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A SOCIOLOGIA DUAL DE ROBERTO DA MATTA: D ESCOBRINDO NOSSOS MISTÉRIOS OU SISTEMATIZANDO NOSSOS AUTO - ENGANOS ? Jessé Souza.

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1 A SOCIOLOGIA DUAL DE ROBERTO DA MATTA: D ESCOBRINDO NOSSOS MISTÉRIOS OU SISTEMATIZANDO NOSSOS AUTO - ENGANOS ? Jessé Souza

2 I MPORTÂNCIA potencial inovador e pela centralidade da reflexão filosófica na indagação acerca dos pressupostos da teorização científica; no questionamento radical do que constitui a singularidade de uma formação social.

3 O QUE D A M ATTA PROPÕE o que é indivíduo? o que é democracia? o que são relações sociais? como se compara sociedades? como se percebe aquelas diferenças históricas e culturais que conferem uma especificidade toda própria a cada sociedade singular?

4 M ATERIAL DE ANÁLISE Carnavais, malandros e heróis (Da Matta, 1981); Livro mais importante; Tentativa é empreendida a partir do estudo do cotidiano brasileiro, no estudo dos seus rituais e modelos de ação portanto (sistema social); Esforço comparativo com os EUA.

5 O BJETIVO DO ARTIGO desenvolver uma apreciação crítica da perspectiva do autor; reconstruir uma resposta alternativa às questões deixadas em aberto pelo esquema damattiano.

6 P ERSPECTIVA DE D A M ATTA institucionalista: macroprocessos políticos e econômicos, segundo a lógica da economia política clássica e implicando, por isso mesmo, alguma forma de diagnóstico pessimista do Brasil; culturalista: ênfase seria concedida ao elemento cotidiano dos usos e costumes, da nossa tradição familística ou da casa Unir e relacionar tais leituras como duas faces de uma mesma moeda, transformando essas visões unilaterais num dualismo articulado.

7 M ÉTODO UTILIZADO Estrutural enfatizando as possibilidades de combinação alternativas e as ênfases distintas de elementos dominantes e subordinados de cada sistema social analisado Categorias utilizadas: indivíduo e pessoa Indivíduo: joãoninguém das massas, que não participa de nenhum poderoso sistema de relações pessoais Pessoa: referência a um sistema social onde as relações de compadrio, de família, de amizade e de troca de interesses e favores constituem um elemento fundamental. Sistema dual/dualidade constitutiva

8 A GRAMÁTICA PROFUNDA Da Matta acredita ter percebido a gramática profunda do universo social brasileiro; União da sociologia do indivíduo e sociologia da pessoa; Em que consiste esse dualismo e como Da Matta o constrói? Outras dualidades: casa e rua; espaços privilegiados onde cada uma dessas modalidades de relações sociais se realizariam; À oposição entre a casa e a rua corresponderiam, por sua vez, papéis sociais, ideologias e valores, ações e objetos específicos

9 P ESSOA X I NDIVÍDUO Indivíduo: No caso das leis gerais e da repressão, seguimos sempre o código burocrático ou a vertente impessoal e universalizante, igualitária, do sistema; Pessoa: relações e da moralidade pessoal, tomando a vertente do jeitinho, da malandragem e da solidariedade como eixo de ação; A lei geral e abstrata teria uma validade de primeira instância; No entanto, em caso de conflito, o caso concreto obedeceria a outros imperativos que não àquele da lei geral; No caso concreto, não aplicamos a lei geral ao caso específico, mas a força relativa de nossas relações pessoais; Estabelece a pessoa onde antes só havia o indivíduo

10 E NSAIO - V OCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO ? O ritual autoritário do você sabe..., é um ritual cotidiano, do cotidiano hostil da rua; Traz à tona o verdadeiro e profundo esqueleto hierarquizante de nossa sociedade; Afinal, como se combinam indivíduo e pessoa ou casa e rua? Qual é o elemento dominante e qual o subordinado? Enfatiza o componente aberto dessa competição entre princípios de organização social: dilema brasileiro.

11 A PESSOA ( E NÃO INDIVÍDUO ) Desagradável aparição no cotidiano que restaura a paz hierárquica perturbada por quem levou a sério o princípio igualitário; Quebrando assim o pacto silencioso e cordial de uma sociedade em que cada um efetivamente deve conhecer o seu lugar; A moral da história aqui é a seguinte: confie sempre em pessoas e em relações (como nos contos de fadas), nunca em regras gerais ou em leis universais; Elemento pessoal que é visto como dominante em relação ao elemento abstrato, legal.

12 A USÊNCIA DE ESPECIFICIDADE BRASILEIRA Percepção sobre a política: corrupção como um dado estrutural da esfera política moderna não tem nada a ver com o personalismo e o tradicionalismo que Da Matta identifica na sociedade brasileira.

13 E STADO E M ERCADO X C ASA Mundo competitivo, hostil, das regras gerais e impessoais associadas à competição capitalista e ao aparelho repressivo do Estado. Mundo da casa, onde as relações se regem pela afetividade e todos são supercidadãos. o o que faz com que precisamente nesses casos tal ou qual princípio seja mais ou menos eficiente? Essa questão nunca é respondida por Da Matta.

14 Q UESTÃO LEVANTADA POR JESSÉ SOUZA Nó conceitual; Levada às suas últimas consequências, essa solução implica afirmar que os brasileiros se comportam de um modo inverso aos estímulos das instituições sociais fundamentais, como Estado e mercado; Vincula habilmente a auto-imagem folclórica do brasileiro com análises concretas de rituais facilmente observáveis na realidade cotidiana

15 Q UESTÕES Ausência de teoria da estratificação social: explica como e por que esses valores e não outros lograram institucionalizar-se; O que passa então a ser imediatamente problemático é explicar a própria possibilidade de existência desses espaços tão antagônicos; Da Matta faz referência à obra de Max Weber: acerca do tema das éticas sociais dúplices ou múltiplas típicas de sociedades tradicionais ou semitradicionais. Gramática profunda ou dualismo superficial?

16 A RGUMENTOS DE JESSÉ SOUZA Weber: escolha entre ética múltipla e ética única; as instituições impessoais do capitalismo moderno, o mercado competitivo e o Estado burocrático, criam estímulos para a conduta individual que não estão mais à disposição da volição dos agentes Weber e demais sociólogos: Economia monetária: redefinição da consciência subjetiva individual de enormes proporções (p.53) Formação de uma economia emocional específica A dualidade damattiana: mundo da casa é invadido pela rua, estabelecendo como devemos agir, o que devemos desejar e como devemos sentir.

17 T AYLOR Traço marcante da cultura moderna: renascimento e nobilitação do sentimento A vida social moderna: duas vertentes da configuração moral ocidental a noção de dignidade generalizável: lugar privilegiado é a economia e o mundo do trabalho, a noção de autenticidade: casamento baseado em sentimentos e constituição de um espaço de intimidade e cumplicidade compartilhada Construções sociais do mundo moderno

18 T ENTATIVA DE INTERPRETAÇÃO Explicar o atraso social e político brasileiro sem apelar para explicações que enfatizem a permanência do personalismo como o núcleo da formação social brasileira; Herança ibérica, personalismo e patrimonialismo, formando a interpretação dominante dos brasileiros sobre si mesmos (Sergio Buarque, Raymundo Faoro, DaMatta); Brasil é desvio de modernidade; Outra concepção de modernização brasileira: miséria e nosso atraso relativo como resultado da seletividade desse mesmo processo de modernização.

19 C ONSIDERAÇÕES transmissão da herança patrimonial portuguesa ao Brasil, de um Estado patrimonial centralizado e todo-poderoso que inibiria o localismo e o associativismo comandada por relações pessoais de família e compadrio Brasil colonial seria um caso extremo de descentralismo político, criando as condições para um patriarcalismo que se cristaliza em mandonismo local ilimitado, pela ausência seja de instituições intermediárias acima da família, seja de efetiva ação e controle do Estado. Roberto Da MattaGilberto Freyre

20 I NTERPRETAÇÃO BASEADA EM GILBERTO FREYRE O Brasil seria uma sociedade sui generis e não uma mera continuação de Portugal; Sociedade colonial brasileira como uma sociedade sadomasoquista: escravidão muçulmana; Constituição da modernidade brasileira sob a forma peculiar de uma reeuropeização

21 S OCIEDADE SADOMASOQUISTA Escravidão, uso de capitães-demato e feitores negros ou mulatos; Mestiçagem como peculiaridade social brasileira (possibilidade de mobilidade social); Caráter autárquico do domínio senhorial condicionado pela ausência de instituições acima do senhor territorial; Não existia ainda poder moral independente; É precisamente essa assimilação da vontade externa como se fosse própria, assimilação essa socialmente condicionada e que mata no nascedouro a própria auto-representação do dominado como um ser independente e autônomo.

22 R EEUROPEIZAÇÃO Para Freyre o personalismo, antes todo dominante, é ferido de morte com a reeuropeização; Chega em 1808: duas instituições mais importantes da sociedade moderna - Estado racional e mercado capitalista; A troca de mercadorias: elemento dissolvente de relações tradicionais; Mercadorias e máquinas: nova visão da condução da vida cotidiana e nova economia emocional adequada às suas necessidades; Assimilação cultural: as classes inferiores adotam o padrão cultural e o gosto das classes superiores; É apenas o mulato talentoso, estudioso e apto que ascende. Apenas aquele que se europeíza.

23 C ONSEQUÊNCIAS PARA O B RASIL Estado e mercado: insuficientes para possibilitar, por si mesmas, a homogeneização das condições e oportunidades sociais; Vai expulsar para a margem do sistema: inadaptados ao novo sistema vencedor; Europa não foi escravocrata: facilitou o processo de equilíbrio entre as diversas classes e a universalização da categoria de cidadão; Subcidadania: valores objetivamente inscritos na nossa lógica institucional como resultado da forma singular pela qual fomos modernizados


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