa, durante o evento

18 Resultados Embora em nenhum momento tenha-se buscado resultados estatísticos, as treze entrevistas, realizadas em três ruas do Residencial São José, acabaram revelando opiniões e padrões de comportamento com relação ao verde, ao território e à paisagem muito semelhantes. Também essas opiniões e padrões apareceram novamente, tanto nos diagnósticos realizados por equipes de alunos da disciplina AU114, quanto nos depoimentos de outros moradores que afluíram ao evento da.Clínica do Verde e da Casa. A visão atual (visão 1) os moradores normalmente se detiveram mais tempo, observando os detalhes da sua rua tal qual ela é, ou ainda aos detalhes daquilo que mudou, entre o levantamento que serviu de base à imagem, e o momento realmente presente. A visão prospectiva de adensamento sem verde (visão 2) foi a menos compreendida, ou seja, a diferença entre elas é mais conceitual e arquitetônica, e através dela apenas os pesquisadores podem perceber o agravamento de problemas de conforto e paisagem que de fato irão ocorrer com o adensamento. A visão prospectiva de verde pleno (visão 3) quase sempre suscitava surpresa e encantamento, e, nesse caso, era imediatamente notada a diferença para com as outras visões

19 Síntese tipológica e de caracterização do verde-dentro e verde-fora dos entrevistados

20 Discussão Embora totalmente cientes da responsabilidade (e da ausência) da prefeitura para formar e cuidar das praças, vários moradores, vizinhos dessas praças, chamaram para si essa tarefa, ainda que dentro do raio de alcance de suas casas. Não raro desenvolveram forte territorialidade fiscalizadora, ou mesmo de posse, ao ocupar e agir como se aquilo fosse uma extensão de seu verde-dentro. E não que a sua extensão o refletisse, já que muitos deles não deixaram nem um metro de solo permeável em seu lote, e, assim como muitos de seus vizinhos, deram prioridade aos espaços internos de uso e convívio da família. São os chamados de pioneiros, aqueles que se adiantam. Existem também os colaboradores, uma vez que não exercem o controle territorial (vigilância) permanente, mas auxiliam os pioneiros em áreas que nem sempre estão próximas da sua própria moradia. Os chamados aqui de tímidos. São moradores que cuidam com regularidade de um canteiro ou árvore na calçada. E moradores que não executam nenhuma ação nesse sentido, a não ser o cultivo de seus vasinhos e por isso foram chamados de observadores

21 Mapa da ação identificada dos moradores sobre os verdes-fora: jardins, árvores e horta nas calçadas e praças do São José.


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