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Ética e Administração Por que vivemos em sociedade?

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Apresentação em tema: "Ética e Administração Por que vivemos em sociedade?"— Transcrição da apresentação:

1 Ética e Administração Por que vivemos em sociedade?
Em que regras apoiamos nossos fazeres? A quem devemos solidariedade? Qual o fundamento de ser como sou?

2 Alteridade Todo o homem social interage e interdepende do outro.
A existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro - a própria sociedade diferente do indivíduo).

3 Visão dos moradores sobre Belo Monte – recado ao presidente do BNDS

4 Altruísmo Sinônimo de solidariedade.
Para Augusto Comte caracteriza o conjunto das disposições humanas (individuais e coletivas) que inclinam os seres humanos a dedicarem-se aos outros. Opõe-se ao egoísmo, que são as inclinações específica e exclusivamente individuais (pessoais ou coletivas).

5 Solidariedade Para Durkheim a existência de uma sociedade só é possível a partir de um determinado grau de consenso entre seus membros constituintes. Solidariedade Mecânica - prevalece naquelas sociedades ditas "primitivas" ou "arcaicas", ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs. Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo, essa correspondência de valores assegura a coesão social. Solidariedade Orgânica - predomina nas sociedades ditas "modernas" ou "complexas" do ponto de vista da maior diferenciação individual e social (o conceito deve ser aplicado às sociedades capitalistas). Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada.

6 Solidariedade Para Durkheim a existência de uma sociedade só é possível a partir de um determinado grau de consenso entre seus membros constituintes. Solidariedade Mecânica - prevalece naquelas sociedades ditas "primitivas" ou "arcaicas", ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs. Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo, essa correspondência de valores assegura a coesão social. Solidariedade Orgânica - predomina nas sociedades ditas "modernas" ou "complexas" do ponto de vista da maior diferenciação individual e social (o conceito deve ser aplicado às sociedades capitalistas). Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada.

7 Solidariedade Para Durkheim a existência de uma sociedade só é possível a partir de um determinado grau de consenso entre seus membros constituintes. Solidariedade Mecânica - prevalece naquelas sociedades ditas "primitivas" ou "arcaicas", ou seja, em agrupamentos humanos de tipo tribal formado por clãs. Nestas sociedades, os indivíduos que a integram compartilham das mesmas noções e valores sociais tanto no que se refere às crenças religiosas como em relação aos interesses materiais necessários a subsistência do grupo, essa correspondência de valores assegura a coesão social. Solidariedade Orgânica - predomina nas sociedades ditas "modernas" ou "complexas" do ponto de vista da maior diferenciação individual e social (o conceito deve ser aplicado às sociedades capitalistas). Além de não compartilharem dos mesmos valores e crenças sociais, os interesses individuais são bastante distintos e a consciência de cada indivíduo é mais acentuada.

8 Ética nas Organizações
Henry Srour

9 Organizações e Indivíduos
Essência dos humanos Egoísmo Altruísmo Construção do eu Moral Virtudes Bondade Lealdade

10 Moral Empresarial Lógica do mercado
Economista comportamental Dan Ariely estuda as falhas no nosso código moral: as razões ocultas pelas quais achamos certo trapacear ou roubar (às vezes). Estudos criativos apoiam sua teoria de que somos previsivelmente irracionais -- e podemos ser influenciados de formas que não conseguimos nem imaginar.

11 Altruísmo Extremado – “viva para os outros”
Parcial – benefício de um grupo. Imparcial – conjugação de interesses grupais e gerais.

12 Os Altruísmos EXTREMADO IMPARCIAL PARCIAL Sacrifício dos interesses
particulares em prol da coletividade. Ex: santidade; Respeito aos gerais, corporativos e individuais. Ex: conduta ética; Primazia dos interesses particularistas. Ex: exclusivismo corporativo. Os mecanismos de cooperação social , as formas de regulação social, as regras de convivência coletiva aplicam o altruísmo imparcial.

13 Demarcações (1) Prática egoísta – Opera no âmbito do individuo, beneficia único agente; gera bem restrito particularista; Prática auto-interessada - Opera no âmbito do individuo, beneficia único agente, gera bem restrito universalista e reconhece necessidade de solidariedade; Prática parcial - Opera no âmbito do grupo, beneficia poucos agentes, gera bem restrito particularista; solidariedade corporativa

14 Demarcações (2) Prática altruísta estrita - Opera no âmbito do grupo, beneficia poucos agentes, gera bem restrito universalista; solidariedade corporativa; Prática altruísta imparcial - Opera no âmbito da sociedade inclusiva, beneficia todos agentes, gera bem comum e visa solidariedade social. Prática altruísta extremada - Opera no âmbito de doadores humanitários, beneficia pouos ou muitos, gera bem comum e cultiva solidariedade humana.

15 Moral no Brasil Diante da distribuição desigual da carga tributária, do mau uso dos recursos públicos e a fragilidade de mecanismos de controle, a sonegação fiscal se justifica? O processo de greve é legítimo?

16 Constituição moral Brasileira
Normas Sociais Tentações Transgressão Tipos de morais: Gerais (macrossociais) Abrangência Setorial (messocial) Organizacional (Microsocial)

17 Moral no Brasil Oportunismo Práticas Por que isso ocorre no Brasil?
Levar vantagem em tudo Passar os outros para trás Práticas Jogo do bicho ‘Cerveja’ do guarda de trânsito Desrespeito ao direito autoral Por que isso ocorre no Brasil? Oprtunismo -

18 Episódio do Você Decide
Em julho de 1997, na abertura do programa de televisão Você decide da TV Globo, que introduz episódios polêmicos e solicita aos telespectadores que telefonem, posicionando-se a respeito do final preferido, o apresentador perguntou: “Você abriria mão de seus princípios em nome de uma vida melhor?” Para espanto do diretor, boa parte dos telespectadores que se pronunciaram não teve dúvidas em responder “sim”. O episódio “Cobiça” colocava uma secretária diante de urna oferta criminosa: assumir o papel de “laranja” numa conta “fantasma”. A proposta fora feita por seu chefe, um empresário, dono de uma corretora de valores e envolvido numa fraude financeira. Honesta até então, a secretária sofreu pressões tanto de seu chefe como de seu marido que se dizia ameaçado de morte por causa de dívidas de jogo. Os espectadores optaram entre três finais: 24,3% disseram que a secretária deveria denunciar o chefe; 27,2% acharam que deveria pedir demissão e silenciar sobre o esquema; 48,5% consideraram que a secretária deveria aproveitar a chance de melhorar de vida e entrar no esquema. Foi então passado o terceiro final. Se somarmos os que mantêm uma irrepreensível posição de integridade (a denúncia) aos que preferem afastar-se sem comprometer-se (a demissão e o silêncio), teremos 51,5%, o que revela a ambigüidade que marca com clareza o imaginário brasileiro.

19 Oportunismo Oportunismo seria o caminho para obtenção de vantagem competitiva? Caso da suspensão de contrato de trabalho (http://www.contee.org.br/noticias/artigos/art241.asp)

20 Como coibir desvios de conduta?
Que condições podemos apontar? Monopólio de atividade Falta de restrição ou limite do agente decisor Audiências de controles externos Como estabelecer controles internos Quais as áreas vulneráveis? Ou seja, coadunamos com a idéia de que o ser humano necessita ser controlado? O homem é lobo do homem?

21 Moral no Brasil Influência da organização da religião católica;
Crítica à acumulação de riquezas Influência das práticas clericais; (Teoria e Prática) Colonização de exploração Estímulo ao vale-tudo predatório Povoamento por Imigração coagida Amalgama entre Fé e o Império Sincretismo religioso e cultural Justiça Morosa e Estado Fiscalista

22 Morais brasileiras

23 Morais Brasileiras Moral da integridade – honra, idoneidade, lealdade, legalidade, respeito ao próximo; Moral do oportunismo – imaginário oficioso, convivência interesseira.

24 Custos da corrupção no BRA
Cálculo feito a partir de informações de órgãos públicos de controle mostra que R$ 40 bilhões foram perdidos com a corrupção no período --média de R$ 6 bilhões por ano, dinheiro que deixou de ser aplicado na provisão de serviços públicos. Com esse volume de recursos seria possível elevar em 23% o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família --hoje quase 13 milhões. Ou ainda reduzir à metade o número de casas sem saneamento --no total, cerca de 25 milhões de moradias. (Folha de São Paulo, 2011)

25 El Método (o que você faria?)
SINOPSE: O Que Você Faria? (El Método)  De Marcelo Piñeyro, Espanha-Argentina-Itália, min. O filme conta a história de sete executivos que disputam uma vaga de trabalho em uma empresa. O grupo participa de um teste de seleção enquanto a cidade de Madri vivencia marchas de protesto contra a globalização e a política financeira global, enquanto representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) realizam uma reunião no mesmo prédio. Os candidatos recebem, então, a notícia de que passarão por um processo seletivo chamado “Método Grönhom”, que consiste em deixar o grupo a sós em uma sala passando por vários testes coordenados por um computador, com o objetivo de analisar como eles interagem. Os desafios propõem situações que, somadas ao fato de estarem sendo observados, deixam os participantes muito tensos. O filme, baseado em uma peça de teatro, mostra diversos conflitos éticos e existenciais do mundo contemporâneo, levando a reflexões sobre tudo o que podemos fazer para ter sucesso.

26 Teorias éticas Segundo Max Weber existem duas teorias éticas:
- Ética da Convicção (tratado dos deveres); - Ética da responsabilidade (estudo dos fins humanos)

27 Ética da Convicção - Vertentes
A ética da convicção comporta e conforma muitas morais; Corresponde a deveres e preceitos introjetados pelos agentes sociais ao longo dos anos; Traduzem valores; princípios; normas; crenças ou ideais – manuais de instruções que são seguidos em diversas situações;

28 Ética da Convicção - Vertentes
A de princípio: se atém rigorosamente às normas morais estabelecidas;em um desinteresse pelas circunstâncias: ‘respeite as regras haja o que houver’; A da esperança: ancorada em ideais, moldada por uma fé que move montanhas, convicta de que as coisas podem melhorar. ‘o sonho antes de tudo’.

29 Ética da Responsabilidade
Apregoa: somos responsáveis por aquilo que fazemos; Ao invés de aplicar ordenamentos previamente estabelecidos, os agentes realizam uma análise situacional: 1- avaliam os efeitos para a coletividade; 2- ampliam o leque das escolhas ao preconizar que ‘dos males o menor’; 3- ou fazer mais bem ao maior número de pessoas possível;

30 Ética da Responsabilidade
Deixa de ser dedutiva para ser indutiva: - Deriva de uma reflexão sobre as implicações; - Obriga-se ao conhecimento das circunstâncias; - Configura uma análise de risco; - Supõe uma análise de custo benefício; - Funda-se na suposição de que serão alcançados fins valiosos (altruístas imparciais);

31 Ética da Responsabilidade- Vertentes
1 – Utilitarista: exige que as ações produzam o máximo de bem para o maior número, combinando intensa felicidade (critério de qualidade ou da eficácia) com maior abrangência populacional = faça o maior bem para mais gente; 2 – Finalidade: a bondade dos fins justifica as ações empreendidas, desde que coincida com o interesse coletivo = alcance objetivos altruístas custe o que custar;

32 Ética da Responsabilidade (estudo dos fins humanos)
As Duas Teorias Éticas Ética da Convicção (tratado dos deveres) Ética da Responsabilidade (estudo dos fins humanos) As decisões decorrem da aplicação de princípios ou ideais. As decisões decorrem de uma análise: a) Das circunstâncias; Dos riscos; Dos custos e benefícios; Decidir é respeitar preceitos, prescrições, valores e normas. Decidir é responder pelas consequências das ações; 1. As decisões interligadas tratam, necessariamente, da conexão entre a decisão tomada no momento e uma ou mais a serem tomadas posteriormente. 2. Na decisão interligada, a alternativa escolhida hoje gera as que estarão disponíveis amanhã, além de afetar sua conveniência relativa. 3. Exemplo de Decisão Interligada

33 Ética da Responsabilidade
Máxima Ética Ética da Convicção Ética da Responsabilidade Faço algo porque : “É um mandamento”; “Devo cumprir minhas obrigações”; “é o menor dos males”; “gera mais bem para os outros” Ex: 1- princípio: respeito as regras haja o que houver; 2- esperança: ‘o sonho antes de tudo (valores de humanidade)’ 1 – Finalidade: ‘alcanço objetivos altruístas, custe o que custar’ 2 – Utilitarista: ‘Faço o maior bem para mais gente’ Falar do exemplo das bebidas pra explicar os elementos das decisões interligadas

34 A Tomada de Decisão: Ética da convicção
escolha dever Ideais Ações Dados Situação meios Decisões informativas: buscadas antes da tomada de decisão básica. Ajuda a optar por uma escolha mais inteligente na decisão fundamental. Decisões futuras: tomadas depois que as conseqüências de uma decisão básica se tornam conhecidas. As alternativas futuras dependem dela. PODEMOS COLOCAR AQUI A FIGURA DA SEQUENCIAS DE DECISÕES.DECIDIR-CONHECER Princípios dever escolha Aplicação de prescrições

35 A Tomada de Decisão: Ética da convicção
Como sou brasileiro, sinto-me obrigado a amar a minha pátria e defendê-la se esta for agredida; Como sou empregado, tenho de vestir a camisa da empresa;

36 A Tomada de Decisão: Ética da Responsabilidade
escolha crivo Fins Ações Dados Situação meios Decisões informativas: buscadas antes da tomada de decisão básica. Ajuda a optar por uma escolha mais inteligente na decisão fundamental. Decisões futuras: tomadas depois que as conseqüências de uma decisão básica se tornam conhecidas. As alternativas futuras dependem dela. PODEMOS COLOCAR AQUI A FIGURA DA SEQUENCIAS DE DECISÕES.DECIDIR-CONHECER Conseqüências crivo escolha Deliberação sobre propósitos

37 A Tomada de Decisão: Ética da Responsabilidade
Como sou brasileiro faz sentido ser patriota, principalmente se minha conduta puder contribuir para o país e servir de elo com meus conterrâneos; Como sou empregado, é importante me emprenhar com seriedade para não atrapalhar o serviço dos outros, comprometer os resultados a serem alcançados e pôr em risco minha promoção, ou provocar sem pensar a minha demissão

38 Ética da Responsabilidade
Concluindo... - Ética da Responsabilidade: a validade de uma ação encontra-se na bondade dos fins almejados ou na antecipação de conseqüências benéficas, poupando grandes males à coletividade interessada. A responsabilidade implica em prever os resultados das ações. Ética da Convicção Ética da Responsabilidade - Verdades absolutas; - Ética convencional ou de cartilha. - Ética dos propósitos da razão, resultados, análises; - Pluralista , flexível,situacional, condicionada e moldada pela análise de riscos.

39 Exercício Em uma folha devem aplicar as teorias éticas a um ou dois episódios de sua vida. Assim, devem avaliar em qual das vertentes foi baseada a decisão/ acontecido. Fazer em dupla e trazer na próxima aula (02-04).


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