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Módulo 4 - Noções Gerais de Microeconomia Objetivos: Discutir o processo de formação de preços em mercados de concorrência perfeita e imperfeita. Examinar.

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1 Módulo 4 - Noções Gerais de Microeconomia Objetivos: Discutir o processo de formação de preços em mercados de concorrência perfeita e imperfeita. Examinar o processo de maximização de lucros para formas alternativas de estruturas de mercado. Apresentar noções gerais de elaboração e avaliação de projetos.

2 Capítulo 1 - Oferta e Demanda e Funcionamento dos Mercados Mercado e Determinação de Preços No capitalismo, todas as transações envolvendo compra e venda de mercadorias são intermediadas pelo mercado. Mercado é um arcabouço institucional que permite a realização das trocas.

3 Capítulo 1 - Oferta e Demanda e Funcionamento dos Mercados Cada economia precisa de um mecanismo para responder às questões fundamentais da economia como: 1. Quais bens e serviços produzir? 2. Como produzir esses bens e serviços? 3. Para quem produzir?

4 Capítulo 1 - Oferta e Demanda e Funcionamento dos Mercados Dois mecanismos podem ser utilizados para responder essas questões: 1. O governo 2. O mercado Uma Economia mista é uma economia em que o governo e o mercado compartilham as decisões de o que, como e para quem produzir O foco será de como o mercado trata essas questões.

5 Capítulo 1 - Oferta e Demanda e Funcionamento dos Mercados Em um mercado, o preço desempenha duas funções fundamentais: 1. O preço dá informação 2. O preço dá incentivos Por exemplo: imagine que alguém decida enviar toda produção de aço do país para região norte e toda produção de café para o sul. Com isso, o alto preço do café na região norte pode informar que o produto está escasso naquela região.

6 Capítulo 1 - Oferta e Demanda e Funcionamento dos Mercados Além do mais, esse alto preço pode representar um incentivo para que alguém produza o café na região norte. Ou seja, através o sistema de preços, o mecanismo de mercado pode organizar a produção e distribuição de bens e serviços.

7 Determinação de Preços O que determina os preços de mercado? A Oferta e a Procura por determinado bem. Os preços de mercado surgem do confronto entre vendedores, que são ofertantes das mercadorias, e os compradores, que são os demandantes dessas mercadorias.

8 Estruturas de Mercado Alguns mercados são dominados por algumas grandes empresas; outros contêm milhares de vendedores. Um monopólio existe quando tem apenas um vendedor. Um oligopólio existe quando alguns vendedores dominam em um mercado. A concorrência perfeita existe quando há muitos compradores e vendedores, e nenhum vendedor ou comprador, por si só, tem controle sobre o preço.

9 Estruturas de Mercado

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11 Demanda Individual versus Demanda de Mercado A demanda por determinado bem depende de vários fatores: · preço do próprio bem · renda dos consumidores · preço de outros bens · gosto dos consumidores LEI DA DEMANDA: Tudo o mais permanecendo constante (ceteris paribus) a quantidade demandada de um bem aumenta quando o seu preço diminui.

12 Esquema de demanda

13 Esquema de Demanda

14 Curva de Demanda e Equação de Demanda A curva de demanda estabelece uma relação inversa entre os preços de determinado bem e as quantidades que os consumidores estão dispostos a comprar pelos referidos preços, ceteris paribus. Equação da demanda: Q = a - bP Q = quantidade demandada P = preço do bem a e b parâmetros da reta

15 Curva de Demanda e Equação de Demanda A demanda é uma relação que dá as quantidades de um bem ou serviço que os compradores estariam e seriam capazes de adquirir a diferentes preços. Os indivíduos geralmente estão dispostos a comprar mais quando o preço baixa; a curva reflete isto, porque cai da esquerda para a direita.

16 Exemplo Pesquisa de mercado indicou o seguinte comportamento para a demanda semanal por barras de chocolate em certa localidade: Q = P Montando o esquema de demanda: E a representação gráfica desse esquema?

17 Deslocamentos da Curva de Demanda Variáveis que deslocam a curva de demanda: · renda dos consumidores · preço de outros bens · gosto dos consumidores

18 Deslocamentos da Curva de Demanda Preço da Barra de Chocolate D1D1 D2D2 D3D3 Aumento da Renda Redução da Renda Quantidade de Barras de Chocolate Propaganda Negativa Propaganda Positiva

19 Deslocamentos da Curva de Demanda Deslocamentos na curva de demanda Quando estamos desenhando uma curva de demanda, as rendas e todos os outros fatores (com exceção do preço) que podem afetar a quantidade demandada têm de ser mantidos constantes. No linguajar do economista, adotamos a hipótese de ceteris paribus - que as outras coisas permanecem constantes.

20 Deslocamentos da Curva de Demanda Como já destacado, um deslocamento na curva de demanda ( ou seja, uma mudança na demanda) pode ser causado por uma mudança em qualquer uma de uma série de "outras coisas". As mais importantes são: i) a renda; ii) os preços de outros bens relacionados; iii) gostos.

21 Deslocamentos da Curva de Demanda Deslocamento da demanda devido a renda Quando a renda aumenta, as pessoas podem consumir mais. Para um bem típico ou normal, a curva de demanda se desloca para a direita, quando a renda aumenta, da maneira indicada pela figura. Há exceções a essa regra. Com o aumento de renda, as pessoas podem reduzir o consumo de feijão e batata e comer mais carne, um alimento mais caro que, pelo aumento da renda, passa a ser consumido.

22 Deslocamentos da Curva de Demanda Nesta situação - quando o aumento de renda produz um deslocamento para a esquerda na curva de demanda por batatas, por exemplo - o bem em questão é um bem inferior. Deslocamento da demanda devido a mudanças de outros preços O deslocamento da demanda devido a mudanças de outros preços dependerá do tipo de relacionamento que o bem em questão possui com os outros bens,

23 Deslocamentos da Curva de Demanda ou seja, se esses outros bens são complementares ou substitutos. Se os bens são complementares, o aumento no preço de um provoca uma queda na demanda do outro, ou seja, um deslocamento da demanda para esquerda. Se os bens são substitutos, o aumento do preço de um provoca um aumento na quantidade demanda de outro, isto é, um deslocamento da curva de demanda para direita.

24 Deslocamentos da Curva de Demanda Deslocamento da demanda devido às mudanças no gosto O tempo vai passando e os gostos mudam. Talvez, devido ao maior número de jogos de tênis transmitidos pela televisão, ou como resultado da nova mania de se manter a forma física, mais pessoas estão jogando tênis. Esta tendência aumenta a demanda por raquetes de tênis. O que é demonstrado através de um deslocamento da curva de demanda para direita.

25 Oferta Individual versus Oferta de Mercado A oferta de determinado bem depende de vários fatores: · preço do próprio bem · preço das matérias primas e dos fatores de produção · tecnologia utilizada LEI DA OFERTA: Tudo o mais permanecendo constante (ceteris paribus) a quantidade oferecida de um bem aumenta quando o seu preço aumenta.

26 Esquema de Oferta

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28 Curva de Oferta e Equação da Oferta A curva de oferta estabelece uma relação direta entre os preços de um determinado bem e as quantidades que os produtores estão dispostos a produzir aos referidos preços ceteris paribus. Equação da oferta: Q = c + dP Q = quantidade ofertada P = preço do bem c e d parâmetros da reta

29 Exemplo Pesquisa de mercado indicou o seguinte comportamento para a demanda semanal por barras de chocolate em certa localidade: Q = 2 + 3P Montando o esquema de demanda: E a representação gráfica desse esquema?

30 Deslocamentos da Curva de Oferta Variáveis que deslocam a curva de oferta: · preço das matérias primas e dos fatores de produção · tecnologia utilizada Preço da Barra de Chocolate Quantidade de Barra de Chocolate Aumento do Preço do Pó de Chocolate Introdução da Máquina O3O3 O2O2 O1O1

31 Deslocamentos da Curva de Oferta Como no caso da demanda, a oferta pode ser afetada por "outras coisas" que mudam com o tempo, produzindo deslocamentos na curva de oferta. Estas "outras coisas" incluem as seguintes: 1.O custo de insumos. Quando o preço de fertilizantes sobe, os agricultores estarão menos dispostos a produzir milho ao mesmo preço, por exemplo. A curva de oferta se deslocará à esquerda.

32 Deslocamentos da Curva de Oferta 2.A tecnologia. Com a melhora importante na tecnologia, o custo de produção diminuirá. Com um custo menor por unidade, os produtores estarão dispostos a produzir mais que antes, a qualquer preço. A curva de oferta se deslocará para a direita. 3.Condições climáticas. Este fator é especialmente importante para a produção agrícola. Uma seca provocará, por exemplo, uma queda na produção de soja (quer dizer, um deslocamento da curva de oferta à esquerda), e uma geada no Paraná pode causar uma redução na produção de café.

33 Deslocamentos da Curva de Oferta 4.Os preços de bens relacionados. Da mesma maneira que os bens podem ser substitutos ou complementares no consumo, podem ser substitutos ou complementares na produção. O milho e a soja, por exemplo, são substitutos na produção. Com um aumento no preço do milho, os agricultores serão incentivados a reduzir o plantio de soja e aumentar o de milho. A quantidade de soja que estão dispostos a oferecer a um determinado preço diminuirá: a curva de oferta de soja se deslocará para a esquerda.

34 Deslocamentos da Curva de Oferta A carne e o couro são complementares. Quando o abate de gado aumenta em resposta a uma demanda maior de carne, a produção de couro aumenta simultaneamente. Assim, um aumento na produção de carne levará a um deslocamento da curva de oferta de couro cru para a direita.

35 Equilíbrio de Mercado Quando, a determinado preço, a quantidade que os vendedores desejam e podem vender corresponde à quantidade que os compradores desejam e podem comprar, o mercado está numa situação de equilíbrio.

36 Equilíbrio de Mercado

37 Encontrando o Preço de Equilíbrio Calculando o equilíbrio a partir das Equações de Oferta e Demanda Demanda Qd = P Oferta Qo = 2 + 3P EQUILÍBRIO: Qd = Qo P = 2 + 3P 24 = 6P P = 24/6 = 4

38 Encontrando a Quantidade de Equilíbrio · Qual o valor de Q que equilibra o mercado ao preço P = 4? Como Qd é igual a Qo em equilíbrio use a equação de demanda ou a equação de oferta para encontrar Q. Q = 14

39 Equilíbrio de Mercado - Ajustamento

40 A Concorrência Perfeita Em mercados perfeitamente competitivos, quando o preço de mercado está acima do preço de equilíbrio, há excesso de oferta que pressiona o preço para baixo. Quando o preço de mercado está abaixo do preço de equilíbrio, há excesso de demanda que pressiona o preço para cima. Os mercados perfeitamente competitivos são auto- reguladores.

41 Elasticidade-preço da demanda A elasticidade-preço da demanda mede a intensidade com que a quantidade demandada responde a variações no preço do bem.

42 Elasticidade-preço da demanda A elasticidade-preço depende de inúmeros fatores tais como: a existência de bens substitutos próximos, o grau de necessidade do bem, o peso do bem no orçamento do consumidor etc.

43 Elasticidade-preço da demanda Variação percentual da qtde. demandada Variação percentual do preço = Elasticidade-preço da demanda Quando a elasticidade-preço da demanda é maior do que um, o bem é classificado como elástico na faixa de preços. Quando a elasticidade-preço da demanda é menor do que um, classificamos o bem como inelástico na faixa de preços

44 Receita e Elasticidade Bem com demanda inelástica: Aumento de preço implica em aumento da receita total. Bem com demanda elástica: Aumento de preço implica em redução da receita total Preç o Q1Q1 Q2Q2 P1P1 P2P2 A B D Q1Q1 Q2Q2 P1P1 P2P2 C

45 Receita e Elasticidade Quando a demanda por certo bem é inelástica, ao longo de determinada faixa de preços, aumentos de preços levam a aumentos na receita total e vice-versa. Quando a demanda é elástica, aumentos de preços levam a quedas na receita total e vice-versa.

46 Elasticidade da Oferta A elasticidade-preço da oferta mede a intensidade com que a quantidade ofertada de um bem responde à variações no preço do próprio bem.

47 Elasticidade da Oferta Variação Percentual da Quantidade Ofertada Elasticidade da Oferta = Variação Percentual do Preço Considera-se a oferta elástica (maior do que um) quando a variação na quantidade ofertada é maior do que a variação no preço. Quando a variação na quantidade ofertada é menor do que a variação nos preços (elasticidade menor do que um), a oferta é dita inelástica. A elasticidade da oferta pode ser igual a zero!

48 Mercado de Produtos Agrícolas no Curtíssimo Prazo P2P2 P1P1 O D2D2 D1D1 Q 1 = Resultado da Colheita Quantidade Preço

49 Excedente do Consumidor Disposição para Pagar por um BMW

50 Demanda e Excedente do Consumidor $ $ $ Quantidade de BMWs Preço máximo que João está disposto a pagar Preço máximo que José está disposto a pagar Preço máximo que Pedro está disposto a pagar Excedente de João Excedente de José Preço

51 Demanda e Excedente do Consumidor O excedente do consumidor pode ser entendido como a diferença entre o montante que os consumidores estão dispostos a pagar por um bem e o que eles efetivamente gastam.

52 Excedente do consumidor ao preço P 1 A B C Preço Demanda Quantidade Q1Q1 Excedente do consumidor

53 Excedente do consumidor ao preço P 2 Excedente do consumidor adi- cional para os consumidores iniciais A C Preço Demanda Quantidade Q1Q1 B P1P1 P2P2 D E F Q2Q2 Excedente do consumidor para os novos consumidores Excedente do consumidor

54 Excedente do consumidor ao preço P 2 Duas são as explicações para o aumento de bem estar: A preços menores, os antigos compradores desejam adquirir quantidades adicionais do bem. A preços mais baratos, novos consumidores terão acesso à compra do produto

55 Excedente do Produtor Excedente do produtor ao preço P 1 Preço Q1Q1 P1P1 A B C Oferta Quantidade Excedente do produtor

56 Excedente do Produtor O excedente do produtor é a diferença entre a quantia que os vendedores recebem pela venda de determinada quantidade de bens e o custo de produção destes bens.

57 Excedente do Produtor Excedente do produtor ao preço P 2 Preço Q1Q1 P1P1 A B C Oferta Quantidade Excedente do produtor Excedente do produtor para os produtores iniciais Excedente do produtor para os novos produtores Q2Q2 D E F P2P2

58 Aumentos do Bem-estar Como no caso dos consumidores, duas razões podem ser apresentadas para o aumento de bem-estar: A primeira está relacionada aos ganhos adicionais dos vendedores que já estão no mercado e agora se defrontam com preços mais vantajosos (maiores). A segunda, representa os ganhos dos novos vendedores – aqueles que estavam fora do mercado e que aos preços mais elevados resolveram participar.

59 A Questão do Bem-Estar A soma dos excedentes do consumidor e do produtor - chamada de excedente total - é usada como medida de bem- estar econômico e como parâmetro para a tomada de decisões.

60 A Questão do Bem-Estar Excedente total = Excedente do Consumidor + Excedente do Produtor Excedente do Consumidor = Valor atribuído ao bem pelos consumidores – Gasto total dos consumidores com o bem Excedente do Produtor = Receita dos vendedores – Custo de produção do bem Excedente total = Valor atribuído ao bem pelos consumidores - Custo de produção do bem.

61 CAPÍTULO 2 – Estruturas de Mercado e Maximização de Lucros Principais estruturas de mercado Concorrência perfeita Concorrência monopolística Monopólio Oligopólio

62 Como identificar ? Para identificar as estruturas de mercado, perguntamos quantas empresas participam do mercado. Se for uma, o mercado é monopólio. Se forem poucas, temos um oligopólio. Se houver muitas, precisamos verificar se os produtos vendidos são diferenciados ou idênticos. Se forem diferenciados, é o caso da concorrência monopolística Se forem idênticos, caracteriza-se uma estrutura de mercado de concorrência perfeita.

63 Aspectos gerais do comportamento das empresas e a maximização dos lucros LUCRO = RECEITA TOTAL – CUSTO RECEITA TOTAL = PREÇO X QUANTIDADE VENDIDA Ao acréscimo na receita total correspondente à venda de uma unidade adicional do produto chamamos de receita marginal.

64 Aspectos gerais do comportamento das empresas e a maximização dos lucros O custo de oportunidade de um bem ou serviço corresponde ao valor dos bens que não são produzidos para obter esse mesmo bem ou serviço. Os custos econômicos da produção de um bem correspondem aos custos de oportunidade desses bens. Lucro econômico é a diferença entre a receita total e o montante dos custos implícitos e explícitos (custo de oportunidade). Lucro contábil é a diferença entre a receita total e os custos explícitos.

65 CUSTOS A empresa vai tentar minimizar os custos de produção, buscando incrementar seu lucro. Entretanto, é preciso entender um pouco mais a estrutura de custos da firma para se poder chegar à curva de oferta. A partir de agora, serão analisados os diferentes tipos de custos incorridos pelas firmas.

66 CUSTOS Os custos totais incorridos pelas firmas podem ser classificados de diferentes formas. Será feita aqui a análise dos custos da firma no curto prazo. Curto prazo é aquele período de tempo para o qual pelo menos um dos fatores de produção é fixo, de forma que a produção só pode ser aumentada através da utilização de maiores quantidades do fator de produção variável.

67 CUSTOS CUSTO TOTAL = CUSTOS VARIÁVEIS + CUSTOS FIXOS Custos variáveis são custos que dependem da quantidade produzida e variam de acordo com ela. Exemplos: insumos, mão de obra, energia e matéria prima. Custos fixos são independentes da quantidade produzida. São custos associados à administração da empresa, ao aluguel e à conservação do prédio e outros que independem do montante produzido.

68 CUSTOS Pode-se ainda definir: o custo fixo médio CFMe = CF/q custo variável médio CVMe = CV/q, O custo médio, por sua vez, é obtido dividindo-se o custo total pela quantidade produzida ou, alternativamente, somando-se os custos fixo médio e variável médio

69 CUSTOS CMe = CT/q = (CF+CV)/q = (CF/q + CV/q). Para terminar a classificação dos custos de produção temos a definição de custo marginal (CMg). O custo marginal mede a variação ocorrida no custo total de produção decorrente de uma variação de uma unidade na quantidade produzida.

70 Análise dos Custos

71 Conceitos Importantes Produto marginal do trabalho, é o acréscimo na produção que resulta do emprego de um trabalhador adicional para o mesmo conjunto de máquinas e equipamentos. O custo da mão de obra aumenta mais do que a produção porque está sujeita a lei dos rendimentos decrescentes. A razão pela qual os custos variáveis aumentam mais do que a produção é que a produtividade do trabalho é decrescente. A lei dos rendimentos decrescentes explica que, quando aumentamos a quantidade de um fator de produção (trabalho) mantendo outro fixo (equipamento), cada unidade adicional de trabalho vai provocar aumentos cada vez menores de produção.

72 Custos de Produção

73 Conceitos Importantes Custo Fixo Médio – custo fixo dividido pela quantidade produzida (é decres- cente) Custo Variável Médio – custo variável dividido pela quantidade produzida (é crescente)

74 Conceitos Importantes Define-se custo marginal como o acréscimo do custo total decorrente de um aumento na produção de uma unidade de produto O custo marginal é crescente, como decorrência dos rendimentos decrescentes A parte ascendente do custo marginal, a partir do ponto mínimo do custo total médio, vai coincidir com a curva de oferta da empresa.

75 Maximização de Lucro em Mercados de Concorrência Perfeita Em mercados de concorrência perfeita, a receita marginal corresponde ao preço de mercado e é constante. O lucro máximo é obtido quando a receita marginal se iguala ao custo marginal.

76 Receita Total, Custo Total e Lucro

77 A Oferta de Curto Prazo no Mercado Competitivo No curto prazo, o número de empresas atuando no mercado é fixo.

78 Oferta de Curto Prazo da Empresa e do Mercado $ 2,00 $ 4, $ 4,00 $ 2,00 CMg Oferta Quantidad e empresa Quantidad e Mercado Empresa Mercado

79 Oferta de Curto Prazo da Empresa e do Mercado A oferta do mercado é igual a soma horizontal das ofertas individuais. A oferta de cada empresa corresponde a parte ascendente do custo marginal

80 Curva de oferta de longo prazo no mercado competitivo No longo prazo, o número de empresas atuando no mercado é variável. O lucro pode ser representado como: LUCRO = (P-CTM)xQ Onde: P = Preço, CTM = Custo Total Médio e Q = Quantidade produzida e vendida do produto

81 Curva de oferta de longo prazo no mercado competitivo Podemos concluir que, enquanto P > CTM, haverá entrada de empresas no mercado. Esses fluxos de entrada e saída só irão cessar quando P = CTM Lucro econômico = zero No longo prazo, portanto, podemos dizer que o preço tenderá ao custo médio total e o lucro econômico será zero. O resultado importante da concorrência perfeita é: o preço que pagamos pelos bens corresponde ao custo médio mínimo de produção Isto significa que a produção e o consumo se dão com o máximo de eficiência – a sociedade maximiza o excedente total.

82 Curva de oferta de longo prazo no mercado competitivo Quantidade CMg CTM Ofert a Preço CTM mínimo Empresa Mercado Q1Q1

83 Concorrência Imperfeita Maximização de lucro em monopólio Preço do monopólio Preços, Custos e Receitas B Custo total médio Q A Quantidade Demanda Receita Marginal Custo total médio Custo marginal D O Lucro do monopolista

84 Capítulo 3 - Crédito e Matemática Financeira Objetivo: Fornecer o instrumental básico de matemática financeira para a avaliação de projetos de investimento e de oportunidades de crédito.

85 O Valor do Dinheiro no Tempo O valor do dinheiro muda através do tempo porque o futuro é incerto e as oportunidades que existem hoje podem não estar disponíveis amanhã. Necessidade de uma unidade de medida comum: VALOR PRESENTE O valor presente do dinheiro é calculado com o auxílio da Taxa de Juros

86 Taxa de Juros Do ponto de vista econômico, juros são a remuneração do capital. Taxa de juros é o custo de oportunidade de reter moeda. Juros Simples são calculados apenas sobre o principal. Juros Compostos são capitalizados a cada período e passam a render juros da mesma forma que o capital inicial.

87 Nomenclatura Básica P (PV) - Valor presente do capital. Montante inicial. F n (FV) - Valor futuro do capital. Montante acumulado após n períodos. A (PMT) - Anuidade (amortização, prestação). Valor de cada pagamento em uma série uniforme de n pagamentos iguais. i - taxa de juros n - número de períodos Olhar fórmulas na página 65 do módulo 2

88 Diagrama de Fluxo de Caixa 10234n-1ntempo P AAAAAA... Descontar cada fluxo de caixa para trazer a valor presente

89 Exemplo REFRIGERADOR BRASTEMP BRK42A, a venda na loja O Rei das Geladeiras Alternativas de pagamento: –R$1.879,00, à vista. –nove prestações fixas, com taxa de juros de 3,5% ao mês. Qual é o valor das prestações?

90 Na calculadora financeira: –n=9; i=3,5; PV=1879 –Qual o PMT? PMT= Resposta

91 Mudanças nas Condições dos Contratos Anuidades Temporais Uniformes Antecipadas O pagamento da anuidade é feito no início de cada período. Implica em pequenas mudanças nas fórmulas. Anuidades Temporais Uniformes Diferidas Admite a carência do pagamento de principal e juros (total) ou apenas do principal (simples).

92 Capítulo 4 - Elaboração de Projetos Apresentar as noções básicas de elaboração de projetos. Identificar as variáveis importantes na formação dos benefícios e custos de um empreendimento. Comparar esses custos e benefícios, determinando a viabilidade ou não de um projeto de investimento.

93 Viabilidade de um Projeto de Investimento Comparar resultados (benefícios) com os meios (custos) necessários para atingi-los. Para determinar a quantidades e preços para o produto ou serviço, é necessário desenvolver um estudo de mercado: –identificação do produto; –identificação do consumidor; –levantamento de estatísticas; –projeção do mercado (demanda).

94 Identificação do Produto Bens Salariais x Bens de Luxo É importante identificar o produto para avaliar sua relação com os demais bens. Complementaridade e substitutibilidade.

95 Perfil do Consumidor e Estatísticas Definir adequadamente quem é o público alvo do produto da empresa pode permitir reduzir custos da empresa e propiciar uma melhor aceitação do produto no mercado. As estatísticas de mercado nos informam as relações entre renda, consumo e preços a fim de dimensionar corretamente o mercado potencial.

96 Projeção do Mercado Variáveis: tamanho da população, preços, renda dos consumidores. Decompondo o consumo total Consumo total: Q = q x N Variação no consumo total Elasticidade-renda da demanda Bem normal ( y 1) ou inferior ( y < 1).

97 Elasticidade Renda da Demanda Conhecendo a elasticidade-renda da demanda, a variação da renda e a variação dos preços, pode-se projetar a variação total da demanda por um determinado produto.

98 Tamanho do Projeto Restrições do mercado - capacidade de absorção Restrições tecnológicas - escala mínima de produção Restrições financeiras e administrativas - recursos, financiamento, tamanho ótimo da administração.

99 Localização Disponibilidade e qualificação de mão- de-obra e de serviços básicos Disponibilidade e características da matéria-prima Proximidade de mercado consumidor relevante Políticas locacionais

100 Orçamento do Projeto Receita operacional - aquela recebida da venda dos bens ou serviços Taxa de marcação (m, mark-up) p = (1+m) x custo médio m = lucro mínimo desejado/custo total Receita residual - a receita que seria obtida com a liquidação do capital da empresa

101 Custos do Projeto Custos de investimento –Capital fixo –Capital de giro Custos operacionais –Custos de Fabricação –Custos de Administração

102 Capítulo 5 - Avaliação de Projetos A avaliação do projeto consiste na determinação da viabilidade do empreendimento e de sua prioridade em função da melhor alocação de recursos escassos. Critérios de avaliação de projetos Valor Presente Benefício-Custo Taxa Interna de Retorno

103 Critério do Valor Presente Compara o valor presente das receitas com o dos custos associados ao projeto. O projeto é viável se as receitas excederem os custos. Avalia-se o VP de custos e benefícios. A taxa de desconto que é usada para calcular o valor presente deve corresponder ao custo de oportunidade do capital. Calcula-se Valor Presente Líquido=VPR-VPC e comparam-se projetos alternativos.

104 Critério da Relação Benefício/Custo Semelhante à análise do critério do valor presente. Calcula-se a razão entre o VP das receitas e dos custos. Para que o projeto seja viável, devemos ter: VPR / VPC > 1 Pode gerar prioridades diferentes do critério do VP. (ver exemplo na p. 94 do módulo 2)

105 Critério da Taxa Interna de Retorno A taxa interna de retorno de um projeto corresponde à taxa de desconto que torna o valor presente do projeto igual a zero. A TIR é a taxa que faz com que o VP dos custos seja igual ao VP dos benefícios. A TIR garante as igualdades abaixo: 0 = VPL(d*) = VPR(d*) - VPCo(d*) - I ou I = VPR(d*) - VPCo(d*)

106 Critério da Taxa Interna de Retorno Os projetos cuja TIR for superior ao custo de oportunidade do capital (COC) devem ser implementados. A TIR pode ser entendida como a rentabilidade do investimento. Para efeito de cálculo da taxa interna de retorno, trabalha-se com o fluxo de receitas líquidas: receitas operacionais menos as despesas operacionais do projeto. Calcula- se a taxa de desconto que iguala as receitas líquidas com o investimento inicial

107 Fluxo de Caixa e TIR Receitas e Despesas Fluxo de Caixa Líquido

108 Comparação dos Critérios É sempre recomendável, ao avaliar projetos alternativos, utilizar os diferentes critérios de avaliação. Valor Presente VPL=VPR-VPC Benefício/Custo VPR/VPC TIR 0 = VPR(d*)-[VPCo(d*)+I] ouVPR(d*)/VPC(d*)=I


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