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NOSSA FORÇA AO SEU LADO Crédito, Inflação, Juros e Gastos Públicos: por onde fazer o ajuste? Crise fiscal do RS: A Arrecadação de ICMS continua ajudando.

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Apresentação em tema: "NOSSA FORÇA AO SEU LADO Crédito, Inflação, Juros e Gastos Públicos: por onde fazer o ajuste? Crise fiscal do RS: A Arrecadação de ICMS continua ajudando."— Transcrição da apresentação:

1 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Crédito, Inflação, Juros e Gastos Públicos: por onde fazer o ajuste? Crise fiscal do RS: A Arrecadação de ICMS continua ajudando a resolver o problema

2 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Crédito e Crescimento Econômico - O saldo total das operações de crédito do sistema financeiro cresceu 33% nos últimos doze meses até fevereiro de A inadimplência está baixa e, na verdade, até caiu no primeiro bimestre do ano. Essa expansão de crédito gerou uma aceleração contínua do PIB ao longo de O crescimento do PIB foi de 4,4% no primeiro trimestre de 2007, passando para 5,4% no segundo trimestre do ano, 5,6% no terceiro trimestre e atingiu 6,2% no último trimestre de Os sinais são de que esse processo de expansão acelerada continuou firme em Os dados do primeiro bimestre mostram que o volume de produção da indústria brasileira cresceu 9,2% e que o volume de vendas do varejo expandiu-se em 11,8% em janeiro de É preciso ficar claro que a expansão do crédito ao setor privado (famílias e empresas) não é algo negativo. Muito pelo contrário. O sistema financeiro nacional ficou, por muitos anos, focado em captar recursos da sociedade para o financiamento da dívida pública. Nos últimos dois anos tem havido uma mudança estrutural em favor da expansão do crédito a sociedade. Há excessos em alguns casos específicos (prazos muito longos) mas, no geral, a expansão do crédito é algo positivo.

3 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Operações de Crédito com Recursos Livres Total (R$ Milhões) e % do PIB Fonte: Banco Central do Brasil

4 NOSSA FORÇA AO SEU LADO PIB Trimestral e Despesa de Consumo das Famílias (variação % sobre mesmo trimestre do ano anterior) Fonte: IBGE No ano de 2007 como um todo, o crescimento do PIB foi de foi de 5,4% e o consumo das famílias expandiu-se em 6,5%

5 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Desequilíbrio Entre a Oferta e a Demanda Agregada - A oferta doméstica de bens vem crescendo na esteira da elevação da demanda, mas de forma insuficiente. Uma demonstração clara dessa resposta insuficiente da oferta a elevação da demanda é o rápido crescimento das importações. - Esse desequilíbrio gera conseqüências para a inflação e para as contas externas (principalmente a balança comercial) do país. - No primeiro trimestre de 2008 as importações brasileiras cresceram 44% em relação ao mesmo período de 2008, gerando uma redução substancial do superávit comercial (as exportações cresceram 15,6%). - Essa expansão vigorosa das importações ajuda a completar a oferta doméstica de bens e reduz a pressão da demanda sobre os preços. A continuação do elevado desequilíbrio entre oferta e demanda doméstica vai gerar, no médio prazo, uma volta ao problema da vulnerabilidade externa que já nos assombrou em 1999 e Apesar da expansão das importações, a inflação continua acima da meta para o ano. O IPCA nos últimos doze meses até fevereiro foi de 4,61%. Em um ambiente de excesso de demanda é possível que a inflação continue subindo nos próximos meses.

6 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Saldos Comerciais (US$ bilhões FOB) Janeiro/Março – 1999/2008 Fonte: Banco Central

7 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Saldo da Balança Comercial (ac. 12 meses em US$ Milhões) Fonte: Banco Central do Brasil

8 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Saldo em Transações Correntes (US$ Milhões) Fonte: Banco Central do Brasil

9 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Por Onde Fazer o Ajuste? - É preciso que a política econômica seja direcionada para uma contenção do crescimento da demanda, de forma a gerar um equilíbrio com a expansão da oferta. Não é necessário reduzir a demanda agregada, mas sim reduzir sua taxa de crescimento. - Essa redução no ritmo da demanda agregada pode ser implementada utilizando-se instrumentos de política monetária ou de política fiscal. - A demanda agregada é formada pelos gastos correntes e gastos em investimento das famílias e do governo. - A elevação dos juros pelo Banco Central é uma alternativa para a contenção da demanda, pois afeta os gastos em consumo e investimento das famílias. (política monetária) - Contudo, o ritmo de expansão da demanda agregada pode também ser contido através de uma contenção dos gastos públicos correntes. (política fiscal) - A melhor estratégia seria a utilização da política fiscal (redução no ritmo de crescimento dos gastos públicos correntes ). Mas em caso de omissão do Ministério da Fazenda é provável que o Banco Central eleve os juros para conter o consumo e investimento privados.

10 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Arrecadação de ICMS do Rio Grande do Sul - Mensal Fonte: Sefaz, Ipeadata Arrecadação do ICMS Nominal no mês (1000 R$) Variação nominal no mês (%) Variação Real no mês (%) IGP-DIIPCA Janeiro ,422,706,56 Fevereiro ,2816,2320,71 Março Mais de 1 Bilhão? Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Em janeiro de 2007 ainda havia influência das alíquotas elevadas de ICMS

11 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Arrecadação de ICMS do Rio Grande do Sul - Acumulada no Ano Fonte: Sefaz, Ipeadata Arrecadação do ICMS Nominal acumulado (R$ 1000) Variação nominal acumulada (%) Variação real acumulada (%) IGP-DIIPCA Janeiro ,422,706,56 Fevereiro ,008,6812,81 Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro

12 NOSSA FORÇA AO SEU LADO Evolução da Conta Resgate do Caixa Único (SIAC) (R$ Bilhões) - Os saque no primeiro ano do Governo Yeda foram de R$ 1,5 bilhão. Nos primeiros dois meses de 2008 o saque foi de apenas 3 milhões. Embora seja um financiamento barato para o governo (os juros são pagos pela a Selic e não há prazo definido para a reposição total dos recursos), a evolução do saldo no Caixa Único revela a continuidade do problema fiscal. A magnitude do aumento do déficit revela o tamanho do problema fiscal.


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