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PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA - SME CENTRO DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA - SME CENTRO DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA Encontro de Formação.

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1 PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA - SME CENTRO DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PREFEITURA MUNICIPAL DE IPATINGA - SME CENTRO DE FORMAÇÃO PEDAGÓGICA Encontro de Formação Continuada dos Professores Ensino Religioso Rede Municipal de Ipatinga 02 de março de 2012 SEJAM BEM-VINDOS!

2 PAUTA Informes:. Previsão dos encontros para o ano de Plantão Pedagógico. Blog: cenfopensinoreligioso.wordpress.com Sugestões de atividades Breve histórico sobre os encontros dos professores de Ensino Religioso 2011 Reflexões sobre o ensino de Ensino Religioso Apresentação e validação do planejamento de Ensino Religioso - 1º bimestre Como ensinar e aprender?. Aprendizagem significativa. Sequência didática.Rotina. Tarefa

3 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO PARAMETROS CURRICULARES NACIONAIS CRITÉRIOS PARA ORGANIZAÇÃO E SELEÇÃO DE CONTEÚDOS E SEUS PRESSUPOSTOS DID ÁTICOS

4 EIXOS ORGANIZADORES DO CONTEÚDO Epistemologicamente o Ensino Religioso ocupa-se do conhecimento religioso, situado num espaço para além das instituições religiosas e/ou Tradições Religiosas. O espaço onde se situa o conhecimento religioso é o humano. Seu fundamento é antropológico. O enfoque, porém, é o ser humano, em busca da Transcendência. Ultrapassa, o conhecimento comum aos crentes que têm um conhecimento dado e aceito pelo ato de fé. O conhecimento religioso é uma construção, fruto do esforço humano. Em razão disto, o conhecimento religioso precisa ser epistemologicamente enfocado nas dimensões antropológica, sociológica, psicológica e teológica.

5 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO CARACTERIZAÇÃO GERAL DO ENSINO RELIGIOSO REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Hoje, o fenômeno religioso é a busca do Ser frente à ameaça do Não- ser. Basicamente a humanidade ensaiou quatro respostas possíveis como norteadoras do sentido da vida além morte: a Ressurreição a Reencarnação o Ancestral o Nada Cada uma dessas respostas organiza-se num sistema de pensamento próprio, obedecendo uma estrutura comum. E é dessa estrutura comum que são retirados os critérios para organização e seleção dos conteúdos e objetivos do Ensino Religioso. Assim, na pluralidade da Escola brasileira, esses critérios para os blocos de conteúdos são: Culturas e Religiões Escrituras Sagradas Teologias Ritos Ethos

6 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO CARACTERIZAÇÃO GERAL DO ENSINO RELIGIOSO EIXOS ORGANIZADORES DO CONTEUDO 1 - Culturas e Religiões 2 - Escrituras Sagradas 3 - Teologias 4 - Ritos 5 - Ethos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO

7 EIXO 1 : Culturas e Tradições Religiosas REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO É o estudo do fenômeno religioso à luz da razão humana, analisando questões como: função e valores da tradição religiosa, relação entre tradição religiosa e ética, teodicéia, tradição religiosa natural e revelada, existência e destino do ser humano nas diferentes culturas Esse estudo reúne o conjunto de conhecimentos ligados ao fenômeno religioso, em um número reduzido de princípios que lhe servem de fundamento e ]he delimitam o âmbito da compreensão Assim, não se separa das ciências que se ocupam com o mesmo objeto como: filosofia da tradição religiosa, história e tradição religiosa, sociologia e tradição religiosa, psicologia e tradição religiosa, nem delimita, de maneira absoluta e definitiva, um critério epistemológico unívoco.

8 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 1- Culturas e Tradições Religiosas - Conteúdos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Conteúdos estabelecidos a partir de: filosofia da tradição religiosa: a ideia do Transcendente, na visão tradicional e atual; história e tradição religiosa: a evolução da estrutura religiosa nas organizações humanas no decorrer dos tempos; sociologia e tradição religiosa: a função política das ideologias religiosas; psicologia e tradição religiosa: as determinações da tradição religiosa na construção mental do inconsciente pessoal e coletivo.

9 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 2 - Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO São os textos que transmitem, conforme a fé dos seguidores, uma mensagem do Transcendente, onde pela revelação, cada forma de afirmar o Transcendente faz conhecer aos seres humanos seus mistérios e sua vontade, dando origem às tradições. E estão ligados ao ensino, à pregação, à exortação e aos estudos eruditos. Contém a elaboração dos mistérios e da vontade manifesta do Transcendente com objetivo de buscar orientações para a vida concreta neste mundo. Essa elaboração se dá num processo de tempo-história, num determinado contexto cultural, como fruto próprio da caminhada religiosa de um povo, observando e respeitando a experiência religiosa de seus ancestrais, exigindo a posteriori uma interpretação e uma exegese. Nas tradições religiosas que não possuem o texto sagrado escrito, a transmissão é feita na tradição oral.

10 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 2 - Escrituras Sagradas e/ou Tradições Orais - Conteúdos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Conteúdos estabelecidos a partir de: revelação: a autoridade do discurso religioso fundamentada na experiência mística do emissor que a transmite como verdade do Transcendente para o povo; história das narrativas sagradas: o conhecimento dos acontecimentos religiosos que originaram os mitos e segredos sagrados e a formação dos textos; contexto cultural: a descrição do contexto sócio-político-religioso determinante na redação final dos textos sagrados; exegese: a análise e a hermenêutica atualizadas dos textos sagrados.

11 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 3 - Teologias REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO É o conjunto de afirmações e conhecimentos elaborados pela religião e repassados para os fiéis sobre o Transcendente, de um modo organizado ou sistematizado. Como o Transcendente é a entidade ordenadora e o senhor absoluto de todas as coisas, expressa-se esse estudo nas verdades de fé. E a participação na natureza do Transcendente é entendida como graça e glorificação, respectivamente no tempo e na infinidade. Para alcançar essa infinidade o ser humano necessita passar pela realidade última da existência do ser, interpretada como ressurreição, reencarnação, ancestralidade, havendo espaço para a negação da vida além morte.

12 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 3 - Teologias – Conteúdos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Conteúdos estabelecidos a partir de: divindades: a descrição das representações do Transcendente nas tradições religiosas; verdades de fé: o conjunto de mitos, crenças e doutrinas que orientam a vida do fiel em cada tradição religiosa; vida além morte: as possíveis respostas norteadoras do sentido da vida: a ressurreição, a reencarnação, a ancestralidade e o nada.

13 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 4 - Ritos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO É a série de práticas celebrativas das tradições religiosas formando um conjunto de: a) rituais que podem ser agrupados em três categorias principais: os propiciatórios que se constituem principalmente de orações, sacrifícios e purificações; os divinatórios que visam conhecer os desígnios do Transcendente em relação aos acontecimentos futuros; os de mistérios que compreendem as várias cerimônias relacionadas com certas práticas limitadas a um número restrito de fiéis, embora também haja uma forma externa acessível a todo o povo; b) símbolos que são sinais indicativos que atingem a fantasia do ser, levando-o à compreensão de alguma coisa; c) espiritualidades que alimentam a vida dos adeptos através de ensinamentos, técnicas e tradições, a partir de experiências religiosas e que permitem ao crente uma relação imediata com o Transcendente.

14 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 4 - Ritos – Conteúdos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Conteúdos estabelecidos a partir de: rituais: a descrição de práticas religiosas significantes, elaboradas pelos diferentes grupos religiosos; símbolos: a identificação dos símbolos mais importantes de cada tradição religiosa, comparando seu(s) significado(s); espiritualidades: o estudo dos métodos utilizados pelas diferentes tradições religiosas no relacionamento com o Transcendente, consigo mesmo, com os outros e o mundo.

15 EIXO 5 - Ethos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO É a forma interior da moral humana em que se realiza o próprio sentido do ser. É formado na percepção interior dos valores, de que nasce o dever como expressão da consciência e como resposta do próprio eu pessoal. O valor moral tem ligação com um processo dinâmico da intimidade do ser humano e, para atingi-lo, não basta deter-se à superfície das ações humanas. Essa moral está iluminada pela ética, cujas funções são muitas, salientando-se a crítica e a utópica. A função crítica, pelo discurso ético, detecta, desmascara e pondera as realizações inautênticas da realidade humana. A função utópica projeta e configura o ideal normativo das realizações humanas. Essa dupla função concretiza-se na busca de fins e de significados, na necessidade de utopias globais e no valor inalienável do ser humano e de todos os seres, onde ele não é sujeito nem valor fundamental da moral numa consideração fechada de si mesmo.

16 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO EIXO 5 - Ethos – Conteúdos REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Conteúdos estabelecidos a partir de: alteridade: as orientações para o relacionamento com o outro, permeado por valores; valores: o conhecimento do conjunto de normas de cada tradição religiosa apresentado para os fiéis no contexto da respectiva cultura; limites: a fundamentação dos limites éticos propostos pelas várias tradições religiosas.

17 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEÚDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO.Baseando-se no pressuposto de que o Ensino Religioso é um conhecimento humano e, enquanto tal, deve estar disponível à sociabilização, os conteúdos do Ensino Religioso não servem ao proselitismo, mas proporcionam o conhecimento dos elementos básicos que compõem o fenômeno religioso. Com esses pressupostos, o tratamento didático dos conteúdos realiza-se a nível de análise e conhecimento, na pluralidade cultural da sala de aula, salvaguardando-se assim a liberdade da expressão religiosa do educando. O tratamento didático subsidia o conhecimento. Assim, o Ensino Religioso, pelos eixos de conteúdos de Culturas e Tradições Religiosas, Escrituras Sagradas, Teologias, Ritos e Ethos vai sensibilizando para o mistério, capacitando para a leitura da linguagem mítico-simbólica e diagnosticando a passagem do psicossocial para a metafísica/Transcendente.

18 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEÚDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Naturalmente, dentro da seqüência dos eixos citados acima, a abordagem didática se dá numa seqüência cognitiva, possibilitando a continuidade das aprendizagens que deve considerar: a bagagem cultural religiosa do educando, seus conhecimentos anteriores; a complexidade dos assuntos religiosos, principalmente devido à pluralidade; a possibilidade de aprofundamento.

19 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEÚDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar as diferentes culturas e grupos que a constituem. Como a convivência entre grupos diferenciados é marcada pelo preconceito, um dos grandes desafios da Escola é conhecer e valorizar a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade brasileira. O Ensino Religioso não foge a essa regra. Aprendendo a conviver com diferentes tradições religiosas, vivenciando a própria cultura e respeitando as diversas formas de expressão cultural, o educando está também se abrindo para o conhecimento. Não se pode entender o que não se conhece.

20 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEUDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Assim, o conceito de conhecimento no Ensino Religioso, de acordo com as teorias contemporâneas, aproxima-se cada vez mais da idéia de que conhecer é construir significados. E que o significado constrói- se a partir das relações que o ser humano estabelece entre o objeto a conhecer e suas possibilidades de observação, de reflexão e de informação que já possui. O educando vai construindo, por exemplo, o significado dos símbolos religiosos a partir de conhecimentos já existentes e da percepção da importância e diferença do seu significado nas várias tradições religiosas. É aos poucos que o educando vai atualizando o seu conhecimento, refletindo sobre as diversas experiências religiosas à sua volta, percebendo o florescer do seu questionamento existencial, formulando respostas devidas, analisando o papel das tradições religiosas na estrutura e manutenção das diferentes culturas, compreendendo todo o significado das afirmações e verdades de fé das tradições religiosas e refletindo a atitude moral diferenciada como consequência do fenômeno religioso.

21 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEUDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Então, é no cotidiano, no dia-a-dia, na relação complexa do seu próprio conhecimento com o conhecimento religioso do outro que o educando sensibiliza-se para o mistério. E, ao ler e perceber o gênero literário mítico, vê no rito a sua realização. O conhecimento religioso compreende o ser humano numa perspectiva própria, entrando em discussão um elemento perene: a questão do sentido da existência, visto que nele o Transcendente se manifesta. Quando o educando observa essa presença claramente no cotidiano, faz a passagem do psíquico-moral para a Transcendência. O tratamento didático dos conteúdos do Ensino Religioso prevê, ainda, como nas outras disciplinas, a organização social das atividades, organização do espaço e do tempo, seleção e critérios de uso de materiais e recursos.

22 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS CONTEUDOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Essa previsão acontece no Ensino Religioso: pela organização social das atividades a fim de produzir o diálogo; através da organização do tempo e do espaço, no aqui e agora, pela observação direta, pois o sagrado acontece no cotidiano e está presente na sala de aula; a conexão com o passado no mesmo espaço e em espaços diferentes também parte do presente e da limitação geográfica; na dimensão Transcendente não há tempo, nem espaço; o limite encontra-se na linguagem de cada tradição religiosa; na organização da seleção e critérios de uso de materiais e recursos; prevê-se a colaboração de cada educando na indicação ou no fornecimento de seus símbolos, a origem histórica, os ritos e os mitos da sua tradição religiosa.

23 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO PRESSUPOSTOS PARA AVALIAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO A avaliação parte sempre da concepção de ensino e aprendizagem. Nessa proposta a abordagem do conhecimento escolar visualiza o Ensino Religioso como algo significativo, articulado, contextualizado, em permanente formação e transformação. Nesse contexto, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, surge um dado novo: a avaliação como elemento integrador entre a aprendizagem do educando e a atuação do educador na construção de conhecimento. Ela passa a ser compreendida, então, num conjunto de atuação, que tem a função de alimentar, sustentar, orientar e adequar a intervenção pedagógica, verificando o grau de aprendizagem que foi atingido pelo educando. Ou seja, a aproximação dessa expectativa com os momentos de escolaridade determinados.

24 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO PRESSUPOSTOS PARA AVALIAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO Simplificando, a avaliação permeia os objetivos, os conteúdos e a prática didática. Portanto, possui três etapas: inicial, formativa e final. A avaliação inicial no Ensino Religioso é exatamente o reconhecimento de grupos culturais/religiosos diferentes, identificados nas várias crenças dos próprios educandos. A avaliação formativa, conforme indica, deve ser formal e sistemática e ser organizada de acordo com os conteúdos significativos levando ao conhecimento. Essa etapa é caracterizada pelo acompanhamento do processo, que leva em conta o contexto, o desenvolvimento pessoal e a faixa etária do educando. No Ensino Religioso, essa etapa tem como referencial a capacidade de perceber as diferenças das tradições religiosas, surgindo o diálogo e, consequentemente, na convergência se dá a construção e a reconstrução do conhecimento do fenômeno religioso.

25 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO PRESSUPOSTOS PARA AVALIAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO A avaliação final consiste na aferição dos resultados de todo o período de aprendizagem de acordo com os objetivos. Nesse momento avalia-se a aprendizagem de alguns conteúdos essenciais e se determina os novos a eles relacionados para serem trabalhados. Com o objetivo de desenvolver o diálogo, a dinâmica pedagógica vai citar, comparar, dar a conhecer e transformar através de uma noção. Exemplo: o luto. Esse fato externa a mesma dor. É um fato antropológico centrado na morte. Comparando a expressão da tradição cristã, diante do fato, com a tradição religiosa hindu, a primeira demonstra a sua dor na cor negra, num determinado ritual com velas e orações. A segunda demonstra a mesma dor na cor branca, num ritual com fogo - a cremação.

26 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO PRESSUPOSTOS PARA AVALIAÇÃO REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO É desse modo que vai se estabelecendo o diálogo. A comparação de percepções diferenciadas para um mesmo dado social contribui para uma transformação, na medida em que a percepção se alarga diante da observação do mesmo dado. A avaliação oral ou escrita oferece o conhecimento concreto. Finalmente, os pressupostos não são critérios para a aprovação ou reprovação, mas fontes para uma análise individual de cada educando e a continuidade do processo de aprendizagem. Assim, o educador tem oportunidade de avaliar a sua atuação também. Portanto, no Ensino Religioso a avaliação também é processual.

27 REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO ENSINO RELIGIOSO EM CICLOS REFLEXÕES SOBRE O ENSINO RELIGIOSO

28 Com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) o Ensino Religioso marca um fato histórico na educação brasileira: pela primeira vez pessoas de várias tradições religiosas, enquanto educadores, conseguiram juntas encontrar o que há de comum numa proposta educacional que tem como objeto o Transcendente. Como os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso compreendem a sistematização do fenômeno religioso a partir das raízes das Tradições Religiosas: orientais, ocidentais, africanas e indígenas, há necessidade de um profissional de educação sensível à pluralidade e consciente da complexidade sociocultural da questão religiosa, e que garanta a liberdade do educando, sem proselitismo e/ou catequização. Assim, como para todas as áreas, a política dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Religioso pressupõe a elaboração ou revisão dos currículos escolares e a respectiva formação/capacitação do quadro do magistério.

29 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE ENSINO RELIGIOSO - 1º CICLO - 06 anos (1º ano)

30 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 1º CICLO - 07 anos (2º ano)

31 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 1º CICLO - 08 anos (3º ano)

32 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 2º CICLO - 09 anos (4º ano)

33 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 2º CICLO - 10 anos (5º ano)

34 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 3º CICLO - 11 anos (6º ano)

35 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 3º CICLO - 12 anos (7º ano)

36 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 4º CICLO - 13 anos (8º ano)

37 PLANEJAMENTO 2012 – 1º BIMESTRE - ENSINO RELIGIOSO 4º CICLO - 14 anos (9º ano)

38 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA Aprender é construir significados, e ensinar é oportunizar essa construção (MORETTO, 2010, p. 71) Aprendizagem Significativa é: aquela em que o significado do novo conhecimento é adquirido, construído com compreensão e por meio da interação não- arbitrária e não literal desse novo conhecimento com algum conhecimento prévio relevante existente na estrutura cognitiva do aprendiz. Perspectiva Cognitiva Clássica de David Ausubel em 1967

39 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CONHECIMENTO PRÉVIO NOVO CONHECIMENTO NÃO-ARBITRÁRIA NÃO-LITERAL É a aquisição de conhecimentos com compreensão e elaboração, com maior retenção, com capacidade de explicação, aplicação e transferência.

40 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CONHECIMENTO PRÉVIO As novas informações não apenas se associam, mas interagem com os conhecimentos prévios e ambos se modificam num processo de transformação mútua: o novo conhecimento passa a ter significado e o conhecimento prévio adquire novos significados, fica mais diferenciado e elaborado.

41 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CONHECIMENTO PRÉVIO A facilitação da Aprendizagem Significativa em sala de aula não é trivial. A função da escola é criar condições para que o aluno aprenda de maneira significativa, relacionando a explicação científica com o seu cotidiano. PRÉ-DISPOSIÇÃO PARA APRENDER CONHECIMENTO PRÉVIO MATERIAL POTENCIALMENTE SIGNFICATIVO APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA

42 CONHECIMENTO PRÉVIO O principal RECURSO FACILITADOR da conceitualização, devido sua característica de ser mediadora, é a LINGUAGEM. Ela é um instrumento imprescindível para a interação pessoal, discussão e negociação de significados. A negociação de significados consiste na troca, diálogo ou intercâmbio através da interação entre alunos, professor e material educativo. Para facilitar a aprendizagem significativa, não há receitas, mas há estratégias (MASINI e MOREIRA, 2008, p.36). Para facilitar a aprendizagem significativa, não há receitas, mas há estratégias (MASINI e MOREIRA, 2008, p.36).

43 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CONHECIMENTO PRÉVIO Outra estratégia facilitadora é relacionar o que aluno está aprendendo na escola com o seu DIA-A- DIA, fazendo uma ponte entre o conhecimento científico e o mundo em que ele vive. Esses recursos facilitadores visam contribuir para a organização da estrutura cognitiva e para ativação do processo de aquisição de significado (MASINI e MOREIRA, 2001).

44 APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA CONHECIMENTO PRÉVIO Os ORGANIZADORES PRÉVIOS são materiais instrucionais apresentados antes do conteúdo a ser aprendido, construindo uma ponte cognitiva entre o que o aluno sabe e o que deveria saber, ou ajudá-lo a relacionar o novo conhecimento com o seu conhecimento prévio.

45 O QUE ENSINAR? Atividades desafiadoras e bem encadeadas, que induzam o aluno a pensar e construir o seu próprio conhecimento, são o caminho mais curto para o bom aprendizado de Ensino Religioso. SEQUÊNCIA DIDÁTICA

46 SEQUÊNCIA DIDÁTICA é um conjunto sistematizado de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar um conteúdo etapa por etapa. Essa proposta envolve atividades de aprendizagem e avaliação, organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar. Ao organizar uma sequência didática, é preciso preparar detalhadamente cada uma das etapas do trabalho: Compartilhar a proposta de trabalho com os alunos: É importante explicar o trabalho passo a passo. Apresentar o que será estudado e comentar as atividades que serão desenvolvidas. Organize com a turma um plano de ação, anotando cada etapa da proposta. SEQUÊNCIA DIDÁTICA

47 Mapear o conhecimento prévio dos alunos: Nesta etapa, os alunos conversam sobre o que conhecem sobre o assunto que será trabalhado. Desenvolver atividades que proporcionem a ampliação do repertório dos alunos: De posse do mapeamento dos alunos – informação precisa para avaliar em que ponto está a turma – o professor elabora um conjunto de atividades que aproxima o aluno do conteúdo, aumentando os desafios e propondo diversas discussões para que toda turma avance. Essa diversidade de propostas amplia a possibilidade de êxito dos alunos. SEQUÊNCIA DIDÁTICA

48 AS SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS SÃO COMPOSTAS POR: OBJETIVOS CONTEÚDOS TEMPO ESTIMADO MATERIAL NECESSÁRIO DESENVOLVIMENTO AVALIAÇÃO O que se espera que os alunos aprendam com a atividade proposta, tendo como foco a aprendizagem, e não o ensino. Conteúdos curriculares trabalhados na atividade. Envolve as várias etapas da atividade, as intervenções a serem feitas, a criação de situações mais adequadas à realidade da turma. Verificação do processo de aprendizagem. Parâmetros a serem usados no decorrer das etapas. Atividades específicas, como problemas e perguntas. SEQUÊNCIA DIDÁTICA

49 EXEMPLO: BOAS MANEIRAS SEQUÊNCIA DIDÁTICA Objetivos : Identificar os direitos e deveres de cada cidadão Compreender as relações sociais, as diferenças e individualidades Analisar situações-problema com relação a indisciplina Avaliar atitudes, comportamentos e decisões tomadas nas situações- problema Conteúdos O professor poderá trabalhar com os alunos os direitos e deveres e o regimento escolar. Público : Ensino Fundamental Inicial Tempo estimado 01 aula de 50 min.

50 SEQUÊNCIA DIDÁTICA Problematização O objetivo da aula é fazer com que os alunos reflitam sobre suas atitudes e comportamentos em relação aos colegas, as diferenças entre brincadeira e violência na escola, seus direitos e deveres tanto na escola quanto na sociedade e de que forma ele pode colaborar para viver em harmonia na sociedade atual. O professor deverá questionar a turma sobre o que significa: Boas maneiras? Exemplos de boas maneiras? Como agir em situações de conflitos com os colegas? Como utilizar as boas maneiras no dia a dia e na escola. Atenção Professor! Em Referências e Recursos Complementares indicamos alguns textos para reflexão do professor sobre o tema. Sugerimos também o áudio: Direitos e deveres, que aborda a história de uma professora de São Paulo que resolveu o problema de indisciplina na escola. Caso seja, a realidade na sua escola, o professor poderá experimentar o mesmo método.

51 SEQUÊNCIA DIDÁTICA Desenvolvimento: Aula 01: Atenção Professor! Organize a sala de aula de forma que os alunos possam formar um círculo no centro da sala e assistir um vídeo de forma confortável, ou seja, espalhe almofadas, colchonetes, pufs, etc. O número de assentos deve ser a metade do número de alunos, para que eles sentem aos pares. É importante que os alunos não estejam presentes quando o professor estiver organizando a sala, para que o professor possa verificar a reação dos alunos no espaço. Reserve cartolina, pincel atômico e fita crepe. Após organizar a sala de aula o professor deverá convidar os alunos para conhecer o espaço. Ao chegar na sala de aula, é provável que os alunos criem tumultos por não haver lugares suficientes a todos, sendo assim sugira que eles sentem em duplas e observe a reação da turma. Após a acomodação de todos, questione os alunos sobre o termo: Boas maneiras – o que significa? Solicite que eles falem alguns exemplos. Durante a fala dos alunos, comente o modo como eles adentraram no recinto, como se comportaram na divisão do espaço, a reação deles, etc. A medida que o professor está narrando a cena os alunos deverão informar se as atitudes tomadas estão certas ou erradas. Para contextualizar o tema o professor poderá utilizar o vídeo: Turma da Mônica em: Boas maneirasYoutube. Disponível em: Acesso em 06 de Out. de 2009.http://www.youtube.com/watch?v=YHS34tkXdR8

52 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 2ª etapa Após o vídeo questione os alunos: alguém se identificou com os personagens qual personagem? alguém já vivenciou alguma situação semelhante o que acharam sobre o comportamento dos personagens: Mônica, Magali, Cascão, Cebolinha, Senhorita Biju. Após a discussão sobre o vídeo, solicite aos alunos que em duplas escrevam nas cartolinas sobre o comportamento: o que é certo e errado, isto é, quais as boas maneiras a serem utilizadas para se viver em harmonia na sociedade atual. Após a atividade monte um mural com os cartazes dos alunos e comentar as situações e resoluções propostas. Atenção professor! Caso a turma esteja em fase de alfabetização os alunos podem utilizar desenhos, recortes de revista e jornais, entre outros.

53 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 3ª etapa; O professor deverá auxiliar os alunos a elaborar um cartaz sobre as boas maneiras na escola, isto é, os direitos e deveres dos alunos durante as aulas e principalmente na hora do recreio, momento onde eles estão mais ativos e podem interagir mais com os colegas. Nesse momento é importante que os alunos citem o que gostam e não gostam nas brincadeiras, os respeito as individualidades, as opiniões, etc. O cartaz deve ficar exposto na sala de aula para que todos possam consultar, e se necessário alterar.

54 SEQUÊNCIA DIDÁTICA 4ª etapa: Prática social final do conteúdo Os alunos deverão se reunir em pequenos grupos e encenar para escola a lista de direitos e deveres, contextualizando com situações do cotidiano, ou seja, fatos que ocorrem na sala de aula e no intervalo. Cada grupo ficará responsável por apresentar um aspecto positivo e um negativo. Ao final das apresentações o professor deverá questionar o público presente sobre? o que eles aprenderam? E como aplicar esses exemplos na sociedade

55 SEQUÊNCIA DIDÁTICA Recursos Educacionais Avaliação O professor deverá definir em conjunto com a turma o formato da avaliação e seus critérios. É importante que os alunos façam uma autoavaliação do seu processo de aprendizagem, apontando suas dificuldades e reflexões. Sugerimos alguns critérios de avaliação: participação nas discussões e atividades comprometimento com o trabalho comprometimento com o grupo organização do grupo responsabilidade com as tarefas recebidas respeito pelos colegas harmonia do grupo prazo de entrega criatividade capricho organização individual

56 SEQUÊNCIA DIDÁTICA Referências Portal do Professor. Direitos e deveres. Disponível em: Acesso em 06 de Out. de 2009.http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnica.html?id=100 0 Nova Escola. A indisciplina como aliada. Edição 149 – 01/2002. Disponível em: Acesso em 06 de Out. de 2009.http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e- adolescente/comportamento/indisciplina-como-aliada shtml Nova Escola. A beira do caos. Edição 218 – 11/2008. Disponível em: Acesso em 06 de Out. de 2009.http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e- adolescente/comportamento/beira-caos shtml

57 Elaborar uma sequência didática sobre um conteúdo do bimestre, utilizando uma metodologia diferenciada. No próximo encontro, socializaremos a sua proposta de sequência com os colegas. TAREFA

58 ELMA GUIDINE Assessora de Ensino Religioso BLOG: POR UMA CULTURA DE PAZ


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