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Impressões sobre ELTs e ESO: E-ELT – European Extremely large telescope (42m diameter, field of view 10') TMT – Thirty Meter Telescope (30m diameter, field.

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1 Impressões sobre ELTs e ESO: E-ELT – European Extremely large telescope (42m diameter, field of view 10') TMT – Thirty Meter Telescope (30m diameter, field of view 15') GMT – Giant Magellan telescope (22-25m diameter, field of view 20')

2 História do processo Início de 2009: aprovação do INCT-A, composto de 144 astrônomos para atuação em áreas estratégicas, incluindo a entrada do Brasil em um ELT. Neste contexto, foi criado um comitê de ELTs inicialmente composto por Beatriz, João, Albert, Reinaldo, Kepler e Claudia. Outros membros se juntaram em 2010: Horácio, Bruno Castilho, Luiz Paulo, Daniela, Marcos Dias.

3 Missão do comitê ELT Coletar informações para subsidiar a comunidade astronômica e o Governo Brasileiro no planejamento estratégico da astronomia brasileira. Estabelecer uma estratégia coletiva, que procure formar o máximo de consenso entre a comunidade sobre uma escolha de ELT, antes de se fazer uma proposta final ao Governo.

4 História do processo - cont. A primeira atividade do comitê foi contactar os projetos de ELTs e convidar os diretores do TMT e do ESO para uma visita e explanação sobre os projetos de ELTs. O projeto GMT não nos pareceu interessante em um primeiro momento porque eles não aceitariam contribuição in-kind e pensamos que isto encareceria muito o projeto, além de não incluir a indústria brasileira. Posteriormente esse cenário mudou.

5 Iniciativa do MCT Criação da comissão especial de astronomia, CEA, em junho de 2009, para fazer um planejamento a longo prazo para todas as áreas da astronomia. O trabalho já iniciado pelo comitê ELT se encaixou nos objetivos da CEA e esperava-se que os resultados dos trabalhos do comitê ELT dessem subsídios para os relatórios da CEA sobre o futuro da astronomia.

6 Visita do ESO ao BR em 24-25/11/2009 No primeiro dia Roberto Gilmozzi fez um seminário geral sobre o ESO aberto ao público. No segundo houve uma reunião somente com o comitê. Naquela reunião foram mostrados os valores para entrada no ESO e no E-ELT. Pela primeira vez ouvimos falar do valor para entrada no ESO de milhoes de euros de jóia e 13.6 milhões de euros para operações por ano. No E-ELT, para 5% de participação, o valor é de ~50 M de euros e ~3 Meuros/ano. Houve uma proposta de entrada do BR como membro do ESO por etapas, a que eles denominaram phased- membership. Neste cenário teríamos metade da participação por 10 anos, daí para frente participação total, com pagamentos suavizados de ~20 Meuros/ano.

7 Visita do TMT ao BR de 1-4/12/2009 Gary Sanders, project manager, fez um seminário geral sobre o ESO aberto ao público. Houve visitas de duas empresas brasileiras (VOITH e OAS). O segundo dia foi de visitas a empresas e ao LIT No terceiro dia tivemos discussões gerais. Ficou claro um enorme interesse por parte do TMT em utilizar nossa indústria para fazer partes do telescópio. Expusemos nosso possível interesse em uma fração de tempo menor que o mínimo aceitável pelo Board, de 5% (o mínimo é 10%) e solicitamos que isto fosse levado ao Board para discussão. Fomos convidados a participar da reunião do Board do TMT no comeco do ano seguinte.

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9 Redação do White Paper dos ELTs (entrega no dia 08/01) Houve divergência dentro do grupo dos ELTs de forma que parte do grupo não assinou o WP. A principal divergência foi na inclusão da última tabela do WP, com valores de participacão no ESO (tabela ideal), que colocava um cenário irreal de um tempo bem mais longo com participacao do BR a 50% a de full-member (para diminuir os valores das parcelas anuais a serem pagas). A resposta do ESO quanto a possibilidade de pagamento dos valores da tabela ideal veio em 12/01:...We think it is unlikely that we would be able to persuade our Council to accept an extended "phased membership" with a longer period at half NNI level...

10 Ida de parte do comitê ELT a Pasadena em fev/2010 Steiner/Kepler/Albert fizeram parte da reunião do Board do TMT. Nesta mesma viagem os membros do comitê ELT se encontraram com representantes do GMT. O relatório da visita enfatizou os seguintes resultados.

11 Resultados da visita ao TMT Achou-se impressionante o nível de organização e engajamento do grupo japonês. A experiência dos japoneses é grande, na construção de várias partes do telescópio e de difícil competição. O Board do TMT deixou claro que o Brasil é muito bem vindo mas que deverá ter uma contribuição mínima de 10% para ter assento no Board do TMT. Houve uma visita ao laboratório de instrumentação em Caltech, onde está sendo feita a montagem do MOSFIRE, instrumento do Keck que deve ser clonado para o TMT. Este instrumento já tem projeto pronto e foi proposto como parte do pacote brasileiro para o TMT. No entanto, é um instrumento sofisticado e fora a integração mecânica parece que restaria pouco para o Brasil fazer.

12 Resultados do encontro com os diretores do GMT Foram feitas as seguintes perguntas aos diretores do GMT: O Brasil seria aceito como membro do consórcio com uma contribuição de 5% do valor total do telescópio (35 milhões)? O Brasil, caso entrasse como membro, poderia liderar a construção de um espectrógrafo optico (a negociar)? A indústria brasileira poderia ter envolvimento na construção do telescópio em igualdade de condições com os outros parceiros? A resposta para todas estas perguntas foi SIM

13 Segunda reunião do ESO no Brasil do 4 ao 5/2/2010 Essa reunião foi organizada de modo que empresas da construção civil e de aço pudessem fazer exposições sobre essas empresas, em seminários de 20 minutos cada. Compareceram representantes de cerca de 15 empresas. No segundo dia foram feitas visitas a empresas brasileiras.

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15 Segunda reunião do TMT em São Paulo do 8-10/02/2010 Esta reunião foi especificamente para encontro do TMT com empresas brasileiras de vários ramos: Estrutura metálica Construção civil Mecânica fina, atuadores e sensores Software Compareceram representantes de 15 empresas que tiveram de min. de tempo, cada uma, para conversar com os engenheiros e diretores do TMT.

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17 O TMT nos apresentou uma tabela de possíveis in-kind contributions num total de 70M de dólares

18 Empresas brasileiras enviam propostas em resposta a editais do TMT. Os primeiros Requests for Proposals (RfP) para fabricação de pecas do TMT já foram anunciados no site do TMT,www.tmt.org. Como resultado das reuniões do dia 8- 10/2, duas empresas se interessaram em responder aos editais (encerrados no dia 24/03).www.tmt.org As empresas Avionics e Equatorial colocaram propostas para os seguintes itens, num total de 35M de dólares: M1 Subcells M1 Dummy Masses M1 Segment Support Assemblies M1 Segment Handling Equipment M1CS Actuators M1 Sensors M1 Control Electronics and Cabling

19 Visita do Ministro ao Chile na semana do Carnaval O ministro do MCT visitou o site do Alma, os VLTs, o Gemini e o SOAR juntamente com Beatriz Barbuy e Albert Bruch. Foi feito um report da visita que descreveu o seguinte: O Ministro anunciou ao Diretor Geral do ESO que pretende enviar em breve um ofício formal, declarando o interesse do Brasil em negociar uma colaboração com o ESO. Entende-se que tal carta será o sinal para o Conselho do ESO para entrar em negociações formais com o Brasil. E sobre a participacão do BR no Gemini foi dito que esta poderia sofrer uma revisão no caso de uma associação formal do BR ao ESO.

20 Reunião do comitê ELT em 25/02/2010 Fizemos uma reunião do comitê ELT neste dia para que pudéssemos entender a situação após a visita do Ministro ao Chile, quando parecia que uma decisão já tinha sido feita pelo Ministro. Nos foi informado que era possível que o ministro assinasse o acordo de participacão no ESO ainda neste semestre e que nós teríamos tempo no ESO já a partir do segundo semestre de Nos foi informado que o ministro escreveria uma carta ao DG sobre o interesse do Brasil em negociar uma colaboração com o ESO. Nos foi informado que o Board do Gemini já teria sido avisado pelo representante brasileiro que há chance do Brasil rever sua participação no observatório Gemini no futuro, dadas as negociações com o ESO.

21 A carta do Ministro veio em seguida

22 Houve duas interpretações da carta do ministro A primeira, era uma simples carta de intenções, documento necessário para o ESO Council considerar o Brasil como interessado. A segunda interpretação foi que o ministro estava abrindo negociações formais com o ESO, e não fazia sentido continuar negociações com os outros dois projetos. De fato, cópia da carta do ministro foi enviada para o GMT e TMT, que entenderam que era então tempo de parar as negociações e restava esperar o desenrolar dos fatos no Brasil. A visita do GMT, que teria acontecido nos dias 25 e 26/03 foi cancelada.

23 Consequências da carta do ministro: João Steiner enviou uma carta indignada ao ministro com os seguintes pontos principais: - em termos estratégicos, ele considera a associação ao ESO um erro. - ele considera essa associação financeiramente inviável - considerou que houve um atropelo pelo próprio ministro de um processo que estava sendo conduzido pela CEA. O plano era discutir os 3 projetos de ELTs amplamente na comunidade antes de comecar quaisquer negociações com um deles. Steiner pediu demissão como representante da SBPC na comissão especial de Astronomia – CEA, do MCT. Um dia após a carta do João ao ministro o presidente da SAB enviou uma carta declarando que a SAB apoia as negociações com o ESO.

24 O que se seguiu: Beatriz escreveu carta de esclarecimento sobre os acontecimentos e colocou seus argumentos a favor do ESO. Em resposta a parte desta carta de esclarecimento que tratava do Gemini, Laerte escreveu uma carta ao ministro ressaltando quão importante é o Gemini para nossa comunidade. O ministro respondeu em 17/03 que sabe bem a importância do Gemini e assegurou que em seu governo não pensa em diminuir a participação do BR neste Observatório. Nesta resposta o ministro anexou também resposta dele ao presidente da SAB – foi só então que a maioria da comunidade descobriu que a SAB escreveu a carta de apoio ao ministro nas negociações com o ESO em 2/3/2010. Tal carta não foi discutida na reunião do LNA, que aconteceu entre 8 e 10 de março. A carta da SAB de apoio às negociações entre o MCT e o ESO foi postada no Forum da SAB em 19/03.

25 O presente: Reunião do dia 29/03 para discutir sobre os grandes telescópios e grandes observatórios. Oportunidade dos vários membros da comunidade colocarem suas visões sobre o assunto.

26 Escrevi o seguinte para cerca de 25 representantes dos 14 países do ESO Dear collegue, As you may have heard, Brazil is considering joining ESO. It would help our discussions if we could learn more about your country's experience at ESO. In this regard, we would be very grateful if you (or someone you could point us to) could give us the information below: - When did your country join ESO? - How much your country payed to join and what is the approximate annual fee? - what is the percentage of your payment (with respect with the total) and do you get the corresponding observing time? - what is the size of your country astronomical community? More specifically, the number of PhDs in astronomy with permanent positions or equivalent) and the number of PhD students (the last numbeir will give us an idea of the extension of your graduate courses)D - how much observing time has your country got in 2009? - how much of that time was with VLT (how many hours or nights and/or proposals)? - do you have statistics of use of different telescopes at ESO in the last years? If yes, could we have them? - Could you give us some feedback as to how was the experience of your country's astronomers with ESO? Young and more senior people? - Do you contribute with instrumentation for ESO and if yes, how? - Have companies in your country been involved in building parts for ESO telescopes and instruments?

27 Vou reportar aqui os resultados para 3 países, que representam três categorias: 1) de um país ainda pouco desenvolvido em astronomia: Portugal, 2) um dos países mais desenvolvidos em astronomia: Reino Unido, 3) um país em desenvolvimento: Espanha, que talvez seja o mais parecido com a situacão brasileira. Sendo que todos os três entraram no ESO nos últimos 10 anos.

28 PORTUGAL Antes dos 80, a Astronomia era quase inexistente neste país. Nos 80 alguns primeiros artigos começaram a surgir no A&A. Apenas meia duzia de astronomos trabalhavam em Portugal, especialmente em Porto. Nos anos 1990 e 2000 a Astronomia em Portugal se desenvolveu rapidamente, em particular devido à associação com o ESO em julho de Com o acordo de cooperaçao de julho de 1990, ESO se comprometeu a transferir no primeiro ano do acordo 50% da contribuição anual que caberia a Portugal para o país investir em programas para aumentar sua comunidade astronômica. E a cada ano o ESO transferiria 10% a mais, ate que um total de 100% da contribuição teria sido investida no país, com o objetivo de aumentar o número de astrônomos a um nível proporcionalmente comparável com o de outros países do ESO. A comunidade em 2004 tinha 60 membros registrados na Socieade Portuguesa de Astronomia e atualmente conta um numero < 75. O maior instituto é o Centro de Astrofísica da Universidade de Porto, com 27 astrônomos.

29 A situacão de PORTUGAL, descrita pelo ESO Portugal did not have a phased membership but a co-operation agreement, which ran for 10 years. During that period, Portugal attended ESO Council and Committee meetings as an observer, but had no vote. They made no financial contribution to ESO and were not eligible to bid for contracts. Portuguese graduate students and astronomers were granted access to ESO facilities; but at that time these consisted only of the telescopes at La Silla – the VLT was only under construction. Given the current oversubscription rates for the VLT and the fact that ALMA is a new facility representing a major investment by the current ESO Member States, Council is unlikely to adopt a similar approach to the use of these facilities. [...] It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT. It should also be remembered that with such an arrangement the accession fee would only be fixed in 10 years' time, and would then include all of the construction costs of both ALMA and the E-ELT.

30 Evolution of the number of researchers (dark squares connected by a red line) at the Centro de Astrofísica da Universidade de Porto (CAUP). Note that not all researchers were available 100% of their time. The number of full-time equivalent (FTE) researchers is shown by filled circles connected by a black line. The number of PhD awarded is represented by yellow circles. Source: CAUP.

31 Fig. 3. Number of Portuguese astronomy papers (in journals with referee) from 1986 to From the Sociedade Portuguesa de Astronomia.

32 Portugal: Participação efetiva em instrumentação Portugal está envolvido na construção do instrumento ESPRESSO, para o VLT (para 2014), um espectrógrafo de altíssima resolução, muito estável para procura de planetas. O consórcio para esse instrumento é formado por Suíça, Portugal, Italia e Espanha. O instrumento está atualmente em um estudo Fase A, financiado pelo ESO ao nível de 100 mil euros. A participação portuguesa é principalmente para desenho e construção do coude train (opto-mechanics). O objetivo principal do instrumento é procura de planetas extra solares. Outros instrumentos com participação de Portugal: CAMCAO (Câmera for Multi-Conjugate Adaptive Optics) e VSI (VLT Interferometer spectro- imager).

33 Vantagens da participação de Portugal no ESO, segundo os representantes portugueses em comissões da ESO, que foram entrevistados. A formação dos grupos de astronomia no país estão intimamente ligados ao período de cooperação com o ESO. A área de Space Sciences, que é em sua grande maioria Astronomia, tem o maior impacto entre todas as ciências, e isto é devido ao crescimento enorme da comunidade astronômica e do número de publicações. A couple of years back there were rumors about Portugal leaving ESO. It is widely accepted in the Portuguese astronomical community that this would mean the stagnation and eventual disappearance of significant astronomical research in the country.

34 Desvantagem da participação de Portugal no ESO, segundo os representantes portugueses em comissões da ESO, que foram entrevistados. The less satisfying aspect of the Portugal-ESO relation is the financial return. Unlike ESA, ESO does not have a fair financial return policy. Since Portugal is not an instrument building country, it has been quite slow to catch on. The Minister is not happy about it. Let's not forget the scientific return, but in terms of financial return the country only now is starting to be involved in big instrumental projects.[...] I believe Brazil would be in much better footing to take advantage of the ESO potential in this respect.

35 Reino Unido Entrou no ESO em 24 de junho de 2002 A jóia de entrada foi: - 72 ME em dinheiro, a serem pagos de 2004 a 2011, em valores de o VISTA IR survey telescope, avaliado em 46ME. - mais algumas contribuições menores que totalizaram 5ME Devido ao fato das contribuições para o ESO não se iniciarem até 2004, entre 2002 e 2004 tiveram acesso somente a La Silla. O acesso ao VLT se deu depois disso. Para 2010, a contribuição anual do UK é de 16.1%, para um total de Meuros. Além deste valor, UK vai pagar 11.4 ME correspondente à jóia (que foi dividida em pagamentos de 2004 a 2011).

36 Reino Unido – Tempo de telescópio No período 82 (outubro de 2008 a abril de 2009), astrônomos PI de UK pediram cerca de 21% do tempo total disponivel para os 4 VLTs e tiveram alocações de 21% do tempo total disponível. No período 83 (abril de 2009 a outubro de 2009), astrônomos PI de UK pediram cerca de 21% do tempo total disponível para os 4VLTs e tiveram alocações de 16% do tempo total disponível. Essas estatísticas são para tempo aberto, não inclui tempo garantido devido à participação em instrumentação. The UK does not yet have any guaranteed time gained through manpower contributions to ESO instruments. The UK is satisfied with the ESO telescope time allocations.

37 Reino Unido - Instrumentação Grupos de instrumentação em Edinburgh, Oxford e Durham estão colaborando com grupos de Munique e MPE para construir KMOS, um espectrógrafo no near-IR multi-IFU, para O telescópio VISTA foi gerenciado pelo UKATC em Edinburgh enquanto a camera IR foi construída pelo Laboratório Rutherford. Os criostatos para o ALMA foram desenhados no RAL Grupos em UK estão colaborando com outros grupos europeus no desenho de instrumentos para o ELT. Os instrumentos propostos por UK são: HARMONI, EAGLE, EPICS, OPTIMOS. Outras atividades incluem desenvolvimento de software no UKATC e Observatory Sciences Ltd e contratos para polimento de espelhos com a Tecnion Optic em Wales. The UK sees ESO as the main focus for its future ground-based astronomy programme.

38 Espanha Entrou no ESO em 01/07/2006. Pagou na época 80ME de jóia e tem uma contribuição anual de 13ME, correspondendo a 9.3% da contribuição total, muito parecida com a que o Brasil teria, caso entrasse no ESO. Não consegue ganhar esse montante em tempo de telescópio por vários motivos, o mais importante é a competitividade dos pedidos de tempo: we are learning how to compete, and how to write successful proposals. No último período a taxa de alocação de pedidos no ESO como um todo e nos VLTs foi de 5-6%. Eles têm uma comunidade com cerca de 600 astrônomos ativos (aptos a pedir tempo no ESO) e publicam 1000 artigos por ano no total. Número de artigos vindos de dados do ESO: cerca de 100.

39 Espanha - cont. O representante da Espanha no ESO mencionou que o número de astrônomos por milhão de habitantes é considerado baixo (13). Na Alemanha e Franca este número é 18, no UK é 25 e nos Países Baixos, é > 25 (note que no Brasil este número é próximo de 1). Em instrumentação estão trabalhando na Fase A para o ESPRESSO (30%, 100 mil euros) e também contribuem para os receivers do ALMA. A Espanha tem 5-6 grupos de instrumentação, o que eles consideram bem pouco. Já fizeram alguns instrumentos para seus próprios telescópios, incluindo 2 instrumentos para o Gran Telescopio Canarias. Nisso a situação deles é muito superior à do Brasil.

40 Comentários de espanhóis entrevistados (que estão ou já foram ligados a comissões do ESO) We do not get our money's worth. It is not ESO's fault, it is a problem of adapting to very strong competition. Some countries have been in ESO for 4 decades, and they know perfectly how the system works and they have very strong and competitive communities. I guess that after several years at ESO we will learn the ropes and manage to get our full return in termos of observing nights. So far Spain is not really obtaining back its financial investment. The amount of observing time is much less than expected for our financial contribution. It is because we were not able to organize ourselves to compete for getting approved large proposals. This is well done by Italy, France and Germany. There are several well established groups within the ESO members, that have a lot of experience and a tradition in certain fields. This is clearly seen in the large Programs, where a reduced number of people consume a 30% of the telescope time. Eg., if you are proposing to observe the Galactic center and you are not working with Genzel, the chance to get time is basically zero.

41 Cont. It has benefits. If you enter ESO you can start to compete for the development of instruments. However, the number of groups in Europe with much more experience than Spain is high. In the case of Spain we have a lot of access to many different telescopes, due to the fact that both La Palma (25-25% of the time in all the telescopes), and Calar Alto (50% of the time), are in Spanish territory. This gives astronomers a lot of access to 2-4m class telescopes, without too much competition. In the case of ESO, proposals and committees are more severe. The problem may even increase when we will have GTC in full operation, since the only advantage of ESO today is the access to 8m- class telescopes. Personally, I think that only if you are confident on the current status of your national astronomical community you should enter ESO. However, if you think that there is still work to do, it is not a good idea because it will dilute the efforts within larger communities.

42 A participacão brasileira em um dos ELTs

43 Minhas conclusões pessoais Não estou de acordo com os que dizem que não temos que pensar em dinheiro em nossa escolha uma vez que o Ministro pareceu sinalizar que podemos entrar no ESO (segundo os colegas que o acompanharam em sua visita ao Chile). Temos que falar em dinheiro sim. Porque: 1) É dinheiro público 2) Para entrar em algum projeto ELT temos que ter efetivamente as condições financeiras de modo a não destruir o que já construímos. 3) As condições políticas vão mudar completamente em 6 meses. 4) Se nós realmente temos interesse em participar em um ELT nós temos que combinar isso com quem vai pagar, e quem pagará a conta será o próximo governo. Nossa entrada em um ELT não pode ser um passo apressado, tem que ser bem pensado e bem discutido e todas as opções têm que ser estudadas com cuidado (nao fizemos isto para o GMT).

44 PI PIB por membro da IAU

45 Que parâmetros temos que levar em consideração (isso é o que gostaríamos de ter detalhado se tivéssemos completado o trabalho iniciado no comitê dos ELTs) Ciência Todos 3 ELTs nos darão excelentes oportunidades científicas Desenvolvimento técnico – envolvimento de indústrias E-ELT – principalmente construção CIVIL TMT – Base enclosure, atuadores e sensores para os espelhos GMT?? Talvez a cúpula do telescópio – não tivemos oportunidade de discutir sobre isso. Oportunidades de instrumentação E-ELT e TMT – não sabemos, TMT talvez copia do MOSFIRE GMT – pelas primeiras negociações poderíamos liderar a construção de um espectrógrafo optico Considerações políticas Custo

46 Tabela comparativa CUSTO 35 milhões de dólares para 5% de uso do GMT 75 milhões de dólares para 5% de uso do E-ELT 100 milhões de dólares para 10% de uso do TMT OPERAÇÕES US$1.0M+$0.65M/ano incluindo inst. Para 5% no GMT US$4.5M/ano para 5% no E-ELT US$2.7M+$2.0M/ano para 10% no TMT, incluindo inst.

47 Minhas conclusões pessoais - cont. Eu acho que a comunidade astronômica não vai chegar a um consenso quanto à melhor opção. Sugerimos que se adote uma estratégia de arbitragem, semelhante à que a Austrália utilizou. Como houve muita divergência quanto à escolha da melhor opção para a comunidade astronômica australiana, eles procuraram uma solução desse tipo. Se formou um comitê internacional que emitiu um parecer. De fato isto também foi feito com o SOAR, através do Conselho Superior da FAPESP.

48 O processo na Austrália Eles formaram um comitê de 5 pessoas (ANSOC committee), astrônomos renomados como Bob Williams, Malcolm Longair e Garth Illingworth e 2 participantes da Austrália. Houve um processo de consulta à comunidade sobre os projetos que deveriam entrar no ranking do comitê internacional com listagens de pros e cons para cada um deles. Os membros do comitê se reuniram por uma semana na Austrália e fizeram entrevistas com os proponentes de cada opção, que tiveram a oportunidade de fazer uma exposição sobre seu projeto preferido seguido de um período de questionamento sobre a opção. O comitê após ouvir todos os proponentes, destilou todas as informacões e escreveu um report que incluiu suas recomendçcões.

49 O que queremos? Ter acesso a um telescópio de grande porte, em fração condizente com nossa possibilidade de uso, dado o tamanho da comunidade e os desafios científicos. Desejamos dar um salto de qualidade em nossa pesquisa, o que certamente pode ser atingido com qualquer um dos tres ELTs: E-ELT, TMT ou GMT. Liderar a construção de instrumentos. Possibilitar o envolvimento da indústria brasileira com o fim de fomentar inovação tecnológica em nosso país. Isto é efetivamente o que nos dará as condições financeiras para entrar em um projeto ELT. Se tivermos o interesse de empresas brasileiras no projeto e o interesse dos ELTs em nossas empresas, teremos a possibilidade de financiar nossa participação.


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