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Filosofia A história do pensamento filosófico pretende atingir pelos menos três níveis além do simples o que disseram os filósofos ( doxográfico ), buscando.

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1 Filosofia A história do pensamento filosófico pretende atingir pelos menos três níveis além do simples o que disseram os filósofos ( doxográfico ), buscando explicar por que os filósofos disseram o que disseram e, finalmente, indagando alguns dos efeitos provocados pelas teorias filosóficas.

2 UMA VIDA SEM BUSCA NÃO É DIGNA DE SER VIVIDA. Sócrates.

3 O porque das afirmaçoes dos filósofos não é algo simples, porquanto motivos sociais, econômicos e culturais se entrecruzam. Os filósofos são importantes não só pelo que dizem, mas também pelas tradições que geram e põem em movimento.

4 Algumas das posições dos filósofos favorecem o nascimento de algumas idéias, mas, juntas, impedem o nascimento de outras. Portanto, os filósofos são importantes quer pelo que dizem, quer pelo que evitam dizer.

5 A importância dos gregos Sob o impulso dos gregos, a civilização ocidental tomou uma direção diferente da oriental. A filosofia tornou possível a ciência e em certo sentido a gerou. INVESTIGAÇÃO E ESCLARECIMENTO. A sabedoria até então existente – orientais, estava vinculada a convicções religiosas, mitos teológicos, mas não uma ciência filosófica baseada na razão pura – O LOGOS.

6 Diferença na espiritualidade e na racionalidade. ( oriente x ocidente ). Os poemas homéricos ( fundamentais ) já se preocupavam com harmonia, proporção, limite, medida. O poeta não se limita a narrar uma série de fatos, mas também pesquisa suas causas e razões, ou seja, princípio e o porque último das coisas.

7 O poeta se preocupou em analisar de forma total, inteireza No quesito religião, é interessante destacar a INTERVENÇÃO e a HUMANIZAÇÃO DOS DEUSES. Os deuses são formas naturais personificadas em formas humanas. A religião grega sempre fora naturalista. Lembrar Nietzsche e Sartre.

8 Sartre pretende que o homem enxergue que, independente de Deus existir ou não, este não é o ponto fundamental, é necessário que o homem compreenda que nada poderá livra-lo dele próprio, nem mesmo a concretude de Deus. Nietzsche dirá, independente de Deus existir ou não, somos humanos, demasiadamente humanos.

9 Primeira preocupação grega Explicação da totalidade das coisas, ou seja, toda a realidade. Qual o princípio de todas as coisas ? Qual a origem constitutiva ? Ora, mas por que o homem sentiu a necessidade de filosofar ? ADMIRAÇÃO – os homens maravilhavam- se.

10 Primeiro problema COSMOLÓGICO Como surgiu o cosmos ? Quais as forças originais deste processo ? Com os sofistas, o quadro mudou. O centro da problemática passou a se concentrar no homem. Com Platão, houve a diferença do conhecimento sensível com o conhecimento intelegível.

11 METAFÍSICA Coube a Aristóteles a distinção clássica entre a realidade física e a realidade supra-física. Os achados da biblioteca de Aristóteles. A metafísica não é um termo aristotélico. Coube a Andrônico de Rodes a tarefa de organizar os livros de Aristóteles.

12 Tales, o iniciador Inédito, foi o primeiro a afirmar a existência de um princípio originário único. O primeiro físico. Física e Filosofia. Segundo ele, a nutrição de todas as coisas é úmida. As sementes e os germes tem a natureza úmida, portanto a secagem total é morte. Mas não se deve acreditar que a água de Tale seja a água que bebemos.

13 A água de Tales é a phisis líquida originária ANAXIMANDRO – sustenta que a água é algo derivado e que, ao contrário, o princípio é o infinito. O termo utilizado por este filósofo é APEIRON ( privado de limites, ou seja, aquilo que é INDETERMINADO.

14 ANAXÍMENES pensa que o princípio deve ser infinito, sim, mas que deve ser pensado como ar infinito. Escreve ele: exatamente como nossa alma que é ar, se sustenta e se governa, assim também o sopro e o ar abarcam o cosmos inteiro. E ainda, o ar está próximo ao incorpóreo, pois não tem forma, nem limites e é invisível.

15 O homem deixa sair da boca, o frio e o quente, com efeito, a respiração esfria se for comprimida pelos lábios cerrados, mas, ao contrário, torna-se quente pela dilatação se sair da boca aberta. ( Anaxímenes).

16 Heráclito, o obscuro. Tudo se move. Não se pode descer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado. Nós somos e não somos. Para ser aquilo que somos em um determinado momento, devemos não ser mais aquilo que éramos no momento anterior, do mesmo modo que, para continuarmos a ser, devemos continuamente não ser mais aquilo que somos em cada momento. EITA HERÁCLITO...

17 Harmonia de contrários. A doença torna doce a saúde, a fome torna doce a saciedade e o cansaço torna doce o repouso. (...) Não se conheceria sequer o nome da justiça, se ela não fosse ofendida. O FOGO. Chama viva, sempre em movimento, simbolizará o nascimento da dialética.

18 Pitágoras e o número. Via que as notas e os acordes musicais consistiam em números; e por fim, como todas as coisas, em toda a realidade, parecia-lhe que fossem feitas à imagem dos números. Segundo Pitágoras são leis numéricas que determinam os anos, as estações, os meses, os dias e assim por diante.

19 E mais, são leis numéricas que regulam os tempos da incubação do feto nos animais, os ciclos do desenvolvimento biológico e vários fenômenos da vida. Segundo os pitagóricos, o caráter de persitência e imobilidade, a inteligência e a ciência eram feitas coincidir com o número 1, ao passo que a móvel opinião, que oscila em direções opostas, era identificada pelo número 2 e assim por diante.

20 Todas as coisas derivam dos números. Entretanto, os números não são o primum absoluto, mas eles mesmos derivam de outros elementos. Com efeito, os números são uma quantidade que pouco a pouco se determina ou delimita ao infinito.Assim, dois elementos constituem o número: um indeterminado ou ilimitado e outro determinante ou limitante.

21 Parmênides O ser é imutável e imóvel, porque tanto a mobilidade quanto a mudança pressupõem um não ser para o qual deriva se mover ou no qual deveria se transformar. O ser é e não pode não ser; o não ser não é e não pode ser de modo algum. Grande adversário das idéias de Heráclito.

22 Um suposto nascimento da lógica: monismo X mobilismo Necessidade de um esclarecimento. Entre o ser em movimento e o ser uno é preciso definir com clareza a lógica das coisas.

23 Demócrito e o conceito de átomo Os atomistas reafirmam a impossibilidade do não ser, sustentando que o nascer nada mais é do que um agregar-se de coisas que já existem e o morrer um desagregar-se, ou melhor, um separar-se das coisas. Trata-se de um infinito número de corpos, invisíveis pela pequenez e o volume. Tais corpos são indivisíveis, sendo por isso á-tomos ( o não divisível ).

24 A sofística e a mudança do eixo DO COSMOLÓGICO AO ANTROPOLÓGICO Sofista é um termo que significa sábio e especialista do saber. Os socráticos sustentavam que o saber dos sofistas era aparente e não efetivo e que, ademais, não era professado tendo em vista a busca desinteressada da verdade, mas sim com objetivos de lucro.

25 Aspecto positivo dos sofistas: o deslocamento do eixo da física e do cosmos para o homem, utilizando como temas predominantes a ética, a política, a retórica, a arte, a língua, a religião e a educação, ou seja, aquilo que chamamos de cultura do homem. É correto compreender o nascimento do humanismo.

26 Mito de Protágoras – o homem é a medida de todas as coisas. Artificialismo ou naturalismo ? Verdade parcial ou verdade absoluta ? A participação dos sofistas é essencialmente humanística e gnosiológica

27 Argumentação X retórica. a força do melhor argumento ( Habermas.. A força do melhor vocabulário..., a força da melhor linguagem....( Rorty) Ou o argumento que funciona melhor para uma dada audiência.... ( Rorty )

28 Os sofistas ensinavam a habilidade necessária para impor em um regime democrático. Os valores, diziam eles, são os homens que criam. Segundo Protágoras, o homem interpreta os dados dos sentidos a seu modo e de acordo com seus interesses. Lembrar a Pós-Modernidade de hoje.

29 O sofista, usando a persuasão, consegue fazer com que apareçam como melhores não as opiniões mais chegada à verdade, mas as mais vantajosas. A técnica argumentativa de Protágoras se encontra sobretudo em seu tratado antilogia, em que desenvolve a antilógica como tentativa de argumentação pró e contra determinada posição, sendo ambas igualmente verdadeiras e defensáveis. ( debate - argumento de autoridade - argumentos duplos. Górgias – mestre da retórica – mais importante do que o verdadeiro é o que pode ser provado ou defendido.

30 Sócrates e algumas pérolas. O oráculo de Delfos, o mais sábio é o que tem consciência de sua própria ignorância. A vocação socrática – ensinar a verdade aos homens. Seus escritos – outras fontes. ( Xenofonte, Platão e Aristóteles ).

31 Método da ironia – uma espécie de simulação que tem por finalidade por a descoberto a vaidade, de desmascarar a impostura e de seguir a verdade. Atacando a vaidade, as reputações enraizadas e os canônes oficiais, a ironia socrática tem às vezes uma aparência negativa e revolucionária.

32 Irreverência socrática se aproxima da autenticidade.Trata-se de um método de análise crítica. Com suas perguntas Sócrates deixa embaraçado e perplexo aquele que se julga seguro. Maiêutica – médico que ajuda nos partos do espírito.Servem para por o interrogado no caminho da solução. O diálogo é o lugar da gestação do conhecimento.

33 Ensinamentos Socráticos Não é das riquezas que nasce a virtude, mas da virtude que nasce as riquezas e todas as outras coisas que são bens para os homens. Ninguém peca voluntariamente: quem faz o mal, fá-lo por ignorância do bem, de modo a considerar impossível conhecer o bem e não fazê-lo. Quando faz o mal, na realidade não o faz porque se trate do mal, mas porque daí espera extrair um bem. O homem verdadeiramente livre é aquele que sabe dominar seus instintos, o verdadeiro homem escravo é aquele que, não sabendo dominar seus instintos, torna- se vítima deles.

34 Distinção de opinião e verdade. Geralmente os conhecimentos que temos das coisas falam de nossos interesses. Não falam as coisas no seu sentido nascente-originário. O que você entende por sentido nascente-originário ?

35 O ser verdadeiro está no que aparece. Mas o brilho da aparência o esconde e o deixa retraído. Para chegar a ele, importa que nossa sensibilidade ande pelos caminhos da aparência. Mas não basta. É preciso o salto do pensamento. E o salto deve ser dado naquele lugar onde a sensibilidade encontra mais apoio. A sensibilidade se apóia no que aparece ( dóxa). Para alcançar o ser verdadeiro ( alétheia ), deve-se mergulhar na aparência.

36 Essência a contribuição de Sócrates acerca da essência do ser humano e manifeste-se. Sócrates vai tentar responder, o que é a essência do homem ? A resposta é precisa e inequívoca: o homem é a sua alma, enquanto é precisamente a sua alma que o distingue especificamente de qualquer outra coisa. É evidente que, se a essência do homem é a alma, cuidar de si mesmo significa cuidar da própria alma mais do que do corpo. Um dos raciocínios fundamentais feitor por Sócrates para provar essa tese é o seguinte: uma coisa é o instrumento que se usa e outra é sujeito que usa o instrumento.

37 Um atributo essencial é essencial porque é aquilo que está numa coisa que é, que, se não estivesse, a coisa não seria. O que é por si mesmo, ou seja, o que é primeiro numa substância, não podendo ser tirado desta sem que o ser perca o ser. JULGAMENTO DE SÓCRATES.

38 Platão O encontro com Sócrates mudou sua vida e sua personalidade. ( Encontro marcado). Várias obras – Diálogos socráticos ( expõe a doutrina de Sócrates); Apologia de Sócrates ( auto-defesa). Críton ( obrigação de obedecer as Leis). Lísias ( sobre a amizade) Diálogos polêmicos – combate os sofistas.

39 Obra – Protágoras – virtude e conhecimento são a mesma coisa. Górgias – sobre a retórica. Crátilo – sobre a linguagem. Mênon sobre a virtude. Hípias maior – sobre a beleza.

40 Diálogos da maturidade: Banquete – sobre o amor; Fédon – sobre a imortalidade da alma. República – sobre o Estado ideal.

41 Diálogos da velhice: o autor faz uma revisão crítica da doutrina das idéias e do Estado. As principais são Teeteto – sobre o conhecimento; Parmênides – sobre a defesa da teoria das idéias; Política – o verdadeiro estadista é o filósofo.

42 Timeu – sobre cosmologia e o Demiurgo. Leis – a legislação do Estado ideal. A INTUIÇÃO FUNDAMENTAL DE PLATÃO: uma coisa é bela porque participa da idéia de beleza. O sensível e o intelegível.

43 Três argumentos para o mundo das Idéias A) Argumento da reminiscência - temos a idéia de verdade. Ora, esta idéia nós não a tiramos da experiência. Logo o conhecimento atual é recordação de uma intuição que se deu em outra vida. B) Argumento do verdadeiro conhecimento – não existe ciência a não ser do verdadeiro; ora a verdade exige correspondência entre o conhecimento e a realidade, mas o único conhecimento humano que merece o nome de ciência é o que diz respeito aos conhecimentos universais.

44 C) Argumento da contingência - deve existir a idéia necessária e estática para que se explique o nascer e o perecer das coisas: uma coisa bela é bela não por certa combinação de cores, mas porque é uma aparição terrena de belo em si.

45 Propriedades das idéias Incorpóreas, imateriais, não sensíveis, incorruptíveis, eternas, divinas, imutáveis, auto-suficientes, transcendentes. A origem do mundo sensível. ( Timeu). Platão afirma que no princípio existiam, além das idéias, o CAOS e o Demiurgo. Este contemplando as idéias ( tornando- as modelo) plasma a matéria e assim produz o mundo material.

46 Reforço da Reminiscência Nosso conhecer é recordar. A vista das coisas belas faz despertar na alma a recordação das idéias. Política – filosofia como seu instrumento. O indivíduo não basta a si mesmo. Classes ideais: trabalhadores, guerreiros e magistrados. A importância do filósofo rei. ( Aristocracia do saber...

47 04 tipos de maus governos Timocracia - ambiciosos; Oligarquia – ricos; Democracia – turbulência. Tirania – déspostas.

48 Concepções Platônicas: Opinião X Verdade Desejo X Razão Interesse particular X interesse universal Senso comum X Filosofia As obras de Platão podem ser entendidas como uma longa reflexão sobre a decadência da democracia ateniense.

49 Aristóteles... Vamos apelidá-lo... ARI DOS TÉLES. Tal como seu mestre Platão, Aristóteles também pretende alcançar a inteligibilidade do mundo, isto é, estabelecer as condições de um conhecimento racional que vá além das aparências ou do contato imediato com as coisas.

50 Mas, diferentemente de Platão, Aristóteles não busca atingir esse objetivo por meio da separação entre aparências sensíveis e idéias inteligíveis, existências contingentes e essências absolutas; opta por um outro caminho que é o de tentar encontrar o que há de essencial e de inteligível no próprio âmbito da realidade que nos é dada.

51 Podemos dizer, simplificando bastante, que Platão busca a verdade em um mundo transcendente (o mundo das idéias, distinto do mundo sensível) e Aristóteles a procura em uma ordem imanente ao mundo percebido.

52 Aristóteles, ao abordar as suas obras esotéricas, deixa de lado o componente místico- religioso-escatológico muito evidente às obras de Platão. Esta vereda platônica tem um pé nos ritos órficos, ou seja, prende-se mais ao sentido religioso e transcendente do que, puramente racional (ou o do Logos). Com isso, Aristóteles pretendeu, sem dúvida alguma, proceder a uma rigorização do discurso filosófico.

53 Afinidades ambos consideram que há uma nítida distinção entre o conhecimento sensível e o intelectual, e que o segundo é hierarquicamente superior ao primeiro.

54 Mérito de Aristóteles é possível transformar a experiência imediata em compreensão teórica mediada por categorias e princípios que nos permitem saber não apenas que as coisas existem, mas também como e por que elas são tais como se apresentam aos nossos sentidos e ao nosso intelecto.

55 A importância da causalidade Segundo Aristóteles quando entendemos que a gênese e a estrutura de tudo que existe depende de causas, atingimos um patamar de ordem e de articulação em que todos os elementos das coisas tornam-se explicáveis.

56 Ciência Entendemos que algo existe porque é feito de uma determinada matéria; que obedece a uma certa forma; que o fato de algo vir a existir depende de uma ação e de um agente e que se destina a alguma finalidade. Assim podemos articular a imensa variedade do real com a unidade intelectual de uma noção que nos permite compreender a pluralidade e a composição pela unidade e pela simplicidade.

57 Destaque para a lógica, para as constituições, para a ética ( a Nicômaco ) e a Metafísica. Defende o real... as categorias... Substância, qualidade, quantidade, relação, tempo, lugar, posição, dentre outras.

58 Escritos Concebe-se os escritos de Aristóteles como sendo em dois troncos: Escritos exotéricos, ou seja, escritos de fora. Constituíam-se em escritos feitos em forma de diálogo (contribuição socrático-platônica), destinados ao grande público de fora da escola; Escritos esotéricos, ou seja, aqueles que se destinavam ao ensinamento didático dos alunos do Liceu, constituídos ao mesmo tempo e fruto do pensamento aristotélico. Seriam escritos particulares aos alunos, de forma alguma vazavam ao grande público.

59 Teoria do Movimento Movimento ou mutação em geral é precisamente a passagem do ser em potência para o ser em ato (o movimento é o ato ou a transformação em ato daquilo que é potência enquanto tal, diz-nos Aristóteles). Para sermos mais enfáticos, o movimento não pressupõe – em absoluto – o não-ser como nada, mas sim o não-ser como potência, que é uma forma de ser e, assim, se desenvolve no âmbito do ser, sendo passagem do ser (potencial) para ser (atuado).

60 O DEVIR Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia... tudo passa, tudo passará. (Como uma onda – Lulu Santos/Nélson Motta)

61 Ato e potência Discurso de ato e potência... Há uma grande diferença entre o cego e quem tem os olhos sadios, mas os mantém fechados: o primeiro não é vidente; o segundo é, mas em potência e não em ato, pois só quando abre os olhos é em ato. Do mesmo modo dizemos que uma plantinha de trigo é trigo em potência, ao passo que a espiga madura é trigo em ato.

62 Essência e acidente Essência, aquilo que faz com que a coisa seja o que é; já acidente é a característica mutável e variável da coisa, que explica portanto a mudança, sem que isto afete sua natureza essencial.

63 Metafísica As quatro definições Aristóteles enumerou como sendo quatro as definições plausíveis do termo os quais:. Indaga as causas e os princípios primeiros ou supremos (lembram-se dos pré-socráticos?);. Indaga o ser enquanto ser (busca a fonte na escola eleática);. Indaga a substância (uma própria definição aristotélica);. Indaga Deus e a substância supra-sensível (dá-lhe Aristóteles).

64 As causas.... Causa formal: trata-se da forma ou modelo, que faz com que a coisa seja o que é. Ex. O que é x ? Causa material: é o elemento constituinte da coisa, a matéria do que é feita. Ex. De que é feito x ? Causa eficiente: consiste na fonte primária da mudança, o agente de transformação da coisa. Por que x é x ??? Causa final: Trata-se do propósito, da finalidade. Ex. Para que x ??

65 ALMAS Vegetativa: a alma vegetativa preside a reprodução, que é o objetivo de toda forma de vida finita no tempo. Sensitiva:A sua primeira função é a da sensação, que, em certo sentido, é a mais importante e certamente a mais característica dentre as funções acima distintas. Alguns de seus antecessores haviam explicado a sensação como transformação, paixão ou alteração que o semelhante sofre por obra do semelhante

66 Intelectiva: por si mesma, a inteligência é capacidade e potência de conhecer as formas puras

67 Ética a Nicômaco Nem só de razão vive o homem, mas também de afeto e emoções. O problema é que os impulsos, as paixões e os sentimentos tendem ao excesso ou à falta (ao muito ou ao muito pouco); intervindo, a razão deve impor a justa medida, que é o meio caminho ou a mediania entre os dois excessos. A coragem, por exemplo, é o meio caminho entre a temeridade e a vileza, ao passo que a liberalidade é o justo meio entre a prodigalidade e a avareza.

68 Filosofia na UFPR As questões versarão sobre temas e problemas de diferentes áreas da filosofia (lógica, ética, estética, epistemologia, metafísica e filosofia política, entre outras) e serão formuladas a partir de textos clássicos da história da filosofia, de diferentes épocas e orientações teóricas.

69 Modelo de questão objetiva 1. Escolha a única alternativa correta Segundo Sartre, "A existência precede a essência"; pode ser interpretado como: a)O homem se define pelo caminho que vai trilhando em sua existência e não pelo significado do conceito de homem. b)A existência humana depende do plano que Deus determina a cada criatura. c)O materialismo define a vida e o espírito não existe. d)O entendimento que se tem de "natureza humana" é o que vai direcionar a existência humana. e)A liberdade não participa do contexto da existência do homem.

70 Modelo de questão subjetiva Leni Riefenstahl destacou-se nos anos 20 e 30 como cineasta, dirigindo, entre outros, documentários encomendados pelo líder da propaganda nazista, Joseph Goebbels. Com os filmes Triunfo da Vontade (1935), sobre o culto ao Führer Adolf Hitler, e Olímpia (1938), um exemplo da devoção nacional-socialista em torno do corpo e da beleza, Riefenstahl ganhou fama em todo o mundo. Mas também a estampa de ideóloga nazista. ( Indústria Cultural ).


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