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A FILOSOFIA NO MUNDO Como se põe o mundo em relação com a filosofia? Há cátedras de filosofia nas universidades. Atualmente, representam uma posição embaraçosa.

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1 A FILOSOFIA NO MUNDO Como se põe o mundo em relação com a filosofia? Há cátedras de filosofia nas universidades. Atualmente, representam uma posição embaraçosa. Por força da tradição a filosofia é polidamente respeitada, mas, no fundo, objeto de desprezo. A opinião corrente é que a filosofia nada tem a dizer e carece da qualquer utilidade prática. É nomeada em público – mas existirá realmente? Sua existência se prova, quando menos, pelas medidas de defesa a que dá lugar. A oposição se traduz em fórmulas como: a filosofia é demasiado complexa; não a compreendo; está além do meu alcance; não tenho vocação para ela; e, portanto, não me diz respeito. Ora isso equivale a dizer: é inútil o interesse pelas questões fundamentais da vida; cabe abster-se de pensar no plano geral para mergulhar, através de trabalho consciencioso, num capítulo qualquer da atividade prática e intelectual; quanto ao resto, bastará ter opiniões e contentar-se com elas.

2 A polêmica torna-se encarniçada. Um instinto vital, ignorado de si mesmo, odeia a filosofia. Ela é perigosa. Se a compreendesse, teria que alterar minha vida. Adquiriria um outro estado de espírito, veria as coisas com uma claridade insólita, teria que rever meus juízos. Melhor é não pensar filosoficamente. E surgem os detratores, que desejam substituir a obsoleta filosofia por algo de novo e totalmente diverso. Ela é desprezada como produto final e mendaz de uma teologia falida. A insensatez das proposições dos filósofos é ironizada. E a filosofia vê-se denunciada como instrumento servil de poderes políticos e outros. Muitos políticos vêem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia. Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a filosofia seja vista como algo entediante. Oxalá desaparecessem as cátedras de filosofia, Quanto mais vaidades e ensinem, menos estarão os homens arriscados a se deixar tocar pela luz da filosofia. A FILOSOFIA NO MUNDO

3 Assim, a filosofia vê-se rodeada de inimigos, a maioria dos quais não tem consciência dessa condição. A autocomplacência burguesa, os convencionalismos, o hábito d considerar o bem-estar material como razão suficiente de vida, o hábito de só apreciar a ciência em função de sua utilidade técnica, o ilimitado desejo de poder, a bonomia dos políticos, o fanatismo das ideologias, a aspiração a um nome literário – tudo isso proclama a antifilosofia. E os homens não o percebem porque não se dão conta do que estão fazendo. E permanecem inconscientes. E permanecem inconscientes de que a antifilosofia é uma filosofia, embora pervertida, que, se aprofundada, engendraria sua própria aniquilação. O problema crucial é o seguinte: a filosofia aspira à verdade total, que o mundo não quer. A filosofia é, portanto, perturbadora da paz. A FILOSOFIA NO MUNDO

4 E a verdade o que será? A filosofia busca a verdade nas múltiplas significações do ser-verdadeiro segundo os modos do abrangente. Busca, mas não possui o significado e substância da verdade única. Para nós, a verdade não é estática e definitiva, mas movimento incessante, que penetra no infinito. No mundo a verdade está em conflito perpétuo. A filosofia leva este conflito ao extremo, porém o despe de violência. Em suas relações com tudo quanto existe, o filósofo vê a verdade revelar- se a seus olhos, graças ao intercâmbio com outros pensadores e ao processo que o torna transparente a si mesmo. Quem se dedica á filosofia põe-se à procura do homem, escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade. Eis porque a filosofia não se transforma em credo. Está em contínua pugna consigo mesma. (Karl Jaspers. Introdução ao Pensamento Filosófico) A FILOSOFIA NO MUNDO

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6 Platão de Atenas 428? – 347? a.C. Considerações importantes sobre Platão: Pertence ao segundo período da filosofia antiga, conhecido como socrático, clássico ou antropológico V-IV a.C.; É considerado o maior discípulo de Sócrates; Opõem-se aos sofistas; Escreve em forma de diálogo, cujo protagonista é Sócrates; Busca estabelecer como conhecimento verdadeiro o que é em si; Seus principais temas são Teoria do Conhecimento [Educação] e Política.

7 PLATÃO A educação deve proporcionar ao corpo e à alma toda perfeição e beleza de que são capazes Preocupação com a ética e com a justiça Fator decisivo na vida do Estado Começa antes do nascimento Educação a serviço da evolução espiritual Formação do homem moral O mito da caverna

8 fixa em seu pensamento dois tipos de paidéia, uma – mais socrática -, ligada à formação da alma individual, outra – mais política -, ligada aos papéis sociais dos indivíduos, distintos quanto às qualidades intrínsecas da sua natureza que os destinam a uma ou outra classe social e política. NA República e nAs Leis, desenvolve sua política da educação e rearticula o modelo de formação em relação às diversas classes sociais. Platão

9 Platão de Atenas Considerações importantes sobre Platão: Suas principais influências são: Sócrates de Atenas; Pitágoras de Samos, por meio de Filolau de Crotona; Heráclito de Éfeso, por meio de Crátilo.

10 Platão de Atenas Teoria das Idéias O principal objetivo de Platão foi tentar estabelecer uma síntese original entre o pensamento dialético de Heráclito [Mundo das Sombras] e o pensamento metafísico de Parmênides [Mundo das Idéias], mostrando que não são idéias distintas, mas visões diferentes de uma mesma realidade que se apresenta de duas formas possíveis, a saber, a pensada [relativa aoeidos] e a sentida [relativa aos fenômenos]. Ademais a filosofia de Platão está fundada nas idéias matemáticas de Pitágoras. Veja: Razão: Pensar: Mundo das Idéias: Metafísico: Idéias Sentidos: Sentir: Mundo das Sombras: Dialético: Cópias Alma ou Números

11 Platão de Atenas Teoria da Reminiscência Escrito por Platão na obra Fédon, afirma que o corpo é cativeiro, isto é, prisão da alma pelo desejo do próprio homem. Corpo ou Sentidos: Conhecimento Sensível – M.S. Homem = Corpo + Alma Alma ou Razão: Conhecimento Intelectivo – M.I. Logo: Cabe a cada homem usar dos sentido apenas como forma de chegar ao conhecimento das essências, para assim poder alcançar o que é em si e superar os enganos da opinião e, com isso, evoluir pelo processo de metempsicose.

12 Platão de Atenas O que é metempsicose? É o meio pelo qual a alma, por um processo de nascer e morrer várias vezes, evolui de um estágio inferior para uma condição superior a partir da recordação acumulativa [ ] do que já se encontra dentro de si. Veja: Como ocorre a recordação da idéia em si na alma? Por meio da METEMPSICOSE Cabeça Tórax Abdômen Alma de Ouro: Magistrados: Sabedoria. Alma de Prata: Guerreiros: Coragem. Alma de Bronze: Trabalhadores: Temperança. Este processo de evolução recebe o nome de metempsicose Teoria da Reminiscência

13 Platão de Atenas Teoria da Contingência Veja a relação entre idéias e cópias: Abaixo temos a idéia de homem, casa e veículo. O homem Os homens Mundo das Idéias Mundo das Sombras Acima temos as cópias de homens, casas e veículos. A casaO veículo As casas Os veículos

14 Teoria do Conhecimento Verdadeiro Platão de Atenas Alegoria da Linha

15 Alegoria da Caverna Platão de Atenas

16 Alegoria da Caverna

17 O interior da caverna O interior da caverna representa a prisão em que se encontra a humanidade na medida em que está submetida à ilusão.

18 Para Platão, a educação consiste no desenvolvimento da razão a fim de recordar os conhecimentos que a alma já trás de sua vida anterior no mundo das Idéias e se se libertar definitivamente das ilusões oferecidas pelos sentidos. Platão de Atenas Educação

19 Observe que, para o ex-prisioneiro, não é suficiente a sua libertação, pois ele volta, desce até os homens da caverna e quer levá-los para a luz. 1) Como se explica a volta do filósofo do mundo luminoso da verdade para a escuridão da caverna? 2) Esse ato é um ato político? Platão de Atenas Educação

20 1) A volta do filósofo para o interior da caverna se dá como um ato de dignidade e benevolência para com seus semelhantes que se encontram presos à ilusão dos sentidos e das aparências. 2) Sim. A função do filósofo é trabalhar na liderança política e fazer uso de seu conhecimento para libertar as pessoas comuns da ilusão dos sentidos e da doxa a que se encontram submetidas. Platão de Atenas Educação

21 Platão de Atenas Educação

22 Platão de Atenas Educação

23 Platão de Atenas Educação

24 Platão de Atenas Educação

25 Platão de Atenas Para Platão existe uma relação direta entre educação e política, onde somente aquele que conseguiu passar por todas as três etapas de formação intelectual, proposta em sua pedagogia, pode governar com sabedoria a pólis e, com isso, garantir o cumprimento da principal virtude do homem, a saber: a justiça. Atenção! Educação Política Possibilita exercer uma justa...

26 Callipolis Cidade ideal, obra do italiano Luciano Laurana, executada por volta de 1500, inspirado na idéias de Platão.

27 Platão de Atenas Cabeça Tórax Abdômen Alma de Ouro: Magistrados: Sabedoria. Alma de Prata: Guerreiros: Coragem. Alma de Bronze: Trabalhadores: Temperança. As Classes da Callipolis

28 Platão de Atenas Política Platônica Alegoria do Navio prazer saber No Teeteto, Sócrates considera que mesmo que os filósofos pareçam inúteis, eles foram criados como homens livres. Os hábeis retóricos, por outro lado, como escravos: de almas pequenas e não retas, são servos do tempo e de seus discursos (172c-173b). Em uma citada passagem da República, Sócrates responde às objeções de Adimanto com a Alegoria do Navio: no relato, quem maneja uma embarcação não tem nenhum conhecimento do ofício, todos ali comem [gulosos] e bebem [bêbados] até empanturrarem-se, se regem pelo prazer e não pelo saber: consideram inútil o verdadeiro piloto, que julga ser necessário ter em conta as estações, o estado do tempo, o movimento dos astros e outras coisas tais para conduzir adequadamente a embarcação (488a-489a). Em um navio como este. afirma Sócrates, os filósofos são certamente inúteis, mas não são responsáveis por isso, já que o natural seria que os homens que têm necessidade de governo fossem em busca de quem tem capacidade para fazê-la (489b-c). KOHAN, Walter Omar. Infância e educação em Platão. São Paulo: Revista Educação e Pesquisa – USP, vol. 29, nº. 01, pp : 2003.

29 Política Platônica Platão de Atenas Alegoria do Navio Relação entre o governo dos filósofos e dos sofistas à pólis: Para Platão a Alegoria do Navio ilustra dois tipos possíveis e distintos de poderes relativo ao governo da pólis, a saber: o governo justo dos filósofos e o governo injusto dos sofistas. O primeiro se preocuparia com o bem [saber] da Callipolis e o segundo se preocuparia com o prazer pessoal. Governo da cidade-Estado Alegoria do Navio Veja a comparação Alegoria do Navio versus Governo da cidade-Estado: Bêbados e Gulosos Verdadeiro Piloto Sofistas Filósofos Comparado às crianças

30 Epicuro Filósofo grego do período helenístico. Filósofo do Jardim. Defende uma filosofia essencialmente prática com um único objetivo: a felicidade. A felicidade é possível ser alcançada na interioridade da alma. Para isso Epicuro defendia a idéia de que a filosofia deveria ser eminentemente terapêutica (remédio-cura). Seu poder terapêutico deveria curar dos males (O SOFRIMENTO- DOR) para liberar a vida para o maior dos bens = O PRAZER (Hedoné ).

31 Epicuro PARADOXO DE EPICURO Deus, ou quer impedir os males e não pode, ou pode e não quer, ou não quer nem pode, ou quer e pode. Se quer e não pode, é impotente: o que é impossível em Deus. Se pode e não quer, é invejoso: o que, do mesmo modo é contrário a Deus. Se nem quer nem pode, é invejoso e impotente: portanto, nem sequer é Deus. Se pode e quer, o que é a única coisa compatível com Deus, donde provém então a existência dos males? Por que razão é que não os impede?

32 Epicuro TETRAPHARMACON PARA A VIDA FELIZ: 1- Não temer os deuses. Os deuses existem, mas a idéia que se tem dos deuses se baseia em opiniões falsas. a)Crê-se que os deuses causam benefícios aos bons e malefícios aos maus. Nada mais falso. Eles vivem no Olimpo junto aos seus semelhantes e não se importam com os humanos e suas vicissitudes. Os deuses não julgam, não condenam ou absolvem e por isso não devem se temidos. Devem ser imitados. b)Acredita-se que podemos atingir os deuses com preces, louvores, súplicas, oferendas etc...Inútil. Eles não são atingíveis e não se preocupam com os sofrimentos humanos. Os deuses só se interessam com a vida deles. Não há de se preocupar com os de outra raça.

33 2- Não há razões para se preocupar com a MORTE. Pensar na morte aflige a alma e por isso o sábio a desdenha. E por que a morte não nos deve preocupar? A morte não é um mal, ela não é nada. Ausência das sensações. É tolo quem diz ter medo da morte. Quando estamos vivos, a morte não está presente; quando a morte está presente, nós é que não estamos. Enquanto nós somos ela não é e quando ela é, já não somos. 3- A dor-sofrimento é suportável. E o que fazer quando somos atingidos por algum mal físico? Se é leve é suportável, se é agudo passa logo e se é agudíssimo nos leva a morte imediata, que é o fim da dor. Psicologicamente suporta-se a dor na lembrança de uma alegria ausente e na esperança futura. 4- A felicidade é facilmente obtida: O primeiros três elementos são como que negativo. O positivo é a vida feliz na vivência do prazer e na ausência da dor – sofrimento. Como? Epicuro

34 O PRAZER É O SUMO BEM VIDA FELIZ ATRAVÉS DE UM HEDONISMO SOFISTICADO. O FIM ÚLTIMO É O PRAZER. DISCRIMINAÇÃO DOS PRAZERES. EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE PRAZER NATURAIS E NECESSÁRIOS NATURAIS E NÃO NECESSÁRIOS NEM NATURAIS NEM NECESSÁRIOS Ligados à conservação Prazeres supérfluos Prazeres vãos da glória, honra, Devem ser Buscados - Comer e beber com refino riquezes, poder, etc. por eliminarem a dor -Comer quando se tem fome -Beber quando se tem sede - Abrigar-se no luxo, etc -Repousar quando com sono, etc. - Vestir-se sofisticadamente Os do primeiro grupo estão ligados à eliminação da dor-sofrimento. Os do segundo grupo não têm LIMITES, pois não subtrai a dor do corpo, mas estão em função do prazer pelo prazer. Os do terceiro grupo, além de não eliminarem a dor, causam perturbação da alma. Por isso a felicidade requer pouca coisa, o supérfluo atrai o supérfluo. A quem não basta pouco, nada basta, diz Epicuro. Quando então dizemos que o fim último é o prazer, não nos referimos aos prazeres dos intemperantes ou aos que consistem no gozo dos sentidos, como acreditam certas pessoas que ignoram o nosso pensamento, ou não concordam com ele, ou o interpretam erroneamente, mas ao prazer que é ausência de sofrimentos físicos e de perturbações da alma. Se o prazer momentâneo causar um sofrimento maior que o prazer, então é sábio negar o prazer. Assim como um desprazer momentâneo causar um maior prazer futuro, então é sábio optar pelo desprazer, mas em favor do prazer...

35 A Utopia representa a primeira crítica fundamentada do regime burguês e encerra uma análise profunda das particularidades inerentes ao feudalismo em decadência. A forma é muito simples; é uma conversação íntima durante a qual Morus aborda questões políticas, religiosas e sociais de seu tempo. Sua palavra, às vezes satírica e jovial, outras, de uma sensibilidade comovedora, é sempre cheia de força. A Utopia de Morus

36 A primeira parte da obra é o espelho fiel das injustiças e misérias da sociedade feudal; é, em particular, o martirológio do povo inglês sob o reinado de Henrique VII. A nobreza e o clero possuíam a maior parte do solo e das riquezas públicas.Os grandes senhores mantinham uma multidão de vassalos, seja por amor ao fausto, seja para assegurar a impunidade de seus crimes ou ainda para utilizá-los como instrumentos de violência contra os vilões. Esta vassalagem era o terror do camponês e do trabalhador. A Utopia de Morus

37 Kant O que é Esclarecimento? Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do esclarecimento.

38 Kant O que é Esclarecimento? A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma tão grande parte dos homens, depois que a natureza de há muito os libertou de uma direção estranha, continuem, no entanto de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que os outros se constituam em tutores deles. É tão cômodo ser menor. Se tenho um livro que faz as vezes de meu entendimento, um diretor espiritual que por mim tem consciência, um médico que por mim decide a respeito de minha dieta, etc., então não preciso esforçar-me eu mesmo. Não tenho necessidade de pensar, quando posso simplesmente pagar; outros se encarregarão em meu lugar dos negócios desagradáveis. A imensa maioria da humanidade (inclusive todo o belo sexo) considera a passagem à maioridade difícil e além do mais perigosa, porque aqueles tutores de bom grado tomaram a seu cargo a supervisão dela.

39 Dialética Hegeliana Hegel edifica um sistema cujo objetivo principal é compreender a evolução da história, da filosofia e do universo, a dialética. Trata-se de um esquema progressivo em que o movimento do real surge como solução culminante de contradições anteriores. A dialética é, portanto, um movimento capaz de superar uma contradição. O processo dialético possui um momento positivo (tese) ao qual contrapõe-se um momento negativo (antítese). A contradição estrutural entre tese e antítese será resolvida por um terceiro momento, que superará o dois anteriores: a síntese.

40 Dialética Hegeliana Este terceiro momento se afirmará, tornando-se uma nova tese, possibilitando, assim, um novo ciclo dialético. Essa estrutura é aplicada a todos os campos do real desde a aquisição do conhecimento até os processos históricos e políticos. Para Hegel, há uma coincidência entre o universo racional e a realidade, daí sua famosa afirmação: o que é racional é real, o que é real é racional.

41 KARL MARX Materialismo Dialético O materialismo dialético é uma lei que procura descrever o desenvolvimento estrutural da realidade histórica. Tal itinerário de desenvolvimento culminaria, de maneira inexorável, no comunismo. Ora, toda realidade histórica acaba gerando em seu ventre contradições tão agudas que conduzirão à sua própria superação. Assim como o feudalismo gerou dentro de si a burguesia, grande responsável por seu esfacelamento, o capitalismo cuidará de formar e dar a luz ao seu próprio assassino: o proletariado. Este deverá levar a cabo o grande processo dialético da história, na medida em que é uma classe verdadeiramente revolucionária. O proletariado deverá tomar o poder de maneira revolucionária, implantando sua ditadura, até todas as estruturas remanescentes do capitalismo sejam colocadas no chão. Deste processo emergirá a sociedade comunista

42 KARL MARX Materialismo Histórico Teoria marxista segundo a qual a estrutura econômica determina as idéias, ou seja, não é a consciência que determina a existência das pessoas, mas as condições materiais de existência é que determinam a consciência dos indivíduos. A construção das idéias, das representações simbólicas, ou seja, da consciência humana, está diretamente ligada às condições materiais.

43 Infra-estrutura, Superestrutura e Ideologia A infra-estrutura, ou base econômica, é o conjunto das relações de produção que correspondem a um período determinado do desenvolvimento das forças produtivas, em outras palavras poderíamos dizer que a infra-estrutura é o modo de produção vigente em determinado tempo e lugar. A superestrutura é o conjunto das instituições jurídicas, religiosas, educacionais, morais, artísticas etc.. Tais instituições são responsáveis pela proteção e existência saudável do sistema econômico – infra- estrutura - que lhes dá suporte, para isso a superestrutura desenvolve uma forma obtusa de consciência social (ideologia), cujo objetivo não é outro senão alienar o ser humano tolhendo sua capacidade crítica. A ideologia é, portanto, um fenômeno superestrutural que proporciona a postura acrítica e resignada das pessoas diante das situações de opressão a que são submetidas, por isso, é, sem dúvida, uma espécie de analgésico social a serviço das classes hegemônicas.

44 KARL MARX A reflexão marxista sobre o trabalho pode ser organizada em dois momentos distintos: - Uma reflexão sobre a natureza do trabalho e sua relação com o ser humano e o mundo natural; - Uma pesada crítica ao trabalho no capitalismo apontando suas incoerências e inconsistências.

45 KARL MARX Primeiro momento da reflexão marxista: - O trabalho é o elemento distintivo do homem ; - O Trabalho permite a transformação da natureza e do ser humano que a transforma; Trata-se de um instrumento de plenificação e realização do ser humano. O pior dos arquitetos é infinitamente superior à melhor das abelhas, pois o que ele realiza é trabalho (Karl Marx)

46 KARL MARX Segundo momento da reflexão marxista. As distorcidas relações de produção no capitalismo, conduzem a uma bipolarização do mundo do trabalho, que pode ser descrita a partir de duas classes de pessoas: as que possuem os meios de produção e as que vendem mão de obra, em outras palavras, os capitalistas e os proletários.

47 KARL MARX Segundo momento da reflexão marxista: - O trabalho é uma mercadoria ; - O trabalho é alienado; - O trabalho extremamente dividido abole seu caráter humano; - O homem é coisificado, transformando-se em uma extensão da máquina (reificação); - A mercadoria torna-se divina, pois é o objeto inatingível do desejo do trabalhador (fetichização);

48 KARL MARX - O exército de mão de obra de reserva garante o poder de coerção do capitalista ; - Ao invés de tornar-se elemento de plenificação do ser humano, o trabalho o diminui; - O trabalho no capitalismo é uma grande incoerência, pois leva a uma condição estrutural de desigualdade; - Mais-valia – trabalho executado e não pago pelo capitalista ao trabalhador;

49 KARL MARX - Mais-valia absoluta – Envolve o aumento da produção com o aumento da jornada de trabalho; - Mais-valia relativa – Envolve o aumento da produção reestruturação e potencialização do processo de produção.

50 Levinnas Podemos verificar na história da filosofia uma constante, porém frustrada, tentativa de escapar das suas próprias malhas, assegurando a si um caráter de transcendência imanentizada, simbolizada pela figura mítica de Ulisses. O itinerário da filosofia permanece sendo aquele de Ulisses cuja aventura pelo mundo nada mais foi que um retorno a sua ilha natal – uma complacência no Mesmo, um desconhecimento do Outro.

51 Levinas As tentativas de libertação e evasão ensaiadas ao longo da história da filosofia não livraram o homem do peso e da solidão de ser, como já vimos, os caminhos que apontavam para a transcendência acabavam no eterno retorno ao ponto de partida. Por isso, Levinas sustenta que o grande fio condutor da filosofia ocidental é a ontologia. Esta constitui-se como uma espécie de eixo central que condiciona tudo o que deve ser explicado dentro do horizonte do ser. Todo o real, inclusive as pessoas estão circunscritas à esta espécie de clausura do ser.

52 MERLEAU-PONTY Descontente com os rumos tomados por uma sociedade fortemente influenciada por doutrinas racionalistas, que não impediram os horrores da Segunda Guerra Mundial, Merleau-Ponty propõe a valorização do fenômeno perceptivo, de nosso contato espontâneo com o mundo por meio dos sentidos, do corpo, processo que não aceita a separação entre o subjetivo e o objetivo. O cientificismo e a lógica cartesiana levaram o mundo ocidental a uma visão excessivamente racionalista, em detrimento de todo o aspecto sensível.

53 MERLEAU-PONTY Aquilo que eu sinto, vejo e percebo não tem o menor valor para a ciência; a única coisa que importa são as coisas inteligíveis, porque elas, segundo Descartes, é que mostram a verdade. A Segunda Guerra Mundial, entretanto, foi toda racionalmente construída e inteligentemente organizada. Ou seja, a razão não trouxe grandes benefícios; pelo contrário, trouxe uma Europa devastada, o que fortaleceu a busca por uma nova forma de se encarar a realidade, levando em conta a valorização da experiência pessoal, afirma o professor.

54 MERLEAU-PONTY Merleau-Ponty questiona a supremacia da razão instrumental e o método rigoroso proposto por Descartes para se chegar a conhecimentos universalmente aceitos. O que se descobriu, segundo Ponty, é que a ciência não mostra a verdade das coisas em si mesmas; a ciência apresenta apenas modelos teóricos provisórios que tentam explicar a realidade. Essas verdades que a ciência apresenta duram enquanto não surgirem outros modelos teóricos melhores, esclarece. Para o autor de Conversas, acrescenta Ricardo, o próprio desenvolvimento da ciência indica que ela não é capaz de oferecer verdades imutáveis. Como exemplo, o filósofo cita os diferentes conceitos formulados pelos físicos para explicar o que é a luz, que já foi definida como um bombardeio de partículas incandescentes, uma vibração do éter, e, na teoria aceita atualmente, é explicada como um fenômeno de ondas eletromagnéticas.


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