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P SICANÁLISE KLEINIANA : Sadismo Infantil, Angústia e Culpa.

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1 P SICANÁLISE KLEINIANA : Sadismo Infantil, Angústia e Culpa

2 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Freud: As chamadas fixações (aprisionamento da libido – energia do instinto sexual – nas etapas do desenvolvimento, desde o nascimento: erotismo oral, anal e genital, dirigidas às pessoas significativas do ambiente da criança – Complexo de Édipo.

3 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Klein: Ela descobre que a libido ocorre de modo misturado, coexistindo todas as formas; apenas, a cada etapa da evolução infantil, uma delas predomina. Separa então a libido pré-genital (oral, anal, uretral), na qual o sadismo prepondera, da etapa genital infantil, em que predomina a libido sobre o sadismo. Isso tem um efeito crucial sobre a estrutura e função do superego.

4 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Para M. Klein a relação arcaica com a mãe, em detrimento da sexualidade e do pólo paterno, são os elementos cruciais na constituição do psiquismo e nas possibilidades de relações saudáveis.

5 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA OU AINDA... A relação arcaica com o objeto primário seio/ mãe, é o elemento crucial na constituição do psiquismo, e as fantasias inconscientes da criança influencia e dinamiza as relações dela com o objeto.

6 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Em fantasia, o bebê introjeta objetos tais como o seio da mãe e o pênis do pai, estes objetos são internalizados, mas não são réplicas exatas dos objetos externos reais, são sempre coloridos pela fantasia e as projeções da criança. São divididos em objetos ideais e objetos persecutórios, conhecidos amplamente como seio bom e seio mau – CISÃO.

7 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA A projeção do instinto de vida no objeto externo cria o objeto que gratifica, alimenta, ama e protege o bebe; é considerado um peito bom, é amado. A projeção do instinto de morte no objeto externo cria o objeto frustrador, que rejeita e ameaça o bebê; é considerado um peito mau, e é odiado.

8 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Ele começa a perceber que o objeto amado- que ele quis proteger – e o objeto odiado – que ele quis destruir – são componentes de um só objeto o peito total. E assim vai ocorrendo com os outros objetos parciais amados e odiados, temidos e desejados, que, ao serem integrados, tornam-se amados e odiados simultaneamente, de modo que o sujeito ingressa num novo mundo, com novas dimensões – o mundo da ambivalência – responsável pelo fato das pessoas serem tão contraditórias e complexas.

9 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Klein denomina posição para caracterizar duas fases do inicio da vida que se repetem e se intercalam no decorrer do desenvolvimento humano, fases essas que caracterizam as ansiedades, os modos de defesas, a angústia utilizada pelo ego.

10 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Na posição esquizoparanóide a angústia é nomeada de angústia de aniquilamento. Essa primeira posição é marcada pelo sentimento de ambivalência, onde o bebe sente pelo objeto tanto amor como ódio. A angústia de aniquilamento ou persecutória é quando o ego sente que será atacado, é o medo de ser atacado, extinto, destruído. Nesse momento o medo e a angústia estão voltados para o próprio ego, o bebê teme sua sobrevivência. A angústia gera um movimento por parte do ego que busca se defender fazendo assim com que surjam os mecanismos de defesa que são: a Cisão, a Projeção, A Negação, a Idealização e a Dissociação.

11 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Na posição Depressiva o bebê percebe que o objeto amado é único, o objeto amado é o mesmo que o objeto odiado, percebe o objeto como um total. Nesse momento a angústia que surge é voltada para o objeto, surge a culpa por todo o ódio e os ataques que o bebê teve contra o objeto amado. O bebê, então, tem medo de destruir o objeto, e o movimento de Reparação é freqüente, a tentativa de reparar o que antes era agredido.

12 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA A fase em que o sadismo atinge seu auge, precede o estágio anal mais arcaico, onde as tendências edipianas se manifestam pela primeira, ou seja, seria o mesmo que dizer que o conflito edipiano se inicia sob o domínio do sadismo. E também, o superego segue de perto as tendências edipianas, e o ego fica sob influencia do superego.

13 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA No estágio sádico-oral a criança passa por uma fase canibalesca, com fantasias canibais, que giram em torno de comer o seio (corpo da mãe) e que não dizem respeito somente à gratificação de se alimentar, servem também para satisfazer os impulsos destrutivos.

14 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA A fase sádico-anal é caracterizada pelo interesse nos processos de excreção, também aliado as tendências destrutivas, pois a evacuação das fezes simboliza e expulsão do objeto incorporado.

15 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Entre os estágios sádico-oral e sádico- anal, ainda tem-se o estágio sádico-uretal, sendo que estes últimos seriam a continuação da fase sádico-oral, tendo como meta específica o ataque e destruição. Enfim, a criança entra numa fase em que se concentra para destruir o corpo da mãe e o seu conteúdo.

16 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Para entender o sadismo: Exemplo do garoto e esquilo: o menino está a pensar que queria comer todos os bolos do mundo, ou puxar o rabo do gato, arrancar penas do papagaio... a mãe diz que o menino vai comer pão seco e tomar chá sem açúcar. Neste exemplo descobrimos o fator que impulsiona o sadismo no menino, ele quer comer os bolos mais gostosos e a mãe ameaça que vai comer pão seco e beber chá sem açúcar, a frustração oral transformou a mãe boa em mãe má.

17 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA A única arma que crianças muito pequenas têm a sua disposição é sujar o ambiente ao seu redor, sujar tudo com seus excrementos (derramar tinta, entornar copo, etc.), quebrar as coisas, rasgar. Tudo representa as armas do sadismo primário na criança, que usa seus dentes, unhas, músculos, tudo que tem para investir no ataque contra o corpo da mãe. Exemplo do garoto e do esquilo: o garoto derruba o bule de chá e a xícara, quebrando tudo. Tenta espetar o esquilo.

18 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Quando os objetos primários são introjetados, o ataque contra eles, com todas as armas do sadismo mencionadas a cima, provoca na criança o medo de sofrer o ataque semelhante. Exemplo do garoto e do esquilo: quando todos os animais vão pra cima do garoto.

19 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA O sadismo é superado quando a criança atinge o nível genital, e quanto maior a força com que essa fase se instala, maior a capacidade da criança em criar um amor objetal e vencer seu sadismo através da pena e compaixão. Exemplo do garoto e do esquilo: quando o menino sente pena do esquilo que machucou a pata e o ajuda, o mundo hostil torna-se amigável. Enquanto cuida do esquilo ferido a criança murmura mamãe. A criança aprende a amar e acredita nesse sentimento, o insight psicológico revela-se na forma como a criança muda de atitude.

20 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Depois de empregar suas ferramentas sádicas ao ataque contra o corpo da mãe, intensifica a compulsão da necessidade de punição a fim de reduzir a ansiedade (lê-se angústia), com uma punição menos rigorosa do que a situação de ansiedade. A criança projeta, essa ansiedade para fora, e converte seus objetos em seres perigosos, porém, o perigo pertence as suas próprias pulsões agressivas, por isso o medo sempre será proporcional aos seus impulsos sádicos/sua agressividade. Podemos, então, observar a conexão entre os medos da criança e sua tendência agressiva. Forma-se um ciclo vicioso, onde a ansiedade impele a destruição do objeto, provocando um aumento da ansiedade, que a empurra novamente contra o objeto.

21 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Logo que o sadismo se reduz, o superego se modifica e passa a gerar menos ansiedades e mais sentimentos de culpa, e são ativados os mecanismos de defesa, que por sua vez, formam a base da atitude moral e ética, com isso a criança passa a ter mais consideração pelos objetos primários, para, a partir daí, se tornar sujeito ao sentimento social.

22 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Conforme Klein (1996): Como ocorre a mudança de superego arcaico, percebido como ansiedade e cujos efeitos são anti- sociais, para a consciência desenvolvida, vista como culpa que funciona a partir de um ponto de vista moral? Quando a distinção entre medo e culpa, que até então só tinha uma importância descritiva, torna- se um diferencial crucial numa nova teoria. Então a sinterização de figuras polarizadas, a assimilação crescente do superego pelo ego e a passagem do medo para a culpa podem ser compreendidos em termos dos processos da posição depressiva. (KLEIN, M. Amor, culpa e reparação e outros trabalhos ( ). 1996)

23 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Medo e culpa são duas forças diferentes que emanam do superego, diferenciando o superego arcaico da culpa da consciência desenvolvida. Quando o rigor excessivo do superego é suavizado, os castigos que o ego impõe por causa dos ataques geram culpa, que por sua vez despertam tendências de consertar o dano. Assim como a convicção/consciência de que ao atacar o corpo da mãe, está atacando também ao pai e aos irmãos, é uma das causas do sentimento de culpa.

24 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Por exemplo, quando o bebê morde o seio, ele tem a impressão de ter destruído o objeto amado. Daí surge a culpa, um arrependimento, remorso por ter destruído o objeto amado. A ambivalência presente nesse momento é acompanhada da culpa e da tendência de reparação. Existe uma angustia que deprime.

25 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Se a destrutividade do bebê for excessiva, ele tem a impressão de ter destruído o objeto amado, acarretando luto, dor e remorso – gerando a CULPA PERSECUTÓRIA, e tenta indenizar o objeto numa divida constante. Se a destrutividade do bebê não for excessiva, há possibilidade de ser reparada. O bebê renuncia a destrutividade e inicia um processo de restauração do objeto.

26 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA A culpa pode ser compreendida como a reação aos impulsos sádicos destrutivos, acompanhado das fantasias inconscientes de ter atacado e danificado o objeto de que se necessita. O predomínio normal de amor sobre ódio na posição depressiva resulta na internalização de objetos, principalmente dos bons no superego. Estes objetos bons neutralizam os objetos maus. O superego protege os objetos bons através da culpa para não perder o amor parental.

27 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Também surge o desejo de reconstruir o objeto destruído, como forma de agradar a mãe e evitar o ataque contra si, e também para não perder o objeto amado. Exemplo da pintura: Ruth faz a pintura de sua mãe, primeiro uma mulher envelhecida, cansada, marcada, e em segundo momento, uma mulher forte, esbelta, altiva e desafiadora, também como sendo sua mãe. Neste, faz-se óbvio o desejo de reparação, de compensação. O desejo de restaurar estava por trás do desejo sádico e primário de destruir. Ao fazer isso, Ruth pode reduzir sua ansiedade. Na análise de crianças vê-se constantemente a utilização do desenho como restauração de objetos.

28 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Conforme Klein (1996), o conteúdo específico, em conjunto com os detalhes de suas fantasias destrutivas, determinam suas sublimações, que servem às tendências de restituição ou ao desejo de ajudar os outros. Quando a criança passa a demonstrar tendências mais construtivas, através do brincar, demarca o início da relação com o objeto mais desenvolvida, e do crescimento do sentimento social e ético. Ainda, por fim, os sentimentos sociais e morais da criança se desenvolvem a partir de um superego mais brando, que por sua vez é governado pelo nível genital.

29 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Ansiedade : medo de objetos imaginários / introjetados / imagos, e de ser atacado.

30 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Obrigada pela sua participação e atenção!!!

31 S ADISMO I NFANTIL, A NGÚSTIA E C ULPA Ana Gabriela Cavalcante de Melo RA: A Thais Siqueira Antonio RA: A3282B-9 Thalita Valério Rodrigues Chenci RA: A1987B-4 Vivian Ribeiro da Cruz RA: A


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