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Políticas Públicas de Assistência Social. Relatos seculares de filicídios (assassinato dos filhos pelos pais), maus-tratos, negligências, abandonos, abusos.

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1 Políticas Públicas de Assistência Social

2 Relatos seculares de filicídios (assassinato dos filhos pelos pais), maus-tratos, negligências, abandonos, abusos sexuais. Registros históricos de rituais de iniciação ou de passagem para a idade adulta associados comportamentos e pressões violentas, fazendo parte da história cultural da humanidade. O Estado e a Democracia iniciaram o processo de reprovações contra tais práticas. Família: Pai senhor absoluto Disciplina conquistada com castigo e punição física Obediência = respeito = poder

3 Mas a existência da Lei não é o suficiente para impedir ou inibir o crime, especialmente quando ocorre reforço tardio. A verdade é sempre fruto de um passado, mais ou menos longínquo, o que a vida nos dá no presente.

4 Seguridade Social é prevista na Constituição Federal Lei Orgânica da Assistência Social Lei 12435, estabelece o SUAS e seus serviços. Redefine os serviços socioassistenciais de modo hierarquizado: Proteção Básica (CRAS - Centro Referência de Assistência Social) Proteção Especial (CREAS - Centro de Referência especializado da assistência social) Traduz e especifica serviços socioassistenciais Criação e implementação sistemas de vigilância da proteção social. Elege como unidade de intervenção a família.

5 A perspectiva contemporânea é de reconhecimento da indispensabilidade da família no cerne das políticas públicas destinadas à proteção e ao desenvolvimento dos cidadãos, seja como porta de entrada e adesão aos propósitos dos serviços públicos básicos (saúde, educação, habitação, emprego....), seja como co-responsável e parceira na condução destes mesmos serviços.

6 1)Proteção à maternidade-paternidade-infância - proteção aos vínculos 2)Incentivo a igualdade social nas famílias, oportunidades iguais para homens e mulheres na sociedade; 3)Punição e combate as formas de violência doméstica e familiar de forma a construir uma cultura de paz e evitar a deterioração da solidariedade social, repercutindo em contextos mais amplos;

7 4)Respeito à diversidade cultural das formas de família: variações étnicas, regionais e de gênero; 5)Focalização nas camadas e pessoas vulneráveis de forma a favorecer o equilíbrio entre autonomia e solidariedade nas relações familiares.

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9 Confere identidade e legitimidade da atenção especializada do SUAS para crianças, adolescentes, jovens, mulheres, pessoas idosas, com deficiência, e suas famílias, em situações de ameaça e violações de direitos, por: negligência, abandono, isolamento, confinamento, violência física, psicológica ou sexual, exploração sexual comercial, situação de rua, de tráfico de pessoas, vivência de trabalho infantil, falta de cuidados parentais, além de outras situações que provocam danos e agravos a sua condição de vida.

10 O trabalho das equipes profissionais deve ser orientado por procedimentos especializados que considerem a dinâmica da família, sua relação com o contexto e natureza da violação, se eventual ou cíclica; Eventual: fragilidade passageira, intervenção mais breve; Cíclica (repetitiva): naturalização das violações, continuar seguindo sem enfrentamento, construção da subjetividade e identidade baseada na violação. CREAS não é lugar de investigação policial, nem de denúncias para fins de punição dos autores de violações/violências.

11 Fatores da sociedade: Pobreza; Normas sociais que apoiam violência sexual; Normas sociais que apoiam a superioridade masculina; Normas sociais que mantém a inferioridade da mulher e submissão sexual; Leis ineficazes e políticas relacionadas à igualdade sexual insuficientes; Alta tolerância ao crime e outras formas de violência; Efetivação tardia da punição

12 Fatores de comunidade: Falta de oportunidades de trabalho; Falta de apoio institucional da polícia e sistema judiciário; Tolerância geral pela violência e abuso sexual dentro da comunidade; Sanções amenas da comunidade contra pessoas que realizam violência e abuso sexual.

13 Fatores de relacionamento: Associação com pessoas sexualmente agressivas e delinquentes; Ambiente familiar caracterizado por violência física e poucos recursos; Relacionamento familiar fortemente patriarcal; Ambiente familiar de pouco apoio emocional.

14 Ressignificação do olhar para um sujeito que cometeu violência, que pode ser orientado e prosseguir sob o viés da responsabilização e da prevenção da reincidência. Desta maneira, acredita-se que efetivamente projetos em prol da equidade dos atendimentos no enfrentamento da violência se tornem possíveis. Conectar os recursos existentes e potencializar os que estavam trabalhando isoladamente, integrar recursos em rede. Todos percebem que a vítima precisa de ajuda, mas poucos veem esta necessidade no agressor. As duas partes precisam de auxílio para promover uma verdadeira transformação da relação violenta.

15 Os agressores em sua maioria são homens, 30% dos abusadores tem menos de 35 anos e cerca de 80% tem inteligência normal ou acima da média (Serafim, et al, 2009). O abusador sexual não são distinguidos por classe socioeconômica, grupo étnico ou religião e menos de 5% tem doença mental severa (Serafim, et al, 2009; Martins, 2007). A maior parte dos agressores tem histórico de relações abusivas na infância, sejam físicas, psicológicas ou sexuais (Kear-Colwell & Boer, 2000; Os abusadores foram crianças emocionalmente mal nutridas, com relacionamentos rígidos, distantes, invasivos ou patologizantes. (Martins 2007, p. 133)

16 Os abusadores, em geral, têm dificuldade de estabelecer relacionamentos de intimidade, relacionamentos com adulto, o que também se traduz na dificuldade de formar a aliança terapêutica (Kear-Colwell & Boer, 2000). Apesar de identificarem seus comportamentos sexuais como fora da lei, os agressores tendem a convencer-se de que o comportamento é aceitável e que, além disso, a vítima também deseja a interação sexual e que suas respostas são afirmativas à aproximação e, nesse sentido, não geram dano algum (Serafim et al, 2009)

17 Grupo de Violação - JAN / DEZ PAEFICriançaAdolesc.HomensMulheresTOTAL Violência Intrafamiliar Negligência ou Abandono Abuso Sexual Exploração Sexual Trabalho Infantil Tráfico de Seres Humanos 32 5 Discriminação Orient. Sexual Conflito Familiar (*)/Vulnerabilidade Autor da Violência 1 1 Dependência Química TOTAL (*) 01 Imigrante Haitiana

18 Grupo de Violação - JAN / DEZ Idoso e DeficienteIdosoDeficienteTOTAL Violência Intrafamiliar Negligência ou Abandono TOTAL413206*619 Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosos (as) e suas Famílias.

19 1- Será que temos construído políticas públicas coerentes com a realidade de ausência de um modelo único de família e com a presente valorização da individualidade e dos direitos assegurados? 2-Em que medida estamos em face de uma correta focalização nas vítimas da violência (Camargo, 2004), de uma ilegítima defesa de um modelo familiar priorizado diante de outros igualmente reconhecidos em nossa legislação, ou de uma política social que, ao invés de apoiar o bem-estar familiar, o faz apenas em caráter emergencial?

20 A morosidade da Justiça em condenar o agressor da violência; Sistema carcerário superlotado que não consegue garantir a ressocialização do criminoso, Poucas são as iniciativas que apostam em tratamentos de recuperação no País. Tratamento e encaminhamento adequado ao agressor para trabalhar a violência. "A responsabilização do criminoso deve ser garantida, mas os elementos que desencadearam essa violência têm que ser combatidos para que ele não faça novas vítimas", A sociedade também tem sua parcela de culpa por tratar a questão da criminalidade só com o víeis da repressão."Ela precisa entender que a violência que assola o País tem causas e essas causas é que têm que ser enfrentadas"

21 Persistente cultura de subordinação da mulher ao homem de quem ela é considerada uma inalienável e eterna propriedade; uma recorrente dramatização romântica do amor passional, sobretudo na televisão e no rádio, em que realidade e imaginário se retro-alimentam; Pouca importância que as instituições do Estado dão à denúncia e ao julgamento dos crimes contra as mulheres e meninas.

22 Para enfrentar esta cultura machista e patriarcal são necessárias políticas públicas transversais que modifiquem a discriminação e a incompreensão de que os Direitos das Mulheres são Direitos Humanos. Modificar a cultura da subordinação de gênero requer uma ação conjugada entre os programas dos Ministérios da Justiça, da Educação, da Saúde, do Planejamento e demais ministérios..

23 Capacitação e monitoramento permanente para os atores da rede de proteção visando um programa de transformação da cultura da força e da violência de gênero. Nos programas escolares – desde o ensino fundamental até o universitário – precisa haver a inclusão da dimensão gênero mostrando como a hierarquia existente na cultura brasileira de subordinação da mulher ao homem traz desequilíbrios de todas as ordens – econômico, familiar, emocional e incrementa a violência.

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26 CENTRO DE REFERÊNCIA ESPECIALIZADO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL CREAS MANAUS/AM Rua Libertador, nº 535 Nossa Senhora das Graças Fone/Fax: Ana Lúcia M. de Araújo Carvalho Chefe de Divisão de Média Complexidade Coordenadora do CREAS

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