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ANÁLISE DE METAIS PESADOS PRESENTES NO CHORUME DE RESÍDUOS URBANOS, DO MUNICÍPIO DE DOURADOS-MS, RELACIONADOS COM A SAÚDE PÚBLICA Discente: Priscilla Fracalossi.

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1 ANÁLISE DE METAIS PESADOS PRESENTES NO CHORUME DE RESÍDUOS URBANOS, DO MUNICÍPIO DE DOURADOS-MS, RELACIONADOS COM A SAÚDE PÚBLICA Discente: Priscilla Fracalossi Riguetti Orientador: Prof. Dr. Margarete Soares da Silva Co-orientador: Prof. Dr. Antonio Rogério Fiorucci PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS NATURAIS

2 INTRODUÇÃO As exigências cada vez mais complexas da sociedade moderna vêm acelerando o uso dos recursos naturais, tornando a relação entre população, recursos naturais e desenvolvimento objeto de vários estudos atuais. Impactos Ambientais: – Utilização de forma inadequada ou predatória de Recursos Naturais; – Aumento na geração de resíduos causado pelo crescimento populacional; – Podem refletir negativamente na condição de vida e saúde da população.

3 INTRODUÇÃO Saneamento básico: Aspecto relevante que está diretamente relacionado à saúde pública e constitui-se como um dos mais importantes meios de prevenção de doenças. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), saneamento é o controle de todos os fatores do meio físico do homem, que exercem ou podem exercer efeitos prejudiciais ao bem-estar físico, mental ou social, caracterizando o conjunto de ações que visam garantir a sua saúde e a preservação do meio em que se vive.

4 INTRODUÇÃO Saneamento básico adequado: Abastecimento de água, tratamento de esgoto, controle de vetores de doenças transmissíveis, controle de alimentos, controle habitacional, controle de poluição e saneamento de resíduos sólidos. Saneamento de resíduos sólidos: Encaixa-se o conceito de limpeza urbana, que engloba o acondicionamento, a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação final dos resíduos, provenientes das atividades domésticas e dos serviços de varrição e limpeza de vias públicas.

5 INTRODUÇÃO 2011 aproximadamente toneladas de resíduos foram produzidas diariamente no Brasil (Abrelpe). Fonte: Abrelpe, 2011.

6 INTRODUÇÃO Até o ano de habitantes (IBGE). O aumento populacional é diretamente proporcional ao aumento do volume de resíduos; Atualmente, existe a preocupação de reduzir a geração de resíduos: Minimização e reciclagem do lixo; Reeducação da sociedade para repensar a questão do lixo; Conscientização do impacto que o descarte dos mesmos gera no meio ambiente.

7 INTRODUÇÃO A poluição do solo e de águas superficiais e subterrâneas, provocada por descarte de resíduos sólidos urbanos, passou a ser motivo de vários estudos. A possibilidade de contaminação ambiental, associada à necessidade de grandes áreas para a disposição e tratamento de resíduos, tornou a solução para o problema do lixo urbano um dos mais sérios desafios para as administrações públicas municipais.

8 INTRODUÇÃO Aterro sanitário: – Consiste na impermeabilização do terreno; – Instalação de sistemas de drenagem para os líquidos e gases produzidos; – Recebimento dos resíduos devidamente cadastrados para o aterro em questão; – Disposição dos mesmos em camadas, compactação com espessura controlada e cobertura com uma camada de terra; – Requer estudos e técnicas de engenharia para alcançar o objetivo proposto de receber e armazenar o lixo produzido, ocupando a menor área possível e reduzindo, ao máximo, o volume a ser estocado.

9 INTRODUÇÃO Aterros sanitários: locais planejados para o descarte de resíduos; Vazadouros a céu aberto (lixões): espaço destinado apenas a receber o lixo, onde nada é planejado para o descarte dos resíduos e não há minimização dos impactos ambientais; Aterros controlados: representam a linha intermediária entre os lixões e os aterros sanitários, onde há cobertura diária do lixo com terra para evitar o mau cheiro e a proliferação de insetos e animais, mas não há impermeabilização do solo para evitar a contaminação do lençol freático.

10 INTRODUÇÃO Ano Destino final dos resíduos sólidos, por unidades de destino dos resíduos (%) Vazadouro a céu aberto (lixões) Aterro controlado Aterro sanitário ,29,61, ,322,317, ,822,527,7 Destino Final dos Resíduos Sólidos – Brasil – 1989/2008 Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 1989/2008.

11 INTRODUÇÃO No Estado do Mato Grosso do Sul, apenas 6% dos municípios apresentam aterro sanitário para o descarte de resíduos sólidos urbanos. A cidade de Dourados foi destacada como a que tem o melhor aterro sanitário do Estado em uma pesquisa realizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

12 Fonte: IBGE, Aterro controlado e aterro sanitário Aterro sanitário Aterro controlado Lixão e aterro sanitário Lixão e aterro controlado Lixão, aterro controlado e aterro sanitário Lixão Destinação final de resíduos sólidos domiciliares e/ou públicos

13 INTRODUÇÃO As áreas de despejo não podem ser consideradas como o ponto final para os resíduos ali dispostos. Formação do chorume: Líquido produzido pela massa orgânica do lixo durante o processo de degradação biológica. Em contato com a água da chuva, percola a massa do aterro, gera o lixiviado, tóxico, com valores elevados de DBO e DQO, amônia e traços de metais pesados.

14 INTRODUÇÃO Muitos metais são essenciais para o crescimento de todos os tipos de organismos, desde bactérias até o ser humano, mas eles são requeridos em baixas concentrações, porque, quando em altas concentrações, podem danificar os sistemas biológicos por se acumularem no organismo. Entre os elementos considerados tóxicos para os seres humanos encontram-se o Mercúrio (Hg), o Cádmio (Cd), o Chumbo (Pb), o Manganês (Mn) e o Cromo (Cr). Tais elementos podem apresentar propriedades de bioacumulação, biomagnificação, persistência no ambiente e distúrbios nos processos metabólicos dos seres vivos.

15 OBJETIVOS Analisar os metais pesados presentes no chorume de resíduos urbanos, do Município de Dourados-MS, relacionados com a saúde pública. Levantamento da situação atual do Estado do Mato Grosso do Sul quanto à existência de coletas e aterros sanitários.

16 LEGISLAÇÃO VIGENTE NO MANEJO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Resolução do CONAMA 283/01: Dispõe sobre o tratamento e a destinação final dos resíduos dos serviços de saúde (RSS); Resolução do CONAMA 404/08: Estabelece critérios e diretrizes para o licenciamento ambiental de aterro sanitário de pequeno porte de resíduos sólidos urbanos. Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): Delimita questões referentes à classificação dos resíduos sólidos, os critérios para a obtenção de extrato de lixiviado e métodos para amostragem de resíduos sólidos.

17 Classificação dos Resíduos (ABNT) Classe I – Perigosos: resíduos que apresentam características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade. Quando gerenciados de forma inadequada, estes resíduos podem apresentar risco à saúde pública, provocando mortalidade, incidência de doenças e riscos ao meio ambiente. Classe II A – Não Inertes: resíduos que podem apresentar propriedades como combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água. Classe II B – Inertes: resíduos que quando submetidos a um contato estático ou dinâmico com a água destilada, à temperatura ambiente, não apresentam atividade, como por exemplo, rochas, tijolos, vidros e plásticos ou borrachas que não são prontamente decompostos.

18 POLÍTICA NACIONAL DOS RESÍDUOS SÓLIDOS (PNRS) Aprovada em agosto de 2010, disciplina a coleta, o destino final e o tratamento de resíduos urbanos. Estabelece o fechamento dos lixões até 2014, onde a parte dos resíduos que não puder ir para a reciclagem só poderá ser destinada para os aterros sanitários.

19 METAIS PESADOS A concentração de metais pesados no meio ambiente, com sua disseminação no solo, na água e na atmosfera, tem sido motivo de crescente preocupação, pois estes podem ser percolados pelo chorume; Dentre os metais pesados, os estudos atuais destacam o mercúrio, o chumbo, o cádmio, o cromo, o manganês e o zinco como os mais relevantes devido a possibilidade de acúmulo desses metais no organismo e seus efeitos na saúde.

20 METAIS PESADOS Chumbo (Pb): – Quando em altas concentrações, os primeiros efeitos adversos são vistos no sistema nervoso central e, ocasionalmente, na medula óssea. Em crianças, pode causar ataxia, afetar a força muscular e o equilíbrio corporal, causar convulsões e coma, além de sintomas como fadiga, ansiedade e perda de memória. Cromo (Cr): – O cromo é um mineral essencial encontrado mais frequentemente nas formas Cr 2+, Cr 3+ e Cr 6+. Enquanto o Cr 3+ participa ativamente do metabolismo de carboidratos, co-atuando com a insulina principalmente durante o exercício físico, o Cr 6+ caracteriza-se como tóxico e cancerígeno.

21 METAIS PESADOS Manganês (Mn): – O excesso de manganês no homem pode causar anorexia, alucinações, dificuldade de memorização, insônia, dores musculares e doenças degenerativas do sistema nervoso central. Mercúrio (Hg): – Pode causar intoxicação aguda, com predominância de sinais e sintomas respiratórios e intoxicações crônicas, afetando o sistema nervoso, o sistema renal e a pele.

22 METAIS PESADOS Zinco (Zn): – Entre os micronutrientes, é um dos de maior importância para o metabolismo humano, pois participa de vários processos fisiológicos. Entretanto, o seu excesso pode ser prejudicial, levando a distúrbios como anemia, febre, problemas gastrointestinais e distúrbios do sistema nervoso. Cádmio (Cd): – Produz efeitos tóxicos no organismo mesmo em baixas concentrações. À exposição a este metal nos seres humanos geralmente ocorre por ingestão (água e alimentos contaminados) ou inalação (ar). – É considerado um poluente persistente e se acumula principalmente nos rins e no fígado, provocando irritações graves no estômago, vômitos, diarreias e enfraquecimento dos ossos, tornando-os mais vulneráveis às fraturas.

23 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Inaugurado em novembro de 2004, foi o primeiro aterro sanitário construído no Estado do Mato Grosso do Sul. A construção do aterro se deu devido à área em que era depositado o lixo antigamente sob a forma de vazadouro a céu aberto ter atingido seu limite máximo. Atender uma necessidade do município em estar inserido na regulamentação da deposição dos resíduos sólidos urbanos. Alto nível de geração per capita de resíduos no Estado, considerado um dos maiores do País.

24 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Recebe os resíduos sólidos coletados de forma indiferenciada, com exceção de uma pequena contribuição constituída pelos rejeitos gerados na unidade de triagem existente na cidade, a AGECOLD, para onde são encaminhados os materiais provenientes da coleta diferenciada. Os materiais recolhidos são selecionados para a reciclagem, como plástico, papelão, metais, entre outros.

25 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Coleta seletiva (Dourados/MS): – 2007: apenas 2 bairros; – Atualmente: 14 bairros. AGECOLD: – Recebe aproximadamente 120 toneladas de lixo reciclável por mês (110 toneladas através do sistema de coleta seletiva da prefeitura e, as outras 10 toneladas, provenientes de entidades parceiras do projeto de reciclagem). Apesar do volume recolhido aumentar a cada ano, ainda corresponde a apenas 1% do volume de lixo doméstico destinado diariamente ao aterro sanitário de Dourados.

26 COLETA DE RESÍDUOS – DOURADOS/MS

27 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Método de trincheira; Forma de tratamento de líquido percolado (chorume): através de lagoas de estabilização. Vala Séptica (RSS)Trincheiras

28 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Lagoas de Estabilização

29 ATERRO SANITÁRIO MUNICÍPIO DE DOURADOS/MS Tanque de homogeneização Lagoas anaeróbias I e II Lagoa facultativa Lagoa de maturação Corpo receptor

30 RECIRCULAÇÃO DO CHORUME Utilizada para diminuir o volume do líquido em função da evaporação, que é favorecida pelas condições ambientais, como temperatura ambiente, ventos e radiação solar, além de permitir uma maior flexibilidade no gerenciamento das variações da quantidade de chorume. Entretanto, sendo desconhecidas as identidades dos compostos presentes nesse líquido, não é possível prever a efetividade desse tratamento de forma permanente. O volume de efluente líquido gerado no aterro sanitário de Dourados foi estimado em m³ Os resíduos domiciliares, de varredura de limpeza urbana e de grandes produtores recebidos na área totalizaram ,54 toneladas.

31 MATERIAL E MÉTODOS Local do Estudo: Cidade de Dourados/MS: situada ao Sul do estado do Mato Grosso do Sul, é a segunda cidade mais populosa do Estado. População estimada em habitantes (IBGE/2010), sendo que destes residem na área urbana. O presente estudo foi realizado no Aterro Sanitário de Resíduos Sólidos de Dourados, localizado a 15 km do centro da cidade, próximo ao Distrito Industrial do Município.

32 MATERIAL E MÉTODOS Determinação dos Pontos para a Coleta: 1ª lagoa (lagoa anaeróbia I): recebe o chorume proveniente do tanque de homogeneização; 4ª lagoa (lagoa de maturação): concentra o chorume na última fase do tratamento.

33 MATERIAL E MÉTODOS Fonte: Google Earth (2012).

34 MATERIAL E MÉTODOS Procedimento de Coleta das Amostras do Líquido Percolado: 2 coletas: Outubro/2012 (período de seca) e Fevereiro/2013 (período chuvoso). Amostras em triplicata de 1000 ml do chorume para determinação dos metais em cada ponto de amostragem. A cada 1000 ml de amostra foi utilizado 5 ml de ácido nítrico (HNO 3 ) como conservante, seguindo os critérios metodológicos propostos pelo Instituto Adolfo Lutz (2008). Cada amostra coletada foi identificada através de um rótulo contendo as suas características, como a localização do ponto de coleta, a data da mesma e o tipo de amostra e, em seguida, foram preparadas para as análises.

35 MATERIAL E MÉTODOS Preparação das Amostras: A condutividade elétrica, a temperatura e o pH do líquido de cada amostra foram verificados previamente a preparação das amostras para a análise dos metais. Cada amostra foi digerida em chapa aquecedora, não excedendo a temperatura de 80 o C, para redução de volume por evaporação do líquido percolado e concentração dos metais a serem analisados. Após a completa digestão do líquido, o conteúdo foi transferido para um frasco volumétrico de 50 ml e teve completado o volume com água destilada. Ao final da preparação das amostras em cada período de coleta, foram obtidas amostras de 50 ml em triplicata, de cada ponto de amostragem, totalizando 6 amostras para análise.

36 MATERIAL E MÉTODOS As amostras foram armazenadas em frascos de vidro âmbar, destinados ao armazenamento de medicamentos e, em seguida, encaminhadas ao Laboratório de Química da UEM para análise dos metais pesados, através da Espectrometria de Absorção Atômica, modalidade chama. Foram analisados os níveis de Cádmio (Cd), Chumbo (Pb), Cobre (Cu), Cromo (Cr), Manganês (Mn) e Mercúrio (Hg), sendo estes comparados com os valores máximos permitidos para concentração de metais em efluentes líquidos segundo a Resolução n o. 357/2005 do CONAMA.

37 MATERIAL E MÉTODOS CdCrCuHgMnPbZn Valores Máximos Permitidos 0,2 0,5 1,0 0,01 1,0 0,5 5,0 Concentração de Elementos (mg/L) Fonte: Resolução n. 357/2005 (CONAMA).

38 MATERIAL E MÉTODOS Posteriormente serão coletadas amostras de água do poço de controle do aterro sanitário, com o objetivo de verificar se há presença dos metais analisados.

39 RESULTADOS PARCIAIS Temperatura, Condutividade Elétrica e pH das Amostras

40 RESULTADOS PARCIAIS Amostra Valores Obtidos (mg L -1 ) MnZnCdPbHg Cr (total) Lagoa 1A1,3360,223nd0,265nd Lagoa 1B1,9980,256nd0,344nd Lagoa 1C1,9590,297nd0,325nd Lagoa 4A2,6000,075nd0,078nd Lagoa 4B2,6100,077nd0,080nd Lagoa 4C2,5800,072nd0,075nd Concentração de Metais Pesados no Chorume – Período de Seca Tipo de amostra: Lagoa / nd: elemento não detectado.

41 RESULTADOS PARCIAIS Os valores médios encontrados para os metais Zn e Pb encontram-se dentro dos limites máximos estabelecidos. Para o Mn foram detectados valores que superaram o valor máximo permitido. Enquanto que Cd, Hg e Cr não foram detectados. Após o encerramento das coletas, os resultados serão analisados estatisticamente.

42 OBRIGADA


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