A apresentação está carregando. Por favor, espere

A apresentação está carregando. Por favor, espere

Uma Introdução à Computação Neural Biológica Dijalma Fardin Júnior

Apresentações semelhantes


Apresentação em tema: "Uma Introdução à Computação Neural Biológica Dijalma Fardin Júnior"— Transcrição da apresentação:

1 Uma Introdução à Computação Neural Biológica Dijalma Fardin Júnior

2 Sumário 1) Células Nervosas 2) Canais Iônicos 3) Potencial de Membrana 4) O Potencial de Ação 5) Transmissão Sináptica 6) Integração Sináptica 7) Conclusão

3 Células Nervosas Classes Células Gliais Neurônios –Existem cerca de 10¹¹ neurônios no cérebro humano –Nascem até uma certa idade e, a partir daí, aparentemente praticamente apenas morrem, sugerindo que estes guardam informação e que não podem ser substituídos sem perda da mesma. –Neurônios são células nervosas individuais que conduzem os sinais elétricos –Possuem uma morfologia simples As informações processadas pelos neurônios são sinais elétricos

4 Células Nervosas Tipos de Neurônios - Funcionalidade

5 Células Nervosas

6 Canais Iônicos Membrana Plasmática –Espessura – 6 a 8 nm –Consiste de um mosaico de lipídios e proteínas (canais iônicos) A base física usada para a manipulação dos sinais elétricos são os canais iônicos que se localizam na membrana plasmática. Propriedades –Conduzem os íons –São seletivos –Vazão – 108 íons/segundo –Espessura – 6 a 8 angstrons –A sua ação gera as diferenças de potencial que irão conduzir as informações pelos neurônios.

7 Canais Iônicos Classificação Não-reguláveis –Resting Channels Reguláveis –Abrem e fecham nas respostas aos vários estímulos. Podem ser: Voltage-gated – alterações na voltagem Ligand-gated – transmissores químicos Mechanically gated – Pressão ou esforço

8 Canais Iônicos Características O fluxo de íons através dos canais, não consome energia Alguns canais comportam-se como resistores simples, funcionando como canais Ohmicos. Para estes temos: –i = V m / R ou –i = V m × (1/R) Cada canal tem ao menos um estado aberto e um ou dois estados fechados. A transição entre estes estados é chamado de gating.

9 Células Nervosas Potencial de Repouso da Membrana No descanso, uma célula nervosa possui um excesso de íons positivos (Na +, K + ) do lado de fora da membrana, que é mantido por bombas iônicas de Na + e K +. O potencial de membrana (V m ) é definido como: V m = V in – V out. Por convenção, o potencial do lado de fora da célula é igual a ZERO. Ou seja, no descanso: V r = V in (Geralmente em torno de –60 a –70 mV) A direção do fluxo da corrente é, convencionalmente, definida como a direção do movimento de circulação das cargas positivas. Ou seja, os cátions (K +, Na + ) se movem na direção da corrente, enquanto os ânions (Cl - e A - ) em direção contrária.

10 Potencial de Membrana Distribuição Iônica no Repouso --385A - (ânion orgânico) Cl Na K+K+ Potencial de Equilíbrio (mV) Líquido Extracelular (mM) Citoplasma (mM) Íon

11 Potencial de Membrana Polarização Quando existe um fluxo líquido de cátions ou ânions para dentro ou fora da célula, a separação de carga ao longo da membrana celular é alterada, alterando também a polarização da membrana. Esta pode ser: –Despolarização – alteração para um potencial de membrana menos negativo. Quando esta se aproxima de um nível crítico, chamado de threshold, a célula responde ativamente com a abertura dos canais voltage-gated em número sufuciente para produzir um Potencial de Ação. –Hiperpolarização - alteração para um potencial de membrana mais negativo. –Potencial Eletrotônico - mudanças no potencial de membrana que não determinam a abertura dos canais iônicos voltage-gated.

12 Potencial de Membrana Potencial de Equilíbrio das células gliais Nas células gliais, a maioria dos resting channels são permeáveis apenas ao K +. Estas células possuem alta concentração de K + e A - em seu interior. Íons K + podem, eventualmente, difundir-se de dentro pra fora devido a sua alta concentração. Neste caso, o exterior da membrana passaria a acumular cargas positivas e, em seu interior, cargas negativas, concentrando-se nas faces da membrana. A separação produziria uma ddp elétrica crescente que se oporia à força do gradiente de concentração, impedindo a continuação do efluxo de K + : –Em um determinado momento, as duas forças tornam-se iguais, com direção oposta. Neste momento, o valor do potencial é conhecido como Potencial de Equilíbrio de Potássio. Ele pode ser calculado usando a Equação de Nernst:

13 Potencial de Membrana Potencial de Equilíbrio nos Neurônios Nos neurônios, apenas os ânions orgânicos não atravessam a membrana celular. Como interagem os íons? Considerando, por um momento, que uma pequena quantidade de Na + atravesse a membrana, existem duas forças fazendo com que estes íons entrem para dentro da célula, que são: –A força química, por ser o Na + mais concentrado no exterior, e –A força elétrica, causada pela ddp através da membrana. O influxo de Na + despolariza a célula, afastando o potencial de membrana do potencial de equilíbrio de K + (-75 mV), embora não o aproximando o suficiente do potencial de equilíbrio de Na +, que é +55 mV. Quanto maior a despolarização, mais o gradiente de concentração impulsionará o K + para fora da célula e, conseqüentemente, maior será o efluxo de K +. Eventualmente, o potencial de membrana atingirá um novo valor de equilíbrio no qual o efluxo dos íons K + contrabalance o influxo dos íons de Na + : –A célula não pode permitir que os movimentos passivos de Na + e K + ocorram sem oposição, visto que os gradientes iônicos, necessários para o bom funcionamento da célula, iriam ser dissipados.

14 Potencial de Membrana Bomba de Na+ e K+ A dissipação é impedida pela Bomba de Na+ e K+, que move os íons contra seus gradientes eletroquímicos. Ela precisa de energia para funcionar, que é obtida através da hidrólise do ATP. Desta forma, o Potencial de Repouso da Membrana não está em equilíbrio e sim, em um estado estável.

15 Potencial de Membrana Bomba de Na+ e K+ Ela expulsa 3 íons de Na+ para cada 2 íons de K+ que traz para seu interior e, por isso, é dita de eletrogênica, ou seja, gera uma corrente iônica efetiva de efluxo, que tende a hiperpolarizar a membrana até um novo potencial de repouso. No novo potencial de repouso, o fluxo passivo efetivo de influxo, pelos canais iônicos, contrabalança precisamente o fluxo ativo de efluxo, produzido pela bomba.

16 Potencial de Membrana Embora os fluxos de Na + e K + definam o valor do potencial de repouso da membrana, V m, este não é igual a E K nem a E Na, mas fica entre eles. Quando V m é determinado por duas ou mais espécies iônicas, a influência de cada espécie é determinada tanto por suas concentrações dentro e fora da célula como pela permeabilidade da membrana a cada íon. Essa relação é expressa pela equação de Goldman: Determinação do Potencial de Repouso da Membrana

17 Potencial de Membrana Circuito Elétrico Equivalente Usando a condutância, o inverso da resistência, temos: Cada resting channel contribui para a geração de uma ddp entre as duas faces da membrana. Uma fonte de potencial elétrico é chamado de força eletromotriz e uma força eletromotriz gerado por potencial químico é chamado de bateria. Cada canal de K + atua como uma resistência (r k ), de modo que o fluxo pode ser calculado usando a lei de Ohm i = V. k

18 Potencial de Membrana Uma célula contém muitos resting channels de K +, e todos estes podem ser combinados em um mesmo circuito equivalente, consistindo em um condutor em série com uma bateria. Como a bateria nesse circuito depende exclusivamente do gradiente de concentração de K +, sendo independente no número de canais, então seu valor é E k. Circuito Elétrico Equivalente

19 Potencial de Membrana Por analogia, todos os canais passivos de Cl - e Na + podem ser representados por combinações semelhantes. Circuito Elétrico Equivalente

20 Potencial de Membrana O fluxo passivo de corrente pode ser modelado por um circuito elétrico equivalente que inclui elementos representativos dos canais íons-seletivos da membrana e por vias de curto-circuito do líquido extra-celular e do citoplasma Face Extracelular Face Intracelular Circuito Elétrico Equivalente

21 Potencial de Membrana Circuito Elétrico Equivalente Os fluxos estáveis de íons de Na + e K + são contrabalançados pelos fluxos iônicos ativos, mantidos pela bomba de Na + -K +. A bomba de Na + -K + mantém a carga da bateria iônica e pode ser adicionada ao circuito sob a forma de geradores de corrente Para o neurônio os materiais condutores são o citoplasma e o líquido celular, sendo a bicamada lipídica, o material isolante. Dado que ela é atravessada pelos canais iônicos, a membrana é um capacitor vazante.

22 Canais Iônicos Potencial de Ação A transferência de informação entre os neurônios se dá pelo potencial de ação. É iniciado por uma corrente iônica através dos canais de Na + voltage-gated. Um sinal de entrada qualquer despolariza a membrana plasmática abrindo os canais de Na +, permitindo um aumento destes íons no interior da célula.

23 Potencial de Membrana Potencial de Ação

24 Canais Iônicos Potencial de Ação Todo o potencial de ação (PA), começa a partir do potencial de membrana (~ -70 mV). Segue uma fase ascendente (despolarização) que torna-se muito abrupta após alcançar o limiar de ação (~ -52mV), de onde o mesmo é deflagrado. Surge um pico ( + ou mV), e uma fase descendente (repolarização). Depois o registro ultrapassa o potencial de membrana hiperpolarizando (- 100 mV), e volta ao potencial de membrana (-70 mV ). Tudo isto ocorre em aproximadamente 2 ms.

25 Potencial de Membrana Condução do Sinal A entrada de Na + faz com que o interior se torne positivo em relação ao exterior (pode chegar a + 30 mV), abrindo com isto os canais voltage-gated de Na + vizinhos. Isto faz com que uma nova parte do neurônio seja despolarizada (mais à frente), que por sua vez induz a despolarização da próxima parte e assim sucessivamente, conduzindo com isso o sinal.

26 Potencial de Membrana Padrões de Repetição dos Potenciais de Ação Ao se injetar um certo nível de corrente em um determinado neurônio, ele responde de forma característica, que também depende do potencial de repouso da membrana Ou seja, um mesmo neurônio pode exibir diferentes padrões de repetição de potenciais de ação

27 Transmissão Sináptica O ponto no qual os neurônios comunicam-se entre si é chamado de sinapse, e a transmissão sináptica é fundamental para todos os processos neurais. Um neurônio forma em média conexões e recebem aproximadamente conexões. Células Purkinje do cerebelo possuem em média conexões de entrada.

28 Transmissão Sináptica Formas Básicas de Sinapse Embora existam vários tipos de conexões e as mesmas sejam altamente especializadas, os neurônios fazem uso de uma de duas formas básicas de transmissões: –Elétrica – são usadas principalmente para enviar simples sinais de despolarização; eles não se combinam entre si para produzirem ações inibitórias ou mudanças duradouras nas propriedades elétricas das células pós-sinápticas. –Química – Produzem comportamentos mais complexos. Podem mediar ações excitatórias e ações inibitórias nas células pós- sinápticas e produzem mudanças no potencial de membrana das células pós-sinápticas que duram entre poucos milissegundos a vários minutos.

29 Transmissão Sináptica Estrutura das Sinapses Sinapse Química Sinapse Elétrica

30 Transmissão Sináptica Sinapses Elétricas Qual a importância das sinapses elétricas? –São rápidas, por haver pequena resistência na passagem de sinal. –Por apresentarem pouca resistência, oferecem um bom meio para o sincronismo entre um grupo de neurônios. –Pelo fato dos canais iônicos de junção serem relativamente largos e não seletivos, eles permitem cátions e ânions inorgânicos passarem entre eles.

31 Transmissão Sináptica Sinapses Químicas Não existe uma continuidade estrutural entre as sinapses químicas. O vale sináptico (synaptic cleft) é levemente amplo, entre 20 a 40 nm. As transmissões sinápticas químicas dependem da liberação de neurotransmissores a partir do neurônio pré-sináptico.

32 Transmissão Sináptica Neurotransmissores São substâncias químicas que ligam-se a receptores específicos na membrana das células pós- sinápticas. Neurotransmissores são liberados nos terminais pré-sinápticos, que contém coleções discretas de vesículas sinápticas, onde cada uma é preenchida com milhares de moléculas de um determinado transmissor. As vesículas sinápticas, por sua vez, agrupam-se em regiões da membrana da célula pós- sináptica chamada de zonas ativas.

33 Transmissão Sináptica Durante a descarga de um Potencial de Ação, o Ca 2+ entra nos terminais pré- sinápticos pelos canais voltage-gated de Ca 2+. O aumento da concentração de Ca 2+ causa a fusão da membrana pré-sináptica com as vesículas sinápticas liberando, assim, seus neurotransmissores dentro do vale sináptico. Os neurotransmissores então difundem-se através do vale sináptico e ligam-se aos seus receptores na membrana pós-sináptica. Os receptores vão sendo ativados provocando a abertura ou o fechamento dos canais iônicos. O fluxo iônico altera a condutância da membrana e por sua vez o potencial da célula pós-sináptica. Estes vários passos ocorrem em menos que 0.3 ms, porém seus efeitos são mais duradouros. Sinapses químicas possuem, também, um importante papel amplificador. Animação

34 Sinapses excitatórias –Sinapses excitatórias causam uma mudança elétrica excitatória no potencial pós-sináptico (EPSP). Isso acontece quando o efeito líquido da liberação do neurotransmissor é despolarizar a membrana, levando-o a um valor mais próximo do limiar elétrico para disparar um potencial de ação. Esse efeito é tipicamente mediado pela abertura de canais iônicos de Ca 2+ e Na + específicos. Sinapses Excitatórias e Inibitórias Sinapses inibitórias –As sinapses inibitórias causam um potencial pós-sináptico inibitório (IPSP), porque o efeito líquido da liberação do neurotransmissor é hiperpolarizar a membrana, tornando mais difícil alcançar o potencial de limiar elétrico. Esse tipo de sinapse inibitória funciona graças à abertura de diferentes canais iônicos na membranas: tipicamente os canais cloreto (Cl - ) ou potássio (K + ). Integração Sináptica

35 Sinapses Excitatórias e Inibitórias tem Estruturas Diferentes Gray tipo I e II são os tipos sinápticos morfológicos mais comuns no sistema nervoso central. Tipo I geralmente é excitatório. Tipo II é geralmente inibitório. As diferenças são: –Forma das vesículas –Intensidade das projeções elevadas présinápticas –Área total da zona ativa –Comprimento do vale sináptico –Densidade da Membrana de base

36 Integração Sináptica Sinais Excitatórios e Inibitórios Embora um único EPSP em um neurônio não seja em geral suficientemente grande para gerar um potencial de ação, muitos EPSPs, provocados por vários neurônios, podem ser integrados para iniciar um potencial de ação. Do mesmo modo, um único IPSP pode ou não cancelar a soma de EPSPs e impedir que o potencial de membrana alcance o limiar.

37 Interação entre as entradas Cada neurônio no sistema nervoso central é constantemente bombardeado por sinais vindos de outros neurônios. Por exemplo, um simples neurônio motor pode receber diferentes terminações pré-sinápticas. Algumas excitatórias, outras inibitórias; algumas fortes, outras fracas. As conexões podem ser feitas em vários locais diferentes do neurônio As mais diversas entradas podem reforçar ou cancelar umas às outras. Integração Sináptica

38 A união faz a força... A alteração do potencial de membrana produzida por um único neurônio pré-sináptico é em geral pequena e incapaz de excitar uma célula pós-sináptica suficientemente para que esta alcance o limiar do Potencial de Ação. Para que um EPSP gerado em um neurônio motor, por exemplo, leve-o ao limiar de ativação, é necessário pelo menos a excitação vinda de 25 neurônios, para que juntos possam excitá-lo. Ao mesmo tempo que uma célula pós-sináptica está recebendo sinais excitatórios, ela poderá também estar recebendo sinais inibitórios que tendem a não deixá-la disparar. Ou seja, para que uma célula esteja excitada o suficiente para disparar, as entradas dependem de vários fatores, tais como: localização, tamanho, forma da synapse, proximidade e relativa força das outras sinapses, e se a ação delas é sinergética ou entrópica. Integração Sináptica

39 Integração Neural Todos estes sinais são integrados em um neurônio pós-sináptico através de um processo chamado de Integração Neural. A Integração Neural é, na verdade, um processo de tomada de decisão, ou seja, o neurônio decide se ele irá ou não disparar. Nos neurônios motores e nos interneurônios a decisão de iniciar um potencial de ação é tomada no Axon hilock, pois é uma região cujo o limiar do potencial de ação é menor do que o do corpo e dos dendritos, devido à alta concentração de canais de Na+ nesta área. Um potencial de ação nesta região, ao mesmo tempo, conduz a membrana do corpo da célula para o limiar e propaga-se ao longo do axônio. Então o potencial de membrana serve como leitura para a ação integrativa do neurônio. Integração Sináptica

40 Integração Temporal e Espacial A integração neural é criticamente afetada por duas propriedades passivas da membrana: –Somação Temporal – ocorre quando dois ou mais estímulos sublimiares são disparados próximos no tempo. –Somação Espacial – ocorre quando dois ou mais estímulos sublimiares são disparados próximos no espaço. Integração Sináptica

41 As sinapses podem estar localizadas em todas as partes do nerônios – axônio, terminais sinápticos, soma e dendritos. Quanto mais próximas da zona de disparo, mais significativo será o sinal, isto é, uma corrente sináptica gerada em uma sinapse axosomática produzirá um sinal mais forte e consequentemente provocará uma maior influência no resultado final do neurônio do que uma corrente gerada em uma sinapse axodendrítica. Sinapses excitatórias tendem a se localizar nos dendritos e as inibitórias estão predominantemente no corpo da célula. Localização das Sinapses

42 Memória Existem pelo menos dois tipos de memória –Memória de Curto Prazo –Memória de Longo Prazo As evidências sugerem que : –A Memória de Curto Prazo é o estado dos neurônios (Nível de Ativação) –A Memória de Longo Prazo é o grau de eficiência das sinapses Memória

43 Memória de Longo Prazo A eficiência das sinapses é reforçada quando o neurônio pós-sináptico dispara ao mesmo tempo ou logo após o neurônio pré-sináptico. A eficiência das sinapses é diminuída quando há ausência de estímulo pré-sináptico ou de correlação temporal dos potenciais de ação dos neurônios pré- e pós-sinápticos. Memória

44 Memória de curto e de longo prazo Memória de Curto Prazo Memória de Longo Prazo Tempo Informação Sensorial Memória Consolidação

45 Material visto no fim da aula Memória

46 Perguntas Respostas

47 Páginas

48 Mais sobre Memória, no próximo seminário...

49 Anexo Por que existe um limiar abrupto para a geração do Potencial de Ação? Como é o comportamento dos Canais iônicos? Por que existem muitos tipos diferentes de canais voltage-gated no sistema nervoso? Diferenças de um Sinal Analógico e Digital Diferenças entre os Neurônios Centrais e Neurônios Musculares? Aonde fica o dorsal-root ganglion?

50 Por que existe um limiar abrupto para a geração do Potencial de Ação? Uma pequena despolarização limiar aumenta a corrente para dentro I Na, bem como, as correntes para fora I K e I l. Além disto, a despolarização aumenta a condutância do K +, g K, gradualmente abrindo mais canais voltage-gated de K +. Como I K e I l aumentam com a despolarização, eles tendem a resistir a ação despolarizante do influxo de Na +. Contudo, devido a alta sensibilidade à voltagem e à rápida cinética de ativação dos canais de Na +, a despolarização eventualmente alcança um ponto aonde o aumento de INa para dentro excede o aumento de IK e Il para fora. Neste ponto, existe uma corrente resultante para dentro produzindo uma despolarização repentina, tornando-se regenerativa

51 Potencial de Membrana Comportamento dos Canais Iônicos Quando a célula sofre uma pequena despolarização (~10 mV), a corrente capacitiva (I c ) é seguida de uma corrente iônica para fora da célula (Outward) que persiste enquanto houver a duração do pulso. Ao terminar o pulso, uma corrente capacitiva para dentro (Inward) ocorre e, a corrente total da membrana retorna para zero. A corrente que ocorre durante a execução do pulso chama-se corrente de escape (I l ) e a condutância é chamada de condutância de escape (g l )

52 Potencial de Membrana Comportamento dos Canais Iônicos Quando a célula sofre uma alta despolarização, a corrente capacitiva (I c ) e a de escape (I l ) aumentam em amplitude. Muito pouco tempo depois do término da corrente capacitiva e o início da corrente de escape, uma corrente para dentro desenvolve-se e alcança um pico em poucos milissegundos, e rende-se para a corrente para fora. Esta corrente para fora alcança um platô que é mantido enquanto houver a duração do pulso. Isto ocorre pois a despolarização acima ativa os canais de dois íons separadamente: um tipo de canal para corrente para dentro e o outro tipo para fora.

53 Potencial de Membrana Comportamento dos Canais Iônicos Hodgkin e Andrew Huxley conseguiram estudar separadamente o comportamento da corrente gerada pelos canais de K + e pelos canais de Na + utilizando Tetrodoxina (toxina encontrada nos peixes balões, que bloqueiam os canais de Na + ) e Tetraetilamônio (bloqueador seletivos de alguns canais de K + ). Quando tetraetilamônio é aplicado no axônio para bloquear os canais de K +, a corrente total da membrana (I m ), consiste em I c, I l, I Na. A condutância de escape, g l, é constante, ou seja, não varia nem com a ddp (V m ) ou com o tempo. Portanto, pode ser calculado a subtraído de I m, ficando I Na e I C. I C pode ser isolado por inspeção visual, pois ele ocorre apenas no início e fim de cada pulso, ficando o I Na.

54 Por que existem muitos tipos diferentes de canais voltage-gated no sistema nervoso? Neurônios com um conjunto expandido de canais voltage-gated possuem habilidades de processamento de informações muito mais complexas que daqueles que possuem apenas dois tipos de canais.

55 Integração Sináptica Neurônios Centrais Neurônios centrais são mais complexos que os neurônios musculares, pois: –Enquanto a maioria das fibras musculares possuem várias conexões com um único neurônio motor, os nervos centrais recebem conexões de centenas de neurônios. –Fibras musculares recebem apenas entradas excitatórias, enquanto neurônios centrais recebem entradas excitatórias e inibitórias. –Todas as ações sinápticas nas fibras musculares são mediadas por um neurotransmissor, a Acetylcholine (ACh), que ativa apenas um tipo de canal receptor, enquanto nos neurônios centrais as entradas para uma célula são mediadas por uma variedade de transmissores que alteram a atividade de uma variedade de canais iônicos, ou seja, os neurônios centrais devem integrar várias entradas em apenas uma resposata coordenada. –As sinapses dos neurônios das fibras musculares é um exemplo de eficiência, pois cada potencial de ação produz um potencial de ação na fibra muscular. Nos neurônios centrais, necessita-se de 50 a 100 neurônios excitatórios para que juntos possam disparar um potencial de ação em uma célula motora.

56 Integração Sináptica Sinais Excitatórios e Inibitórios Passando corrente suficiente através de um microeletrodo no corpo de um neurônio strectch- receptor na raiz do gânglio dorsal produz um pequeno Potencial Excitatório Pós-sináptico (EPSP) no neurônio motor que se comunica com o mesmo neurônio sensor. Estimulando um neurônio stretch-receptor que estimula um neurônio dos biceps, produzem um pequeno Potencial Inibitório Pós-sináptico (EPSP) em um neurônio do quadriceps.

57 Integração Sináptica Sinapses Excitatórias O transmissor excitatório liberado dos neurônios stretch-receptors é o aminoácido l-glutamato, cujos canais iônicos que lhe são permeáveis, também são para o Na+ e o K+. Os receptores de glutamato podem ser divididos em duas categorias: –Ionotrópicas – que regulam diretamente os canais. A ação do glutamato nestes receptores sempre é excitatória. Há 3 tipos de receptores ionotrópicos: NMDA (N-metil-D-aspartato) – contribuem com o componente tardio do EPSP. Não NMDA – AMPA e Kainate. Gera o componente grande adiantado do EPSP. –Metabotrópicas – que regulam indiretamente os canais através de mensageiros secundários. A ação do glutamato pode ser excitatória ou inibitória.

58 Ação Sináptica Inibitória IPSP nos neurônios motores na espinha dorsal e na maioria dos neurônios centrais são gerados por pelos amino-ácidos neurotransmissores: –GABA – o neurotransmissor mais encontrado. Atua nos receptores GABA A (um receptor ionotrópico que regula o canal de Cl - ) e GABA B (um receptor metabotrópico que ativa um segundo mensageiro em casacada que ativa os canais de K + ) –Glicina – que ativa receptores ionotrópicos que regula os canais de Cl -. Integração Sináptica

59 Sinais Analógicos e Digitais De uma forma genérica –Sinal Analógico – apresenta uma variação contínua –Sinal Digital – Apresenta uma variação discreta. Dois níveis, um Verdadeiro (0) e outro Falso (1). 1 0 T

60 Recordações Wilder Penfield, um neurocirurgião, estimulou, a partir de 1950, eletricamente o lobo temporal de seus pacientes, que tinham problemas graves de epilepsias, com o intutito de descobrir a região tendente à convulsão a ser removida. A partir destes estímulos, ele percebeu que os mesmos produziam sensações mais complexas que os resultados produzidos em outras regiões. Estas sensações lembravam alucinações ou lembranças de experiências passadas. Este fato demonstrou que o lobo temporal exerce um papel importante no armazenamento da memória. Aprendizagem & Memória

61 Memória

62 Aprendizagem Aprendizagem & Memória

63 Aprendizagem Não-associativa Aprendizagem & Memória Dividida em –Habituação –Sensitização

64 Habituação nos Invertebrados Aprendizagem & Memória

65 Aprendizagem Associativa Condicionamento Clássico –Envolve uma associação de um estímulo incondicional que envolve uma resposta mensurável com um estímulo condicional que geralmente não envolve uma resposta. –Um estímulo prediz um outro estímulo. –Ex.: Experiência de Ivan Pavlov

66 Aprendizagem Associativa Condicionamento Instrumental –O indivíduo aprende associado a uma resposta, a uma ação motora, a um estímulo significante, geralmente uma recompensa, tal como, comida, choque elétrico, cocaína, etc. –É aprendido que um comportamento particular é associado com uma conseqüência específica. –Ex.: Experiência de Edward Thorndike

67 Aprendizagem & Memória Hebb apontou que a memória pode resultar de pequenas modificações nas sinapses. Como a informação é armazenada?


Carregar ppt "Uma Introdução à Computação Neural Biológica Dijalma Fardin Júnior"

Apresentações semelhantes


Anúncios Google