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Avanços no conhecimento sobre determinantes sociais da saúde no Brasil Cesar Victora Universidade Federal de Pelotas 1 a Reunião da CNDSS Brasília, 15/03/2006.

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1 Avanços no conhecimento sobre determinantes sociais da saúde no Brasil Cesar Victora Universidade Federal de Pelotas 1 a Reunião da CNDSS Brasília, 15/03/2006

2 Roteiro As desigualdades e seu estudo Por que os pobres morrem mais cedo? Desafios para o estudo das desigualdades

3 Os 10 países com maiores desigualdades de renda Índice de Gini para concentração de renda x 100 PNUD 2005 Países escandinavos = 25

4 Mortalidade infantil no Brasil Fonte: CEDEPLAR/PNUD, 2000

5 Almeida-Filho et al, Produção científica sobre iniqüidades na América Latina,

6 Alguns pioneiros importantes Josué de Castro Samuel Pessoa Carlos Gentile de Mello Sérgio Arouca Cecilia Donnangelo

7 Definições Desigualdades: diferenças sistemáticas entre grupos populacionais em termos de indicadores de saúde Iniqüidades: desigualdades injustas e evitáveis  Nível socioeconômico  Raça/etnia  Gênero  Faixa etária  Opção sexual  Etc

8 A coorte de nascimentos de Pelotas, 1982 Estudo de base populacional nascidos vivos Acompanhados até o presente (23 anos) Novas coortes iniciadas em 1993 e 2004

9 Estudos de iniqüidades em saúde Determinantes distais (sociais, políticos, econômicos) Estratificação social Acesso a intervenções médico-sanitárias Saúde e estado nutricional

10 O primeiro desafio: Como medir nível socioeconômico? Renda Escolaridade Ocupação Classe social Posse da terra Índice de bens Local de moradia

11 Fontes de dados sobre iniqüidades em saúde PNAD Saúde 2003 (IBGE) Pesquisa Mundial da Saúde 2003 (OMS/Fiocruz) Sistemas de informações (MS) Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde 1996 Pesquisas locais e estaduais  Coortes de Pelotas  E muitas outras

12 Escopo das iniqüidades em saúde Mortalidade e morbidade Doenças infecciosas Causas externas Doenças crônicas  Cardiovasculares  Câncer  Pulmonares  Saúde mental  Saúde bucal  etc

13 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

14 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

15 Percentuais de famílias sem acesso a água potável, Brasil 2002 Fonte: PNAD 2002

16 Percentuais de adultos que fumam diariamente, Brasil 2003 Fonte: Pesq Mundial Saúde / Brasil 2003

17 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

18 Percentuais de crianças que recebem 6 ou mais intervenções básicas, Brasil 1996 Fonte: Victora et al, Lancet 2005

19 Realização de mamografia alguma vez na vida. Brasil 2003 Fonte: PNAD Saúde 2003

20 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

21 Percentuais de mulheres que engravidaram na adolescência. Pelotas, Fonte: Coorte de 1982 (Pelotas)

22 Percentuais de homens (18 anos) com sintomas psiquiátricos menores (SRQ). Pelotas, Fonte: Coorte de 1982 (Pelotas)

23 Percentuais de adultos que consideram sua saúde boa ou muito boa, Brasil 2003 Fonte: Pesq Mundial Saúde / Brasil 2003

24 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

25 Percentuais de crianças de 20 meses com desnutrição (déficit de peso para idade), Pelotas 1984 Fonte: Epidemiologia da Desigualdade, 1988

26 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

27 Fonte: PNAD Saúde 2003 Percentuais de indivíduos que consultaram no último ano, Brasil 2003

28 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

29 Percentuais de mulheres que fizeram exame ginecológico durante o pré-natal. Pelotas, Fonte: Pelotas, Coorte 2004

30 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

31 Percentuais de doentes que obtiveram todos os medicamentos prescritos na consulta, Brasil 2003 Fonte: Pesq Mundial Saúde / Brasil 2003

32 Percentuais de adultos que já perderam todos os dentes, Brasil 2003 Fonte: Pesq Mundial Saúde / Brasil 2003

33 Por que os pobres morrem mais cedo? Sadio Doença leve Doença grave Morte  Maior exposição às doenças e agravos  Menor cobertura com intervenções preventivas  Maior probabilidade de adoecer  Menor resistência às doenças Fonte: Victora C, Wagstaff A et al, Lancet 2003  Menor acesso a serviços de saúde  Pior qualidade da atenção recebida em serviços de atenção primária  Menor probabilidade de receber tratamentos essenciais  Menor acesso a serviços de nível secundário e terciário

34 Internações hospitalares, Brasil 2003 Diferentemente da utilização de serviços em geral, que apresentou marcadas desigualdades sociais desfavoráveis aos mais pobres, no caso da internação hospitalar foram os mais pobres que se internaram mais. Fonte: PNAD Saúde 2003

35 Desafios para o estudo das desigualdades Estudo de tendências temporais

36 Mortalidade infantil por renda familiar, Pelotas Fonte: Pelotas, Coortes de

37 Mortalidade neonatal por cor da mãe, Pelotas Fonte: Pelotas, Coortes de

38 Fonte: IBGE. Censos Demográficos de 1940 a 2000 Evolução da mortalidade infantil nas regiões brasileiras,

39 Razão entre os CMI nas Regiões Nordeste e Sul, Fonte: Análise secundária de dados do IBGE, 1940 a 2000

40 Desafios para o estudo das desigualdades Estudo de tendências temporais Incorporar eqüidade na avaliação de programas

41 COBERTURA UNIVERSAL PROGRAMA FOCALIZADO PRÓ-POBRES, ALTA COBERTURA PROGRAMA PRÓ-RICOS PROGRAMA FOCALIZADO PRÓ-POBRES, BAIXA COBERTURA Fonte: Victora, GFHR, 2005 Desempenho de programas em termos de eqüidade

42 Fonte: Barros A, Victora C et al, 2004 Desempenho de programas em termos de eqüidade

43 PSF, Porto Alegre, 2004 Vacinas completas (12-23 meses), Brasil, PNDS, 1996 PSF, Sergipe, 2000 Fonte: Barros A, Victora C et al, 2004

44 Desafios para o estudo das desigualdades Estudo de tendências temporais Incorporar eqüidade na avaliação de programas Desagregar estatísticas oficiais por posição socioeconômica e cor Integrar métodos quantitativos e qualitativos Financiar estudos para aprofundar a determinação das iniqüidades e estratégias para sua redução

45 O maior de todos os desafios Transformar o conhecimento em ação

46 Motivos para ser otimista SUS e PSF Erradicação (ou quase) de doenças infecciosas: varíola, poliomielite, sarampo, difteria, coqueluche Enorme redução nas mortes por diarréia na infância Controle da AIDS Bolsa-Família E outros exemplos de sucesso

47 Custa o rico a entrar no Céu, (Afirma o povo e não erra) Porém, muito mais difícil É um pobre ficar na terra Mário Quintana


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