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1 PSICOPEDAGOGIA Profa. Benta Maria de Oliveira. 2 PSICOPEDAGOGIA Observação espontânea da criança – instrumento de avaliação Observação das estruturas.

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1 1 PSICOPEDAGOGIA Profa. Benta Maria de Oliveira

2 2 PSICOPEDAGOGIA Observação espontânea da criança – instrumento de avaliação Observação das estruturas cognitivas e simbólicas da criança (nível do desejo) Articula a psicanálise e psicologia genética Psicopedagogos estudam os problemas da aprendizagem.

3 3 Um pouco de história Os problemas da aprendizagem tiveram sua origem na Europa, no sec. XVIII, numa ótica médica, organicista. O ensino pode e deve ser planejado e esclarecido pela medicina moderna, que é de todas as ciências naturais a que pode cooperar mais intensamente no aperfeiçoamento da espécie humana, apreciando as anomalias orgânicas e intelectuais de cada individuo, e determinando por conseguinte o que a educação será capaz de fazer por ele e o que dele poder esperar a sociedade. (Itard, 1801)

4 4 Um pouco de história Até a década de 70, esta idéia médica permaneceu entre as explicações das dificuldades. A avaliação assim vista identificava os déficits, orientando um plano de intervenção para suprir tais deficiências.

5 5 Um pouco de história No Brasil tais explicações nortearam a prática pedagógica durante anos. Quanto maior o espaço ao orgânico, menor o que resta ao psicológico. Geoge Mauco, psicanalista francês, deu uma reviravolta na forma de avaliar as dificuldades de aprendizagem. Ele se preocupa mais não com as medidas dos déficits, mas com a forma da observação sistematizada da atividade espontânea, incluindo a brincadeira.

6 6 BRINCAR = SIMBOLIZAR É importante ao psicopedagogo ficar atento e olhar para o corpo da criança que brinca, para verificar as possibilidades simbólicas que levam ao entendimento do não aprender. A repetição construtiva da ação (cognitiva) é diferente da repetição ritualística do comportamento patológico. O corpo demonstra-se como instrumento na construção deste espaço e tempo, como enlace entre o biológico e o psíquico, ele também deve ser observado.

7 7 BRINCAR = SIMBOLIZAR Corpo, transversalizado pela inteligência e pelo desejo, está articulado ao discurso parental É do lugar em que é colocada que a criança se vê. O olhar interessado em compreender a natureza das relações da criança com o mundo não pode deixar de ocupar-se da dinâmica familiar.

8 8 Ao observar o brinquedo de um aluno ou paciente, pode-se avaliar a marcha do seu desenvolvimento. A criança mostra, desde que se tenha olhos para ver, de que forma está construindo sua história e como está organizando seu mundo.

9 9 Modos de brincar = maturação 04 meses = inicia-se a atividade lúdica da criança. Começa a ser capaz de controlar seus movimentos e coordená-los.

10 10 Modos de brincar = maturação 06 meses = Ao se sentar sua relação com os objetos se modifica e a criança começa a apoderar-se cada vez mais do objetos do meio. Eles começam a funcionar como substitutos, ou seja, a criança já pode projetar nos objetos as suas fantasias, reproduzir situações de perda. Ao desaparecer e aparecer um objeto a criança elabora a angústia da perda. Ao longo do primeiro ano prevalecem os jogos de aparecer e desaparecer, perda e recuperação, encontro e separação, jogos motivados pela angústia da separação.

11 11 Modos de brincar = maturação 2º ano de vida= a criança descobre o oco. Manifestação simbólica do amor adulto. Com a locomoção a criança amplia seus esquemas de ação e inicia-se a internalização da ação através de representação imagética e verbal.

12 12 3º ano de vida =A criança começa a interessar-se por brinquedos onde transfere substancias de um recipiente para o outro. É o inicio do controle de esfíncteres que está exercitado através do lúdico. As fezes e a urina são substituídas na brincadeira de areia, terra e água. A imagem que desaparece é capaz de se perpetuar através do desenho, propiciando o controle da angustia.

13 13 3º ao 5º ano de vida= os brinquedos tornam-se mais complexos. O desenho se constitui numa forma de recriar a imagem, imobilizando-a e retendo-a; No 6º ano de vida, os meninos iniciam as brincadeiras com revólveres, espadas, espingardas. A menina se identifica com a mãe.

14 14 Modos de brincar = maturação A brincadeira é reveladora da organização psíquica da criança

15 15 DIAGNÓSTICO

16 16 DIAGNÓSTICO Se no transcurso do diagnóstico ou do tratamento não conseguimos apaixonar-nos por essa vida, nem pensá-la como um drama onde se está jogando este tipo de coisas que a mitologia põe em um relevo especial, mas que estão em todos os seres humanos, estaremos banalizando o sujeito. Não podemos curá-lo nem entendê-lo. Justamente a possibilidade de curá-lo, ou seja, de fazê-lo surgir como diferente, é facilitar seu trabalho de recriar-se como pessoa interessante. Que sinta que sua personalidade se diferencia das outras e tem um caminho próprio que é capaz de construir, que vislumbre uma possível escolha, certo grau de liberdade, ainda que seja no conhecimento. Sara Paín

17 17 SABER NÃO É O MESMO QUE CONHECER Incluir conhecimentos na teoria psicopedagógica não é suficiente para se conseguir uma escuta psicopedagógica, mas é necessário incorporar alem disso, o saber psicopedagógico. Conhecimento é objetivável, transmissível de forma indireta ou impessoal (lendo um livro). O saber é transmissível ´só diretamente, de pessoa a pessoa, experiencialmente, não se pode aprender através de um livro.

18 18 SABER NÃO É O MESMO QUE CONHECER O saber dá poder de uso. Os conhecimento não. O saber psicopedagógico se obtém a partir da experiência, mergulhando na tarefa e através do tratamento psicopedagógico didático. Um espaço importante de gestação do saber psicopedagógico é o trabalho de autoanálise das próprias dificuldades e possibilidades no aprender pois a formação do psicopedagogo, assim como requer a transmissão de conhecimentos e teorias, também requer um espaço para a construção de um olhar e uma escuta psicopedagógica a partir de uma análise do seu próprio aprender.

19 19 ESCUTAR - OLHAR Escutar não é sinônimo de ficar em silêncio, como olhar não é ter os olhos abertos. Escutar, receber, aceitar, abrir- se, permitir, impregnar-se. Olhar, seguir, procurar, incluir-se, interessar-se, acompanhar. O escutar e o olhar do psicopedagogo vai permitir ao paciente falar e ser reconhecido, e ao psicopedagogo compreender a mensagem.

20 20 ESPECIFICIDADE DO DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO Um diagnóstico psicopedagógico procura responder a interrogações particulares, como: Com que recursos conta para aprender? O que significa o conhecimento e o aprender no imaginário do sujeito e sua família? Que papel foi-lhe designado por seus pais em relação ao aprender? Qual e sua modalidade de aprendizagem? Qual é a posição do sujeito frente ao não dito, ao oculto, ao secreto? Que função tem o não aprender para ele e para seu grupo familiar? Qual é o significado da operação particular que constitui o sintoma? Como aprende e como não aprende? O não aprender responde a um sintoma, ou é uma resposta reativa ao meio sócioeducativo?

21 21 Etiologia do problema de aprendizagem ORGANISMO –individual herdado CORPO – construído especularmente INTELIGÊNCIA – autoconstruída interacionalmente DESEJO- a arquitetura do desejo, desejo que é sempre desejo do desejo de Outro.

22 22 Etiologia do problema de aprendizagem ORGANISMO – do ponto de vista do funcionamento, o organismo é um funcionamento já codificado e o CORPO- aprendido. Não temos diálogo com o nosso organismo mas temos diálogo com o nosso corpo.

23 23 Etiologia do problema de aprendizagem Inteligência / Desejo Ao falar de inteligência, desejo e corporeidade, fala-se de intercâmbios afetivos, cognitivos com o meio, não só a intercâmbios orgânicos. Um psicopedagogo não pode deixar de observar o que sucede entre a inteligência e os desejos inconscientes.

24 24 Etiologia do problema de aprendizagem Nível Lógico Quando fala-se de inteligência, refere-se a uma estrutura lógica, enquanto que a dimensão desejante é simbólica, significante e alógica. A estrutura lógica, segundo Piaget, é um estrutura genética. O conhecimento se constrói. Todo conhecimento tem uma história que o vincula com o esquematismo da ação, e por aí ao organismo. Piaget

25 25 Etiologia do problema de aprendizagem Nível Simbólico Assim como a inteligência tende a objetivas, a buscar generalidades, a classificar, a ordenar, a procurar o que é semelhante, o comum, ao contrário, o movimento do desejo é subjetivante, tende à individualização, à diferenciação, ao surgimento do original de cada ser humano único em relação ao outro.

26 26 Etiologia do problema de aprendizagem O nível simbólico é o que organiza a vida afetiva e a vida das significações. O nível simbólico é que dá conta de nós mesmos, pois expressa nossos sonhos, nossos erros, nossas lembranças, nossas falhas, nossos mitos. Para que haja aprendizagem, intervêm o nível cognitivo e o desejante, além do organismo e do corpo.

27 27 Etiologia do problema de aprendizagem Enquanto a inteligência se propõe a apropriar-se do desejo conhecendo-o, generalizando-o, incluindo-o em uma classificação, o desejo se proporia a apropriar-se do objeto, representando-o


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