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HOSPITAL JOÃO EVANGELISTA - HOJE Rosana Zenezi Moreira Gerente Administrativo no HOJE Economista Especialista em Economia da Saúde Mestre em Administração.

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1 HOSPITAL JOÃO EVANGELISTA - HOJE Rosana Zenezi Moreira Gerente Administrativo no HOJE Economista Especialista em Economia da Saúde Mestre em Administração e Planejamento Estratégico Otimização dos Recursos Financeiros e Terapêuticos

2 HOJE 1 – Breve Histórico da Luta Antimanicomial 1 – Breve Histórico da Luta Antimanicomial 2 – A Reforma Psiquiátrica Brasileira 2 – A Reforma Psiquiátrica Brasileira 3 – Objetivo Específico da Reforma Psiquiátrica 3 – Objetivo Específico da Reforma Psiquiátrica 4 – Recursos Financeiros e Terapêuticos 4 – Recursos Financeiros e Terapêuticos 5 – Ética em Termos Econômicos – Reintegrando à Vida 5 – Ética em Termos Econômicos – Reintegrando à Vida 6 – Modelo Assistencial do HOJE – Investimento Social 6 – Modelo Assistencial do HOJE – Investimento Social 7 - Conclusão 7 - Conclusão

3 1 – Breve Histórico da Luta Antimanicomial A psiquiatria nasceu no século XVIII, quando foi dada ao médico a incumbência de cuidar de uma determinada parcela da população excluída do meio social; A luta antimanicomial, o mais importante movimento pela reforma psiquiátrica nacional, teve início durante o regime militar e ainda enfrenta desafios; A luta antimanicomial, o mais importante movimento pela reforma psiquiátrica nacional, teve início durante o regime militar e ainda enfrenta desafios; Uma grande vitória nesta luta aconteceu em 2001 quando o Senado aprovou a Lei nº de 6 de abril de 2001, também conhecida como Lei Paulo Delgado e como Lei da Reforma Psiquiátrica, que instituiu um novo modelo de tratamento aos transtornos mentais no Brasil e a extinção progressiva dos manicômios; Historicamente a Reforma Psiquiátrica surgiu para questionar os saberes e práticas profissionais propostas pelo paradigma asilar, pautados na tutela, segregação e exclusão social. A reforma da atenção ao portador de sofrimento mental é hoje uma realidade incontestável no Brasil; Sabemos que a sociedade atual é levada por uma lógica capitalista e excludente. Segundo esta lógica é segregado e excluído todo indivíduo que lhe quebre o padrão. Este é muitas vezes o caso do doente mental, pois sua doença o torna um improdutivo social e econômico. Nesta lógica que forja a diferença como sendo uma coisa ruim, exclui-se e segrega-se também o doente mental devido à sua não participação ativa e direta no modelo econômico; Considerando o movimento da Reforma Psiquiátrica em curso, é importante ressaltar que a mudança do modelo de assistência em Saúde Mental não implica apenas em implantação de Serviços Substitutivos, mas torna-se imprescindível uma modificação na prática profissional pautada no modelo psicossocial, um paradigma das práticas em Saúde Mental substitutivas ao modelo asilar; No Brasil, até a segunda metade do século XIX, não houve assistência médica específica aos doentes mentais. Quando não eram colocados nas prisões por perturbação da ordem pública, eram encarcerados nas celas especiais dos hospitais gerais; No início do século XX, o psicanalista Sigmund Freud passou a dar um tratamento psicoterápico, no qual a palavra do paciente é a expressão dos conflitos conscientes e inconscientes. A psicanálise se consolidou como um método de investigação, uma técnica terapêutica; Na segunda metade do século XX, a quimioterapia tornou-se uma importante área de pesquisa e prática do tratamento para a doença mental (evolução dos fármacos).

4 2 – A Reforma Psiquiátrica Brasileira e o HOJE A luta antimanicomial, o mais importante movimento pela reforma psiquiátrica no brasil, teve início durante o regime militar e ainda enfrenta desafios. A Reforma Psiquiátrica Brasileira é composta de trajetórias: A primeira trajetória é definida como alternativa, que ocorre na década de 70, quando surge o Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental; A primeira trajetória é definida como alternativa, que ocorre na década de 70, quando surge o Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental; O segundo momento da Reforma Psiquiátrica é o da trajetória sanitarista iniciada nos primeiros anos da década de 80; O segundo momento da Reforma Psiquiátrica é o da trajetória sanitarista iniciada nos primeiros anos da década de 80; A terceira e mais importante trajetória da desinstitucionalização é caracterizada, sobretudo, pelo surgimento de novos serviços, estratégias e conceitos em Saúde Mental, a partir da década de 90. A terceira e mais importante trajetória da desinstitucionalização é caracterizada, sobretudo, pelo surgimento de novos serviços, estratégias e conceitos em Saúde Mental, a partir da década de 90. Podemos entender que a Reforma Psiquiátrica trata-se de um processo que tem como princípios éticos a inclusão, a solidariedade e a cidadania. O HOJE, a partir de 2001 vem trabalhando com o resgate dos valores da época de sua fundação, utilizando a ética nos processos internos e externos e na qualidade oferecida: Interno: mudanças na estrutura do hospital para melhor atender os pacientes, profissionalização do atendimento, capacitação das equipes, novas terapias para uma assistência digna e eficiente; Interno: mudanças na estrutura do hospital para melhor atender os pacientes, profissionalização do atendimento, capacitação das equipes, novas terapias para uma assistência digna e eficiente; Externo: reinserção dos pacientes na sociedade, relacionamento com órgãos públicos e privados, convênios, comunidade, universidades, etc; Externo: reinserção dos pacientes na sociedade, relacionamento com órgãos públicos e privados, convênios, comunidade, universidades, etc; Qualidade: a qualidade do tratamento psiquiátrico se estende a um cuidado diversificado, que envolve a medicação, o acolhimento, a alimentação e a participação do profissional na organização da vida pessoal do paciente e, na orientação das famílias (processo psicoeducacional). Qualidade: a qualidade do tratamento psiquiátrico se estende a um cuidado diversificado, que envolve a medicação, o acolhimento, a alimentação e a participação do profissional na organização da vida pessoal do paciente e, na orientação das famílias (processo psicoeducacional).

5 3 – Objetivos da Reforma Psiquiátrica Um dos objetivos da reforma psiquiátrica foi substituir os grandes e antigos hospitais psiquiátricos por Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHGs); Um dos objetivos da reforma psiquiátrica foi substituir os grandes e antigos hospitais psiquiátricos por Unidades Psiquiátricas em Hospitais Gerais (UPHGs); Um dos objetivos específicos da Reforma Psiquiátrica é a substituição do modelo de atendimento centrado na hospitalização e no isolamento por uma atenção integrada ao indivíduo no seu local de domicílio, em seu território (tendência mundial à desospitalização); Um dos objetivos específicos da Reforma Psiquiátrica é a substituição do modelo de atendimento centrado na hospitalização e no isolamento por uma atenção integrada ao indivíduo no seu local de domicílio, em seu território (tendência mundial à desospitalização); A Psiquiatria Tradicional do modelo asilar atuava sobre a doença e tinha como objetivo a cura. Com a Reforma Psiquiátrica novos conceitos e olhares constroem outros modos de entendimento sobre a loucura, consequentemente, promovem práticas diferenciadas; A Psiquiatria Tradicional do modelo asilar atuava sobre a doença e tinha como objetivo a cura. Com a Reforma Psiquiátrica novos conceitos e olhares constroem outros modos de entendimento sobre a loucura, consequentemente, promovem práticas diferenciadas; No processo da Reforma Psiquiátrica pretende-se demonstrar como é possível as pessoas consideradas loucas assumirem diversos papéis na sociedade, ou seja, o portador de sofrimento mental passa a ser reconhecido por suas habilidades reais e como sujeito de direito, evitando o peso de assumir unicamente o papel de "doente mental. Assim ele deve ser reconhecido socialmente acima de tudo como indivíduo, sendo respeitadas as suas diferenças; No processo da Reforma Psiquiátrica pretende-se demonstrar como é possível as pessoas consideradas loucas assumirem diversos papéis na sociedade, ou seja, o portador de sofrimento mental passa a ser reconhecido por suas habilidades reais e como sujeito de direito, evitando o peso de assumir unicamente o papel de "doente mental. Assim ele deve ser reconhecido socialmente acima de tudo como indivíduo, sendo respeitadas as suas diferenças; É desta forma que o HOJE trabalha, respeitando as diferenças dos indivíduos e, também dos colaboradores que trabalham no hospital. É desta forma que o HOJE trabalha, respeitando as diferenças dos indivíduos e, também dos colaboradores que trabalham no hospital.

6 4 – Recursos Financeiros e Terapêuticos Do ponto de vista econômico e terapêutico, existem diferenças na forma e no cuidado de tratar os pacientes internados, conforme segue: Paciente Crônico Mentalmente mais estabilizado Rotinas diárias mais estáveis Medicamentos são sempre os mesmos Medicamentos não são de alto custo Médico 1 x por semana Não participam de psicoterapias Só comem Respondem menos ao tratamento Paciente Agudo Mentalmente menos estável, mais desorganizado Mais intercorrências Utiliza mais procedimentos Rotina menos estável, tem mais urgências Requer mais profissionais para cuidados Gasta mais horas de equipe técnica: médicos, enfermeiros e auxiliares (24 h) Mais treinamento/aprimoramento constante dos profissionais Medicamentos são mais caros (alto custo) Participam das atividades psicoterapêuticas Respondem melhor aos tratamentos

7 5 – Ética em Termos Econômicos - Investimento Social Como vimos há várias diferenças na lógica de tratamento dos pacientes – agudo e crônico e, isto produz diferentes custos devido aos valores dos serviços médicos, terapêuticos, medicamentos e custos auxiliares. Ou seja, o custo de uma internação é maior do que outras alternativas de tratamento como o Hospital-Dia (HD) ou os cuidados ambulatoriais. Existe uma tendência mundial à desospitalização, visando uma alternativa às práticas hospitalares. Com o cuidado domiciliar há diminuição dos custos com internações, embora a lógica seja de que o paciente tenha mais conforto junto aos familiares e de continuidade do tratamento. Porém, essa lógica pode ser perversa, pois, pode não ser eficaz. O modelo assistencial de atendimento do HOJE é cuidar dos doentes agudos e, deixá-los prontos para o retorno às suas atividades. A preocupação permanente do HOJE é a reintegração do paciente à sociedade. Por isso, tem a intenção de manter as unidades de internação. O custo geral é maior em comparação com as outras alternativas de cuidados em saúde mental, mas alguém tem de ter esta responsabilidade. A filosofia do HOJE, expressa através de sua missão, valores e objetivo, busca a excelência no fornecimento de cuidados integrais de saúde. Isto significa que os investimentos feitos em internações, embora tenham um custo maior, são feitos pelo respeito aos direitos dos portadores de transtornos mentais e seu retorno mais rápido à sociedade.

8 5 – Modelo Assistencial do HOJE - Reintegrando à Vida O modelo assistencial no HOJE aparece como substituto nas funções de cuidados anteriormente atribuídas aos familiares. O paciente tem o real direito ao cuidado, não de ser excluído nem discriminado. Os portadores de doenças mentais precisam de um alívio para o seu sofrimento, precisam ser respeitados em seus desejos e projetos. O preconceito social levou ao asilamento, abandono de pessoas com condições de convívio social. O trabalho de esclarecimento à comunidade, às famílias se faz urgente e necessário. É preciso uma mudança de cultura, de consciência, no sentido de que a responsabilidade é de todos. O fator econômico não pode sobrepor-se ao valor terapêutico ou social. O fator econômico não pode sobrepor-se ao valor terapêutico ou social. HOJE - RESGATANDO A VIDA PARA UM FUTURO MELHOR!

9 5 – Conclusão A reforma psiquiátrica ainda está em andamento e, permanece em debate. O Movimento Brasileiro de Luta Antimanicomial tem alcançado bons resultados, que vão desde a criação de novas leis, práticas e políticas até a sensibilização da cultura nacional, como por exemplo, a produção de vários filmes. O êxito está no fato de, em vez de tratar de doenças, tratar de sujeitos concretos, pessoas reais. Portanto, lida com questões de cidadania, de inclusão social, de solidariedade, por isso, conta com profissionais multidisciplinares, não só da saúde (economistas, administradores, advogados, etc). Esta multidisciplinaridade também é interessante para que haja equilíbrio na gestão hospitalar, que deve planejar a otimização de seus custos para fazer frente às necessidades de caixa, porém, mantendo-se fiel à sua missão. Um exemplo desta otimização de custos juntamente com o resgate da missão do HOJE é o atual refeitório. A própria reforma gerou caixa para as modificações, pois, foram vendidas as grades de ferro retiradas das janelas, bem como outros materiais. Exemplo de resgate do HOJE - o novo refeitório tem duplo sentido: Resgate do local, com as devidas reformas e, do sentimento que desperta nos pacientes, pois, estes vêm participando do processo de construção do hospital e, respeitam isso. Por isso, neste novo refeitório não houve mais nenhum tipo de intercorrência. As mesas foram restauradas pelos próprios pacientes, que também fizeram o acabamento em mosaico (arteterapia). Exemplo de resgate do HOJE - o novo refeitório tem duplo sentido: Resgate do local, com as devidas reformas e, do sentimento que desperta nos pacientes, pois, estes vêm participando do processo de construção do hospital e, respeitam isso. Por isso, neste novo refeitório não houve mais nenhum tipo de intercorrência. As mesas foram restauradas pelos próprios pacientes, que também fizeram o acabamento em mosaico (arteterapia).

10 Obrigada pela atenção e sucesso a todos! Rosana Zenezi Moreira


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