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Ética e subjetividade – uma reflexão. Introdução Introdução - Delimitação do campo da ética - Dos elementos que constituem o campo ético - A relação entre.

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1 Ética e subjetividade – uma reflexão

2 Introdução Introdução - Delimitação do campo da ética - Dos elementos que constituem o campo ético - A relação entre o ético e social - A relação entre o ético e o político - Problemas para o Brasil e no Brasil

3 I. O campo da ética Ética – ethos (grego) Ética – ethos (grego) - O caráter - a constituição interior (física, psíquica). Diferente de disposições interiores para a ação e para a ação virtuosa - O conjunto de costumes do grupo social. Mores = costumes de uma comunidade – certos fins, bons

4 Ética como campo da práxis Ética como campo da práxis - Ética campo privilegiado da práxis - Práxis - o sujeito que tem capacidade, disposição e aptidão para praticar uma ação – finalidade - encontra na sua realização a sua própria realização - Relação entre seres humanos: pela mediação de valores que são comuns e das relações sociais em comum

5 Ético Ético - Pressupõe a subjetividade, agentes e a intersubjetividade. Espaço da ação ética - Pressupõe a realização pela ação de valores. Intersubjetivos sociais. - Valores - são constituídos pelos agentes - os fins e as ações = inter-relação

6 As características do campo ético Elementos que constituem o campo ético Elementos que constituem o campo ético 1º) O agente, sujeito - Consciência (razão, racionalidade) e vontade (liberdade, deliberar e escolher) - Subjetividade ética = sujeito moral

7 2º) Conjunto de valores, conteúdo do ato ético - Vida ética transforma objetos, lugares, tempos, seres humanos = dotados de sentido (valor) - Conjunto de valores: o espaço e o tempo no qual o ato do agente se realiza - Ato se realiza a partir de valores - Valores = princípio, meio e fim da ação moral

8 3º) Relação entre meios e fins - Ética diferente da técnica e da política - Técnica = o meio = pensado a partir de sua eficácia. Utilidade e eficácia - Política: relação entre meios e fins numa sociedade dividida em classes (contradições sociais) relação que permite tudo (usar meios não políticos para realizar fins políticos)

9 Ética os fins não justificam os meios - Os fins determinam a própria qualidade dos meios - A relação entre o meio e fim é uma relação de valor ético - Deve ser proporcional: ação justa = meio justo - Identidade de qualidade entre os meios e os fins

10 4º) A situação, contexto A presença da contingência, do acidente, do fortuito, do acaso Campo ético:valores = princípios e fins Adequação interna entre meios e fins Realidade = tempo, condições Situação: não escolhemos, não somos autores

11 Situação e campo ético = exige continuamente da parte do sujeito o ato de deliberação e de escolha Universo ético: não é regido por uma necessidade que permita estabelecer de início um conjunto de regras e normas que funcione de forma automática Condições históricas, políticas, econômicas e sociais Exige deliberação contínua, escolha e recriação dos próprios valores humanos Intersubjetividade social

12 5º) Universo cultural, histórico-cultural Coloca os critérios de valoração dos seres, das situações, das ações realizadas, modo de relação com o outro A ética se realiza na intersubjetividade social Ética enraizada num campo histórico- cultural (nasce, responde e pode transformar) A ética não é repetição infindável de ações, valores sempiternos

13 A maneira de relacionar (com o outro, consigo mesmo, com o universo) é definida pela consciência, liberdade, fins transformadores O campo ético é histórico: constituído historicamente, se transforma pela ação do próprio sujeito moral

14 Ética cristã e Ética profana A ética sob a qual vivemos: simultânea, conflito, convivendo A ética sob a qual vivemos: simultânea, conflito, convivendo Ética cristã Dois valores fundamentais: a caridade e a justiça (orientam a relação com o outro) - relação com o absoluto e com o outro

15 Ética profana - - Relação de alteridade (o outro) sujeitos iguais - valor da igualdade (honestidade X mentira; coragem para estar com ou contra o outro; lealdade) - virtude (valor) força interior: para realizar esses valores sejam quais forem as circunstâncias adversas

16 Violência Violência Violência - Vício fundamental, que torna impossível a virtude - Ato de violação do ser do outro (ser humano)

17 Violência e o ser humano Violência e o ser humano - Violação da natureza humana: coisificar o homem (tratá-lo como coisa, objeto) - É o reconhecimento do outro como humano, o não reconhecimento do outro como sujeito, como pessoa

18 II. A ética é possível no Brasil? A sociedade brasileira está estruturada de uma maneira pela qual é um obstáculo estrutural cotidiano à ética cristã e a ética profana

19 Brasil: uma sociedade violenta Brasil: uma sociedade violenta - A sociedade brasileira é estruturalmente uma sociedade violenta - Violência: modo de produção capitalista (exploração do trabalho e dominação política) - Ética da sociedade capitalista: ética liberal

20 - Brasil: sociedade estruturada a partir do governo colonial e escravista - constituída por um conjunto de hierarquias insuperáveis (relação entre desiguais hierarquizados) - superior e inferior, comandante e obediente - As relações no interior (família, trabalho, etc) estruturada de maneira a tornar impossível a existência do outro como meu igual

21 Organização da sociedade brasileira: Lei do Gerson - Levar vantagem em tudo - Não existe a proporcionalidade dos meios e fins - Não existe a idéia de que o fim ético exige um meio ético

22 O mito da cordialidade - Sociedade brasileira autoritária e violenta - tão violenta que se torna incapaz de reconhecer-se como violenta - racista, machista, discriminação e exclusão - A esfera ética não consegue se constituir por causa da violência - social, política: o outro portador de direito

23 Tradição política e a cidadania 1º) A tradição populista - despótica: o poder – governador - Elimina as mediações políticas - O governante procura encarnar na sua pessoa a totalidade da população e se relaciona a partir de si com cada um dos indivíduos

24 2º) A Tradição messiânica Messiânica popular: tempo de injustiça (apocalipse, messianismo político) a visão teocrática do poder - governador: voz de Deus - Não existe relação de representação, nem de participação, o outro não existe como cidadão, mas subalterno

25 3º) A tradição autoritária - A privatização da esfera pública - A classe dominante: privilégio do exercício do poder (onde houver privilégios não há cidadania) - Carência: não universalização do bem comum - sem o interesse comum: não tem o campo ético do valor nem o campo político da cidadania - Ausência da generalidade do comum e da universalidade do direito = autoritarismo social

26 A servidão voluntária - Negação da ética e da política A interiorização da desumanidade e a exteriorização do humano num outro que me desumaniza - Relação social assustadora - Negação da ética e da cidadania = servidão voluntária

27 Perguntas: O fim justifica os meios? A ética é possível no Brasil? Como faremos para a ética ser possível?

28 Bibliografia Chauí, Marilena. Ética e subjetividade – uma reflexão.

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