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MÓDULO MÓDULO MÓDULO CONCEITOS BÁSICOS: FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA RISCOS RESPIRATÓRIOS CLASSIFICAÇÃO DOS EPRS = (PURIFICADORES DE AR E DE ADUÇÃO DE AR)

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2 MÓDULO MÓDULO MÓDULO CONCEITOS BÁSICOS: FISIOLOGIA RESPIRATÓRIA RISCOS RESPIRATÓRIOS CLASSIFICAÇÃO DOS EPRS = (PURIFICADORES DE AR E DE ADUÇÃO DE AR) 1 1

3 O APARELHO RESPIRATÓRIO PULMÃO CORAÇÃO FOSSAS NASAIS TRAQUÉIA LARINGE BOCA COSTELA DIAFRAGMA

4 As vias aéreas pulmonares tem estrutura altamente ramificada. No topo da árvore respiratória esta a traquéia cuja rigidez é assegurada por anéis de cartilagem. O esôfago desce por trás da traquéia. Na outra extremidade da árvore respiratória os finos bronquíolos ramificam-se em tubos ainda menores, que levam ar para todas as partes dos pulmões traquéia esôfago laringe brônquios bronquíolos cartilagem

5 CÍLIOS

6 A TROCA DE GASES NOS PULMÕES ar inalado ar exalado O 2 CO 2 PPO 2 = 110 mmHg PPCO 2 = 40 mmHg CO 2 O 2 hemáciaveia pulmonar PPO 2 = 110 PPCO 2 = 40 artéria pulmonar PPO 2 = 40 PPCO 2 = 46 para o coração

7 SÍNTESE EXCESSO DE ÁGUA E REJEITOS DISSOLVIDOS AR INALADO RICO EM O 2 POBRE EM CO 2 SISTEMA RESPIRATÓRIO AR EXALADO POBRE EM O 2 RICO EM CO 2 SISTEMA CIRCULATÓRIO CORAÇÃO O2O2 CO2 RIM ARTÉRIAS VEIAS CÉLULAS SISTEMA DIGESTIVO ALIMENTO ÁGUA E REJEITOS DISSOLVIDOS ÁGUA RECIRCULADA GLICOSE (C 6 H 12 O 6 ) REJEITOS SÓLIDOS ENERGIA

8 RESPOSTAS FISIOLÓGICAS AOS MATERIAIS INALADOS DEFESAS NATURAIS DO ORGANISMO 1- REFLEXOS DEFENSIVOS. Espirrar Engolir Tossir Irritação Outros 2- TRANSPORTE MUCOCILIAR Cílios Secreção de muco Alterações do calibre das passagens de ar 3- REMOÇÃO LOCAL Sistema linfático Macrófagos REAÇÃO DAS CÉLULAS 4- REAÇÃO DAS CÉLULAS Imunológica Anti-microbiana Inflamatória

9 LADO AR O 2 CO 2 PARTÍCULA PAREDE ALVÉOLAR (O,2µm) CAPILAR SANGÜÍNEO ( DIÂMETRO 1µm) HEMÁCIA MACRÓFAGO (>10µm) SANGUE DEFESAS NATURAIS DO ORGANISMO SISTEMA IMUNOLÓGICO DEFESAS NATURAIS DO ORGANISMO SISTEMA IMUNOLÓGICO

10 MACRÓFAGO (comedor gigante) DIGERINDO UMA PARTÍCULA (AUMENTO MAIOR QUE 1000 VEZES) MACRÓFAGO CÁPSULA PARTÍCULA (CORPO ESTRANHO) PEQUENAS BOLSAS COM ENZIMAS

11 R I S C O S R E S P I R A T Ó R I O S CONTAMINANTES AERODISPER- SÓIDES MISTURA DE AERODISPER- SÓIDES, GASES E VAPORES GASES E VAPORES ORGÂNICOS ÁCIDOS ALCALINOS INERTES ESPECIAIS POEIRAS NÉVOAS FUMOS RADIONUCLÍDEO S NÃO IPVS 12,5 < %O 2 < 21 ao nível do mar DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO IPVS ppO 2 < 95 mmHg, ou 12,5 %O 2,ao nível do mar CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS RESPIRATÓRIOS

12 DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO (Nível do mar mmHg) DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO (Nível do mar mmHg) EFEITOS - Muito pequena capacidade de julgamento. Respiração prejudicada podendo provocar danos permanentes no coração. APÓS MISTURA C/AR DO CICLO ANTERIOR (O 2, N 2, H 2 O, CO 2 ) ppO 2 =137,6mmHg %O 2 =18,1 APÓS TROCA C/ HEMOGLOBINA ppO 2 =48mmHg %O 2 =6,3 APÓS TROCA C/ HEMOGLOBINA ppO 2 =110mmHg %O 2 =14,5 ATMOSFERA NORMAL (O 2 =21% N 2 = 79%) NO AMBIENTE (O 2 e N 2 ) ppO 2 =159 mmHg %O 2 =21 NA TRAQUÉIA O 2, N 2 e H 2 O ppO 2 =149 mmHg %O 2 =19,6 EFEITOS NENHUM ATMOSFERA C/ DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO IPVS NO AMBIENTE ppO 2 = 95 mmHg %O 2 =12,5 NA TRAQUÉIA ppO 2 = 89,1 mmHg %O 2 =11,7

13 EFEITOS DA DEFICIÊNCIA DE OXIGÊNIO NO ORGANISMO HUMANO (AO NÍVEL DO MAR)

14 AERODISPERSÓIDES POEIRAS. Aerodispersóide, gerado mecanicamente, constituído por partículas sólidas formadas pela ruptura mecânica de um sólido. Ex.: aerossol formado: na moagem de rochas, no lixamento de madeira ou metal, no manuseio de grãos, etc.

15 NÉVOAS. Aerodispersóide, gerado mecanicamente, constituído por partículas líquidas, formadas pela ruptura mecânica de um líquido. Ex.: aerossol formado: na nebulização de agrotóxicos, na pintura tipo spray, etc.

16 FUMOS. Aerodispersóide, gerado térmicamente, constituído por partículas sólidas formadas pela condensação e solidificação de vapores produzidos pela volatilização de substâncias sólidas fundidas. Freqüentemente essa volatilização é acompanhada de reação química, como a oxidação. Ex.: Aerossol formado : na operação de soldagem de metais ou plásticos, na fundição de metais, etc.

17 RADIONUCLÍDEOS. Aerodispersóide constituído de substância que sofre transformação espontânea (denominada decaimento) durante a qual ocorre a emissão de radiação e o aparecimento de uma nova substância química. Ex.: Aerossol de sais de césio, radônio, etc. NEBLINA. Aerodispersóide constituído por partículas líquidas, geradas pela condensação de vapores de um líquido devido à saturação do ar atmosférico. Em proteção respiratória a neblina é tratada do mesmo modo que os fumos, quanto ao tamanho das partículas, uma vez que ambas são geradas térmicamente. Ex.: neblina de água, de ácido, ou de substâncias orgânicas. FUMAÇA. Mistura de gases, vapores e aerodispersóide, proveniente da combustão de materiais. Ex.: fumaça proveniente da combustão de madeira, plástico, etc.

18 INCÔMODAS: partículas não contendo asbestos ou com teor de sílica cristalina abaixo de 1%, sem efeito tóxico conhecido. Ex.: gesso, amido celulose calcário.(ver ACGIH, partículas PNOC). FIBROGÊNICAS: alteram a estrutura celular dos alvéolos restringindo a capacidade de troca de oxigênio. Ex.: sílica cristalina, amianto, berílio e ferro. IRRITANTES: irritam inflamam e ulceram o trato respiratório. Ex.: névoas ácidas ou alcalinas. PRODUTORAS DE FEBRE: produzem calafrios e febre intensa. Ex.: fumos de cobre e zinco. CLASSIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DAS PARTÍCULAS

19 SISTÊMICAS: provocam danos em órgãos ou sistemas do organismo humano. Ex.: cádmio, chumbo, manganês. CANCERÍGENAS: provocam câncer após um período latente. Ex.: amianto, cromatos, radionuclídeos. MUTAGÊNICAS E TERATOGÊNICAS: induzem mutação em nível celular (mutagênicas), ou alterações genéticas (teratogênicas). Ex.: chumbo, mercúrio. ALERGÊNICAS: provocam reações alérgicas devido à formação de anticorpos mesmo em pessoas sem predisposição. Ex.: pólen, pelos de animais, resinas epóxi, platina, fungos. especiarias.

20 - Substâncias para as quais não há evidência de efeitos tóxicos - Não causam fibrose ou efeitos sistêmicos, mas não são biológicamente inertes. - Em alta concentração podem provocar morte devido a proteinose alveolar - Em baixa concentração podem inibir ação ciliar, fazendo com que substâncias tóxicas não sejam eliminadas. Diminuem a mobilidade dos macrófagos. PARTÍCULAS INSOLÚVEIS NÃO CLASSIFICADAS DE OUTRA MANEIRA - PNOC (PARTICULATES NOT OTHERWISE CLASSIFIED) (PNOC segundo a ACGIH)

21 PARTÍCULAS INSOLÚVEIS NÃO CLASSIFICADAS DE OUTRA MANEIRA - PNOC (PARTICULATES NOT OTHERWISE CLASSIFIED) (PNOC segundo a ACGIH) - O uso da expressão Partículas Não Classificadas, no lugar de inertes ou incômodas enfatiza que todos os materiais são potencialmente tóxicos. - Pertencem à esta classe os aerossóis que não contem asbesto, ou a sílica cristalina está abaixo de 1%. Ex.: carbonato de cálcio, calcário, fibra de celulose, cal, gesso,amido, etc. - O TLV-TWA para partículas inaláveis é 10mg/m 3. - O TLV-TWA para partículas respiráveis é 3mg/m 3

22 1- VAPORES ORGÂNICOS Ex: acetato de etila, benzeno, xileno, alcool etílico, formaldeido, etc. 2- GASES OU VAPORES ÁCIDOS Ex: cloro, anidrido sulfuroso, ácido clorídrico, etc. 3- GASES E VAPORES ALCALINOS Ex: amônia, amina, etc. 4- GASES E VAPORES ESPECIAIS Ex: monóxido de carbono, mercúrio, agrotóxicos, etc. GASES E VAPORES CLASSIFICAÇÃO PARA EFEITO DA ESCOLHA DO FILTRO QUÍMICO

23 CLASSIFICAÇÃO FISIOLÓGICA DOS GASES E VAPORES IRRITANTES. Inflamam OS tecidos (pele, conjuntiva ocular, vias respiratórias). IRRITANTES PRIMÁRIOS: 1- Alta solubilidade (garganta e nariz). Ex.: ácido muriático, sulfúrico e amônia. 2- Solubilidade moderada (brônquios) Ex.: anidrido sulfuroso, cloro. 3- Baixa solubilidade (pulmões). Ex.: ozona, óxido nitroso. 4- Irritantes atípicos. Ex.: acroleina. gás lacrimogêneo. IRRITANTES SECUNDÁRIOS. A ação irritante produz efeitos tóxicos em todo o organismo. Ex.: gás sulfídrico. ANESTÉSICOS. Ação depressiva no sistema nervoso central. ANESTÉSICOS PRIMÁRIOS. Ex.: eteno, butano, propano. ANESTÉSICOS COM EFEITOS SOBRE AS VÍSCERAS (rim e fígado). Ex.: tetracloreto de carbono, tricloroetileno, percloroetileno. ANESTÉSICOS COM EFEITOS SOBRE O SISTEMA FORMADOR DE SANGUE (tecidos graxos, medula óssea). Ex.: benzeno, tolueno, xileno. ANESTÉSICOS COM EFEITOS SOBRE O SISTEMA NERVOSO. Ex.: álcool etílico, metílico, dissulfeto de carbono.

24 ASFIXIANTES. Bloqueio dos processos vitais devido a falta de oxigenacão. SIMPLES. Em altas concentrações no ar atuam como diluente, sem efeito fisiológico. Ex.: metano, etano, propano, gás carbônico, hidrogênio, nitrogênio, acetileno, hélio. QUÍMICOS. Interferem na oxigenação das células. Ex.: monóxido de carbono, anilina, ácido cianídrico. SISTÊMICOS. Absorvidos pelo organismo provocam alterações funcionais ou morfológicas em determinados orgãos do corpo humano. Ex.: mercúrio (sistema nervoso, rim), chumbo (ossos), tetracloreto de carbono (fígado). ALERGÊNICOS. Provocam reações alérgicas. Ex.: TDI, resinas epóxi. MUTAGÊNICOS E TERATOGÊNICOS. Induzem mutação celular (mutagênicos), ou alterações genéticas (teratogênicas). Ex.: diclorobuteno. CANCERÍGENAS. Provocam formas de câncer após período latente de exposição. Ex.: cloreto de vinila, benzeno.

25 CLASSIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA PeçaFacial Filtrante e Fuga Com Filtro Químicoe Com Filtro Mecânico Com Filtro Combinado Não Motorizados DEPENDENTES DA ATMOSFERA AMBIENTE: RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR Respirador de Linha de Ar Comprimido Com Cilindro Auxiliar Fluxo contínuo De Demanda De Demanda com Pressão Positiva Respirador de Linha de Ar Comprimido INDEPENDENTES DA ATMOSFERA AMBIENTE: RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR Máscara Autônoma De Demanda De Demanda com Pressão Positiva Circuito Aberto Circuito Fechado Respirador de Ar Natural Sem Ventoinha Com ventoinha manual Com ventoinha motorizada EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

26 RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR (Exemplos) NÃO MOTORIZADOS PEÇA SEMIFACIAL FILTRANTE (PFF1, PFF2 E PFF3) COM OU SEM VÁLVULA DE EXALAÇÃO

27 RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR (Exemplos) NÃO MOTORIZADOS PEÇA SEMIFACIAL COM FILTROS MECÂNICOS E/OU QUÍMICOS

28 RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR (Exemplos) NÃO MOTORIZADOS PEÇA FACIAL INTEIRA COM FILTROS MECÂNICOS E/OU QUÍMICOS

29 RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR MOTORIZADOS TIPOS DE COBERTURAS DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

30 RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR MOTORIZADOS PEÇA FACIAL INTEIRA

31 Um filtro não é uma malha tecida ou rede. As partículas não são coletadas na superfície dos filtros Filtros Para Partículas -Teoria de Filtração

32 Um filtro é uma estrutura aberta de fibras poliméricas orientadas aleatoriamente As partículas são capturadas nas fibras do interior do filtro Filtros Para Partículas - Teoria de Filtração

33 TIPOS DE FILTROS - PLANOS Geralmente os filtros mecânicos classe P1 e P2 possuem este formato. São os mais comuns no mercado. Geralmente são de feltro de lã impregnado com resina.

34 TIPOS DE FILTROS - ONDULADOS Este formato proporciona grande área filtrante e redução da resistência à respiração. Geralmente, os filtros classe P2 e P3, possuem este formato. Devido sua pequena espessura e baixa resistência mecânica são quase sempre montados dentro de cartuchos. Geralmente são de fibra sintética com cargas elétricas geradas no processo de fabricação.

35 PRINCIPAIS MECANISMOS DE CAPTURA DAS PARTÍCULAS EM UM FILTRO MECÂNICO LINHAS DE CORRENTE DE AR FIBRA PARTÍCULA INTERCEPTAÇÃO - A partícula se desloca numa trajetória que toca na fibra constituinte do filtro mecânico. Este mecanismo é importante na captura de partículas maiores do que 0,6 µm.

36 INÉRCIA - As partículas, devido a sua massa e velocidade, tendem a continuar na mesma direção e se chocam com a fibra. É importante na captura de partículas maiores do que 0,6 µm. FIBRA LINHAS CORRENTE DE AR PARTÍCULA PRINCIPAIS MECANISMOS DE CAPTURA DAS PARTÍCULAS EM UM FILTRO MECÂNICO

37 DIFUSÃO - Devido ao movimento browniano as partículas menores acabam se chocando com a fibra. Importante para partículas menores do que 0,1 µm. PARTÍCULA PRINCIPAIS MECANISMOS DE CAPTURA DAS PARTÍCULAS EM UM FILTRO MECÂNICO

38 ATRAÇÃO ELETROSTÁTICA - As fibras constituintes do filtro estando carregadas de eletricidade estática, induzem cargas de sinal contrário nas partículas as quais acabam sendo atraídas para a fibra. É importante para as partículas de qualquer tamanho. Resumo: considerando todos os mecanismos agindo simultaneamente, a penetração num filtro, é máxima para partículas na faixa de 0,1 a 0,6 µ m. PARTÍCULA PRINCIPAIS MECANISMOS DE CAPTURA DAS PARTÍCULAS EM UM FILTRO MECÂNICO

39 FILTRO MECÂNICO E PFF (PENETRAÇÃO)

40 FILTRO DE BAIXA Vapores orgânicos CAPACIDADE (FBC) Gases e vapores ácidos (com cartucho ou PFF peça facial filtrante) CLASSES TIPOS CLASSE 1 Vapores orgânicos (Cartucho pequeno) Amônia Gases e vapores ácidos

41 CLASSE 2 Vapores orgânicos (Cartucho médio) Amônia Gases e vapores ácidos CLASSE 3 Vapores orgânicos (Cartucho grande) Amônia Gases e vapores ácidos

42 RESPIRADOR PURIFICADOR DE AR FILTRO QUÍMICO FILTRO COMBINADO CLASSE 2 ( OU CARTUCHO MÉDIO) MAIS FILTRO MECÂNICO P3

43 FILTRO QUÍMICO MECANISMOS DE RETENÇÃO DE GASES E VAPORES EM UM FILTRO QUÍMICO ADSORÇÃO As moléculas de certos gases e vapores são atraídas por forças de superfície existentes num carvão ativo e acabam se fixando na sua superfície. O carvão ativo utilizado nos filtros químicos possuem área superficial de 1000 a 2000 m 2 /g. A maioria dos vapores orgânicos são retidos por este mecanismo. A umidade também é adsorvida. Ex.: vapor de acetato de etila, benzeno, tetracloreto de carbono. capilares responsáveis pela grande área superficial molécula adsorvida na superfície do carvão ativo partícula de carvão ativo

44 FILTRO QUÍMICO MECANISMOS DE RETENÇÃO DE GASES E VAPORES EM UM FILTRO QUÍMICO ABSORÇÃO O carvão ativo é impregnado com substâncias apropriadas que reagem quimicamente com as moléculas dos gases e vapores que chegam ao filtro. Os gases ácidos, a amônia são retidos por este mecanismo. Ex.: cloro, anidrido sulfuroso, amônia, aminas. CATÁLISE O catalisador é uma substância que influi na velocidade da reação entre substâncias. Nos filtros contra monóxido de carbono é usado o catalisador hopcalite, mistura de grãos porosos feitos de óxido de cobre e manganês. Esse catalisador acelera a reação entre o monóxido de carbono, tóxico, e o oxigênio, formando o gás carbônico, menos tóxico. A umidade do ar destrói a capacidade de catálise no hopcalite, e por isso fica sempre entre duas camadas do agente de secagem. Enquanto a capacidade de Adsorção, Absorção, ou catálise não é ultrapassada, o filtro é 100% eficiente.

45 FILTRO QUÍMICO MÁXIMA CONCENTRAÇÃO DE USO

46 FILTRO QUÍMICO FILTRO QUÍMICO VIDA ÚTIL EM LABORATÓRIO INFLUÊNCIA DO SOLVENTE ( 53 L/min; 50% umid. relat.; 1000 ppm; filtros classe 1, aos pares) (Respirator cartridge efficiencies studies. G. O. Nelson, et al. Am. Ind. Hyg. Ass. Journal 37, 9 (1976))

47 FILTRO QUÍMICO EFEITO DA UMIDADE DO AR REGRA PRÁTICA: PARA UMIDADES RELATIVAS ACIMA DE 85% A VIDA ÚTIL DO FILTRO QUÍMICO FICA REDUZIDA PELA METADE. ( Respiratory Protective Devices Manual. AIHA-ACGIH P.49 (1963)

48 RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR (Exemplos) LINHA DE AR COMPRIMIDO DE FLUXO CONTÍNUO COM CAPUZ LINHA DE AR NATURAL

49 LINHA DE AR COMPRIMIDO DE FLUXO CONTÍNUO COM CAPACETE RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR (Exemplos)

50 MÁSCARA AUTÔNOMA DE CIRCUITO ABERTO DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR (Exemplos)

51 RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR LINHA DE AR COMPRIMIDO DE DEMANDA COM PRESSÃO POSITIVA COMBINADO COM CILINDRO AUXILIAR (Exemplo) Válvula de demanda Peça facial inteira com válvula de exalação especial Conexão tipo engate rápido com a mangueira de ar comprimido respirável Cilindro com ar comprimido respirável para aproximadamente 10 minutos (escape)

52 RESPIRADOR DE ADUÇÃO DE AR MÁSCARA AUTÔNOMA DE CIRCUITO FECHADO TIPOS: De demanda e de demanda com pressão positiva Na máscara autônoma de circuito fechado o gás carbônico e o vapor de água, gerados no ciclo respiratório, são removidos, o oxigênio é reposto, e o ar exalado é então reinalado. A reposição do oxigênio é feita por: - cilindro de oxigênio gasoso comprimido; - cilindro de oxigênio líquido; - oxigênio gerado quimicamente: CO 2 + 2K 2 O + H 2 O K 2 CO 3 + 1,5O 2 +H 2 O

53 cobertura de proteção válvula de retenção separador de saliva peça facial tubo de inalação adsorvente granulado p/ CO 2 tubo de exalação bolsa respiratória cilindro de oxigênio comprimido resfriador válvula principal linha do bypass válvula redutora de pressão válvula de admissão válvula do bypass M. A. DE CIRCUITO FECHADO COM OXIGÊNIO COMPRIMIDO COM OXIGÊNIO COMPRIMIDO

54 RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR QUALIDADE DO AR RESPIRÁVEL (De acordo com a Norma ANSI Z /CGA G-7.1, ar respirável grau D) Componentes Quantidade máxima para o ar gasoso (em ppm) - (v/v) mol/mol), a menos que indicada de outro modo Oxigênio (% em volume) (o restante, com atm predominância de N 2 ) (1) 19,5 a 23,5 Água (2) Ponto de orvalho ( 0 C) (2) Óleo (condensado) (mg/m 3 nas C.N.T.P) 5 (3) Monóxido de carbono 10 (4) e (5) Odor (6) Dióxido de carbono 1000 (5)

55 RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR QUALIDADE DO AR RESPIRÁVEL (De acordo com a Norma ANSI Z /CGA G-7.1, ar respirável grau D) (Notas de (1) a (6)) 1) O termo atm (atmosférico) indica o teor de oxigênio normalmente presente no ar atmosfério; os valores numéricos indicam os limites de oxigênio para o ar sintético. 2) O ar comprimido, para qualquer verificação de qualidade relativa à umidade, pode variar com o uso que se destina, desde saturado até muito seco. O ponto de orvalho do ar respirável das máscaras autônomas, usadas em condições extremamente frias, deve ser tal que impeça a condensação e o congelamento do vapor de água, e deve estar abaixo de -45,6 0 C (63)ppm ou então 10 0 C abaixo da mínima temperatura esperada. Se for necessário especificar um limite para o umidade, ele deve ser expresso em 0 C, na pressão de 1 atm (760 mmHg ). 3) Para ar sintético, quando o O 2 e N 2 são produzidos por liquefação de ar, este requisito não necessita ser verificado. 4) Não requerido para ar sintético quando o componente N 2 foi previamente analisado e satisfaz o National Formulary (The United States Pharmacopeia/ National Formulary, última edição, United States Pharmacopeia Convention Inc Twinbrook, Rockville, MD 20852). 5) Não requerido para ar sintético quando o componente O 2 foi produzido por liquefação do ar e satisfaz as especificações da UnitedStates Pharmacopeia (USP). 6) O ar normalmente pode ter um ligeiro odor, porém, se for pronunciado, ele é impróprio para consumo. Não existe procedimento para medir o odor. É verificado cheirando-se o ar que escoa em baixa vazão. Não colocar o nariz na frente do jato de ar que sai da válvula, mas sim cheirar o ar recolhido entre as mãos colocadas em forma de concha.

56 UNIDADE PURIFICADORA DE AR COMPRIMIDO COM FILTRO DE COALESCÊNCIA O ar comprimido quase sempre está contaminado por água e óleo, na forma de emulsão, proveniente do compressor lubrificado à óleo. A água líquida provem da compressão do ar; o óleo provem da lubrificação do pistão. O sistema que utiliza filtro de coalescência para eliminar os componentes líquidos é muito eficiente. REGULADOR DE PRESSÃO E DECANTADOR: regula a pressão de saída e elimina o líquido depositado na tubulação que chega à unidade purificadora. PRÉ-FILTRO MECÂNICO DE COALESCÊNCIA: elimina 100% das gotículas de óleo e água que estão no ar, com tamanho maior que 0,1 µm. FILTRO MECÂNICO DE COALESCÊNCIA: elimina 100% das gotículas de óleo e água que estão no ar, com tamanho maior que 0,01 µm FILTRO DE CARVÃO ATIVO: elimina os vapores de óleo que conferem cheiro característico ao ar comprimido. UMIDIFICADOR: aumenta a umidade do ar comprimido (UR=10%) para valores mais altos (p.ex. 50%, quando funcionam bem!)


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