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É uma teoria sobre o paciente. Ajuda o terapeuta a criar um plano de tratamento. Busca relacionar as dificuldades que ele apresenta no momento de forma.

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2 É uma teoria sobre o paciente. Ajuda o terapeuta a criar um plano de tratamento. Busca relacionar as dificuldades que ele apresenta no momento de forma clara e significativa. Procura compreender como o indivíduo desenvolveu e mantém tais dificuldades, especificando quais os eventos da vida ativaram crenças para produzir os sintomas e problemas que o paciente está experimentando.

3 Tenta fazer uma previsão de como ele provavelmente se comportará no futuro diante de determinadas condições. Finalmente permite, através de uma visão ampla do funcionamento do cliente, planejar intervenções que possibilitem as mudanças necessárias e desejadas. A formulação permite o estabelecimento de uma relação terapêutica positiva e uma maior adesão dele ao tratamento. Sem a formulação a terapia torna-se vaga e imprecisa, sem saber exatamente para que e para onde se direcionar.

4 Quando há uma boa compreensão do fenômeno que está sendo apresentado, torna-se muito mais fácil o planejamento de estratégias para atingir determinados objetivos. Somente através de uma boa formulação ou problemas trazidos para terapia, é que se podem planejar procedimentos efetivos para alcançar as mudanças desejadas, e consequentemente ficará mais fácil escolher as técnicas ou intervenções.

5 Uma boa compreensão dos fatores que causam e/ou mantêm distúrbios psicológicos, depende do planejamento de intervenções clínicas efetivas e individualizadas para cada sujeito.

6 Nas entrevistas iniciais o terapeuta deve buscar responder as seguintes perguntas: Quais são os problemas atuais? Como eles se desenvolveram? Como eles são mantidos? Que pensamentos e crenças disfuncionais estão associadas a essas situações? Quais são as emoções e comportamentos relacionados a estes pensamentos?

7 Que experiências passadas contribuem para este problema atual? Que regras e suposições são subjacentes ao pensamento? Que estratégias cognitivas, afetivas e comportamentais tem sido utilizadas para lidar com as crenças? Que eventos estressores contribuíram para o surgimento do problema?

8 É uma forma resumida de formulação. Mapa Cognitivo da psicopatologia do paciente. De fácil compreensão para o terapeuta e paciente. Ajuda a organizar o aglomerado de dados coletados; Retrata entre outras coisas, a relação entre as crenças centrais, intermediárias e os pensamentos automáticos atuais.

9 Diagrama de Conceituação Cognitiva Paciente:_____________________________________________Data__/__/__ Diagnóstico: Eixo I:______________________________Eixo II:____________________ Crença Central Qual é a crença mais central sobre si mesmo? Dados Relevantes da Infância Que experiências contribuiriam para o desenvolvimento e manutenção da crença central? Crenças Intermediárias: Atitudes /Regras / Suposições Condicionais Qual a atitude que ajudou a lidar com essa crença? Quais as regras que você adquiriu a partir dessa crença? Que suposição positiva a ajudou a lidar com essa crença central? Qual a suposição negativa a ajudou a lidar com essa crença central? Estratégias Compensatórias Que comportamentos o ajudam a lidar com essa crença? Situação Qual foi a situação problemática? Pensamento Automático O que passou por sua cabeça? Emoção Que emoção esteve associada ao pensamento automático? Comportamento O que o paciente fez então?

10 Diagrama de Conceituação Cognitiva Paciente:_____________________________________________Data__/__/__ Diagnóstico: Eixo I: Depressão Maior Eixo II:____________________ Dados Relevantes da Infância Mãe o comparava com o irmão mais velho Mãe crítica, Pai ausente Crença Central Eu sou incapaz Crenças Intermediárias: Atitudes / Regras /Suposições Condicionais É terrível ser incapaz Tenho que acertar sempre (positiva) Quando eu trabalho muito arduamente, eu posso fazer as coisas bem. (negativa) Se eu não sou perfeito, então é por que falhei. Estratégias Compensatórias Desenvolver padrões altos/ Procurar falhas e corrigi-las Trabalhar muito arduamente Evitar pedir ajuda/ Preparar-se bem Situação Pensando sobre as exigências do curso Pensamento Automático Eu não serei capaz de fazer a pesquisa Emoção Tristeza Comportamento Chorei

11 Mãe rígida, 11 irmãos (5 deles são tímidos), não tinha contato com outras crianças, humilhação por ser negro, abandono da escola na 5ª série. Mãe rígida, 11 irmãos (5 deles são tímidos), não tinha contato com outras crianças, humilhação por ser negro, abandono da escola na 5ª série. As pessoas são preconceituosas / O mundo é injusto / Eu sou incapaz Eu sou inadequado As pessoas são preconceituosas / O mundo é injusto / Eu sou incapaz Eu sou inadequado É horrível viver num mundo injusto Tenho que ficar alerta pois as pessoas me acusaram de algo ruim É horrível viver num mundo injusto Tenho que ficar alerta pois as pessoas me acusaram de algo ruim Se eu falo em público, posso passar uma vergonha / Se eu não falo, evito passar uma vergonha Hipervigilância; Evita olhar nos olhos das pessoas, Evita falar em público; Evita locais mais sofisticados, dependência da esposa. Numa palestra em SSA, tendo que representar a pastoral Fui barrado na portaria do clube quando era pequeno Na rua, todo mundo foi convidado p anivers á rio de 15 anos, menos eu Todo mundo está olhando p mim vou errar Todo mundo está olhando p mim vou errar Eu sou um lixo Eu sou um lixo ela não me convidou por que sou negro ela não me convidou por que sou negro Ansiedade (100%) Tristeza (90%) Comecei a gaguejar e não consegui concluir a fala Voltou chorando para casa Ficava constrangido ao encontr á -la DIAGRAMA DE CONCEITUAÇÃO COGNITIVA Dados relevantes da infância Crença Central Suposições Condicionais / Crenças / Regras Estratégia Compensatória Situação 1: Situação 2: Situação 3: Pensamento Automático1: Pensamento Automático 2: Pensamento Automático 3: Emoção 1: Emoção 2: Emoção 3: Comportamento 1: Comportamento 2: Comportamento 3: Diagnóstico: Eixo I: Fobia Social

12 Conflitos com irmãos / Pai, irmãos e tios dependentes do álcool / Irmã com doença mental (medo intenso) / Casamento aos 15 anos / Abandono do marido quando estava grávida / Casamento com homem alcoolista / 7 filhos aos 30 anos. Dados Relevantes da Infância Os homens são perigosos / O mundo é muito perigoso / Eu sou incapaz Crença Central É terrível viver num mundo perigoso / Tenho que ficar alerta para não ter uma nova crise Se eu bebo, então o meu medo diminui / Se eu bebo, então eu consigo dormir Se eu não tivesse viajado, minha mãe estava viva Suposições Condicionais / Crenças / Regras Estratégia Compensatória Hipervigilância; Evitação de velórios e enterros; Evita a televisão quando passa cenas de morte. Em casa sozinha come ç a a sentir falta de ar Limpando a estante, se sente tonta Lavando a roupa no tanque, come ç a a suar Vou morrer aqui e ningu é m vai achar o meu corpo Vou desmaiar (100%)Vou morrer (100%) Ansiedade (100%) (Tontura, hiperventila ç ão) Ansiedade (90%) Asfixia e tontura Ansiedade (90%) (Tontura e Sudorese) Sai correndo para a rua e senta na cal ç ada Senta no chão para não cairSai correndo e chama as filhas pra perto Situação 1: Situação 2: Situação 3: Pensamento Automático1: Pensamento Automático 2: Pensamento Automático 3: Emoção 1: Emoção 2: Emoção 3: Comportamento 1: Comportamento 2: Comportamento 3: Diagrama de Conceituação Cognitiva Diagnóstico: Eixo I: Pânico

13 Possui cinco componentes: lista de problemas diagnóstico hipótese de trabalho pontos fortes e recursos plano de tratamento.

14 Uma vez estruturada a formulação, é importante ressaltar que ela não é fechada. Ela será vista e revista ao longo da terapia. O paciente é convidado a comentar, avaliar, confirmar ou refutar os aspectos da formulação. Ela é uma hipótese sobre o paciente e não a verdade absoluta. O terapeuta deve preferencialmente discutir suas hipóteses sempre com o paciente, tentando validá-las ou não.

15 Araújo, C.F.; Shinohara, H. Avaliação e Diagnóstico em Terapia Cognitivo-Comportamental. Interação em Psicologia, v.6. n.1 p Disponível em: Acesso em: 08 Jul 2009.http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs2/index.php/psicologia/ article/viewFile/3191/2554 Beck, J. (1997). Terapia Cognitiva – Teoria e Prática (S. Costa, trad.), Porto Alegre: Artmed. (Obra original publicada 1995) DSM IV – TR (2002), Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (4ª ed. rev) (C. Dornelles trad.), Porto Alegre: Artmed.


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