Para ter acesso a esse material acesse:

Slides:



Advertisements
Apresentações semelhantes
ENSAIO DE DUREZA BRINELL
Advertisements

DUREZA ROCKWELL Proposto em 1922 leva o nome do seu criador, é o processo mais utilizado no mundo, devido à rapidez, à facilidade de execução, isenção.
Propriedades Mecânicas dos Materiais
AULA 08 DUREZA ROCKWELL PROF: Elias Junior
DUREZA Definição de dureza é de acordo com o contexto em que é empregada:  Na ·área da metalurgia, considera-se dureza como a resistência a deformação.
DUREZA ROCKWELL  Neste método, a carga do ensaio é aplicada em etapas, ou seja, primeiro se aplica uma pré-carga, para garantir um contato firme entre.
DUREZA VICKERS A dureza Vickers se baseia na resistência que o material oferece à penetração de uma pirâmide de diamante de base quadrada e ângulo entre.
Ensaios dos Materiais (Ensaio de dureza)
Ensaios de Materiais (Dureza)
O QUE É? Na área da metalurgia, considera-se dureza como a resistência à deforma- ção plástica permanente. Para um projetista, é uma base de medida Na.
CIÊNCIA E ENG MATERIAIS
Ensaio de Materiais Parte II Aula 05.
Ensaio de Materiais Parte II Aula 05.
Aula 06 – Ensaio de Materiais Dureza
Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO Técnico em Eletromecânica. Professor Camilo Bertól. Carga Horária: 60 hr. 1ª Fase.
Funções Prof. Márcio.
UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA LABORTÓRIO DE MECÂNICA DOS FLUIDOS UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ.
RHAYANE BORGES SILVA 4º ANO ADMINISTRAÇÃO Mensuração e Escala Parte II.
Cotagem em Desenho Técnico
Aula 5. Teste de Hipóteses II. Capítulo 12, Bussab&Morettin “Estatística Básica” 7ª Edição.
INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
Ensaio de dureza.
ENSAIO DE DUREZA E DE IMPACTO
ENSAIO DE DETERMINAÇÃO DO CBR – ÍNDICE DE SUPORTE CALIFÓRNIA
Lei de Gauss José Roberto.
Corrosão e Proteção Anticorrosiva Departamento de Tecnologias Especiais Departamento de Laboratórios do Fundão Centro de Pesquisas de Energia Elétrica.
EAL ESTATÍSTICA, PLANEJAMENTO E OTIMIZAÇÃO DE EXPERIMENTOS.
Curso Técnico Eletromecânica Soldagem Básica
I NFLUÊNCIA DA FORÇA NO PRENSA - CHAPAS NA CONFORMABILIDADE DO AÇO MULTIFÁSICO CPW 800.
Mecânica Teórica Introdução e conceitos básicos da Mecânica Teórica:  Campos de Física Teórica;  Objecto de estudo;  Métodos da mecânica teórica; 
Para ter acesso a esse material acesse:
UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA MECÂNICA LABORTÓRIO DE MECÂNICA DOS FLUIDOS UNIVERSIDADE FEDERAL TECNOLÓGICA DO PARANÁ.
CAMPO MAGNÉTICO Quando colocamos uma bússola na presença de um íman, a agulha move-se, ou seja, foi actuada por uma força. N S.
RAZÃO A razão consiste no cociente formado por dois números (ou grandezas) diferentes de zero. A “velocidade média”, por exemplo, corresponde à razão entre.
STUDY OF THE MECHANICAL PROPERTIES OF THE HOT DIP GALVANIZED STEEL AND GALVALUME® N. Coni; M. L. Gipiela; A. S. C. M. D’Oliveira; P. V. P. Marcondes ESTUDO.
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Aula 11 – Tratamentos térmicos e termoquímicos
CONDUTORES EM EQUILÍBRIO ELETROSTÁTICO Vamos estudar o campo elétrico e o potencial elétrico de uma distribuição de cargas em um condutor em equilíbrio.
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Aula 5: O Potencial Elétrico
Monitora: Aline Chemin Prof. Dr. Cassius Ruchert Universidade de São Paulo Escola de Engenharia de São Carlos Departamento de Engenharia de Materiais Comportamento.
Hidrodinâmica Aula 04 (1 0 Sem./2016) 1. A função escoamento para fluxos bidimensionais A) Velocidade para um fluxo bidimensional em componentes cartesianas.
6. Andando na Superfície de Resposta Técnica de otimização baseada em planejamentos fatoriais Etapas distintas: Modelagem e deslocamento Modelagem: ajuste.
AULA 4 Aceleração Monitores: Hugo Brito Aluno de Engenharia Eletrônica – 6º Período Natalia Garcia Aluna de Engenharia Civil – 4º Período paginapessoal.utfpr.edu.br/cdeimling.
PROJETO DE NIVELAMENTO – ITEC/PROEX - UFPA PROJETO DE NIVELAMENTO – ITEC/PROEX - UFPA EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR EQUIPE FÍSICA ELEMENTAR DISCIPLINA: FÍSICA.
AÇOS PARA CONCRETO ARMADO
Estrutura Atômica e Ligações Interatômicas Prof. Wesdney Melo.
UNIFACS Materiais Metálicos
Alvenaria Estrutural.
SEPARAÇÃO DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS
Carlos Aurélio Dilli Gonçalves 2015 unipampa
Matrizes para forjamento  As matrizes para forjamento estão sujeitas a grandes solicitações mecânicas, podendo chegar a tensões da ordem de 200 Kgf/mm.
Hidrodinâmica Aula 08 (1 0 Sem./2016) 1. A viscosidade e a Equação de Navier-Stokes 2.
Para ter acesso a esse material acesse:
CORRENTE E RESISTÊNCIA
Instrumentação – Conceitos Básicos Universidade de Brasília Departamento de Engenharia Mecânica Programa de Pós-graduação em Ciências Mecânicas Professores.
Gráficos Curso: Sistemas de Informação Disciplina: Estatística e Probabilidade Professor: Munelar de Assis Falcão 04 de março de 2009 Aula 3.
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS I Aula 6 – Resultante das Cargas.
Física Instrumental Arquimedes Luciano Ana Paula Giacomassi Luciano.
Curvas Limite de Conformação CLC
Sérgio Luiz Manenti RETORNO ELÁSTICO EM PROCESSOS DE DOBRAMENTO DE AÇOS DE ALTA RESISTÊNCIA Conformação Paulo Victor Prestes Marcondes.
X-RAY DIFFRACTION ANALYSIS (XRD) BIOMATERIAIS I Alexandre Cunha.
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS I Aula 9 - Energia de Deformação – casos particulares.
Como construir modelos empíricos. Nos modelos estudados, cada fator foi fixado em dois níveis Por esta razão temos que nos contentar com uma visão limitada.
Aula 10 – Diagrama de fases
Energia Mecânica PROF. ADEMIR AMARAL. A palavra energia faz parte do nosso cotidiano. Ouvimos falar muito sobre produção e consumo de energia; as metas.
Análise de Fadiga Segundo o Método da Distância Crítica – Módulo 2.3 FADIGA DOS MATERIAIS Professores Jorge Luiz Almeida Ferreira.
Dipolos permanentes Ligação de hidrogénio: entre cadeias poliméricas Devida a interacções permanentes DIPOLO-DIPOLO entre moléculas polares Cerâmicos IÓNICAS.
Transcrição da apresentação:

Para ter acesso a esse material acesse: Aula 07 – Ensaios de Dureza Para ter acesso a esse material acesse: http://professores.chapeco.ifsc.edu.br/keli 1

Material para a aula Amostras com marcas de dureza para visualização em microscópio Esfera Brinell Laboratório – durômetro Rockwell Realizar ensaios de dureza.

O que é dureza? Na área da mecânica, dureza é a resistência à penetração de um material duro no outro. Essa penetração gera uma marca e quanto mais duro for o material, menor vai ser essa marca (deformação plástica).

ENSAIOS DE DUREZA Só tem sentido falar em dureza quando se comparam materiais, isto é, só existe um material duro se houver outro mole.

ENSAIOS DE DUREZA Ensaios de dureza por penetração: Dureza Brinell (HB) Dureza Rockwell (HR); Dureza Vickers (HV); Dureza Knoop (HK); Dureza Shore Metais Metais e cerâmicas Polímeros

ENSAIO DE DUREZA MOHS (1822) Foi o primeiro ensaio de dureza padronizado.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB)

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Equipamento: o equipamento utilizado para realizar medidas de dureza Brinell é chamado de durômetro Brinell.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Metodologia: consiste em comprimir lentamente uma esfera de aço temperado, de diâmetro D, sobre uma superfície por meio de uma carga F, durante um tempo produzindo uma calota esférica de diâmetro d. A unidade dessa dureza é HB (Hardness Brinell)

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Com o auxílio de uma lupa graduada é medido o diâmetro d da calota e substituído na equação matemática abaixo onde: F é a força aplicada D é o diâmetro da esfera de aço d é o diâmetro da calota formada HB é o valor da dureza em Brinell d

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Os cálculos anteriores são dispensáveis, se você dispuser de uma tabela apropriada.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Penetrador: o ensaio padronizado, proposto por Brinell, é realizado com carga de 3.000 kgf e esfera de 10 mm de diâmetro. Contudo dependendo da espessura e do tipo de material a ser ensaiado podem ser utilizadas esferas menores e cargas menores.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Cuidados: a superfície na qual será realizado o ensaio deve ser plana, limpa e com baixa rugosidade.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Vantagens do Ensaio Brinell Usado especialmente para avaliação de dureza de metais não ferrosos, ferro fundido, aço, produtos siderúrgicos em geral e de peças não temperadas. Equipamento de fácil operação, mas leitura do resultado necessita de habilidade.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Vantagens do Ensaio Brinell É o único ensaio utilizado e aceito para ensaios em metais que não tenham estrutura interna uniforme.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Limitações do Ensaio Brinell Só é possível medir materiais com dureza de até 500 HB, pois durezas maiores danificariam a esfera de aço.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Limitações do Ensaio Brinell A recuperação elástica é uma fonte de erros, pois o diâmetro da impressão não é o mesmo quando a esfera está em contato com o metal e depois de aliviada a carga. Isto é mais sensível quanto mais duro for o metal.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Em alguns materiais podem ocorrer deformações no contorno da impressão, ocasionando erros de leitura.

ENSAIO DE DUREZA BRINELL (HB) Existe uma correlação entre dureza Brinell e o limite de resistência a tração (LRT): A conversão de dureza em resistência é necessário em casos onde não se dispõe de máquinas de tração e vice-versa

Teste seu conhecimento O ensaio de dureza Brinell é o único método indicado para: a) ( ) conhecer a resistência de materiais frágeis ao desgaste e à penetração; b) ( ) comparar a deformação elástica com a deformação plástica; c) ( ) indicar se o material deve sofrer tratamento térmico; d) ( ) comparar dureza de materiais heterogêneos.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR)    

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Metodologia: nesse ensaio a carga é aplicada em 2 etapas: Primeiro se aplica uma pré-carga, para garantir um contato firme entre o penetrador e o material ensaiado. Depois aplica-se a carga do ensaio propriamente dita.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Penetrador: os penetradores utilizados na máquina de ensaio de dureza Rockwell podem ser de 2 tipos: Esférico (esfera de aço temperado) Cônico (cone de diamante com 120º de conicidade).

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Metodologia: a leitura do grau de dureza é feita diretamente na máquina de ensaio. Penetrador de diamante = escala preta. Penetrador esférico = escala vermelha.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Equipamento: o equipamento utilizado para realizar medidas de dureza Rockwell é chamado de durômetro Rockwell.    

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Contudo existem dois tipos de durômetros Rockwell que diferem apenas pela precisão de seus componentes. Durômetro Rockwell normal: indicado para avaliação de dureza em geral. Durômetro Rockwell superficial: indicado para avaliação de dureza em folhas finas, lâminas, ou camadas superficiais de materiais.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Além de diferentes penetradores pode-se utilizar diferentes cargas: 15, 30 ou 45 kgf para Rockwell superficial 60, 100 ou 150 kgf para Rockwell normal A combinação de penetradores e cargas produz escalas de dureza Rockwell, o próximo slide mostra essas escalas.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR)

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR)

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) A unidade da dureza Rockwell é HRX onde: HR: Hardness Rockweel X: sufixo que indique a escala utilizada Por exemplo, 64HRC: HR indica que se trata de ensaio de dureza Rockwell; A letra C indica a escala empregada; 64 é o valor de dureza Rockwell Normal obtido no ensaio;

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Vantagens Rapidez na execução; Isenção de erros humanos, facilidade em detectar pequenas diferenças de durezas; Pequeno tamanho da impressão; Permite avaliar a dureza de metais diversos, desde os mais dúcteis até os mais duros.

ENSAIO DE DUREZA ROCKWELL (HR) Limitações As escalas Rockwell (A, B, C...) não têm continuidade. O número obtido no ensaio Rockwell corresponde a um valor adimensional, que somente possui significado quando comparado com outros valores da mesma escala.

Teste seu conhecimento Como você interpreta os seguintes resultados de dureza: 50HR15N 90HRH

Teste seu conhecimento Uma empresa adquiriu um material com a seguinte especificação: 70HR15T. Quais as condições do ensaio? Resposta: Tipo de máquina: ...................................... Tipo de penetrador: ..................................... Dimensão do penetrador: ............................... Carga maior: ........................................ Cor da escala onde é feita a leitura do resultado: ..................................

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV)

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Metodologia: a dureza Vickers se baseia na resistência que o material oferece à penetração de uma pirâmide de diamante sob uma determinada carga.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) O valor de dureza Vickers (HV) é o quociente da carga aplicada (F) pela área de impressão (A) deixada no corpo ensaiado. Essa relação é a seguinte:

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Neste método, ao contrário do que ocorre no Brinell, as cargas podem ser de qualquer valor, pois as impressões são sempre proporcionais à carga, para um mesmo material. Deste modo, o valor de dureza será o mesmo, independentemente da carga utilizada. Por uma questão de padronização, as cargas recomendadas são: 1, 2, 3, 4, 5, 10, 20, 30, 40, 60, 80, 100, 120 kgf.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) O tempo normal de aplicação da carga varia de 10 a 15 segundos. A unidade dessa dureza é HV = Hardness Vickers

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Penetrador: o penetrador é uma pirâmide de diamante de base quadrada e ângulo entre faces de 136º, sob uma determinada carga.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Equipamento: o equipamento utilizado para realizar medidas de dureza Vickers é chamado de durômetro Vickers.    

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Defeitos de impressão Uma impressão perfeita, no ensaio Vickers, deve apresentar os lados retos. Entretanto, podem ocorrer defeitos de impressão, devidos ao afundamento ou à aderência do metal em volta das faces do penetrador.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Vantagens O ensaio Vickers fornece uma escala contínua de dureza, medindo todas as gamas de valores de dureza numa única escala, ou seja, do material mais mole ao mais duro. As impressões são extremamente pequenas.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Vantagens O penetrador, por ser de diamante, é praticamente indeformável. Este ensaio aplica-se a materiais de qualquer espessura, e pode também ser usado para medir durezas superficiais.

ENSAIO DE DUREZA VICKERS (HV) Limitações A preparação do corpo de prova para microdureza deve ser feita, obrigatoriamente, por metalografia. A máquina de dureza Vickers requer aferição constante, pois qualquer erro na velocidade de aplicação da carga traz grandes diferenças nos valores de dureza.

Tabelas de Conversão É possível converter os valores de dureza, ou seja, de Dureza Brinell para dureza Rockwell e etc... Existe equações que regem essas conversões mas no dia a dia é usual o uso de tabelas de conversão de dureza. Tabela de conversão de durezas: http://metalurgicavera.com.br/produtos/TABE LA-DE-CONVERSAO-DE-DUREZAS.php