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Prof. Ms. Juliana Pinto Viecheneski

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Apresentação em tema: "Prof. Ms. Juliana Pinto Viecheneski"— Transcrição da apresentação:

1 Prof. Ms. Juliana Pinto Viecheneski
CIÊNCIAS E GEOGRAFIA NOS ANOS INICIAIS: DESVELANDO CAMINHOS E PRÁTICAS PARA A CIDADANIA

2 Objetivos Refletir sobre o Ensino de Ciências e Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental; Compartilhar conhecimentos e práticas pedagógicas, que integram os diferentes componentes curriculares no ciclo de alfabetização.

3 O que as pessoas pensam quando essas palavras são mencionadas?
CIÊNCIA? CIENTISTA? O que as pessoas pensam quando essas palavras são mencionadas?

4 Faça um exercício… Feche os olhos e veja que imagens surgem em sua mente….

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9 O cientista virou um mito…
Cientista é uma pessoa que pensa melhor que as outras…(ALVES, 2000). Superioridade do modelo de decisões tecnocráticas Status de superioridade da ciência

10 […] status de superioridade da ciência para a leitura do mundo, tem propiciado a utilização aleatória da linguagem da ciência como garantia de qualidade de produtos e também a disseminação dos termos como “comprovado cientificamente”, “testado cientificamente” etc., como identificadores de um discurso de verdade […] (LOPES; DULAC, 2007, p. 44)

11 Testado científicamente: seus cabelos agora mais lisos e brilhantes!
Comprovado cientificamente: dentes mais brancos!! Parece mágica!! Enzima XX garante ação branqueadora: Suas roupas limpas como nunca!

12 Detentora da verdade dos fatos
CIÊNCIA NÃO É Detentora da verdade dos fatos Neutra Serve a quem a domina… (LOPES; DULAC, 2007)

13 Ciência e tecnologia = construções humanas
Nem sempre trazem apenas benefícios, mas implicações e consequências ( CHASSOT, 2003). Contradição: ciência e a tecnologia estão presentes no cotidiano, valorizadas socialmente – seu entendimento continua sendo negado à maioria das pessoas (LEAL; GOUVÊA, 2002; LLÓRENS, 1991; ) Tecnologias - parte da vida da população - isso não significa que a sua compreensão já esteja incorporada como parte da cultura (SOUZA et al., 2007; DELIZOICOV et al., 2009).

14 Qual é a nossa visão sobre a Ciência, a Geografia?
Qual o lugar da Geografia e das Ciências nos anos iniciais? Privilegiamos quais conteúdos? Como integramos essas áreas à alfabetização nos anos iniciais?

15 Para além da leitura da palavra…Leitura do mundo…
Apropriar-se das diversas formas de pensar Diversas formas de explicar os fenômenos Estabelecer relações entre os diferentes saberes que fazem parte da nossa cultura (LOPES; DULAC, 2007, p. 34)

16 “[...] aprender a ler, aprendendo
a ler o mundo; e escrever, aprendendo a escrever o mundo.” (CALLAI, 2005, p. 228) Alfabetização e alfabetização espacial Alfabetização e alfabetização científica

17 Ler o mundo da vida, ler o espaço e compreender que as paisagens que podemos ver são resultado da vida em sociedade, dos homens na busca da sua sobrevivência e da satisfação das suas necessidades. (CALLAI, 2005, p ) Alfabetização cartográfica - “é um processo que se inicia quando a criança reconhece os lugares, conseguindo identificar as paisagens” (Castelar, 2000, p. 30) Para tanto, a criança “[...] precisa saber olhar, observar, descrever, registrar e analisar”. (CALLAI, 2005, p. 229)

18 Alfabetização científica X Letramento científico
Alfabetização científica - definição ampla e por vezes, controversa (SASSERON; CARVALHO, 2008). Alfabetização científica X Letramento científico Apesar das distinções – preocupação central: Ciência Sociedade Tecnologia

19 Alfabetização científica nos anos iniciais
[...] como o processo pelo qual a linguagem das Ciências Naturais adquire significados, constituindo-se um meio para o indivíduo ampliar o seu universo de conhecimento, a sua cultura, como cidadão inserido na sociedade. (LORENZETTI; DELIZOICOV , 2001, p.8-9) Alfabetização científica - processo a ser desenvolvido ao longo de toda a vida.

20 processo diretamente relacionado à formação dos cidadãos
desenvolvimento de atitudes e valores entendimento de práticas científicas Inter-relações CTSA aquisição de conhecimentos

21 Partindo do fato de que a gente lê o mundo ainda muito antes de ler a palavra, a principal questão é exercitar a prática de fazer a leitura do mundo. E pode-se dizer que isso nasce com a criança (CALLAI, 2005, p. 232)

22 está interagindo com um espaço que é social, está ampliando o seu mundo e reconhecendo a complexidade dele. (CALLAI, 2005, p. 233)

23 Crianças – curiosas, desejam compreender o mundo.
Elaboram hipóteses e encontram maneiras peculiares de explicar os acontecimentos do seu meio.

24 “[. ] Se não há pergunta, não pode haver conhecimento científico
“[...] Se não há pergunta, não pode haver conhecimento científico. Nada é evidente. Nada é gratuito. Tudo é construído” (BACHELARD, 1996, p.12) Capacidade de questionamento desenvolve-se na infância - as crianças são perguntadoras por excelência. (Rodrigues et al.)

25 Perguntas elaboradas por crianças - Projeto Universidade das crianças
Projeto de extensão coordenado pelo Núcleo de Divulgação Científica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) A equipe envolve colaboradores vindos das Ciências Biológicas, Medicina, Geografia, Belas Artes, Ciências Sociais e Educação.

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40 Imagens disponíveis em http://www. universidadedascriancas

41 Educação como prática da liberdade (FREIRE)
[…] nela, o conhecimento existe para ajudar as pessoas (também as crianças pequenas) a criar e a imaginar, e não aprisioná-las em mesas e carteiras. (KRAMER, 2003, p.79) Trabalho pedagógico – dimensão cultural Espaço para brincar, criar, imaginar, perguntar

42 Levantar novas suposições Questionar
ESCOLA: Estimular nas crianças a compreensão de que a ciência está em casa, no corpo, nas atividades diárias, enfim, na maior parte das vivências cotidianas (Bertelli et al.) Incentivar o espírito investigativo e a curiosidade epistemológica dos alunos: Levantar novas suposições Questionar Confrontar ideias e construir, gradualmente, conceitos científicos

43 Justificativas para o ensino de ciências nos anos iniciais
As ciências podem ajudar as crianças a pensar de maneira lógica sobre os fatos cotidianos e a resolver problemas práticos simples As ciências, e suas aplicações tecnológicas, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. As ciências e a tecnologia são atividades socialmente úteis que esperamos sejam familiares às crianças. Dado que o mundo tende a orientar-se cada vez mais num sentido científico e tecnológico, é importante que os futuros cidadãos se preparem para viver nele.

44 As ciências podem promover o desenvolvimento intelectual das crianças.
As ciências podem ajudar positivamente as crianças em outras áreas, especialmente em linguagem e matemática. Numerosas crianças de muitos países deixam de estudar ao acabar a escola primária, sendo esta a única oportunidade de que dispõem para explorar seu ambiente de um modo lógico e sistemático. As ciências nas escolas primárias podem ser realmente divertidas (UNESCO apud HARLEN, 1994, p )

45 Numa sociedade em que se convive com a supervalorização do conhecimento científico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia-a-dia, não é possível pensar na formação de um cidadão crítico à margem do saber científico (BRASIL, 1997, p.21). SUJEITO TEMPO DE APRENDER TEMPO DE VIVER MUNDO DA ESCOLA MUNDO DA VIDA

46 Ciclo de Alfabetização: Para além da leitura da palavra…Leitura do mundo…
A par do prazer de saber ler a palavra e saber escrevê-la, podemos acrescentar o desafio de ter prazer em compreender o significado social da palavra – o que significa ler para além da palavra em si, percebendo o conteúdo social que ela traz, e, mais ainda, aprender a produzir o próprio pensamento que será expresso por meio da escrita. (CALLAI, 2005, p. 233)

47 Desde o início do processo de escolarização e alfabetização, os temas de natureza científica e técnica, por sua presença variada, podem ser de grande ajuda, por permitirem diferentes formas de expressão. Não se trata somente de ensinar a ler e escrever para que os alunos possam aprender Ciências, mas também de fazer usos das Ciências para que os alunos possam aprender a ler e a escrever. (BRASIL, 1997, p. 62)

48 Uso da literatura infantil de maneira sistematizada
Uso de diferentes gêneros textuais relacionados ao tema em estudo Músicas Revistas (Ciência Hoje das Crianças, dentre outras)

49 Compartilhando experiências…
Formar pequenos grupos para compartilhar experiências de trabalhos realizados com gêneros textuais na sala de aula. Nos grupos, discutir e responder as seguintes questões: Quais áreas de conhecimento foram contempladas nas experiências relatadas? Quais gêneros textuais foram abordados ? O que os alunos puderam aprender com essa experiência? Socializar as reflexões de todos os grupos.

50 “E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia”.
Carlos Drummond de Andrade

51 (VINÃO FRAGO, [1993?] apud LOPES; DULAC, 2007, p. 45)
Não importam as modalidades de leitura ou escrita: o que importa é como a leitura e a escrita influenciam e determinam nossas vidas, como nos fazem sentir, ver e construir realidades. Não se trata de ler para viver, nem de viver para ler, mas sim de viver quando se lê e ler, quando se vive, no livro da vida. (VINÃO FRAGO, [1993?] apud LOPES; DULAC, 2007, p. 45)

52 Referências LOPES, C. V. M.; DULAC, E. B. F. Ideias e palavras na/da ciência ou leitura e escrita: o que a ciência tem a ver com isso? In: NEVES, I. C. B. et.al. (Orgs). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 8 ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2007. CHASSOT, A. I. Alfabetização científica: uma possibilidade para a inclusão social. Revista Brasileira de Educação, São Paulo, v. 23, n. 22, p , Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n22/n22a09.pdf> Acesso em: 10 abr. 2013

53 LEAL, M. C.; GOUVÊA, G. Narrativa, mito, ciência e tecnologia: o ensino de ciências na escola e no museu. Ensaio - Pesquisa em Educação em Ciências, v.2, n.1, mar Disponível em: < Acesso em: 05 mar SOUZA, C. A.; et al. Cultura científica-tecnológica na educação básica. Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciências, v.9, n.1, jul Disponível em: < Acesso em 24 mar DELIZOICOV, D.; et al. Ensino de ciências: fundamentos e métodos. 3 ed. São Paulo: Cortez, 2009.

54 CALLAI, H. C. Aprendendo a ler o mundo: a geografia nos anos iniciais do ensino fundamental. Cadernos Cedes, Campinas, vol. 25, n. 66, p , maio/ago Disponível em <http://www.cedes.unicamp.br>. Acesso em 15 jan SASSERON, L. H.; CARVALHO, A. M. P. de. Almejando a alfabetização científica no ensino fundamental: a proposição e a procura de indicadores do processo. Investigações em Ensino de Ciências, v.13, n.3, p , Disponível em: <http://www.if.ufrgs.br/ienci/artigos/Artigo_ID199/v13_n3_a2008.pdf>. Acesso em: 25 out LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. Alfabetização científica no contexto das séries inicias. Ensaio - Pesquisa em Educação em Ciências, v. 3, n. 1, jun Disponível em: <http://www.fae.ufmg.br/ensaio/v3_n1/leonir.PDF> Acesso em 10 mar

55 BACHELARD, G. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. KRAMER, S. Direitos da criança e projeto político pedagógico de educação infantil. In: BAZÍLIO, L; KRAMER, S. Infância, educação e direitos humanos. São Paulo: Cortez, 2003, p BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: ciências naturais. Brasília: MEC/SEF, 1997. LLÓRENS, J. A. Comenzando a aprender química: ideas para el diseño curricular. Madrid: Visor, 1991.  CASTELLAR, S.M.V. A alfabetização em geografia. Espaços da Escola, Ijuí, v. 10, n. 37, p , jul./set

56 BERTELLI, M. de Q. et al. Universidade das crianças:
ciência para as crianças no rádio brasileiro. Disponível em: Acesso em: 30 abr.2013. RODRIGUES, M. et al. Rede universidade das crianças. Disponível em: ALVES, R. Filosofia da ciência: Introdução ao jogo e a suas regras. São Paulo: Loyola, 2000. HARLEN, W. Enseñanza y aprendizaje de las ciencias. 2 ed. Madrid: Morata, 1994.


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